Pacientes idosos: prevenção antes da intervenção

À luz do envelhecimento da população, dentistas precisam estar cientes dos riscos apresentados por dentição conservada e superfícies de raiz exposta em pacientes idosos, cujos problemas de saúde bucal são multifatoriais. Um artigo recente recomendou uma abordagem de intercepção máxima envolvendo todos os membros da equipe de saúde e promoção do auto cuidado baseado em evidências, levando em conta a salivação, a placa, fatores de risco de estilo de vida.
 
Os profissionais de odontologia devem estar preparados para o grande número de pacientes idosos, especialmente entre os baby boomers (geração nascida entre 1946 e 1964), conservando os seus dentes naturais por mais tempo, declarou o autor do artigo o Professor Laurence James Walsh, da Faculdade de Odontologia da Universidade de Queensland na Austrália. Problemas específicos incluem cáries de em superfícies de raiz em pacientes com uma forte história de cárie coronal e aqueles que de repente desenvolveram hipofunção salivar. Além disso, pacientes idosos sofrem mais de doenças crônicas e são clinicamente mais complexos.
 
Opções de tratamento precisam ser ajustadas para cada situação do paciente. Isso inclui considerar como os tratamentos como podem maximizar a qualidade de vida do paciente e fazer com que ele ou ela fiquem confortáveis e livres de dor bem como sendo o tratamento possa se encaixar dentro dos recursos econômicos de cada um, comentou Walsh.

Abordagem Multidisciplinar

Pacientes idosos por vezes não cuidam adequadamente de sua saúde bucal, devido a declínio de habilidades motoras finas e redução de visão. Daí, Walsh aconselha uma abordagem multidisciplinar com médicos, enfermeiros e cuidadores trabalhando em conjunto para fornecer uma boa saúde bucal para os pacientes que vivem em clínicas de cuidados a longo prazo. Uma mensagem chave deve ser a promoção da saúde oral como parte da saúde global, disse ele.
 
“Um princípio central da odontologia preventiva moderna é evitar intervir antes de dar a oportunidade da prevenção funcionar”, enfatizou Walsh.
 
A população idosa corre o risco de cair no ciclo da negligência dental ou piora da doença bucal. Acompanhantes podem ser relutantes em realizar higiene oral, uma vez que eles possam sentir falta do conhecimento e habilidades necessárias para fazer isso com segurança. Isso adiciona a percepção de que a boca é um espaço pessoal íntimo. Consequentemente, muitos cuidadores acreditam que os pacientes devem cuidar dos seus próprios dentes e próteses dentárias. No caso de pacientes que desenvolvem demência, essas barreiras para cuidados orais podem ser ampliados.
 
“Protocolos para cuidados orais devem ser adaptados às necessidades do paciente e serem realistas, dadas as limitações de tempo, finanças e energia que podem ser gastas”, disse Walsh. Além disso, a falta de educação é uma necessidade que deveria ser abordada.
 
O artigo intitulado “Gestão de intervenção mínima do paciente idoso”, foi publicado on line recentemente no British Dental Journal.

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