Bebidas energéticas: movimento pede proibição para menores de 16 anos

A British Dental Association (BDA) decidiu apoiar a campanha lançada pelo chef Jamie Oliver que pede a proibição de bebidas energéticas para menores de 16 anos. De acordo com a associação, o consumo deste tipo de bebidas está a contribuir para a criação de uma crise global de cáries dentárias em crianças. A campanha pede ao Governo britânico que faça do açúcar “o novo tabaco”.

Mick Armstrong, Chairman da British Dental Association, sublinha que “[o consumo destas bebidas] é um hábito que se está a formar. São altamente acídicas e têm mais de 20 colheres de chá de açúcar – muito mais do que uma lata de Coca-Cola”.

Muita cafeína e muito açúcar

A campanha de consciencialização, que está a ser promovida pelo jornal britânico The Daily Mirror, foca-se nos efeitos deste tipo de bebidas na saúde oral das crianças, no peso e nos níveis de concentração na escola, defendendo a proibição da venda a crianças com menos de 16 anos e pedindo aos retalhistas que exijam a apresentação de identificação dos clientes antes de permitirem a sua venda.

A maioria das bebidas energéticas contém cerca de 160 mg de cafeína por cada 500 ml, mas a dose diária recomendada de cafeína para crianças com dez anos não deve ultrapassar os 99 mg.

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Novo recurso que pode aumentar a eficácia da anestesia tópica

Pavor de injeções não é algo incomum e, quando combinado com um medo de dentistas, algumas pessoas podem evitar o tratamento odontológico até o último minuto. Em uma nova pesquisa, os cientistas de nosso país e dos Estados Unidos estão testando uma estratégia para aumentar a eficácia da anestesia tópica utilizada em odontologia. Sua esperança é reduzir o desconforto para o paciente e garantir que o anestésico possa alcançar mais internamente a mucosa.

Para seu estudo, os pesquisadores da Texas Tech University (TTU) e da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas desenvolveram um pequeno dispositivo que contém 57 microagulhas. Quando o dispositivo é colocado sobre a gengiva, bochecha ou qualquer outro local da boca a ser anestesiado, ele cria pequenos orifícios através dos quais medicamentos anestésicos, como a lidocaína, pode penetrar em regiões mais profundas da mucosa oral.

De acordo com o pesquisador principal Dr. Harvinder Singh Gill, Associate Professor e Whitacre Endowed Chair of Science and Engineering na TTU, métodos convencionais de anestesia tópica não podem garantir completamente a proteção para o paciente. Isto é particularmente verdadeiro quando uma injeção em profundidade é necessária para bloquear um nervo. “Esta situação provoca ansiedade para pacientes e dentistas, e pode comprometer o resultado do tratamento”, disse Gill.

Resultados promissores até o momento

Embora até a data o dispositivo só tenha sido testado em 10 pacientes, de acordo com Gill, os resultados têm sido positivos. No entanto, redução da dor da injeção não é a única área de interesse. Outros objetivos do estudo são medir a dor causada pelas 700 μm microagulhas, bem como para determinar a eficácia do sistema na expansão da área da anestesia tópica.

A pesquisa foi financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e realizada sob o escopo de seus pesquisadores paulistas no programa de colaboração internacional.​

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Periodontite e degeneração macular: uma enigmática Conexão

Muitos estudos clínicos ligam a periodontite crônica (PC) a vários distúrbios sistêmicos e, ultimamente, a degeneração macular relacionada à idade (DMRI), uma das principais causas de perda irreversível da visão em idosos, está associada à doença periodontal.

A chave do problema pode ser um dos principais causadores da periodontite crônica, Porphyromonas gingivalis (Pg), demonstraram capacidade de invadir células epiteliais, fibroblastos e dendríticas.

“Nosso estudo foi desenhado com o objetivo de questionar o papel da Pg e sua infecção por fímbrias das células epiteliais pigmentadas da retina humana e da retina de ratos retro-orbitalmente injetados, revelando assim possíveis ligações moleculares entre a CP e a DMRI”, disse Hyun Hong. Estudante de odontologia de pré-doutorado, Programa de Pesquisa de Verão, Faculdade de Odontologia da Geórgia) e Dr. Pachiappan Arjunan, o pesquisador principal, que dirigiu este estudo (Professor Assistente do Departamento de Periodontia da Faculdade de Odontologia da Geórgia, Universidade de Augusta).

Resultados

Células epiteliais de pigmento retiniano humano foram infectadas com Pg e suas linhagens mutantes isogênicas e genes foram analisados por qPCR.

Os resultados mostraram que as células epiteliais do pigmento retiniano humano ocupam Pg381 e que a qPCR mostra um aumento significativo nos níveis de expressão dos genes, importante na imunossupressão e marcadores de angiogênese / neovascularização em comparação com o controle não infectado.

Certos genes relacionados à regulação do complemento foram regulados positivamente, enquanto outros foram reprimidos. Em um modelo animal, os efeitos relacionados à DMRI nas retinas de camundongos foram induzidos pela injeção de Pg em comparação ao grupo controle.

Conexão estabelecida

O Dr. Arjunan afirma que “Este é o primeiro estudo demonstrando a ligação entre a infecção por patobionte oral e a patogênese da DMRI e que a Pg pode invadir células epiteliais do pigmento da retina humano e elevar os genes relacionados à DMRI que podem ser as moléculas-alvo para ambas as doenças.”

Além disso, estudos sucessivos em andamento no laboratório do Dr. Arjunan em colaboração com o Dr. Christopher W Cutler (Professor e Presidente, Departamento de Periodontia, Colagem Dental da Geórgia, Augusta University), puderam distinguir o papel causal específico da Pg na patogênese da DMRI. A primeira parte deste trabalho será publicada muito em breve, acrescentou.

Este trabalho foi financiado pelo Departamento de Periodontia, da Faculdade de Odontologia da Geórgia, Augusta University e busca apoio adicional de financiamento do National Institutes of Health (NIH) para alcançar o objetivo deste estudo inovador.

Na 47ª Reunião Anual da Associação Americana de Pesquisa Odontológica (AADR), realizada em conjunto com a 42ª Reunião Anual da Associação Canadense de Pesquisa Odontológica (CADR), Hyun Hong, da Faculdade de Odontologia da Geórgia na Universidade Augusta, apresentou um pôster intitulado “Investigando a ligação enigmática entre a inflamação periodontal e a degeneração da retina”.

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Uma combinação mais efetiva do que opioides no tratamento da dor dental

Os opioides não estão entre as opções mais eficazes – ou de efeito analgésico mais duradouro – disponíveis para o alívio da dor dentária aguda, segundo uma análise recente dos resultados apresentados em mais de 460 estudos publicados.

O ibuprofeno e outros anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs) sozinhos ou em combinação com paracetamol são melhores para aliviar a dor dentária, de acordo com nova pesquisa realizada na Faculdade de Odontologia da Universidade Case Western Reserve.

O trabalho analisou o alívio da dor aguda na odontologia – matéria que foi capa do Journal of American Dental Association – e que avaliou a segurança e eficácia das muitas opções de alívio da dor.

“O que sabemos é que a prescrição de narcóticos deve ser um último recurso”, disse Anita Aminoshariae, professora associada do Departamento de Endodontia da Faculdade de Odontologia e uma das autoras do estudo.

A cada dia, mais de 115 americanos morrem como resultado de uma overdose de opiáceos, de acordo com o National Institutes of Health.

“Nenhum paciente deve ir para casa com dor”, disse Aminoshariae. “Isso significa que os opioides às vezes são a melhor opção, mas certamente não devem ser a primeira escolha.”

Aminoshariae disse que o objetivo da revisão sistemática era resumir os dados – usando cinco estudos aprofundados – sobre a eficácia dos medicamentos para dor bucal.

Custo-benefício

“Os melhores dados disponíveis sugerem que o uso de medicamentos não esteroides, com ou sem paracetamol, oferece o equilíbrio mais favorável entre custo e benefício, otimizando a eficácia e minimizando os eventos adversos agudos”, disse ela.

Ela citou a epidemia norte-americana de opiáceos como uma das muitas razões pelas quais os profissionais de saúde devem levar em conta tais descobertas.

Combinação poderosa

A pesquisa descobriu que, para adultos, uma combinação de 400 miligramas de ibuprofeno e 1.000 miligramas de paracetamol foi superior a qualquer medicação contendo os opioides estudados.

“Nosso objetivo foi criar um compêndio detalhando os benefícios e malefícios desses medicamentos como um recurso para os dentistas usarem em suas decisões clínicas”, acrescentou Aminoshariae.

O estudo também descobriu que opioides ou combinações de drogas que incluíam opioides foram responsáveis pelos efeitos colaterais mais adversos – incluindo sonolência, depressão respiratória, náusea / vômito e constipação – em crianças e adultos.

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Cuidar da saúde bucal pode ajudar na recuperação de um ataque cardíaco

Cuidar da saúde bucal, e das gengivas em particular, pode ajudar o sistema cardiovascular a se recuperar de um ataque cardíaco, revela um estudo recentemente publicado. De acordo com essa pesquisa, as bactérias que causam doenças gengivais podem prejudicar a recuperação dos vasos após um ataque cardíaco.

Esta não é a primeira vez que um trabalho demonstra a existência de uma correlação entre as doenças bucais e as doenças cardiovasculares. Já o ano passado um estudo havia revelado que a mortalidade da população em geral e das mulheres de mais idade pode diminuir graças a melhorias na saúde periodontal.

Reparação das artérias

O estudo agora publicado mostra que as bactérias responsáveis pelas doenças gengivais podem prejudicar a reparação das artérias depois de um ataque cardíaco e isso em razão de uma enzima produzida por essas bactérias que pode impedir que as células do sistema imunológico atuem na reparação das artérias cardíacas.

Saúde bucal – saúde cardiovascular terapêutica e preventiva

A pesquisa mostra ainda que manter a mucosa oral saudável pode ajudar os pacientes que já sofreram de ataques cardíacos a prevenirem novas complicações cardiovasculares no futuro. Nigel Carter, CEO da Oral Health Foundation, ressalta que “esta pesquisa pode oferecer esperança a milhões de pessoas afetadas por doenças cardiovasculares. Existem evidências já há algum tempo de que as doenças da gengiva aumentam o risco de um paciente sofrer de doenças cardiovasculares mas agora sabemos que a prevenção das doenças gengivais podem igualmente prevenir mais problemas para as vítimas de ataque cardíaco”.

Sempre é bom lembrar que as doenças cardiovasculares são uma das principais causas de morte em todo o mundo.

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Muitos cremes dentais que prometem não cumprem o prometido

Realizado na Universidade de Berna, na Suíça, com a participação de um pesquisador apoiado por uma bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, os pesquisadores testaram nove cremes dentais que reivindicam ser anti-erosivos e/ou dessensibilizantes e uma pasta de dentes controle, os quais estão disponíveis nas farmácias do Brasil e da Europa.

“A pesquisa mostrou que a dentina deve ser exposta com túbulos abertos para que haja hipersensibilidade, e a erosão é uma das causas de exposição da dentina. É por isso que, em nosso estudo, analisamos os cremes dentais que dizem ser anti-erosivos e/ou dessensibilizantes”, disse a principal autora do estudo, Dra. Samira Helena João de Souza, doutoranda no Departamento de Odontologia Restauradora da Universidade de São Paulo, Faculdade de Odontologia, no Brasil.

Metodologia

Para simular o efeito sobre o esmalte dos dentes de escovar uma vez por dia, com exposição a uma solução ácida por cinco dias consecutivos, foram utilizados pré-molares humanos doados para fins de investigação científica, saliva artificial e um sistema automático de máquina de escovação. A análise física consistiu de pesagem das partículas abrasivas contidas nos cremes dentais, medindo seu tamanho e testando a facilidade com que a pasta de dentes misturada com saliva artificial poderia ser espalhada sobre a superfície do dente.

De acordo com os resultados, todos os cremes dentais analisados causaram perda da superfície do dente progressiva no período de cinco dias. “Nenhum deles foi melhor que os outros. A indicação vai depender de cada caso. O teste mostrou que algumas pastas de dente causaram perda de superfície menor do que outros, mas todos eles se assemelhavam ao creme dental controle [para] este critério. Estatisticamente, todos eles eram semelhantes, apesar de numericamente, haverem diferenças”, disse o coautor do artigo e orientador de doutorado de João de Souza, Dra Ana Cecília Corrêa Aranha.

Os autores do estudo, salientaram que estes cremes dentais executam uma função, mas que eles devem ser usados como um complemento e não como um tratamento completo. De acordo com João de Souza, pelo menos três fatores são necessários para uma abordagem abrangente: tratamento prescrito por um dentista, o uso de um creme dental apropriado e uma mudança no estilo de vida. “Erosão dentária é multifatorial. Tem a ver com a escovação, e acima de tudo, com a dieta. Comida e bebida são cada vez mais ácidas como resultado do processamento industrial”, disse ela.

Incapacidade de evitar erosão e hipersensibilidade dentárias

“Nós estamos agora trabalhando em outros estudos relativos à dentina de modo a pensar sobre as possibilidades, dado que nenhum desses cremes dentais foi capaz de evitar erosão dentária ou hipersensibilidade a dentina, que é um motivo de preocupação”, disse Aranha.

O estudo, intitulado “Fatores químicos e físicos de dessensibilização e/ou anti-erosivos cremes dentais associados com menor desgaste erosivo do dente” foi publicado em 20 de dezembro de 2017 no Scientific Reports Journal.

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Para quem a saúde bucal é prioridade 

Há cada vez mais pessoas reconhecendo a importância da saúde bucal para a saúde de uma forma geral. E um estudo recente publicado nos EUA é mostrado que para a grande maioria das pessoas (85%) a saúde bucal é mais importante para a sua vida do que questões como nutrição (71%), relação com amigos (71%) ou peso corporal (71%).

O estudo é da Delta Dental e mostra que há cada vez mais norte-americanos reconhecendo a importância da sua saúde bucal para a sua saúde e uma forma geral, com 67% tendo revelado que ter uma boa saúde bucal os faz sentir mais confiantes no dia-a-dia. Os resultados mostram ainda que 88% dos norte-americanos dão prioridade ao bem-estar e à saúde das suas bocas, dentes e gengivas.

Estética e saúde

Além disso, o estudo mostra que os norte-americanos estão preocupados com a estética dos seus sorrisos, com 48% a afirmando que se preocupa com o fato de um dia poder vir a não ter um sorriso bonito. Mas apesar da aparente preocupação com a saúde bucal, apenas 15% dos participantes da pesquisa revelaram que consideram a sua saúde bucal como ‘excelente’.

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O perigo da erosão dental

A erosão dentária está no topo do ranking entre as três condições dentárias mais prevalentes juntamente com a cárie dentária e doença periodontal.

De acordo com um trabalho científico revisado por pesquisadores em Londres, a razão pela qual algumas pessoas sofrem mais do que outras de desgaste erosivo do dente depende não só da sua dieta, mas também de como elas consomem bebidas e alimentos ácidos.

Os investigadores do Instituto Dentário da King’s College London, objetivaram identificar como diferentes comportamentos aumentam o risco de desenvolvimento de erosão grave do dente. A pesquisa baseou-se em um estudo anterior do hospital Guy’s Hospital em Londres que comparava a dieta de 300 pessoas sem e com desgaste erosivo severo de dentes.

Comportamento de consumo é decisivo

Os pesquisadores do Instituto Dentário descobriram que as pessoas mais afetadas não foram aquelas que simplesmente consumiram bebidas e alimentos ácidos, mas aquelas que o fizeram entre as refeições. As pessoas que ingeriam bebidas ácidas como refrigerantes ou chás aromatizados com frutas duas vezes por dia eram 11 vezes mais propensas a terem erosão moderada ou grave em comparação com aquelas que não o fizeram.

Grupos de risco

Entre os grupos com alto potencial de erosão de dente são os bebedores de vinho, motoristas de longa distância e jogadores de vídeogame, e todos aqueles que continuamente expõem seus dentes a bebidas ácidas por enxague da boca com o líquido ou matendo-as na sua boca, disseram os pesquisadores.

“É bem sabido que uma dieta ácida é associada com desgaste erosivo do dente; no entanto, nosso estudo demonstrou o impacto da maneira em que comidas e bebidas ácidas são consumidas”, disse a principal autora do estudo, Dra. Saoirse O’Toole, palestrante clínica em prostodontia.

Ela ainda mencionou que (com a prevalência de desgaste erosivo do dente) os aspectos evitáveis, tais como a redução da ingestão de ácido na dieta com a finalidade de retardar a progressão da erosão dos dentes, têm que ser abordados. O risco pelos refrigerantes, por exemplo, pode ser reduzido pela metade quando tais bebidas são consumidas durante as refeições.

“Enquanto a mudança específica de comportamento pode ser difícil de ser obtida, metas de intervenções comportamentais podem ser bem sucedidas”, O’Toole adicionou.

Número elevados de pacientes suscetíveis

Em países como o Reino Unido, atualmente estima-se que mais de 30 por cento dos adultos sofrerão erosão dos dentes, o que pode levar a grave perda de esmalte e dentina ao longo do tempo.

O estudo, intitulado “O papel da dieta no desgaste do dente”, foi publicado on-line no British Dental Journal em 23 de fevereiro de 2018.

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Descoberta surpreendente sobre os neurõnios e a terceira idade

A teoria científica atualmente aceita estabelece que os adultos não desenvolvem novos neurônios.

É por isso que os cientistas dizem que a memória começa a falhar na velhice, porque nenhum novo neurônio nasceria no hipocampo, uma parte do cérebro responsável pela memória, emoção e cognição.

Contudo, a Dra Maura Boldrini, da Universidade de Colúmbia e do Instituto de Psiquiatria do Estado de Nova York (EUA) afirma que toda a pesquisa científica anterior, que embasava essas conclusões, “pode ser jogada pela janela!”

De fato, parece que o cérebro humano nunca pára de se renovar – homens e mulheres idosos saudáveis podem gerar tantas novas células cerebrais quanto as pessoas jovens.

Neurônios nascem na velhice

A equipe chegou a essa conclusão revolucionária depois de examinar os cérebros de 28 pessoas previamente saudáveis, entre 14 e 79 anos, que morreram subitamente por acidentes. O que se revelou é que pessoas com 79 anos tinham tantos novos neurônios se formando no hipocampo quanto aquelas que tinham 14 anos. Na verdade, alguns cérebros de pessoas mais velhas produziam mais células cerebrais novas do que os cérebros de algumas pessoas mais jovens.

Isso indica que os idosos permanecem mais cognitiva e emocionalmente saudáveis do que se acreditava – ou seja, as perdas cognitivas e de memória na velhice não devem ser consideradas “naturais”, devendo haver mecanismos que as expliquem, sobretudo porque nem todos os idosos apresentam essas deficiências.

“Todos conhecemos pessoas que estão na casa dos 90 e poucos anos e estão afiadas,” disse a Dra Boldrini. Até certo ponto, sua pesquisa discutindo as teorias aceitas até agora, de que os neurônios parariam de se desenvolver depois da adolescência, explica por que isso é possível.

Menos vasos sanguíneos

Essa mudança de paradigma na neurociência foi possível porque esta é a primeira pesquisa publicada na qual os neurônios recém-formados e o estado dos vasos sanguíneos dentro do hipocampo humano inteiro foram estudados logo após a morte em pessoas de diferentes idades gozando de plena saúde. A equipe se certificou de que as pessoas do estudo não eram cognitivamente deficientes e não sofriam de depressão ou tomavam antidepressivos, já que essas condições podem afetar a produção de novas células cerebrais.

Contudo, a análise também revelou que há menos vasos sanguíneos e menos conexões entre as células do cérebro das pessoas mais velhas – quanto mais idoso o indivíduo, menos novos vasos sanguíneos ele forma.

A equipe pretende agora comparar os cérebros perfeitamente saudáveis com os cérebros de doentes, em busca de explicações para doenças neurodegenerativas e novos tratamentos para condições psicológicas e neurológicas, como Alzheimer e Parkinson.

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Líquen Plano Bucal: o que é, suas causas e tratamento

O líquen plano bucal é uma inflamação crônica do revestimento interior da boca que provoca o surgimento de lesões brancas ou avermelhadas muito dolorosas, sendo semelhantes a aftas.

Uma vez que esta alteração da boca é causada pelo próprio sistema imunológico da pessoa, não pode ser transmitida, não existindo risco de contaminação através de beijos ou partilha de talheres, por exemplo.

O líquen plano na boca não tem cura, mas os sintomas podem ser aliviados e controlados com o tratamento adequado, que geralmente é feito com pasta de dentes especial ou corticoides.

Principais sintomas

  • Manchas esbranquiçadas na boca;
  • Manchas inchadas, vermelhas e dolorosas;
  • Feridas abertas na boca, semelhantes a aftas;
  • Sensação de queimação na boca;
  • Sensibilidade excessiva para comida quente, ácida ou picante;
  • Inflamação das gengivas;
  • Dificuldade para falar, mastigar ou engolir.
  • As manchas do líquen plano bucal são mais comuns na parte de dentro das bochechas, na língua, no céu da boca e nas gengivas.

O que pode causar o Líquen Plano Bucal

Ainda não é conhecida a verdadeira causa do líquen plano na boca, no entanto, as pesquisas mais recentes indicam que pode ser um problema provocado pelo próprio sistema imune da pessoa, que começa a produzir células de defesa para atacar as células que fazem parte do revestimento da boca.

No entanto, em algumas pessoas, é possível que o líquen plano também seja causado por uso de alguns medicamentos, pancadas na boca, infecções ou alergia, por exemplo.

Tratamento

O tratamento é feito apenas para aliviar os sintomas e evitar o surgimento das manchas na boca, por isso, nos casos em que o líquen plano não provoca qualquer incômodo, pode não ser necessário fazer qualquer tipo de tratamento.

Já quando é necessário, o tratamento pode incluir o uso de:

  • Pasta de dentes sem laurilsulfato de sódio: é um tensoativo que pode causar irritação da boca;
  • Gel de camomila: ajuda a aliviar a irritação da boca e pode ser aplicado diariamente nos locais afetados;
  • Remédios corticoides, como Triancinolona: pode ser usado sob a forma de comprimido, gel ou enxaguante e alivia rapidamente os sintomas. No entanto, só deve ser usado durante crises para evitar os efeitos secundários dos corticoides;
  • Remédios imunossupressores, como Tacrolimo ou Pimecrolimo: diminuem a ação do sistema imune, aliviando os sintomas e evitando as manchas.

Recomendação Importante

Durante o tratamento também e que o paciente mantenha uma rotina de consultas regulares a seu dentista.
Importante também a realização de exames suplementares para identificar sinais precoces de câncer, uma vez que pessoas com feridas de líquen plano na boca têm maiores chances de desenvolver câncer bucal.

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