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Como prevenir as cavidades sem depender apenas do flúor

Em primeiro lugar, cavidades devem ser tratadas por um dentista.

No entanto, vários remédios caseiros podem fortalecer o esmalte dentário no estágio pré-cavidade. Esse processo é conhecido como remineralização e impede a formação de uma cavidade.

Escovar os dentes duas vezes ao dia com creme dental com flúor é uma forma testada e eficiente de remineralizar o esmalte dentário e prevenir cáries.

Os resultados de um estudo de 2014 indicam que o creme dental com alto teor de flúor fortalece significativamente o esmalte; dando aos dentes a proteção de que precisam para combater a deterioração.

No entanto, algumas pessoas preferem usar remédios caseiros naturais, em vez de produtos que contenham flúor. Alguns desses remédios incluem:

1. Oil pulling

A técnica do Oil pulling originou-se em um antigo sistema de medicina alternativa chamado Ayurveda. A terapia é muito simples: basta pegar uma colher (sopa) de um óleo da preferência do usuário (oliva, coco, gergelim ou girassol) e bochechar por toda a boca por 15 minutos, em seguida cuspindo-o fora.

Embora algumas alegações sobre o Oil pulling não sejam cientificamente apoiadas, pesquisas indicam que ela pode melhorar a saúde bucal. Um estudo de 2009 descobriu que o uso de óleo de gergelim na forma preconizada pela técnica reduziu a quantidade de placa bacteriana e bactérias na mesma medida que o enxaguatório bucal industrializado.

Se o Oil pulling reduz a placa, isso pode ajudar a remineralizar o esmalte e evitar cáries. Mais estudos são necessários para confirmar esses efeitos.

2. Aloé vera

Gel dental com aloé vera pode ajudar a combater bactérias que causam cáries. O efeito antibacteriano deste gel elimina bactérias nocivas na boca, de acordo com uma revisão de 2015.

Embora mais pesquisas sejam necessárias, o gel de aloe vera pode ajudar a remineralizar o esmalte no estágio pré-cavidade.

3. Evitar Ácido fítico

O Ácido fítico pode danificar o esmalte dos dentes, e alguns acreditam que eliminá-lo fda dieta pode prevenir cavidades e cáries.

Um estudo da década de 1930 ligou o surgimento de cavidades a uma dieta rica em ácido fítico. No entanto, há uma falta de evidências recentes para apoiar isso.

Um estudo de 2004 descobriu que o ácido fítico afetou a absorção de minerais dos alimentos. Alguns artigos on-line usam este estudo para tirar conclusões adicionais. Eles sugerem que o ácido fítico também pode quebrar minerais no esmalte e levar à cárie dentária. Vale a pena notar que o referido estudo envolveu menos de 20 participantes, no entanto.

O ácido fítico é mais comumente encontrado em cereais e leguminosas, incluindo os seguintes:

  • milho
  • trigo
  • arroz
  • centeio
  • feijão
  • feijão branco
  • feijão carioca
  • favas

Mais pesquisas são necessárias para determinar se o ácido fítico pode de fato afetar os minerais no esmalte dentário.

4. Vitamina D

Uma revisão de 2013 concluiu que os suplementos de vitamina D ajudaram a reduzir significativamente a incidência de cáries dentárias.

A vitamina D pode ter um efeito mineralizante, o que ajuda a fortalecer o esmalte dos dentes.

5.Evitar alimentos e bebidas açucaradas

O consumo de açúcar está entre as principais causas de cáries. O açúcar mistura-se com bactérias na boca e forma um ácido que desgasta o esmalte dos dentes.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que as pessoas consumam menos alimentos e bebidas açucarados de forma a evitar cáries. A nota dessa revisão é de 2016.

6. Consumir raiz de alcaçuz

A raiz de alcaçuz possui propriedades antibacterianas, o que pode ajudar no tratamento das cavidades.
As propriedades antibacterianas da raiz de alcaçuz podem ter como alvo as bactérias que causam cáries, de acordo com um estudo de 2011.

Um pequeno estudo do mesmo ano sugeriu que um alimento contendo extrato de alcaçuz pode ajudar a prevenir cáries.

No entanto, mais pesquisas são necessárias para que se possa recomendar o alcaçuz como forma de prevenção de cavidades e cáries.

7. Goma de mascar sem açúcar

Os resultados de um estudo de 2015 indicam que mastigar gomas sem açúcar após as refeições reduziu os níveis de bactérias que danificam o esmalte.

Ter menos desta bactéria pode levar a um esmalte mais forte, melhor equipado para suportar a deterioração.

8. Consultar um dentista: Fundamental

Os remédios caseiros podem reduzir o risco de cavidades ou reverter o dano ao esmalte no estágio pré-cavidade.

Esses remédios devem ser usados juntamente com técnicas recomendadas pelo dentista, como escovação, preferencialmente com creme dental com flúor.

Nem todas as cavidades causam dor, por isso é essencial lembrar aos pacientes da importância de se consultar um dentista regularmente.

Somente os dentistas podem detectar cavidades em um estágio inicial e recomendar ações preventivas. Eles também podem implementar medidas adicionais, como o preenchimento de cavidades.

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Um perigo associado ao adoçante sucralose

O consumo de adoçantes com baixas calorias pode causar síndrome metabólica e predispor as pessoas a pré-diabetes ou ao diabetes, particularmente em indivíduos com obesidade.

Quem garante é o professor Sabyasachi Sen, da Universidade George Washington (EUA), cuja equipe descobriu isso em experimentos de laboratório usando células-tronco derivadas da gordura humana e de amostras de gordura humana.

Síndrome metabólica

A síndrome metabólica é um grupo de fatores de risco – pressão arterial alta, alto nível de açúcar no sangue, níveis de colesterol não saudáveis e gordura abdominal – que duplica o risco de doenças do coração e dos vasos sanguíneos (doenças cardiovasculares), podendo levar a ataques cardíacos e derrames. Esses fatores de risco também aumentam o risco de diabetes de três a cinco vezes.

“Nossos experimentos com células-tronco indicam que os adoçantes de baixas calorias promovem o acúmulo adicional de gordura nas células em comparação com células não expostas a essas substâncias, de forma dependente da dose – o que significa que, à medida que a dose de sucralose aumenta, mais células apresentam aumento na acumulação de gotículas de gordura. Isso provavelmente ocorre pelo aumento da entrada de glicose nas células pelo aumento da atividade de genes chamados transportadores de glicose,” detalhou Shen.

Sucralose

Além das células-tronco, os pesquisadores estudaram amostras de gordura humana coletadas de indivíduos com obesidade que consomem adoçantes à base de sucralose. Eles constataram mudanças similares na expressão gênica dos mesmos genes transportadores de glicose que as verificadas nas células-tronco.

A equipe destaca que estes resultados são da maior preocupação para pessoas que têm obesidade e pré-diabetes ou diabetes, uma vez que elas já estão com um risco mais elevado de ataques cardíacos e AVC.

“Acreditamos que o efeito seja mais pronunciado em pessoas com excesso de peso e obesidade, em vez das pessoas de peso normal, porque elas têm mais resistência à insulina e podem ter mais glicose no sangue,” disse Shen.

Os resultados da pesquisa foram divulgados durante a reunião anual da Sociedade de Endocrinologia dos EUA. O próximo passo consistirá na confirmação dos efeitos in vivo – em animais de laboratório.

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Novos materiais que resistem à placa bacteriana e eliminam bactérias

Novos materiais que resistem à placa bacteriana e eliminam bactérias

Dentistas confiam em materiais odontológicos compostos para realizar restaurações, como o preenchimento de cavidades. No entanto, esses materiais, como o esmalte dos dentes, podem ser vulneráveis ao crescimento da placa bacteriana, o biofilme pegajoso que leva à cárie dentária.

Em um novo estudo, pesquisadores da Universidade da Pensilvânia avaliaram um novo material odontológico ligado a um composto antimicrobiano que pode não apenas eliminar as bactérias, mas também resistir ao crescimento do biofilme.

Além disso, ao contrário de alguns materiais infundidos com drogas, é eficaz apresentando mínima toxicidade para o tecido circundante, pois contém uma dose baixa do agente antimicrobiano que mata apenas as bactérias que entram em contato com ele.

Biomaterial com alta eficácia

“Biomateriais odontológicos como esses”, disse Geelsu Hwang, professor assistente de pesquisa na Faculdade de Odontologia da Pensilvânia, “precisam atingir dois objetivos: primeiro, matar as bactérias patogênicas de forma eficaz e, segundo, precisam suportar estresse mecânico severo”. Como acontece quando mordemos e mastigamos, muitos produtos precisam de grandes quantidades de agentes antimicrobianos para maximizar a eficácia de sua finalidade, o que pode enfraquecer as propriedades mecânicas e ser tóxico aos tecidos, mas mostramos que esse material possui excelentes propriedades mecânicas e um biofilme que se mantém ativo por um longo tempo sem apresentar citotoxicidade”.

Hwang colaborou no estudo, que foi publicado na revista ACS Applied Materials and Interfaces, com os professores Hyun (Michel) Koo e Bernard Koltisko da Penn Dental Medicine e Xiaoming Jin da Dentsply Sirona.

O material recentemente desenvolvido é composto por uma resina associada a um agente antibacteriano imidazólio. Ao contrário de alguns biomateriais tradicionais, que liberam lentamente uma droga, esse material não é lixiviável, apenas matando micróbios que o tocam.

“Isso pode reduzir a probabilidade de resistência antimicrobiana”, disse Hwang.

Hwang e seus colegas testaram o material, averiguando sua capacidade de matar micróbios, prevenir o crescimento de biofilmes e resistir ao estresse mecânico.

Resultados

Seus resultados mostraram que ele é eficaz em matar células bacterianas em contato, interrompendo severamente a capacidade de crescimento de biofilmes em sua superfície. Apenas quantidades insignificantes de matriz de biofilme, a cola que mantém aglomerados de bactérias juntos, foram capazes de se acumular no material experimental, em contraste com um material composto de controle, que mostrou um acúmulo estável de matriz de biofilme ao longo do tempo.

Em seguida, a equipe avaliou quanta força de cisalhamento foi necessária para remover o biofilme do material experimental.Enquanto a menor força retirou quase todo o biofilme do material experimental, mesmo uma força quatro vezes mais forte foi incapaz de remover o biofilme do material composto de controle.

“A força equivalente a tomar um copo de água pode facilmente remover o biofilme deste material”, disse Hwang.

Hwang, que tem formação em engenharia, deu as boas-vindas à oportunidade de aplicar seus conhecimentos no âmbito da odontologia. Com olhar no futuro, ele aguarda novas oportunidades para desenvolver e testar produtos inovadores com foco na preservação e restauração da saúde bucal.

O estudo foi patrocinado pela Dentsply Sirona.​

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Suplementação de vitamina D esconde um perigo

Inúmeras pesquisas têm mostrado que a vitamina D é mais importante para a nossa saúde do que se pensava e que níveis adequados de vitamina D são essenciais para um envelhecimento saudável.

Mas há uma ressalva: para elevar seus níveis de vitamina D, preferencialmente tomando Sol moderadamente, não esqueça o magnésio.

Uma revisão publicada pela Associação Osteopática Norte-Americana mostra que a vitamina D não pode ser metabolizada sem níveis suficientes de magnésio, o que significa que a vitamina D permanece armazenada e inativa em até 50% das pessoas.

Riscos dos suplementos de vitamina D

“As pessoas estão tomando suplementos de vitamina D, mas não percebem como ele é metabolizado. Sem magnésio, a vitamina D [na forma de suplementos] não é realmente útil ou segura,” explicam os pesquisadores Anne Marie Uwitonze e Mohammed Razzaque em um artigo publicado no The Journal of the American Osteopathic Association.

Razzaque acrescenta que o consumo de suplementos de vitamina D pode aumentar os níveis de cálcio e fosfato de uma pessoa, mesmo que ela permaneça deficiente em vitamina D. O problema é que as pessoas podem sofrer de calcificação vascular se seus níveis de magnésio não forem suficientemente altos para prevenir a complicação.

Magnésio

O magnésio é o quarto mineral mais abundante no corpo humano, depois do cálcio, potássio e sódio.

A média diária recomendada de ingestão de magnésio é de 420 mg para homens e 320 mg para mulheres.

Os alimentos com alto teor de magnésio incluem amêndoas, bananas, feijão, brócolis, arroz integral, castanha de caju, gema de ovo, óleo de peixe, linhaça, vegetais verdes, leite, cogumelos, nozes, aveia, sementes de abóbora, sementes de gergelim, soja, sementes de girassol, milho, tofu e grãos integrais.

O consumo de magnésio de alimentos naturais diminuiu nas últimas décadas, devido à agricultura industrializada e mudanças nos hábitos alimentares. Os níveis de magnésio são baixos em populações que consomem alimentos processados, que se baseiam mais em grãos refinados, gorduras, fosfatos e açúcar.

Falta de magnésio e vitamina D

Pacientes com níveis ótimos de magnésio exigem menos suplementação de vitamina D para atingir níveis suficientes do composto no organismo. O magnésio também reduz a osteoporose, ajudando a mitigar o risco de fraturas ósseas, que podem ser atribuídas a níveis baixos de vitamina D, destacam os pesquisadores.

A deficiência em qualquer um desses nutrientes – magnésio e vitamina D – está associada a vários distúrbios, incluindo deformidades esqueléticas, doenças cardiovasculares e síndrome metabólica.

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Perda de dentes em pessoas de meia-idade é relacionada a problemas graves

Perda de dentes em pessoas de meia-idade é relacionada a problemas graves

A perda de dentes em pessoas de meia-idade pode estar relacionada com um maior risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, de acordo com um estudo recentemente publicado. Os resultados preliminares do estudo, realizado por várias universidades norte-americanas, mostram ainda que esta relação é independente de fatores como uma má dieta, diabetes e pressão arterial elevada.

Lu Qi, um dos autores principais deste estudo, ressalta que “somada a outras associações já estabelecidas entre a saúde bucal e as doenças cardíacas, os nossos resultados sugerem que os adultos de meia-idade que tenham perdido dois ou mais dentes num passado recente podem ter maior risco de vir a desenvolver doenças cardiovasculares”.

Milhões de mortes a cada ano

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em todo o mundo. Em 2015 foram responsáveis por 17,7 milhões de mortes, 6,7 milhões das quais devido a AVC.

O estudo ainda não foi revisto por pares nem publicado, mas o abstract e os resultados preliminares podem ser consultados aqui.

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Esquecimento: como diferenciar o normal do patológico

Seu paciente vive se queixando de esquecimentos?

Esquecimentos pontuais, dificuldade para lembrar uma palavra e demora ao contar uma história podem ser sinais comuns de estresse ou mesmo falta de atenção. Porém, são também alguns dos sintomas iniciais do mal de Alzheimer, doença que pode começar a se manifestar muitos anos antes do diagnóstico.

A dificuldade em diferenciar os lapsos de memória comuns daqueles que indicam a condição pode gerar tanto preocupação em quem está saudável quanto demora no diagnóstico precoce de quem não está.

A geriatra Margarida Tutungi, do Hospital Placi (Niterói-RJ), explica que um dos principais desafios no diagnóstico do Alzheimer é vencer o estigma de que o idoso está ficando “caduco” e que esquecimento, alteração do humor e raciocínio são coisas normais da idade.

Quanto mais cedo o Alzheimer for identificado, mais precocemente será iniciado o tratamento medicamentoso e terapêutico. “Como resultado, é esperado que o paciente consiga usar a capacidade intelectual que ele ainda tem de maneira mais efetiva para compensar as perdas que já ocorreram”, explica a especialista.

Esquecer fatos

A geriatra conta que o esquecimento característico do Alzheimer é uma perda de memória recente. “Muitas vezes a pessoa conta coisas do passado com todos os detalhes, mas não consegue lembrar o que comeu no almoço ou de um evento que foi há pouco tempo”, explica.

Por outro lado, um esquecimento normal seria, por exemplo, lembrar-se de um evento que aconteceu, mas não de todas as pessoas com quem você falou ou tudo que você comeu.

Esquecer palavras

É comum que, uma vez ou outra, surja uma dificuldade em nomear certas palavras. Mas caso isso esteja acontecendo com frequência, pode ser um sinal de alerta para o Alzheimer.

Esquecer onde guardou alguma coisa

A geriatra explica que é comum que a pessoa com Alzheimer esqueça-se, por exemplo, onde guardou um objeto e acredite que alguém o escondeu. Isso acontece porque ela simplesmente não tem qualquer recordação do ato. Ao contrário, uma pessoa sem a doença irá lembrar que o pegou, mas não onde o deixou e conseguirá, através de um raciocínio lógico, memorar onde ele está.

Mudança de humor

Qualquer pessoa pode estar mais quieta em um dia e extrovertida no outro, isso é normal. Mas quando a agressividade ou a apatia, comuns em pacientes com Alzheimer, persiste por mais tempo, o mais indicado é ir ao médico. Pode ser um sinal da doença, um quadro de depressão ou mesmo estar relacionado a outro problema de saúde, só o médico poderá dizer.

Não conseguir tomar decisões

À medida que a pessoa com Alzheimer perde pouco a pouco o domínio sobre a linguagem e sua habilidade de raciocínio fica comprometida, como consequência, ficará difícil tomar decisões. Isso pode ocorrer ao fazer coisas mais simples, como escolher uma roupa, ou mais complexas. Não confunda com estafa, consequência do estresse que leva a um esgotamento.

Não conseguir manter uma conversa

É normal estar eventualmente distraído e não conseguir manter o foco em uma conversa. Mas isso é diferente de não conseguir, com frequência, manter um raciocínio lógico durante um diálogo.​

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Bebidas açucaradas são bem piores do que se poderia imaginar

Você evita comer doces, mas adora tomar refrigerantes e sucos de caixinha? Saiba que essa não é uma boa troca. E isso vale tanto para seus objetivos na balança quanto para sua saúde, e não apenas a saúde dental. Segundo um estudo recente da Universidade Emory, nos Estados Unidos, essas bebidas ameaçam o coração.

O objetivo dos estudiosos era investigar se o açúcar presente em doces e bebidas aumenta a probabilidade de morte por doenças cardíacas ou outras causas e, em caso positivo, se há diferenças entre consumi-lo via líquidos ou alimentos sólidos. Para isso, eles acompanharam, por seis anos, 17.930 homens e mulheres adultos com mais de 45 anos de idade, nenhum com histórico de problema cardiovascular, diabetes tipo 2 ou derrame.

A partir de questionários, os cientistas estimaram a frequência com que os participantes comiam itens lotados de açúcar. As mortes que aconteceram nesse período também tiveram suas causas investigadas.

Resultados

Os resultados mostraram que existe, sim, uma associação entre exagerar nas bebidas adoçadas e maior risco de morrer do coração. Aqueles que tomavam mais de 700 ml de sucos industrializados ou refrigerantes por dia eram duas vezes mais propensos a falecer por infarto, por exemplo, em comparação a quem ingeria menos de 30 ml. A probabilidade de perder a vida por outros motivos também se mostrou maior.

Essas ligações se mantiveram mesmo após excluir fatores como histórico de tabagismo, sedentarismo e herança familiar. E os estudiosos não notaram o mesmo elo em relação a doces – o problema parecem ser os líquidos mesmo. Os autores do artigo especulam que a diferença esteja na forma como alimentos e bebidas são processados no organismo.

É que, ao tomar uma lata de refrigerante, uma quantidade maior de açúcar é ingerida sem o auxílio de nutrientes que desaceleram a absorção do ingrediente doce. Quando esse consumo acontece via alimentos sólidos, também são digeridas gorduras e proteínas, que ajudam a deixar o metabolismo mais lento.

Nosso dever: orientar e alertar as pessoas

Segundo Jean Welsh, autor do estudo, esses achados devem servir de incentivo para que profissionais de saúde conversem mais com seus pacientes sobre a importância de não extrapolar nas bebidas açucaradas. E o mesmo vale para você: de nada adianta fugir daquele brigadeiro delicioso e mandar goela abaixo, sem pensar, uma latinha de refrigerante.​

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Descoberta que pode revolucionar o tratamento das cáries

Descoberta que pode revolucionar o tratamento das cáries

É possível que as obturações e o tratamento de canal nos dentes virem coisa do passado a partir da descoberta de cientistas britânicos da King’s College. Em estudo publicado no periódico científico Nature, eles testaram um medicamento para o tratamento do mal de Alzheimer contra as cáries e obtiveram bons resultados.

Estimulando células-tronco da região, a droga, chamada de tideglusib, promoveu a regeneração natural dos dentes. Esse fármaco basicamente gerou mais dentina, que como sabemos é a parte do dente alvo das cáries.

 Reparação total

Nos testes com ratos, os cientistas inseriram pequenas esponjas biodegradáveis de colágeno com o tideglusib nas cavidades. Em seis semanas, os danos estavam reparados e os dentes intactos.

Segundo disse Paul Sharpe, um dos autores do estudo, ao jornal Telegraph, a medicação já passou por testes clínicos, o que aceleraria sua chegada aos consultórios dos dentistas. Mesmo assim, outras pesquisas ainda serão necessárias para confirmar o poder restaurador dessa droga.​

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Cientistas descobrem novo órgão no corpo humano

Uma nova tecnologia permitiu a um grupo internacional de pesquisadores identificar uma estrutura até agora desconhecida na anatomia humana, que pode ter relação com o funcionamento de todos os órgãos, da maior parte dos tecidos e dos mecanismos ligados à maior parte das doenças.

O estudo que descreve tal descoberta foi publicado recentemente na revista Scientific Reports.
Os pesquisadores revelaram que certas elementos do corpo, que até agora eram identificadas como tecidos conectivos densos, na realidade são compartimentos interconectados preenchidos com fluido. Esses tecidos, localizados em camadas sob a pele, revestem o tubo digestivo, os pulmões e o sistema urinário, além das artérias, veias e a fáscia – estrutura onde se fixam músculos ao seu redor.

Mais da metade dos fluidos no organismo se situa entre as células – e cerca de um sétimo do total no coração, nos vasos sanguíneos, nos nódulos linfáticos e nos vasos linfáticos. O novo estudo, porém, é o primeiro a definir que o interstício onde esses fluidos circulam funcionam como um órgão à parte.

A equipe liderada por Neil Theise, da Escola de Medicina da Universidade de Nova Iorque, mostrou que esses compartimentos, apoiados em uma malha de proteínas do tecido conectivo como colágeno e elastina, podem absorver choques, impedindo que os tecidos se rompam, quando os órgãos, músculos e vasos pulsam, são espremidos, ou sofrem impactos durante seu funcionamento diário.

De acordo com os cientistas, um dos aspectos mais importantes do estudo foi a descoberta de que essa camada é uma “via expressa” para fluidos em movimento. Segundo eles, isso poderia explicar o motivo pelo qual o câncer que invade essa estrutura tem maior chance de se espalhar pelo organismo.

Os cientistas também afirmam que a nova rede descoberta é drenada para o sistema linfático e é a fonte da linfa, um fluido vital para o funcionamento de células do sistema imunológico responsáveis pela inflamação.

Além disso, as células que residem nesse espaço – e os feixes de colágeno que elas revestem – mudam com a idade e podem contribuir para o enrugamento da pele, o enrijecimento dos membros e a progressão de doenças fibróticas, escleróticas e inflamatórias, segundo os pesquisadores.

Os cientistas afirmam que ninguém havia notado esses espaços antes porque o campo médico dependia do exame de tecidos fixos em lâminas de microscópios, que até agora era considerado o método mais preciso para observar a realidade biológica.

No método convencional, os cientistas utilizam compostos químicos para preparar os tecidos para exame, cortando-os em fatias finas e utilizando corantes para destacar características importantes. Esse processo “fixo”, segundo os autores do novo estudo, permite observar detalhes vívidos das células e estruturas, mas, para isso, acaba-se drenando todo o fluido dos tecidos.

Rede de proteínas conectivas

Segundo Theise, no novo estudo os cientistas descobriram que a remoção do fluido para produzir as amostras causa o achatamento da rede de proteínas conectivas que cerca os compartimentos cheios de fluidos, fazendo-os entrar em colapso.

“Ao longo de décadas, esse colapso provocado pela fixação fazia com que o tecido preenchido com fluido e distribuído em todo o corpo parecesse sólido nas biópsias. Nossos resultados corrigem esse problema”, assegura Theise.

“Essa descoberta tem potencial para gerar grandes avanços na medicina, incluindo a possibilidade de que a amostragem direta do fluido intersticial venha a se tornar uma poderosa ferramenta de diagnósticos”, afirmou.

Segundo Theise, a descoberta se baseou em uma nova tecnologia chamada endomicroscopia confocal a laser com sonda, que combina o endoscópio – a fina sonda com uma câmera em sua extremidade que é utilizada para ver o interior dos órgãos – com um laser que ilumina os tecidos e com sensores que analisam os padrões fluorescentes que são refletidos. O novo método, de acordo com ele, oferece uma visão microscópica dos tecidos vivos em vez dos fixos.

Estrutura nova

Em 2015, utilizando essa tecnologia, dois coautores do novo estudo, David Carr-Locke e Petros Benias, ambos endoscopistas do Centro Médico Beth Israel, viram algo estranho enquanto sondavam o duto biliar de um paciente em busca de sinais de alastramento de um câncer. Era uma série de cavidades interconectadas que não se encaixava em nenhuma anatomia conhecida.

Diante do mistério, os endoscopistas levaram as imagens ao laboratório de patologia de Theise. De forma surpreendente, quando Theise produziu imagens convencionais para biópsia do mesmo tecido, o padrão de rede encontrado por endomicroscopia simplesmente desapareceu.

A equipe iria mais tarde confirmar que espaços muito finos vistos nas imagens da biópsia – e que tradicionalmente eram identificados como rompimentos do tecido, na realidade eram remanescentes dos compartimentos cheios de fluido que haviam entrado em colapso.

Corrente elétrica

Para realizar o novo estudo, os cientistas coletaram amostras de tecido de dutos biliares durante 12 cirurgias de câncer para remoção do pâncreas e do duto biliar. Alguns minutos antes dos médicos interromperem o fluxo de sangue para o tecido de interesse, os pacientes foram submetidos a microscopia confocal para registro da imagem do tecido vivo.

Assim que os cientistas descobriram o novo espaço em imagens de dutos biliares, eles logo reconheceram a nova estrutura em todo o corpo, em qualquer ponto onde o tecido se movesse ou fosse comprimido.

As células que revestem esse espaço também são incomuns – e talvez sejam responsáveis por gerar e dar apoio aos aglomerados de colágenos em torno delas, segundo os autores. Segundo Theise, essas células podem ser também células-tronco mesenquimais, que são conhecidas por contribuir para a formação de tecidos cicatrizados observados em doenças inflamatórias.

De acordo com os pesquisadores, os aglomerados de proteínas vistos no espaço intersticial provavelmente geram corrente elétrica quando se dobram com os movimentos dos órgãos e músculos – e por isso podem desempenhar um papel em técnicas como a acupuntura.

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Lesões ortodônticas de mancha branca nos dentes: uma forma de prevenção (estudo)

Sem uma adequada higiene oral, lesões de mancha branca devido a desmineralização por acúmulo de placa, muitas vezes aparecem nos dentes após a remoção dos brackets ortodônticos. De acordo com um estudo realizado por pesquisadores da Espanha, do Reino Unido e do Brasil, problemas dessa natureza poderiam ser solucionados pelo uso de materiais adesivos que, se pretende, possam vir a impedir o seu aparecimento.

Os três novos tipos de adesivos experimentais foram desenvolvidos por pesquisadores do departamento de odontologia da Universidad CEU Cardenal Herrera, em Valência, em colaboração com o King’s College London Dental Institute, no Reino Unido, e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, Brasil. Os materiais continham nanotubos de minerais bioativos haloisita carregados com triclosan, um forte agente antibacteriano e fungicida, nas concentrações de 5, 10 e 20 por cento em meio de resina.

Comparação

Comparando a eficácia de três adesivos dentários, com propriedades bactericidas e de remineralização do esmalte, o estudo avaliou os a força de ligação do esmalte dos materiais, taxa de polimerização e características antibacteriana e bioatividade. O último supostamente previne a desmineralização dos dentes e promove a remineralização, evitando lesões de mancha branca.

Resultados

De acordo com os resultados do estudo, os materiais experimentais testados em laboratório demonstraram uma capacidade de interromper a proliferação bacteriana em 24 horas após a sua utilização; no entanto, a mistura com a maior percentagem de triclosan manteve a propriedade após 72 horas. Quanto ao efeito de remineralização, todos os três materiais provaram ser eficazes, duas semanas após a sua utilização em amostras de esmalte dental submerso em saliva experimental. A respeito das propriedades mecânicas, a incorporação do triclosan-carregado em tubos de haloisita aumentou a polimerização sem interferir com as propriedades de aderência imediata.

Um dos dois pesquisadores chefes, o Prof. Salvatore Sauro afirmou “O próximo passo que temos de enfrentar agora é organizar ensaios clínicos in vivo para avaliar se os excelentes resultados obtidos in vitro podem ser traduzidos para um cenário clínico. Uma vez feito isso, então podemos começar a pensar em algum tipo de estratégia para a distribuição e comercialização desses materiais.”

O estudo, intitulado “Propriedades de polimerização, antibacteriana e bioatividade dos adesivos ortodônticos experimentais contendo triclosan-carregado de nanotubos de haloisita “, foi publicado no Journal of Dentistry em 7 de Novembro de 2017.​

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