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Quais são e para que servem as diferentes pontas ou ponteiras de ultrassons

Quais são e para que servem as diferentes pontas ou ponteiras de ultrassons

A limpeza dos dentes por ultrassons constitui um dos procedimentos odontológicos mais avançados dos últimos tempos, através do qual se pode eliminar o tártaro, a placa bacteriana e algumas manchas da dentição. A sua utilização é muito importante para evitar cáries, bem como afecções periodontais que podem causar dano às gengivas e as estruturas ósseas.

Este procedimento é realizado por meio de aparelhos de ultrassons, que emitem diferentes vibrações ultrassônicas com as quais se retira o tártaro sem causar praticamente qualquer desconforto ao paciente.

Os aparelhos de ultrassons elétricos são constituídos por uma unidade de controle, que regula a intensidade do tratamento, e por uma ponta de ultrassom substituível. As pontas são colocadas na peça de mão destes aparelhos para realização das limpezas dentais. Através da vibração que emitem, é possível eliminar a sujidade acumulada com o passar do tempo nas áreas inacessíveis à escova de dentes.

Atualmente, existem diferentes tipos de pontas de ultrassons, cada uma apresentando uma conexão diferente, sendo assim necessário considerar a sua compatibilidade com a marca do aparelho de ultrassom em que será utilizada.

Cada tipo de pontas de ultrassons é concebido para realizar diferentes funções no âmbito da limpeza dentária. Dependendo de cada caso, será utilizado um ou outro modelo.
É indispensável considerar a utilização prevista de cada um deles antes da sua aquisição.

Tipos de pontas de ultrassons

Pontas de destartarização

Estas pontas são indicadas para a destartarização dentária. Existem diferentes tipos:

  • Ponta N.º 1L: recomendada para a destartarização inicial, lingual e bucal.
  • Ponta N.º 2L: este tipo de ponta é utilizado no espaço lingual, bucal e interdental.
  • Ponta N.º 3L: tem uma utilização bilateral, subgengival e interdental universal.
  • Ponta N.º 4L: este modelo universal é adequado para as superfícies dentárias supragengivais e subgengivais e áreas interdentais.

Pontas periodontais

O seu objetivo é a eliminação do cálculo subgengival, podendo ser utilizadas nas bolsas gengivais profundas. São indicadas para eliminar o tártaro de forma eficiente e segura, proporcionando grande acessibilidade mesmo nas bifurcações.

Estes são os tipos de pontas para periodontia:

  • Ponta reta: indicada para detecção e destartarização de raízes em bolsas gengivais profundas.
  • Ponta reta e fina: adequada para limpeza e destartarização de raízes em bolsas gengivais profundas.
  • Ponta curvada para a direita ou para a esquerda: são utilizadas para limpeza de raízes em bolsas gengivais profundas na região posterior.

Pontas de endodontia

Estas pontas são utilizadas para a irrigação dos canais radiculares.
A oscilação ultrassônica melhora a ação da irrigação, sendo assim conseguida a penetração nos capilares.

Pontas para micropreparação

Pontas de escarificaçãoEste tipo de ponta diamantada com uma forma particular é usado para preparações pouco invasivas e tratamentos adesivos de pequenas cavidades interdentais. Tem diversas nomenclaturas, dependendo se o direcionamento é para a linha média ou se desta se distancia, isto é, se é mesial ou distal.

Pontas para tratamento retrógrado da raiz

Pontas diamantadas utilizadas para apicectomias retrógradas. Com este modelo, é possível uma maior acessibilidade à zona de preparação.

Pontas para implantodontia

Na limpeza de implantes, restaurações metálicas e cerâmicas é importante realizar um procedimento suave e delicado.
As pontas para implantodontia, com revestimento de plástico, permitem ótimos resultados nas zonas mais sensíveis.

Pontas para próteses

Estas pontas são utilizadas para a cimentação tanto de próteses pequenas como de próteses maiores.

Pontas de escarificação

Estas pontas, muito úteis para extrair o tártaro, apresentam diferentes modelos:

  • Pontas G1 e G8: pontas que eliminam o tártaro supragengival, marginal gengival e o existente nas zonas interdentais.
  • Pontas G2 e G3: com tamanhos diferentes, estes modelos são utilizados na limpeza do tártaro supragengival.
  • Ponta G4: recomendada para remover o tártaro supragengival e marginal gengival.
  • Pontas G5, G6 e G9: são utilizadas para a eliminação do tártaro supragengival, marginal gengival e do existente nos espaços interdentais.

Também são adequadas para eliminar a placa bacteriana gengival no dente natural.
Pontas G11, G12 e G13: ótimas para a eliminação do tártaro supragengival.

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Cirurgias de remoção de amígdalas e adenoide e o risco de problemas futuros

Uma análise dos efeitos a longo prazo da remoção das amígdalas e adenoides na infância mostrou que essas cirurgias estão associadas a um aumento de doenças respiratórias, infecciosas e alérgicas no decorrer da vida.

Para muitas pessoas, ter suas amígdalas removidas é um rito de passagem da infância. A operação, conhecida como amigdalectomia – remoção das tonsilas palatinas, ou amígdalas -, é uma das cirurgias pediátricas mais comuns em todo o mundo.

Outra cirurgia muito comum envolve a remoção das adenoides, conhecida como adenoidectomia – remoção cirúrgica das tonsilas faríngeas, ou adenoides -, geralmente realizada para tratar de amigdalites recorrentes e infecção do ouvido médio. A cirurgia de adenoide também é realizada para melhorar a respiração quando as vias aéreas estão bloqueadas.

Como as adenoides em particular encolhem na idade adulta, os médicos e cientistas historicamente presumiam que tecidos como esses eram redundantes no corpo.

A redescoberta

Mas agora está claro que adenoides e amígdalas estão estrategicamente posicionadas no nariz e na garganta, respectivamente, em um arranjo conhecido como anel de Waldeyer. Elas funcionam como uma primeira linha de defesa, ajudando a reconhecer patógenos transportados pelo ar, como bactérias e vírus, e iniciam a resposta imunológica para eliminá-los do corpo.

Assim, os resultados obtidos agora por uma equipe da Universidade de Melbourne (Austrália) não parecem surpreender, já que essa remoção impacta a resistência posterior às doenças respiratórias, infecciosas e alérgicas.

A descoberta também é importante, dizem os pesquisadores, por se juntar aos já conhecidos riscos a curto prazo das duas cirurgias, fornecendo mais evidências para apoiar possíveis alternativas à cirurgia sempre que possível.

Riscos duplicados e triplicados

A tonsilectomia mostrou-se associada a um risco relativo quase triplicado – o risco para aqueles que fizeram a operação em comparação com aqueles que não passaram por ela – para doenças do trato respiratório superior, incluindo asma, gripe, pneumonia e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), o termo genérico para doenças como bronquite crônica e enfisema.

O risco absoluto – que leva em conta o quão comuns essas doenças são na comunidade – também mostrou-se 18,61% maior.

A adenoidectomia mostrou-se associada a um risco relativo mais de duas vezes maior de DPOC e um risco relativo quase duplicado de doenças do trato respiratório superior e conjuntivite. O risco absoluto também foi quase o dobro para as doenças do trato respiratório superior, mas correspondeu a um pequeno aumento para a DPOC, já que essa é uma condição mais rara na comunidade em geral.

“Em 1870, Charles Darwin disse que o apêndice era um vestígio inútil da evolução, prevendo que ele era pequeno demais para contribuir para a digestão de maneira significativa. Agora sabemos que o apêndice também tem uma função importante no sistema imunológico, protegendo contra infecções intestinais ao incentivar o crescimento de bactérias benéficas.

“À medida que descobrimos mais sobre a função dos tecidos imunológicos e as consequências de sua remoção ao longo da vida, especialmente durante idades sensíveis, quando o corpo está se desenvolvendo, isso ajudará a orientar pais e médicos sobre quais tratamentos eles devem usar,” disse o Dr. Sean Byars, coordenador do estudo, publicado na revista médica JAMA Otolaryngology Head Neck Surgery.

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Obtido o sequenciamento genético de bactéria causadora de cáries



Um grupo de pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos da América, conseguiu realizar o sequenciamento genético de uma variedade de uma bactéria que acelera o desenvolvimento de cáries dentárias – Streptococcus sobrinus.

Sinergia de bactérias

Até agora, pouco se sabia sobre esta bactéria, que tem a capacidade de acelerar o desenvolvimento de cáries dentárias em algumas pessoas. Paul Jensen, um dos autores do estudo, explica que “apesar de ser rara, a bactéria Streptococcus sobrinus produz ácido com maior rapidez e está associada aos piores resultados clínicos, sobretudo em crianças.

Se esta bactéria estiver presente com a bactéria S. mutans, o paciente está em risco de vir a desenvolver cáries dentárias de forma acentuada, o que significa que existe algum nível de comunicação ou sinergia entre as duas que ainda não está claro”.

Próximo passo

Depois do sequenciamento genético da bactéria, o próximo passo da pesquisa é desenvolver um modelo computacional para compreender melhor de que forma as duas bactérias interagem e porque razão a Streptococcus sobrinus pode causar cáries dentárias de forma tão rápida quando combinada com a bactéria S. mutans.

Para obter mais detalhes sobre esse estudo basta acessar este link.

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Vem aí: dispositivo promete acabar com a apneia do sono

Um grupo de pesquisadores do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Málaga (UMA), em colaboração com a empresa Ortoplus, criou um dispositivo, feito com impressoras 3D, que promete “acabar com a apneia do sono e o ressono”. De acordo com a Ortoplus, este dispositivo deverá entrar em comercialização até ao final do ano.

Como funciona

Juan Antonio Cabrera, que trabalhou neste dispositivo durante três anos com o seu companheiro do departamento de Engenharia Mecânica, Térmica e de Fluidos da UMA, Álex Bataller, explica em declarações ao jornal El País que este dispositivo “mantém a boca em posição avançada, pelo que evita o relaxamento do músculo que ocasiona o colapso das vias respiratórias”.

De acordo com os cientistas a nova tecnologia “mantém a posição avançada da mandíbula sem mudar ao abrir a boca e é fabricado mediante impressão 3D com materiais biocompatíveis.”

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Novo recurso no combate a bactérias em implantes dentários

Um grupo de pesquisadores do Karlsruhe Institute of Technology (KIT), em conjunto com especialistas em implantes dentários, desenvolveu uma superfície nanoestruturada que tem a capacidade de combater o crescimento de bactérias nos implantes dentários, no caso nos ‘pilares’ de suporte, habitualmente constituídos por titânio.

De acordo com os pesquisadores, esta superfície foi criada com o objetivo de acelerar a cicatrização após a colocação de implantes dentários.

Resultados promissores

Os primeiros resultados da pesquisa, agora publicados, mostram que esta nanoestrutura tem a capacidade de “reduzir a aderência das bactérias” e ainda de atrasar “a formação da placa bacteriana” que habitualmente se forma na superfície dos dentes.

Os detalhes desse estudo podem ser obtidos aqui.

 

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Cigarros eletrônicos com aroma escondem um grande risco para seus usuários

Os aditivos de sabor e aromatizantes em produtos de tabaco são os principais responsáveis pelo rápido aumento no uso dos cigarros eletrônicos, que trazem a percepção de que causam menos danos do que os tradicionais cigarros que queimam.

Mas será que os “sabores” – aromas – adicionados aos cigarros eletrônicos podem causar danos corporais?

Os riscos dos cigarros eletrônicos para os pulmões têm sido alvo de numerosos estudos, mas o risco para o coração, os vasos sanguíneos e o sistema cardiovascular em geral são amplamente desconhecidos.

Os perigos dos cigarros combustíveis no sistema cardiovascular são conhecidos há décadas, mas os cigarros eletrônicos só existem desde o início dos anos 2000.

Foi exatamente por isso que pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Boston (EUA) se debruçaram sobre o tema, analisando os efeitos de curto prazo dos produtos químicos aromatizantes usados nos cigarros eletrônicos sobre as células endoteliais, células que revestem os vasos sanguíneos.

Efeito inflamatório

Jessica Fetterman e seus colegas detectaram que, quando os vasos sanguíneos são expostos aos aditivos aromatizantes, há um aumento na inflamação e uma diminuição das substâncias químicas normalmente liberadas para promover o fluxo sanguíneo, o que dá indicações diretas de toxicidade a curto prazo.

A equipe também confirmou que as células endoteliais dos fumantes de cigarros eletrônicos apresentam a mesma toxicidade que as tratadas com os produtos químicos aromatizantes.

“Nossos resultados mostram que os aditivos aromatizantes em si são diretamente tóxicos para os vasos sanguíneos e têm efeitos adversos que podem ter relevância para a toxicidade cardiovascular a longo prazo de forma similar aos cigarros combustíveis,” detalhou Jessica.

Os resultados foram publicados na revista Arteriosclerosis, Thrombosis and Vascular Biology.​

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O que é a tal síndrome da ardência bucal?

Síndrome da boca ardente é uma condição mal compreendida que provoca uma sensação de queimação na língua ou boca.

A dor e desconforto causados pela síndrome da ardência bucal (SAB) são frequentemente recorrentes. Enquanto SAB é complicada de tratar, existem medidas que os pacientes podem tomar para reduzir seu desconforto.

A Síndrome da Ardência Bucal (SAB): como se manifesta

A SAB provoca uma sensação repentina de queimação, queimaduras ou formigamento na boca. Pode ocorrer em qualquer área da boca, incluindo a língua, bochechas e o céu da boca.

Algumas pessoas experimentam SAB diariamente por longos períodos de tempo, enquanto outras pessoas só a experimentam periodicamente.

SAB é uma condição rara, ocorrendo em menos de 2% da população. Como os profissionais da saúde conhecem relativamente pouco sobre essa condição, pode à princípio ser difícil diagnosticar e tratar.

Sintomas

As pessoas que apresentam SAB relatam uma sensação de escaldamento, formigamento ou queimação ocorrendo na boca. A gravidade desses sintomas varia entre os indivíduos.

A dor ou a queimadura podem durar de algumas horas a alguns dias. Também pode começar de repente, desaparecer e recomeçar vários meses depois.

Algumas pessoas que têm SAB podem sentir um aumento de dor ao longo do dia, enquanto outras sentem algum alívio ao comer ou beber.

Sintomas adicionais podem incluir:

  • dormência
  • boca seca
  • gosto alterado na boca

Tipos

A SAB pode ser classificada por sua causa ou sintomas.

Existem três tipos diferentes de SAB com base em seus sintomas:

  • Tipo 1: a pessoa acorda sem queimação, mas os sintomas aumentam ao longo do dia. Pessoas com diabetes que experimentam SAB provavelmente têm esse tipo.
  • Tipo 2: As pessoas apresentam sintomas persistentes durante o dia, mas não apresentam sintomas à noite. Isso muitas vezes coincide com a ansiedade crônica.
  • Tipo 3: Os sintomas são intermitentes e podem estar relacionados a alergias alimentares.

Causas

Quando a SAB é classificada por causa, ela é considerada primária ou secundária.

A SAB principal não possui uma causa identificável, enquanto a SAB secundária está vinculado a uma condição subjacente.

Algumas das possíveis condições subjacentes que podem causar a SAB incluem:

  • alergias
  • desequilíbrios hormonais
  • boca seca
  • refluxo ácido
  • infecções na boca
  • medicações
  • deficiências nutricionais em ferro ou zinco
  • ansiedade
  • diabetes

As mulheres mais velhas são mais propensas a desenvolver síndrome de ardor na boca do que as mulheres mais jovens devido a desequilíbrios hormonais. Em mulheres mais velhas, esse desequilíbrio é em grande parte devido à falta de estrogênio.

Diagnóstico

Diagnosticar a SAB envolve a exclusão de condições subjacentes ou outros problemas que possam estar causando os sintomas. Para fazer isso, o dentista ou médico começará analisando o histórico médico e os medicamentos atuais da pessoa.

O profissional também pode precisar realizar uma variedade de testes, incluindo:

  • swabs orais
  • biópsia
  • exames de sangue
  • teste de fluxo de saliva
  • teste de imagem
  • teste de alergia

Tratamento

O tratamento dependerá do tipo de SAB que o paciente possui e se há alguma causa subjacente.

A SAB primária pode ser difícil de tratar, pois não tem uma causa conhecida. No entanto, o paciente pode tentar reduzir a gravidade dos sintomas:

  • evitar alimentos ácidos ou picantes
  • reduzir o estresse
  • evitar quaisquer outros alimentos conhecidos desencadeadores de crises
  • praticar regularmente atividade física
  • mudar o creme dental
  • evitar enxaguatórios bucais contendo álcool
  • chupar lascas de gelo para amenizar a inflamação
  • evitar o álcool se o mesmo desencadeia sintomas
  • beber líquidos frios ao longo do dia
  • parar de fumar
  • adotar uma dieta balanceada
  • verificar medicamentos que possam agir como gatilhos de crises

Os sintomas da SAB secundária geralmente desaparecem quando a causa subjacente é tratada.

Quando o refluxo ácido está causando a SAB, um médico pode prescrever antiácidos ou bloqueadores de bomba de prótons (ex: omeprazol), bem como recomendar algumas mudanças na dieta.

Infecções bucais provavelmente exigirão medicação ou antibióticos para tratar a infecção. Em algumas situações. O SAB deve resolver após o término do tratamento.

Quando o paciente tem boca seca, o dentista ou médico pode sugerir a ingestão de suplementos vitamínicos e outras medidas que possam contribuir para uma melhora na produção de saliva.

É importante obter um diagnóstico adequado para tratar e gerenciar os sintomas da SAB efetivamente.

Considerações finais

A síndrome da boca ardente pode ser dolorosa e irritante. Infelizmente, essa condição imprevisível pode durar vários meses e pode ocorrer novamente.

A SAB não causará mais complicações, mas o paciente ainda deve conversar com seu dentista sobre seus sintomas.​

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Laboratórios desistem do desenvolvimento de novos antibióticos

Depois da AstraZeneca, da Sanofi e da GlaxoSmithKline terem anunciado a revisão dos seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento de novos antimicrobianos, a Novartis é a mais recente farmacêutica a anunciar que irá colocar um ponto final na sua aposta na área dos antibióticos e antivirais. De acordo com a Bloomberg, com a resistência bacteriana aos antibióticos evoluindo num ritmo mais acelerado do que a capacidade destas companhias para oferecerem novos produtos ao mercado, a maioria das farmacêuticas estão abandonando este segmento que na visão da indústria farmacêutica começa a dar prejuízo.

A Blomberg acrescenta que “as vendas de novos antibióticos são demasiado baixas para que as grandes farmacêuticas consigam recuperar os seus investimentos e as medidas públicas para encorajar maior atividade não estão surtindo o efeito esperado”.

A notícia da retirada destas grandes empresas farmacêuticas da luta por antibióticos eficazes surge depois destas terem se comprometido, em 2016, durante o Fórum Econômico Mundial, a combater a ameaça das bactérias resistentes aos antibacterianos. O Governo norte-americano assegurou subsídios de bilhões de dólares para o desenvolvimento deste grupo de fármacos, contudo, os novos antibióticos parecem não estar alcançando os resultados comerciais esperados.

Segundo a Bloomberg, “apenas cinco dos 16 antibióticos de marcas aprovados desde o ano 2000 até o ano passado foram capazes de gerar vendas anuais de mais de 100 milhões de dólares”, uma fração quando comparado aos bilhões obtidos com o desenvolvimento de fármacos para o tratamento do câncer.

Apenas 2 ou 3 novos

Além disso tudo, os custos de desenvolvimento de novos antibióticos estão se tornando cada vez mais altos. Gabrielle Breugelmans, Diretora de Pesquisa da Access to Medicine Foundation, acrescenta que dos cerca de 275 projetos de pesquisa que estão em curso nesta área, poderão surgir apenas dois ou três medicamentos novos.

De acordo com os especialistas ouvidos pela publicação, o caminho a partir de agora será o da busca por financiamento para essa classe de fármacos. Um estudo recente publicando no Reino Unido mostra que as bactérias resistentes aos antibióticos poderão matar cerca de 10 milhões de pessoas por ano já em 2050, um número que faz com que seja se encontre uma resposta eficaz com a maior brevidade possível.

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Articaína ou Lidocaína, qual é mais segura em procedimentos odontológicos?

A articaína pode ser um analgésico tão eficaz como a lidocaína nos procedimentos dentários. A conclusão é de um estudo da Universidade da Pensilvânia agora publicado na revista científica Anesthesia Progress e surge depois de alguns estudos terem sugerido que a utilização de articaína poderia ter alguns efeitos adversos nos pacientes depois da realização dos procedimentos.

O estudo agora publicado faz uma análise aos níveis de neurotoxicidade e à duração da anestesia de ambos os fármacos, revelando que a articaína é tão eficaz como a lidocaína nos procedimentos dentários.

Resultados surpreendentes

Os resultados obtidos revelaram-se “surpreendentes” para os pesquisadores, contrariando a hipótese inicial de que a articaína poderia ter efeitos adversos nos pacientes, com níveis de neurotoxicidade superiores aos obtidos com a utilização da lidocaína.

Conheça o estudo em detalhe aqui.

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A saúde dental pode ser um indicativo de risco para o diabetes

Uma ligação entre diabetes e saúde bucal tem sido investigada por numerosos estudos, e de acordo com os pesquisadores, uma relação entre diabetes e doença periodontal e cárie dentária vem sendo sugerida há muitas décadas. Em um trabalho apresentado na recente reunião anual da Endocrine Society, os pesquisadores apresentaram os resultados de seu estudo sobre o impacto da tolerância à glicose sobre saúde bucal em uma população representativa nos EUA. A principal conclusão foi a de que doenças dentárias podem preceder o desenvolvimento da diabetes.

Para o estudo, eles revisaram os registros de 9.670 adultos com 20 anos de idade e acima, matriculados na 2009-2014 National Health and Nutrition Examination Survey. Eles analisaram o índice de massa corporal relatado dos participantes e o estado de tolerância à glicose por glicemia de plasma rápido, 2 horas de glicemia de plasma postchallenge, hemoglobina A1c, diabetes estabelecida, e se o estado foi tratado com agentes orais ou insulina.

Eles gravaram o número de dentes ausentes devido à cárie e doença periodontal para pacientes individuais. Eles também determinaram a relação entre a tolerância à glicose e a condição dentária em relação à idade, sexo, raça e etnia, história familiar de diabetes, tabagismo, consumo de álcool, índice de educação e pobreza.

Relação descoberta

Os pesquisadores encontraram um aumento progressivo do número de pacientes com falta de dentes como a diminuição da tolerância à glicose, de 45,57% no grupo com tolerância normal à glicose para 67,61% no grupo com tolerância à glicose anormal e de 82,87% no grupo com diabetes. Com exceção do sexo, todas as outras variáveis tiveram impacto significativo sobre o número de dentes ausentes.

A saúde de seus dentes pode ser um sinal de seu risco para diabetes. Nossos achados sugerem que exames dentários podem fornecer uma maneira de identificar alguém em risco de desenvolver diabetes. Encontramos uma relação positiva entre a progressiva deterioração da tolerância à glicose e o número de dentes ausentes. Embora uma relação causal não pode ser inferida a partir desse estudo transversal, isso demonstra que o mau resultado dental pode ser observado antes do início da diabetes ostensiva”, disse o autor principal, Dr. Raynald Samoa, professor assistente do Departamento Clínico de Diabetes, Endocrinologia e Metabolismo no Centro Médico Nacional City of Hope em Duarte, Califórnia, EUA.

Os resultados foram apresentados em um cartaz em 19 de março na ENDO 2018, a 100ª reunião anual da Sociedade Endócrina em Chicago.​

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