diabetes

Enxaguante bucal pode esconder um sério risco

Para muitos de nós, um gole de enxaguatório bucal duas vezes por dia faz parte de nossa rotina de higiene bucal. Mas de acordo com novos pesquisadores sugerem que usar bochechos pelo menos duas vezes por dia destrói bactérias orais tidas como “amigáveis”, que podem, por sua vez, alterar o metabolismo do açúcar no sangue e promover diabetes, particularmente para pessoas que já estão em alto risco para a doença.
Esta prática aparentemente benéfica pode representar um risco de saúde surpreendente: o uso de enxaguatórios bucais pode aumentar o risco de diabetes.

A co-autora do estudo Rakesh P. Patel – do Departamento de Patologia e Centro de Biologia Radical Livre da Universidade do Alabama em Birmingham – e seus colegas publicaram suas descobertas na revista Nitric Oxide.

Estima-se que cerca de 30,3 milhões de pessoas nos Estados Unidos têm diabetes.

Outros 84,1 milhões de adultos nos EUA têm pré-diabetes, em que os níveis de glicose no sangue são mais altos que o normal, mas não tão altos a ponto de justificar um diagnóstico de diabetes.

Estar acima do peso é um dos maiores fatores de risco para o diabetes. De acordo com o novo estudo, a prática simples de usar bochechos pode agravar esse risco.

Diabetes: risco aumentado em 55%

Os cientistas chegaram as suas intrigantes descobertas analisando os dados de 1.206 adultos com sobrepeso ou obesos com idade entre 40 e 65 anos. Todos os adultos faziam parte do Estudo Longitudinal de Adultos com excesso de peso em San Juan, e estavam livres de diabetes e doenças cardiovasculares importantes no início do estudo.

Como parte do estudo, os participantes foram questionados com que frequência usavam enxaguatórios. Um total de 43 por cento dos entrevistados disseram que usaram antisséptico bucal pelo menos uma vez ao dia, enquanto 22% disseram que o utilizavam pelo menos duas vezes ao dia.

Durante uma média de 3 anos de acompanhamento, a equipe monitorou o desenvolvimento de pré-diabetes ou diabetes entre os participantes. Um total de 945 pessoas foram incluídas na análise final.

Comparado com os participantes que não usaram antisséptico bucal, aqueles que relataram usar enxaguatório bucal pelo menos duas vezes ao dia tiveram 55% mais chances de desenvolver pré-diabetes ou diabetes em 3 anos.

Não houve associação entre o uso de bochechos com menos de duas vezes por dia e o risco de pré-diabetes ou diabetes, relatam os pesquisadores.

Esses achados persistiram após considerar vários fatores de confusão possíveis, incluindo dieta, higiene bucal, distúrbios do sono, uso de medicamentos, glicemia de jejum, renda e escolaridade.

Comentando sobre suas descobertas, Patel e seus colegas escrevem:

“O uso regular frequente de enxaguatório bucal sem receita do dentista foi associado ao aumento do risco de desenvolvimento de pré-diabetes / diabetes nessa população”.

Enxaguatório bucal pode destruir boas bactérias orais

Muitos enxaguatórios bucais contêm compostos antibacterianos – como a clorexidina – que matam as bactérias para ajudar a prevenir a gengivite, a cárie dentária e outras condições de saúde bucal.

Patel e seus colegas suspeitam que esses compostos também destruam “boas” bactérias na boca que são importantes para a formação do óxido nítrico, que é um composto químico que ajuda a regular a insulina – o hormônio que controla os níveis de açúcar no sangue.

Portanto, a destruição desta bactéria benéfica poderia incentivar o desenvolvimento de diabetes.

Dado que mais de 200 milhões de pessoas nos EUA usam enxaguatório bucal, essas últimas descobertas podem ser motivo de preocupação. No entanto, é importante notar que o estudo é puramente observacional.

Patel e seus colegas dizem que mais pesquisas são necessárias para determinar se um produto de higiene bucal aparentemente inocente é realmente um fator de risco para o diabetes.

Dentalis Software – a sua melhor escolha em software para odontologia

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Vem aí: tratamento revolucionário do diabetes

probioticos(1)Uma pesquisa da Universidade Estadual Paulista (Unesp) pode revolucionar o tratamento do diabetes. Os pesquisadores responsáveis trabalham no desenvolvimento de um probiótico capaz de estimular a produção de insulina que poderia ser tomado, por exemplo, como um iogurte. Na rotina de quem convive com o diabetes, seria um alívio por acabar com a necessidade das picadas diárias de insulina.

Microrganismos dos probióticos e a produção de insulina

A pesquisa, ainda em andamento, é chamada de Insubiota e envolve professores e estudantes dos cursos de Farmácia e de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia. Para que os microrganismos dos probióticos consigam produzir insulina, eles precisam se instalar no intestino do paciente. Por isso, a intenção é criar um produto que possa ser ingerido, como os alguns iogurtes e leites fermentados já existentes no mercado.

“Facilitaria a vida, principalmente, de crianças e idosos”, diz a coordenadora da pesquisa Danielle Pedrolli. “Eles têm uma dificuldade ainda maior de realizar os cuidados necessários ao diabetes tipo 1. Agora, precisamos, ainda, terminar a construção e o desenvolvimento do produto, otimizá-lo para que produza a quantidade ideal de insulina. A partir daí poderemos iniciar os testes clínicos, que também são longos, até que isso seja considerado eficiente e seguro para o tratamento da diabetes”.​

Posted by Victor in Dicas, Estudos, 0 comments

Risco de perda de dentes é maior em diabéticos

Diabete e Odontologia 

diabetesEmbora muitos estudos tenham sido feitos sobre a perda de dentes entre a população em geral, faltam provas científicas sobre a condição em pacientes com diabetes. Para resolver estas limitações, pesquisadores investigaram os dados de mais de 37.500 adultos durante um período de quarenta anos e verificaram que os diabéticos, particularmente hispânicos negros adultos, têm um aumento do risco de perda de dente quando comparados a indivíduos saudáveis.

O estudo, que foi realizado por pesquisadores da Duke University School of Nursing (Escola de Enfermagem da Universidade de Duke), revelou que em geral, diabéticos perderam mais dentes durante o período considerado do que os adultos sem diabetes, independentemente da sua origem étnica. Em média, eles perderam cerca de duas vezes o número de dentes.

Embora a perda de dente aumente com a idade, a taxa de aumento varia por estado de diabetes e etnia. No grupo de não-hispânicos negros adultos, perda de dente aumentou mais rapidamente do que em brancos não hispânicos ou mexicano americanos. Não-hispânicos negros diabéticos perderam o maior número de dentes.

Assim, os pesquisadores concluíram que cuidados dentários adequados e retenção de dente precisam ser melhor promovidos para adultos com diabetes, especialmente entre grupos étnicos minoritários, tanto por profissionais médicos e dentários. Como há indícios crescentes de que a saúde oral está associada com a saúde global, uma abordagem interdisciplinar é necessária para garantir um melhor atendimento e gestão da doença. Por exemplo, tem sido conhecido há décadas que o diabetes tipo 1 e 2 são ambos fatores de risco para doença periodontal.

De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças, diabetes está se tornando mais comum nos Estados Unidos. De 1980 a 2014, o número de americanos com diagnóstico de diabetes quadruplicou. Uma estimativa de 29,1 milhões de pessoas nos EUA (9,3% da população) tem diabetes, incluindo 8,1 milhões de casos não diagnosticados. Em 2010 nos EUA, diabetes foi a sétima maior causa de morte. Taxas de diabetes também são mais elevadas entre a população minoritária dos EUA do que em brancos não hispânicos (13,2 % em negros não hispânicos, 12,8 % em hispânicos e 7,6% em brancos não hispânicos).

O estudo intitulado “Quarenta anos tendências de perda de dentes entre adultos americanos com e sem diabetes mellitus: Uma análise da época – período – coorte,” foi publicado na edição de dezembro da revista Preventing Chronic Disease, uma revista eletrônica peer-reviewed publicada pelo National Center for Chronic Disease Prevention and Health Promotion. Dados para o estudo foram obtidos a partir da National Health and Nutrition Examination Survey.

Dentalis software – administra seu consultório odontológico garantindo mais tempo para o seu paciente

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Bebidas energéticas com cafeína podem aumentar risco de diabetes

energéticos
Pesquisadores canadenses testaram os efeitos de bebidas energéticas cafeinadas entre adolescentes e sugerem que a cafeína inibe a capacidade do organismo para lidar com uma carga elevada de açúcar. Eles acreditam que isso possa levar à resistência à insulina, situação em que o corpo produz quantidades cada vez maiores de insulina para limpar o açúcar que circula no sangue e nos tecidos.
 
Heidi Virtanen, da Universidade de Calgary, líder do estudo, explica que os resultados mostram que o consumo de bebidas energéticas contendo cafeína pode contribuir para um aumento de 20 a 30% nos níveis de insulina e de glicose em resposta a uma carga alta de glicose. Uma vez que a cafeína persiste no organismo durante 4 a 6 horas após o consumo, a resistência à insulina associada a este consumo pode contribuir para o aumento do risco metabólico em indivíduos susceptíveis através da interferência persistente com o metabolismo normal de glicose, principalmente quando consumidas por adolescentes.
 
Os pesquisadores observam que, apesar da advertência em rótulos de bebidas energéticas cafeinadas dizerem que elas não são adequadas para crianças, o marketing muitas vezes torna-as atraentes para crianças, adolescentes e adultos jovens. Estima-se que, no Canadá, cerca de 30% dos adolescentes bebem regularmente este tipo de bebida, enquanto 50% dos atletas consomem-nas em tempo integral.
 
O estudo envolveu 10 homens e 10 mulheres com idades entre 13 a 19 anos. Após jejum de 24 horas, abstendo-se de cafeína e sem exercício, os adolescentes foram aleatoriamente designados a tomar ou uma bebida energética com cafeína ou uma sem cafeína. Ambas as bebidas energéticas estavam livres de açúcar, de modo a determinar os efeitos da cafeína na bebida.
 
As amostras de sangue foram retiradas periodicamente durante um período de 2 horas e um teste de glicose oral padrão foi administrado 40 minutos depois da ingestão da bebida.
 
Os resultados apresentaram um aumento de 25% nos níveis de glicose no sangue ao longo de um período de 2 horas para aqueles que tomaram a bebida com cafeína em comparação com aqueles que consumiram a versão descafeinada. Elevações da glicose com a bebida energética contendo cafeína foram acompanhadas por um aumento de 26% nos níveis de insulina. Os pesquisadores dizem que, como a meia-vida da cafeína é na faixa de 4 a 6 horas, estes resultados sugerem que o consumo de uma bebida energética contendo cafeína por adolescentes pode afetar a regulação da glicose por horas depois do consumo.
 
Os resultados, apresentados no Congresso Mundial de Diabetes em Vancouver, devem ser avaliados com cautela, pois eles ainda não foram publicados em um periódico médico e trata-se de um estudo com pequeno número de participantes. Este também é um estudo piloto, por isso, outras pesquisas serão necessárias para confirmar os resultados.
Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Planta medicinal apresenta capacidade de cura 95% das lesões de diabéticos

dr e gengibre

Pesquisadores do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) desenvolveram um novo tratamento para lesões causadas por diabetes.
 
O tratamento, à base de gengibre amargo, já tratou com sucesso pacientes que haviam recebido indicação médica de amputação.
 
O tratamento terapêutico alternativo consiste em um gel preparado com o óleo essencial do gengibre amargo.
 
A formulação foi desenvolvida pelos pesquisadores Maurício Ladeia e Carlos Cleomir Pinheiro.
 
Em testes realizados com com 27 pacientes diabéticos portadores de úlceras nos pés, o tratamento teve um êxito impressionante, alcançando 95% de cura das lesões.
 
Livre da amputação
 
“Fiz seis meses de tratamento convencional e um dos vários médicos que consultei disse que eu teria de amputar porque a infecção afetou o osso”, conta Mauro Paulino, voluntário que participou dos testes do novo tratamento.
 
“Mas isso não foi necessário, porque com menos de dois meses em tratamento com o gel na UBS (Unidade Básica de Saúde) fiquei curado. Para mim, o gel foi uma luz no fim do túnel,” relatou.
 
O professor Cleomir também está trabalhando no uso de um novo tipo de gengibre (Zingiber Zerumbet) no tratamento contra o câncer.
 
Fonte: Inpa
Posted by Victor in Estudos, 0 comments