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Ligação entre obesidade, sexo e saúde periodontal

Embora os pesquisadores tenham previamente investigado e analisado a relação entre periodontite e obesidade, pouca atenção tem sido dada ao papel que o sexo biológico de um indivíduo pode desempenhar neste contexto.

Um trabalho recentemente publicado, estudo de cinco anos, de indivíduos, em Porto Alegre, Brasil, retificou este esquecimento e descobriu que mulheres obesas são muito mais propensas a sofrer com a progressão da perda de inserção periodontal (PAL) do que homens obesos.

Metodologia

A equipe de pesquisa do estudo entrevistou 582 pessoas que tinham sido entrevistadas e clinicamente examinadas cinco anos antes e encontraram seus critérios de inclusão. Esses indivíduos foram pesados e o seu índice de massa corporal foi calculado de acordo com os critérios da Organização Mundial de Saúde, com 19 por cento da amostra a sendo classificada como obesa.

Resultados

Os pesquisadores descobriram que indivíduos obesos apresentaram maior probabilidade de experimentar a progressão da doença periodontal do que os de peso normal. No entanto, seus resultados também demonstraram que mulheres obesas tiveram um risco 64 por cento maior para PAL, considerando que não houve aumento no risco para homens obesos.

“Obesidade e doença periodontal são importantes problemas de saúde pública”, explicou o Dr. Eduardo José Gaio, o principal autor do estudo.

“Periodontite afeta mais de 50 por cento dos adultos em todo o mundo e a prevalência de sobrepeso e obesidade em indivíduos é de cerca de 60 por cento. Este é um dos poucos estudos longitudinais que avalia o efeito da obesidade na saúde periodontal e o primeiro a investigar a possibilidade de que o sexo pode modificar este relacionamento.”

O estudo de Gaio é um dos finalistas do Perio Link Award inaugural, uma competição organizada pela SUNSTAR Foundation. Julgados por um comitê de peritos em odontologia, a competição foi projetada de forma a sensibilizar a opinião pública para a importância da investigação que está sendo realizada sobre a ligação entre saúde bucal e sistêmica. O vencedor do Perio Link Award irá ganhar uma viagem para o congresso EuroPerio9, organizado pela European Federation of Periodontology em Amsterdam, de 20 a 23 de junho de 2018. O vencedor será formalmente reconhecido em uma cerimônia de premiação no evento e receberá um premio em dinheiro de €1.000.

O estudo, intitulado “O efeito da obesidade na progressão da perda de inserção periodontal: cinco anos de estudo prospectivo de base populacional”, foi publicado on-line em março de 2017 no Journal of Clinical Periodontology Digest.

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Bactérias da mucosa oral ligadas à Arteriosclerose

Já vários estudos tinham conseguido demonstrar que existe uma relação entre as bactérias orais e a prevalência de doenças cardíacas. Contudo, um estudo agora publicado pela Universidade do Connecticut, nos Estados Unidos da América, revela que as bactérias presentes na mucosa oral e no trato gastrointestinal podem ser uma das principais responsáveis pela arteriosclerose.

Como explicam os autores do estudo, “os lípidos desse grupo de bactérias danificam os vasos sanguíneos de duas formas: o sistema imune as vê como um sinal de invasão bacteriana e as enzimas as destroem causando um processo inflamatório”.

O risco

Os pesquisadores informam também que “essas bactérias não são uma espécie invasora, uma vez que habitualmente estão presentes na cavidade oral e no trato gastrointestinal. Se as condições forem as adequadas, podem causar doenças gengivais, mas não infectam os vasos sanguíneos. Contudo, os lípidos que produzem podem facilmente passar através das paredes celulares e entrar na corrente sanguínea”.

Mais detalhes sobre o estudo podem ser obtidos aqui.

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Identificadas sequências de DNA ligadas à Periodontite

Identificadas sequências de DNA ligadas à Periodontite

Uma rede internacional de pesquisadores, liderada por cientistas da Faculdade de Medicina Charité, em Berlim (Alemanha), identificou variações de sequências de DNA que estão claramente associadas ao risco aumentado para o desenvolviment de diferentes tipos de doença periodontal.

Em dois segmentos genéticos, pelo menos, a equipe descobriu uma associação significativa com a doença. Num estudo de associação do genoma, o grupo liderado pelo Prof. Arne Schäfer, do Instituto de Ciências Dentárias e Cranofaciais de Charité, investigou a relação entre as diferenças de informação genética nas sequências e a incidência da doença em milhares de pacientes com periodontite crônica e severa.

Metodologia empregada

Os resultados foram comparados com os obtidos com indivíduos saudáveis. “Este tipo de estudo é muito sistemático por natureza. Visa identificar os genes que têm um efeito no risco que a pessoa tem de vir a desenvolver determinada doença”, explicou Schäfer. Milhões de variantes de sequências de DNA, distribuídas ao longo do genoma e que descrevem a maior parte da informação genética de uma pessoa, foram examinadas em vários grupos de pacientes. “As variações na sequência de DNA podem interferir no risco de vir a desenvolver uma determinada patologia. Ao comparar a frequência de variantes em pacientes e no grupo de controle (saudável), é possível descobrir que áreas do cromossoma estão associadas à doença”, acrescentou.

Descobertas

Os cientistas descobriram duas regiões de genes que parecem estar associadas ao risco acrescido de desenvolver tipos diferentes de periodontite. Uma das duas regiões é responsável pela síntese de alfa-defensins (peptídeos antimicrobianos), que são produzidos por células imunitárias especializadas. Estas células imunitárias – neutrófilos – integram a resposta imune e participam na identificação e destruição de micro-organismos. A segunda região de genes inibe a ativação destas células imunes.

Conclusões

“Os nossos resultados demonstram que os diferentes tipos de doença periodontal têm uma origem genética comum”, afirmou Schäfer. E sublinhou: “Isto significa que existem grupos de pacientes suscetíveis ao desenvolvimento da doença periodontal, mas cuja suscetibilidade é independente de outros fatores de risco, como o tabagismo, a higiene oral ou o envelhecimento”. A nível mundial, estima-se que a prevalência da doença periodontal severa esteja por volta dos 11%. A doença é considerada complexa porque a suscetibilidade individual é determinada pela interação entre o microbiota oral e o sistema imunitário, tabagismo e a dieta, bem como por distúrbios metabólicos como a diabetes mellitus. A resposta do corpo a estes fatores é influenciada, em grande medida, pelas características genéticas do indivíduo.

A genética e o genoma humano desempenham um importante papel não apenas na medicina, mas como vemos, igualmente no âmbito da odontologia.

O estudo, intitulado “A genome-wide association study identifies nucleotide variants at SIGLEC5 and DEFA1A3 as risk loci for periodontitis”, foi publicado na edição de julho de Human Molecular Genetics journal.

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Relação entre periodontite e câncer de mama

Dando continuidade a nossa série de artigos sobre o universo da saúde da mulher neste Outubro Rosa, hoje abordamos a ligação entre a periodontite e o o câncer de mama.

Durante os últimos anos, diferentes estudos estão mostrando relações significativas entre a periodontite e doenças como diabetes, acidentes vasculares cerebrais, problemas cardíacos e câncer de boca, esôfago, cabeça e pescoço, ou câncer de pâncreas. E agora um novo estudo mostra que há ligação entre a periodontite e o câncer de mama.

Pesquisadores da Universidade de Buffalo (EUA) descobriram que a doença periodontal está associada com um maior risco de câncer de mama em mulheres na menopausa, especialmente aquelas que são ou foram fumantes. Os resultados foram publicados na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention.

Amostragem da pesquisa

Os pesquisadores acompanharam mais de 73 mil mulheres – na menopausa – que não tinham câncer de mama identificado. Destas, um pouco mais de 1/4 tinham uma doença periodontal, cuja incidência variou se a mulher era fumante ou não. Após uma média de acompanhamento de 6,7 anos, 2.124 mulheres foram diagnosticadas com câncer de mama. Ao cruzarem os dados, os pesquisadores identificaram um risco maior na ordem de 14% para mulheres que tiveram doença periodontal.

O estudo também mostrou que entre as mulheres que haviam parado de fumar nos últimos 20 anos e que sofriam de doença periodontal, o risco destes tumores foi 36% superior, enquanto que aqueles que fumavam na época do estudo o risco foi 32% mais elevado se tiveram a doença da gengiva, embora a associação não se demonstrasse estatisticamente significativa. Os pesquisadores ressaltaram que novos estudos, mais amplos, devem ser realizados.

Bactérias – inflamações – câncer mamário

“Nós sabemos que as bactérias da boca dos fumantes ou ex-fumantes que abandonaram recentemente o cigarro são diferentes daqueles de não-fumantes” reconhece Jo L. Freudenheim, autor da pesquisa, de modo que o aumento do risco de câncer de mama pode ser porque esses micro-organismos entram no corpo por estas inflamações e vir a afetar as mamas.

A este respeito, disse ao jornal espanhol ABC, Nuria Vallcorba Plana, da Clínica Vallcorba em Barcelona, que doenças periodontais são caracterizadas pela inflamação crônica das gengivas causadas por bactérias orais, o que resulta na destruição dos tecidos circundantes que suportam os dentes. “A ligação da doença da gengiva com doença sistêmica pode estar relacionada com a passagem de bactérias para o sangue e, especialmente, com a inflamação que ocorre, o qual atua em todo o corpo, devido à liberação dos chamados mediadores da inflamação”, o que pode vir a comprometer o tecido mamário.​

Estudos como este demonstram a dimensão e a importância cada vez maior que a odontologia, os cuidados odontológicos e visitas periódicas ao dentista podem impactar na saúde do corpo e na prevenção de uma das mais temidas patologias dos nossos dias, o câncer.

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Imunidade em dia: dormir bem faz toda a diferença

sono em diaManter o sistema imunológico em forma dá trabalho. Muita energia é gasta para que a patrulha de células que compõem suas defesas permaneça a postos.

Agora pense: qual é o momento ideal para realizar os ajustes nesse sistema e mantê-lo em operação?
Nota dez a quem pensou nas horas de descanso noturno.
Dormir bem é um fator crucial, pois durante esse período a imunidade se refaz.

Na contramão, quem fica as noites em claro não desenvolve uma proteção confiável. O pouco tempo no colchão faz subir a liberação de cortisol, um hormônio relacionado ao estresse.
“Em excesso, essa substância diminui a reação de defesa”, ensina a ginecologista Helena Hachul, do Instituto do Sono, em São Paulo.

Um estudo conduzido na instituição paulista apontou que a privação de sono corta pela metade a produção de anticorpos de pessoas que tomaram a vacina contra a hepatite A. Outro artigo, assinado por experts da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, aponta que o risco de ficar resfriado é 4,5 vezes maior em sujeitos que cochilam por menos de cinco horas por dia.
A conclusão é taxativa: descansar entre sete e oito horas com a cabeça no travesseiro turbina a imunidade.

O relógio faz diferença

Na pesquisa americana, 164 voluntários registraram as horas de sono durante uma semana. Depois, foram isolados em um hotel por cinco dias, onde travaram contato com o rinovírus, causador do resfriado. Aqueles que dormiam menos tempo acabaram mais doentes – sinal de que o sistema imune não estava treinado para rechaçar a ameaça.

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