odontologia

O poder da nanotecnologia aplicada à odontologia

A nanotecnologia tem o potencial de reduzir a dor e o tempo de recuperação após uma cirurgia bucal, de acordo com um estudo recentemente publicado pela American Chemical Society.

De acordo com a FDI – World Dental Federation “a nanotecnologia é um ramo da tecnologia que lida com dimensões de menos de 100 nanômeros, especialmente a manipulação de átomos e moléculas individuais”. No caso da odontologia, em particular, “a nanotecnologia pode disponibilizar avanços e inovações em diagnósticos e métodos terapêuticos”.

Adoção da nova tecnologia

Além disso, as nanopartículas, presentes na natureza e usadas em muitos produtos, podem ser utilizadas para melhorar as propriedades de alguns materiais. Nesse sentido, o Comitê Científico da FDI prepara uma declaração com políticas para a adoção desta tecnologia, que deverá ser apresentada no seu próximo congresso, que ocorre em Buenos Aires, na Argentina.​

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Toxina botulínica: surge como possibilidade no tratamento do bruxismo

Toxina botulínica: surge como possibilidade no tratamento do bruxismo

Um novo estudo piloto sugere que o uso de toxina botulínica pode ser um meio confiável para tratar pacientes que sofrem de bruxismo. Em um estudo duplo-cego, os pesquisadores testaram a segurança e eficácia da onabotulinum toxina-A (BoNT-A) quando injetada no músculo masseter e temporal em pacientes com bruxismo do sono sintomático. De acordo com os resultados, os que receberam a injeção relataram diminuição do ranger e apertar dos dentes.

O estudo

O estudo envolveu 22 pacientes entre 18 e 85 anos de idade com diagnóstico clínico de bruxismo do sono, confirmado através de polissonografia. Os pesquisadores, do Houston Methodist Neurological Institute, injetaram 13 participantes com 200 BoNT-A (60 unidades em cada um dos músculos masseter e 40 unidades em cada músculo temporal) e o restante dos pacientes receberam placebo.

O pesquisador responsável Dr. Willian Ondo afirma, “Há muitas teorias diferentes sobre a gênese do bruxismo, que vão desde a puramente psiquiátrica até a puramente mecânica. No entanto, todo o movimento é mediado por músculos, portanto relaxar os músculos apropriados que causam o ranger da mandíbula com toxina botulínica deve reduzir esses movimentos, independentemente da condição etiológica”.

Resultados

De acordo com os resultados, após quatro e oito semanas de exames, os participantes que receberam a injeção de placebo registraram nenhuma melhora a sua condição de bruxismo. No entanto, aqueles que foram injetados com BoNT-A relataram um efeito positivo com menos ranger geral e aperto, bem como uma redução em geral, associada a dor.

A confirmar

Segundo os pesquisadores, isso demonstra que o BoNT-a possa vir a ser uma maneira segura e eficaz de tratar o bruxismo do sono; no entanto, eles recomendam um ensaio multicêntrico abrangente para confirmação dos achados iniciais. “Tem havido alguns pequenos estudos feitos na Ásia sobre o uso de toxina botulínica para o bruxismo. Gostaríamos de realizar um ensaio multicêntrico abrangente na América do Norte, mas atualmente não há planos ativos para fazer isso”, disse Ondo.

O estudo, intitulado “Injeções de onabotulinum toxina-A para bruxismo do sono: um estudo duplo-cego, controlado por placebo,” foi publicado no Neurology Journal em 17 de janeiro de 2018.

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Dentacoin: a criptomoeda da odontologia

Depois do boom do Bitcoin, nasceu agora o Dentacoin, uma criptomoeda criada especificamente para o segmento da odontologia. A publicação Dentistry.co.uk conversou com os fundadores desta nova moeda virtual, que acreditam que a odontologia só tem a ganhar com a sua utilização.

“Pode ser usada como uma moeda específica para o ramo da odontologia para que os pacientes possam comprar tratamentos odontológicos e para que as clínicas possam comprar equipamentos dentários”, comentam os responsáveis pela criptomoeda.

Recente no mercado

Lançada em fevereiro de 2017, a Dentacoin tem como grande objetivo ser usada por toda o segmento da odontologia. No futuro, de acordo com os seus fundadores, existirá também um modelo semelhante ao de um seguro associado à moeda, o que permitirá aos pacientes terem acesso a cuidados preventivos.

Atualmente, a Dentacoin já está disponível para compra em plataformas de câmbio como a Cryptopia, a Etherdelta, a Mercatox, a Coinexchange Hitbtc, a Coinfalcon e a Idex.

Mais informações sobre o Dentacoin podem ser obtidos aqui.

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Impressão 3D: irá revolucionar a Odontologia

Até ao ano de 2027, o mercado de impressão 3D na Odontologia deverá valer cerca de 9,5 bilhões de dólares. A previsão é de um estudo da empresa SmarTech Publishing, que acredita que este mercado irá explodir nos próximos anos.

O segmento da indústria voltada para a Odontologia cresceu cerca de 35%, pelo segundo ano consecutivo, em 2017, um indicador que mostra o potencial do setor, especialmente no que aspecto tecnológico, que tem tem sido responsável por esse crescimento ano após ano.

De acordo com o estudo, o crescimento de 35 pontos percentuais alcançado no ano passado deve-se, sobretudo à ceitação e adoção de tecnologias 3D no mercado odontológico, com cada vez mais dentistas,protéticos e laboratórios a recorrendo à impressão 3D para fabricar as suas soluções de forma mais rápida e eficaz.

Impressão sob medida

Além disso, o estudo destaca ainda que, graças à aceitação por parte dos dentistas, a impressão 3D vem se posicionando e tende a se tornar em um dos principais processos digitais da indústria fornecedora de equipamentos dentários, com destaque pela sua flexibilidade de produção e outro, pela sua precisão.

Grandes mudanças a caminho

Assim, as previsões da SmarTech Publishing indicam que, nos próximos dez anos as tecnologias 3D baseadas em metal e resina irão vir a ser o método de produção principal para todas as restaurações dentárias. Além disso, é esperada que a fabricação de metal desempenhe um papel importante no desenvolvimento deste mercado, especialmente no que diz respeito à produção de implantes metálicos. É que de acordo com o estudo, em 2024, a impressão 3D de metal passará a ser utilizada para produzir implantes dentários e deverá valer cerca de 1 bilhão de dólares.

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Odontologia: tendências para 2018

Nos últimos anos, a odontologia tem registado grandes avanços tecnológicos e a tendência é para que esse processo continue forte em 2018. O número de dentistas no uso de tecnologias digitais cada vez mais avançadas tende a aumentar. De acordo com Bill Warner, do DDS Labs, outras tendências incluem mudanças nas técnicas de marketing digital e na oferta de cuidados de saúde personalizados para o paciente.

Tratamentos mais avançados com recurso a nova tecnologia

Quer seja para restaurações prontas no próprio dia ou para planos de saúde ortodônticos, cada vez mais clínicas vão passar a recorrer à tecnologia CAD/CAM e a impressões digitais. Não só proporciona uma experiência mais confortável para o paciente, como facilita a comunicação e o envio dos arquivos diretamente para os laboratórios de próteses dentárias, reduzindo assim significativamente o tempo de espera.

A tecnologia permite ainda reduzir o número de repetições dos processos e permite analisar as impressões obtidas pelo método digital com mais calma, enquanto o paciente aguarda no consultório.

Tecnologia cone-beam

O contínuo interesse pela implantodontia vai fazer com que cada vez mais clínicas invistam em tecnologia cone-beam, sobretudo numa altura em que os pacientes se mostram cada vez mais informados sobre os riscos e benefícios dos implantes.

Impressoras 3D

Esta é outra tendência que na opinião de Bill Warner vai marcar o ano de 2018, principalmente porque o custo destas novas impressoras 3-D vem se reduzindo, tornando-as acessíveis para as clínicas odontológicas já que são muito eficientes.

Para Bill Warner, as clínicas que optarem por investir nestas novas tecnologias devem ter o cuidado de informar os seus pacientes sobre os novos recursos tecnológicos oferecidos. Além de funcionar como uma ótima estratégia de marketing também ajuda a fidelizar mais pacientes.

Trabalho em conjunto

Há cada vez mais uma tendência para dentistas trabalharem em conjunto e não em consultórios isolados. É uma estratégia que possibilita a divisão de custos na gerência de um consultório, o acesso a um universo maior de clientes e mais capital à disposição para investimento em marketing, coaching e consultoria.

Marketing Digital

Com a crescente importância dos recursos tecnológicos, os pacientes esperam que a clínicas odontológicas disponham de softwares odontológicos que possibilitem o agendamento rápido de consultas além de recursos outros avançados que denotem organização e que possam contribuir com a eficiência e sucesso nos tratamentos.

Uma profissão com maioria de mulheres

A conquista da maioria feminina na Odontologia foi gradativa: há 40 anos, a profissão poderia ser considerada eminentemente masculina, já que 90% dos profissionais eram homens. Ainda no final da década de 90, grande parte dos cirurgiões-dentistas era formada por homens. Atualmente, elas são maioria em 25 dos 27 Estados brasileiros.

A procura pela profissão por parte das mulheres deve-se também à possibilidade de uma jornada de trabalho relativamente flexível, o que permite exercer diversas atividades, sem abrir mão de nenhuma de suas várias atuações.

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Novo substituto ósseo 100% sintético

A Acteon apresentou ao mercado um novo substituto ósseo 100% sintético: Qualios. “A sua estrutura única, altamente porosa e particularmente resistente à compressão constitui um vetor confiável para uma boa regeneração óssea”, informa a empresa.

“Qualios caracteriza-se por uma estrutura ultra porosa que favorece a vascularização e a colonização óssea. Além disso, oferece uma incomparável resistência à compressão, o que permite manter o volume ao preencher o local tratado”.

Simples e rápido

Com uma aplicação simples e rápida, devido à forte adesão do material com sangue ou qualquer outro fluido, o QUALIOS está disponível em duas versões: Qualios TCP, que é reabsorvível a 100% entre 2 e 4 meses e Qualios BCP, totalmente reabsorvível entre 6 e 24 meses. As cerâmicas de fósforo são 100% reabsorvíveis e fornecem elementos minerais essenciais para regeneração óssea de alta qualidade.

É mais um importante elemento de evolução no atendimento odontológico a garantir a qualidade do atendimento prestado pelo dentista.

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Pacientes idosos: prevenção antes da intervenção

À luz do envelhecimento da população, dentistas precisam estar cientes dos riscos apresentados por dentição conservada e superfícies de raiz exposta em pacientes idosos, cujos problemas de saúde bucal são multifatoriais. Um artigo recente recomendou uma abordagem de intercepção máxima envolvendo todos os membros da equipe de saúde e promoção do auto cuidado baseado em evidências, levando em conta a salivação, a placa, fatores de risco de estilo de vida.
 
Os profissionais de odontologia devem estar preparados para o grande número de pacientes idosos, especialmente entre os baby boomers (geração nascida entre 1946 e 1964), conservando os seus dentes naturais por mais tempo, declarou o autor do artigo o Professor Laurence James Walsh, da Faculdade de Odontologia da Universidade de Queensland na Austrália. Problemas específicos incluem cáries de em superfícies de raiz em pacientes com uma forte história de cárie coronal e aqueles que de repente desenvolveram hipofunção salivar. Além disso, pacientes idosos sofrem mais de doenças crônicas e são clinicamente mais complexos.
 
Opções de tratamento precisam ser ajustadas para cada situação do paciente. Isso inclui considerar como os tratamentos como podem maximizar a qualidade de vida do paciente e fazer com que ele ou ela fiquem confortáveis e livres de dor bem como sendo o tratamento possa se encaixar dentro dos recursos econômicos de cada um, comentou Walsh.

Abordagem Multidisciplinar

Pacientes idosos por vezes não cuidam adequadamente de sua saúde bucal, devido a declínio de habilidades motoras finas e redução de visão. Daí, Walsh aconselha uma abordagem multidisciplinar com médicos, enfermeiros e cuidadores trabalhando em conjunto para fornecer uma boa saúde bucal para os pacientes que vivem em clínicas de cuidados a longo prazo. Uma mensagem chave deve ser a promoção da saúde oral como parte da saúde global, disse ele.
 
“Um princípio central da odontologia preventiva moderna é evitar intervir antes de dar a oportunidade da prevenção funcionar”, enfatizou Walsh.
 
A população idosa corre o risco de cair no ciclo da negligência dental ou piora da doença bucal. Acompanhantes podem ser relutantes em realizar higiene oral, uma vez que eles possam sentir falta do conhecimento e habilidades necessárias para fazer isso com segurança. Isso adiciona a percepção de que a boca é um espaço pessoal íntimo. Consequentemente, muitos cuidadores acreditam que os pacientes devem cuidar dos seus próprios dentes e próteses dentárias. No caso de pacientes que desenvolvem demência, essas barreiras para cuidados orais podem ser ampliados.
 
“Protocolos para cuidados orais devem ser adaptados às necessidades do paciente e serem realistas, dadas as limitações de tempo, finanças e energia que podem ser gastas”, disse Walsh. Além disso, a falta de educação é uma necessidade que deveria ser abordada.
 
O artigo intitulado “Gestão de intervenção mínima do paciente idoso”, foi publicado on line recentemente no British Dental Journal.
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Realidade virtual aplicada à Odontologia pode trazer benefícios

A adoção de tecnologias de realidade virtual vem apresentando crescimento em vários segmentos.
E de acordo com um estudo recentemente publicado, a sua utilização na odontologia pode trazer satisfação aos pacientes pelo efeito da redução da ansiedade e estresse.

No estudo conjunto das universidades de Plymouth, Exeter e Birmingham foram disponibilizados óculos de realidade virtual a vários pacientes durante tratamentos odontológicos. A um certo número deles foram projetadas imagens que os colocaram em um cenário de praia. Outros foram transportados para um cenário urbano. Houve ainda um grupo de controle que foi submetido aos tratamentos sem ter a possibilidade de experienciar qualquer tipo de realidade virtual.

Os resultados revelaram que os pacientes que puderam experienciar o cenário de praia foram aqueles que relataram ter sentido menos dor durante o tratamento, um resultado que não se verificou no caso dos pacientes que foram levados a acreditar que se encontravam em um ambiente de uma cidade.

Perspectivas futuras

Apesar de serem necessários mais estudos para perceber o nível de impacto que pode vir a ter a utilização da realidade virtual na diminuição de quadros de ansiedade na nos atendimentos odontológicos, os autores deste estudo acreditam que pode ser uma estratégia a ser levada em conta para o futuro.

Sabine Pahl, uma das autoras do estudo, afirma que “o fato de andar por uma cidade virtual não ter melhorado o resultado final mostra que distrair o paciente não é o suficiente. O cenário deve ser convidativo e relaxante”.

O estudo pode ser acessado neste link.

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Chegou a primeira revista on-line de Infeção Dentária

Revista osapA Organization for Safety, Asepsis and Prevention (OSAP), uma defensora da comunidade para a segurança em odontologia, anunciou o lançamento da revista on-line Journal of Dental Infection Control and Safety. A revista profissional é a primeira do seu gênero e conterá artigos científicos inéditos relacionados à prática de controle de infecção dentária e o cenário de segurança em saúde bucal.

O Dr. J. Hudson Garrett Jr. atuará como editor-chefe da nova publicação. Ele é um membro do conselho de administração da OSAP e co-fundador e Presidente do Infection Prevention Institute e Global Chief Clinical Officer do PENTAX Medical.

“O lançamento da revista da OSAP não poderia ser mais oportuna dada a enormes desafios em curso com a prevenção e controle de infecção em saúde bucal. A revista passará a servir como um lugar para a investigação transnacional e divulgação de práticas baseadas em evidências para o controle de infecção para todos os profissionais de saúde no âmbito da Odontologia”, disse Garrett.

Conteúdo da revista

Tópicos de interesse atual para a revista incluem a prática baseada em evidências, novas iniciativas, resultados de pesquisas, engajamento do paciente, prevenção e controle de infecção, questões de regulamentação que afetam os profissionais da saúde dentária, segurança do paciente, a implementação de novas tecnologias e inovações e problemas confrontados na prática clínica.

Os autores podem enviar manuscritos através de um portal on-line em http://jdics.osap.org.

“A revista é uma extensão natural do nosso objetivo de desenvolver prevencionistas do futuro da infecção dentária . Orientando novos autores e incentivando os escritores atuais para se concentrarem sobre estes importantes temas, o nosso objetivo é significativamente a quantidade de conteúdo baseada na ciência para dentistas, educadores e consultores”, disse a Diretora Executiva da OSAP, Therese Long.

Como parte de sua conferência de 2017 em Atlanta em 24 de junho, a OSAP realizará uma sessão especial sobre oportunidades para contribuir para a nova revista.

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Células-tronco do dente de leite ganham cada vez mais importância

poplpa do denteMuito além das células-tronco do cordão umbilical, que são usadas para tratamentos de doenças sanguíneas, cientistas do mundo todo estão estudando as possibilidades terapêuticas das células-tronco da polpa do dente decíduo, chamadas de mesenquimais. Agora, as descobertas começam a sair dos centros de pesquisa das universidades para serem compartilhadas com a área clínica: ou seja, os médicos.

“Já está mais do que comprovado que os acidentes são os principais responsáveis pelo óbito e internações de crianças acima de 5 anos. Saber que as células-tronco da polpa do dente de leite têm a capacidade de se transformar em ossos, pele, órgãos, cartilagem, gordura e neurônios dão muita esperança para a pediatria. Afinal, no futuro essas células poderão nos auxiliar a tratar esses pacientes”, disse dr. Tadeu Fernando Fernandes. “É importante lembrar que a troca de dentição acontece entre os 6 e os 12 anos. Não dá para perder este prazo e a oportunidade de garantir a saúde de quem hoje é criança, quando for adulto, guardando um órgão que naturalmente será perdido. As outras fontes de células-tronco mesenquimais requerem técnicas mais invasivas, como a da retirada do material da medula óssea”, explicou o especialista ao falar com o grupo de pediatras, em evento realizado pela R-Crio —Centro de Tecnologia Celular, especializado em armazenar a células-tronco da polpa dental —, em Campinas (SP).

Segundo levantamento do Datasus (sistema de dados do Ministério da Saúde), analisado pela ONG Criança Segura, os principais acidentes que levam as crianças a serem internadas são as quedas (47%), seguidos pelas queimaduras (16%), e mordidas de animais (12%). Na faixa etária dos 5 aos 9 anos, os acidentes de trânsito — incluindo atropelamentos — geralmente são fatais e correspondem a 48% dos óbitos.

Além de poder auxiliar na recuperação de pacientes vítimas de acidentes, as células-tronco da polpa do dente de leite, por serem de origem mesenquimal, quando estimuladas, são fáceis de se multiplicar em milhões, em um curto período de tempo, além de serem versáteis. Estas células também podem tratar doenças congênitas e degenerativas, como diabetes tipo 1, Alzheimer, cirrose e doenças cardíacas.

Presente no evento, o dr. José Martins Filho, presidente da Academia Brasileira de Pediatria se interessou pelo tema, e agora no início de dezembro, foi conferir como é feito o processo de preservação das células-tronco, além de se informar sobre os estudos clínicos já existentes. “É o futuro da medicina. Durante dezenas de anos, as células-tronco podem ficar armazenadas em tanques de nitrogênio líquido a – 196º. É bom saber que as famílias pensem na necessidade de preservar as células-tronco mesenquimais (do dentinho) para futuro uso terapêutico, não só na infância, mas por toda a vida”, afirmou o pediatra.

Genética em avanço

Sobre os avanços da genética, durante o encontro, o professor doutor Walter Pinto Júnior apresentou aos pediatras a técnica de Crispr, que tem se mostrado capaz de substituir o DNA de genes defeituosos por um novo material genético. O titular da Unicamp em Genética Médica explicou que a técnica já provou dar resultados em testes com roedores portadores de retinite pigmentosa, enfermidade que provoca a cegueira, na espécie humana, e afeta uma em cada quatro mil pessoas. Pesquisadores do Instituto Salk, nos Estados Unidos, injetaram nos animais um vírus que carregava um conjunto de instruções da edição genética com genes saudáveis, que foram capazes de curar as células doentes.

“Ao corrigirmos um defeito genético com precisão nessas células-tronco, poderemos multiplicá-las “curadas” milhares de vezes e transformá-las em células do tecido que as necessitam para a atividade do gene “curado”, sejam elas do tecido nervoso, muscular, epitelial etc. Como uma grande parte das doenças genéticas se manifesta na infância ou após a puberdade, as células-tronco da polpa dos dentes de leite serão ideais para serem usadas por terem sido preservadas nesse estado totipotencial (capacidade de se diferenciar nos tecidos que formam o corpo humano), sendo que não vão desencadear qualquer reação imunológica de incompatibilidade por serem usadas no próprio indivíduo”, explicou Walter Pinto Júnior.

Em adição, tanto o pediatra Tadeu Fernando Fernandes, como o diretor de operações da R-Crio, Walker Jeveaux, esclareceram aos profissionais de saúde questões importantes sobre a guarda das células-tronco e sua utilização. No momento, o que está autorizado pela Anvisa é o armazenamento destas células e isso é de extrema importância já que são elas a matéria-prima para um leque enorme de possibilidades de tratamentos, no futuro.

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