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O perigo da erosão dental

A erosão dentária está no topo do ranking entre as três condições dentárias mais prevalentes juntamente com a cárie dentária e doença periodontal.

De acordo com um trabalho científico revisado por pesquisadores em Londres, a razão pela qual algumas pessoas sofrem mais do que outras de desgaste erosivo do dente depende não só da sua dieta, mas também de como elas consomem bebidas e alimentos ácidos.

Os investigadores do Instituto Dentário da King’s College London, objetivaram identificar como diferentes comportamentos aumentam o risco de desenvolvimento de erosão grave do dente. A pesquisa baseou-se em um estudo anterior do hospital Guy’s Hospital em Londres que comparava a dieta de 300 pessoas sem e com desgaste erosivo severo de dentes.

Comportamento de consumo é decisivo

Os pesquisadores do Instituto Dentário descobriram que as pessoas mais afetadas não foram aquelas que simplesmente consumiram bebidas e alimentos ácidos, mas aquelas que o fizeram entre as refeições. As pessoas que ingeriam bebidas ácidas como refrigerantes ou chás aromatizados com frutas duas vezes por dia eram 11 vezes mais propensas a terem erosão moderada ou grave em comparação com aquelas que não o fizeram.

Grupos de risco

Entre os grupos com alto potencial de erosão de dente são os bebedores de vinho, motoristas de longa distância e jogadores de vídeogame, e todos aqueles que continuamente expõem seus dentes a bebidas ácidas por enxague da boca com o líquido ou matendo-as na sua boca, disseram os pesquisadores.

“É bem sabido que uma dieta ácida é associada com desgaste erosivo do dente; no entanto, nosso estudo demonstrou o impacto da maneira em que comidas e bebidas ácidas são consumidas”, disse a principal autora do estudo, Dra. Saoirse O’Toole, palestrante consultório em prostodontia.

Ela ainda mencionou que (com a prevalência de desgaste erosivo do dente) os aspectos evitáveis, tais como a redução da ingestão de ácido na dieta com a finalidade de retardar a progressão da erosão dos dentes, têm que ser abordados. O risco pelos refrigerantes, por exemplo, pode ser reduzido pela metade quando tais bebidas são consumidas durante as refeições.

“Enquanto a mudança específica de comportamento pode ser difícil de ser obtida, metas de intervenções comportamentais podem ser bem sucedidas”, O’Toole adicionou.

Número elevados de pacientes suscetíveis

Em países como o Reino Unido, atualmente estima-se que mais de 30 por cento dos adultos sofrerão erosão dos dentes, o que pode levar a grave perda de esmalte e dentina ao longo do tempo.

O estudo, intitulado “O papel da dieta no desgaste do dente”, foi publicado on-line no British Dental Journal em 23 de fevereiro de 2018.

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Suplementação de vitamina D esconde um perigo

Inúmeras pesquisas têm mostrado que a vitamina D é mais importante para a nossa saúde do que se pensava e que níveis adequados de vitamina D são essenciais para um envelhecimento saudável.

Mas há uma ressalva: para elevar seus níveis de vitamina D, preferencialmente tomando Sol moderadamente, não esqueça o magnésio.

Uma revisão publicada pela Associação Osteopática Norte-Americana mostra que a vitamina D não pode ser metabolizada sem níveis suficientes de magnésio, o que significa que a vitamina D permanece armazenada e inativa em até 50% das pessoas.

Riscos dos suplementos de vitamina D

“As pessoas estão tomando suplementos de vitamina D, mas não percebem como ele é metabolizado. Sem magnésio, a vitamina D [na forma de suplementos] não é realmente útil ou segura,” explicam os pesquisadores Anne Marie Uwitonze e Mohammed Razzaque em um artigo publicado no The Journal of the American Osteopathic Association.

Razzaque acrescenta que o consumo de suplementos de vitamina D pode aumentar os níveis de cálcio e fosfato de uma pessoa, mesmo que ela permaneça deficiente em vitamina D. O problema é que as pessoas podem sofrer de calcificação vascular se seus níveis de magnésio não forem suficientemente altos para prevenir a complicação.

Magnésio

O magnésio é o quarto mineral mais abundante no corpo humano, depois do cálcio, potássio e sódio.

A média diária recomendada de ingestão de magnésio é de 420 mg para homens e 320 mg para mulheres.

Os alimentos com alto teor de magnésio incluem amêndoas, bananas, feijão, brócolis, arroz integral, castanha de caju, gema de ovo, óleo de peixe, linhaça, vegetais verdes, leite, cogumelos, nozes, aveia, sementes de abóbora, sementes de gergelim, soja, sementes de girassol, milho, tofu e grãos integrais.

O consumo de magnésio de alimentos naturais diminuiu nas últimas décadas, devido à agricultura industrializada e mudanças nos hábitos alimentares. Os níveis de magnésio são baixos em populações que consomem alimentos processados, que se baseiam mais em grãos refinados, gorduras, fosfatos e açúcar.

Falta de magnésio e vitamina D

Pacientes com níveis ótimos de magnésio exigem menos suplementação de vitamina D para atingir níveis suficientes do composto no organismo. O magnésio também reduz a osteoporose, ajudando a mitigar o risco de fraturas ósseas, que podem ser atribuídas a níveis baixos de vitamina D, destacam os pesquisadores.

A deficiência em qualquer um desses nutrientes – magnésio e vitamina D – está associada a vários distúrbios, incluindo deformidades esqueléticas, doenças cardiovasculares e síndrome metabólica.

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