perigos

Um perigo associado ao adoçante sucralose

O consumo de adoçantes com baixas calorias pode causar síndrome metabólica e predispor as pessoas a pré-diabetes ou ao diabetes, particularmente em indivíduos com obesidade.

Quem garante é o professor Sabyasachi Sen, da Universidade George Washington (EUA), cuja equipe descobriu isso em experimentos de laboratório usando células-tronco derivadas da gordura humana e de amostras de gordura humana.

Síndrome metabólica

A síndrome metabólica é um grupo de fatores de risco – pressão arterial alta, alto nível de açúcar no sangue, níveis de colesterol não saudáveis e gordura abdominal – que duplica o risco de doenças do coração e dos vasos sanguíneos (doenças cardiovasculares), podendo levar a ataques cardíacos e derrames. Esses fatores de risco também aumentam o risco de diabetes de três a cinco vezes.

“Nossos experimentos com células-tronco indicam que os adoçantes de baixas calorias promovem o acúmulo adicional de gordura nas células em comparação com células não expostas a essas substâncias, de forma dependente da dose – o que significa que, à medida que a dose de sucralose aumenta, mais células apresentam aumento na acumulação de gotículas de gordura. Isso provavelmente ocorre pelo aumento da entrada de glicose nas células pelo aumento da atividade de genes chamados transportadores de glicose,” detalhou Shen.

Sucralose

Além das células-tronco, os pesquisadores estudaram amostras de gordura humana coletadas de indivíduos com obesidade que consomem adoçantes à base de sucralose. Eles constataram mudanças similares na expressão gênica dos mesmos genes transportadores de glicose que as verificadas nas células-tronco.

A equipe destaca que estes resultados são da maior preocupação para pessoas que têm obesidade e pré-diabetes ou diabetes, uma vez que elas já estão com um risco mais elevado de ataques cardíacos e AVC.

“Acreditamos que o efeito seja mais pronunciado em pessoas com excesso de peso e obesidade, em vez das pessoas de peso normal, porque elas têm mais resistência à insulina e podem ter mais glicose no sangue,” disse Shen.

Os resultados da pesquisa foram divulgados durante a reunião anual da Sociedade de Endocrinologia dos EUA. O próximo passo consistirá na confirmação dos efeitos in vivo – em animais de laboratório.

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Implantes dentários: quais perigos podem esconder? Este é novidade…

Implantes dentários: quais perigos podem esconder? Este é novidade…

Afinal pode existir um responsável ‘oculto’ pelos casos de osseointegração incompleta nos implantes dentários e de perda óssea. A presença de resíduos em embalagens de implantes dentários que deveriam estar estéreis pode estar por trás de alguns casos de insucesso nos implantes dentários.

Com recurso a três análises consecutivas por via de SEM (microscopia eletrônica de varredura), um grupo de pesquisadores analisou mais de 200 embalagens de implantes dentários desde 2007. A comparação entre os dados mais antigos e aqueles mais recentes revelaram que nos últimos anos houve um crescimento no número de embalagens de implantes dentários estéreis que possuíam na verdade alguns contaminantes. E se isso acontece, como é que se pode garantir que os implantes dentários, e o paciente, não são afetados por estas impurezas?

Esta questão foi colocada em março deste ano durante o International Dental Show (IDS), que decorreu na Alemanha, onde se apresentou a CleanImplant Foundation, uma organização cujo objetivo é criar um critério de avaliação para implantes dentários limpos – o Trusted Quality Mark.

Cinco passos

Através de uma abordagem com cinco passos, esta organização quer atribuir uma certificação que garanta que os implantes dentários são limpos e livres de resíduos, uma meta que, de acordo com a organização sem fins lucrativos, é tecnicamente possível.

Mais detalhes sobre esta iniciativa podem ser obtidos aqui.

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