periodontite

Descoberta que pode levar a uma nova forma de tratar a periodontite

Pesquisadores do Reino Unido descobriram que o conjunto de micro-organismos que habitam a saliva humana é amplamente determinada pelas características do ambiente. O estudo, publicado recentemente no mBio®, uma revista de acesso aberto da Sociedade Americana de Microbiologia, mostra que influências ambientais precoces desempenham um papel muito maior do que a genética humana na formação do microbioma salivar – o grupo de organismos que desempenham um papel crucial na saúde bucal de outras partes do organismo humano.

“Está se tornando cada vez mais conhecida a relação existente entre nossos microbiomas e nossa saúde e isso é razão suficiente para se aprofundar no seu estudo, como esses micro-organismos chegaram lá e o papel que desempenham”, diz Adam P. Roberts, professor sênior em quimioterapia antimicrobiana na Escola de Medicina Tropical de Liverpool. Roberts liderou o estudo no UCL Eastman Dental Institute. Liam Shaw, estudante de pós-graduação do UCL Genetics Institute, acrescenta: “A cavidade bucal é naturalmente colonizada por centenas de espécies bacterianas, que impedem os agentes patogênicos externos de estabelecer um ponto de apoio, mas também podem vir a causar doenças orais”.

A equipe de pesquisa queria saber como o microbioma salivar se estabelece e quais são os principais responsáveis pelo mix de bactérias encontrado lá. O colega de Roberts, o imunologista da UCL Andrew M. Smith, teve acesso a um conjunto único de amostras – DNA e saliva de uma família judaica que vivia em vários lares espalhados por quatro cidades em três continentes. Isso permitiu que a equipe calculasse o quanto da variação observada nos microbiomas salivares é devida à genética do hospedeiro e quanto é devido ao meio ambiente.

Como os membros da família são judeus ultraortodoxos, eles compartilham dietas culturais e estilos de vida que controlam muitos fatores aleatórios. Além disso, como o DNA dos membros da família já havia sido sequenciado para o nível de mudanças únicas no código do DNA, a equipe de pesquisa tinha uma medida única e precisa de sua relação genética.

Em seguida, Shaw e a equipe sequenciaram as assinaturas de DNA bacteriano presentes em amostras de saliva de 157 membros da família e 27 controles judaicos não relacionados. Em todas as amostras, eles encontraram o núcleo do microbioma salivar formado por bactérias dos gêneros Streptococcus, Rothia, Neisseria e Prevotella.

Para descobrir o que poderia estar gerando diferenças nas espécies bacterianas, Shaw e a equipe usaram métodos estatísticos adotados da ecologia para determinar quais fatores são os responsáveis pela maior variação. Ao comparar fatores como o domicílio, a cidade, a idade e o parentesco genético, o fator que determinou quem compartilhava os micróbios de saliva mais semelhantes era predominantemente doméstico.

Conclusão

“O que isso nos diz é que o contato e o compartilhamento de micróbios que ocorrem no próprio ambiente local é o que determina as diferenças entre os indivíduos”, diz Shaw.

Cônjuges e pais e filhos menores de 10 anos que moram juntos tinham os microbiomas de saliva mais semelhantes. “O contato nem precisa ser íntimo, como beijar”, diz Roberts. “As mãos dos indivíduos estão cobertas de saliva e estão tocando tudo na casa.” Crianças menores de 10 anos tiveram mais bactérias semelhantes aos seus pais do que crianças mais velhas, talvez refletindo que as crianças mais velhas estão se tornando “indivíduos mais independentes”, diz Roberts.

A equipe também analisou cuidadosamente se o parentesco genético impulsionou a composição do microbioma da saliva. Quando usaram uma medida de parentesco baseada apenas nas relações entre as árvores genealógicas, viram um efeito pequeno, mas estatisticamente significativo. No entanto, quando usaram a informação da sequência genética, uma medida mais precisa do parentesco, o efeito desapareceu. Em outras palavras, a genética de uma pessoa praticamente não desempenhou nenhum papel na formação de seus micróbios salivares.

Este estudo mostra que os ambientes compartilhados durante a educação desempenham um papel importante na determinação de qual comunidade de bactérias é estabelecida. E a partir do conhecimento de que o ambiente compartilhado determina o microbioma, diz Roberts, pode nos dar a capacidade de modulá-lo um dia.

Tratamento da periodontite numa perspectiva futura

Ele aponta para o exemplo da periodontite, uma doença infecciosa incrivelmente comum e frequentemente debilitante associada a um microbioma alterado. “Uma vez que conhecidos os membros do microbioma que são responsáveis pela saúde, nosso comportamento cotidiano pode mudar para mudar nosso microbioma favoravelmente.”

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Pacientes asmáticos têm maior chance de sofrer de doença periodontal

Pacientes asmáticos têm maior chance de sofrer de doença periodontal

Os pacientes que sofrem de asma têm maiores probabilidades de vir a sofrer de doenças da gengivais, revela um estudo recentemente publicado na revista científica Journal of Periodontology.

O estudo agora publicado faz a revisão científica de 21 estudos publicados sobre o tema entre 1979 e 2017 e analisa a relação entre a asma e as doenças bucaIS, confirmando que as pessoas que sofrem de asma têm 18,8% maior probabilidade de sofrer de periodontite.

Nigel Carter, CEO da Oral Health Foundation do Reino Unido, comenta que “sabemos há algum tempo que existe uma relação próxima entre as doenças bucais e as doenças sistêmicas, como as doenças cardíacas e o diabetes. Este estudo é muito significativo já que pode ajudar milhões de pacientes com asma a lidarem com outros problemas de saúde significativos”.

Amostragem representativa

A pesquisa envolveu cerca 120 mil indivíduos e conseguiu demonstrar que os pacientes com asma têm maiores chances de padecer de doenças da gengiva do que aqueles que não possuem a doença.

Esta não é a primeira vez que as doenças gengivais se mostram associadas a outras patologias, tendo já sido identificadas relações diretas com doenças como patologias cardíacas, diabetes e doença pulmonar obstrutiva crônica.

Estudos como este corroboram ainda mais a importância que a Odontologia e em particular os profissionais dentistas têm no contexto da saúde das pessoas. O organismo humano é uma coleção de diferentes sistemas, mas todos intimamente ligados.

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Identificadas sequências de DNA ligadas à Periodontite

Identificadas sequências de DNA ligadas à Periodontite

Uma rede internacional de pesquisadores, liderada por cientistas da Faculdade de Medicina Charité, em Berlim (Alemanha), identificou variações de sequências de DNA que estão claramente associadas ao risco aumentado para o desenvolviment de diferentes tipos de doença periodontal.

Em dois segmentos genéticos, pelo menos, a equipe descobriu uma associação significativa com a doença. Num estudo de associação do genoma, o grupo liderado pelo Prof. Arne Schäfer, do Instituto de Ciências Dentárias e Cranofaciais de Charité, investigou a relação entre as diferenças de informação genética nas sequências e a incidência da doença em milhares de pacientes com periodontite crônica e severa.

Metodologia empregada

Os resultados foram comparados com os obtidos com indivíduos saudáveis. “Este tipo de estudo é muito sistemático por natureza. Visa identificar os genes que têm um efeito no risco que a pessoa tem de vir a desenvolver determinada doença”, explicou Schäfer. Milhões de variantes de sequências de DNA, distribuídas ao longo do genoma e que descrevem a maior parte da informação genética de uma pessoa, foram examinadas em vários grupos de pacientes. “As variações na sequência de DNA podem interferir no risco de vir a desenvolver uma determinada patologia. Ao comparar a frequência de variantes em pacientes e no grupo de controle (saudável), é possível descobrir que áreas do cromossoma estão associadas à doença”, acrescentou.

Descobertas

Os cientistas descobriram duas regiões de genes que parecem estar associadas ao risco acrescido de desenvolver tipos diferentes de periodontite. Uma das duas regiões é responsável pela síntese de alfa-defensins (peptídeos antimicrobianos), que são produzidos por células imunitárias especializadas. Estas células imunitárias – neutrófilos – integram a resposta imune e participam na identificação e destruição de micro-organismos. A segunda região de genes inibe a ativação destas células imunes.

Conclusões

“Os nossos resultados demonstram que os diferentes tipos de doença periodontal têm uma origem genética comum”, afirmou Schäfer. E sublinhou: “Isto significa que existem grupos de pacientes suscetíveis ao desenvolvimento da doença periodontal, mas cuja suscetibilidade é independente de outros fatores de risco, como o tabagismo, a higiene oral ou o envelhecimento”. A nível mundial, estima-se que a prevalência da doença periodontal severa esteja por volta dos 11%. A doença é considerada complexa porque a suscetibilidade individual é determinada pela interação entre o microbiota oral e o sistema imunitário, tabagismo e a dieta, bem como por distúrbios metabólicos como a diabetes mellitus. A resposta do corpo a estes fatores é influenciada, em grande medida, pelas características genéticas do indivíduo.

A genética e o genoma humano desempenham um importante papel não apenas na medicina, mas como vemos, igualmente no âmbito da odontologia.

O estudo, intitulado “A genome-wide association study identifies nucleotide variants at SIGLEC5 and DEFA1A3 as risk loci for periodontitis”, foi publicado na edição de julho de Human Molecular Genetics journal.

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Relação entre periodontite e câncer de mama

Dando continuidade a nossa série de artigos sobre o universo da saúde da mulher neste Outubro Rosa, hoje abordamos a ligação entre a periodontite e o o câncer de mama.

Durante os últimos anos, diferentes estudos estão mostrando relações significativas entre a periodontite e doenças como diabetes, acidentes vasculares cerebrais, problemas cardíacos e câncer de boca, esôfago, cabeça e pescoço, ou câncer de pâncreas. E agora um novo estudo mostra que há ligação entre a periodontite e o câncer de mama.

Pesquisadores da Universidade de Buffalo (EUA) descobriram que a doença periodontal está associada com um maior risco de câncer de mama em mulheres na menopausa, especialmente aquelas que são ou foram fumantes. Os resultados foram publicados na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention.

Amostragem da pesquisa

Os pesquisadores acompanharam mais de 73 mil mulheres – na menopausa – que não tinham câncer de mama identificado. Destas, um pouco mais de 1/4 tinham uma doença periodontal, cuja incidência variou se a mulher era fumante ou não. Após uma média de acompanhamento de 6,7 anos, 2.124 mulheres foram diagnosticadas com câncer de mama. Ao cruzarem os dados, os pesquisadores identificaram um risco maior na ordem de 14% para mulheres que tiveram doença periodontal.

O estudo também mostrou que entre as mulheres que haviam parado de fumar nos últimos 20 anos e que sofriam de doença periodontal, o risco destes tumores foi 36% superior, enquanto que aqueles que fumavam na época do estudo o risco foi 32% mais elevado se tiveram a doença da gengiva, embora a associação não se demonstrasse estatisticamente significativa. Os pesquisadores ressaltaram que novos estudos, mais amplos, devem ser realizados.

Bactérias – inflamações – câncer mamário

“Nós sabemos que as bactérias da boca dos fumantes ou ex-fumantes que abandonaram recentemente o cigarro são diferentes daqueles de não-fumantes” reconhece Jo L. Freudenheim, autor da pesquisa, de modo que o aumento do risco de câncer de mama pode ser porque esses micro-organismos entram no corpo por estas inflamações e vir a afetar as mamas.

A este respeito, disse ao jornal espanhol ABC, Nuria Vallcorba Plana, da Clínica Vallcorba em Barcelona, que doenças periodontais são caracterizadas pela inflamação crônica das gengivas causadas por bactérias orais, o que resulta na destruição dos tecidos circundantes que suportam os dentes. “A ligação da doença da gengiva com doença sistêmica pode estar relacionada com a passagem de bactérias para o sangue e, especialmente, com a inflamação que ocorre, o qual atua em todo o corpo, devido à liberação dos chamados mediadores da inflamação”, o que pode vir a comprometer o tecido mamário.​

Estudos como este demonstram a dimensão e a importância cada vez maior que a odontologia, os cuidados odontológicos e visitas periódicas ao dentista podem impactar na saúde do corpo e na prevenção de uma das mais temidas patologias dos nossos dias, o câncer.

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Periodontite em mulheres pós-menopausa aumenta o risco de câncer

Novos achados em estudo indicam que mulheres após a menopausa com uma história de doença periodontal são mais propensas a desenvolver câncer. A análise de dados a partir de 65,869 mulheres com idades compreendidas entre os 54 e 86 anos, mulheres que haviam relatado um diagnóstico de doença periodontal tiveram um risco 14% maior de desenvolver qualquer tipo de câncer.

O estudo é um dos primeiros a se concentrar em um grupo etário mais velho para examinar a doença periodontal como um fator de risco para câncer. “Nosso estudo era suficientemente grande e suficientemente pormenorizado para analisar não apenas o risco global de câncer entre as mulheres mais velhas com doença periodontal, mas também para fornecer informações úteis sobre um número de cânceres em websites específicos,” explicou o Professor Jean Wactawski-Wende, autor sênior do estudo e também decano da Escola de Saúde Pública e Profissões da Área da Saúde da Universidade de Buffalo.

Globalmente, 7,149 casos de câncer foram identificados no grupo de estudo, a maioria dos quais foram câncer de mama (2.416 casos). Tomando como exemplo diferentes tipos de cânceres, uma associação significativa com a doença periodontal foi encontrada para o câncer de pulmão, câncer de vesícula biliar, melanoma (câncer de pele) e câncer de mama. Uma fraca associação também foi encontrada para o câncer do estômago.

O câncer com maior risco de desenvolvimento

O maior risco associado com doença periodontal foi encontrado para o câncer de esôfago. Mulheres com periodontite têm mais do que três vezes mais probabilidade de desenvolver câncer de esôfago comparadas às mulheres sem essa condição de saúde oral. Embora as razões subjacentes para a ligação não estejam completamente esclarecidas, Wactawski-Wende fundamenta que: “O esôfago está em estreita proximidade com a cavidade oral e assim mais facilmente patógenos periodontais podem obter acesso e infectar a mucosa esofágica e promover o risco de câncer no local”.

Uma nova descoberta foi a relação entre periodontite e câncer da vesícula biliar. A autora líder Dra. Ngozi Nwizu, que trabalhou na pesquisa enquanto concluía sua residência em patologia oral e maxilo-facial na UB’s School of Dental Medicine, disse: “Inflamação crônica também tem sido implicada no câncer de vesícula biliar, mas não houve dados sobre a associação entre doença periodontal e risco da vesícula biliar. Nosso estudo é o primeiro a apresentar um relatório sobre essa associação”.

Conclusões

De acordo com os pesquisadores, as conclusões para este determinado grupo etário oferecem uma janela para a doença em uma população que continua a aumentar à medida em que as pessoas vivem mais. “Os idosos são mais afetados desproporcionalmente pela doença periodontal que outros grupos etários e para a maioria dos tipos de câncer, o processo de carcinogênese normalmente ocorre ao longo de muitos anos”, disse Nwizu. “Assim os efeitos adversos da doença periodontal são mais susceptíveis de serem vistos em mulheres após a menopausa, simplesmente devido a sua idade”.

O estudo intitulado “Doença periodontal e risco de incidente de câncer entre mulheres na pós menopausa: Resultados da iniciativa de saúde da mulher coorte observacional”, foi publicado em 1 de agosto em Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention.

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Periodontite pode ser causa de câncer e outras patologias

Não é de hoje que estudiosos investigam a relação entre problemas bucais e outros males diversos. Tanto que infarto e pneumonia já foram associados à periodontite. Mas, agora, cientistas da Universidade do Estado de Nova York, nos Estados Unidos, demonstraram que mulheres com essa inflamação crônica das gengivas estão sob ameaça 14% maior de desenvolver câncer.

Especialistas da mesma instituição já haviam indicado que a periodontite aumenta a probabilidade de tumores de mama. Isso foi validado pela nova pesquisa — acontece que outros achados preocupantes foram revelados. Segundo o trabalho, cânceres de pulmão, vesícula biliar, pele e esôfago também são mais comuns em pessoas com essa condição bucal.

Para chegar a esse número, o levantamento contou com mais de 65 800 mulheres entre 54 e 86 anos. O acompanhamento durou, em média, 8,3 anos. Ao fim do período, 7.149 pacientes foram diagnosticadas com tumores. E, entre eles, o de esôfago merece atenção especial. “Por estar próximo da cavidade oral, os agentes patogênicos podem acessar e infectar mais facilmente a mucosa da região”, conta Jean Wactawski-Wende, um dos autores do artigo. Nesse caso, o risco é três vezes maior em comparação com donos de gengivas saudáveis.

Apesar de os dados sobre a saúde bucal terem sido reportados pelas próprias participantes, o que é uma limitação, a grande amostragem de pessoas envolvidas torna as conclusões mais confiáveis. Falta agora entender esse elo e ver se, de fato, é a periodontite que está causando o câncer — ou se há um fator escondido por trás da associação.

Enquanto esperamos por respostas certeiras, resta ventilar hipóteses. Os cientistas apostam, por exemplo, que as bactérias causadoras da periodontite se infiltram na corrente sanguínea pela saliva ou pelos tecidos da gengiva. Dessa maneira, alcançariam as mais diversas partes do corpo, onde promoveriam danos e a divisão desordenada das células, o princípio originário de um câncer.

Câncer e outros problemas

A disseminação de micro-organismos nocivos também foi apontado como possível responsável pelo vínculo entre a periodontite e condições respiratórias. A Academia Americana de Periodontologia comparou a situação bucal de indivíduos saudáveis com a de 200 pessoas hospitalizadas em função de pneumonias ou doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). E veja só: esses últimos estavam com as gengivas mais prejudicadas.

Até o infarto já foi ligado à periodontite, de acordo com um experimento da Universidade de Halle-Wittenberg, na Alemanha. Mas, nesse caso, talvez seja o processo inflamatório da doença bucal que contribui para a ruptura das placas nas artérias e uma consequente falta de aporte sanguíneo ao coração.

De qualquer forma, não são necessárias técnicas sofisticadas para resguardar a boca (e a saúde em geral). A recomendação aos pacientes é aquela de escovar os dentes, usar o fio dental e, se for o caso, recorrer a enxaguatórios bucais quando necessário. E, claro, sempre vale a consulta regular a um dentista é fundamental.

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Pesquisadores identificam áreas do DNA responsáveis pela Periodontite

Uma equipe de pesquisadores da Charité Universitätsmedizin Berlin, na Alemanha, anunciou ter conseguido identificar variações de sequências de DNA que podem estar associadas a um maior risco para o desenvolvimento de doença periodontal. De acordo com os cientistas existem pelo menos duas segmentos de genes que podem estar altamente associadas à doença.

Para chegar a esta conclusão, os cientistas analisaram a relação entre as diferenças de sequenciação na informação genética e a incidência da doença em milhares de pacientes com periodontite agressiva e crônica. Depois compararam os resultados com um grupo de controle com pessoas saudáveis.

Resultados

As conclusões revelaram que existem pelo menos duas regiões dos genes que mais parecem estar associadas a um risco mais elevado para o desenvolvimento de diferentes formas de periodontite. Uma dessas regiões é responsável pela síntese dos alpha-defensins, que são produzidos pelas células imunológicas especializadas, revelam os pesquisadores. A outra região inibe a ativação destas células de defesa.

“Os nossos resultados mostram que as diferentes formas de doença gengivais compartilham uma origem genética comum. Isto significa que existem grupos de pacientes que são suscetíveis ao desenvolvimento de doenças da gengiva mas cuja suscetibilidade é independente de outros fatores de risco como o consumo de tabaco, higiene oral ou idade”, comenta Arne Schäfer, responsável pela coordenação do estudo.

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Qual a relação entre a periodontite e artrite reumatoide?

A possível relação entre as doenças periodontais e a artrite reumatoide é conhecida há vários anos por diversos cientistas, com diversos estudos indicando que pessoas com artrite reumatoide têm maiores chances de vir a sofrer de doenças gengivais do que aquelas não portadoras da doença.

Um estudo alemão indicava, inclusive, que as taxas de prevalência de periodontite são oito vezes maiores em pessoas com artrite reumatoide e que os níveis de periodontite são mais severos e envolvem graus mais elevados de perda dentária do que nos casos de pessoas sem essa patologia.

Além desta conclusão existem dados literários demonstrando que pode existir uma relação entre a genética e estas condições inflamatórias, já que ambas as doenças partilham alguns biomarcadores inflamatórios. Um estudo israelita revela que o marcador genético HLA-DR4 é frequentemente encontrado em pessoas com artrite reumatoide e em 80% dos pacientes com periodontite.

Mas será que ambas as doenças compartilham o mesmo estímulo para se desenvolverem? Richard H. Nagelberg, dentista norte-americano, relatou recentemente num artigo publicado na publicação Dental Economics que “já houve muita pesquisa entre as diferentes relações entre a doença periodontal, a artrite reumatoide e as bactérias”, levando à conclusão de que por trás da relação entre as patologias podem estar as bactérias que as desencadeiam.

Terapêutica comum

Por outro lado, os estudos mais recentes mostram já que o controle dos sintomas da artrite reumatoide com fármacos ‘anti-reumáticos’ e medicação biológica podem também melhorar os sintomas da doença periodontal em muitas pacientes.

Contudo, o que todos os pesquisadores que já estudaram o tema concluíram é que é preciso analisar mais a fundo a relação entre as patologias no sentido de se encontrar uma cura em definitivo.

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Periodontite pode elevar risco de morte em pacientes com esta patologia

Foi apresentado recentemente no International Liver Congress, que aconteceu na Holanda, um estudo indicando que a periodontite está associada a um maior risco de mortalidade em pacientes com cirrose.

Esta não é a primeira vez que a periodontite é vista associada a outras patologias e a seu agravamento, mas de acordo com o estudo de pesquisadores do Aarhus University Hospital, na Dinamarca, a periodontite severa pode ter impacto no risco de mortalidade dos pacientes com cirrose, uma doença do fígado que causa danos permanentes e, em muitos casos, leva à morte.

A pesquisa

Dessa pesquisa fizeram parte 184 pacientes, 44% dos quais sofriam de periodontite severa. Durante o período de um ano em que os pesquisadores fizeram o acompanhamento dos pacientes, cerca de metade faleceu, com o estudo indicando que a periodontite severa estava associada a um risco maior de mortalidade.

Lea Ladegaard Grønkjær, uma das principais cientistas envolvidas no estudo relata que “a periodontite pode atuar como uma fonte persistente de translocação das bactérias orais, causando inflamação e aumentando as complicações da cirrose.”

De acordo com a comunidade científica, a cirrose é a principal causa motivadora de transplantes do fígado e é responsável por cerca de 2% de todas as mortes na Europa. A periodontite, por sua vez, afeta cerca de 35% da população adulta mundial.

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Vacina contra a periodontite: em desenvolvimento

vacinando pessoaApós 15 anos de pesquisa no desenvolvimento de uma vacina para a periodontite crônica, uma equipe de cientistas da Oral Health CRC, na Universidade de Melbourne (Austrália) publicou as suas mais recentes conclusões. Os resultados demonstram a viabilidade de que uma vacina pode reduzir a necessidade de cirurgia e uso de antibiótico por pacientes com periodontite grave.

De acordo com os pesquisadores, os ensaios clínicos em pacientes com periodontite poderiam vir a ter início em 2018. “A periodontite está disseminada e é destrutiva. Temos grande esperança que esta vacina melhore a qualidade de vida de milhões de pessoas,” afirmou o Prof. Eric Reynolds, CEO da Oral Health CRC.

Vacina: mecanismo de ação

Desenvolvida em colaboração com a empresa biofarmacêutica Australiana CSL Limited, a vacina atua sobre as enzimas produzidas pela bactéria Porphyromonas gingivalis, um dos principais patógenos periodontais, ao desencadear uma resposta imunológica.

Segundo os pesquisadores, esta resposta produz anticorpos que neutralizam as toxinas destrutivas dos patógenos. Atualmente, a periodontite é tratada através da remoção manual da placa tóxica que se forma entre o dente e a gengiva, o que requer por vezes cirurgia e tratamentos com antibióticos. Embora sejam medidas benéficas, em muitos casos a bactéria realoja-se na placa dentária, provocando um desequilíbrio microbiológico e a doença persiste, afirmou Reynolds.

Dados epidemiológicos indicam que a periodontite, na sua forma moderada a severa, afeta cerca de um em cada três adultos em todo o mundo. Sem tratamento, esta patologia pode originar a destruição do tecido gengival e, em última análise, a perda dentária. Vários estudos estabeleceram a ligação entre a doença e um risco aumentado para outros problemas de saúde, incluindo doenças cardiovasculares, certos tipos de câncer e demência. Implementada na prática clínica, uma vacina eficaz para a periodontite poderia também ajudar a reduzir o impacto que estas doenças tão comuns têm a nível global. Os resultados do estudo foram publicados em dezembro de 2016, no NPJ Vaccines Journal, num artigo intitulado “A therapeutic Porphyromonas gingivalis gingipain vaccine induces neutralising IgG1 antibodies that protect against experimental periodontitis”.

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