prevenção

Cuidar da saúde bucal pode ajudar na recuperação de um ataque cardíaco

Cuidar da saúde bucal, e das gengivas em particular, pode ajudar o sistema cardiovascular a se recuperar de um ataque cardíaco, revela um estudo recentemente publicado. De acordo com essa pesquisa, as bactérias que causam doenças gengivais podem prejudicar a recuperação dos vasos após um ataque cardíaco.

Esta não é a primeira vez que um trabalho demonstra a existência de uma correlação entre as doenças bucais e as doenças cardiovasculares. Já o ano passado um estudo havia revelado que a mortalidade da população em geral e das mulheres de mais idade pode diminuir graças a melhorias na saúde periodontal.

Reparação das artérias

O estudo agora publicado mostra que as bactérias responsáveis pelas doenças gengivais podem prejudicar a reparação das artérias depois de um ataque cardíaco e isso em razão de uma enzima produzida por essas bactérias que pode impedir que as células do sistema imunológico atuem na reparação das artérias cardíacas.

Saúde bucal – saúde cardiovascular terapêutica e preventiva

A pesquisa mostra ainda que manter a mucosa oral saudável pode ajudar os pacientes que já sofreram de ataques cardíacos a prevenirem novas complicações cardiovasculares no futuro. Nigel Carter, CEO da Oral Health Foundation, ressalta que “esta pesquisa pode oferecer esperança a milhões de pessoas afetadas por doenças cardiovasculares. Existem evidências já há algum tempo de que as doenças da gengiva aumentam o risco de um paciente sofrer de doenças cardiovasculares mas agora sabemos que a prevenção das doenças gengivais podem igualmente prevenir mais problemas para as vítimas de ataque cardíaco”.

Sempre é bom lembrar que as doenças cardiovasculares são uma das principais causas de morte em todo o mundo.

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Como prevenir as cavidades sem depender apenas do flúor

Em primeiro lugar, cavidades devem ser tratadas por um dentista.

No entanto, vários remédios caseiros podem fortalecer o esmalte dentário no estágio pré-cavidade. Esse processo é conhecido como remineralização e impede a formação de uma cavidade.

Escovar os dentes duas vezes ao dia com creme dental com flúor é uma forma testada e eficiente de remineralizar o esmalte dentário e prevenir cáries.

Os resultados de um estudo de 2014 indicam que o creme dental com alto teor de flúor fortalece significativamente o esmalte; dando aos dentes a proteção de que precisam para combater a deterioração.

No entanto, algumas pessoas preferem usar remédios caseiros naturais, em vez de produtos que contenham flúor. Alguns desses remédios incluem:

1. Oil pulling

A técnica do Oil pulling originou-se em um antigo sistema de medicina alternativa chamado Ayurveda. A terapia é muito simples: basta pegar uma colher (sopa) de um óleo da preferência do usuário (oliva, coco, gergelim ou girassol) e bochechar por toda a boca por 15 minutos, em seguida cuspindo-o fora.

Embora algumas alegações sobre o Oil pulling não sejam cientificamente apoiadas, pesquisas indicam que ela pode melhorar a saúde bucal. Um estudo de 2009 descobriu que o uso de óleo de gergelim na forma preconizada pela técnica reduziu a quantidade de placa bacteriana e bactérias na mesma medida que o enxaguatório bucal industrializado.

Se o Oil pulling reduz a placa, isso pode ajudar a remineralizar o esmalte e evitar cáries. Mais estudos são necessários para confirmar esses efeitos.

2. Aloé vera

Gel dental com aloé vera pode ajudar a combater bactérias que causam cáries. O efeito antibacteriano deste gel elimina bactérias nocivas na boca, de acordo com uma revisão de 2015.

Embora mais pesquisas sejam necessárias, o gel de aloe vera pode ajudar a remineralizar o esmalte no estágio pré-cavidade.

3. Evitar Ácido fítico

O Ácido fítico pode danificar o esmalte dos dentes, e alguns acreditam que eliminá-lo fda dieta pode prevenir cavidades e cáries.

Um estudo da década de 1930 ligou o surgimento de cavidades a uma dieta rica em ácido fítico. No entanto, há uma falta de evidências recentes para apoiar isso.

Um estudo de 2004 descobriu que o ácido fítico afetou a absorção de minerais dos alimentos. Alguns artigos on-line usam este estudo para tirar conclusões adicionais. Eles sugerem que o ácido fítico também pode quebrar minerais no esmalte e levar à cárie dentária. Vale a pena notar que o referido estudo envolveu menos de 20 participantes, no entanto.

O ácido fítico é mais comumente encontrado em cereais e leguminosas, incluindo os seguintes:

  • milho
  • trigo
  • arroz
  • centeio
  • feijão
  • feijão branco
  • feijão carioca
  • favas

Mais pesquisas são necessárias para determinar se o ácido fítico pode de fato afetar os minerais no esmalte dentário.

4. Vitamina D

Uma revisão de 2013 concluiu que os suplementos de vitamina D ajudaram a reduzir significativamente a incidência de cáries dentárias.

A vitamina D pode ter um efeito mineralizante, o que ajuda a fortalecer o esmalte dos dentes.

5.Evitar alimentos e bebidas açucaradas

O consumo de açúcar está entre as principais causas de cáries. O açúcar mistura-se com bactérias na boca e forma um ácido que desgasta o esmalte dos dentes.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que as pessoas consumam menos alimentos e bebidas açucarados de forma a evitar cáries. A nota dessa revisão é de 2016.

6. Consumir raiz de alcaçuz

A raiz de alcaçuz possui propriedades antibacterianas, o que pode ajudar no tratamento das cavidades.
As propriedades antibacterianas da raiz de alcaçuz podem ter como alvo as bactérias que causam cáries, de acordo com um estudo de 2011.

Um pequeno estudo do mesmo ano sugeriu que um alimento contendo extrato de alcaçuz pode ajudar a prevenir cáries.

No entanto, mais pesquisas são necessárias para que se possa recomendar o alcaçuz como forma de prevenção de cavidades e cáries.

7. Goma de mascar sem açúcar

Os resultados de um estudo de 2015 indicam que mastigar gomas sem açúcar após as refeições reduziu os níveis de bactérias que danificam o esmalte.

Ter menos desta bactéria pode levar a um esmalte mais forte, melhor equipado para suportar a deterioração.

8. Consultar um dentista: Fundamental

Os remédios caseiros podem reduzir o risco de cavidades ou reverter o dano ao esmalte no estágio pré-cavidade.

Esses remédios devem ser usados juntamente com técnicas recomendadas pelo dentista, como escovação, preferencialmente com creme dental com flúor.

Nem todas as cavidades causam dor, por isso é essencial lembrar aos pacientes da importância de se consultar um dentista regularmente.

Somente os dentistas podem detectar cavidades em um estágio inicial e recomendar ações preventivas. Eles também podem implementar medidas adicionais, como o preenchimento de cavidades.

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Pacientes idosos: prevenção antes da intervenção

À luz do envelhecimento da população, dentistas precisam estar cientes dos riscos apresentados por dentição conservada e superfícies de raiz exposta em pacientes idosos, cujos problemas de saúde bucal são multifatoriais. Um artigo recente recomendou uma abordagem de intercepção máxima envolvendo todos os membros da equipe de saúde e promoção do auto cuidado baseado em evidências, levando em conta a salivação, a placa, fatores de risco de estilo de vida.
 
Os profissionais de odontologia devem estar preparados para o grande número de pacientes idosos, especialmente entre os baby boomers (geração nascida entre 1946 e 1964), conservando os seus dentes naturais por mais tempo, declarou o autor do artigo o Professor Laurence James Walsh, da Faculdade de Odontologia da Universidade de Queensland na Austrália. Problemas específicos incluem cáries de em superfícies de raiz em pacientes com uma forte história de cárie coronal e aqueles que de repente desenvolveram hipofunção salivar. Além disso, pacientes idosos sofrem mais de doenças crônicas e são clinicamente mais complexos.
 
Opções de tratamento precisam ser ajustadas para cada situação do paciente. Isso inclui considerar como os tratamentos como podem maximizar a qualidade de vida do paciente e fazer com que ele ou ela fiquem confortáveis e livres de dor bem como sendo o tratamento possa se encaixar dentro dos recursos econômicos de cada um, comentou Walsh.

Abordagem Multidisciplinar

Pacientes idosos por vezes não cuidam adequadamente de sua saúde bucal, devido a declínio de habilidades motoras finas e redução de visão. Daí, Walsh aconselha uma abordagem multidisciplinar com médicos, enfermeiros e cuidadores trabalhando em conjunto para fornecer uma boa saúde bucal para os pacientes que vivem em clínicas de cuidados a longo prazo. Uma mensagem chave deve ser a promoção da saúde oral como parte da saúde global, disse ele.
 
“Um princípio central da odontologia preventiva moderna é evitar intervir antes de dar a oportunidade da prevenção funcionar”, enfatizou Walsh.
 
A população idosa corre o risco de cair no ciclo da negligência dental ou piora da doença bucal. Acompanhantes podem ser relutantes em realizar higiene oral, uma vez que eles possam sentir falta do conhecimento e habilidades necessárias para fazer isso com segurança. Isso adiciona a percepção de que a boca é um espaço pessoal íntimo. Consequentemente, muitos cuidadores acreditam que os pacientes devem cuidar dos seus próprios dentes e próteses dentárias. No caso de pacientes que desenvolvem demência, essas barreiras para cuidados orais podem ser ampliados.
 
“Protocolos para cuidados orais devem ser adaptados às necessidades do paciente e serem realistas, dadas as limitações de tempo, finanças e energia que podem ser gastas”, disse Walsh. Além disso, a falta de educação é uma necessidade que deveria ser abordada.
 
O artigo intitulado “Gestão de intervenção mínima do paciente idoso”, foi publicado on line recentemente no British Dental Journal.
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Relação entre periodontite e câncer de mama

Dando continuidade a nossa série de artigos sobre o universo da saúde da mulher neste Outubro Rosa, hoje abordamos a ligação entre a periodontite e o o câncer de mama.

Durante os últimos anos, diferentes estudos estão mostrando relações significativas entre a periodontite e doenças como diabetes, acidentes vasculares cerebrais, problemas cardíacos e câncer de boca, esôfago, cabeça e pescoço, ou câncer de pâncreas. E agora um novo estudo mostra que há ligação entre a periodontite e o câncer de mama.

Pesquisadores da Universidade de Buffalo (EUA) descobriram que a doença periodontal está associada com um maior risco de câncer de mama em mulheres na menopausa, especialmente aquelas que são ou foram fumantes. Os resultados foram publicados na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention.

Amostragem da pesquisa

Os pesquisadores acompanharam mais de 73 mil mulheres – na menopausa – que não tinham câncer de mama identificado. Destas, um pouco mais de 1/4 tinham uma doença periodontal, cuja incidência variou se a mulher era fumante ou não. Após uma média de acompanhamento de 6,7 anos, 2.124 mulheres foram diagnosticadas com câncer de mama. Ao cruzarem os dados, os pesquisadores identificaram um risco maior na ordem de 14% para mulheres que tiveram doença periodontal.

O estudo também mostrou que entre as mulheres que haviam parado de fumar nos últimos 20 anos e que sofriam de doença periodontal, o risco destes tumores foi 36% superior, enquanto que aqueles que fumavam na época do estudo o risco foi 32% mais elevado se tiveram a doença da gengiva, embora a associação não se demonstrasse estatisticamente significativa. Os pesquisadores ressaltaram que novos estudos, mais amplos, devem ser realizados.

Bactérias – inflamações – câncer mamário

“Nós sabemos que as bactérias da boca dos fumantes ou ex-fumantes que abandonaram recentemente o cigarro são diferentes daqueles de não-fumantes” reconhece Jo L. Freudenheim, autor da pesquisa, de modo que o aumento do risco de câncer de mama pode ser porque esses micro-organismos entram no corpo por estas inflamações e vir a afetar as mamas.

A este respeito, disse ao jornal espanhol ABC, Nuria Vallcorba Plana, da Clínica Vallcorba em Barcelona, que doenças periodontais são caracterizadas pela inflamação crônica das gengivas causadas por bactérias orais, o que resulta na destruição dos tecidos circundantes que suportam os dentes. “A ligação da doença da gengiva com doença sistêmica pode estar relacionada com a passagem de bactérias para o sangue e, especialmente, com a inflamação que ocorre, o qual atua em todo o corpo, devido à liberação dos chamados mediadores da inflamação”, o que pode vir a comprometer o tecido mamário.​

Estudos como este demonstram a dimensão e a importância cada vez maior que a odontologia, os cuidados odontológicos e visitas periódicas ao dentista podem impactar na saúde do corpo e na prevenção de uma das mais temidas patologias dos nossos dias, o câncer.

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Vem aí: Chá verde pode tratar sensibilidade dental

Um grupo de pesquisadores publicou recentemente um estudo na publicação científica ACS Applied Materials & Interfaces que relata o desenvolvimento de um novo composto com extrato de chá verde que pode auxiliar no combate à sensibilidade dental e à prevenção das cáries dentárias. Esta não é a primeira vez que o chá verde é reconhecido como benéfico para a saúde bucal.

Sensibilidade dental

De acordo com os cientistas, a sensibilidade dental acontece quando as camadas protetoras dos dentes estão desgastadas e expõe a dentina, que como sabemos atua como uma espécie de tecido que possui tubos microscópicos que, quando exposto e em contato com alimentos muito frios ou muito quentes provoca dor.

Biomaterial

O estudo detalha testes com um biomaterial, um composto de nano-hidroxiapatite e polifenóis de chá verde encapsulado em nanopartículas de sílica, que pode ajudar a combater a sensibilidade dentária ao mesmo tempo que combate a acidez da placa bacteriana e o desgaste da dentina, prevenindo ao mesmo tempo também as cáries dentárias. É o chá verde atuando como ferramenta natural em favor dos dentistas e da saúde dental de seus pacientes.

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Como detectar os primeiros sinais e sintomas de um câncer de mama

Celebrando o Outubro Rosa aqui no Dentalis damos início hoje a uma série de artigos voltados em especial à saúde da mulher e ao câncer de mama em particular.

Os sinais e sintomas do câncer podem variar, e algumas mulheres que têm câncer podem não apresentar nenhum destes sinais e sintomas. De qualquer maneira, é recomendável que a mulher conheça suas mamas, e saiba reconhecer alterações para poder alertar o seu ginecologista.

A melhor época do mês para que a mulher que ainda menstrua avalie as próprias mamas para procurar alterações é alguns dias após a menstruação, quando as mamas estão menos inchadas. Para as mulheres que já passaram a menopausa, este autoexame pode ser feito em qualquer época do mês.

Qualquer alteração que você venha a observar comunique imediatamente ao seu médico, mesmo que ela tenham aparecido pouco tempo depois da última mamografia que você realizou ou do exame clínico das mamas feito pelo profissional de saúde.

O câncer de mama pode apresentar vários sinais e sintomas, como:

  • Nódulo único endurecido.
  • Irritação ou abaulamento de uma parte da mama.
  • Inchaço de toda ou parte de uma mama (mesmo que não se sinta um nódulo).
  • Edema (inchaço) da pele.
  • Eritema (vermelhidão) na pele.
  • Inversão do mamilo.
  • Sensação de massa ou nódulo em uma das mamas.
  • Sensação de nódulo aumentado na axila.
  • Espessamento ou retração da pele ou do mamilo.
  • Secreção sanguinolenta ou serosa pelos mamilos.
  • Inchaço do braço.
  • Dor na mama ou mamilo.

Vale a pena lembrar que na grande maioria dos casos, a vermelhidão, inchaço na pele e mesmo o aumento de tamanho dos gânglios axilares representam inflamação ou infecção (mastite, por exemplo), especialmente se acompanhados de dor.

Mas como existe uma forma rara de câncer de mama que se manifesta como inflamação, estes achados devem ser relatados ao médico da mesma maneira, e a mulher deve passar por um exame clínico, obrigatoriamente.​

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Vem aí: uma forma saborosa de se combater as cáries

A empresa japonesa UHA Mikakuto acredita ter criado uma solução para a manutenção de uma boa saúde bucal: pastilhas com sabores que contêm a cepa de uma bactéria ácido-lática que, de acordo com a empresa, pode interromper a proliferação das bactérias que causam as cáries dentárias.

Estas pastilhas estão disponíveis nos sabores iogurte e menta e prometem reduzir a incidência das cáries dentárias nos seus consumidores.

Este novo produto resulta de uma parceria com um cientista da School of Oral Health Science da Universidade de Hiroshima, Hiroki Nikawa, que estudou os benefícios e propriedades da bactéria L. rhamnosus L8020 para melhorar a saúde bucal dos pacientes.

Sistema que deteta cáries chega ao mercado em breve

Mas as inovações para acabar com as cáries dentárias não ficam por aqui. Recentemente foi também criado na Escócia um sistema que mede de forma imediata a desmineralização dos dentes, facilitando o processo de detecção precoce de cáries dentárias.

Esta tecnologia, que deverá chegar em breve a outros mercados, foi criada pela empresa CALCIVIS e recebeu um aporte de cerca de 8 milhões de libras da União Europeia e do Banco de Investimento Escocês.

O objetivo é permitir a detecção de cáries em tempo real, e de forma mais rápida, e a visualização de íons de cálcio liberados pelas cáries. Para isso, utiliza bioluminescência e uma solução especial que é aplicada na superfície dos dentes dos pacientes.

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Basta um por dia para se proteger do risco de demência

Talvez esteja na hora de se livrar de mais um preconceito – um preconceito contra alguns tipos de chás.

Há chás bem famosos, e você já deve estar bem ciente principalmente dos poderes do chá verde. Mas será que outros chás não têm igualmente potencial para fazer bem à saúde?

O Dr. Feng Lei, da Universidade Nacional de Cingapura, resolveu estudar esta questão e acabou com duas boas notícias: todos os chás são bons, desde que adequadamente preparados, e eles podem reduzir a deterioração cognitiva em até 86%.

Chá contra demência

Para atestar isso, o médico fez um experimento envolvendo 957 adultos chineses acima de 55 anos de idade. Eles foram acompanhados de 2003 até 2010 com testes de funções cognitivas, além do monitoramento dos estilos de vida, condições médicas, atividades físicas e, claro, quanto chá tomavam por dia.

Os resultados mostraram melhoras significativas na manutenção das funções cognitivas com a ingestão média de um copo de chá por dia – culminando com uma redução na deterioração cognitiva de 86% entre os participantes que possuíam uma característica genética que se considera aumentar o risco de Alzheimer.

“Embora o estudo tenha sido realizado em idosos chineses, os resultados podem aplicar-se a outras raças também. Nossos resultados têm implicações importantes para a prevenção da demência. Apesar de ensaios clínicos de alta qualidade de drogas, ainda não se conseguiu desenvolver terapias farmacológicas eficazes para transtornos neurocognitivos, como a demência, e as atuais estratégias de prevenção estão longe de serem satisfatórias,” ressaltou o Dr. Feng Lei.

Chá das folhas

Os benefícios a longo prazo da ingestão de chá são atribuídos pelo Dr. Lei aos compostos bioativos presentes nas folhas das plantas, tais como catequinas, teaflavinas, tearrubiginas e L-teaninas. Daí a importância de preparar o chá por infusão diretamente a partir das folhas, e não de preparados secos.

“Esses compostos apresentam potencial anti-inflamatório e antioxidante e outras propriedades bioativas que podem proteger o cérebro de danos vasculares e de neurodegeneração. Nossa compreensão dos mecanismos biológicos detalhados ainda é muito limitado, então precisamos de mais pesquisas para encontrar respostas definitivas,” concluiu Lei.

Os resultados foram publicados no Journal of Nutrition, Health & Aging.

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Substância presente nos morangos pode auxiliar na prevenção do câncer oral

Como estudos laboratoriais anteriores têm sugerido que a administração de dieta de morangos inteiros tem grande potencial como uma estratégia para a prevenção de câncer esofágico e oral, pesquisadores da Universidade do Estado de Ohio definiram para analisar como a química da fruta inibidora do câncer afeta o microambiente oral em fumantes pesados. Os resultados iniciais recentemente apresentados revelaram algumas intrigantes diferenças entre fumantes e não fumantes.

“Quando as pessoas comem morangos, elas mastigam e deglutem a fruta rapidamente. Queríamos desenvolver um método de aumento da exposição na boca para os benefícios fitoquímicos que têm sido relacionados com a prevenção de câncer bucal e procuram diferenças potenciais na maneira que as enzimas salivares em fumantes versus não fumantes metaboliza-os”, explicou o líder do estudo Dra. Jennifer Ahn-Jarvis, uma estudante de Pós-Doutorado no Ohio State College of Dentistry.

Nesta abordagem, Ahn-Jarvis e sua equipe desenharam um ensaio clínico piloto para analisar os efeitos de uma bala de morango especialmente desenvolvida com a equivalência nutricional de duas xícaras e meia de morangos inteiros em um grupo de fumantes pesados comparados com um grupo controle de indivíduos que nunca tinham fumado. Para estabelecer as diferenças na atividade da enzima salivar que afetam componentes fitoquímicos de morangos entre os dois grupos, os participantes foram convidados a consumir o bombom de morango ou placebo quatro vezes por dia por uma semana e seguir uma dieta ausente de outras frutas e legumes vermelhos e roxos.

A equipe então coletou saliva e amostras de tecido oral. A partir daí, eles observaram diferenças significativas entre fumantes e não fumantes na atividade da enzima salivar e metabolitos de morango na boca após a administração do confeito de morango. Além disso, os pesquisadores investigaram a expressão de um grupo selecionado de 44 genes associados com a fumaça do cigarro e o risco de câncer oral e foram capazes de validar sete genes independentemente associados com fumantes versus não fumantes.

Efeito protetor: caminho estratégico na prevenção do câncer oral

“Estes dados iniciais confirmaram que algo é muito diferente sobre o ambiente oral de fumantes, o que pode vir a influenciar não só o risco de câncer mas também a eficácia potencial de alimentos-baseados nas estratégias de prevenção de câncer”, concluiu Ahn-Jarvis. “Desenvolvimento bem sucedido e a utilização de nosso novo confeito prepara o caminho para a sua utilização num maior estudo, o que nos permitirá avaliar com mais precisão os efeitos do tabagismo e morangos à terminação molecular relacionado ao desenvolvimento de câncer oral”.

Antocianinas: papel chave

A análise adicional de dados para o estudo está em andamento para determinar se existe uma correlação entre o tempo de exposição oral de antocianinas e redução de risco de câncer oral entre os fumantes. Estão também em curso estudos para identificar genes modulados de morango na cavidade oral dos fumantes que podem influenciar o desenvolvimento de câncer oral.

Os primeiros resultados do estudo foram apresentados na reunião anual da Associação Americana para Pesquisa do Câncer, realizada de 1 a 5 de abril em Washington.

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Basta um por dia para se proteger do risco de demência

Talvez esteja na hora de se livrar de mais um preconceito – um preconceito contra alguns tipos de chás.

Há chás bem famosos, e você já deve estar bem ciente principalmente dos poderes do chá verde. Mas será que outros chás não têm igualmente potencial para fazer bem à saúde?

O Dr. Feng Lei, da Universidade Nacional de Cingapura, resolveu estudar esta questão e acabou com duas boas notícias: todos os chás são bons, desde que adequadamente preparados, e eles podem reduzir a deterioração cognitiva em até 86%.

Chá contra demência

Para atestar isso, o médico fez um experimento envolvendo 957 adultos chineses acima de 55 anos de idade. Eles foram acompanhados de 2003 até 2010 com testes de funções cognitivas, além do monitoramento dos estilos de vida, condições médicas, atividades físicas e, claro, quanto chá tomavam por dia.

Os resultados mostraram melhoras significativas na manutenção das funções cognitivas com a ingestão média de um copo de chá por dia – culminando com uma redução na deterioração cognitiva de 86% entre os participantes que possuíam uma característica genética que se considera aumentar o risco de Alzheimer.

“Embora o estudo tenha sido realizado em idosos chineses, os resultados podem aplicar-se a outras raças também. Nossos resultados têm implicações importantes para a prevenção da demência. Apesar de ensaios clínicos de alta qualidade de drogas, ainda não se conseguiu desenvolver terapias farmacológicas eficazes para transtornos neurocognitivos, como a demência, e as atuais estratégias de prevenção estão longe de serem satisfatórias,” ressaltou o Dr. Feng Lei.

Chá das folhas

Os benefícios a longo prazo da ingestão de chá são atribuídos pelo Dr. Lei aos compostos bioativos presentes nas folhas das plantas, tais como catequinas, teaflavinas, tearrubiginas e L-teaninas. Daí a importância de preparar o chá por infusão diretamente a partir das folhas, e não de preparados secos.

“Esses compostos apresentam potencial anti-inflamatório e antioxidante e outras propriedades bioativas que podem proteger o cérebro de danos vasculares e de neurodegeneração. Nossa compreensão dos mecanismos biológicos detalhados ainda é muito limitado, então precisamos de mais pesquisas para encontrar respostas definitivas,” concluiu Lei.

Os resultados foram publicados no Journal of Nutrition, Health & Aging.

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