sintomas

O que é a tal síndrome da ardência bucal?

Síndrome da boca ardente é uma condição mal compreendida que provoca uma sensação de queimação na língua ou boca.

A dor e desconforto causados pela síndrome da ardência bucal (SAB) são frequentemente recorrentes. Enquanto SAB é complicada de tratar, existem medidas que os pacientes podem tomar para reduzir seu desconforto.

A Síndrome da Ardência Bucal (SAB): como se manifesta

A SAB provoca uma sensação repentina de queimação, queimaduras ou formigamento na boca. Pode ocorrer em qualquer área da boca, incluindo a língua, bochechas e o céu da boca.

Algumas pessoas experimentam SAB diariamente por longos períodos de tempo, enquanto outras pessoas só a experimentam periodicamente.

SAB é uma condição rara, ocorrendo em menos de 2% da população. Como os profissionais da saúde conhecem relativamente pouco sobre essa condição, pode à princípio ser difícil diagnosticar e tratar.

Sintomas

As pessoas que apresentam SAB relatam uma sensação de escaldamento, formigamento ou queimação ocorrendo na boca. A gravidade desses sintomas varia entre os indivíduos.

A dor ou a queimadura podem durar de algumas horas a alguns dias. Também pode começar de repente, desaparecer e recomeçar vários meses depois.

Algumas pessoas que têm SAB podem sentir um aumento de dor ao longo do dia, enquanto outras sentem algum alívio ao comer ou beber.

Sintomas adicionais podem incluir:

  • dormência
  • boca seca
  • gosto alterado na boca

Tipos

A SAB pode ser classificada por sua causa ou sintomas.

Existem três tipos diferentes de SAB com base em seus sintomas:

  • Tipo 1: a pessoa acorda sem queimação, mas os sintomas aumentam ao longo do dia. Pessoas com diabetes que experimentam SAB provavelmente têm esse tipo.
  • Tipo 2: As pessoas apresentam sintomas persistentes durante o dia, mas não apresentam sintomas à noite. Isso muitas vezes coincide com a ansiedade crônica.
  • Tipo 3: Os sintomas são intermitentes e podem estar relacionados a alergias alimentares.

Causas

Quando a SAB é classificada por causa, ela é considerada primária ou secundária.

A SAB principal não possui uma causa identificável, enquanto a SAB secundária está vinculado a uma condição subjacente.

Algumas das possíveis condições subjacentes que podem causar a SAB incluem:

  • alergias
  • desequilíbrios hormonais
  • boca seca
  • refluxo ácido
  • infecções na boca
  • medicações
  • deficiências nutricionais em ferro ou zinco
  • ansiedade
  • diabetes

As mulheres mais velhas são mais propensas a desenvolver síndrome de ardor na boca do que as mulheres mais jovens devido a desequilíbrios hormonais. Em mulheres mais velhas, esse desequilíbrio é em grande parte devido à falta de estrogênio.

Diagnóstico

Diagnosticar a SAB envolve a exclusão de condições subjacentes ou outros problemas que possam estar causando os sintomas. Para fazer isso, o dentista ou médico começará analisando o histórico médico e os medicamentos atuais da pessoa.

O profissional também pode precisar realizar uma variedade de testes, incluindo:

  • swabs orais
  • biópsia
  • exames de sangue
  • teste de fluxo de saliva
  • teste de imagem
  • teste de alergia

Tratamento

O tratamento dependerá do tipo de SAB que o paciente possui e se há alguma causa subjacente.

A SAB primária pode ser difícil de tratar, pois não tem uma causa conhecida. No entanto, o paciente pode tentar reduzir a gravidade dos sintomas:

  • evitar alimentos ácidos ou picantes
  • reduzir o estresse
  • evitar quaisquer outros alimentos conhecidos desencadeadores de crises
  • praticar regularmente atividade física
  • mudar o creme dental
  • evitar enxaguatórios bucais contendo álcool
  • chupar lascas de gelo para amenizar a inflamação
  • evitar o álcool se o mesmo desencadeia sintomas
  • beber líquidos frios ao longo do dia
  • parar de fumar
  • adotar uma dieta balanceada
  • verificar medicamentos que possam agir como gatilhos de crises

Os sintomas da SAB secundária geralmente desaparecem quando a causa subjacente é tratada.

Quando o refluxo ácido está causando a SAB, um médico pode prescrever antiácidos ou bloqueadores de bomba de prótons (ex: omeprazol), bem como recomendar algumas mudanças na dieta.

Infecções bucais provavelmente exigirão medicação ou antibióticos para tratar a infecção. Em algumas situações. O SAB deve resolver após o término do tratamento.

Quando o paciente tem boca seca, o dentista ou médico pode sugerir a ingestão de suplementos vitamínicos e outras medidas que possam contribuir para uma melhora na produção de saliva.

É importante obter um diagnóstico adequado para tratar e gerenciar os sintomas da SAB efetivamente.

Considerações finais

A síndrome da boca ardente pode ser dolorosa e irritante. Infelizmente, essa condição imprevisível pode durar vários meses e pode ocorrer novamente.

A SAB não causará mais complicações, mas o paciente ainda deve conversar com seu dentista sobre seus sintomas.​

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Esquecimento: como diferenciar o normal do patológico

Seu paciente vive se queixando de esquecimentos?

Esquecimentos pontuais, dificuldade para lembrar uma palavra e demora ao contar uma história podem ser sinais comuns de estresse ou mesmo falta de atenção. Porém, são também alguns dos sintomas iniciais do mal de Alzheimer, doença que pode começar a se manifestar muitos anos antes do diagnóstico.

A dificuldade em diferenciar os lapsos de memória comuns daqueles que indicam a condição pode gerar tanto preocupação em quem está saudável quanto demora no diagnóstico precoce de quem não está.

A geriatra Margarida Tutungi, do Hospital Placi (Niterói-RJ), explica que um dos principais desafios no diagnóstico do Alzheimer é vencer o estigma de que o idoso está ficando “caduco” e que esquecimento, alteração do humor e raciocínio são coisas normais da idade.

Quanto mais cedo o Alzheimer for identificado, mais precocemente será iniciado o tratamento medicamentoso e terapêutico. “Como resultado, é esperado que o paciente consiga usar a capacidade intelectual que ele ainda tem de maneira mais efetiva para compensar as perdas que já ocorreram”, explica a especialista.

Esquecer fatos

A geriatra conta que o esquecimento característico do Alzheimer é uma perda de memória recente. “Muitas vezes a pessoa conta coisas do passado com todos os detalhes, mas não consegue lembrar o que comeu no almoço ou de um evento que foi há pouco tempo”, explica.

Por outro lado, um esquecimento normal seria, por exemplo, lembrar-se de um evento que aconteceu, mas não de todas as pessoas com quem você falou ou tudo que você comeu.

Esquecer palavras

É comum que, uma vez ou outra, surja uma dificuldade em nomear certas palavras. Mas caso isso esteja acontecendo com frequência, pode ser um sinal de alerta para o Alzheimer.

Esquecer onde guardou alguma coisa

A geriatra explica que é comum que a pessoa com Alzheimer esqueça-se, por exemplo, onde guardou um objeto e acredite que alguém o escondeu. Isso acontece porque ela simplesmente não tem qualquer recordação do ato. Ao contrário, uma pessoa sem a doença irá lembrar que o pegou, mas não onde o deixou e conseguirá, através de um raciocínio lógico, memorar onde ele está.

Mudança de humor

Qualquer pessoa pode estar mais quieta em um dia e extrovertida no outro, isso é normal. Mas quando a agressividade ou a apatia, comuns em pacientes com Alzheimer, persiste por mais tempo, o mais indicado é ir ao médico. Pode ser um sinal da doença, um quadro de depressão ou mesmo estar relacionado a outro problema de saúde, só o médico poderá dizer.

Não conseguir tomar decisões

À medida que a pessoa com Alzheimer perde pouco a pouco o domínio sobre a linguagem e sua habilidade de raciocínio fica comprometida, como consequência, ficará difícil tomar decisões. Isso pode ocorrer ao fazer coisas mais simples, como escolher uma roupa, ou mais complexas. Não confunda com estafa, consequência do estresse que leva a um esgotamento.

Não conseguir manter uma conversa

É normal estar eventualmente distraído e não conseguir manter o foco em uma conversa. Mas isso é diferente de não conseguir, com frequência, manter um raciocínio lógico durante um diálogo.​

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O que são viroses e como elas aparecem

virose no organismoRigorosamente falando, virose é toda doença causada por vírus. Genericamente, costuma-se chamar de “virose” quando não se consegue identificar o vírus específico. Por outro lado, trata-se a doença pelo seu nome específico quando ele é conhecido (por exemplo: sarampo, catapora, dengue, etc.). Essas doenças englobam patologias muito simples, como uma gripe ou uma verruga, até outras muito graves e talvez mortais, como a AIDS e as infecções causadas pelo vírus Ebola.

Outras doenças viróticas comuns são o herpes simples, a hidrofobia, a poliomielite, a mononucleose infecciosa, certas formas de diarreias, de conjuntivite, de pneumonia, de meningite e de hepatite.

Os vírus são seres que não chegam a formar células e por isso não têm uma vida própria. Todo vírus só sobrevive no interior de uma célula (humana, animal ou vegetal), parasitando-a, e aí pode dar rápida origem a uma grande quantidade de novos vírus diferentes dos originais, mediante um processo que se chama mutação. O vírus causa uma grande alteração do metabolismo celular podendo, inclusive, matar a célula. Fora de uma célula, o vírus não guarda nenhuma das propriedades vitais: não cresce, não se multiplica, não reage a estímulos, etc.

Como os vírus são transmitidos?

Alguns vírus só são transmitidos por meio de seringas e agulhas contaminadas, contatos sexuais e contato com sangue contaminado. Outros vírus se transmitem por vários meios, como uso comum de vasilhas ou objetos, água e secreções contaminadas.

A incubação do vírus dura de 5 a 7 dias, período no qual a pessoa infectada não apresenta sintomas. Indivíduos infectados, mesmo em fase ainda assintomática ou de recuperação, são transmissores, o que facilita a disseminação das viroses.

Quais os sintomas das viroses?

Os sintomas das viroses são mais ou menos comuns a todas, mas há nuances que as diferenciam segundo o tipo de vírus e o local do corpo que afetam. O início das viroses geralmente é agudo, com aparecimento de febre alta, calafrios, dores de cabeça, anorexia, náuseas, dores abdominais, dor de garganta e prostração. Em alguns casos aparecem, depois do quinto ao sétimo dias, manifestações hemorrágicas que podem evoluir para a morte.

No verão, são muito comuns as viroses gastrointestinais, cujos sintomas mais comuns são: diarreia, vômito, dores no corpo, dores nas articulações, dores abdominais, tosse e febre. Em geral esse quadro dura de três a cinco dias. Na maioria das vezes os sintomas desaparecem em 48 a 72 horas.

Deve-se estar atento para a possibilidade das viroses propiciarem a ocorrência de infecções bacterianas, complicando-se com os sintomas delas. Isso ocorre, pois uma infecção viral pode debilitar temporariamente o organismo, criando uma oportunidade para o crescimento bacteriano, levando a uma nova infecção.

Quem tem mais viroses?

As crianças e os idosos são mais susceptíveis a este tipo de infecção, pois ou não tem um sistema imunológico totalmente desenvolvido ou ele já não responde mais como deveria.

Qual o tratamento das viroses?

As medicações utilizadas nas viroses ainda são pouco eficazes. Muitas viroses desaparecem espontaneamente. Para cada caso aconselham-se providências diferentes. Devem ser tomados os cuidados sintomáticos cabíveis para cada um deles como repouso, hidratação e alimentação adequadas, controle da temperatura, prevenção de infecções bacterianas, etc.

O médico deve sempre ser consultado para sugerir a terapêutica mais adequada. Como algumas viroses são altamente contagiosas, certas providências preventivas são recomendáveis, como não partilhar utensílios, lavar as mãos antes das refeições ou depois de ir ao banheiro, evitar ambientes fechados, dentre outras.

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Saiba mais sobre Pneumonia

exemplo sobre pneumoniaA pneumonia ainda não ganhou o respeito que merece”. Essa é a frase que Orin Levine, pesquisador da Escola de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, tem na ponta da língua quando começa a falar da doença. Líder do esforço mundial por fundos para a pesquisa de vacinas, Levine lamenta que ainda persista a ideia de que se trata “apenas” de uma ameaça aos idosos. Segundo ele, isso ajudou a jogar a pneumonia para segundo plano. “A verdade é que muita gente não se dá conta de que esse é um problema de saúde global”, lamenta.

Em todo o planeta, a inflamação pulmonar é uma das principais causas de morte de milhões idosos e crianças. “A população mundial está envelhecendo, o que certamente levará ao aumento explosivo de casos. Além disso, os agentes do mal estão ficando muito resistentes e isso torna o tratamento cada vez mais difícil”, explica Keith Klugman, professor de Saúde Global da Universidade Emory, também nos Estados Unidos.

Há quem diga que a pneumonia não é uma única doença, e sim várias. Os inúmeros agentes que ocasionam a inflamação dos pulmões, a dificuldade de descobrir qual deles levou ao mal e a crescente resistência aos antibióticos são hoje os grandes desafios da Medicina frente ao problema. “Diagnosticar os sintomas é fácil. O difícil é saber qual micro-organismo é o culpado”, justifica Levine. “Não há como coletar espécimes dos pulmões. Além disso, os testes feitos nas vias aéreas superiores e no sangue falham em quase metade dos episódios.”

Para Peter Appelbaum, especialista americano em resistência a antibióticos da Pennsylvania State University, a grande dificuldade é tratar a pneumonia bacteriana. “Além do pneumococo, uma série de outras bactérias pode causar a doença. Por isso, a terapia com antibióticos muitas vezes é empírica para ser capaz de cobrir uma grande variedade de organismos”, explica.

Como a pneumonia se desenvolve

Ataque impiedoso

A infecção ataca um ou ambos os pulmões, sobretudo quando o sistema de defesa foi debilitado por outra doença, como gripe, tuberculose, alcoolismo, fumo, diabete e males do coração.

Abrigo nos alvéolos

Basta um espirro de alguém infectado para que o agente da doença — vírus, bactéria ou fungo solto no ar — chegue aos pulmões. Mas esses micro-organismos também podem se alojar ali depois de pegar carona na corrente sanguínea. Uma vez nos pulmões, encontram abrigo nos alvéolos, onde acontecem as trocas gasosas.

Muco barra o ar

Eles se reproduzem rapidamente, causando uma infecção. Em resposta, o corpo produz pus e plasma, que se acumulam dentro dos alvéolos, prejudicando a troca de gases. Daí a dificuldade para respirar, que, nos casos graves, pode levar à internação.

As bactérias se espalham

As complicações mais comuns são o derrame pleural, que é o acúmulo de líquido entre as camadas da membrana que reveste os pulmões e a cavidade torácica. Outra encrenca é a bacteremia, quando as bactérias infestam a corrente sanguínea. Aí, podem provocar a morte.

Principais sintomas

• Calafrios
• Febre alta
• Suor intenso
• Dor no peito e dificuldade para respirar
• Falta de ar
• Tosse com ou sem catarro
• Fadiga, moleza, prostração

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Conheça as principais diferenças entre dengue, Zika e chikungunya

Orientações sobre dengue, zika e chikungunya 

sintomas da dengue zika e chikungunya

As três viroses que mais assustam o Brasil no momento – dengue, Zika e chikungunya – são doenças infecciosas agudas transmitidas pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes aegypti.

As semelhanças não param por aí: todas elas podem provocar febre, dor e manchas pelo corpo. “A diferença é sutil e o diagnóstico precisa ser clínico e epidemiológico, levando em conta a situação de infecções naquela localidade”, explicou a infectologista e epidemiologista Helena Brígida.

Em entrevista à Agência Brasil, a integrante do Comitê de Arboviroses da Sociedade Brasileira de Infectologia destacou que, no caso da dengue, o sintoma de maior destaque é a febre, sempre alta e de início súbito.

Já a característica mais marcante na infecção por chikungunya são as dores nas articulações, bem mais intensas que nas outras duas doenças.

Por fim, o Zika tem como principal manifestação manchas pelo corpo bastante avermelhadas e que coçam muito, além de joelhos e tornozelos inchados.

“A gente tem que perguntar ao paciente se coça muito, se ele teve febre, se a febre passa quando ele toma remédio, se há dor nas juntas, se o pé está inchado. Não dá pra dizer logo de cara o que é. O médico tem que ouvir todo o conjunto de sintomas para definir a melhor conduta”, destacou.

A especialista contou ainda que, em seis horas de plantão em um único dia, se deparou com quatro casos de Zika em seu consultório. A colega que atendia na sala ao lado, segundo ela, registrou outros quatro casos da mesma doença.

A infectologista também ressaltou que o tratamento para as três doenças é sintomático, ou seja, estabelecido com base nos sintomas apresentados pelo paciente e não muda diante de um resultado laboratorial positivo ou negativo.

A confirmação por teste, segundo ela, é importante sobretudo entre gestantes, diante da possível associação de microcefalia com o vírus Zika, e entre pacientes com quadro de complicações neurológicas também possivelmente associadas à infecção.

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Zika vírus: saiba mais sobre essa doença

sobre o zika virus

A Zika é uma doença causada por um vírus transmitido por mosquitos Aedes, incluindo o Aedes aegypti e o Aedes albopictus, que também transmitem a dengue e a chikungunya.

Acredita-se que a contaminação possa ocorrer ainda através de relações sexuais sem camisinha com uma pessoa infectada.

A doença é recente, e o Brasil foi o primeiro país de grande população a ter um surto. Os sintomas da Zika incluem manchas pelo corpo, coceira, febre e conjuntivite, além de dor nas articulações.

O Ministério da Saúde comprovou a relação entre infecção por Zika na gravidez e microcefalia.Estudos ainda estão sendo feitos.

Nem toda grávida que teve Zika terá um bebê com malformação no cérebro. Os mecanismos da contaminação do feto ainda estão sendo investigados.

A Zika chegou em 2015 ao Brasil, atingindo primeiramente o Nordeste, e ficou conhecida como “virose misteriosa”.

Se uma mulher está grávida e com manchas avermelhadas pelo corpo, deve procurar atendimento médico, para que haja monitoramento. Somente um profissional de saúde pode distinguir a febre por Zika de uma outra doença com sintomatologia semelhante.

A Zika causa malformações no bebê?
O Ministério da Saúde afirma ter comprovado a ligação entre malformações no bebê, principalmente no cérebro, e a Zika. Bebês têm apresentado microcefalia, ou seja, têm a cabeça menor que o padrão.

Se você teve Zika ou mora numa região em que há muitos casos da doença, o médico vai monitorar o tamanho da cabeça do bebê nos exames de ultrassom. Caso seja constatada microcefalia, o bebê será examinado quando nascer para que sejam indicadas terapias e tratamentos.

Não se sabe ainda em que fase da gravidez a Zika é mais perigosa para o bebê, mas os três primeiros meses são sempre o período mais crítico para infecções que afetem o feto, porque os órgãos estão em formação.

Primeiros sinais
As manchas pelo corpo, que podem causar coceira intensa, são a principal característica da Zika. Entre outros sintomas estão febre baixa, conjuntivite, dor de cabeça, dor muscular, inchaço e dor nas articulações e aparecimento de gânglios.

A doença pode levar até 12 dias para se manifestar após a picada.

“Ainda não se sabe por quanto tempo o vírus permanece no corpo, por isso, um marido que teve Zika pode contaminar a mulher por relações sexuais, mesmo depois de os sintomas terem passado. Daí a importância da utilização de preservativos”, explica o infectologista e professor Kleber Luz, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

A evolução da Zika é na maioria dos casos benigna, ou seja, a doença costuma sarar sozinha, e os sintomas duram de 2 a 7 dias. Existem alguns casos de complicações neurológicas, como a síndrome de Guillain-Barré, que provoca fraqueza e paralisia nos membros.

Como é o tratamento?
Apenas os sintomas da Zika são tratados. É importante beber bastante líquido e fazer repouso. Não é exigido tratamento no hospital, ao contrário do que acontece nos casos mais graves de dengue.

Assim como na dengue, não devem ser usados medicamentos a base de ácido acetilsalicílico (aspirina) devido ao risco de henmorragias.

Em alguns casos, o médico pode receitar analgésicos e medidas para aliviar a coceira. Nenhum medicamento dever ser tomado sem a devida orientação orientação do profissional de saúde.

Banhos com maisena ou aveia são recomendados para o alívio da coceira. Também pode ser usado pasta d’água. Se a coceira estiver causando grande incômodo, pode-se partir para o tratamento com antialérgicos.

Gestante diagnosticada com Zika. Pode amamentar?
Os especialistas afirmam até o momento que as mães que apresentarem sintomas de Zika não devem interromper a amamentação, porque, embora exista a possibilidade de encontrar o vírus Zika no leite materno, isso não significa que o bebê será contaminado.

“À luz dos conhecimentos científicos atuais é possível afirmar que existe uma diferença entre o vírus estar presente no leite e ter potencial infectivo, ou seja, o fato de o vírus estar presente no leite não signifca que infectará o bebê”, explica o coordenador da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano da Fiocruz, João Aprígio. Sabe-se, por exemplo, que quem mama em uma mulher com hepatite C não tem risco aumentado de pegar a doença.

Portanto, até este momento, a recomendação é que a mãe continue dando o peito normalmente ao bebê, e capriche na ingestão de líquidos.

Como o vírus é transmitido por mosquitos, o melhor que se pode fazer para proteger o recém-nascido é tomar medidas em casa para evitar a presença do inseto.

Sintomatologia
Os sintomas do Zika vírus são semelhantes aos da Dengue, porém aqueles provocados pelo Zika vírus são mais amenos e desaparecem entre 4 a 7 dias, porém é importante ir ao médico para realizar a confirmação da febre por Zika.

Inicialmente, os sintomas podem ser confundidos com uma simples gripe, provocando:

  • Febre, entre 37,8°C e 38,5°C;
  • Dor nas articulações, principalmente das mãos e pés;
  • Dor nos músculos do corpo;
  • Dor de cabeça, que se localiza principalmente atrás dos olhos;
  • Conjuntivite;
  • Hipersensibilidade nos olhos, e maior sensibilidade à luz do dia;
  • Manchas vermelhas na pele, que inciam na face e que podem se espalhar pelo corpo e, que podem vir a ser confundidas com sarampo;
  • Cansaço físico e mental.

Além destes sintomas, também pode-se observar, com menos frequência, problemas digestivos, como dores abdominais, náuseas, vômitos, diarreia ou prisão de ventre, aftas e prurido pelo corpo.

Quem contrai zika fica imune para o resto da vida?
Sim. Pelo que se sabe até agora, a Zika promove a imunização de quem adoece.
Mas ainda poderá pegar outras doenças causadas por vírus transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti, como os quatro tipos de dengue e a febre chikungunya.
Importante salientar que por hora não existe vacina contra a Zika.

Prevenção
A principal forma de prevenção é o combate aos focos de mosquito, em especial nos períodos de calor e de chuvas.

Segundo o professor Kleber Luz, a zika se propaga ainda mais rápido que a dengue, porque o mosquito espalha o vírus com mais facilidade. Ele aconselha cautela máxima por parte das grávidas.

Alguns cuidados para ter em mente:

  • Não deixar água limpa se acumular em ambientes da casa ou quintal. Isso inclui vasos de plantas, móveis e enfeites em áreas externas. Ficar de olho em poças d’água que se formam após a chuva.
  • Usar roupas claras, e, de preferência, mangas e calças longas.
  • Mesmo se tiver parceiro fixo e toda a confiança na relação do casal, recomenda-se o uso de preservativos para evitar a contaminação pela via sexual.
  • Passar repelente contra insetos, inclusive na roupa, para aumentar a proteção. Reaplicar a cada seis horas.

De acordo com a obstetra Eleonora Fonseca, grávidas podem optar por repelente comum em creme ou spray, repelente especial para bebê e até repelente caseiro feito à base de álcool e cravo-da-índia. Outra alternativa são os inseticidas elétricos ou em spray, deixando a substância se dispersar por alguns minutos antes de ficar no mesmo ambiente.

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