tratamento

Descoberta que pode levar a uma nova forma de tratar a periodontite

Pesquisadores do Reino Unido descobriram que o conjunto de micro-organismos que habitam a saliva humana é amplamente determinada pelas características do ambiente. O estudo, publicado recentemente no mBio®, uma revista de acesso aberto da Sociedade Americana de Microbiologia, mostra que influências ambientais precoces desempenham um papel muito maior do que a genética humana na formação do microbioma salivar – o grupo de organismos que desempenham um papel crucial na saúde bucal de outras partes do organismo humano.

“Está se tornando cada vez mais conhecida a relação existente entre nossos microbiomas e nossa saúde e isso é razão suficiente para se aprofundar no seu estudo, como esses micro-organismos chegaram lá e o papel que desempenham”, diz Adam P. Roberts, professor sênior em quimioterapia antimicrobiana na Escola de Medicina Tropical de Liverpool. Roberts liderou o estudo no UCL Eastman Dental Institute. Liam Shaw, estudante de pós-graduação do UCL Genetics Institute, acrescenta: “A cavidade bucal é naturalmente colonizada por centenas de espécies bacterianas, que impedem os agentes patogênicos externos de estabelecer um ponto de apoio, mas também podem vir a causar doenças orais”.

A equipe de pesquisa queria saber como o microbioma salivar se estabelece e quais são os principais responsáveis pelo mix de bactérias encontrado lá. O colega de Roberts, o imunologista da UCL Andrew M. Smith, teve acesso a um conjunto único de amostras – DNA e saliva de uma família judaica que vivia em vários lares espalhados por quatro cidades em três continentes. Isso permitiu que a equipe calculasse o quanto da variação observada nos microbiomas salivares é devida à genética do hospedeiro e quanto é devido ao meio ambiente.

Como os membros da família são judeus ultraortodoxos, eles compartilham dietas culturais e estilos de vida que controlam muitos fatores aleatórios. Além disso, como o DNA dos membros da família já havia sido sequenciado para o nível de mudanças únicas no código do DNA, a equipe de pesquisa tinha uma medida única e precisa de sua relação genética.

Em seguida, Shaw e a equipe sequenciaram as assinaturas de DNA bacteriano presentes em amostras de saliva de 157 membros da família e 27 controles judaicos não relacionados. Em todas as amostras, eles encontraram o núcleo do microbioma salivar formado por bactérias dos gêneros Streptococcus, Rothia, Neisseria e Prevotella.

Para descobrir o que poderia estar gerando diferenças nas espécies bacterianas, Shaw e a equipe usaram métodos estatísticos adotados da ecologia para determinar quais fatores são os responsáveis pela maior variação. Ao comparar fatores como o domicílio, a cidade, a idade e o parentesco genético, o fator que determinou quem compartilhava os micróbios de saliva mais semelhantes era predominantemente doméstico.

Conclusão

“O que isso nos diz é que o contato e o compartilhamento de micróbios que ocorrem no próprio ambiente local é o que determina as diferenças entre os indivíduos”, diz Shaw.

Cônjuges e pais e filhos menores de 10 anos que moram juntos tinham os microbiomas de saliva mais semelhantes. “O contato nem precisa ser íntimo, como beijar”, diz Roberts. “As mãos dos indivíduos estão cobertas de saliva e estão tocando tudo na casa.” Crianças menores de 10 anos tiveram mais bactérias semelhantes aos seus pais do que crianças mais velhas, talvez refletindo que as crianças mais velhas estão se tornando “indivíduos mais independentes”, diz Roberts.

A equipe também analisou cuidadosamente se o parentesco genético impulsionou a composição do microbioma da saliva. Quando usaram uma medida de parentesco baseada apenas nas relações entre as árvores genealógicas, viram um efeito pequeno, mas estatisticamente significativo. No entanto, quando usaram a informação da sequência genética, uma medida mais precisa do parentesco, o efeito desapareceu. Em outras palavras, a genética de uma pessoa praticamente não desempenhou nenhum papel na formação de seus micróbios salivares.

Este estudo mostra que os ambientes compartilhados durante a educação desempenham um papel importante na determinação de qual comunidade de bactérias é estabelecida. E a partir do conhecimento de que o ambiente compartilhado determina o microbioma, diz Roberts, pode nos dar a capacidade de modulá-lo um dia.

Tratamento da periodontite numa perspectiva futura

Ele aponta para o exemplo da periodontite, uma doença infecciosa incrivelmente comum e frequentemente debilitante associada a um microbioma alterado. “Uma vez que conhecidos os membros do microbioma que são responsáveis pela saúde, nosso comportamento cotidiano pode mudar para mudar nosso microbioma favoravelmente.”

Posted by Victor in Dicas, Estudos, 0 comments

Tratamento da periodontite pode auxiliar na diminuição da pressão arterial

Tratar a periodontite pode ajudar a diminuir a pressão arterial, de acordo com um estudo recentemente publicado. O estudo realizado na Universidade de Guangzhou, na China, revela que tratar as doenças periodontais pode ajudar pacientes com potencial para o desenvolvimento de quadros hipertensivos.

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores partiram de uma amostragem de 107 mulheres e homens chineses com mais de 18 anos com pressão arterial no limiar mais elevado da normalidade e que foram divididos em dois grupos – um recebeu tratamentos convencionais e outro recebeu tratamentos intensivos.

O tratamento padrão incluiu instruções de higiene oral básicas e limpeza dentária com remoção da placa bacteriana subgengival. O tratamento intensivo, por sua vez, incluiu o tratamento padrão assim como uma limpeza profunda com anestesia local, tratamento com antibióticos e extrações dentárias nos casos em que foi necessário.

Resultado: números expressivos

De acordo com os autores do estudo, um mês após o tratamento, a pressão arterial sistólica estava três pontos mais baixa que inicialmente no caso dos pacientes que receberam o tratamento intensivo. Na pressão arterial diastólica não se registaram alterações. Três meses depois do tratamento, a pressão arterial sistólica tinha baixado oito pontos e a pressão arterial diastólica diminuiu quatro pontos. Seis meses depois, a diminuição da pressão arterial sistólica chegou aos 13 pontos e aos 10 pontos no caso da pressão arterial diastólica.

Dentalis Software – organização, eficiência e qualidade – tudo o que você quer para o seu consultório

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Tratamento das ATMs: melhores resultados em uma abordagem multidisciplinar

sintomas de DTMAs DTM consistem num grupo de patologias que afetam os músculos mastigatórios, a ATM e estruturas relacionadas. São disfunções músculo esqueléticas do sistema estomatognático que se estima afetem mais de 25% da população. Habitualmente se manifestam por um ou mais dos seguintes sinais ou sintomas: ruído articular, limitações de mobilidade mandibular, dor muscular e/ou articular. Muito frequentemente estão também associadas a outros sintomas que afetam a região orofacial e cervical, como cefaleias, sintomas relacionados com o ouvido e disfunções da coluna cervical.

O tratamento de pacientes com DTM deverá envolver uma equipe multidisciplinar. Médicos Dentistas e estomatologistas (entre outras especialidades), psicólogos, fonoaudiólogos e fisioterapeutas deverão trabalhar numa dinâmica interdisciplinar desde a definição de um diagnóstico diferencial que possibilite identificar a etiologia da disfunção potencializando os resultados clínicos nestes pacientes.

Tratamento – opções disponíveis

O tratamento conservador e não invasivo é considerado como o de eleição numa fase inicial, considerando que a sintomatologia é habitualmente reduzida através da utilização conjunta de goteiras oclusais, fisioterapia, sessões de fonoaudiologia e terapia farmacológica. A American Academy of Craniomandibular Disorders recomenda a Fisioterapia como um importante tratamento para pacientes com DTM. O Fisioterapeuta que se dedica à reabilitação da DTM deverá ter uma formação pós-graduada adequada.

Assim, a intervenção da Fisioterapia tem como objetivos diminuir a dor músculoesquelética, promover o relaxamento muscular, reduzir a hiperatividade muscular, melhorar o controlo e função muscular e maximizar a mobilidade articular. O Fisioterapeuta deverá basear a sua intervenção numa avaliação cuidadosa e a utilização de diversas estratégias e metodologias de intervenção.

A utilização de meios eletro físicos (ultra-som, micro-ondas, laser), eletro-analgésicos (TENS, correntes interferenciais, biofeedback) podem ser uma opção, no entanto a evidência mais recente aponta a terapia manual (técnicas articulares, neurodinâmicas e musculares,…) e o exercício terapêutico para a correção postural, educação e auto-regulação do paciente como métodos mais eficientes de tratamento.

No que diz respeito à intervenção específica em doentes com DTM e/ou dor Orofacial, o Fisioterapeuta poderá intervir com abordagem direta da articulação temporomandibular. No entanto, na maioria dos pacientes, esta intervenção é insuficiente pelo que a intervenção na coluna cervical e/ou torácica e/ou correção postural deve ser integrada no plano de tratamento.

A terapia da fala tem igualmente um papel fundamental na intervenção com pessoas com DTM. Com a definição de um diagnóstico diferencial existem casos cujas funções como mastigação, fala, respiração, deglutição e sucção poderão estar na base da DTM ou contribuir para a sua prevalência no tempo.

Assim, a identificação através de uma avaliação específica destas funções e a definição de um plano de intervenção específico permitirá uma melhor reeducação das funções do sistema estomatognático, fundamental para o seu equilíbrio e logo para a qualidade de vida do paciente.

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Nevralgia do trigêmeo: um novo tratamento a caminho

nevralgiaUm grupo de cientistas suíços desenvolveu um tratamento que pode ajudar a reduzir os efeitos da nevralgia do trigêmeo, uma patologia crônica que afeta um nervo craniano e que se caracteriza por causar dores severas na face e nos dentes dos pacientes. Trata-se de uma substância – inibidora dos canais de sódio – que ajuda a inibir as dores e que, segundo os pesquisadores, é bem tolerada pelos pacientes.

O estudo agora publicado na revista científica Lancet Neurology informa que o tratamento em fase de desenvolvimento poderá proporcionar melhor qualidade de vida aos pacientes que sofrem desta doença crônica que os leva a sentir dor ao toque em atividades tão rotineiras como ao se barbear, fazer a maquiagem, falar e até mesmo escovar os dentes.

No caso da nevralgia do trigêmeo acredita-se que os danos ao nervo estejam na base do crânio, região de difícil acesso para aplicação de medicações pela via injetável e que, por esse motivo, faz com que o tratamento da doença se restrinja à administração de fármacos.

Novos ensaios

O tratamento agora desenvolvido pelos pesquisadores foi testado num ensaio clínico e, segundo os cientistas, é bem tolerado pelos pacientes, uma vez que não causa efeitos secundários como cansaço e problemas de concentração, como via de regra acontece com os fármacos habitualmente utilizados. “Iremos agora testar a nova substância em um público alvo maior durante a próxima fase do estudo, o que irá comprovar se de fato este tratamento representa uma nova esperança no alívio da dor”, refere Dominik Ettlin, um dos cientistas envolvidos no estudo.

Dentalis Software – organização, eficiência e qualidade – tudo o que você quer para o seu consultório

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

O Temperamento das crianças pode pode estar relacionado ao sucesso na sedação com óxido nitroso

mascara de óxido nitroso em criançaO óxido nitroso é frequentemente utilizado na sedação de pacientes infantis quando submetidos a tratamentos dentários com o objetivo de que isso facilite a cooperação das criança nos tratamentos. Ainda assim, em alguns pacientes este tipo de sedação não é eficaz. Agora, uma equipe de pesquisadores pode ter descoberto um dos fatores pode vir a explicar o motivo dessa ineficácia: o temperamento da criança.

O estudo foi publicado na revista científica ‘Anesthesia Progress’ e revela que o temperamento da criança desempenha um papel importante no sucesso deste tipo de procedimento, que se mostrou mais eficaz em crianças, por exemplo, que apresentam melhores níveis de concentração.

Para chegar a esta conclusão, os cientistas analisaram 48 crianças que receberam tratamentos dentários de restauração que exigiram a administração de anestesia local com óxido nitroso. Por outro lado, para avaliar o temperamento das crianças, os seus responsáveis foram convidados a responder um questionário.

Os resultados agora publicados mostram que a taxa de sucesso da sedação foi de cerca de 85,4%, sem evidências de que a idade, gênero ou tipo de tratamento estivessem associados com o resultado final.

Crianças que mantém o foco respondem mais facilmente à sedação

Contudo, os resultados revelaram que o sucesso deste tipo de sedação estava significativamente relacionada com a capacidade de manter a concentração durante um longo período de tempo. Além disso, aquelas crianças que mesmo quando aborrecidas facilmente retornavam ao estado de calma ou com níveis de frustração baixos também foram consideradas mais fáceis de tratar.

No decorrer do procedimento odontológico, verificou-se maior índice de sucesso entre as crianças que apresentaram maior capacidade de manter o foco de forma mais persistente, ainda que muitas vezes isso seja uma tarefa difícil.

O estudo está disponível aos interessados neste link.

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Problemas cognitivos podem diminuir adesão de idosos ao tratamento do câncer oral

exame bucalConformidade é uma questão importante na terapia médica em geral. Um novo estudo realizado pela European Society for Medical Oncology (ESMO) destacou que os distúrbios cognitivos e intencionais da não adesão as instruções da medicação como consequência desse processo pode ser um fator subestimado no tratamento do câncer oral, especialmente entre os idosos. A não adesão pode afetar a eficácia do tratamento e sobrevida, com elevados custos para o paciente e para o sistema de cuidados de saúde.

No estudo piloto prospectivo, 111 pacientes (idade mediana de 70 anos) Foram submetidos a testes neuropsicológicos e preencheram um questionário de um mês depois de terem iniciado a sua primeira terapia oral exclusiva. Comprometimento cognitivo global foi observado em 50 por cento dos participantes. De acordo com os pesquisadores, a taxa de adesão global foi de 90 por cento. No entanto, distúrbios de memória de trabalho e depressão foram significativamente associados e apareceram como preditores de não adesão.

As descobertas indicam que os oncologistas também necessitam preencher as funções cognitivas antes do início da terapia anticâncer oral a fim de identificar os pacientes que são mais prováveis de falhar em auto-gestão da terapia anticâncer oral.

Necessidade de maior conhecimento dos pacientes e de suas necessidades

“Creio que o conceito atual de aderência é muito estreito isto é, os médicos esperam os pacientes tomarem sua medicação conforme prescrito e a não adesão é considerada uma forma de desobediência”, disse a Dra. Bettina Ryll, presidente do ESMO Patient Advocates working Group. “A não-adesão intencional, o paciente decidindo não tomar a medicação como indicado, é efetivamente revelador sobre verdadeira preferências dos pacientes” e estas podem simplesmente ser muito diferentes do que os médicos e as outras partes interessadas consideram relevantes. Assim, em vez de impor a adesão contra as preferências dos pacientes, precisamos compreender primeiro e depois atacar as verdadeiras razões subjacentes a não adesão”.

As descobertas do estudo intitulado “Impacto das funções cognitivas em adesão a terapias anticâncer oral “, foram apresentados pela primeira vez no ESMO 2016 Congress, que aconteceu de 7 a 11 de outubro de 2016 em Copenhagen.

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Pacientes oncológicos devem passar por avaliação odontológica antes de iniciar tratamento

dentistas tratando pacienteApós o diagnóstico de um câncer, o paciente oncológico precisa se preocupar com diversas questões que vão desde o tipo de tratamento, gastos que vai ter, quanto tempo vai demorar etc. Um ponto que muita gente esquece é a importância de consultar um dentista antes de iniciar os procedimentos.

Em entrevista ao Vencer o Câncer, o dentista Luis Marcelo Sêneda, responsável pelo departamento de Medicina Bucal do Hospital São José – Beneficência Portuguesa, explica que a recomendação de fazer uma avaliação odontológica serve para todo paciente oncológico, não somente aqueles com tumores de cabeça e pescoço.

Consulta pré-tratamento

A boca pode ser uma fonte rica em bactérias que são especialmente perigosas para quem vai entrar em tratamento contra o câncer.

“Nós, primeiramente, procuramos um possível foco de infecção, que pode ser uma doença periodontal (doença da gengiva e de todos os tecidos que dão suporte ao dente) ou cáries muito profundas. Também verificamos dentes com mobilidades e que precisam ser removidos antes de iniciar o tratamento oncológico. Isso é de extrema importância, pois os pacientes que fazem uso de quimioterápicos ficam com o sistema imunológico mais debilitado. Então uma doença periodontal, por exemplo, que estava lá crônica e a pessoa nem sabia que tinha, pode se agudizar e virar um grande problema.”

Efeitos da quimioterapia

“Algumas drogas têm a capacidade de afetar a mucosa da boca causando inflamações e feridas semelhantes a aftas, mas que são chamadas de mucosites. Muitas vezes o paciente está debilitado e ele não consegue comer por causa da mucosite, porque sente muita dor. A mucosa é uma proteção, uma barreira protetora, e quando temos a quebra dessa barreira, há maior risco de infecção por agentes oportunistas. Por isso, na fase de imunossupressão, elas têm maior probabilidade de acontecer”, adverte o dentista.

Uma das formas de prevenção da mucosite é a laserterapia de baixa intensidade. O laser é um bioestimulador que auxilia na redução do processo inflamatório, modula a dor e auxilia no processo de reparo do tecido lesado. É importante conversar com seu oncologista sobre essa possibilidade.

Xerostomia durante o tratamento

Muitas vezes, o paciente em tratamento oncológico precisa tomar remédios para dor (opiáceos) e antidepressivos. Alguns ainda tomam outros medicamentos porque possuem outras doenças associadas, como pressão alta, diabetes e doença renal. Por conta disso, é extremamente comum surgir um quadro de xerostomia.

“O meio bucal é concebido para estar úmido, não seco. Para aliviar esse sintoma, existem atualmente lubrificantes orais que servem tanto para repor quanto para melhorar a lubrificação da boca. Eles estão disponíveis na forma de gel, spray ou manipulado. A saliva não é só um lubrificante bucal, ela promove a auto-higiene dos dentes. O paciente com boca seca tem mais placas bacterianas, que acumula mais agentes ofensivos e produz mais toxinas, aumentando o risco da mucosite, uma das complicações bucais mais comuns durante o tratamento oncológico”.

Efeitos da Radioterapia

“Pacientes com câncer na região da cabeça e pescoço e que são submetidos a radioterapia precisam de cuidados maiores, porque ele vai produzir menos saliva. Além disso, como é justamente a região que inclui a boca a ser irradiada, há riscos de desenvolver um tipo de cárie com um efeito colateral tardio, denominada cárie de radiação. Atualmente você vê menos do que há alguns, por conta das radioterapias com intensidade modulada, mas ainda assim é preciso muita atenção. Esse tipo de cárie, que atinge a porção entre dentes e gengivas, se desenvolve muito rapidamente e há um enorme risco de o paciente acabar perdendo o dente.”

Recomendações a serem seguidas durante o tratamento do câncer:

Escovar os dentes com pasta contendo flúor.
Passar fio dental suavemente.
Fazer gargarejos com bicarbonato de sódio.
Remover a dentadura e fazer sua limpeza adequadamente.
Escolher alimentos que exijam pouca ou nenhuma mastigação.
Evitar alimentos ácidos, picantes, salgados e secos.

Dentalis Software – a sua melhor escolha em software para odontologia

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

O que são viroses e como elas aparecem

virose no organismoRigorosamente falando, virose é toda doença causada por vírus. Genericamente, costuma-se chamar de “virose” quando não se consegue identificar o vírus específico. Por outro lado, trata-se a doença pelo seu nome específico quando ele é conhecido (por exemplo: sarampo, catapora, dengue, etc.). Essas doenças englobam patologias muito simples, como uma gripe ou uma verruga, até outras muito graves e talvez mortais, como a AIDS e as infecções causadas pelo vírus Ebola.

Outras doenças viróticas comuns são o herpes simples, a hidrofobia, a poliomielite, a mononucleose infecciosa, certas formas de diarreias, de conjuntivite, de pneumonia, de meningite e de hepatite.

Os vírus são seres que não chegam a formar células e por isso não têm uma vida própria. Todo vírus só sobrevive no interior de uma célula (humana, animal ou vegetal), parasitando-a, e aí pode dar rápida origem a uma grande quantidade de novos vírus diferentes dos originais, mediante um processo que se chama mutação. O vírus causa uma grande alteração do metabolismo celular podendo, inclusive, matar a célula. Fora de uma célula, o vírus não guarda nenhuma das propriedades vitais: não cresce, não se multiplica, não reage a estímulos, etc.

Como os vírus são transmitidos?

Alguns vírus só são transmitidos por meio de seringas e agulhas contaminadas, contatos sexuais e contato com sangue contaminado. Outros vírus se transmitem por vários meios, como uso comum de vasilhas ou objetos, água e secreções contaminadas.

A incubação do vírus dura de 5 a 7 dias, período no qual a pessoa infectada não apresenta sintomas. Indivíduos infectados, mesmo em fase ainda assintomática ou de recuperação, são transmissores, o que facilita a disseminação das viroses.

Quais os sintomas das viroses?

Os sintomas das viroses são mais ou menos comuns a todas, mas há nuances que as diferenciam segundo o tipo de vírus e o local do corpo que afetam. O início das viroses geralmente é agudo, com aparecimento de febre alta, calafrios, dores de cabeça, anorexia, náuseas, dores abdominais, dor de garganta e prostração. Em alguns casos aparecem, depois do quinto ao sétimo dias, manifestações hemorrágicas que podem evoluir para a morte.

No verão, são muito comuns as viroses gastrointestinais, cujos sintomas mais comuns são: diarreia, vômito, dores no corpo, dores nas articulações, dores abdominais, tosse e febre. Em geral esse quadro dura de três a cinco dias. Na maioria das vezes os sintomas desaparecem em 48 a 72 horas.

Deve-se estar atento para a possibilidade das viroses propiciarem a ocorrência de infecções bacterianas, complicando-se com os sintomas delas. Isso ocorre, pois uma infecção viral pode debilitar temporariamente o organismo, criando uma oportunidade para o crescimento bacteriano, levando a uma nova infecção.

Quem tem mais viroses?

As crianças e os idosos são mais susceptíveis a este tipo de infecção, pois ou não tem um sistema imunológico totalmente desenvolvido ou ele já não responde mais como deveria.

Qual o tratamento das viroses?

As medicações utilizadas nas viroses ainda são pouco eficazes. Muitas viroses desaparecem espontaneamente. Para cada caso aconselham-se providências diferentes. Devem ser tomados os cuidados sintomáticos cabíveis para cada um deles como repouso, hidratação e alimentação adequadas, controle da temperatura, prevenção de infecções bacterianas, etc.

O médico deve sempre ser consultado para sugerir a terapêutica mais adequada. Como algumas viroses são altamente contagiosas, certas providências preventivas são recomendáveis, como não partilhar utensílios, lavar as mãos antes das refeições ou depois de ir ao banheiro, evitar ambientes fechados, dentre outras.

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Tratamento da cárie em pacientes com Parkinson pode prevenir pneumonia

idosa em atendimentoA pneumonia é uma doença comum em pacientes com Parkinson. Um novo estudo que explorou os fatores de risco no desenvolvimento da pneumonia descobriu que pacientes que receberam tratamento da cárie tiveram o risco diminuído em comparação aos pacientes não tratados.

Metodologia do estudo

O estudo incluiu 2.001 participantes recém-diagnosticados com Parkinson entre 2000 e 2009. Durante o tempo médio de acompanhamento de 6 anos, 19 por cento dos pacientes foram hospitalizados por pneumonia. Com relação à saúde bucal, os pesquisadores observaram que doenças dentárias eram as doenças mais comuns co-relacionadas com as fatalidades. No estudo, cerca de 48 por cento dos pacientes tinham cáries e mais de 44 por cento periodontite.

Além disso, a análise dos dados mostrou que o incidente de pneumonia foi menor em pacientes que receberam tratamento da cárie. Deste modo eles concluíram que a manutenção da boa higiene bucal e o controle da formação de biofilme reduzem o número de possíveis patologias respiratórias e, portanto, diminuem o risco de pneumonia principalmente em homens idosos.

Os pesquisadores descobriram que pacientes mais velhos, homens em particular, residentes nas regiões norte, sul e leste de Taiwan, e pacientes com renda baixa tinham mais risco de desenvolver pneumonia. Por exemplo, mais de 60 por cento dos participantes do estudo que desenvolveram pneumonia eram homens. Dos pacientes internados com a doença, cerca de 95 por cento tinham uma renda mensal inferior a NT$30,000 (US$ 928).

O estudo, intitulado “Risk factors for pneumonia among patients with Parkinson’s disease: A Taiwan nationwide population-based study”, foi publicado em 27 de abril na revista Neuropsychiatric Disease and Treatment.

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

‘Perioblast’: promete erradicar a periodontite, será?

diagrama perioblastUm grupo de pesquisadores publicou recentemente um estudo na revista científica European Journal of Clinical Microbiology and Infectious Diseases que afirma ter descoberto um tratamento que pode erradicar a periodontite e a peri-implantite.

O estudo recorreu a irradiação laser microbiologicamente guiada nas bolsas periodontais e afirma ter erradicado a doença periodontal avançada num total de 2 683 pacientes. “Atualmente, a doença periodontal é administrada, em vez de ser tratada”, revela Francesco Martelli, pesquisador responsável por liderar a equipe de investigação que conduziu o estudo.

“Os métodos existentes são ineficazes para exterminar a doença e os tratamentos a longo prazo frequentemente resultam em remoções de dentes desnecessárias”, acrescenta.

O que o Perioblast promete

De acordo com os responsáveis pelo estudo, com a metodologia agora estudada é possível erradicar os patógenos responsáveis pela doença de forma permanente. O tratamento, batizado de ‘Perioblast’, permite segundo os cientistas salvar os dentes, regenerar o osso e eliminar a dor dos pacientes.

Além disso, a solução pode, em última instância, possibilita a otimização do emprego de antibióticos na odontologia, fármacos frequentemente utilizados no tratamento de pacientes com doenças periodontais.

Francesco Martelli, dentista responsável pelo estudo, vai agora abrir no Reino Unido a clínica dentária ‘IMI Dental Clinic’, a primeira a oferecer este tratamento.

Dentalis Software – colabora com o seu sorriso e de seus clientes

Posted by Victor in Estudos, 0 comments