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Dentistas criam método inovador para obtenção de células-tronco

Dentistas criam método inovador para obtenção de células-tronco

Um grupo de pesquisadores conseguiu desenvolver um método que permite quadruplicar o número de células-tronco extraídas a partir da polpa da raiz do dente. O objetivo, de acordo com os dentistas responsáveis pela pesquisa, é encontrar uma solução para o tradamento de várias patologias.

De acordo com a comunidade científica, as células-tronco oferecem uma nova esperança no tratamento de várias doenças, uma vez que são mais eficazes no tratamento de várias patologias crônicas e terminais.

Terceiros molares

Os pesquisadores da Universidade de Nevada, nos Estados Unidos, que agora criaram um novo método de extração de células-tronco a partir da polpa da raiz do dente, defendem que a grande dificuldade está ligada à dificuldade de obtenção de células-tronco em quantidade suficiente para que sejam utilizadas em condições adequadas. Nesse sentido, descobriram que os terceiros molares podem ser uma fonte abundante deste tipo importante de células.

Karl Kingsley, um dos responsáveis pelo estudo, comenta que “cada vez mais adultos removem o dente do siso. Extrair dentes é relativamente comum em pacientes que realizam tratamentos ortodônticos. E a maioria destes dentes são saudáveis e contêm polpa da raiz do dente viável que oferece condições para reprodução de células que tenham sido danificadas ou destruídas por doenças”.

Para aproveitar esta oportunidade, os cientistas daquela universidade criaram um método que faz a cisão do dente ao meio com uma taxa de sucesso de 100% de sucesso, permitindo o acesso e extração das células-tronco.

Mais detalhes a respeito deste trabalho podem ser obtidos aqui.

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Relação entre periodontite e câncer de mama

Relação entre periodontite e câncer de mama

Dando continuidade a nossa série de artigos sobre o universo da saúde da mulher neste Outubro Rosa, hoje abordamos a ligação entre a periodontite e o o câncer de mama.

Durante os últimos anos, diferentes estudos estão mostrando relações significativas entre a periodontite e doenças como diabetes, acidentes vasculares cerebrais, problemas cardíacos e câncer de boca, esôfago, cabeça e pescoço, ou câncer de pâncreas. E agora um novo estudo mostra que há ligação entre a periodontite e o câncer de mama.

Pesquisadores da Universidade de Buffalo (EUA) descobriram que a doença periodontal está associada com um maior risco de câncer de mama em mulheres na menopausa, especialmente aquelas que são ou foram fumantes. Os resultados foram publicados na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention.

Amostragem da pesquisa

Os pesquisadores acompanharam mais de 73 mil mulheres – na menopausa – que não tinham câncer de mama identificado. Destas, um pouco mais de 1/4 tinham uma doença periodontal, cuja incidência variou se a mulher era fumante ou não. Após uma média de acompanhamento de 6,7 anos, 2.124 mulheres foram diagnosticadas com câncer de mama. Ao cruzarem os dados, os pesquisadores identificaram um risco maior na ordem de 14% para mulheres que tiveram doença periodontal.

O estudo também mostrou que entre as mulheres que haviam parado de fumar nos últimos 20 anos e que sofriam de doença periodontal, o risco destes tumores foi 36% superior, enquanto que aqueles que fumavam na época do estudo o risco foi 32% mais elevado se tiveram a doença da gengiva, embora a associação não se demonstrasse estatisticamente significativa. Os pesquisadores ressaltaram que novos estudos, mais amplos, devem ser realizados.

Bactérias – inflamações – câncer mamário

“Nós sabemos que as bactérias da boca dos fumantes ou ex-fumantes que abandonaram recentemente o cigarro são diferentes daqueles de não-fumantes” reconhece Jo L. Freudenheim, autor da pesquisa, de modo que o aumento do risco de câncer de mama pode ser porque esses micro-organismos entram no corpo por estas inflamações e vir a afetar as mamas.

A este respeito, disse ao jornal espanhol ABC, Nuria Vallcorba Plana, da Clínica Vallcorba em Barcelona, que doenças periodontais são caracterizadas pela inflamação crônica das gengivas causadas por bactérias orais, o que resulta na destruição dos tecidos circundantes que suportam os dentes. “A ligação da doença da gengiva com doença sistêmica pode estar relacionada com a passagem de bactérias para o sangue e, especialmente, com a inflamação que ocorre, o qual atua em todo o corpo, devido à liberação dos chamados mediadores da inflamação”, o que pode vir a comprometer o tecido mamário.​

Estudos como este demonstram a dimensão e a importância cada vez maior que a odontologia, os cuidados odontológicos e visitas periódicas ao dentista podem impactar na saúde do corpo e na prevenção de uma das mais temidas patologias dos nossos dias, o câncer.

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Vem aí: Chá verde pode tratar sensibilidade dental

Vem aí: Chá verde pode tratar sensibilidade dental

Um grupo de pesquisadores publicou recentemente um estudo na publicação científica ACS Applied Materials & Interfaces que relata o desenvolvimento de um novo composto com extrato de chá verde que pode auxiliar no combate à sensibilidade dental e à prevenção das cáries dentárias. Esta não é a primeira vez que o chá verde é reconhecido como benéfico para a saúde bucal.

Sensibilidade dental

De acordo com os cientistas, a sensibilidade dental acontece quando as camadas protetoras dos dentes estão desgastadas e expõe a dentina, que como sabemos atua como uma espécie de tecido que possui tubos microscópicos que, quando exposto e em contato com alimentos muito frios ou muito quentes provoca dor.

Biomaterial

O estudo detalha testes com um biomaterial, um composto de nano-hidroxiapatite e polifenóis de chá verde encapsulado em nanopartículas de sílica, que pode ajudar a combater a sensibilidade dentária ao mesmo tempo que combate a acidez da placa bacteriana e o desgaste da dentina, prevenindo ao mesmo tempo também as cáries dentárias. É o chá verde atuando como ferramenta natural em favor dos dentistas e da saúde dental de seus pacientes.

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Dores nas costas? A maioria dos dentistas tem problemas devido a má postura

Dores nas costas? A maioria dos dentistas tem problemas devido a má postura

cadeira de dentistaOs problemas músculo-esqueléticos relacionados com má postura e trabalho são um problema significativo na maioria da população, estimando-se que entre 60 a 90% das pessoas venha a sofrer de problemas na região lombar em alguma fase da sua vida. Mas um estudo recentemente mostra que os dentistas, em particular, têm elevadas probabilidades de sofrer de dor no pescoço, nos ombros e nas costas.
 
O estudo entrevistou 60 dentistas com uma média de idades em torno dos 25 anos e revela que 70% dos participantes relatou sofrer dores na coluna, com predomínio de relato de dores na região lombar por 48% dos participantes.
 
Os estudos até agora publicados indicam que entre os fatores associados a essas dores estão a idade do profissional, o número de pacientes tratados por dia e o tipo de caso clínico tratado. Uma das principais descobertas deste novo estudo é que a incidência das dores de coluna não está diretamente relacionadas com os anos de experiência do dentista ou o número de pacientes tratados ou o número de horas de trabalho diário.
 
Ainda assim, 17% dos dentistas que participaram no estudo revelaram que procuram fazer exercício durante as horas vagas, com 57% que costumam fazer pausas durante o seu horário de trabalho. De acordo com os pesquisadores, as dores lombares relacionadas com o trabalho em dentistas podem ser atribuídas a um desequilíbrio entre os músculos da região lombar e do abdômen que ocorre com a postura que os profissionais adotam quando se sentam.
 
Além disso, os movimentos de inclinação constantes em direção ao paciente podem causar tensão e exaustão nos músculos da região lombar, à medida que os músculos abdominais, que servem para estabilização, se tornam mais fracos.
 
Apesar de tudo isto, apenas 9,5% dos dentistas se queixaram de dores severas e 90% descrevem as dores sentidas como moderadas. “Consideramos que isto pode ser o motivo de muitos dentistas não procurarem ajuda médica ou consultarem um ortopedista”, comentam os pesquisadores.
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