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Descoberto o agente causador das aftas

Descoberto o agente causador das aftas

Um estudo conduzido por pesquisadores do King’s College London e da Universidade de Pittsburgh identificou os mecanismos através dos quais o nosso sistema imune fica a detecta que a Candida albicans, agente causador das aftas bucais, ‘invadiu’ o organismo.
De acordo com o Dentistry Today, o grande responsável, segundo o estudo, é uma toxina peptídea fúngica chamada Candidalysin, que cria orifícios nas células que revestem a cavidade bucal e que é identificada pelo sistema imune.

A infecção da mucosa bucal por aftas ocorre, sobretudo, quando o sistema imune do paciente está comprometido, razão pela qual as crianças são tão suscetíveis às aftas, uma vez que possuem um sistema imune ainda imaturo, assim como os pacientes com HIV e pessoas que fazem uso de imunossupressores, como os pacientes oncológicos.

Sistema imune em dia: melhor proteção

De acordo com os autores do estudo agora publicado, até agora “pouco se sabia sobre como a imunidade a fungos na mucosa oral acontecia”, assim como a causa por trás do fato de este patógeno não se conseguir se desenvolver em humanos saudáveis.

“Para utilizar uma analogia com Game of Thrones, as células epiteliais da mucosa bucal formam uma parede protetora que mantém os invasores da Candida na costa. Patrulhando essa parede estão as células T, que usam a IL-17 como a sua arma para proteger o reino”, explicam os responsáveis pelo estudo.

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Dentistas criam método inovador para obtenção de células-tronco

Dentistas criam método inovador para obtenção de células-tronco

Um grupo de pesquisadores conseguiu desenvolver um método que permite quadruplicar o número de células-tronco extraídas a partir da polpa da raiz do dente. O objetivo, de acordo com os dentistas responsáveis pela pesquisa, é encontrar uma solução para o tradamento de várias patologias.

De acordo com a comunidade científica, as células-tronco oferecem uma nova esperança no tratamento de várias doenças, uma vez que são mais eficazes no tratamento de várias patologias crônicas e terminais.

Terceiros molares

Os pesquisadores da Universidade de Nevada, nos Estados Unidos, que agora criaram um novo método de extração de células-tronco a partir da polpa da raiz do dente, defendem que a grande dificuldade está ligada à dificuldade de obtenção de células-tronco em quantidade suficiente para que sejam utilizadas em condições adequadas. Nesse sentido, descobriram que os terceiros molares podem ser uma fonte abundante deste tipo importante de células.

Karl Kingsley, um dos responsáveis pelo estudo, comenta que “cada vez mais adultos removem o dente do siso. Extrair dentes é relativamente comum em pacientes que realizam tratamentos ortodônticos. E a maioria destes dentes são saudáveis e contêm polpa da raiz do dente viável que oferece condições para reprodução de células que tenham sido danificadas ou destruídas por doenças”.

Para aproveitar esta oportunidade, os cientistas daquela universidade criaram um método que faz a cisão do dente ao meio com uma taxa de sucesso de 100% de sucesso, permitindo o acesso e extração das células-tronco.

Mais detalhes a respeito deste trabalho podem ser obtidos aqui.

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Pesquisadores identificam áreas do DNA responsáveis pela Periodontite

Pesquisadores identificam áreas do DNA responsáveis pela Periodontite

Uma equipe de pesquisadores da Charité Universitätsmedizin Berlin, na Alemanha, anunciou ter conseguido identificar variações de sequências de DNA que podem estar associadas a um maior risco para o desenvolvimento de doença periodontal. De acordo com os cientistas existem pelo menos duas segmentos de genes que podem estar altamente associadas à doença.

Para chegar a esta conclusão, os cientistas analisaram a relação entre as diferenças de sequenciação na informação genética e a incidência da doença em milhares de pacientes com periodontite agressiva e crônica. Depois compararam os resultados com um grupo de controle com pessoas saudáveis.

Resultados

As conclusões revelaram que existem pelo menos duas regiões dos genes que mais parecem estar associadas a um risco mais elevado para o desenvolvimento de diferentes formas de periodontite. Uma dessas regiões é responsável pela síntese dos alpha-defensins, que são produzidos pelas células imunológicas especializadas, revelam os pesquisadores. A outra região inibe a ativação destas células de defesa.

“Os nossos resultados mostram que as diferentes formas de doença gengivais compartilham uma origem genética comum. Isto significa que existem grupos de pacientes que são suscetíveis ao desenvolvimento de doenças da gengiva mas cuja suscetibilidade é independente de outros fatores de risco como o consumo de tabaco, higiene oral ou idade”, comenta Arne Schäfer, responsável pela coordenação do estudo.

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Nova pesquisa indica risco cardíaco associado ao ibuprofeno e diclofenaco

Nova pesquisa indica risco cardíaco associado ao ibuprofeno e diclofenaco

Anti-inflamatório não esteróide

Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) foram associados ao risco cardiovascular, mas até hoje não se sabe se seu uso está associado a parada cardíaca fora do hospital (out-of-hospital cardiac arrest, OHCA).

Em um novo estudo, publicado no European Heart Journal – Cardiovascular Pharmacotherapy pesquisadores examinaram dados relacionados a 28.947 indivíduos com OHCA do registro nacional dinamarquês de parada cardíaca. Um total de 3.376 desses pacientes foram tratados com um AINE até 30 dias antes da OHCA.

Os resultados

Os autores observaram que o uso de qualquer AINE estava associado a um risco 31% maior de parada cardíaca. Diclofenaco e ibuprofeno foram associados a um aumento de 50% e 31% no risco, respectivamente. Naproxeno, celecoxibe e rofecoxibe não foram associados à ocorrência de parada cardíaca, provavelmente devido ao baixo número de eventos.

“Os achados foram um duro lembrete de que AINEs não são inofensivos,” disse o Professor Gunnar H. Gislason, professor de cardiologia no Hospital Universitário Gentofte em Copenhagen, Dinamarca. “Diclofenaco e ibuprofeno, ambos comumente usados, foram associados a um risco significativamente aumentado de parada cardíaca. AINEs devem ser usados com cautela e para uma indicação válida. Provavelmente eles devem ser evitados em pacientes com doença cardiovascular ou muitos fatores de risco cardiovascular.”

Fonte: European Society of Cardiology

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Vem aí: revestimento que confere propriedades antibacteriana aos implantes dentários

Vem aí: revestimento que confere propriedades antibacteriana aos implantes dentários

Implante na arcada dentáriaA inovação é de responsabilidade de um grupo de pesquisadores da UPV/EHU – Universidade do País Basco: está sendo desenvolvido um revestimento para os implantes dentários que permitirá aumentar a atividade antibacteriana assim que estes forem colocados nos pacientes, promovendo, assim, a melhor integração no osso.

No site da universidade obtém-se a informação de que as infeções bucais estão entre as principais causas que levam à falha dos implantes dentários.
Nesse aspecto, o estudo pretende auxiliar na prevenção de potenciais infeções bacterianas, assim como promover o desenvolvimento de implantes dentários com propriedades de osseointegração.

Percentual de falha dos implantes dentários

Como informa Beatriz Palla, pesquisadora responsável pelo projeto de pesquisa, cerca de “10% dos implantes acabam tendo de ser removidos devido a problemas de osseointegração ou devido a infeções”.

Um dos desafios que esta pesquisa se propôs a responder foi o desenvolvimento de implantes dentários de titânio com propriedades antibacterianas. Por outro lado, a equipe de pesquisa busca encontrar uma solução para a elevada resistência que algumas variedades de bactérias apresentam aos antibióticos convencionais.

De acordo com a pesquisadora responsável pelo estudo “é possível confirmar que foram criados revestimentos com propriedades antibacterianas e que também não afetam a integração do implante na mandíbula”, contudo, “é aconselhável continuar as pesquisas para otimizar os resultados” obtidos.

Fonte: Universidad del Pais Vasco
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Apêndice pode ter importante função no organismo

Apêndice pode ter importante função no organismo

apêndiceUm órgão bem conhecido, mas largamente desprezado, pode estar prestes a mudar de categoria.

O apêndice humano, uma bolsa estreita que se projeta fora do ceco no sistema digestório, tem uma má reputação por sua tendência a se inflamar (apendicite), muitas vezes exigindo remoção cirúrgica.

Embora os cientistas o descrevam como um órgão residual, com função pouco conhecida e que a evolução estaria se incumbindo de fazer desaparecer, novas pesquisas sugerem que o apêndice pode servir a um propósito importante.

Em particular, ele funciona como um reservatório para bactérias intestinais benéficas, aquelas mesmas que agora se sabe terem importante função protetora contra doenças como Parkinson e Alzheimer e até mesmo estabelecer uma ligação com o cérebro.

Apêndice e evolução

Várias outras espécies de mamíferos têm igualmente um apêndice, e estudar como ele evoluiu e como funciona nessas espécies pode lançar alguma luz sobre este órgão misterioso nos humanos.

Uma equipe internacional de pesquisa reuniu dados sobre a presença ou ausência do apêndice e outros traços gastrointestinais e ambientais em 533 espécies de mamíferos. Eles mapearam os dados em uma filogenia – uma árvore genética – para rastrear como o apêndice evoluiu através do processo evolucionário dos mamíferos e tentar determinar por que algumas espécies têm um apêndice, enquanto outras não o têm.

O que se revelou é que o apêndice evoluiu independentemente em várias linhagens de mamíferos – mais de 30 vezes de forma independente. E, uma vez que apareceu, ele quase nunca desaparece de uma linhagem. Isto sugere que o apêndice provavelmente serve a uma finalidade adaptativa, não sendo meramente um resquício prestes a sumir.

Analisando os fatores ecológicos, como dieta, clima, a sociabilidade de cada espécie e onde ela vive, foi possível rejeitar várias hipóteses previamente propostas pelos cientistas para tentar vincular o apêndice a fatores alimentares ou ambientais.

Apêndice com função imunológica

Em lugar das situações previstas pelas teorias científicas, o que os dados mostraram é que as espécies com um apêndice têm maiores concentrações médias de tecido linfoide (imunológico) no ceco. Isto indica que o apêndice pode desempenhar um papel importante como um órgão imunológico secundário. O tecido linfático também pode estimular o crescimento de alguns tipos de bactérias intestinais benéficas, fornecendo mais evidências de que o apêndice pode servir como um refúgio seguro para as bactérias intestinais úteis.

Também ficou claro que os animais com certos formatos de ceco (cônico ou em forma de espiral) são mais propensos a ter um apêndice do que os animais com um ceco redondo ou cilíndrico. Portanto, a equipe concluiu que o apêndice não está evoluindo sozinho, mas como parte de um “complexo ceco-apendicular” maior, que inclui o apêndice e o ceco como um conjunto.

O estudo, liderado pela professora Heather Smith, da Universidade Meio-Oeste do Arizona (EUA), foi publicado na revista científica Comptes Rendus Palevol.

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Bactéria, causadora de doenças gengivais, pode acelerar desenvolvimento do câncer oral

Bactéria, causadora de doenças gengivais, pode acelerar desenvolvimento do câncer oral

fusobacterium explicadaUma bactéria frequentemente associada às doenças gengivais pode agir como um catalisador para o crescimento de células cancerígenas.
A conclusão é de um estudo publicado na revista científica ‘Immunity’ e que demonstra que a bactéria fusobacterium nucleatum pode atrapalhar a capacidade do organismo humano de combater doenças cancerígenas.

De acordo com os pesquisadores, “quando combinada com células de tecidos humanos, esta bactéria ‘agarra-se’ às partes do sistema imune responsáveis pelo ataque as células cancerígenas, impedindo-o de realizar a sua função.”

Boa higiene bucal: melhor agente de prevenção

Ken Lavery, especialista em cirurgia maxilofacial, destaca no site da British Dental Health Foundation, que este estudo destaca a importância de se manter uma boa saúde e higiene bucal. “O câncer oral está aumentando cada vez mais e qualquer coisa que as pessoas possam fazer para diminuir os seus riscos é uma boa medida de saúde pública. A prevenção é infinitamente melhor que ter que tratar uma doença, especialmente no que diz respeito ao câncer oral.”

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Odontologia estética apresenta forte crescimento

Odontologia estética apresenta forte crescimento

dentistica estética
O campo da odontologia estética está mostrando potencial de crescimento persistente, uma pesquisa realizada pela American Academy of Cosmetic Dentistry (AACD) tem encontrado. A maioria dos entrevistados acreditou que os procedimentos cosméticos irão gerar o mesmo montante de receitas ou mais no ano que vem, com a maior expectativa que implantes dentários continuarão a ter maior crescimento positivo.
 
“Alguns dos mais notáveis achados da pesquisa são os que dizem respeito às maiores tendências na indústria dentária”, comentou a Dra Joyce Bassett, Presidente da AACD. Isso se aplica especialmente para a tendência de digitalização na odontologia. Bassett disse, “O envio digital é definitivamente algo a ser sentido na área estética – de mais de cinquenta por cento dos entrevistados disseram que atualmente utilizam CAD/CAM no consultório ou estão considerando a compra de um sistema CAD/CAM para consultório”.

A Pesquisa e a opinião dos Dentistas 

Na pesquisa, 93% dos dentistas acreditavam que a procura constante de odontologia estética é principalmente impulsionado por indicações de amigos e familiares que tiveram uma experiência positiva. Outros fatores incluíram aumentar as informações sobre odontologia estética online (75%), uma melhor comercialização de práticas de medicina dentária (63%), e a cobertura da mídia sobre odontologia estética (56%).
 
Em relação aos procedimentos cosméticos mais frequentemente realizados, coroas e bridgework, colagem, folheados, e clareamento formam o grosso das intervenções. Em 32 por cento, o tratamento mais popular em práticas dentárias foi o clareamento de dentes.
 
Segundo os profissionais pesquisados, pacientes solicitaram tratamento cosmético principalmente para melhorar a atratividade física e auto-estima (86%); corrigir um tratamento cosmético anteriormente falho (51%); para próximos eventos, tais como um casamento (48%); por razões de saúde ou reparadora, tais como um acidente ou lesão (46%); e para olhar e sentir-se mais jovens (45%).
 
O levantamento foi realizado entre setembro e novembro de 2015. Ele incluiu 360 dentistas, dos quais 89% descreveram a si próprios como dentistas gerais (60%) ou dentistas estéticos (29 por cento). Entre os entrevistados, 74% eram membros da AACD.
 
A academia tem conduzido pesquisa bianual sobre a situação da indústria desde 2005. O relatório completo, intitulado Cosmetic Dentistry: State of the Industry, Survey 2015, está disponível em www.aacd.com
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Pesquisa esclarece o mistério por trás da secreção da saliva

Pesquisa esclarece o mistério por trás da secreção da saliva

diagrama de produção de saliva
Um estudo publicado recentemente no Canadá fez uma descoberta que poderá ter um impacto significativo no tratamento de pacientes com xerostomia, patologia que se caracteriza pela reduzida produção de saliva e que causa a sensação de boca seca. O estudo da University of British Columbia, do Canadá, conseguiu determinar o mecanismo que desencadeia a secreção de saliva e que era, até aqui, desconhecido.
 
No estudo agora publicado, os pesquisadores se focaram no cálcio intracelular, que está envolvido na produção e na secreção dos fluidos corporais e que regula processos como a contração muscular, a liberação de neurotransmissores, a secreção de insulina e os processos celulares em geral.
 

A importância do receptor Inositol

De acordo com os responsáveis pelo estudo, já se tinha conhecimento de que a presença do recetor inositol 1,4,5-trisphosphate (IP3) é necessária para aumentar o cálcio intracelular, uma vez que este recetor funciona como um canal que libera cálcio. “Através da utilização de engenharia molecular avançada e de técnicas de manipulação genética, os cientistas descobriram que todas as moléculas presentes no IP3 são necessárias para ativar o canal para que o cálcio aumente nas células e assim dê início aos processos envolvidos, como a secreção de fluidos.
 
Isto garante que o canal de cálcio apenas se abra em determinadas condições, evitando descargas desnecessárias que poderiam matar as células, indicam os responsáveis pela descoberta.
 
Os resultados agora publicados mostram não só de que forma o cálcio é controlado nas células, mas também permite entender várias patologias humanas relacionadas com a secreção de fluidos, desde a xerostomia à pancreatite.
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Nova pesquisa sobre câncer de cabeça e pescoço será realizada no Brasil

Nova pesquisa sobre câncer de cabeça e pescoço será realizada no Brasil

tumores malígnos
A doença – que terá 20.000 novos casos em 2016 – é foco de pesquisa inédita no país
 
Pesquisadores do Fox Chase Cancer Center publicaram dados de 51.665 pacientes acometidos com câncer de cabeça e pescoço, e correlacionaram os resultados ao tempo de espera pelo tratamento.
 
Podendo atingir boca, garganta, laringe (cordas vocais), nariz, seios nasais e ao redor dos olhos, o câncer de cabeça e pescoço, como é conhecido, tem uma incidência marcante entre brasileiros: o câncer de cavidade oral, conhecido como câncer de boca, que é o quarto mais frequente entre homens das regiões Sul, Sudeste e Nordeste.
 
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), estima-se quase 20 mil novos casos no Brasil, no ano de 2016. Em estudo recente, publicado no Journal of Clinical Oncology, foi possível demonstrar por meio de análises estatísticas que o tempo entre diagnóstico e início de tratamento impacta significativamente as chances de cura. A sobrevida global da doença, de acordo com a pesquisa, foi de 72 meses, 61 meses e 46 meses, respectivamente ao tempo de espera para o tratamento: 52 dias, 53 dias e 67 dias.
 
Com objetivo de melhorar a qualidade de vida de pacientes com este tipo de câncer, e ajuda-los a escolher a melhor opção de tratamento para cada caso, por meio de evidência científica, criou-se o projeto HN43 Brasil, uma pesquisa multicêntrica inédita. O estudo pretende pesquisar cerca de 1.000 pacientes, no período de dois a três anos.
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