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Revelado um segredo sobre a saliva e a cicatrização

Revelado um segredo sobre a saliva e a cicatrização

Um estudo recentemente divulgado revela que as feridas da mucosa oral cicatrizam mais rapidamente do que aquelas no restante do corpo. A conclusão é de um estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Odontologia da Universidade do Chile, que conseguiram demonstrar que a saliva humana possui propriedades cicatrizantes.

Para chegar a esta conclusão, os cientistas testaram uma substância chamada histatina-1, presente na saliva humana. Os resultados revelaram que esta molécula promove a angiogênese, que consiste no desenvolvimento de novos vasos sanguíneos num tecido vivo.

Desta forma, a histatina-1 presente na saliva humana aumenta a formação de vasos sanguíneos, favorecendo a cicatrização.

Diferentes velocidades de cicatrização

Os autores do estudo informam que “estas descobertas abrem a porta para o melhor entendimento da biologia subjacente às diferenças entre a cicatrização na mucosa oral e a cicatrização na pele”. Além disso “lançam uma luz para explicar o motivo pelo qual os animais, e até as crianças, lambem as suas feridas”.

Esta é mais uma importante descoberta que poderá trazer avanços no âmbito da odontologia.

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Teste de saliva é usado para diagnóstico de doença renal

Teste de saliva é usado para diagnóstico de doença renal

teste de ureiaUm simples teste de saliva pode ajudar a diagnosticar doença renal, particularmente nos países em desenvolvimento. Isto foi sugerido por um estudo recentemente apresentado, que mostrou que uma tira de teste para medir a ureia salivar foi precisa para diagnosticar a doença em adultos no Malawi na África. Cerca de dez por cento da população mundial é afetada pela doença renal crônica, e milhões de pessoas morrem a cada ano porque não têm acesso a tratamento a preços acessíveis, incluindo ferramentas de diagnóstico.

No estudo, uma equipe de pesquisadores da Fundação Pro-Kidney no Brasil, uma organização filantrópica sem fins lucrativos que se concentra na prevenção, diagnóstico e tratamento da doença renal, avaliou o desempenho diagnóstico da tira de teste para medir a ureia salivar no Malawi.

Entre os 742 indivíduos estudados, os pesquisadores diagnosticaram 146 pacientes com doença renal utilizando testes padrão. O teste de ureia apresentou bom desempenho diagnóstico para detecção da doença renal e altos níveis de ureia foram associados a um maior risco de morte precoce.

Detecção precoce da doença renal

“Nossos dados sugerem que a avaliação da ureia salivar pode melhorar a detecção da doença renal, aumentando a consciência desta complicação devastadora”, disse Dra. Viviane Calice-Silva, uma nefrologista da Fundação Pro-Kidney. “Também, maior consciência e detecção da doença renal em recursos de baixas configurações podem aumentar o número de pacientes que são diagnosticados e referidos, fornecendo assim um tratamento apropriado com melhora dos resultados”.

O estudo intitulado “Tira de teste para medir a ureia salivar: uma ferramenta simples e barata para detectar e estratificar o risco de doença renal”, foi apresentado na edição deste ano da American Society of Nephrology’s Kidney Week, um dos maiores eventos de nefrologia com a participação de mais de 13.000 profissionais, que foi realizada de 15 a 20 de novembro em Chicago.

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Novo teste de saliva é ultrarrápido

Novo teste de saliva é ultrarrápido

novo teste de salivaUm novo teste de saliva do Japão analisa diversos parâmetros orais em questão de minutos. De acordo com o Lion Corporation, que desenvolveu o Salivary Multi test juntamente com a Aichi Gakuin University’s Scholl of Dentistry, o dispositivo pode identificar marcadores associados com a saúde bucal, tais como a quantidade de bactérias causadoras de cavidade e número de glóbulos brancos, fazendo uso de apenas uma pequena amostra de saliva.
 
Em adição ao Salivary Multi Test Meter – o instrumento de medição real – um computador, uma impressora, papéis de teste e software (disponível para Windows e macOS) são necessários para a análise da saliva. Depois de aplicar a saliva no papel de teste, os resultados individuais do paciente são visualizados em radar gráfico no monitor do computador.
 
Parâmetros testados incluem acidez salivar, contagem de leucócitos, valores de amônia e a presença de fungos. De acordo com o seu desenvolvedor, seis itens podem ser medidos simultaneamente em uma análise e os resultados do teste podem ser obtidos dentro de 5 minutos.
 
Anos em desenvolvimento
 
A empresa japonesa passou sete anos desenvolvendo o Salivary Multi Test em cooperação com Aichi Gakuin University e agora pretende distribuir o sistema para clínicas dentárias no país a um preço de ¥198 (€1.710). Além disso, Lion espera que as organizações e farmácias que ofereçam check-ups introduzirão o sistema para detecção fácil e precoce de problemas de saúde oral.
 
Mais informações sobre o sistema estão disponíveis no website da empresa, lionpro.lionshop.jp (apenas em japonês), através do qual o sistema é exclusivamente vendido.
 
Lion Corporation é um fabricante japonês de produtos de higiene e cuidados pessoais, incluindo produtos de higiene bucal. A empresa foi fundada em 1891 e tem a sua própria divisão de pesquisa de engenharia química para o desenvolvimento de novos produtos.
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Os segredos da saliva e o que ela pode nos revelar

Os segredos da saliva e o que ela pode nos revelar

teste salivarAlém de nos auxiliar na alimentação, fala e manutenção da boa saúde bucal, a saliva é uma ferramenta promissora de diagnóstico. Uma pequena quantidade do fluído contém muita informação, como o nível de estresse, DNA e a prevalência de certas doenças. Decifrar os segredos da substância é o que objetiva o Institute Interdisciplinary Salivary Bioscience Research, recentemente realocada à Universidade da Califórnia, Irvine (UCI).

Exames sem agulhas

Possuindo hormônios, enzimas, DNA e outras substâncias, a saliva pode revelar quase tudo que é apresentado nos resultados dos exames de sangue, mas sem agulhas, disse o Dr. Douglas Granger, diretor do instituto e professor de Psicologia e Comportamento Social, Pediatria e Saúde Pública na universidade. Ele realocou apenas recentemente seu conhecido instituto de pesquisa da Universidade Estadual do Arizona para a UCI através do plano “High Impact Hiring Plan” da universidade.

Embora Granger seja um especialista aclamado na área, a pesquisa salivar não era seu objetivo profissional primário como jovem pesquisador. Em busca de uma alternativa livre de agulha para investigar fatores biológicos subjacentes a problemas comportamentais em crianças, Granger voltou-se à saliva. Entretanto, diagnósticos pela saliva eram primitivos e não confiáveis na época, e por esse motivo ele e dois colegas fundaram a Salimetrics, uma empresa que produz equipamentos de testes de saliva.

Testes salivares em larga escala

Desde então, os esforços de Granger ajudaram a iniciar uma rede mundial de laboratórios de testes salivares. Atualmente, cerca de 135 projetos estão em andamento em campos abrangentes, desde economia à zoologia. De acordo com o pesquisador, a saliva é o fluído para diagnóstico do futuro. Por enquanto, vidas poderiam ser salvas pela substituição de testes de sangue relacionados às doenças cardíacas pelo kit caseiro de teste de saliva que mensura a proteína reativa C, relacionada a riscos cardíacos, informa Granger no website da UCI.

Porém, o fluído oral não substituirá completamente os exames de sangue, ele ressaltou. Embora a saliva tenha muitas vantagens sobre o sangue, o sangue permanece como melhor barômetro para muitas químicas o que não ocorre nas amostras de saliva, ele declarou.

Nos últimos anos, diversas alternativas tecnológicas surgiram em diversos campos da medicina para a análise do sangue. Por exemplo, cientistas alemães desenvolveram um novo aparelho, μbreath, que é capaz de medir e detectar traços de biomarcadores de doenças específicas através do ar expelido pela boca.

Além do sangue, a saliva e ar expelido pela boca são fáceis, não causam dor e podem ser testados em ambientes não tradicionais. Atualmente os exames de diagnóstico por saliva incluem diversos tipos hormonais, HIV e nível de álcool. Além disso, diversos projetos de pesquisa dão esperança de que um dia a análise salivar poderá possibilitar a detecção fácil e rápida de alguns tipos de câncer, como o colorretal e bucal, assim como doenças cardíacas ou Alzheimer.

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Pesquisa esclarece o mistério por trás da secreção da saliva

Pesquisa esclarece o mistério por trás da secreção da saliva

diagrama de produção de saliva
Um estudo publicado recentemente no Canadá fez uma descoberta que poderá ter um impacto significativo no tratamento de pacientes com xerostomia, patologia que se caracteriza pela reduzida produção de saliva e que causa a sensação de boca seca. O estudo da University of British Columbia, do Canadá, conseguiu determinar o mecanismo que desencadeia a secreção de saliva e que era, até aqui, desconhecido.
 
No estudo agora publicado, os pesquisadores se focaram no cálcio intracelular, que está envolvido na produção e na secreção dos fluidos corporais e que regula processos como a contração muscular, a liberação de neurotransmissores, a secreção de insulina e os processos celulares em geral.
 

A importância do receptor Inositol

De acordo com os responsáveis pelo estudo, já se tinha conhecimento de que a presença do recetor inositol 1,4,5-trisphosphate (IP3) é necessária para aumentar o cálcio intracelular, uma vez que este recetor funciona como um canal que libera cálcio. “Através da utilização de engenharia molecular avançada e de técnicas de manipulação genética, os cientistas descobriram que todas as moléculas presentes no IP3 são necessárias para ativar o canal para que o cálcio aumente nas células e assim dê início aos processos envolvidos, como a secreção de fluidos.
 
Isto garante que o canal de cálcio apenas se abra em determinadas condições, evitando descargas desnecessárias que poderiam matar as células, indicam os responsáveis pela descoberta.
 
Os resultados agora publicados mostram não só de que forma o cálcio é controlado nas células, mas também permite entender várias patologias humanas relacionadas com a secreção de fluidos, desde a xerostomia à pancreatite.
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Saliva: cura ferimentos e evita infecções

Saliva: cura ferimentos e evita infecções

saliva
Na foto acima à esquerda: Glóbulos brancos com bactérias. A cor azul mostra o DNA no núcleo dos glóbulos brancos, e a cor vermelha representa proteínas no citoplasma. Os pequenos pontos verdes são bactérias.
À direita: As cores vermelha e azul são combinadas em uma rede formada pelo DNA nuclear em conjunto com proteínas previamente presentes no citoplasma. A maioria das bactérias é capturada pelas redes.
Todos os animais – menos o homem – têm o costume de lamber suas feridas, sem demonstrar qualquer nojo.
 
Pois talvez fosse melhor encontrar uma forma de adaptar a prática ao nosso comportamento, segundo uma equipe da Universidade de Lund (Suécia), que demonstrou a eficácia da saliva juntamente com colegas das universidades de Copenhague e Odense (Dinamarca).
 
A equipe desvendou o processo responsável por fazer com que a saliva depositada sobre a ferida faz com que ela cicatrize mais rapidamente e resista às infecções.
Rede para bactérias
 
Nossa saliva é constituída por água e muco, entre outras coisas, e o muco desempenha um papel importante e estimula os glóbulos brancos do sangue a construir defesas contra invasores.
 
“Os glóbulos brancos estão, entre outros lugares, localizados também na mucosa oral, e eles representam a primeira linha de defesa do organismo contra agentes infecciosos. O muco da boca faz com que as células brancas do sangue se depositem para formar uma ‘rede’ que aprisiona as bactérias”, explicou o pesquisador Ole Sorensen.
 
Este mecanismo de aprisionamento não era desconhecido, tendo sido identificado pela primeira vez cerca de dez anos atrás.
 
O que o grupo descobriu agora é que essas redes formadas pela mucosa oral possuem propriedades especiais. Elas são muito melhores em capturar e matar as bactérias do que as redes produzidas pelos glóbulos brancos do sangue em outras partes do corpo.
 
Ou seja, parece que nossa saliva foi projetada para que lambêssemos nossos ferimentos – ou, conforme a preferência, cuspíssemos neles.
 
“Parece ser precisamente o muco na saliva que estimula os glóbulos brancos do sangue para formar estas redes eficazes de DNA e proteínas,” disse Sorensen.

 

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Saliva pode ser usada para detectar alterações ligadas ao Alzheimer

Saliva pode ser usada para detectar alterações ligadas ao Alzheimer

teste de salivaA Organização Mundial de Saúde estima que em todo o mundo 47,5 milhões de pessoas sofrem com demência, e de que a doença de Alzheimer é a causa mais comum. No entanto, a doença costuma ser diagnosticada somente em uma fase bastante tardia e técnicas de diagnóstico podem ser muito dispendiosas e invasivas. Agora, um estudo forneceu novas evidências de que a saliva, um fluido corporal facilmente obtido, poderia ser usada para detectar alterações relacionadas ao Alzheimer.

O pesquisador líder Shraddha Sapkota, um aluno graduado em neurociência pela Universidade de Alberta, relatou que o estudo mostrou uma forte associação entre certas substâncias na saliva e sua habilidade cognitiva.

Os participantes do estudo foram divididos em três grupos: pacientes com doença de Alzheimer (sete), aqueles com deficiência cognitiva leve (dez) e controles com envelhecimento cognitivo normal (dez). A análise dos espécimes salivares descobriu que níveis mais elevados de certos metabólitos no mal de Alzheimer e no grupo de deficiência cognitiva previram pior desempenho de memória episódica em comparação com o grupo controle. Níveis mais altos de outros metabólitos também previam velocidade mais lenta no processamento de informações, disseram os pesquisadores.

“A saliva é facilmente obtida, segura e acessível, e tem potencial promissor para a predição e controle do declínio cognitivo, mas estamos em fases muito iniciais deste trabalho e muito mais pesquisa é necessária”, disse Sapkota. “Igualmente importante é a possibilidade de usar saliva para encontrar alvos para o tratamento para endereçar o componente metabólico da doença de Alzheimer, que ainda não é bem compreendida. Este estudo nos aproxima de resolver esse mistério.”

O estudo foi realizado  como parte da University of Albert’s Victoria Longitudinal Study, de longo prazo, em larga escala e multi-facetada investigação do envelhecimento humano que visa investigar mudanças reais, variações e interações entre vários aspectos do envelhecimento cognitivo e influências de mudanças no envelhecimento.

Sapkota apresentou as conclusões do estudo, intitulado “Análises Metabolomicas de Amostras Salivares na Discriminação do Envelhecimento Normal, Comprometimento Cognitivo Leve e Grupo com Doença de Alzheimer e Produção de Biomarcadores na Predição da Performance Cognitiva”, na Conferência Internacional da Associação do Mal de Alzheimer. O encontro é o maior encontro de pesquisadores de todo o mundo com foco sobre a doença de Alzheimer e outras demências.​

 

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