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Denúncia contra a indústria do açúcar: algo preocupante é revelado

Denúncia contra a indústria do açúcar: algo preocupante é revelado

Ao que parece nos últimos 50 anos a indústria do açúcar tem tentado esconder os efeitos negativos que o açúcar pode realmente ter sobre a saúde humana. É o que revela um estudo recentemente publicado na revista científica PLOS Biology, que mostra que nesse período a indústria fez vários estudos com animais que provam os efeitos negativos da sacarose na saúde, e que acabaram não sendo divulgados.

A denúncia é feita por pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, que depois de uma revisão de vários documentos daquele setor descobriu que a Sugar Research Foundation financiou vários estudos com animais para avaliar os efeitos do açúcar sobre a saúde, estudos esses que foram cancelados por indícios de que a sacarose poderia estar relacionada com o câncer de bexiga.

Relação açúcar e câncer de bexiga

A análise feita pelos pesquisadores da universidade norte-americana revela também que a Sugar Research Foundation, que em 1968 mudou o seu nome para International Sugar Research Foundation, financiou também um estudo com ratos de laboratório para comparar os efeitos nutricionais do consumo de açúcar com os efeitos do consumo amido/glicose. Este estudo assinalou os efeitos cardiovasculares do açúcar e revelou alguns indícios de um aumento do risco de câncer de bexiga.

Stanton Glantz, um dos autores do estudo, informa que “esta análise sugere que a indústria sabia da pesquisa com animais e que interrompeu o seu financiamento para proteger os seus interesses comerciais”.

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Café pode prevenir doenças e aumentar os anos de vida

Café pode prevenir doenças e aumentar os anos de vida

Aqui está outro motivo para começar o dia com uma xícara de café: As pessoas que bebem café vivem mais tempo.

O consumo de café foi associado a um menor risco de morte devido a doenças cardíacas, câncer, acidente vascular cerebral, diabetes e doenças respiratórias e renais.

Partindo de uma população de centenas de milhares de pessoas e acompanhando-as durante quase duas décadas, as pessoas que consumiam uma xícara de café ao dia mostraram-se 12% menos propensas a morrer no período em comparação com aquelas que não bebiam café. Esta associação foi ainda mais forte para aquelas que bebiam de duas a três xícaras por dia – uma chance de morrer 18% menor.

E há outra novidade: A mortalidade menor mostrou-se presente independentemente de as pessoas beberem café comum ou café descafeinado, sugerindo que a associação não está ligada à cafeína.

E talvez ainda mais importante: Todos estes resultados foram agora aferidos para a maioria dos grupos étnicos, incluindo afro-americanos, japoneses-americanos, latinos e brancos.

“Não podemos dizer que beber café prolongará sua vida, mas vemos uma associação. Se você gosta de tomar café, beba! Se você não é um bebedor de café, então você precisa considerar se você deve começar,” disse a professora Veronica Setiawan, da Universidade Sul da Califórnia (EUA).

Café é bom para todos

O estudo, publicado na revista médica Annals of Internal Medicine, utilizou dados do Estudo de Coesão Multiétnica, um esforço colaborativo entre o Centro de Câncer da Universidade do Havaí e a Faculdade de Medicina da USC envolvendo mais de 215 mil participantes.

Uma das grandes novidades deste estudo foi atestar os resultados para várias etnias.

“Até agora, poucos dados estavam disponíveis sobre a associação entre consumo de café e mortalidade em não-brancos nos Estados Unidos e em outros lugares,” escreveram os pesquisadores. “Essas investigações são importantes porque os padrões de estilo de vida e os riscos de doenças podem variar substancialmente em diferentes origens raciais e étnicas, e os resultados em um grupo podem não se aplicar necessariamente a outros”.

Como a associação foi registrada em quatro etnias diferentes, Setiawan e seus colegas afirmam que agora é seguro dizer que os resultados se aplicam a todos os grupos.

Manchas nos dentes

Assim como o vinho tinto, o chá e o café são conhecidos por causar manchas amareladas e amarronzadas nos dentes. Mas qual deles traz os piores efeitos?

Especialistas em odontologia da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, parecem concordar que os pigmentos naturais do chá tendem a aderir mais ao esmalte dos dentes do que os do café – principalmente em quem usa um enxaguante bucal contendo o antisséptico clorexidina, que atrai e se “cola” a essas partículas.

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Um elemento fundamental para a sua saúde

Um elemento fundamental para a sua saúde

Selênio em castanhaO selênio é um elemento micronutriente mineral, um dos mais importantes antioxidantes, e por consequência fundamental para o funcionamento e manutenção do organismo dos seres humanos.

A presença de selênio é essencial para a formação de uma enzima batizada de glutationa peroxidase. Essa enzima é uma das mais poderosas na hora de neutralizar os radicais livres, aquelas moléculas que, se abundam no corpo, causam todo o tipo de problema – inclusive a morte de neurônios e a rede formada por eles. Já se observou, em um estudo brasileiro, que pessoas com comprometimento cognitivo tinham uma deficiência muito maior de selênio. Mais: uma castanha por dia se mostrou suficiente para melhorar a função cognitiva de voluntários idosos.

Além do cérebro, a tireoide funciona melhor quando o selênio está presente. Tudo porque o mineral contribui para a produção correta dos seus célebres hormônios, o T3 e o T4. Devido à forte ação antioxidante, não é de espantar que o nutriente ainda seja associado à prevenção de doenças cardíacas. E a proteção do peito não tem a ver só com selênio. A castanha acumula gordura insaturada, versão que contribui para a queda dos níveis de colesterol ruim no sangue.

Por causa do conteúdo gorduroso, existe a orientação de comê-la antes das principais refeições. Isso porque esse nutriente costuma demorar mais tempo para ser digerido pelo corpo. Trocando em miúdos: prolonga a sensação de saciedade. Então, ao ficar diante de pratos e travessas, a tendência é pegar mais leve.

Com tantos pontos fortes, dá até vontade de se entupir dessa oleaginosa. Mas segure a tentação e não faça isso. A riqueza em selênio é bacana, só que abusar do mineral acarreta prejuízos. Os mais comuns são mau hálito, unhas fracas e quebradiças, alterações na pele e queda de cabelo. O valor considerado excessivo, segundo os experts, é de 800 microgramas – nada impossível de atingir. Claro: ninguém precisa se martirizar se abusar uma vez ou outra. O perigo é fazer isso sempre. Sem falar no risco de se entupir de gordura… Por mais positiva que ela seja, carrega muitas calorias – recado que, diga-se, se estende a outras oleaginosas. Aí a cintura paga o pato.

Outras oleaginosas que não se pode esquecer

Nozes

O fruto da nogueira tem sido muito estudado. Oferece bastante magnésio, mineral essencial para combater a fadiga e proteger os ossos e, entre a família das nuts, é uma das opções mais ricas em gordura poli-insaturada. Como é calórica, nada de abusar.

Castanha-de-caju

É uma das campeãs em gorduras monoinsaturadas – em três unidades, são cerca de 2 gramas. Ela ainda esbanja fósforo, nutriente importante para diminuir o risco de osteoporose, e potássio, que ajuda a espantar a hipertensão.

Amêndoa

Estudos indicam que, devido à associação de gorduras monoinsaturadas e fibras, o fruto da amendoeira ajuda a controlar os picos de glicose e contribui para o emagrecimento. A vitamina E, um tremendo antioxidante, também dá as caras nesse alimento.

Pistache

Depois da amêndoa, é a oleaginosa com menos gordura saturada, problemática para o peito. Ele carrega cálcio, o mineral dos ossos fortes, e tem um teor legal de vitamina B6, nutriente que ajuda na formação de serotonina, por trás da sensação de bem-estar.

Amendoim

Também é aliado da boa forma, por causa das gorduras e fibras. Quando ele entra na rotina, a tendência é ver o colesterol ruim, o LDL, cair, o que reduz a probabilidade de doenças cardíacas. Só fuja das versões salgadas ou coloridas, cheias de sódio.

Avelã

Possui propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Tem ácido fólico, substância capaz de baixar os níveis de homocisteína, associada a perrengues cardíacos. Mas pegue leve nas versões torradas e abastecidas de açúcar ou que servem de cobertura para doces.

Recomendação

Há algumas estratégias pra aproveitar melhor o conteúdo das oleaginosas. Em primeiro lugar, tem que guardá-las na geladeira e em um pote fechado – isso evita a oxidação das gorduras. Outro cuidado é ficar atento ao fogo. O selênio, por exemplo, some em um forno a mais de 150 graus.

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A segurança das restaurações de amálgama está na berlinda

A segurança das restaurações de amálgama está na berlinda

arcada restaurada em amalgamaEmbora os potenciais efeitos adversos do mercúrio na saúde tenham sido temas de debate por muito tempo, ainda estava incerto sobre quais materiais utilizados em restauração afetam os níveis do mercúrio no corpo. Um novo estudo descobriu que pessoas com múltiplas restaurações exibiram de modo significativo níveis elevados de mercúrio no sangue quando comparadas com pessoas sem restaurações dentárias.

O estudo, que analisou dados de quase 15.000 indivíduos, é o primeiro a demonstrar uma relação entre restaurações dentárias e exposição ao mercúrio em uma população nacional representativa. Os pesquisadores descobriram que pacientes com mais de oito restaurações tenham cerca de 150 por cento a mais de mercúrio no sangue do que pessoas sem nenhuma.

Eles analisaram a exposição por tipos específicos de mercúrio e descobriram um aumento significativo de metilmercúrio, a forma mais tóxica de mercúrio, associado à restauração dentária, sugerindo que a microbiota intestinal, micro-organismos que vivem nos intestinos, pode alterar diferentes tipos de mercúrio.

A exposição ao mercúrio derivada de restauração dental não é uma preocupação nova, mas estudos anteriores eram inconsistentes e limitados, de acordo com o Dr. Xiaozhong Yu, co-autor e professor assistente em Environmental Health Science na Faculdade de Saúde Pública da Universidade da Georgia. “Este estudo está tentando fornecer níveis mais apurados de exposição que serão base científica para avaliações de riscos no futuro”, disse Yu.

O que pensa a ADA sobre a segurança do amálgama

Em resposta ao estudo, a Associação Dentária Americana (ADA) fez uma declaração pública no final de setembro onde explicou que mantém o posicionamento da associação sobre amálgama dentária. “Os níveis do mercúrio citados no estudo não excederam o nível que de acordo com a Academia Nacional de Ciências seria considerado a causar efeitos adversos na saúde. Desta forma, nenhuma conclusão sobre a segurança da amálgama dentária deve ser retirada desse estudo. Em adição, o estudo usou dados que incluíam dois tipos de materiais: compósito, que não contém mercúrio, e amálgama, feita da combinação de metais incluindo prata, cobre, estanho e mercúrio. É importante notar que o estudo não diferencia os dois materiais, portanto suas descobertas podem ser propensas à interpretação abusiva”, declarou a ADA.

A ADA e a Food and Drug Administration dos EUA consideram a amálgama dentária segura para adultos. Entretanto, advertem seu uso em grávidas e crianças com idade inferior a 6 anos.

O estudo, intitulado “Associations of blood mercury, inorganic mercury, methyl mercury and bisphenol A with dental surface restorations in the U.S. population, NHANES 2003–2004 and 2010–2012”, será publicado em dezembro na edição da revista Ecotoxicology and Environmental Safety. Foi conduzido pelos pesquisadores da Universidade da Georgia e da Universidade de Washington.

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Paracetamol usado durante a gestação pode gerar problemas de comportamento na infância

Paracetamol usado durante a gestação pode gerar problemas de comportamento na infância

gravidez e paracetamolExaminar as associações entre problemas comportamentais na prole e (1) o uso materno do acetaminofeno (paracetamol) durante o pré-natal, (2) o uso materno de acetaminofeno no período pós-parto e (3) o uso de acetaminofeno pelo parceiro, foi realizado um estudo conhecido como Avon Longitudinal Study of Parents and Children (ALSPAC).

De fevereiro de 2015 a março de 2016, foram coletados e analisados dados do estudo ALSPAC, uma coorte prospectiva de nascimentos, incluindo 7.796 mães inscritas nesta pesquisa, entre 1991 e 1992, juntamente com seus filhos e parceiros. O uso de acetaminofeno foi avaliado por preenchimento de questionário na 18ª e 32ª semanas de gravidez e quando a criança tinha 61 meses de vida.

Análise que gerou os resultados

Os principais resultados e medidas foram os relatos maternos de problemas comportamentais, utilizando o questionário Strengths and Difficulties Questionnaire (SDQ) quando as crianças tinham 7 anos de idade. Estimou-se as taxas de risco (RR) para problemas comportamentais em crianças após a exposição ao acetaminofeno no pré-natal, no pós-parto e com a exposição do parceiro, e cada associação foi mutuamente ajustada.

O uso materno de paracetamol no pré-natal na 18ª semana (n=4415; 53%) e na 32ª semana de gestação (n=3381; 42%) foi associado a maiores chances de ter problemas de conduta (RR 1,42; IC 95% 1,25-1,62) e sintomas de hiperatividade (RR 1,31; IC 95% 1,16-1,49), enquanto o uso materno de acetaminofeno na 32ª semana também foi associado a maiores chances de ter sintomas emocionais (RR 1,29; IC 95% 1,09-1,53) e dificuldades totais (RR 1,46; IC 95% 1,21-1,77).

Este não era o caso do uso materno de paracetamol no pós-parto (n=6916; 89%) ou pelo parceiro (n=3454; 84%). As associações entre o uso materno de paracetamol no pré-natal e todos os domínios do SDQ permaneceram inalterados mesmo após o ajuste para uso materno no pós-natal ou o uso de acetaminofeno pelo parceiro.

Conclusão

As crianças expostas ao acetaminofeno antes do nascimento têm um risco aumentado de múltiplas dificuldades comportamentais e as associações não parecem ser explicadas por fatores comportamentais ou sociais não medidos ligados ao acetaminofeno, já que não são observadas para o uso de acetaminofeno no pós-natal ou o uso pelo parceiro. Embora estes resultados possam ter implicações para a saúde pública, mais estudos são necessários para replicar os resultados e compreender os mecanismos possivelmente envolvidos.

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Informação amarga sobre o adoçante Sucralose

Informação amarga sobre o adoçante Sucralose

sucraloseJá discutimos o assunto sobre os riscos associados ao uso do adoçante Sucralose, notadamente quando adicionado a bebidas quentes. Voltamos a esse tema e desta vez numa abordagem mais detalhada por considerá-lo de alta relevância para todos que atuam no segmento odontológico, como importantes formadores de opinião que são.

Não é de hoje que os adoçantes artificiais dividem opiniões. Eles protagonizam com frequência a arena de debates porque, embora sejam valiosos a quem precisa reduzir drasticamente a ingestão de açúcar (caso de pessoas diabéticas ou muito acima do peso), vira e mexe surge uma história de que teriam efeitos adversos sobre o organismo. Esse receio, no entanto, parecia injustificado, já que a maioria dos produtos é aprovada pelos principais órgãos de saúde do planeta. Só que agora a discussão volta a esquentar, e por motivos que nada têm a ver com teorias da conspiração. Um experimento inédito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) descobriu que, quando aquecido, o adoçante mais popular atualmente gera substâncias tóxicas e capazes de se acumular no organismo.

Sucralose: libera substância cancerígena quando exposta ao calor

Em termos científicos, a sucralose é “quimicamente instável”, ou seja, sua composição se altera se ela é exposta a altas temperaturas. Isso acontece quando despejamos o pó ou pingamos as gotas no cafezinho e no chá ou adoçamos a mistura do bolo que vai ao forno. A pesquisa liderada pelo professor Rodrigo Ramos Catharino, da Faculdade de Farmácia da Unicamp, é a primeira a demonstrar que esse tipo de adoçante chega a liberar moléculas primas-irmãs do benzopireno, já comprovadamente cancerígena e encontrada até no cigarro. É ou não é de amargar?

Substâncias nocivas que podem se acumular no corpo

O achado da equipe de Catharino é tão impactante que foi publicado em um dos periódicos da revista Nature, uma das mais prestigiadas no mundo científico. Com ele, soou o alerta: seria realmente perigoso lançar mão da sucralose em bebidas e alimentos quentes? De acordo com Catharino, as moléculas que nascem desse adoçante no momento da quentura seriam ainda mais nocivas que o benzopireno por causa do cloro, componente da fórmula que eleva seu grau de instabilidade. E há outra razão para se preocupar. Tais substratos conseguem se acumular nas reservas de gordura do corpo – assim, não seriam facilmente eliminados do organismo.

Evite adicionar Sucralose a bebidas quentes

As descobertas acionam um alarme, mas pedem cautela. Como as moléculas acabam de ser reveladas, o próximo passo é investigar seus verdadeiros efeitos na saúde humana. Catharino ressalta que os testes comprovaram o perfil instável e potencialmente danoso da sucralose apenas em situações de temperaturas elevadas. “Por ora, a sugestão é não consumir o produto quando ele é aquecido”, orienta. Segundo o farmacêutico, a própria indústria deveria apurar a questão e rever seus rótulos, uma vez que alguns deles estampam que o produto pode ser aquecido e levado ao forno. “O objetivo da nossa pesquisa é tornar o uso do adoçante mais seguro”, justifica. Recorrer à sucralose em um suco, por exemplo, não traria problema algum.

É claro que ainda existem divergências e ponderações no ar. O médico Bruno Geloneze, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), acredita que a sucralose continua segura dentro do cafezinho porque o estudo identificou a instabilidade em temperaturas na casa dos 98 °C. “Na hora em que se coloca o líquido na xícara, mesmo que isso seja super-rápido, ele já terá esfriado um pouco”, raciocina. “Ninguém faz chá ou café colocando o adoçante na água para ferver. Se fazia, agora não pode fazer mais”, brinca o endocrinologista.

Geloneze avalia, no entanto, que devemos aceitar uma das lições do trabalho: evitar o emprego da sucralose em receitas que passam pelo forno – nessa circunstância, é alta a probabilidade de o produto sofrer aquelas transformações químicas. Aliás, para os diabéticos e sujeitos acima do peso que não querem se arriscar enquanto aguardam as novas respostas da ciência, o membro da Sbem lembra que o açúcar branco não configura uma boa alternativa. A melhor saída nesses casos continua sendo outros adoçantes não calóricos ou com baixo teor energético.

A defesa da Indústria

O fato é que o experimento da Unicamp já começou a repercutir. “Muitas pessoas têm falado pra mim que pararam de usar adoçante”, relata Catharino. Mas a indústria rebate os receios e um eventual alarmismo. “Não temos nenhuma dúvida sobre a segurança para consumo da sucralose. Não podemos mudar a conduta baseados apenas em um estudo”, diz a nutricionista Elaine Moreira, consultora da Linea, uma das principais fabricantes de sucralose no país. A especialista conta que a segurança do produto está comprovada até mesmo no processo de pasteurização, que submete a comida a altas temperaturas e depois a resfria. “Mais pesquisas precisam ser feitas, inclusive sobre a interação do adoçante com outros alimentos. Devemos considerar, porém, que a quantidade de sucralose nas receitas é muito pequena”, pondera.

O vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Para Fins Especiais e Congêneres, Carlos Gouvêa, ressalta que a sucralose é aprovada tanto pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como pela Joint Expert Comission of Food Aditives, ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS). Sobre os achados da Unicamp, Gouvêa acredita que, apesar dos resultados, o ingrediente permanece seguro. “O adoçante normalmente é adicionado à bebida e logo consumido. Não haveria tempo para que ocorresse qualquer decomposição”, afirma.

Recomendação da SBD

Enquanto a indústria ainda digere as informações, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) se adiantou para emitir um parecer em cima das revelações da pesquisa. Em texto assinado pela nutricionista Débora Bohnen Guimarães, a SBD recomenda o uso da sucralose em baixas temperaturas e uma “alimentação livre de aditivos”. Ainda declara que, caso seja necessário o uso de adoçantes artificiais, “estes devem ser consumidos com moderação e conforme indicado, respeitando um rodízio dos tipos de adoçantes existentes no mercado para não ocorrer grande exposição a uma só substância”.

Nota do Conselho Federal de Nutricionistas

Nessa linha, o Conselho Federal de Nutricionistas divulgou uma nota neste ano orientando os profissionais a receitarem “adoçante artificial apenas a pacientes com necessidade clínica específica”. O posicionamento saiu depois de o Instituto Nacional de Câncer (Inca) ter declarado que o consumo de adoçantes artificiais “está associado ao desenvolvimento de algumas doenças, inclusive o câncer”. Recentemente, a própria sucralose foi apontada, com alta prioridade, para passar por avaliação do Grupo Consultivo da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, que se debruça sobre o perfil de risco de diversos compostos.

Discussões à parte, não dá pra negar que os adoçantes têm um papel a cumprir quando falamos na perda de peso e no controle da glicemia. Os levantamentos mais recentes registram um aumento contínuo nos índices de obesidade e diabete – e o Brasil se encontra particularmente em situação crítica. Manter o açúcar na dieta muitas vezes não é uma opção a essa parcela da população. Daí a necessidade de estabelecer um uso inteligente dos adoçantes, respeitando indicações e peculiaridades. Outro caminho é reeducar o paladar e se adaptar a receitas menos doces, ao azedinho do suco e, por que não, ao amargo do café.

O natural é a melhor opção?

O maior representante da classe é o estévia, que tem forte apelo com o público e é priorizado por alguns especialistas. A última cartilha sobre adoçantes da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres diz, porém, que os naturais não são necessariamente melhores que os artificiais. Todos precisam passar por testes para provar perfil de segurança. O estévia não é calórico e estudos associam seu uso a menos cáries e melhor controle da pressão. “Não temos nenhum relato de alguém que consumiu o produto e passou mal”, diz Airton Goto, diretor industrial da fabricante Stevita. A desvantagem recai no preço, cerca de 50% mais caro que o da sucralose.

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Sucralose: doce risco

Sucralose: doce risco

colher de sucraloseUm estudo feito na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) revelou que o adoçante artificial sucralose – o mais consumido no mundo e, até agora, considerado pelas agências sanitárias o mais seguro – pode se tornar instável e liberar compostos potencialmente tóxicos ao ser aquecido a 98 ºC.

Os resultados do estudo, apoiado pela FAPESP, foram publicados na revista Scientific Reports, do grupo Nature.

“Trabalhos anteriores haviam mostrado que a sucralose se degrada em altas temperaturas – não usuais no dia a dia. Porém, observamos que isso também ocorre a 98 ºC, calor facilmente atingível durante o preparo de alimentos. Foi uma surpresa”, disse Rodrigo Ramos Catharino, professor na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) e coordenador do Laboratório Innovare de Biomarcadores da Unicamp.

A sucralose é uma substância criada em laboratório a partir da modificação química da molécula de sacarose, o açúcar de mesa.

À estrutura original são acrescentados três átomos de cloro, o que aumenta em 400 vezes o dulçor e impede a sucralose de se decompor durante a digestão e de ser usada como fonte de energia pelo organismo.

Seu uso é liberado sem restrições pelos principais órgãos de segurança alimentar no mundo, incluindo o Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, o Joint Expert Committee on Food Additivies (JECFA), da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no Brasil.

Porém, ao aquecer a substância em banho-maria por cerca de 2 minutos, os pesquisadores da Unicamp notaram a liberação de compostos organoclorados tanto no gás proveniente da fervura como na fase sólida, ou seja, no caramelo que se formou após a fusão da sucralose.

Essa classe de compostos é considerada potencialmente tóxica e tem efeito cumulativo no organismo.

As análises foram feitas com auxílio de técnicas como termogravimetria, espectrometria de massas e espectroscopia no infravermelho.

“No gás, observamos a presença de ácido clorídrico, que pode ser irritante se inalado. Na fase sólida, encontramos hidrocarbonetos policíclicos aromáticos clorados (HPACs), uma classe de substâncias recentemente descoberta, sobre a qual se sabe muito pouco”, disse Catharino.

Segundo o pesquisador, o efeito mutagênico e carcinogênico de compostos correlatos aos HPACs, como os HPAs (hidrocarbonetos policíclicos aromáticos), já está bem estabelecido na literatura científica.

As principais fontes de exposição a esses mutagênicos são a poluição ambiental proveniente da queima de combustíveis fósseis e o cigarro.

“São necessários novos estudos para avaliar os efeitos dos HPACs no organismo humano. Mas é bem provável que, por causa da presença de átomos de cloro nas moléculas, elas sejam ainda mais reativas que os HPAs clássicos”, disse.

Doce risco

As análises que deram origem ao artigo foram feitas durante o doutorado de Diogo Noin de Oliveira, no âmbito de um Projeto Temático dedicado a investigar disfunções mitocondriais e processos metabólicos associados a doenças como diabetes, obesidade e dislipidemia – “Metabolismo energético, estado redox e funcionalidade mitocondrial na morte celular e em desordens cardiometabólicas e neurodegenerativas”.

“Decidimos estudar os adoçantes por serem produtos muito usados por portadores dessas doenças. Começamos pela sucralose, o mais consumido de todos. Como temos a intenção de usar a substância em experimentos com animais, na formulação de ração, achamos melhor antes caracterizar o produto e fazer testes de estabilidade”, contou Catharino.

Uma das principais formas de se medir a estabilidade de um composto, explicou o pesquisador, é aquecê-lo.

No experimento feito em laboratório, foi usada a sucralose comercial pura – a mesma empregada pela indústria farmacêutica e alimentícia no preparo de seus produtos.

“É um pouco diferente da sucralose encontrada nas gôndolas dos supermercados, que vem misturada com outros aditivos para ganhar corpo. Se esses aditivos protegem a sucralose da degradação pelo aquecimento ou se potencializam o efeito tóxico do adoçante é algo que ainda não sabemos. Precisa ser estudado”, explicou o pesquisador.

Na próxima etapa da pesquisa, o grupo pretende testar o efeito do caramelo formado pela fusão da sucralose em culturas de células humanas e em experimentos com camundongos.

Além disso, os cientistas intencionam verificar se, ao ser aquecida junto com alimentos, a sucralose também se degrada e libera compostos organoclorados.

Entre os passos futuros está ainda a análise da estabilidade e dos subprodutos gerados pela degradação de outras classes de adoçantes artificiais.

Em um estudo publicado em 2012 na revista Food Chemistry, o grupo mostrou que a estévia – adoçante natural extraído da planta Stevia rebaudiana – torna-se instável em contato com alimentos ácidos, como refrigerante ou café, liberando glicose e também um esteviol com potencial efeito cancerígeno e abortivo.

“É importante frisar que nosso objetivo não é prejudicar os produtores desses produtos ou a indústria de alimentos e sim alertar o consumidor para que faça um uso consciente”, disse Catharino.

O artigo Thermal degradation of sucralose: a combination of analytical methods to determine stability and chlorinated byproducts(doi:10.1038/srep09598), de Diogo N. de Oliveira, Maico de Menezes e Rodrigo R. Catharino, pode ser lido em www.nature.com/articles/srep09598.

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Novas recomendações para a duração do sono

Novas recomendações para a duração do sono

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A importância de um sono adequado para a saúde é amplamente conhecida. No entanto, a quantidade de sono que uma pessoa precisa depende da idade, do indivíduo, etc. Um painel de especialistas multidisciplinares da Fundação Nacional do Sono dos EUA publicou novas recomendações de intervalos de sono para diferentes faixas etárias. Os intervalos recomendados foram publicados em “Sleep Health: The Official Journal of the National Sleep Foundation”.

As recomendações incluem um intervalo específico considerado ideal para cada faixa etária. Além disso, também incluem uma duração maior, o que pode ser conveniente e adequado para algumas pessoas, bem como o número de horas mínimas e máximas. Em comparação às diretrizes anteriores, o intervalo recomendado aumentou para a maioria das faixas etárias.

Em recém-nascidos (até três meses) recomenda-se uma duração do sono diária de catorze a dezessete horas, em bebês (quatro a onze meses) de doze a quinze horas e em crianças (um a dois anos) de onze a catorze horas. Na idade pré-escolar (três a cinco anos), os especialistas recomendam dez a treze horas de sono e na idade escolar (seis a treze anos) nove a onze horas. Em adolescentes, a duração do sono ideal recomendada é de oito a dez horas, e em pós-adolescentes (18 a 25) e adultos (26 a 64) de sete a nove horas. Em adultos mais velhos (acima de 65 anos) recomenda-se dormir de sete a oito horas.

“As recomendações da Fundação Nacional do Sono para a duração do sono ajudarão indivíduos a programar o sono de acordo com o intervalo saudável. Estas recomendações também servem como um ponto inicial útil para os indivíduos discutirem seu sono com seus médicos”, afirmou David Cloud, chefe da Fundação Nacional do Sono.

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