Nanopartículas antibacterianas: uma revolução na odontologia

Nanopartículas antibacterianas: uma revolução na odontologia

nanopartículas antibacterianasNanopartículas antibacterianas, guarde este nome. Você ainda vai ouvir muito falar sobre elas nos próximos anos.

Poucas pessoas percebem que, ao sair do consultório do dentista, seu novo preenchimento, implante ou restauração dental já está sendo alvo de milhões de bactérias orais.

Logo, as bactérias formam biofilmes. Daí metabolizam açúcares e outros carboidratos em ácidos. Ácidos que podem dissolver estruturas dentárias e rachaduras.
Metade de todas as restaurações falham em 10 anos. Ou acabam levando a novas cáries ou outras chamadas de “cáries secundárias”.

A substituição de restaurações que falham devido a rachaduras e cáries secundárias é responsável por cerca de 60% de todas as restaurações dentárias realizadas nos EUA. Isto a um custo estimado de mais de US $ 5 bilhões por ano.

Nanopartículas antibacterianas, geradas a partir de nova técnica

Pesquisadores do Laboratório Nacional de Oak Ridge estão usando uma nova técnica : o espalhamento de nêutrons. O objetivo é estudar como as nanopartículas antibacterianas podem ser adicionadas às resinas adesivas. Resinas que são usadas pelos dentistas para fortalecer a ligação entre um dente e seu preenchimento composto polimérico.

“A camada adesiva aplicada por um dentista antes do preenchimento de uma cavidade é fundamental para o sucesso da restauração. Isto porque os materiais poliméricos usados ​​em restaurações podem promover o crescimento de biofilmes. Afirmou Fernando Luis Esteban Florez, do Centro de Ciências da Saúde da Universidade de Oklahoma.

Além disso, pequenas imperfeições na superfície adesiva podem levar a rachaduras em estágio inicial. Rachaduras que também contribuem para o fracasso das restaurações.

Resina adesiva e nanopartículas antibacterianas

Idealmente, disse Esteban Florez, uma resina adesiva teria propriedades antibacterianas e suportaria o crescimento da dentina. Dentina, a camada macia sob a superfície dura do esmalte de um dente. Essa resina ajudaria a eliminar pequenas lacunas na camada adesiva.

Com essa pesquisa, os pesquisadores desenvolveram uma resina adesiva dental experimental contendo partículas de dióxido de titânio em nanoescala modificadas.

Eles estudaram amostras da resina adesiva usando dispersão de nêutrons de pequeno ângulo no Reator Isotópico de Alto Fluxo do ORNL para determinar a forma ideal. E também as modificações e dispersão das partículas.

“Ao criar a resina adesiva, modificamos a superfície das nanopartículas de Dióxido de titânio com silanos e proteínas. Isto permitiu melhorar tanto a função das nanopartículas antibacterianas na matriz polimérica quanto a capacidade desses materiais de estabelecer ligações covalentes com as proteínas de ocorrência natural de um dente”. disse Rondinone.

“O benefício de usar o instrumento de linha de luz Bio-SANS no HFIR é que os nêutrons podem nos dizer como as proteínas se ligam ao N_TiO2. E também como as partículas se dispersam.”

Primeiros resultados

Os primeiros resultados mostram que as nanopartículas antibacterianas se dispersam bem e são compatíveis com a resina adesiva.

Outros experimentos mostraram que a nova resina adesiva exibe atividade antibacteriana ativa sob demanda quando irradiada pela luz visível. Também efeitos antibacterianos passivos, em contato mesmo na escuridão. Tal capacidade dupla poderia permitir que um dentista utilizasse a luz para dar início à atividade antimicrobiana do adesivo antes de preencher a cavidade. Posteriormente, o adesivo serviria como uma barreira antibacteriana baseada em contato de longo prazo.

Próximos passos

Um dos próximos passos para os pesquisadores é usar o espalhamento de nêutrons para avaliar as nanopartículas quanto à bioatividade potencial.

Espalhamento ou dispersão de nêutrons  é um processo de dispersão em que um feixe de nêutrons interage com a matéria.

O objetivo é criar meios para promover a automontagem do material dental natural adjacente à restauração.

Estudos mostraram que as nanopartículas podem iniciar o crescimento de estruturas cristalinas e guiá-las a se ligarem quimicamente aos dentes.

Hidroxiapatita

Os pesquisadores pretendem funcionalizar as partículas de N_TiO2 para produzir cristais de hidroxiapatita.
A hidroxiapatita é o principal componente da dentina, que poderia promover o crescimento da camada de dentina para minimizar as lacunas na interface adesiva.

O pesquisador acrescentou: “Graças ao programa do usuário no ORNL, até mesmo alguém como eu, um dentista com treinamento limitado em tecnologias científicas avançadas, pode testar uma hipótese com a ajuda de alguns dos principais cientistas da área, usando nêutrons de classe mundial.

Além disso, esperamos poder oferecer aos dentistas uma nova e melhor ferramenta que proporcione aos seus pacientes sorrisos mais duradouros ”.

nanopartículas antibacterianasO que é a nanotecnologia?

Nanotecnologia é o entendimento e controle da matéria em nanoescala. Nos referimos à escala atômica e molecular. Ela atua no desenvolvimento de materiais e componentes para diversas áreas de pesquisa como odontologia, medicina, eletrônica, ciências, ciência da computação e engenharia dos materiais.

Um dos princípios básicos da nanotecnologia é a construção de estruturas e novos materiais a partir dos átomos. O objetivo é elaborar estruturas estáveis e melhores do que se estivessem em sua forma “normal”. Isso porque os elementos se comportam de maneira diferente em nanoescala.

A nanotecnologia e os benefícios que pode trazer à odontologia já foram destaque em uma matéria anterior aqui do blog Dentalis.

Qual o tamanho de um nanômetro?

Em 1 metro há 1 bilhão de nanômetros. Para se ter uma ideia melhor, a espessura de uma folha de jornal tem cerca de 100.000 nanômetros de espessura, já o DNA humano tem apenas 2,5 nanômetros de diâmetro.

Através da nanotecnologia, a ciência pode desenvolver materiais e componentes melhores. Isto porque os mesmos materiais, quando em escala nanométrica, têm comportamento diferente. Ganham propriedades e características diferentes que podem ser a solução para muitos problemas de nosso dia a dia. A chegada das nanopartículas antibacterianas é muito bem vinda.

Fontes: MedicalXpress, Canaltech
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Genética e cáries dentais: a genética pode favorecer as cáries?

Genética e cáries dentais: a genética pode favorecer as cáries?

genética e cáries dentais

Ao que parece genética e cáries dentais não guardam relação. Foi o que um estudo australiano recente evidenciou. Demonstrando que a composição genética não predispõe as pessoas às cáries dentais.
No entanto, a pesquisa descobriu que crianças com mães com excesso de peso são mais propensas a ter cáries.

Este estudo foi baseado em um artigo publicado na última edição da revista Pediatrics. Estima que uma em cada três crianças australianas tem cáries no momento em que começam a frequentar a escola.

Metodologia do estudo – relação da genética e cáries dentais

O estudo analisou os dentes de 173 pares de gêmeos (idênticos e não-idênticos). Do período da gravidez até os seis anos de idade.

A relação entre a genética e cáries dentais não tem sido muito estudada.

O estudo em questão é o primeiro que analisa a genética de gêmeos e sua relação com doença e estilo de vida.

Descobrimos que gêmeos idênticos, com genomas idênticos, têm graus variados de cárie.
Assim, fatores ambientais, como a falta de flúor na água, parecem ser a principal causa de cáries dentais e não da genética.

Influência da mãe na saúde bucal da criança

A pesquisa encontrou uma ligação entre a saúde e o estilo de vida da mãe durante a gravidez e a futura saúde bucal da criança.
A obesidade na gravidez aparece como um marcador de risco aumentado de cárie dentária infantil nesta pesquisa.

A relação entre obesidade materna e cárie dentária infantil é complexa.
Talvez o peso da mãe tenha uma influência biológica no feto em desenvolvimento. Ou talvez o risco de cáries se eleve devido ao aumento do consumo de açúcares por parte das crianças.

Resultados – em números

Um em cada três dos gêmeos estudados (32,2 %) apresentou cárie dentária. Quase um em cada quatro (24,1 %) apresentou cáries em estágio avançado.

O pesquisador reafirma que as pessoas não devem levar em conta a relação da genética com as cáries dentais.

Pessoas que acham que a saúde de seus dentes está ligada à sua genética estão equivocadas.
Acreditando na hipótese genética, as pessoas podem assim não estar preparadas para fazer mudanças importantes no estilo de vida. Afirmou o pesquisador.

Educação em saúde

Os resultados reforçam o quanto importante é para dentistas e pais a educação das crianças nos primeiros anos de vida.

Educação para com os cuidados preventivos a fim de prevenir o aparecimento das cáries dentais.

Cuidar da saúde bucal é cuidar da saúde do corpo

A cárie dentária é um sério problema de saúde. Existem fortes evidências da ligação entre cáries infantis e o desenvolvimento de diabetes e doenças cardiovasculares mais tarde na vida. Já destacamos aqui no blog Dentalis neste artigo a relação entre uma saúde bucal precária e os consequentes riscos à saúde do corpo.

A cárie dental também é a principal causa de internação hospitalar evitável em crianças australianas, o estudo apontou.

Em 2011, no Departamento de Saúde de Victoria (Austrália), mais de 26.000 australianos com menos de 15 anos de idade tiveram internação hospitalar para tratamento de cárie dental.

Estudo com gêmeos

O estudo demonstrou as vantagens da pesquisa com gêmeos. Possibilita a descoberta da relação entre as condições de saúde, efeitos da vida precoce e fatores de risco. Além, é claro, da relação entre a herança genética e cáries dentais.

É importante que essa pesquisa seja replicada em outros estudos que acompanham crianças até a idade adulta. Importante também que outros fatores de risco para a cárie dentária sejam analisados.

Estudo – quem foram os pesquisados

Este último estudo coletou dados sobre os gêmeos com 24 e 36 semanas de idade gestacional, no nascimento, 18 meses e seis anos de idade. Isso incluiu um exame odontológico aos seis anos de idade.

Questionários sobre o peso da mãe, doenças, uso de medicamentos, níveis de vitamina D, estresse, consumo de álcool e tabagismo foram coletados durante a gravidez.

genética e cáries dentais

O Outro lado

A pesquisadora e professora do Programa de Pós-Graduação em Odontopediatria da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) da USP, Erika Calvano Kuchler, investigou marcadores genéticos específicos do DNA.

Marcadores que mostram as diferenças entre duas ou mais pessoas da população brasileira, para avaliar se existe relação entre genética e cáries dentais.

O objeto do estudo foi identificar a possibilidade de que a variação em microRNAs pode estar envolvida na susceptibilidade de uma pessoa apresentar cárie dentária. Os microRNAs são estruturas genéticas conservadas ao longo da evolução que regulam a expressão do DNA.
É possível que microRNAs funcionem como um biomarcador para a cárie, de acordo com o perfil genético do paciente.
Isso explicaria o fato de existirem pessoas que sofram de cáries dentais mesmo tendo cuidados com a higiene bucal, segundo a pesquisadora.

A pesquisa

Foram selecionadas 222 crianças de Ribeirão Preto, 678 do Rio de Janeiro e 90 de Manaus. Elas tiveram saliva coletada como fonte de DNA genômico. Os resultados preliminares do estudo nessas três populações apresentaram diferenças genéticas entre as crianças para propensão à cárie dental.
Ao que parece o ambiente em que a criança está inserida pode influenciar na doença, assim como a genética.
Para alcançar uma informação mais relevante possível, a pesquisadora deseja ampliar o estudo para toda a população nacional.

Quando ocorrer a finalização dos estudos que investigam genética e cárie dentais, será possível identificar o conjunto de genes que são associados ao maior risco de aparecimento das cáries. Assim como detectar bem cedo crianças com maior predisposição, além de possibilitar que o tratamento seja feito de forma mais intensa e preventiva.

Os resultados dos trabalhos da pesquisadora Erika Calvano Kuchler, que faz parte do projeto Jovem Pesquisador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), podem ser encontrados em artigos na revista Caries Research e na Archives of Oral Biology.

Concluindo

Analisando os dois trabalhos chega-se à uma conclusão.
A cárie dental seria o resultado de uma dupla influência: genética e ambiental.
O quanto em termos percentuais cada uma delas contribui em maior proporção para o desenvolvimento das cáries dentais é algo que futuras pesquisas irão esclarecer.

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Fontes: ScienceDaily e Jornal da USP
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Antibióticos inteligentes, uma descoberta incrível

Antibióticos inteligentes, uma descoberta incrível

antibióticos inteligentesAntibióticos inteligentes é o nome da grande novidade que trazemos hoje. Antibióticos convencionais são a primeira linha de defesa quando se trata de combater infecções.
Mas eles não são seletivos e acabam matando as bactérias indiscriminadamente, sejam elas boas ou ruins.

Quando os primeiros antibióticos foram descobertos no início do século 20, a taxa de morte por doenças infecciosas caiu drasticamente.

Mas o surgimento de bactérias multirresistentes vem aumentando muito.

O uso indevido de antibióticos coloca a humanidade sobre um grande risco. Até 2050 as doenças infecciosas podem se tornar a principal causa de morte em todo o mundo. Será uma triste volta ao passado.

Em uma tentativa de aumentar o arsenal disponível para enfrentar essa ameaça, cientistas do Institut Pasteur, do CNRS e da Universidade Politécnica de Madri desenvolveram com sucesso uma arma biológica, os antibióticos inteligentes. Antibióticos à propósito é uma classe de medicamentos que vem sendo cada vez mais prescritos por dentistas como se pode ler neste post.

Antibióticos inteligentes

São uma unidade genética bacteriana com incrível poder. Podem eliminar especificamente múltiplas bactérias resistentes a antibióticos sem destruir as bactérias que são benéficas ao corpo.
Ao contrário de outras abordagens em desenvolvimento. Esta nova ferramenta está associada a uma taxa mínima de emergência de nova resistência. Os resultados foram publicados na revista Nature Biotechnology em 15 de abril de 2019.

Histórico

A descoberta de antibióticos na década de 1930 preparou o caminho para um progresso médico e social sem precedentes.

Os últimos 20 anos viram o surgimento de mecanismos de resistência bacteriana que estão se espalhando por todo o planeta.

Cada vez menos antibióticos novos

Poucos novos antibióticos estão sendo criados. O tempo que leva da introdução de um novo fármaco até o aparecimento de resistência vem se tornando cada vez menor. A resistência põe em risco a nossa capacidade de tratar doenças infecciosas, dando origem a incapacidade e morte.

Antibióticos convencionais – eliminam indiscriminadamente

Quando um tratamento antibiótico é utilizado, as moléculas terapêuticas atacam todas as bactérias da microbiota.
Essa destruição não direcionada leva à disbiose.
Disbiose é uma ruptura no equilíbrio do ecossistema bacteriano. Esta ruptura pode resultar no surgimento de bactérias oportunistas e à resistência ao antibiótico usado.
O impacto prejudicial da disbiose pode ser evitado pelo desenvolvimento de estratégias antimicrobianas altamente específicas.

Por exemplo, a ferramenta CRISPR-Cas9 pode ser usada para direcionar os genes de resistência em bactérias patogênicas.
Mas a taxa de falha associada à técnica é relativamente alta. Isto acontece quando o patógeno consegue escapar dos vários mecanismos de defesa empregados pelo organismo infectado.

Neste novo estudo, uma equipe científica desenvolveu uma estratégia alternativa.
Alternativa essa baseada na expressão específica de toxinas extremamente poderosas administradas por conjugação. A esta nova arma denominamos antibióticos inteligentes.

Conjugação é um processo usado por bactérias para troca de genes através de plasmídeos.
Plasmídeos são moléculas de DNA que são específicas dos genomas bacterianos.
Nesta nova estratégia, o gene que codifica a toxina está dentro do plasmídeo.

Sistema toxina-antitoxina

O uso de toxinas do sistema toxina-antitoxina do tipo II pareceu uma boa ideia. Pois ao que parece as bactérias não desenvolvem resistência a esse arsenal.
Mas um dos desafios deste método é como controlar o poder absoluto dessas toxinas.
Isto foi feito separando seus genes em dois fragmentos. Isso garante que eles só serão eficazes se as duas partes puderem ser recombinadas.

Os cientistas verificaram a natureza específica desta toxina em Vibrio cholerae.

É uma bactéria marinha cujos hospedeiros naturais são certos peixes e mariscos.
“Em primeiro lugar, queríamos ativar a expressão de toxinas em Vibrio cholerae.

Utilizamos um promotor (uma região de DNA necessária para a transcrição) especificamente reconhecido por esta bactéria que expressa e ativa o complexo de toxina”, diz o pesquisador.

Eles então refinaram essa “arma” ainda mais. Assim a toxina só seria capaz de atingir cepas de Vibrio cholerae resistentes a antibióticos.

Isso envolveu a criação de um módulo genético que expressa um inibidor de toxina altamente específico, uma antitoxina. Esta antitoxina não é mais produzida quando a bactéria contém genes de resistência. Eis o diferencial. Essa nova classe  de arma biológica vem sendo chamada de antibióticos inteligentes.
Ao combinar estes dois procedimentos, eles desenvolveram uma estrutura genética cuja eficácia foi verificada in vivo nas comunidades naturais complexas de bactérias no peixe-zebra e Artemia microbiotas.

Alta eficácia

“O nível de fuga para essa estratégia alternativa é muito baixo. Ela pode ser facilmente adaptada para a destruição específica de vários outros patógenos. Agora, precisamos melhorar o processo de entrega do gene pelo plasmídeo”, conclui o pesquisador.

Bomba inteligente

O antibiótico inteligente atua como uma bomba genética e ao se aproximar de bactérias ruins, detectará certos sinais moleculares.

Sinais como virulência ou resistência a antibióticos, que a desencadearão ao matar bactérias. No entanto, se for introduzido em uma bactéria do bem, não fará nada.

Este mecanismo de ativação seletiva de antibióticos pode ser programado para atacar várias bactérias resistentes. Isto é possível graças a uma molécula chamada intein para a qual o Instituto Pasteur apresentou um pedido de patente. A intein compõe o cérebro dos antibióticos inteligentes.

“Conseguimos que nosso antibiótico inteligente remova a cólera resistente a antibióticos das zebras infectadas e que o restante das bactérias presentes nesses peixes não seja atingido e sobreviva”, diz o pesquisador da UPM.

Em sua opinião, isso é importante porque a cólera afeta mais de um milhão de pessoas a cada ano. Em casos graves, causa morte.

Novos estudos vêm aí

Isto é ciência pura. Por isso devemos continuar a explorar como esses antibióticos inteligentes farão parte de nosso dia a dia. O próximo passo será realizar experimentos com camundongos. Se os resultados forem positivos diz Rodríguez-Patón, passaremos a utilizar os antibióticos inteligentes em pessoas para tratar infecções bacterianas multirresistentes.

Além das organizações mencionadas no primeiro parágrafo, esta pesquisa recebeu financiamento do projeto europeu H2020 Future and Emerging Technologies, do Ibeid Labex e da French Foundation for Medical Research (FRM).

Este vídeo ilustra a ação destes antibióticos inteligentes:

Fontes: Instituto Pasteur, Googleness
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Descoberta pode revolucionar o tratamento de câncer de boca

Descoberta pode revolucionar o tratamento de câncer de boca

tratamento de câncer de bocaDevido a sua alta taxa de mortalidade, o tratamento de câncer de boca vem ganhando importância nos países em desenvolvimento.

Uma equipe internacional de cientistas espera que sua mais recente descoberta possa trazer uma importante contribuição.

Pesquisadores da Universidade de Otago, Nova Zelândia, e do Instituto de Estatística da Índia (ISI), Kolkata, revelaram algo surpreendente.
Descobriram marcadores epigenéticos. Eles são distintamente diferentes em tecidos de câncer de boca em comparação com os tecidos saudáveis adjacentes em pacientes analisados.

O co-autor Dr. Aniruddha Chatterjee, do Departamento de Patologia da Otago, diz que esses biomarcadores estão fortemente associados à sobrevivência do paciente.

Epigenética* é um mecanismo poderoso capaz de alterar a expressão gênica em células cancerígenas sem alterações na sequência do DNA. A epigenética avalia a expressão dos genes. Dependendo da expressão, pode vir a causar ou não progressão tumoral. Trazemos uma sucinta explicação sobre o que é epigenética ao final desta publicação.

Pesquisadores brasileiros recentemente já descobriram uma outra assinatura prognóstica do câncer bucal.

Marcadores epigenéticos – esperança de tratamento de câncer de boca

“O estudo de marcadores epigenéticos é relativamente novo e está sendo cada vez mais pesquisado. É um dos primeiros estudos a identificar marcadores epigenéticos no câncer de boca . Foram utilizadas abordagens de ponta”, afirma o pesquisador. É o primeiro a lançar esperança para o tratamento de câncer de boca em seu estágio mais inicial.

Para o estudo, publicado na revista Epigenomics, a equipe recrutou 16 pacientes com câncer de boca na Índia. Eram fumantes de tabaco ou mastigadores de tabaco, ou de hábitos mistos. Coletaram amostras de tecido tumoral e tecido adjacente normal. De acordo com o relatório de 2019 da Índia contra o câncer, dos 300 mil casos de câncer de boca associados ao tabaco detectados globalmente, 86% são daquele país.

Marcadores epigenéticos – identificação

Inicialmente as amostras de DNA foram isoladas. Os pesquisadores então identificaram regiões com perfis epigenéticos alterados nas células tumorais em comparação com as células normais.

Eles analisaram um mecanismo epigenético, a metilação do DNA, que se refere à adição de grupos metil ao DNA, como marcadores. O modo como esses marcadores são organizados pode ditar a expressão de genes e a disseminação de células anormais.

“Ao validar em uma coorte maior de câncer, mostramos que um subconjunto desses biomarcadores está significativamente associado ao mau prognóstico dos pacientes”.  Afirmou o pesquisador.

Descoberta precoce – salva vidas

As descobertas podem ajudar a salvar milhares de vidas identificando as células cancerígenas precocemente.

Diagnósticos mais precoces são o melhor tratamento de câncer de boca.

Diagnóstico tardio = mau prognóstico

O diagnóstico tardio é o problema-chave associado à alta taxa de mortalidade de câncer de boca nos países em desenvolvimento.

O grupo ficou surpreso ao encontrar diferenças tão distintas nos tecidos de câncer de boca, em comparação com o tecido saudável adjacente dos mesmos pacientes.

“Nós também ficamos surpresos ao ver que moléculas pequenas, chamadas de microRNA, sofriam modificações. Elas sofriam modificações químicas (metiladas ou desmetiladas) nos tumores de fumantes ou mastigadores de tabaco ou mistas.”

O que sugere que a intervenção terapêutica pode ser diferente nos pacientes. O que irá depender da forma como o tabaco foi usado”, (mastigado ou fumado) de acordo com a pesquisa.

Encontrar a intervenção terapêutica mais adequada à necessidade de cada paciente se mostra como estratégia mais eficaz no tratamento de câncer de boca.

O que é a epigenética*

A epigenética busca compreender como alterações na expressão de genes ocorrem sem alterações nas letras do alfabeto do DNA (ATCG).

Suponhamos que a sequência de DNA que possuímos em nossas células, seja como o texto de um manual de instruções.
Um manual que explica como fazer todos os diferentes órgãos e tecidos que formam nosso corpo.

A epigenética seria como se alguém utilizasse um pacote de marcadores de texto e usasse diferentes cores para marcar as partes do texto de maneiras diferentes.
Por exemplo, eu poderia usar o marcador de cor verde para marcar partes do texto que precisam ser lidas com mais cuidado. E o marcador de cor vermelha para marcar partes que não são tão importantes.

Segundo a epigenética as células possuíam a mesma informação (mesma sequência de DNA, constituição de genes, etc). Porém, algumas dessas informações são utilizadas e outras não.
É como se nas células os marcadores com a cor vermelha e verde fossem utilizados de maneira diferente.

Marcas epigenéticas

As marcas epigenéticas são flexíveis e podem mudar ou surgir durante nossa vida em resposta a influências externas. Muitos traumas como stress, passar fome ou ainda fatores externos como metais pesados, pesticidas, fumo de tabaco, radioatividade, bactérias e a alimentação podem influenciar em nosso desenvolvimento.

Gêmeos com diferentes marcas epigenéticas

Alterações nas marcas em nosso DNA, resultam na alteração da expressão dos nossos genes e às vezes resultam em doenças. Isso também explica porque gêmeos idênticos, apesar de possuírem a mesma sequência de DNA, são diferentes. A diferente exposição e o contato com o ambiente resulta em diferentes marcas epigenéticas. Essas marcas podem ser diferentes em cada um dos irmãos, resultando nas diferenças que observamos em cada um deles.

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Fontes: Epigenomics, Unicamp, EureKalert

 

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Cinco dicas de como você e sua clínica podem colaborar com a preservação do ecossistema

preservação do ecossistemaVocê e sua clínica podem ajudar na preservação do ecossistema, sabia?

Os plásticos representam 80% dos resíduos marinhos encontrados nos mares e oceanos. Resíduos esses que são ingeridos por peixes, baleias, tartarugas, focas e outros animais. Mais tarde acabam chegando aos nossos alimentos. Devido à lenta decomposição dos plásticos, trata-se de um problema com grande impacto ambiental. Além disso, são causadores de danos à saúde dos seres humanos e de todos os animais.

Frente à cultura de “usar e jogar fora” da sociedade atual, o Parlamento Europeu tomou medidas sobre o assunto, determinando a proibição dos plásticos de utilização única até ao ano 2021.

Pretende banir cotonetes, canudinhos, talheres e pratos de plástico. Para aqueles itens plásticos poluentes para os quais não existem alternativas, terão de sofrer redução de pelo menos 25% até o ano de 2025. Somos todos filhos da Terra e convidados a colaborar com a preservação do ecossistema.

Colaborando na preservação do ecossistema

Todos nós temos um papel importante e devemos trabalhar para encontrar soluções e alternativas de como atuar na preservação do ecossistema. O segmento da odontologia gera um importante impacto ambiental devido à produção de resíduos e à mentalidade “descartável” existente. No entanto, existem alternativas mais simples e ecológicas.

Algumas das práticas que podem ser adotadas para tornar uma clínica de odontologia ecológica e sustentável e a ajudar na preservação do ecossistema são:

Eliminação de plásticos descartáveis na clínica

Dentre os diversos materiais utilizados na clínica odontológica, há alternativas para aqueles que são fabricados em plástico e que, na maioria dos casos, são utilizados uma única vez.

Por exemplo, podemos utilizar aspiradores de metal reutilizáveis, em vez dos habituais de plástico. O mesmo também em relação aos copos utilizados no enxágue bucal dos pacientes.

Além disso, há certas medidas que precisam ser tomadas não só na clínica odontológica. Os dentistas recomendam a substituição da escova de dentes a cada três meses. Isto acaba gerando uma grande quantidade de escovas dentais de plástico descartadas na natureza.

Substituir a escova de dentes por uma biodegradável feita com materiais ecológicos é um gesto simples e de custo muito baixo. No entanto, irá ter um impacto muito positivo na preservação do ecossistema. Entre as mais comuns, podemos encontrar algumas produzidas com madeira ou bambu.

preservar o ecossistema

Medidas de poupança energética

Não se trata somente dos resíduos que produzimos, mas também da energia que desperdiçamos. Uma das principais medidas que podemos tomar para a sua poupança é a utilização de tecnologia LED de baixo consumo. As lâmpadas de LED representam uma economia de energia muito importante. Além disso, por não utilizar chumbo ou outros materiais pesados, são totalmente ecológicas. Contribuem assim para preservação do ecossistema garantindo uma atmosfera menos poluída.

Quanto aos sistemas de climatização, é recomendável a utilização de aparelhos individuais de aquecimento e ar condicionado. Isto possibilita a regulação da temperatura e otimização do consumo de energia.

Redução da utilização de papel

A utilização excessiva de papel pode ter um grande impacto negativo. Assim é recomendável que seja reduzida na medida do possível. Com a ajuda das novas tecnologias, é possível ter uma clínica odontológica digitalizada. Dessa forma a maioria dos documentos, tais como relatórios, radiografias, formulários ou cadastros de pacientes, estejam na Internet. Uma vez digitalizados, desaparece a necessidade da existência de um documento físico.

Aliás, digitalização de documentos e processos é uma das especialidades do software Dentalis Net.
Através do Dentalis Net você pode realizar pagamentos de forma simples e rápida como marcar um paciente na agenda.

Nosso software para consultório odontológico traz as melhores práticas de gestão para a sua clínica. Através do Dentalis Net você controla custos, diminui faltas, mantém as cobranças organizadas, controla agendamentos. Isto torna mais simples o seu dia a dia ainda ajuda na preservação do ecossistema.

Redução de emissões de CO2

Para reduzir as emissões de CO2, tanto quanto possível, cada profissional da clínica tem um papel fundamental. Por isso, é importante a realização de formações em matéria ambiental e sobre a forma como se pode colaborar em cada posto de trabalho.

É possível utilizar equipamentos com os máximos coeficientes de rendimento. A começar escolhendo os classificados na categoria A de eficiência energética. Igualmente importante é começar a usar meios de  transporte público para ir ao local de trabalho, por exemplo.

Biossegurança

O principal objetivo da biossegurança é proteger o paciente e o profissional. A contaminação dos instrumentos ou de certas superfícies pode colocar em risco um tratamento odontológico ou mesmo a segurança do dentista. Manter uma clínica bem higienizada é a melhor prevenção contra infecções.

É importante utilizar aparelhos em conformidade com os regulamentos de eficiência energética e biossegurança. Também é fundamental cumprir a norma internacional de gestão ambiental ISO 14001.

Em resumo

Estes são alguns dos conselhos que compartilhamos para uma clínica de odontologia ecológica e sustentável. Lembre-se de que estes conselhos podem também ser aplicados em outros locais e que devemos fazê-lo. Em conjunto poderemos tornar o nosso mundo melhor ajudando na preservação do ecossistema. A sobrevivência nossa e da nossa grande e insubstituível casa, o planeta Terra, depende de cada um de nós.

No seu dia a dia pessoal você também pode e muito colaborar na preservação do ecossistema. Medidas em sua maioria simples e que podem ao longo do tempo garantir um futuro ecologicamente viável para os seus filhos e netos.Além das já citadas, neste link você pode conhecer outras 11 maneiras de colaborar com a preservação de nossa natureza.

Fonte: Dentaleader
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Qual a melhor forma de evitar câncer de boca?

evitar câncer de bocaEvitar câncer de boca requer medidas simples. O uso frequente do fio dental e idas regulares ao dentista diminuem grandemente os riscos para o desenvolvimento do câncer bucal.

Estas são as conclusões apresentadas em 31 de março de 2019, na reunião anual da Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR).

No novo estudo, os pesquisadores analisaram os comportamentos de higiene bucal de pacientes que foram diagnosticados com câncer de boca. Isto no período entre 2011 e 2014 na clínica de ouvido, nariz e garganta no Comprehensive Cancer Center da Ohio State University. Os comportamentos desses pacientes foram comparados aos de outros sem câncer que compareceram a mesma clínica.

Os pacientes do estudo responderam a uma pesquisa sobre a frequência do uso do fio dental e idas ao dentista. Também foram questionados quanto as suas práticas sexuais e consumo de álcool ou cigarro. Observa-se um aumento da incidência de câncer bucal mundo afora como já alertamos neste post anterior do blog Dentalis.

Má higiene dental – risco aumentado de câncer bucal

O foco do trabalho foi a busca de fatores que contribuam para evitar câncer de boca.

O câncer oral pode ser dividido em duas categorias. Aqueles relacionados ao papilomavírus humano sexualmente transmissível (HPV) e aqueles que não o são. Isto segundo o principal autor do estudo, Jitesh Shewale, especialista com pós-doutorado na Universidade do Texas MD Anderson Cancer Center, em Houston.

Foram considerados fatores como idade, sexo, status socioeconômico e raça. Os pesquisadores fizeram algumas descobertas interessantes. Pessoas orais negativas para o HPV que haviam ido ao dentista menos de uma vez por ano tinham quase o dobro do risco de desenvolver câncer bucal do que aquelas que iam uma vez por ano ou mais.

Pessoas orais negativas para o HPV, que usavam fio dental menos de uma vez por dia, tiveram mais que o dobro do risco para o desenvolvimento do câncer bucal quando comparadas aquelas que usaram o fio dental com maior frequência.

Em resumo, a má higiene bucal se mostrou ligada ao aumento do risco de câncer oral não HPV.

Não encontrou-se uma associação entre a má higiene bucal e câncer oral em quem também apresentava HPV oral positivo.

Os pesquisadores acreditam que o microbioma oral é importante na relação entre higiene bucal e o risco de câncer.

Uma boa higiene dental é uma das formas mais eficazes de evitar câncer de boca, segundo a pesquisa.

Localização dos cânceres orais – variação

Em pesquisas anteriores, cientistas da mesma equipe descobriram evidências de que “práticas inadequadas de higiene bucal causam uma mudança no seu microbioma oral”, disse Shewale à Live Science. Essa mudança “promove a inflamação crônica e pode levar ao desenvolvimento de cânceres”.

Os cânceres orais positivos para HPV afetam principalmente a base da língua e a região das amígdalas. Os cânceres HPV negativos afetam principalmente as cavidades orais. Essas são mais afetadas pela doença em decorrência da má higiene bucal.

O outro lado

Denise Laronde, professora associada da escola de Odontologia da University of British Columbia que não participou do estudo, disse que a nova pesquisa era “interessante”, mas acrescentou que ainda é cedo para tirar conclusões definitivas. O estudo mostra que uma boa higiene dental pode evitar câncer de boca. Porém, não apresentou uma relação direta de causa e efeito, alerta ela.

Segundo Laronde “muitas vezes as pessoas consideram sua saúde bucal desvinculada do resto do corpo”, afirmou à Live Science.

“Mas muitas doenças sistêmicas se refletem na saúde bucal e vice-versa.”

Cuidados com a higiene bucal – como evitar câncer de boca

Esta nova pesquisa reforça a importância do uso do fio dental como uma das formas de evitar câncer de boca. “Todos sabemos que as pessoas dizem usar o fio dental muito menos do que realmente o fazem”, afirmou a cientista.

O uso regular e frequente do fio dental é importante não apenas para a manutenção da saúde dos dentes. Mas também para a garantia e saúde geral com reflexos em todo o corpo.

Técnicas de uso – dicas para pacientes

Fio dental

  • Enrole aproximadamente 40 cm de fio ao redor dos dois dedos do meio. O fio restante pode ser fixado em torno dos dedos preferidos da outra mão. Segure firmemente o fio entre os dedos polegares e indicadores. Isso ajudará a liberar os dedos polegares e indicadores, pois são esses dedos que manipularão o fio dental. Dividir as duas tarefas – segurando e trabalhando a corda – facilita o uso do fio dental.
  • O fio dental deve ser manobrado entre os dentes com um movimento de fricção suave e curvado. Isto até que o fio atinja a linha da gengiva. Deslize o fio suavemente entre a gengiva e o dente.
  • O fio dental deve ser segurado firmemente contra o dente. Esfregar ao longo da sua superfície com um suave movimento para cima e para baixo. Isso deve continuar até que o lado de trás do último dente seja alcançado. Siga este processo para os dentes restantes.
  • Uma nova seção do fio dental deve ser usada quando a placa se acumular nele.

flosser de água - prevenção do câncer de bocaFlossers de Água

Outro método para limpar entre e ao redor dos dentes é o uso dos flossers de água. É um dispositivo portátil que pulveriza água constantemente para remover detritos nos dentes, com efeito muito semelhante ao fio dental tradicional. Para indivíduos que usam chaves ou pontes fixas permanentes esses dispositivos  podem ser de grande ajuda. Está provado que os flossers de água são seguros de usar e eficazes na remoção da placa dental. Também muito podem contribuir para evitar câncer de boca.

suporte de fio dental - prevenção do câncer de bocaMétodo de uso do suporte de fio dental

Algumas pessoas podem achar difícil limpar os dentes posteriores ou as superfícies adjacentes dos dentes posteriores ou do espaço interdental. Outro ponto a considerar é que o uso indevido do fio dental pode causar ferimentos ou danos. Neste caso recomenda-se o uso de um suporte de fio dental. É útil para pessoas que têm dificuldade no manuseio do fio dental tradicional.

  1. Troque o porta-fio da esquerda para a direita; deslize lentamente o fio para a margem gengival e puxe-o firmemente contra uma das superfícies próximas ao dente.
  2. Gradualmente, deslize o fio para cima e para baixo para limpar a superfície dentária próxima. Iniciando pela parte mais profunda do sulco gengival e puxando o fio firmemente contra a outra superfície dental próxima.
  3. Limpe todas as outras superfícies de dentes adjacentes de acordo com as etapas acima.

Uso do fio dental em indivíduos que utilizam aparelhos ortodônticos

Indivíduos que usam dispositivos ortodônticos podem achar difícil usar o fio dental. O uso de um fio dental super floss ajudará a remover a placa dental nas superfícies adjacentes do dente.

fio dental super floss - prevenção do câncer de bocaFio dental super floss

Especialmente desenvolvido para remoção eficaz da placa bacteriana em pessoas com aparelhos ortodônticos, coroas, pontes ou implantes.
É composto por 3 partes: Extremidade rígida (permite sua inserção sob aparelhos ortodônticos, pontes e espaços interproximais estreitos). Rede de fibras esponjosas (limpa eficazmente as superfícies interproximais). Fio Dental Regular (para limpeza entre os dentes e linha das gengivas).

  • Pressione a extremidade endurecida através do espaço entre os dentes e o dispositivo ortodôntico.
  • Enrole a ponta do fio ao redor dos dedos. Segure-o com força entre os dedos polegares e indicadores das duas mãos; deixe cerca de 2 cm de fio entre os dois.
  • Puxe o fio dental para o espaço interdental suavemente usando um movimento de serrar.
  • Enrole o fio ao redor de um dente em formato de “C”. Puxe para baixo até a parte mais profunda entre o dente e o tecido gengival circundante. Deslize para cima e para baixo e limpe a superfície.
  • Envolva o dente vizinho e repita o procedimento.

Qual escolher?

Não existe uma regra rígida e rápida para selecionar o tipo de fio dental ideal.

Critérios importantes na escolha são o tipo de fio dental, facilidade de uso e adequação à condição de cada paciente.

O consenso é que o uso regular do fio dental é peça chave para evitar câncer de boca.

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Fontes: The Oral Cancer Foundation, News Medical Life Sciences
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O que é e quais são as causas das retrações gengivais?

causas das recessões gengivaisMuita gente ainda se pergunta: quais são as causas das retrações gengivais?

Segundo a Academia Americana de Periodontologia, a retração gengival  se apresenta quando o tecido da gengiva sofre um recuo em relação ao dente, deixando parte raiz dentária exposta. Dentre os dentistas, isto é conhecido como migração apical da margem gengival. Com a evolução da recessão pode ocorrer também comprometimento estético, visto que o dente apresenta-se mais longo.

As causas das retrações gengivais podem estar associadas ao comprometimento de várias funções. Estruturas importantes do periodonto de proteção (gengiva) e do periodonto de sustentação. São parte do periodonto de sustentação o sistema que liga o dente ao osso alveolar (ligamento periodontal). O tecido mineralizado que recobre a superfície da raiz (cemento). E finalmente, o  tecido ósseo que dá sustentação aos dentes (osso alveolar). Em retrações gengivais essas estruturas podem sofrer dano.

periodontoDevido à exposição do cemento, a recessão gengival pode ocasionar consequências. Como, por exemplo: maior susceptibilidade à cárie radicular e hipersensibilidade dentária. Denomina-se cárie radicular aquela que atinge a raiz dos dentes, cuja superfície não possui o esmalte para proteção da dentina. A dentina é aquele tecido rico em cálcio que recobre a polpa dentária.dente - estrutura

Em 5% dos indivíduos costuma estar exposta na área da junção amelocementária (lugar que termina o esmalte).

O quadro de hipersensibilidade pode levar o paciente a negligenciar o controle do biofilme. O biofilme é uma camada composta por bactérias colonizadoras da cavidade oral. Desse modo há aumento da predisposição a doenças de origem bacteriana, como a cárie e a doença periodontal. A recessão gengival é o resultado de uma combinação de fatores.

Periodontite, posição dentária, oclusão traumática (alterações patológicas que ocorrem no periodonto de sustentação), inserção alta dos freios, bridas ou fibras musculares, deiscências ósseas, pressão labial e reduzida faixa de gengiva inserida, são tidos como potenciais causadores de retrações gengivais. Define-se como freio a dobra formada pela mucosa que se estende do lábio à parede alveolar.

Aqui são discutidos os vários fatores que atuam no desenvolvimento da retração gengival. O profissional assim pode identificar a causa precocemente. O objetivo é controlar a evolução e prevenir a migração apical da margem gengival.

Conhecendo as causas das retrações gengivais

As causas das retrações gengivais que influenciam o desenvolvimento da recessão gengival são classificados em fatores precipitantes e fatores predisponentes. Os fatores precipitantes são a placa bacteriana, o trauma mecânico relacionado com a escovação, a terapia ortodôntica e o trauma químico relacionado como, por exemplo, a exposição ao fumo.

Os fatores predisponentes incluem características anatômicas locais que favorecem a ocorrência das retrações gengivais. Como, por exemplo, a quantidade e qualidade insatisfatória de gengiva inserida, deiscência óssea, vestibularização, inserção alta do freio e oclusão traumática. São defeitos ósseos a fenestração e deiscência. A primeira diz respeito às raízes quando estão proeminentes e a cortical óssea é muito fina. A Deiscência é quando a ponte óssea entre a fenestração e a crista alveolar pode desaparecer e produzir o defeito. O vestíbulo é o espaço localizado entre os lábios e bochechas, externamente, e os dentes e a gengiva, internamente. Dentes vestibularizados são dentes projetados no espaço do vestíbulo.

A recessão gengival corresponde à perda de inserção. Resulta em uma posição mais inferior da margem gengival livre, em qualquer parte da superfície da raiz exposta. Pode estar presente em ambos os arcos, nas faces da parte de frente para os lábios (vestibular) e a parte voltada para língua nos dentes inferiores (lingual) e também em quaisquer dentes.

Alguns fatores são considerados causas importantes no surgimento da recetração gengival. São eles o biofilme bacteriano dentário e sua consequente inflamação gengival. Também a oclusão traumatogênica, o trauma proveniente da escovação ou da inserção alterada do freio labial. E finalmente as características anatômicas locais relacionadas ao posicionamento dentário, espessura da gengiva marginal, altura da faixa de mucosa ceratinizada e tecido ósseo subjacente.inflamação da gengiva

Recessão gengival – Traumas por escovação

Determinados fatores podem contribuir para o desenvolvimento da recessão gengival diante da presença de traumas durante a escovação. Como forma do arco, posicionamento do dente, deficiência alveolar, cerdas duras e movimento errado de escovação (força demasiada). Quanto mais acentuada a convexidade do contorno do arco dental maior a pressão causada na área. Consequentemente, maior o risco de recessão na presença da escovação traumática. Adicionalmente, dentes vestibularizados recebem mais pressão, assim como apresentam uma tábua óssea mais fina. A escovação dental tem tudo a ver com a escova de dentes. Neste artigo aqui do blog Dentalis você poderá conhecer as características de uma boa escova de dental.

O trauma durante a escovação dental contribui como uma das principais causas das retrações gengivais. Este aspecto tem sido abordado de forma constante em estudos epidemiológicos.

A prevalência de recessão gengival é alta. A escovação traumática é um dos principais fatores causadores da perda de inserção. O fator escovação traumática é bastante amplo. Inclui-se aí a duração da escovação, a frequência de escovação, a força exercida durante a escovação, a dureza das cerdas da escova, a técnica de escovação. E também a frequência de troca da escova.

Placa bacteriana e presença de inflamação

Os resultados da investigação sobre recessão gengival revelaram que a recessão da margem gengival estava associada a altas taxas de inflamação decorrente da presença do biofilme, com diminuição de espessura de gengiva inserida e queratinizada e com a dureza das cerdas das escovas dos indivíduos.

O processo inflamatório representa também uma das principais causas das retrações gengivais. Ele é o único responsável pela destruição das fibras colágenas com consequente migração da parte da inserção entre o dente e a gengiva (epitélio juncional).

Com a exposição radicular é frequente um maior acúmulo de biofilme. Este acúmulo leva à piora do quadro inflamatório e consequente progressão da recessão gengival. O acúmulo de biofilme pode ocorrer devido a uma hipersensibilidade promovida pela exposição dentinária e consequente dificuldade de escovação. O desnivelamento da margem gengival provocado pela retração dificulta o posicionamento da escova. O que acaba comprometendo a efetividade na remoção do biofilme.

Dentes e face mais afetados

Num estudo com 49 pacientes, idades entre 20 e 60 anos, observou-se que os dentes mais afetados pelas retrações gengivais são os incisivos inferiores. A maior ocorrência das retrações gengivais é na face voltada para língua nos dentes inferiores (face vestibular). A presença de biofilme foi o principal fator causador associado às retrações gengivais. Observou-se também um aumento da gravidade das retrações gengivais com o avanço da idade.

Posição dos dentes

O mau posicionamento dos dentes tem sido referido por vários autores como uma das causas das retrações gengivais. A posição na qual o dente vai erupcionar na arcada dentária está diretamente associada à quantidade de gengiva em torno dele. Se o trajeto de erupção resultar numa posição próxima da continuação da gengiva livre porém firmemente aderida ao tecido ósseo (linha mucogengival) haverá pouca ou nenhuma gengiva queratinizada, predispondo à recessão.

Observou-se que a maioria dos dentes com recessão estavam associados a irregularidades como rotação ou deslocamento vestibular. Já dentes posicionados vestibularmente tinham menos gengiva inserida em relação aos dentes posicionados lingualmente.

Dentes que se encontram vestibularizados ou que tenham sofrido rotação têm maior probabilidade de apresentar retrações gengivais.

Inserção do freio

Os freios podem ser considerados como fatores predisponentes. Sua presença próxima à gengiva marginal ou com inserção profunda na papila gengival permite a persistência da inflamação por dificultar a higiene da região.

Quando o freio labial apresentar inserção alta no processo alveolar poderá ocorrer uma redução na largura da faixa de mucosa ceratinizada. Essa condição poderá interferir no processo de escovação. Isso acabará favorecendo o acúmulo de biofilme e a instalação de um processo inflamatório e consequente retração gengival.

A inserção do freio próximo ou na margem gengival promovendo uma tração excessiva deve ser corrigida cirurgicamente.

Espessura da gengiva inserida

Um dos fatores mais importantes como causa das retrações gengivais é a presença de uma margem gengival fina.

Alguns autores ressaltam que a espessura da gengiva marginal é um fator significativo no desenvolvimento da recessão, ao contrário da altura da mucosa ceratinizada. O tecido gengival fino e a presença de raízes dentárias proeminentes em relação à cortical óssea alveolar podem contribuir para o agravamento da resposta periodontal ao movimento ortodôntico. Dependendo da direção do mesmo.

O principal fator predisponente à recessão gengival é a espessura da mucosa ceratinizada. A mucosa delgada está associada á uma faixa fina de tecido conjuntivo e um processo inflamatório neste, aumentando a susceptibilidade à degeneração.

Trauma oclusal

Não existe evidência que implique o traumatismo oclusal como causador direto da recessão gengival. É possível, no entanto, que o trauma associado ao processo inflamatório possa contribuir para a perda de inserção.

O trauma oclusal representa um fator que pode predispor a retrações gengivais, principalmente quando associado à má posição do dente no arco e à presença de tábua óssea e mucosa delgadas, tornando a área mais suscetível à disseminação do processo inflamatório provocado pelo acúmulo de placa bacteriana.

Terapia ortodôntica

Viazis et al. realizaram o relato de um caso clínico abordando a recessão gengival no tratamento ortodôntico. Foi concluído neste relato que o movimento ortodôntico é contra indicado se a má higienização for evidente no paciente. Uma dentição inferior proeminente e uma higienização pobre contribuem para uma recessão gengival generalizada que aparece mais tarde no tratamento.

A partir do momento que o tratamento ortodôntico envolve movimento dentário, uma área localizada de recessão pode ocorrer se esta movimentação for além da tolerância do periodonto.

A recessão gengival associada ao tratamento ortodôntico não ocorre apenas devido à ação de forças. Retrações gengivais podem ser criadas por iatrogenia na utilização de bandas ortodônticas de borracha. Estas podem migrar apicalmente para o sulco gengival, promovendo um processo inflamatório, perda óssea e subsequente recessão gengival.

Resumindo

A retração da margem gengival com subsequente exposição da superfície radicular é uma condição comumente diagnosticada. O aprimoramento do conhecimento sobre os fatores envolvidos como causadores dessa alteração periodontal é crucial. Além da identificação das causas,  se faz necessário a avaliação da extensão, gravidade e características do defeito. Isto permite fazer um planejamento dentro da previsibilidade do tratamento e recobrimento radicular. A classificação de Miller et al. tem sido amplamente utilizada para esse propósito.

A retração gengival tem causas multifatoriais. A associação de fatores anatômicos ou iatrogênicos (fatores predisponentes) e patológicos (fatores primários) culmina na condição clínica citada anteriormente. A frequência e técnica de escovação e dureza das cerdas, apresentam impacto no desenvolvimento da retração juntamente com a escovação traumática.

Não só a escovação traumática, mas também os processos inflamatórios induzidos pelo biofilme estão fortemente associados à recessão gengival.

Neste aspecto, a periodontite está claramente associada à perda óssea, migração apical do epitélio juncional e perda de inserção.

Bruxismo

O bruxismo, caracterizado pelo ranger dos dentes, se apresenta também como mais uma das causas da retração gengival.

Tratamento da retração gengival

Retrações leves ou no seu início apresentam um ótimo prognóstico.
Cabe ao dentista identificar as causas, e a partir daí definir as recomendações. Por exemplo, reavaliar a forma como o paciente costuma escova os dentes e que tipo de escova utiliza. O tempo de uso da escova dental e os hábitos e uso do fio dental. No caso do bruxismo, avaliar a necessidade de uma placa de mordida.

Para casos mais graves, é recomendável o dentista trabalhar em conjunto com um periodontista para decidir a melhor estratégia de ação.
A periodontite é uma das principais causas da retração gengival. Neste caso, seria interessante avaliar a possibilidade de uma limpeza mais profunda, como no caso da raspagem e do polimento radicular.

Para casos ainda mais graves de retração gengival, recomenda-se uma intervenção cirúrgica, realizada através de parceria com um periodontista. Neste caso será necessário um procedimento de enxerto de gengiva.

Concluindo

A causas das recessões gengivais são uma condição atribuída a uma soma de fatores, tais como: inflamatórios, anatômicos e/ou complicações diversas (iatrogênicos). O processo inflamatório decorrente da presença do biofilme bacteriano é uma constante como causa das recessões gengivais. É também o único fator que por si só pode levar a essa condição clínica abordada ao longo deste trabalho.

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Fonte: Etiologia Multifatorial das Recessões Gengivais: uma revisão de literatura
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A música pode dar novo ritmo ao seu consultório

música ideal para o seu consultórioExiste um tipo de música ideal para o seu consultório? É algo mesmo importante? Este artigo busca responder essas perguntas.

A experiência dos pacientes é muito relevante para a sua fidelização e possibilidade de recomendação. Estas experiências vão determinar se o paciente irá retornar ao seu consultório odontológico e o recomendar a amigos e familiares. A música ambiente no consultório, é um pequeno detalhe que pode fazer toda a diferença. Em um mercado muito competitivo é algo que não deve ser esquecido.

Um consultório odontológico não deve prescindir das ferramentas que contribuem para criar uma atmosfera agradável. Um ambiente que ajude a reduzir a ansiedade sentida pelo paciente quando tem de se submeter a tratamentos odontológicos.

Múltiplos fatores intervêm neste tipo de situações. Numerosos estudos internacionais demonstraram que a música é uma terapia eficaz.  Ajuda os pacientes a controlar a ansiedade e o estresse. Especialmente em casos de fobia dental que um atendimento odontológico pode gerar.

Se a música for adequada, a fidelidade do paciente em relação ao local e ao profissional que o atende tenderá a aumentar significativamente.

Fobia dental: o significado

A fobia dental pode ser definida como o medo que invade um paciente quando tem de se submeter a um tratamento odontológico. Não só está relacionado à dor, mas também com a percepção de diferentes odores e ruídos. Ou com a posição na cadeira em que deve permanecer durante o atendimento. Também com a sensação de impotência perante um ambiente agressivo. Esta situação acaba gerando uma experiência negativa no paciente.

Em 2017, 7% da população afirmou sofrer de odontofobia, outro termo que descreve este medo irracional de natureza psicológica. Os níveis de ansiedade e nervosismo da pessoa que tem fobia são tão intensos que a tornam incapacitada ou bloqueada. O paciente pode ficar a ponto de rejeitar qualquer tipo de tratamento. Como resultado, a sua saúde bucodental poderá acabar se deteriorando.

Um dos problemas que os dentistas enfrentam é a grande dificuldade em motivar estes pacientes. Esta barreira pode ser especialmente grave para pessoas com deficiências, com autismo ou síndrome de Down.

Algumas pessoas com fobia dental podem ser tratadas com fármacos para controle da ansiedade. A maioria, no entanto, prefere não tomar medicamentos devido aos riscos médicos associados. A ansiedade dos pacientes frente a uma consulta odontológica já foi destaque em uma matéria anterior aqui do blog.

Um paciente com odontofobia também representa um risco para o dentista que o trata. O estresse e a ansiedade podem acabar sendo transmitidos para o profissional.

Marketing sensorial: já ouviu falar?

Quando um paciente vai a um consultório odontológico, recebe todos os tipos de estímulos:

  • Visuais: cores, materiais, luzes e design;
  • Olfativos: cheiros naturais e artificiais;
  • Gustativos: textura, sabor e temperatura;
  • Táteis: materiais e temperatura;
  • Sonoros: música e ruídos.

A música ideal para o seu consultório pode ser um dos elementos fundamentais de marketing do seu empreendimento profissional. Estes fatores fazem parte do marketing sensorial. Um instrumento muito útil que envolve os sentidos e afeta o comportamento dos consumidores. Se a experiência que um indivíduo tem durante a sua visita for agradável, haverá um alto nível de atração, fidelidade e diferenciação. Isso irá gerar uma vantagem competitiva sustentável ao longo do tempo. Não por acaso, muitas lojas de marca aqui no Brasil fazem uso de música ambiente suave e essências agradáveis. Buscam atrair e manter o cliente no ambiente, tornando a experiência o mais aprazível e agradável possível.

Música ideal para o seu consultório

A música traz numerosos benefícios, não apenas psicológicos, mas também fisiológicos:

  • Reduz a pressão arterial;
  • Diminui a frequência cardíaca e respiratória;
  • Promove o movimento e a coordenação do corpo;
  • Aumenta a comunicação neuronal, a elasticidade e a plasticidade do cérebro;
  • É eficaz contra a dor;
  • Acelera o processo de cicatrização após uma intervenção cirúrgica;
  • Promove o otimismo;
  • Ajuda a combater o estresse e a ansiedade.

Na literatura científica, ficou evidenciado o poderoso efeito que a música tem em reduzir a ansiedade em pacientes com câncer, doenças coronárias ou em pessoas que estão à espera de uma operação.

E o que acontece quando um paciente ouve música num consultório odontológico? Existem muitos estudos já realizados  para conhecer o impacto que a música tem antes, durante e depois da realização de um tratamento odontológico. Pode à princípio parecer estranho, mas a escolha da música ideal para o seu consultório pode sim fazer toda a diferença.

Resultados de pesquisas recentes

Estudos recentes indicam que a música deveria anteceder a realização do tratamento odontológico para evitar crises de ansiedade. Por exemplo, na sala de espera ou no momento anterior a uma cirurgia. Ficou plenamente demonstrado que a permanência do silêncio antes do início de uma consulta acaba aumentando o nervosismo do paciente.

Qual o tipo de música com a maior percentagem de êxito?  A música clássica revelou-se especialmente eficaz, especialmente a música de câmara e barroca.

É importante conhecer o público que visita o seu consultório e verificar quais gêneros se mostram mais adequados. Músicas suaves de outros gêneros como bossa nova, smooth jazz e instrumental podem também apresentar um ótimo resultado. A música ideal será aquela de perfil suave e que vá de encontro à preferência da maioria de seus pacientes.

Feedback positivo

Segundo estudo da Universidade de Montreal, pacientes que ouvem música antes de um tratamento odontológico apresentam menos hormônios do estresse do que aqueles que tomam medicamentos calmantes. Ao contrário das drogas, o efeito positivo dos sons harmônicos no cérebro humano não causa efeitos colaterais.

A música ideal para o seu consultório é aquela relaxante e de bom gosto. É aquela que ajuda os pacientes a manter sob controle sua ansiedade.

Disponibilizar água mineral é também uma medida simples que pode tornar o ambiente ainda mais aconchegante e aprazível.

Os pacientes se preparam mentalmente para o tratamento enquanto estão na sala de espera. Se eles se sentirem confortáveis e puderem passar o tempo de forma agradável, isso funcionará a favor do dentista.
Fideliza os pacientes já existentes e ajuda a conquistar novos.
Eles retornarão regularmente e, na melhor das hipóteses, recomendarão você a outras pessoas.

Fonte: Dentaleader

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Dentista com dores nas costas? Saiba o que fazer

Dentista com dores nas costasDentista com dores nas costas? Algo bem comum no seu dia a dia, não é mesmo? A questão é como prevenir e aliviar essas dores. Elas podem ter várias origens e razões, mas aquela que mais incomoda é a dor de todos os dias. Aquela relacionada à atividade do trabalho.
E tenha a certeza, o seu trabalho pode ser uma das causas mais prováveis, sem que muitas vezes você não se aperceba disto.

De acordo com um estudo publicado em 2016 pela North American Spine Society (NASS), foram apontadas as profissões que mais riscos acarretam para a sua coluna. A odontologia faz parte deste rol de profissões.

O tema dores nas costas já foi destaque em um post anterior aqui do blog Dentalis. Já neste outro artigo a má postura é relacionada aos erros posturais  do dentista no exercício da profissão.

Dores nas costas: mais comum do que se pode imaginar

Na área odontológica, muitos procedimentos exigem movimentos corporais de torção e estática por longos períodos de tempo. Pesquisas sugerem que dores nas costas dos dentistas, pescoço e ombros são comuns, e são causadas principalmente devido às posturas de trabalho, o design dos equipamentos e a duração do procedimentos. Não são apenas os dentistas já formados que sofrem com dores nas costas. Muitos estudantes de odontologia já padecem do mesmo problema.

Manter o corpo debruçado e torto sobre um paciente por horas e horas durante anos exige muitos dos músculos. Quando a cabeça, tronco e pescoço estão debruçados para um lado, o lado dos músculos que estão sendo usados se tornam menores e mais fortes, enquanto o outro lado fica esticado e mais fraco, provocando um desequilíbrio na musculatura.

Para evitar o problema, seguem algumas atitudes e cuidados que podem ser tomadas pelo dentista com dores nas costas para prevenção e alívio da dor.

Prevenção do Transtorno do Pescoço, Ombro e Costas

Recomendações ergonômicas para minimizar os riscos de lesões nas costas se concentram em melhorar a postura de trabalho e o design do equipamento. Medidas simples que o dentista com dores nas costas pode tomar para prevenir e aliviar essas dores:

  1. Mudar Postura – Alternar entre sentar e levantar para reduzir a fadiga postural e maximizar a variedade postural, o que ajuda a reduzir a fadiga muscular estática.
  2. Use Suporte – Quando sentado ou em pé, não se incline para a frente ou incline-se em uma postura sem suporte por períodos prolongados. Se você estiver sentado, sente-se ereto ou recline ligeiramente em uma cadeira com bom suporte para as costas e use um bom apoio para os pés, se necessário. Se você estiver em pé por períodos prolongados, tente encontrar algo para ajudá-lo a se apoiar.
  3. Alcance seguro – Evite ter que alcançar desajeitadamente o equipamento e trabalhe próximo ao paciente. Mantenha os itens usados ​​com mais frequência a uma distância de cerca de meio metro no máximo. Use assistentes para ajudar a posicionar o equipamentos e materiais para esta área.
  4. Postura normal do braço – Mantenha os cotovelos e a parte superior dos braços perto do corpo e não levante e tensione os ombros quando estiver trabalhando. Além disso, certifique-se de que as posturas das mãos não sejam desviadas, pois isso pode levar a problemas no pulso.
  5. Use Equipamentos Confortáveis ​​- Use equipamentos que não sejam muito pesados, que possam ser usados ​​sem a postura da parte superior do corpo, e que pareçam confortáveis ​​de usar. Equipamentos projetados ergonomicamente ajudam a minimizar as tensões nas extremidades superiores e nas costas.
  6. Gerencie o tempo – Evite consultas longas sempre que possível, ou intercale-as com intervalos curtos de descanso nos quais você muda de postura e relaxa as extremidades superiores.
  7. Alongue-se – Alguns exercícios e alongamentos básicos para fazer no consultório podem mudar drasticamente sua rotina e produtividade. Abaixo, seguem alguns exemplos.

Como aliviar as dores nas costas dos dentistas

Dentista com dores nas costas? Dica importante para encontrar o alívio

Em todas as idas à academia, os instrutores enfatizam a importância do alongamento.
O que muitas pessoas não percebem é que devem se alongar durante o dia todo. É fundamental se a rotina de trabalho exigir muito do pescoço, costas e os ombros por longos períodos de tempo.

Os dentistas e sua equipe se enquadram nessa categoria e devem se alongar regularmente ao longo do dia. É uma estratégia rápida e eficiente de como encontrar alívio para essas dores.

Veja cinco alongamentos simples para ajudar sua equipe a começar

  • Alongamento do pescoço: puxe gentilmente a cabeça em direção ao ombro e segure por três respirações profundas. Então, repita isso do outro lado.
  • Alongamento do quadril: Deite-se de costas no chão, cruze o tornozelo sobre o joelho. Puxe as pernas em direção ao peito. Segure por três respirações profundas. Então, repita o mesmo do outro lado.
  • Torção da coluna vertebral: Sente-se de pernas cruzadas no chão e gire suavemente para o lado. Mantenha por três respirações profundas, depois gire para o outro lado e repita.
  • Pose da criança: Este não é mais apenas para os iogues. Deite-se de bruços com os joelhos dobrados debaixo de você e os braços estendidos à sua frente. Coloque as palmas das mãos no chão. Você deve sentir um alongamento dos ombros até a parte inferior das costas. Mantenha essa posição por três respirações profundas.
  • Alongamento das costas: Deite-se de costas no chão, traga os joelhos até o peito. Até sentir um alongamento na parte inferior das costas. Mantenha esta posição por três respirações profundas.

Tipos de dores nas costas

Um dentista com dores nas costas pode se perguntar: de onde vem essas dores? Primeiro precisamos falar um pouco sobre os tipos de dor.

A dor nas costas que vem de repente e dura não mais do que seis semanas (aguda). Pode ser causada por uma queda ou trabalho pesado. Dor nas costas que dura mais de três meses (crônica) é menos comum que a dor aguda. As dores relacionadas ao exercício profissional são as que mais se enquadram no segundo caso. As causas são muitas vezes pouco consideradas. A dúvida que permanece é como encontrar uma solução para o dentista com dores nas costas.

Sendo ou não decorrente do exercício profissional, a dor nas costas, muitas vezes se desenvolve sem uma causa que possa ser identificada facilmente. Vamos às possibilidades:

As condições comumente relacionadas à dor nas costas

  • Tensão muscular: O trabalho pesado repetido ou um movimento súbito e desajeitado podem esticar os músculos das costas. O mesmo pode ocorrer com os ligamentos da coluna vertebral. Uma tensão constante nas costas pode causar espasmos musculares dolorosos;
  • Discos vertebrais: Discos agem como almofadas entre os ossos (vértebras) da coluna. O material macio dentro de um disco pode inchar ou romper e pressionar um nervo. No entanto, você pode ter um disco protuberante ou rompido sem dor nas costas. A doença de disco é frequentemente encontrada incidentalmente em imagens de raios-X da coluna por algum outro motivo;
  • Artrite: A osteoartrite pode afetar a parte inferior das costas. Em alguns casos, a artrite na coluna pode levar a um estreitamento do espaço ao redor da medula espinhal. Esta é uma condição chamada de estenose espinhal;
  • Irregularidades esqueléticas: Uma condição na qual sua coluna se curva para o lado (escoliose). Esta condição com dores geralmente não acontece até a meia-idade;
  • Osteoporose: As vértebras da coluna podem desenvolver fraturas por compressão se os ossos se tornarem porosos e quebradiços.

Buscamos apresentar as principais causas, formas de prevenção e sugestões que possam responder à pergunta inicial: Como aliviar as dores nas costas dos dentistas.

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Fontes: Dentistry, spine universe, mouthingoff, Mayo Clinic

 

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Passo a passo simples para higienização das mãos na odontologia

dentistas em atendimento - A importância da lavagem das mãos na odontologiaA importância higienização das mãos na odontologia é o nosso tema de hoje. Um dos aspectos mais importantes a considerar pelos dentistas, durante o desenvolvimento das suas atividades, são os cuidados com a limpeza.

Higienização das mãos consiste na remoção ou redução de sujidade e/ou de micro-organismos das mãos por meio de lavagem com água e sabonete simples ou medicado. Ou ainda por aplicação direta de produto antisséptico que dispensa enxágue.

As infecções podem ser transmitidas de várias maneiras (via respiratória, digestiva, por contato). No entanto, a via mais frequente de transmissão se dá através do contato com as mãos.

Numerosos estudos científicos concluíram que os profissionais de saúde não seguem as práticas de higiene que deveriam zelar.

De fato, segundo a Organização Mundial de Saúde:

  • 61% dos profissionais de saúde não lavam as mãos quando se faz necessário.

Por consequência, é fundamental dispor de um protocolo de higienização das mãos no âmbito da clínica ou consultório odontológico.

A importância  da higienização das mãos na odontologia

As doenças mais comuns causadas por vírus e bactérias se dão pela falta de higiene, como gripe, doenças diarreicas, constipações e resfriados ou doenças transmitidas por via fecal-oral, como a hepatite. Estas patologias causam milhares de mortes a cada ano.

A higienização das mãos na odontologia tem como objetivo eliminar a sujidade, a matéria orgânica, a flora transitória (causadora da maioria das infecções hospitalares) e o máximo da flora residente.

Na atividade diária do consultório odontológico, há muitos momentos de contato com o paciente e é vital ter em mente estes aspectos.

Um bom profissional deve prevenir qualquer risco de contágio ou contaminação. A importância da higienização das mãos na odontologia já foi destaque em um artigo anterior aqui do blog Dentalis.

Os 5 momentos para a higiene das mãos

A Organização Mundial da Saúde definiu 5 momentos críticos em que o protocolo de lavagem das mãos deve ser observado.

Os momentos em que a higienização das mãos na odontologia deve ser realizada são:

  • Antes do contato com o paciente;
  • Antes de procedimentos limpos/assépticos;
  • Após risco de exposição a fluidos orgânicos;
  • Após contato com o paciente;
  • Após contato com o ambiente envolvente do paciente.

São recomendações para proteger o ambiente de cuidados prestados ao paciente. Uma boa lavagem das mãos previne e combate a transmissão de doenças. Segundo vários estudos, 1 em cada 2 membros das equipes cirúrgicas não lava as mãos quando é necessário. A importância da higienização das mãos na odontologia é crucial dada as características do contato do dentista com a mucosa do paciente.

Protocolo de higienização das mãos na odontologia

No âmbito dos cuidados de saúde, existem diferentes técnicas de higienização das mãos na odontologia, de acordo os procedimentos subsequentes. Podemos considerar a lavagem das mãos clínica e a lavagem das mãos cirúrgica. Ambos os protocolos de limpeza aqui apresentados são importantes para garantia da higiene no atendimento. A importância da higienização das mãos na odontologia deve ser a preocupação principal e primeira antes de qualquer atendimento. Importante: Lavar as mãos antes e após o contato com o paciente e entre dois procedimentos realizados no mesmo paciente.

Importante: antes de iniciar qualquer técnica de higienização das mãos, o profissional deve retirar relógio, pulseiras e anéis, inclusive aliança. As unhas devem ser mantidas aparadas e, caso use esmalte, este não deve apresentar fissuras ou descamação.

técnica - A importância da lavagem das mãos na odontologiaLavagem das mãos clínica

No que diz respeito à lavagem das mãos clínica, podemos distinguir três tipos de lavagem: lavagem higiênica com água e sabão, lavagem antisséptica que dispensa enxágue.

Lavagem higiênica ou simples

O objetivo da lavagem higiênica é eliminação da sujidade, da matéria orgânica e da flora transitória das mãos antes e depois do contato com o paciente.

Consiste na remoção mecânica de sujidade e micro-organismos, com auxílio de água e sabonete líquido não medicado.

O protocolo de lavagem das mãos higiênica tem as seguintes etapas:

  1. Molhar as mãos com água preferencialmente morna;
  2. Aplicar 3-5 ml do produto. Ensaboar as mãos, friccionando uma na outra por aproximadamente 15 segundos. Tenha em mente que deve esfregar as palmas das mãos uma contra a outra, os dorsos e entrelaçar os dedos;
  3. Enxaguar abundantemente com água;
  4. Secar as mãos com um papel toalha descartável. Lembre-se de fechar a torneira com este papel toalha para evitar uma possível contaminação.

Lavagem antisséptica que dispensa enxágue (à base de álcool)

  1.  Molhar as mãos com água preferencialmente morna;
  2. Aplicar a quantidade de produto recomendada pelo fabricante (3 a 5 ml, em geral);
  3.  Friccionar as mãos uma na outra. Aplicar o produto em toda a superfície;
  4.  Friccionar, os espaços interdigitais, as unhas e as pontas dos dedos;
  5.  Friccionar o produto até que seque completamente (não usar papel toalha).

Exemplos de soluções antissépticas: solução alcoólica líquida a 70% ou gel alcoólico a 70%.

 

técnica - A importância da lavagem das mãos na odontologia - cirurgiaLavagem das mãos cirúrgica

O objetivo da lavagem das mãos cirúrgica é a eliminação da flora transitória e o máximo da flora residente das mãos. Basicamente, trata-se de conseguir um alto grau de assepsia antes e depois de um procedimento cirúrgico.

O protocolo de lavagem das mãos cirúrgica tem as seguintes etapas:

  1. Aplicar produto antimicrobiano 3-5 ml (suficiente para cobrir toda a superfície das mãos e antebraço);
  2. Limpar as unhas, friccionando-as contra a palma da mão ou escova macia;
  3. Utilizar escova macia para friccionar a pele (opcional);
  4. Efetuar movimentos de fricção iniciando pela extremidade dos dedos. Continuando pelos espaços interdigitais, faces das mãos, punhos e antebraços. Duração: de 2 a 6 minutos;
  5. Enxaguar as mãos em água corrente, deixando escorrer das pontas dos dedos para o antebraço. Procurar eliminar completamente o produto;
  6. Secar as mãos com compressa estéril, com movimentos compressivos. Partindo das pontas dos dedos e seguindo pelas mãos até chegar ao cotovelo.

Para execução do protocolo de lavagem das mãos, tanto clínico como cirúrgico, é recomendável a utilização de um bom sabão antisséptico, preferencialmente aqueles que contenham clorexidina a 4% em sua composição. Este é um sabão ideal para o tratamento higiênico e a desinfecção cirúrgica das mãos. Não altera a função de barreira da pele.

Utilização de luvas

É evidente a importância da lavagem das mãos, mas o uso de luvas na clínica também é fundamental. No entanto, o uso de luvas não substitui, de forma alguma, a lavagem das mãos.

As luvas são a proteção de barreira mais importante. Reduzem a possibilidade de contaminação entre profissionais de saúde e pacientes.

É importante proceder à lavagem das mãos antes da colocação das luvas e imediatamente depois da sua utilização. Além disso, é necessário descartar as luvas contaminadas no final da tarefa, sem que entrem em contato com superfícies ambientais limpas. Durante os procedimentos (com luvas), não atender telefones, abrir portas usando a maçaneta nem tocar com as mãos em locais passíveis de contaminação.

A higienização das mãos na odontologia é fundamental como já citado, e isso inclui o uso de luvas no contato com o paciente.

Por último, tenha igualmente em conta que, após uma lavagem de mãos com solução hidroalcoólica, as luvas a serem utilizadas têm de ser aquelas isentas de pó.

Fontes: OMS , Anvisa, Dentaleader

 

Posted by Victor in Dicas, Estudos, 0 comments
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