Como lidar com a dor da cárie

Como lidar com a dor da cárie

dor da cárie

A dor da cárie é um sintoma clássico na odontologia. Cáries, que os dentistas chamam de cárie dentária podem variar de tamanho pequeno a grande o suficiente para ocasionar a perda de dentes.

Em 2011-2012, 91% dos adultos nos Estados Unidos tinham cáries, mas muitos não sabiam disso. Isso ocorre porque as cáries normalmente não doem até ficarem suficientemente profundas no dente para afetar o nervo abaixo.

Cáries são um dos problemas mais corriqueiros na odontologia. De forma geral, a cárie pode ser conceituada como um processo de deterioração do dente.
As cáries podem apresentar tamanhos variados diferentes tipos.

Sintomas associados à dor da carie dentária

A dor na cárie pode variar de leve a insuportável. Uma cárie mais superficial pode provocar aumento da sensibilidade.
Principalmente ao escovar os dentes ou ao beber bebidas quentes ou frias.

Cáries que causam danos mais profundos no dente podem afetar o nervo, provocando dor intensa.

Às vezes, uma cárie pode crescer tanto que as bactérias podem penetrar nas gengivas ou até nos ossos abaixo dos dentes.
Isso pode causar dor intensa, além de infecções graves.

Alguns dos sintomas que um indivíduo pode nos casos de uma cárie em estágio inicial a intermediário:

  • sensibilidade dentária, que pode parecer uma sensação de ardência ou ardência;
  • dores de dente ocasionais que desaparecem com medicação para dor;
  • sensibilidade de um lado da boca, especialmente ao mastigar alimentos duros;
  • descoloração dos dentes, como manchas amarelas, brancas ou marrons.

Em casos avançados, quando a cárie evolui para um abscesso dentário, são comuns estes sintomas:

  • dor intensa que pode afetar apenas um único dente;
  • uma dor vaga, mas implacável;
  • dor que varia de latejante e ardente a pulsação ou queimação;
  • inchaço nas gengivas ou no rosto;
  • náusea;
  • febre;
  • dor na mandíbula, orelhas ou gengivas;
  • dor de dente severa a ponto de interferir nas atividades diárias e/ou no sono.

Às vezes, um dente com abscesso pode parar de doer por um período de tempo. Isso acontece quando o processo infeccioso já pode ter comprometido a polpa do dente como também o nervo.

Inflamação das gengivas ou ossos também podem acontecer com a progressão da cárie.

Causas da cárie dental

As bactérias que se alimentam de açúcar vivem nos dentes. Indivíduos que tenham uma dieta rica em açúcares, que não escovam os dentes ou não procuram atendimento odontológico regular tendem a ter mais bactérias na boca.

Com o tempo, essas bactérias podem corroer o esmalte dos dentes, causando cáries profundas e dolorosas.

Essas bactérias formam biofilmes que causam a placa bacteriana.
Com o tempo, as bactérias danificam a polpa e o nervo sensíveis do dente, causando dor na cárie.

Muitos fatores podem influenciar a suscetibilidade de uma pessoa a cáries. Isso inclui seu microbioma individual.
O microbioma é a colônia única de bactérias e outros micro-organismos que podem ajudar ou impedir o crescimento de bactérias nocivas na boca.

As bactérias que causam cáries são contagiosas.
Uma pessoa pode transmitir bactérias causadoras de cáries a outra pessoa beijando-as, compartilhando alimentos ou bebidas com elas ou espirrando sobre ou perto delas.

dor da cárie

Como aliviar a dor da cárie

Algumas estratégias que podem ajudar no alívio imediato da dor da cárie, destacamos as seguintes:

  • Aplicação de géis anestésicos: alguns géis vendidos em farmácia podem aliviar temporariamente a dor dental;
  • Uso de um enxaguante bucal com água salgada morna. A água salgada quente pode ajudar a eliminar bactérias e aliviar temporariamente a dor;
  • Óleo de cravo: pode ajudar a aliviar a dor dental. Alguns géis anestésicos utilizam óleo de cravo;
  • Analgésicos como o ibuprofeno e o paracetamol podem ajudar a aliviar temporariamente os sintomas dolorosos;
  • Alternância de frio e calor: alternância de uma compressa fria ou quente na parte externa da boca. Alternar essas terapias também pode ajudar no alívio da dor;
  • Escovar e usar fio dental pode remover parte da placa. Isso não vai curar a cárie, mas pode reduzir a taxa na qual as bactérias comem no dente, impedindo a dor de piorar.

São todas medidas emergenciais destinadas ao alívio da sintomatologia da dor diante da impossibilidade da busca de um atendimento odontológico.

Tratamento

A cárie dentária por si só já justifica uma visita ao dentista. A dor da cárie leva o indivíduo à busca de assistência.

Isso porque apenas um dentista pode diagnosticar a causa. Por isso é vital procurar tratamento imediato para evitar que o problema se agrave.

O tratamento depende da gravidade da cárie e de onde ela se encontra. Algumas opções de tratamento podem incluir:

  • Preenchimentos dentário: é a bem conhecida restauração dentária comum na grande maioria dos casos;
  • Tratamento de canal: para os casos de cárie em seu estágio mais avançado;
  • Infiltração por cárie em coroa dentária. Normalmente é uma cavidade estreita, de progressão lenta e quase sempre sem dor. Normalmente indicar a atividade ou não de lesões cariosas nestas infiltrações é bem difícil;
  • Antibióticos: Um indivíduo com uma infecção dentária grave, poderá ter de utilizar antibióticos. Pessoas com sistema imunológico enfraquecido, pessoas com histórico de transplantes de órgãos e pessoas submetidas a quimioterapia também podem precisar de antibióticos.
  • Cuidados ortodônticos: Às vezes, dentes apinhados ou problemas com a mordida podem aumentar o risco de cáries. A utilização de aparelhos ortodônticos pode diminuir os riscos.

Assistência odontológica na dor da cárie

Diante de um quadro de dor de dente, o indivíduo deve procurar se consultar com um dentista no menor prazo possível.
Em caso de dor intensa ou insuportável, deve buscar profissional que atenda emergências.
Uma pessoa deve agendar uma consulta com um dentista para qualquer dor de dente ou boca. Se a dor for intensa ou insuportável, eles podem entrar em contato com um dentista de emergência.

Uma pessoa pode precisar de atendimento de emergência caso não consiga marcar uma consulta nas primeiras 24 horas e apresentar algum dos seguintes sintomas:

  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Inflamação no rosto ou ao redor da boca;
  • Inchaço atrás das orelhas;
  • Dor tão intensa que atrapalha o sono.
Fonte: Medical News Today
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O protetor bucal que detecta sinais de cárie e periodontite

O protetor bucal que detecta sinais de cárie e periodontite

protetor bucal

A novidade que trazemos hoje é um protetor bucal que auxilia na detecção dos primeiros sinais de cárie e periodontite. Isso de acordo com uma equipe de pesquisadores chineses que trabalham no desenvolvimento do produto.

O estudo, “Um protetor bucal fluorescente transparente e vestível para visualização de alta sensibilidade e localização precisa de locais de lesões dentárias ocultas. Esse artigo está publicado no Advanced Materials.

Protetor bucal com material inovador

O dispositivo é feito de um material nanocompósito. Esse material reage com os compostos de enxofre liberados por patógenos causadores do mau hálito bucal.
Esses compostos agem como indicadores de decomposição de matéria orgânica ou compostos proteicos. Dessa forma podem sinalizar a presença de lesões.

O dispositivo é fabricado com um óxido de zinco-poli (dimetilsiloxano).
Recomenda-se a permanência do protetor bucal na boca por um período sete horas.
Observa-se a diminuição da fluorescência nas áreas onde estão sendo liberados compostos voláteis de enxofre.
Ou seja, regiões que apresentam indícios precoces de cárie.

Preço e lançamento

Devido ao baixo custo, estabilidade a longo prazo e boa adesão do paciente, esse protetor bucal é adequado para produção em larga escala.

Irá possibilitar uma triagem amplamente aplicável, preliminar e precisa, das lesões dentárias antes da rotina de exames de rotina propriamente ditos
O objetivo é torná-lo um instrumento para triagem preliminar antes das consultas odontológicas.
A intenção do grupo é realizar o lançamento do produto já no ano que vem.

Uso de protetor bucal no tratamento do Bruxismo

A maioria dos casos de bruxismo pode ser facilmente tratada usando um protetor bucal enquanto a pessoa dorme.

Os protetores noturnos também bucais são conhecidos também como goteiras, placas noturnas de mordida ou talas de mordida.

O protetor bucal agem se colocando como uma barreira entre os dentes. Quando você a pessoa aperta a mandíbula, o protetor bucal ajuda a aliviar a tensão e a amortecer os músculos da mandíbula.

Este amortecimento não só ajuda a prevenir dores no rosto e na mandíbula, mas também protege o esmalte dos dentes.

Como já informamos aqui no blog Dentalis, o bruxismo também pode agravar a doença periodontal.

Fonte: Advanced Materials
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Composto natural para tratamentos em endodontia

Composto natural para tratamentos em endodontia

Composto natural para tratamentos em endodontia

Um composto natural para tratamentos em endodontia é uma descoberta brasileira e pode trazer muitos benefícios aos tratamentos endodônticos.

Pesquisadores ligados à Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), desenvolveram um composto natural para tratamentos em endodontia que é obtido da papaína. Vem demonstrando excelentes resultados em tratamentos endodônticos.

Mais especificamente para aqueles tratamentos, por exemplo, denominados de desvitalização.
Na desvitalização acontece a remoção da polpa como parte do processo de seu processo de recuperação.

Para operacionalização desse processo, o dentista se vale de substâncias que fazem a limpeza do dente.
Acontece que essas substâncias podem acabar provocando alergias e danos à mucosa bucal de certos pacientes.

Composto natural para tratamentos em endodontia

O uso de um composto natural à base de papaína poderá eliminar os problemas endodônticos causados pelos compostos tradicionais utilizados em procedimentos endodônticos.

O composto natural desenvolvido pelos pesquisadores age no processo de dissolução da polpa dental.
Possui as vantagens de biocompatibilidade, bactericida, poder de dissolução da matéria orgânica. E também excelente capacidade de hidratação e penetração.

O foco inicial dos pesquisadores era fazer uso do composto na área da ortodontia.
No entanto, acabou demonstrando ser de muito maior utilidade em outro segmento da odontologia.
Tem tudo para fazer muito sucesso como composto natural para tratamentos em endodontia.

Patente do composto natural para tratamentos em endodontia

A carta patente é um documento concedido pelo Inpi.
Esse confere à Uesb a exclusividade do uso, comercialização, produção e importação do composto.
É um produto de um trabalho de pesquisa iniciado em 2013, coordenado pelo professor Matheus e três alunos do grupo de pesquisa: Caio Ferraz, Gabriel Oliveira e Matheus Costa, hoje egressos da Universidade.

A carta confere à Uesb as patentes na área de Produção Animal e Odontologia.
De acordo com o professor, foram protocolados no Inpi pedidos em outros campos de conhecimento, como Farmácia, Engenharia e Biologia.

Fonte: Uesb
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Tudo o que você precisa saber sobre o câncer oral

Tudo o que você precisa saber sobre o câncer oral

câncer oral

O câncer oral pode aparecer em qualquer lugar da boca. Incluindo o interior das bochechas e gengivas.
É considerado um tipo de câncer de cabeça e pescoço.

Frequentemente, o câncer oral faz parte da categoria de câncer de boca e orofaringe.
O câncer de orofaringe afeta a parte posterior da boca e o revestimento da garganta.

De acordo com a American Cancer Society (ACS), as estatísticas estimam em 53.000 o número de americanos com diagnóstico de câncer oral em 2019.

A idade média no diagnóstico é de 62 anos.
No entanto, cerca de 25% dos casos ocorrem antes dos 55 anos.
É mais comum atingir homens do que mulheres.

Câncer oral – Sintomas

Nos estágios iniciais, geralmente não há sinais evidentes.

Fumantes e alcoolistas devem fazer exames regulares com o dentista. Isso porque cigarro e o álcool em excesso são fatores de risco para o câncer oral.

O dentista é normalmente o profissional que primeiro poderá detectar sinais iniciais desse tipo de câncer.

Lesões pré-cancerosas

Sinais iniciais do câncer oral em desenvolvimento:

Leucoplasia

Leucoplasia é uma mancha ou placa branca, com bordas irregulares, firmemente aderida à mucosa da boca.
É uma lesão pré-maligna, geralmente causada pelos hábitos deletérios de fumo e etilismo.
A lesão com características proliferativa (aumenta de tamanho) possui 70 a 100% de risco de se transformar em um carcinoma de células escamosas.

Líquen Plano Oral

No líquen plano existem áreas de linhas brancas com uma borda avermelhada, possivelmente com ulceração.

Muitas lesões orais podem ser pré-cancerosas. Elas não significam necessariamente que o indivíduo terá câncer. No entanto, é importante que o paciente converse com o seu dentista sobre quaisquer alterações que ocorram na boca.

O monitoramento das alterações pode ajudar a detectar o câncer de boca nos seus estágios iniciais. E no começo, é muito mais fácil de tratar.

câncer oral

Câncer

O desenvolvimento do câncer gera o aparecimento dos seguintes sintomas:

  • Manchas no revestimento da boca ou língua. São geralmente vermelhas ou brancas;
  • Sangramento, dor ou dormência na boca;
  • Úlceras ou feridas na boca que não cicatrizam;
  • Nódulo ou espessamento das gengivas ou revestimento da boca;
  • Dentes soltos sem motivo aparente;
  • Dentaduras mal ajustadas;
  • Mandíbula inflamada;
  • Dor de garganta ou sensação de que algo está preso na garganta;
  • Voz rouca;
  • Dificuldade em mastigar ou engolir;
  • Dificuldade em mover a língua ou mandíbula.

A presença de um desses sintomas não significa necessariamente que o indivíduo tenha câncer oral. Porém, vale a pena consultar um dentista para um diagnóstico.

Câncer oral – Tratamento

O tratamento irá variar conforme algumas condições:

  • Localização, estágio e tipo do câncer;
  • O estado geral de saúde do indivíduo;
  • Preferências do paciente.

Existem muitas opções de tratamento. Como descritas a seguir.

Cirurgia

Uma cirurgia pode ser recomendada para remoção do tumor e também uma margem de tecido saudável ao seu redor.

A cirurgia pode implicar na remoção das seguintes estruturas:

  • Parte da língua;
  • Parte do maxilar;
  • Nódulos linfáticos.

Caso o procedimento cause alteração significativa da aparência da pessoa ou sua capacidade de falar ou comer, uma cirurgia reconstrutiva pode ser necessária.

Radioterapia

O câncer bucal é sensível à radioterapia. Esse tratamento utiliza raios X de alta energia ou partículas de radiação para danificar o DNA dentro das células tumorais. Isso destrói sua capacidade de reprodução.

Os efeitos adversos da radioterapia:

  • Cárie dental;
  • Aftas;
  • Sangramento gengival;
  • Rigidez da mandíbula;
  • Fadiga;
  • Reações da pele, como queimaduras.

O tratamento provavelmente será mais eficaz em pessoas que não fumam ou já deixaram de fumar.

Um indivíduo com câncer oral em estágio inicial pode ser tratado com radioterapia.
Porém, a combinação desse com outros tratamentos podem reduzir a progressão ou recorrência do câncer com mais eficiência.

Quimioterapia

Se o câncer é generalizado, o médico pode recomendar a combinação da quimioterapia com a radioterapia.

A quimioterapia envolve o uso de medicamentos poderosos que danificam o DNA das células cancerígenas. Os medicamentos minam a capacidade das células de se reproduzir e se espalhar.

Os medicamentos quimioterápicos destroem as células cancerígenas. Porém, também podem danificar tecidos saudáveis. Isso pode levar a sérios efeitos adversos.

Dentre os efeitos adversos, estão:

  • Cansaço excessivo;
  • Náusea e vômitos;
  • Queda de cabelo;
  • Diminuição da resistência imunológica;
  • Risco aumentado de infecções.

Esses efeitos geralmente desaparecem após o término do tratamento.

Terapia de hipertermia

Técnica recente onde o médico promove o aquecimento da área acima da temperatura normal para danificar e matar células cancerígenas.

Esta técnica também pode aumentar a sensibilidade das células cancerígenas à radioterapia.

Estágios

O estágio do câncer refere-se à medida do quanto ele se espalhou pelo organismo.

Nos estágios iniciais, pode haver células pré-cancerosas que podem eventualmente se tornar cancerígenas.

Às vezes, isso é chamado de câncer no estágio 0 ou carcinoma in situ.

  • O câncer localizado é aquele que afeta apenas uma área e não se espalhou para outros tecidos;
  • O câncer regional é aquele que se espalhou para os tecidos próximos.
  • O câncer distante é aquele que se espalhou para outras partes do corpo. Por exemplo, os pulmões ou o fígado.

Complicações

O câncer bucal e seu tratamento podem levar a uma série de complicações.

As complicações após a cirurgia incluem o risco de:

  • Sangramento;
  • Infecção;
  • Dor;
  • Dificuldade em comer e engolir.

A longo prazo podem surgir os seguintes problemas:

  • Estreitamento da artéria carótida: Isso pode resultar da radioterapia e pode levar a problemas cardiovasculares;
  • Problemas dentais: podem surgir se a cirurgia mudar o formato da boca e da mandíbula;
  • Disfagia ou dificuldade em engolir: Isso pode dificultar a ingestão de alimentos e aumentar o risco de inalação de alimentos e infecções como consequência;
  • Problemas na fala: alterações na língua, lábios e outras características orais podem afetar a fala;
  • Problemas de saúde mental: Depressão, irritabilidade, frustração e ansiedade podem surgir.

Participar de um grupo de apoio local ou on-line pode ser útil. Esse contato oferece a oportunidade de conhecer pessoas com experiências semelhantes.

Câncer oral – Causas

O câncer acontece a partir de uma alteração genética no organismo que resulta no crescimento de células sem controle.
À medida que essas células indesejadas continuam a crescer, elas formam um tumor.
Com o tempo, as células podem migrar para outras partes do corpo.

Cerca de 90% dos cânceres de boca são carcinoma espinocelular.
Eles têm início nas células escamosas que revestem os lábios e o interior da boca.

Fatores de risco

Não se sabe exatamente por que essas mudanças acontecem. Porém, alguns fatores de risco parecem elevar a chance para o desenvolvimento do câncer de boca.

Existem evidências de que estes são fatores que elevam o risco:

  • Hábito de fumar;
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • Histórico de infecções prévias por HPV, especialmente o HPV tipo 16;
  • Histórico prévio de câncer de cabeça e pescoço.

Outros fatores de risco para o câncer bucal:

  • Exposição excessiva a raios ultravioleta;
  • Refluxo gastroesofágico;
  • Radioterapia prévia para cabeça, pescoço ou ambos;
  • Exposição a certos produtos químicos, especialmente amianto, ácido sulfúrico e formaldeído;
  • Ferimentos antigos que não cicatrizam;
  • Exposição ao calor excessivo de bebidas quentes, como o chimarrão.

Dietas saudáveis com muitas frutas e legumes frescos podem reduzir o risco.

Câncer oral – Diagnóstico

Na presença de sinais indicativos de câncer oral, o que o médico pode fazer:

  • Perguntar sobre os sintomas;
  • Realizar um exame físico;
  • Saber do histórico pessoal e familiar do paciente.

Se o câncer de boca é uma possibilidade, pode-se recomendar uma biópsia. É um exame onde se coleta uma pequena amostra do tecido para verificar a existência de células cancerígenas.

Se a biópsia revelar câncer bucal, a etapa seguinte será determinar o estágio.

Testes para identificar o estágio do câncer:

  • Endoscopia: exame no qual se pode verificar se o câncer se espalhou e, em caso afirmativo, até que ponto;
  • Testes de imagem: um raio-X dos pulmões, por exemplo, mostrará se o câncer atingiu essa área.

Além do estágio do câncer, outros fatores afetam a chance de uma maior sobrevida, como:

  • Idade;
  • Estado geral da saúde do indivíduo;
  • O grau ou tipo de câncer, pois alguns são mais agressivos que outros;
  • Acesso do indivíduo a diferentes opções de tratamento.

Câncer oral – como prevenir

Para reduzir o risco de câncer de boca, as pessoas devem:

  • Evitar completamente o cigarro;
  • Evitar o consumo excessivo de álcool;
  • Ir regulamente ao dentista para exames odontológicos;
  • Ficar atento a alterações na boca e conversar com seu dentista, se notar alguma;
  • Vacinar-se preventivamente para o HPV.

Existem evidências da associação entre o HPV e o câncer de cordas vocais.

Fontes: NHS,The Oral Ancer Foundation, American Cancer Society, National Cancer Institute, NCBI, Wikipedia
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Enxaguantes bucais podem impedir a disseminação da COVID-19?

enxaguantes bucais

O uso de enxaguantes bucais podem ajudar a conter a propagação do COVID-19?
Após a revisão de evidências de mais de 100 artigos, pesquisadores afirmam que sim. Ao menos, in vitro.
Ou seja, fazer bochechos orais com alguns enxaguatórios bucais pode ajudar a conter a propagação do Covid-19. Ao menos in vitro pelo que as pesquisas até agora realizadas apontaram.

Embora os pesquisadores reconheçam que alguns enxaguatórios bucais podem ter um papel importante na contenção da pandemia, eles fazem um alerta.
Mais pesquisas são necessárias para que o tema seja melhor esclarecido.
São necessárias mais pesquisas para o fortalecimento das evidências.

Os pesquisadores estudam a possibilidade de que a diminuição da carga viral, mesmo que transitória, possa ter um impacto na transmissão da doença.
Isso quando falamos de pacientes atendidos por dentistas, cirurgiões ou anestesistas.

Essa é uma ideia que precisa ser melhor avaliada. Ensaios clínicos precisam mensurar o impacto do enxágue bucal sobre o número de partículas virais ativas antes e depois do enxágue.
Em havendo a confirmação da ação, também o tempo que o efeito persiste precisará ser determinado.

Estratégia Virucida – Enxaguantes bucais

O vírus do Sars-CoV-2 é envolvido por um envelope liṕidico.
Inseridas em sua membrana estão as glicoproteínas que ele utiliza para adentrar as células.

Por mais forte que o vírus possa parecer, a sua membrana de gordura é o seu calcanhar de Aquiles.
Novos meios que viabilizem o rompimento dessa membrana vêm sendo alvo de estudos.

Agir sobre o revestimento lipídico é uma estratégia virucida bem conhecida contra muitos coronavírus.
Pesquisas anteriores demonstraram o impacto de muitos agentes nesse sentido.

Estudos anteriores já provaram que o vírus é altamente sensível a soluções alcoólicas a 60% ou 70%.
O álcool nessas concentrações causa a inativação imediata do vírus.
O uso de soluções hidroalcoólicas faz parte das recomendações da OMS.
No entanto, a mesma OMS não traz orientações sobre o uso de enxaguatórios orais como uma das formas de combate à propagação do SARS-CoV-2.
Isso se deve à escassez de pesquisas sobre a possibilidade do uso dessas soluções como armas antivirais.

Glândulas salivares e garganta – papel importante na propagação do vírus

As glândulas salivares e a garganta são as principais fontes de replicação do coronavírus. Além disso, uma carga viral alta na boca pode contribuir para a disseminação do vírus nos estágios iniciais da infecção.

Sabe-se que a garganta é um local de presença do vírus. Especialmente em doenças em estágio inicial e em indivíduos assintomáticos que também  podem ser transmissores.

Existem muitas evidências de que muitos indivíduos não apresentam sintomas, mas são positivos para o SARS-CoV-2. Isso é evidenciado pela detecção do vírus na garganta e nos cotonetes nasais.

Certezas da Ciência até os dias atuais

Níveis elevados de vírus na garganta ou nos pulmões também podem estar associados a um aumento na propensão a infectar outras pessoas. Ou seja, indivíduos com uma alta carga viral podem potencialmente ser agentes de transmissão da COVID-19.
Assim, estratégias destinadas a reduzir o número de partículas virais infecciosas nas membranas mucosas podem ajudar a reduzir o risco de transmissão.
Uma dessas estratégias está no uso de enxaguatórios bucais com capacidade de destruir o envelope lipídico do SARS-CoV-2.

Como o uso enxaguatórios bucais pode ajudar a conter a propagação do COVID-19

Para responder a essa pergunta, os pesquisadores realizaram uma ampla revisão bibliográfica. Foram examinados vários ingredientes comuns presentes em soluções orais. Ativos como o álcool, clorexidina, cloreto de cetilpiridínio, peróxido de hidrogênio e iodeto de povidona.

Os pesquisadores avaliaram o potencial de cada um deles para destruição do envelope lipídico do vírus SARS-CoV-2. E por consequência também assim potencialmente reduzir a disseminação viral.

Enxaguantes bucais com álcool

Em relação ao etanol, a maioria dos estudos investigou a utilidade de concentrações mais altas do composto.
Poucos examinaram as concentrações mais baixas presentes em enxaguantes bucais disponíveis no mercado.

Poucas até o momento são as pesquisas realizadas com menores concentrações de etanol. Os resultados até agora têm sido promissores.
Dois desses ensaios, ambos realizados in vitro, produziram resultados positivos em relação à desnaturação do vírus pelos enxaguantes bucais avaliados.

Em 2007, um estudo concluiu que 20% de etanol inativou completamente três vírus envelopados – sindbis, herpes simplex – 1 e vaccinia.

Outro estudo publicado 10 anos mais tarde mostrou que uma exposição de 30 segundos a uma diluição contendo 34% de etanol impedia completamente a replicação do coronavírus.

Há “uma necessidade urgente” de realizar estudos semelhantes em condições biologicamente relevantes, como na mucosa e na boca. É o que observam os atuais pesquisadores.

A busca por respostas

Alguns pesquisadores partiram em busca de respostas. A questão chave é saber da real capacidade dos enxaguantes bucais disponíveis no mercado na destruição do envelope lipídico do coronavírus.

Em 1995, os pesquisadores testaram uma solução com 26,9% de etanol mais óleos essenciais contra herpes, gripe, rotavírus e adenovírus in vitro.

Tanto o vírus do herpes quanto a gripe (que estão envolvidos) foram afetados significativamente. Já o adenovírus e o rotavírus (que não estão envolvidos) não foram afetados. Isso levou os pesquisadores a especular que os enxaguantes bucais poderiam auxiliar na inativação do vírus.

Um estudo de acompanhamento não publicado de 2010 do mesmo grupo mostrou que uma exposição in vitro de 30 segundos a 21,6% de etanol com óleos essenciais levou a uma redução de mais de 99,99% na capacidade de infecção do influenza H1N1.

Esses estudos fornecem prova de conceito de que enxaguantes bucais contendo óleos essenciais com etanol a 21-27% podem inativar vírus envelopados. Isso tanto no laboratório quanto em humanos, com o provável mecanismo de dano ao envelope lipídico do vírus. É o que afirmam os autores da revisão.

No entanto, mais pesquisas sobre etanol em enxaguantes precisam ser realizadas, segundo os mesmos cientistas.

Outras formulações

Os estudos demonstraram que os enxaguantes bucais com álcool tiveram um efeito positivo. Porém, os estudos “foram pequenos, não cegos, relataram ou não definiram qual patógeno respiratório estava envolvido. Todos portanto, apresentam limitações.
É por isso que os ensaios clínicos em larga escala são urgentemente necessários.

Outros estudos investigaram o potencial de outras formulações de enxaguantes bucais no combate a vírus envoltos em lipídios.
A clorexidina demonstrou in vitro reduzir a concentração viral de vírus envolvidos.

Clorexidina

As formulações à base de clorexidina podem manter sua atividade antimicrobiana por até 12 horas. Segundo os pesquisadores, a combinação de soluções de clorexidina e etanol podem ser úteis na redução da carga viral por períodos mais longos.

Povidona-iodo

A povidona-iodo também foi objeto de alguns estudos em humanos. Evidenciou-se que gargarejos repetidos podem reduzir a incidência de infecções bacterianas e virais.
No entanto, a povidona-iodo está atualmente disponível apenas em alguns países asiáticos.
Além disso, reações alérgicas raras foram relatadas com seu uso.

Solução salina hipertônica

A lavagem com água clorada ou solução salina hipertônica é outra opção segundo um estudo realizado no Japão.
“No entanto, este estudo foi cego e autorrelatado, e, portanto, não pode ser considerado definitivo”. É o que afirmaram os pesquisadores.

Peróxido de hidrogênio

O peróxido de hidrogênio, destrói as membranas lipídicas através dos radicais livres de oxigênio.
Estudos anteriores mostraram que o coronavírus 229E e outros vírus envelopados são inativados.
Isso foi observado em concentrações de peróxido de hidrogênio de aproximadamente 0,5%.

O peróxido de hidrogênio em concentração acima de 5% pode danificar tecidos moles e duros. Porém, pouco dano foi observado na faixa de concentração de 1% a 3%. Essa faixa é aquela comumente usada em enxaguatórios bucais para clareamento dos dentes.

Compostos de quaternário de amônio (cetilpiridínio)

Os compostos de amônio quaternário são agentes microbicidas. Eles interferem com os componentes proteicos ou lipídicos na superfície celular. Um desses compostos é o cloreto de cetilpiridínio. Esse, recentemente, demonstrou ser ativo in vitro e in vivo contra a gripe através do ataque direto ao envelope viral.

Perguntas que aguardam respostas

Dado o potencial que essas substâncias, na forma de enxaguantes bucais, podem ter na transmissão do SARS-CoV-2, mais pesquisas são necessárias.

Essas pesquisas precisam responder algumas perguntas, como estas:

  • A carga viral na orofaringe pode ser reduzida através do enxaguante bucal?
  • Em caso afirmativo, qual enxaguante bucal pode ser clinicamente eficaz?
  • Uma combinação de agentes em quantidades menores seria melhor tolerada, reduziria efeitos adversos e manteria sua eficácia?
  • Que combinações, tempos de contato e frequência de uso podem induzir a atividade antiviral e reduzir a infectividade do SARS-CoV-2?

Para ajudar a responder a essas perguntas, os pesquisadores sugerem várias abordagens de pesquisa.
Estudos epidemiológicos podem ajudar a estabelecer em nível populacional se os enxaguantes bucais estão associados a taxas reduzidas de infecções na garganta e respiratórias, incluindo aquelas causadas pela SARS-CoV-2.

Também são necessárias mais pesquisas sobre o vírus SARS-CoV-2. Pesquisas para determinar a composição de seu lipidoma, o impacto do etanol ou de outros agentes na infectividade da proteína spike. E também e o impacto da temperatura e da carga no solo.

Qualquer estudo sobre a viabilidade potencial de enxaguantes bucais nesse contexto também precisa examinar a tolerabilidade desses tratamentos.

Teoricamente, enxaguantes bucais podem causar inflamação na garganta. Porém, em um estudo clínico, isso pode ser monitorado e determinado. Numa expectativa de curto prazo os riscos serão mínimos, desde que usados corretamente.

O fator Tempo

Apesar de muitas dúvidas, os pesquisadores esperam que novas pesquisas respondam às questões em aberto.
Se as necessárias pesquisas serão concluídas a tempo de brecar o curso da pandemia de COVID-19, aí já é outra questão.

Concluindo

Sem as evidências, não se pode fazer recomendações formais ao público.
É preciso realizar pesquisas para determinar se os enxaguatórios bucais têm algum impacto primeiro“. É o que salienta um dos pesquisadores.

Stephen Challacombe é professor de Medicina Oral na King’s College London. Ele têm uma opinião mais direta sobre essa questão.
Segundo ele os enxaguantes bucais à base de povidona-iodo são os melhores candidatos. Isso porque têm a capacidade de reduzir a infecção cruzada.
Ele considera que as provas não são de fato suficientes. Ao mesmo tempo, afirma que o risco para os profissionais de saúde é alto. E que isso justificaria iniciar-se o uso dessas soluções.

Ele também recomenda enxaguatórios com peróxido de hidrogênio a 1,5%. Embora não se saiba se possa ser inativado na presença de outra matéria orgânica.

Apesar da carência de pesquisas, ele vê pouca desvantagem no uso de enxaguantes bucais na luta contra a disseminação do COVID-19.

A opinião do professor pode ser resumida em uma declaração dada por ele “você não tem nada a perder e potencialmente muito a ganhar. Então, continue com isso.”

Como pudemos ver nesse artigo a adoção de enxaguantes bucais, como medida preventiva do COVID-19, ainda é um assunto polêmico. Requer mais pesquisas para que possamos ter certeza do melhor caminho.

O que é consenso são as precauções extras que o dentista precisa adotar de agora em diante em seus atendimentos. Essas precauções são listadas em uma matéria recente aqui do blog Dentalis.

Fontes: Oxford Academic, SSRN, Healthing
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Sinusite: conheça seus principais sintomas

sinusite

A sinusite é infecção comum e dolorosa que causa pressão e dor na cavidade nasal.

A infecção sinusal afeta pelo menos 31 milhões de norte-americanos a cada ano.
A maioria dos casos de sinusite é causada por um vírus e desaparece por conta própria. A infecção sinusal viral é contagiosa. Assim, é importante tomar medidas para evitar transmiti-la a outras pessoas.

As bactérias e, em casos raros, fungos, também podem ser responsáveis por episódios de infecção sinusal.

Muitas vezes é difícil diferenciar uma sinusite de um resfriado comum ou alergia.
Assim, conhecer os sintomas de uma infecção sinusal pode ajudar a encontrar o melhor tratamento.

Neste artigo, analisamos os sintomas e tratamentos da sinusite.
Também explicamos como diferenciar uma infecção sinusal de um resfriado.

Sintomas da sinusite

Os sintomas característicos de uma infecção sinusal incluem:

1. Dor e pressão sinusal

O líquido preso nos seios nasais pode preencher as cavidades dos seios, causando intensa dor e pressão.
Os seios nasais podem ficar sensíveis ao toque.
A pessoa pode sentir vontade de espirrar, mas não consegue fazê-lo.

A dor pode estar nas bochechas, ao redor dos olhos e nariz ou na testa.
Isso porque essas áreas são onde estão os seios.
Curvar-se pode piorar a dor.

Às vezes, a pressão e a dor são intensas o suficiente para interferir no sono.

A infecção sinusal também pode fazer o tecido que reveste o nariz inflamar.

2. Dor de cabeça

A pressão e a dor da sinusite podem causar dores na parte frontal da cabeça.
Algumas pessoas percebem que a dor pode se irradiar para outros lugares. Isso pode causar problemas mais comuns ou até mesmo dores no pescoço.

3. Escorrimento de muco

Ocorre o escorrimento de muco na garganta.
Pode causar sensação de rouquidão e congestão.
Ou também uma sensação de pressão na garganta ou na boca.

4. Congestão

A sinusite pode ser provocada por uma infecção viral, ou infecção bacteriana ou fúngica nos seios nasais.
Isso geralmente acontece onde há líquido preso nos seios nas quais vírus, bactérias ou fungos podem crescer. Há acúmulo de líquidos e inflamação. O resultado desse estado é a sensação de congestão.

5. Tosse

A sinusite pode fazer com que o muco e o líquido retornem à garganta.
Isso pode fazer com que a garganta coce ou fique inflamada.
Algumas pessoas tossem repetidamente para tentar limpar a garganta. Já outras experimentam tosse incontrolável.

6. Febre

A febre é um sinal de que o corpo está combatendo uma infecção.
Algumas pessoas desenvolvem febre pela infecção sinusal.
Outros sintomas associados à febre incluem calafrios, exaustão e dores musculares.

7. Muco de cores diversas

Vírus, bactérias ou fungos no muco podem mudar de cor.
Indivíduos com sinusite costumam expelir catarro nas cores verde ou amarelo.
Outras vezes o muco expelido pelo nariz é de uma cor brilhante.

A infecção sinusal causa muita produção de muco.
Ao ponto do indivíduo se ver incapaz de limpar os seios nasais.
Isso, independentemente da frequência com que assoe o nariz.

8. Fadiga

Combater uma sinusite exige energia do corpo. Isso gera fatiga.
Algumas pessoas se sentem exaustas porque não conseguem respirar facilmente ou pela dor que sentem.

9. Mau hálito

O muco associado a uma sinusite pode ter um odor ruim. Isso pode causar mau hálito ou mau gosto na boca.

10. Dor de dente

A pressão intensa dos seios nasais pode causar dor nas gengivas.
Isso pode ocasionar dores de dente, dor nas gengivas ou dores na boca.

11. Sinusite crônica

Algumas sinusites podem se tornar crônicas.
Pessoas que sentem dor e pressão no seio nasal que dure várias semanas e que não esteja relacionada a uma alergia ou infecção podem ter sinusite crônica.

Afinal, é sinusite ou resfriado?

Pode ser difícil estabelecer a diferença entre uma sinusite e um resfriado. Isso porque os sintomas podem ser muito semelhantes.
Infecções sinusais geralmente se desenvolvem após um resfriado.

Sinusite tende a durar mais do que um resfriado. Os sintomas do resfriado tendem a piorar cada vez mais, atingindo o pico de 3 a 5 dias e depois melhoram gradualmente.
As infecções sinusais podem durar 10 dias ou mais.

Alguns sintomas são mais característicos de uma sinusite do que um resfriado:

  • Inchaço do tecido no nariz;
  • Mau hálito;
  • Secreção verde liberada pelo nariz;
  • Rosto inchado ou sensível.

Diferentemente de um resfriado, a sinusite pode se tornar crônica.
Isso significa que pode durar mais de 3 meses.
Sinusite crônica causa inchaço e irritação nos seios nasais.
Geralmente se desenvolve após uma pessoa ter sinusite aguda.
Às vezes os sintomas desaparecem e depois voltam novamente.
Os sintomas sinusais contínuos – mesmo que melhorem e depois voltem – podem indicar sinusite crônica.

Tratamento da sinusite

As infecções sinusais geralmente desaparecem por conta própria. Ou seja, sem tratamento médico.
No entanto, existem algumas coisas que o indivíduo pode fazer em casa para aliviar os sintomas incômodos.

O que se pode fazer em casa para tratar uma sinusite:

  • Aplicar uma compressa quente nos seios nasais. Isso ameniza a dor e a pressão, soltando o líquido nos seios;
  • Fazer uso de uma solução salina para uso nasal. Ou então um spray salino nasal disponível em farmácias;
  • Uso de medicamentos anti-histamínicos para redução da inflamação nos seios da face;
  • Uso de descongestionante nasal para auxiliar na limpeza dos seios nasais e alívio da pressão.

Evite usar descongestionantes nasais por muitos dias. Isso porque eles podem piorar o congestionamento se usados por muito tempo. A isso se denomina de efeito rebote.

Quando procurar um médico

Uma pessoa com sinusite deve procurar um médico nestas circunstâncias:

  • Os sintomas se estenderem por mais de 10 dias;
  • No caso de crianças. Se a febre se manter alta por mais de um a dois dias;
  • Em caso de dor muito intensa;
  • A infecção sinusal é um indicativo de fraqueza do sistema imunológico. Isso pode ser gerado por uma condição médica, uso de medicamentos imunossupressores ou falha de órgãos.

O tratamento depende da causa. Se as bactérias causadoras da infecção e os sintomas forem graves ou durarem mais de uma semana, um profissional poderá prescrever antibióticos.
Antibióticos não funcionam para sinusite crônica ou aquela causada por por um vírus.

Corticosteroides também poderão ser prescritos para o alívio da dor e pressão.
São fármacos que podem auxiliar no alívio dos sintomas tanto para uma sinusite viral como bacteriana.
Também podem auxiliar na terapia de sinusites crônicas.

Em alguns casos, a cirurgia pode ser uma alternativa para o tratamento de casos graves de sinusite crônica. Os cirurgiões podem mover os ossos para abrir os seios nasais. Ou também podem sanar problemas com os ossos ao redor dos seios.

Algumas pessoas também podem ter pólipos nasais que causam sinusites frequentes.
Um cirurgião pode removê-las facilmente.
A maioria das cirurgias para sinusite crônica são procedimentos ambulatoriais.
Isso significa que o indivíduo pode ir para casa no mesmo dia da cirurgia.

Resumindo

Para a grande maioria dos casos de sinusite as perspectivas são boas.
As infecções dos seios nasais geralmente desaparecem por conta própria dentro de uma semana ou duas. Quando isso não acontece, a sinusite pode ser bacteriana e antibióticos podem ser necessários.

Embora raras, as sinusites causadas por fungos podem ser graves e difíceis de tratar.

Com cuidados médicos adequados, a maioria das pessoas com infecção sinusal se recupera bem.
No entanto, se a infecção não melhorar após três meses, um especialista deve ser consultado.
É esse profissional que poderá identificar e tratar a causa subjacente da sinusite crônica.

Fontes: Manual Merck, American College of Allergy, Asthma & Immunology, CDC, healthychildren
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Coronavírus: o que vai mudar na sua próxima consulta ao dentista

Coronavírus: o que vai mudar na sua próxima consulta ao dentista

consulta ao dentista

Da próxima vez que você for a uma consulta ao dentista pode ser muito diferente do que você está acostumado.
As máscaras cirúrgicas darão lugar aos respiradores N95, a broca odontológica estará em silêncio e as revistas da sala de espera terão sumido.

Faz quatro décadas que a epidemia da Aids mudou a odontologia. Foi quando os dentistas passaram a usar luvas e óculos de proteção pela primeira vez. Agora, o novo coronavírus está desafiando o setor novamente a intensificar seus padrões de higienização.
Isso ocorre à medida que os pacientes iniciam o retorno aos cuidados de rotina em meio a uma pandemia global.

Paciente na consulta ao dentista – segurança garantida

Os dentistas são realmente ótimos no controle de infecções e estão preparados para garantir segurança a seus pacientes.

A Administração de Segurança e Saúde Ocupacional dos EUA considera a odontologia um “risco muito alto” para a transmissão de coronavírus. Mesmo assim não existem registros de Covid-19 associados a ambientes odontológicos ou entre dentistas, de acordo com o CDC americano.

Em março, quando a pandemia começou a aumentar nos EUA, a maioria dos consultórios se limitava apenas ao atendimento de emergências.

Para estabelecer um “novo normal” à medida que os pacientes retornam, o CDC e o Departamento de Saúde Pública da Califórnia emitiram orientações em 3 e 7 de maio passado. Eles renovaram as rotinas, incluindo exames pré-atendimento, quais ferramentas usar e como o ar é filtrado dentro consultórios.

Por que os dentistas precisam adotar precauções extras

Sabe-se que o coronavírus se espalha por gotículas respiratórias emitidas quando uma pessoa infectada espirra, tosse ou fala.

No entanto, muitos procedimentos odontológicos padrão que utilizam instrumentos ultrassônicos podem causar aerossolização do vírus criando um spray contendo uma mistura de água, saliva e outros detritos, de acordo com o CDC.

Quando o coronavírus se torna aerossolizado, as grandes gotas que caem rapidamente no chão ou em outras superfícies podem ficar no ar por períodos mais longos.

Devido ao risco de aerossolização do vírus, o CDC recomenda a manutenção adequada dos sistemas de ventilação quando da reabertura dos consultórios odontológicos.

Uma medida simples é procurar abrir as janelas para promover a circulação de ar sempre que possível.
Para o caso de procedimentos que ocorra a geração de aerossóis, o CDC recomenda que os consultórios façam uso de filtros de ar portáteis HEPA.
Os filtros reduzem a contagem de partículas e filtram o ar na sala mais rapidamente.

Partículas em aerossol em suspensão no ar

Caso existam partículas aerossolizadas não filtradas, o que se deve fazer?
Nesse caso, o CDC recomenda que os funcionários aguardem 15 minutos após a saída do paciente da sala. Depois disso pode-se seguir os protocolos de desinfecção das superfícies.

Consulta ao dentista – Triagem prévia dos pacientes

É importante salientar da real necessidade que se faça uma triagem prévia dos pacientes antes do atendimento. Isso já foi salientado por nós aqui no blog Dentalis.

Essa triagem prévia pode ser feita através de contato telefônico antes do atendimento.
Na ligação os pacientes podem ser questionados se apresentaram sintomas relacionados à infecção
últimos 14 dias.
Bem como o qualquer contato com pessoas positivas para Covid-19.

Quando os pacientes chegam ao consultório do dentista, eles são examinados novamente com as mesmas perguntas e medida a temperatura.
Diante da suspeita do paciente ter uma infecção ativa por Covid-19, o atendimento odontológico deve ser suspenso.

Máscaras são sempre necessárias dentro do consultório tanto para funcionários como pacientes. Com exceção, é claro, quando o paciente estiver sendo atendido.
É importante o consultório dispor de máscaras faciais extras em caso de necessidade.

Recomenda-se também que as cadeiras na sala de espera estejam afastadas pelo menos 2 metros uma das outras. Importante também que as consultas sejam escalonadas afim de impedir aglomerações na sala de espera.

Recomendações extras durante o atendimento

Devido ao risco de aerossolização do vírus, alguns cuidados devem ser adotados.
É recomendável limitar o uso de certos instrumentos odontológicos.
Instrumentos como brocas ultrassônicas, ferramentas de polimento e a seringa de ar/água que possam misturar água com a saliva na boca aberta do paciente devem ser evitadas.

Para o caso de um atendimento de limpeza, como uma profilaxia dental, o que fazer?
Nesse caso, deve-se optar pelo uso de instrumentos manuais em vez do ultrassom, ou uma combinação de ambos.
Importante salientar que o uso de ferramentas manuais pode levar mais tempo, mas é igualmente eficaz.

Para outros procedimentos que requerem o uso de ferramentas ultrassônicas, os dentistas são aconselhados a usar um dique de borracha para isolar o dente. Nesse caso o dentista irá precisar do auxílio de um assistente. No procedimento, o dentista, equipado com EPI, incluindo máscara N95, executará o procedimento. Ao mesmo tempo, um assistente, similarmente protegido, se colocará ao lado do paciente, segurando um dispositivo de sucção de alta evacuação.
O canudo branco grande tem a capacidade de aspirar de 90% a 95% do jato de água que sai da boca do paciente.

Adotando todas as precauções, desde a triagem antes da consulta ao uso de EPI e cuidados no tratamento a segurança no atendimento estará assegurada. Com os devidos cuidados a consulta ao dentista a consulta ao dentista voltará a ser uma realidade para as pessoas que estavam afastadas dos consultórios por medo ou desinformação.

Fonte: MedicalXpress
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Tratamento do câncer de boca – uma nova estratégia

tratamento do câncer de boca

Uma nova estratégia para o tratamento do câncer de boca é o que propõe pesquisadores da Universidade de Okayama, no Japão.

Essa estratégia está descrita em um estudo publicado na revista Cells. Nesse estudo os pesquisadores afirmam terem reduzido o tamanho dos tumores bucais do câncer ao danificar os vasos sanguíneos ao redor das células cancerígenas.

As células cancerígenas contam com mecanismos engenhosos de sobrevivência dentro do corpo.
Uma estratégia que adotam é o desenvolvimento de uma rede de vasos sanguíneos em torno de si como fonte de suprimento de nutrientes.

Os cientistas vêm pesquisando há muito tempo maneiras de impedir esse fluxo sanguíneo para as células cancerígenas.

CXCR4 – papel chave no processo – O estudo

A CXCR4 é uma proteína conhecida por estar intimamente envolvida com o crescimento do tumor.
No entanto, seu papel exato na progressão do câncer não é claro.

Nesse trabalho é demonstrado que a CXCR4 é a principal culpada pela manutenção do arranjo dos vasos sanguíneos do tumor.

Os cientistas descobriram, analisando amostras clínicas humanas, que os vasos tumorais expressavam CXCR4 em amostras de câncer de boca.
A próxima pergunta a ser respondida era se os vasos sanguíneos ricos em CXCR4 estariam promovendo o crescimento do câncer.

Então as células cancerígenas bucais foram transplantadas em camundongos.
Depois que o tumor cresceu nos corpos dos ratos, eles receberam o AMD3100. Esse é um fármaco que antagoniza o CXCR4.

Quando os cânceres foram posteriormente observados ao microscópio, várias áreas haviam sido necrosadas. Foi observado um padrão característico de necrose em que o tecido tumoral que estava distante do vaso sanguíneo era necrótico. Ao mesmo tempo deixando o tecido tumoral próximo à periferia do vaso sanguíneo.
Este padrão aleatório de morte celular de tumor foi denominado “inibição angiogênica do tumor desencadeada necrose” . Angiogênese é a formação de novos vasos sanguíneos.

A ampla área do tecido tumoral também mostrou uma falta grave de oxigênio, que foi acompanhada por um comprometimento da angiogênese.

A inibição do CXCR4 parecia induzir necrose tumoral, danificando os vasos sanguíneos e impedindo as células de um suprimento saudável de oxigênio.

Tratamento do câncer de boca – nova estratégia – novas esperanças

Este estudo é o primeiro a mostrar o papel do CXCR4 na promoção do crescimento tumoral. Essa proteína fornece às células cancerígenas uma rede saudável e organizada de vasos sanguíneos.

Estratégias que possam atrapalhar essa rede podem ser mais exploradas como terapias de tratamento do câncer de boca.
O CXCR4 desempenha um papel crucial na angiogênese tumoral necessária para a progressão câncer bucal. Assim, desenvolver mecanismos que antagonizem a CXCR4 pode ser uma estratégia terapêutica eficaz para o tratamento do câncer de boca.

A CXCR4 é uma proteína vital na manutenção e crescimento das células que produzem sangue dentro do nosso corpo.

Nos fetos, o CXCR4 também é responsável pela formação de certos vasos sanguíneos.

Aliás, a CXCR4 também está presente em várias formas de câncer, como câncer de mama, fígado e oral.

Frequentemente, os tumores que mostram a presença de CXCR4 tendem a crescer mais rapidamente do que aqueles sem a sua presença.

Dada a sua ligação com os vasos sanguíneos e a progressão do câncer, essa pesquisa procurou investigar se a CXCR4 promove diretamente o crescimento do câncer, fornecendo sangue aos tumores. E isso se provou verdadeiro.

Existem outras terapias inovadoras sendo pesquisadas e que em breve poderão revolucionar o tratamento do câncer de boca.

Fonte: The Oral Cancer Foundation
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Dor em vários dentes ao mesmo tempo – qual pode ser a causa?

dor em vários dentes ao mesmo tempo

A dor em vários dentes ao mesmo tempo também pode ser acompanhada de dor em outras partes da boca, como gengivas e mandíbula.

Existem fatores e condições que podem ser os causadores da dor em em vários dentes ao mesmo tempo. Em alguns casos, uma dessas condições pode levar a outra.

Este artigo descreve as possíveis causas da dor em vários dentes ao mesmo tempo. Também fornece conselhos sobre quando procurar tratamento especializado.

Doença gengival e a relação com a dor em vários dentes ao mesmo tempo

A doença gengival afeta cerca de 47% dos adultos acima de 30 anos e cerca de 70% dos adultos acima de 65 anos. São dados estatísticos dos EUA.

Existem dois estágios da doença gengival: gengivite e periodontite.

A gengivite é o estágio inicial da doença gengival.
Indivíduos com gengivite podem ter gengivas vermelhas, inchadas ou sangrando.

A periodontite é a fase posterior da doença gengival. Durante a periodontite as gengivas começam a se afastar dos dentes. A gengivite não tratada pode levar à periodontite.

Alguns sinais e sintomas potenciais de uma periodontite em curso:

  • Mau hálito;
  • Dentes sensíveis ao calor e/ou ou frio;
  • Infecções na gengiva;
  • Abscessos dentários;
  • Dor nos dentes ou mandíbula;
  • Perda óssea abaixo das gengivas;
  • Dentes soltos ou ausentes;
  • Mudança na forma como os dentes se juntam (mordida);

Tratamento

O tratamento da gengivite envolve a prática de uma boa higiene bucal. E também a consulta ao dentista para limpezas dentárias regulares.
Essas medidas ajudam a reduzir as bactérias responsáveis por causar doenças gengivais.

Em geral, a periodontite requer tratamento mais extenso.
Dependendo da sua gravidade, as opções do tratamento podem incluir:

  • Medicamentos orais ou tópicos, para tratar a inflamação da gengiva;
  • Antibióticos, para tratar infecções nas gengivas e abscessos dentários;
  • Limpeza profunda das superfícies da raiz do dente abaixo da linha da gengiva;
  • Cirurgia corretiva das gengivas;
  • Extração dental.

Esmalte de dente fraco

Os dentes apresentam uma camada externa endurecida chamada esmalte. E também uma camada interna mais macia, chamada dentina.

A dentina é composta de pequenos túbulos, que se conectam aos nervos dentro do dente.
O esmalte dentário fraco ou desgastado expõe esses túbulos. Isso possibilita que o calor e o frio atinjam os nervos. O resultado é a sensibilização que se traduz em dor no dente afetado.

A sensibilidade dentária costuma ocorrer quando uma pessoa escova os dentes ou os expõe a alimentos ou líquidos quentes ou frios.
A dor pode ser repentina e aguda.
No entanto, algumas pessoas experimentam a dor em vários dentes ao mesmo tempo e a sensibilidade dos dentes pode a principal causa.

Tratamento

Se não houver sinais de cárie dentária, o dentista pode sugerir o uso de um creme dental dessensibilizante. O dentista também pode aplicar um gel de flúor ou um agente dessensibilizante nos dentes afetados para ajudar a proteger o esmalte dos dentes.

Se houver sinais de deterioração, será necessário tratamento adicional.

Cáries ou abscessos dentários

Uma cavidade dental é um orifício que se desenvolve na superfície do esmalte de um dente.
As cáries não tratadas podem se tornar maiores, estendendo-se para as estruturas mais profundas e possivelmente para a polpa ou nervo do dente.
Isso pode causar dor que pode irradiar para outros dentes ou subir a mandíbula.
Daí pode surgir a sensação de dor em vários dentes ao mesmo tempo.

Em alguns casos, uma cárie dentária pode resultar em abscesso dentário. Este é uma bolsa de infecção que pode se formar dentro de um dente ou profundamente dentro da gengiva.

Alguns possíveis sintomas de um abscesso dentário são:

  • Gengivas vermelhas ou inchadas;
  • Dor súbita ou intensa nas gengivas, dentes ou mandíbula;
  • Dor ao morder ou mastigar;
  • Inchaço no rosto ou bochechas;
  • Febre.

Tratamento

Para tratar cáries dentárias, o dentista precisará perfurar a cavidade e preencher o dente.
Uma cárie em estágio avançado poderá precisar de um tratamento de canal. Tem casos em que a extração dentária pode ser recomendada.

Uma pessoa com abscesso associado a inflamação e febre precisará de antibióticos para tratar a infecção.

Em casos raros, a infecção bacteriana de um abscesso não tratado pode se espalhar para para outras áreas do corpo através do sangue.
Por esse motivo, as pessoas que suspeitam ter um abscesso dentário devem procurar tratamento odontológico imediatamente.

Rangendo dentes – Bruxismo

O termo científico para ranger os dentes é bruxismo.
É um hábito que geralmente ocorre como resultado de estresse ou ansiedade.
Pessoas que rangem ou cerram os dentes tendem a fazê-lo durante o sono.

Rangendo, ou “bruxando”, os dentes desgasta o esmalte dos dentes.
Também pode danificar ou quebrar os dentes. Isso pode também ser uma das causas da sensação de dor em vários dentes ao mesmo tempo.

Pessoas que rangem ou cerram os dentes também podem apresentar os seguintes sintomas:

  • Dor de cabeça;
  • Dor na mandíbula ou no ouvido, especialmente pela manhã;
  • Tensão nos músculos faciais ou do pescoço;
  • Músculos da mandíbula aumentados.

Tratamento

Para prevenir o bruxismo durante o sono, o uso de um protetor bucal à noite é altamente recomendável.
Isso evita que os dentes da arcada superior e inferior entrem em contato um com o outro.

Existem outros tratamentos que também podem ser benéficos para pessoas que rangem os dentes devido ao estresse ou ansiedade:

  • Prática de Yoga;
  • Exercícios respiratórios;
  • Meditação;
  • Massagem.

Pessoas que rangem os dentes há muito tempo podem precisar de um extenso trabalho odontológico. Isso porque os danos ocasionados podem ser expressivos.

Síndrome da articulação temporomandibular

A síndrome da articulação temporomandibular (ATM) é uma condição músculo esquelética que afeta a ATM da mandíbula. Essa articulação conecta a mandíbula inferior ao crânio.

Pessoas com síndrome da ATM podem sentir dor súbita ou intensa na mandíbula, ouvido ou têmporas.
Essa condição pode ocasionar dor em vários dentes ao mesmo tempo.

Sintomas da síndrome da articulação temporomandibular:

  • Dificuldade em mover a mandíbula;
  • Percepção do som de estalos ao abrir ou fechar a boca;
  • Desalinhamento da mandíbula;
  • Dores de cabeça ou episódios de enxaqueca;
  • Edema facial.

Fatores e condições podem aumentar o risco de síndrome da ATM:

  • Ranger de dentes;
  • Dentes desalinhados;
  • Artrite;
  • Luxação da mandíbula;
  • Lesão facial.

Tratamento

O tratamento da síndrome da ATM depende da identificação de suas causas.
Algumas opções de tratamento em potencial podem incluir:

  • Prescrição pelo dentista de anti-inflamatórios não esteroidais;
  • Exercícios para aumentar a resistência da mandíbula;
  • Uso de protetor bucal;
  • Aplicação de compressas quentes ou frias;
  • Terapia de estimulação elétrica nervosa transcutânea;
  • Acupuntura;
  • Prescrição de corticosteroides;
  • Cirurgia da mandíbula, em caso de sintomas forem graves.

Apinhamento dental e má oclusão

Dentes apinhados podem pressionar um ao outro. Isso pode resultar em dor.
Eles também podem causar desalinhamento da mandíbula quando a boca está fechada.
Na odontologia chamamos isso de má oclusão.

Dentes apinhados e má oclusão podem causar sensações de pressão e dor em uma ou mais áreas da boca.
Em alguns casos, todos os dentes podem acabar expressando dor.

Alguns outros sintomas potenciais associados a dentes apinhados:

  • dentes tortos ou sobrepostos;
  • dor na parte de trás da boca, na direção dos dentes do siso para a frente;
  • alterações nos dentes ou na forma da mordida ao longo do tempo.

Tratamento

Além de causar dor, dentes apinhados também podem abrigar bactérias. Isso aumenta o risco de cáries e outros problemas de saúde bucal.

Para prevenir ou tratar esses problemas, o dentista pode sugerir um ou mais dos seguintes procedimentos:

  • Remoção de um ou mais dentes, para criar espaço na boca;
  • Usando um retentor ou aparelho fixo, para realinhar os dentes;
  • Cirurgia de realinhamento da mandíbula, para tratar a má oclusão.

Sinusite

Sinusite é o termo médico para inflamação dos seios da face.
Os seios nasais são as pequenas cavidades cheias de ar que ficam atrás das maçãs do rosto e da testa.

Sinusite pode causar pressão súbita e dor na mandíbula. Isso pode irradiar para os dentes.

Outras áreas que podem apresentar sensibilidade e dor:

  • Testa;
  • Área dos olhos;
  • Bochechas.

Alguns outros sintomas indicativos de sinusite:

  • Congestão sinusal;
  • Secreção nasal verde ou amarela;
  • Mau hálito;
  • Febre de 38ºC ou mais elevada.

Tratamento

A maioria dos casos de sinusite apresenta melhora em 2 a 3 semanas.

Durante esse período, o paciente pode fazer uso do seguinte:

  • Medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios não esteroidais;
  • Descongestionante nasal;
  • Compressas quentes.

Caso os sintomas persistam ou em caso de dor for intensa, deve-se procurar um médico. Caso a sinusite seja o resultado de uma infecção bacteriana, antibióticos serão necessários para o tratamento.

Em alguns casos a prescrição de gotas nasais de corticosteroides para tratar a inflamação do seio é recomendável.

Quando procurar um dentista de emergência

A dor no dente pode ocorrer por várias razões. No entanto, não é possível diagnosticar a causa com base apenas nos sintomas de dor.
Portanto, o indivíduo deve consultar o dentista  na presença de qualquer tipo de dor de dente.

Alguns tipos de dor de dente indicam a necessidade de tratamento imediato.
Por exemplo, qualquer pessoa que sinta algum sintoma de abscesso dentário deve marcar uma consulta odontológica de emergência.

Em casos raros, infecções de abscessos dentários não tratados podem se espalhar para outras áreas do corpo.
O que pode resultar em sérias complicações de saúde.

Resumindo

Existem muitas causas potenciais que podem levar a dor em vários dentes ao mesmo tempo.
Tratamentos caseiros, como géis analgésicos, compressas quentes e analgésicos, podem aliviar temporariamente a dor de dente.

No entanto, esses tratamentos não abordarão a causa subjacente da dor no dente.

Pessoas que experimentam qualquer tipo de dor de dente devem procurar um dentista para diagnóstico e tratamento adequados.
Consultar um dentista o mais breve possível pode ajudar a evitar que problemas de saúde se tornem ainda mais graves.

A dor é um dos sintomas que mais atormentam o ser humano. Existem para o seu tratamento medicamentos convencionais e outros ainda em desenvolvimento. Porém, o tratamento da causa ou causas básicas é e sempre o melhor caminho para resolução do problema.

Fontes: Nature, Science Direct, NCBI, Sage Journals, NHS, CDC
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Caroço sob o queixo? Conheça as causas

caroço sob o queixo

Um caroço sob o queixo inchado pode ser assustador, mas geralmente não é motivo de preocupação.
Linfonodos, cistos e alergias podem causar a formação desses nódulos.

Um nódulo pode aparecer em qualquer lugar da área macia, abaixo do queixo e da mandíbula. O nódulo pode ser grande, pequeno, firme ou macio, dependendo da causa.
A pele ao redor pode se encontrar tensa e sensível, ou até dolorosa.

Caroço sob o queixo – Sintomas e causas

Diferentes condições podem provocar o aparecimento de um caroço sob o queixo.
Os sintomas associados, o tamanho e a forma do nódulo provavelmente serão diferentes, dependendo da causa.

Abaixo estão as causas comuns de um caroço sob o queixo.
Alguns são simples, enquanto outros requerem cuidados médicos para evitar complicações.

Linfonodos inchados

Os linfonodos estão localizados em todo o corpo, mas o indivíduo só pode notar aqueles próximos à superfície da pele. Como, por exemplo, os linfonodos nas axilas ou perto do queixo.

As infecções costumam causar inchaço dos linfonodos. Isso pode levar a um caroço no queixo visível a sua esquerda ou à direita.
O inchaço é uma resposta típica do sistema imunológico.

Um caroço no queixo causado por um linfonodo inchado terá consistência macia ou flexível.
Pode ser sensível ao toque, mas geralmente não é doloroso.
O inchaço deve desaparecer dentro de 2 a 3 semanas.

As seguintes infecções virais ou bacterianas geralmente geram o aparecimento de linfonodos inchados:

  • Resfriado ou gripe;
  • Infecções de ouvido;
  • Sinusite;
  • Sarampo ou varicela (catapora);
  • Garganta inflamada;
  • Mononucleose;
  • Abscesso dental;
  • Sífilis;
  • Doença de Lyme;
  • HIV ou AIDS.

Se uma infecção for a responsável, o caroço sob o queixo deve sumir à medida que a infecção desaparece.
Uma consulta médica e o uso de antibióticos pode ser necessário.

Tumores benignos

Um tumor benigno pode causar a formação de um caroço sob o queixo.
Tipos de crescimento benigno incluem cistos, fibromas e lipomas.
Estes são geralmente inofensivos e tratáveis.

Cistos: Um cisto é uma bolsa repleta de líquido ou detritos. Os cistos podem se formar durante uma infecção. Podem se formar lentamente ao longo do tempo.
Aqueles sob a mandíbula podem ser cistos sebáceos.
São resultantes de bloqueios nas glândulas ou nos dutos sebáceos.
Os danos causados pela acne na área também podem causar a formação de cistos.

Fibromas: Um fibroma é um nódulo redondo que pode ter consistência macia ou dura.
Eles geralmente são encontrados ao redor da boca e não são comuns sob o queixo.
Geralmente não causam outros sintomas e podem ser um indicativo de doença de Cowden. Essa é uma doença hereditária que causa a formação frequente de crescimentos benignos.

Lipomas: Lipomas são crescimentos de células de gordura sob a pele. Um nódulo de lipoma tem aspecto macio, se move facilmente e não tem coloração.
Os lipomas tendem a crescer muito lentamente. Raramente são cancerígenos e geralmente não causam outros sintomas.

Certos cânceres

O câncer de glândula salivar, pele ou linfonodos pode causar a formação de um caroço sob o queixo.

A doença de Hodgkin e a leucemia também podem gerar linfonodos inchados.

Nódulos cancerígenos são normalmente difíceis de tocar e podem ter uma forma estranha.

Pode haver dor na área se o nódulo estiver tocando alguma célula nervosa.
Em uma etapa posterior, o indivíduo pode sentir dormência parcial ou formigamento na área.

Outros sintomas associados ao nódulo cancerígeno:

  • Nódulo que muda de forma ou cor;
  • Percepção de um “nó na garganta” constante;
  • Dificuldade de engolir ou respirar;
  • Nódulos em outras áreas próximas aos linfonodos, como testículos, mamas ou axilas;
  • Perda repentina de peso;
  • Sistema imunológico enfraquecido repentina ou persistentemente;
  • Dificuldade de digestão;
  • Alterações vocais ou rouquidão;
  • Cistos que crescem rapidamente após serem removidos ou drenados;

O médico pode sugerir uma biópsia para determinar se o nódulo é benigno ou canceroso. Em seguida uma remoção cirúrgica normalmente é recomendada.

Se o nódulo for canceroso, radioterapia ou quimioterapia podem ser sugeridos pelo médico.

O tratamento pode variar. O médico geralmente apresenta mais de uma opção ao paciente.

Outras causas possíveis

  • Uma picada de inseto, especialmente em pessoas com histórico de hipersensibilidade;
  • Alergias a alimentos ou produtos;
  • Acne;
  • Furúnculos;
  • Pedras do duto salivar;
  • Amigdalite;
  • Cicatrizes com formação de queloides;
  • Hematomas;
  • Bócio;
  • Pacientes com como artrite reumatoide ou lúpus;
  • Lesão, decorrente de um corte ou um osso fraturado;
  • Dano às glândulas sebáceas no queixo.

Quando procurar um médico

Devido à grande variedade de causas possíveis, um diagnóstico profissional é essencial. Tem situações em que a causa do nódulo é evidente.
Em quaisquer outras situações recomenda-se uma consulta médica para um diagnóstico e tratamento.

Procurar um aconselhamento profissional no caso de suspeita de câncer ou se houver o nódulo apresentar as seguintes características:

  • Crescimento contínuo;
  • Persiste por semanas;
  • Apresenta consistência endurecida.

Quanto mais cedo o indivíduo receber tratamento, melhores as chances de cura.

O profissional pode prescrever antibióticos para tratar possíveis infecções.
Também podem solicitar um teste de imagem para averiguação do nódulo.

Resumindo

Um caroço sob o queixo geralmente não é um sinal de uma condição grave.
Esses caroços tendem a desaparecer naturalmente.

Muitas vezes, são o resultado do inchaço dos linfonodos em resposta a infecções. Como aquelas decorrentes de resfriado ou gripe.

Algumas condições que causam caroços sob o queixo requerem tratamento médico. O crescimento do número de casos de cânceres orais mundo afora é preocupante. Em muitos casos uma consulta médica é altamente recomendável.
Assim, entrar em contato com um médico para um diagnóstico nestes casos é fundamental.

Fontes: National Cancer Institute, NHS, American Cancer Society, Healthline

 

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