Obturações dentárias que podem durar o dobro do tempo

obturações dentais

Um composto usado para fortalecer os para-choques dos carros e proteger os conveses de madeira pode vir a dobrar o tempo de durabilidade das obturações dentárias.

Novo material para obturações dentárias – 2 X mais resistente

Um material de preenchimento duas vezes mais resistente à quebra do que os restauradores padrão.
Essa é a descoberta de uma equipe de pesquisadores da OHSU School of Dentistry, em Portland, Oregon.
Esse novo material utiliza o aditivo tiouretano. O tiouretano também é usado em revestimentos de proteção para automóveis e conveses.

A mesma equipe também desenvolveu um adesivo 30% mais forte após seis meses de uso do que os adesivos usados atualmente para manter os recheios. Este novo adesivo foi descrito em um estudo recente publicado na revista Dental Materials.

Combinados, o novo adesivo e compósito foram projetados para tornar restaurações dentárias mais duradouras.

As restaurações dentárias de hoje geralmente duram apenas sete a 10 anos antes de falharem. É o que afirma Carmem Pfeifer, D.D.S., Ph.D., autora correspondente dos estudos publicados na Scientific Reports and Dental Materials.
Pfeifer é professor associado de odontologia restauradora (biomateriais e biomecânica) na Escola de Odontologia da OHSU.

Obturações dentárias e restaurações com o passar o tempo

Os dentes obturados ou restaurados racham sob a pressão da mastigação. Ou passam a apresentar lacunas entre o preenchimento e o dente. Isso permite que as bactérias se infiltrem e uma nova cavidade se forme.

Toda vez que isso acontece, o dente sob as restaurações vai se enfraquecendo. Esse processo começa como uma pequena cavidade que pode acabar com danos no canal radicular. Além disso, há possibilidade de perda de dentes ou até infecções com risco de vida.

Materiais dentários mais fortes – obturações e restaurações com prazo maior de validade

Materiais dentários mais fortes significam que os pacientes não terão que reparar os recheios ou substituí-los com a mesma frequência. Isso não apenas economiza dinheiro e aborrecimentos, mas também evita problemas mais sérios e tratamentos mais extensos.

O adesivo descrito no estudo utiliza um tipo específico de polímero. É um polímero conhecido como metacrilamidas. É muito mais resistente a danos na água, bactérias e enzimas da boca do que os adesivos padrão, usados atualmente na odontologia.
O material compósito descrito usa tiouretano, que é muito melhor para mastigação.

Pfeifer e Jack Ferracane, Ph.D., presidente e professor de odontologia restauradora, lideraram o desenvolvimento dos materiais.

Resumindo

Um composto usado para fortalecer os para-choques dos carros e proteger os conveses de madeira pode evitar problemas odontológicos bem corriqueiros de retorno ao consultório do dentista.

Uma equipe de pesquisadores criou um material de preenchimento duas vezes mais resistente à quebra do que os atuais.
A equipe também desenvolveu um adesivo 30% mais forte após seis meses de uso do que os adesivos usados atualmente para manter os recheios.

Siga a Dentalis no Instagram @DentalisSoftware,  no Face @Dentalis.Software e no Twitter @Dentalisnet

Fonte: Scientific Reports
Posted by Victor in Estudos, 0 comments

O que pode danificar o esmalte dental?

esmalte dental

É o que pesquisadores de universidades norte-americanas buscaram identificar através de um estudo publicado recentemente.
Foram considerados o estudo tanto da natureza química do dente como também sua estrutura.

Esmalte dental – o estudo

O presente trabalho foi publicado na revista Nature.
O estudo evidencia a presença de átomos de elementos impuros na composição do esmalte dental.
Isso possibilita caracterizar como o esmalte dental, por ação desses agentes externos, pode se tornar solúvel.
Ao mesmo tempo, essa descoberta dá pistas do que se pode fazer para fortalecer o esmalte dental.

O esmalte dental é o principal elemento de constituição dos dentes.
No processo evolutivo o esmalte foi sofrendo modificações que o possibilitaram suportar as enormes forças inerentes à mastigação. E também resistir ao impacto mecânico e suportar o desgaste ao longo dos anos de vida de uma pessoa.

O esmalte dental foi evoluindo para suportar e resistir ao desgaste. Mas, ao mesmo tempo, o esmalte tem uma capacidade de regeneração limitada.

Defeitos no desenvolvimento do esmalte podem ser a origem de deficiências funcionais.
Ao mesmo tempo, as cáries podem gerar perda do esmalte dental.
Sendo o esmalte uma estrutura de grande complexidade, as tentativas de restauração de suas lesões ou falhas têm se mostrado limitadas.

Os blocos fundamentais de construção do esmalte são formados por cristais em nanoescala de hidroxiapatita.
Formam duas camadas nanométricas enriquecidas em magnésio.
Essas camadas margeiam um núcleo rico em íons de sódio, flúor e carbonato.

Desgaste do esmalte dental – principais elementos causadores

As cáries dentais são o resultado do amolecimento do esmalte causado por ácidos. Ácidos esses gerados quando a placa bacteriana dental decompõe o açúcar existente na boca.

As tensões mastigatórias podem afetar a resistência mecânica.
Alterações dentais de caráter hereditário também podem afetar o processo de formação do esmalte.
A pesquisa abre caminho para que se possa futuramente criar um modelo de controlo biológico do crescimento dos cristais durante seu processo de desenvolvimento.

Resumindo

Essa pesquisa ajuda a entender melhor o processo de formação do esmalte.
Isso possibilitará o desenvolvimento de novos materiais e também procedimentos tanto para prevenir como tratar a cárie.

Por extensão, essas descobertas irão ajudar também na prevenção e igualmente na diminuição de problemas congênitos de esmalte de muitos pacientes.

Siga a Dentalis no Instagram @DentalisSoftware,  no Face @Dentalis.Software e no Twitter @Dentalisnet

Fonte: Nature
Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Micróbios da língua e a insuficiência cardíaca

micróbios da língua

Estudos anteriores mostraram que micróbios da língua poderiam distinguir pacientes com câncer de pâncreas de pessoas saudáveis. Porém, ainda é cedo para que isso venha a ser utilizado como ferramenta de diagnóstico do câncer de pâncreas.

Existem microrganismos específicos que estão conectados à imunidade. A partir disso, os cientistas propuseram que o desequilíbrio microbiano poderia estimular a inflamação e a doença cardíaca.

Inflamação e a resposta imune também assumem um papel na insuficiência cardíaca.

Um novo estudo apresentado recentemente no HFA Discoveries sugere que os micróbios da língua fornecem uma janela para a saúde do coração. Este estudo investigou a composição do microbioma da língua em participantes com e sem insuficiência cardíaca crônica.

Micróbios da língua – o estudo

O estudo envolveu 42 pacientes com insuficiência cardíaca crônica e 28 controles saudáveis.
Nenhum participante apresentou doença bucal, lingual ou odontológica / sofreu uma infecção do trato respiratório superior na última semana / usou antibióticos e imunossupressores na última semana / ou estava grávida ou amamentando.

Colheres de aço inoxidável foram usadas para colher amostras do revestimento da língua pela manhã, antes de os participantes terem escovado os dentes ou tomado o café da manhã.

Os cientistas usaram uma técnica chamada sequenciamento do gene 16S rRNA para identificar bactérias nas amostras. Eles reconheceram que pacientes com insuficiência cardíaca compartilhavam os mesmos categorias de micróbios da língua. Pessoas saudáveis também compartilhavam os mesmos microrganismos.
Não houve sobreposição no conteúdo bacteriano entre os dois grupos.

No nível de gênero, cinco categorias de bactérias distinguiram pacientes com insuficiência cardíaca de pessoas saudáveis com uma área sob a curva (AUC) de 0,84, onde 1,0 é uma previsão 100% precisa e 0,5 é um achado aleatório.

Além disso, houve uma tendência de queda nos níveis de Eubacterium e Solobacterium com insuficiência cardíaca cada vez mais avançada.

Avaliando resultados – conclusão

As línguas dos pacientes com insuficiência cardíaca crônica parecem diferentes das de pessoas saudáveis.
As línguas normais são vermelho pálido com um revestimento branco pálido.

Pacientes com insuficiência cardíaca têm uma língua mais vermelha com um revestimento amarelo. A aparência muda à medida que a doença se torna mais avançada.

São necessárias obviamente mais pesquisas. Porém, os resultados atuais sugerem que os micróbios da língua podem auxiliar numa triagem em larga escala. E também no diagnóstico e no monitoramento a longo prazo da insuficiência cardíaca.

Os mecanismos subjacentes que ligam micróbios da língua à função cardíaca merecem um estudo mais aprofundado.

Siga a Dentalis no Instagram @DentalisSoftware,  no Face @Dentalis.Software e no Twitter @Dentalisnet

Fonte: HFA Discoveries
Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Probióticos podem reduzir sintomas de depressão

depressão

Uma nova pesquisa mostrou que os probióticos podem ajudar a reduzir os sintomas da depressão.
Probióticos nesse caso pode ser entendido como uma combinação de prebióticos e probióticos.

Uma nova revisão da pesquisa atual sobre os efeitos dos prebióticos e probióticos descobriu algo curioso e muito interessante.

Observou-se que os probióticos – isoladamente ou em combinação com os prebióticos – podem ajudar a reduzir os sintomas de depressão de uma pessoa.

A mesma revisão, no entanto, constatou que prebióticos e probióticos não tiveram um efeito estatisticamente significativo na ansiedade.

Além disso, os prebióticos por si só não reduziram significativamente os sintomas de ansiedade ou depressão.

Os autores desse trabalho alertam que mais pesquisas são necessárias para investigar essas descobertas potencialmente valiosas.

O artigo citado aparece na revista BMJ Nutrition, Prevention & Health.

Depressão e sua ligação com o eixo intestino-cérebro

De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental, a depressão é um distúrbio de humor que dura pelo menos 2 semanas e pode ter uma variedade de sintomas.

Isso pode incluir sentir-se triste, zangado, irritado, sem valor, culpado ou desamparado.

Algumas pessoas podem não se interessar por hobbies e atividades, se sentem cansadas, acham difícil se concentrar, têm problemas para dormir ou até tem pensamentos suicidas.

Cerca de 7% de todos os adultos nos Estados Unidos tiveram pelo menos um episódio depressivo maior no ano passado.

O tratamento da depressão geralmente envolve medicamentos, terapias ou uma combinação de ambos.

Uma variedade de fatores, biológicos, genéticos, ambientais ou psicológicos, pode causar depressão. Frequentemente, é provável que uma combinação delas esteja em jogo.

De acordo com pesquisas recentes, um fator que pode contribuir para problemas de depressão e saúde mental, é a ligação intestino-cérebro.

O eixo intestino-cérebro descreve a relação entre o microbioma intestinal de uma pessoa e seu sistema nervoso central (CNS). O CNS inclui o cérebro e a medula espinhal. Microbioma é o ecossistema de microrganismos que vivem no intestino de uma pessoa.

Os sinais podem passar entre o microbioma intestinal de uma pessoa e seu CNS, mantendo ambos funcionando adequadamente.

Microbioma intestinal e a saúde do sistema nervoso central

Diante dessas observações, especialistas especulam que a saúde do microbioma intestinal pode afetar os distúrbios do SNC. Incluindo alguns distúrbios da saúde mental.

Dois fatores chave na manutenção da saúde do microbioma intestinal são os prebióticos e probióticos.

De acordo com o Centro Nacional de Saúde Complementar e Integrativa, os probióticos contêm microrganismos vivos que contribuem para o microbioma de uma pessoa.
Já os prebióticos ajudam a manter a saúde desses microrganismos.

Prebióticos e probióticos – suas fontes alimentares

Os probióticos podem ser encontrados em alimentos fermentados ou iogurte.
Os prebióticos estão presentes em várias plantas em pequenas quantidade.
Exigem a síntese para ter um efeito clinicamente mensurável.

Nesse contexto, os autores do artigo buscaram evidências dos possíveis benefícios da ingestão de prebióticos e probióticos para alívio dos sintomas de depressão e ansiedade.

Revisão bibliográfica – período de abrangência

A revisão bibliográfica se deu pela análise de estudos em inglês publicados entre 2003 e 2019.

Os estudos precisavam incluir participantes humanos com 18 anos ou mais. Todos os participantes reconheceram clinicamente serem portadores de ansiedade ou depressão.
E todos receberam uma intervenção prebiótica ou probiótica na dieta.

Siga a Dentalis no Instagram @DentalisSoftware,  no Face @Dentalis.Software e no Twitter @Dentalisnet

Fonte: BMJ Nutrition, Prevention & Health, Science Focus
Posted by Victor in Dicas, Estudos, 0 comments
Periodontite e Covid-19: fonte de sérias complicações

Periodontite e Covid-19: fonte de sérias complicações

periodontite e COVID-19

Uma importante pesquisa, conduzida pelo cirurgião-dentista Dr. Shervin Molayem, foi publicada recentemente no California Dental Association Journal.

O novo estudo associa a periodontite e COVID-19. Essa pesquisa sugere que o vírus é mais grave na presença de inflamação causada pela doença gengival.

As bactérias nas gengivas percorrem o corpo e espalham a proteína IL-6, uma substância inflamatória prejudicial.
Altos níveis de IL-6 são preditores de insuficiência respiratória – apresentando um risco 22 vezes maior de complicações respiratórias.

Maior taxa de mortalidade

Como resultado, os pesquisadores estão reforçando a importância de uma melhor triagem periodontal e tratamento para ajudar a combater a propagação do vírus.

A má higiene bucal ligada à periodontite e COVID-19 tem grande impacto nas infecções respiratórias geradas pelo Coronavírus.
As intervenções periodontais são importantes para reduzir a carga de bactérias bucais e potencialmente diminuir a inflamação sistêmica.

A periodontite é um risco para outras condições de saúde, como doenças cardiovasculares e diabetes. Essas patologias também estão relacionadas a taxas mais elevadas de mortalidade da COVID-19.

Uma boa higiene bucal nunca foi tão importante.
A placa bacteriana pode abrigar patógenos respiratórios e periodontais. Esses agentes podem atingir a circulação sistêmica e invadir as células hospedeiras.

Manter a carga de bactérias bucais o mais baixa possível pode reduzir o risco de aspiração para o trato respiratório.

Além disso, os pacientes devem ser encorajados a escovar os dentes sempre após a ingestão de alimentos com creme dental fluoretado. A realização da limpeza interproximal também é recomendável que seja feita.

Periodontite e Covid-19 – descobertas do estudo

  • COVID-19 pode desregular a resposta imune do hospedeiro e aumentar IL-6;
  • As doenças bucais – especialmente a periodontite – podem contribuir para uma resposta inflamatória sistêmica;
  • Bactérias orais podem afetar a função dos pulmões, aumentando o risco de pneumonia e complicações pulmonares potencialmente relacionadas à COVID-19;
  • As intervenções de higiene bucal, bem como o tratamento periodontal e dentário, podem diminuir a carga de bactérias bucais.

Existem poucos estudos acerca desse tópico. No entanto, a higiene bucal adequada e as intervenções periodontais não devem ser subestimadas para minimizar as complicações graves da COVID-19.

A importância do Dentista na prevenção de quadros agravados de COVID-19

O papel do dentista sempre foi vital na prevenção de doenças odontológicas. A cárie dentária é um exemplo básico dessa relevância.
Mas, o mais importante, o dentista é o profissional da saúde capaz de diagnosticar e tratar as doenças gengivais, que possuem um componente inflamatório importante com potencial de causar uma série de outros problemas de saúde.

Sabemos que comorbidades como diabetes e doenças cardíacas podem agravar quadros de COVID-19. As evidências científicas falam por si. Agora sabemos que a periodontite e COVID-19 tem relação.
E que o risco para estados mais graves dessa nova doença se equivalem na mesma proporção para quadros de periodontite.
Assim, pode-se afirmar que doenças periodontais são fatores de risco agravado para COVID-19 semelhantemente aquele ligado ao diabetes e doenças cardíacas.
O dentista tem um papel fundamental na prevenção do desenvolvimento de sintomas graves de infecção por COVID19.

Os processos inflamatórios causados ​​por doenças gengivais têm um efeito indireto nos pulmões, o que exacerba os sintomas do COVID-19.
Tudo isso pode ser evitado removendo as bactérias das placas existentes.

Neste contexto, a educação sobre higiene bucal é essencial. Importante salientar que dicas e conselhos devem ser adaptados a cada paciente de acordo com as peculiaridades de cada um.

Siga a Dentalis no Instagram @DentalisSoftware,  no Face @Dentalis.Software e no Twitter @Dentalisnet

Fontes: Journal of California Dental Association, frontiers
Posted by Victor in Estudos, 0 comments
É uma afta ou herpes? Como saber a diferença

É uma afta ou herpes? Como saber a diferença

afta ou herpes

Como saber a diferença entre uma afta ou herpes? Essa é a pergunta que iremos buscar responder neste artigo.

Afta ou herpes – Localizações mais comuns

Os especialistas ainda não sabem ao certo porque as aftas se desenvolvem. Aftas tendem a se formar dentro da boca.
Já o herpes labial resulta de uma infecção viral e é mais comum na boca ou ao redor dela.

As aftas são lesões redondas ou ovais dolorosas que se formam em tecidos moles dentro da boca. Tecidos como na língua ou nos lados internos dos lábios, ou bochechas.

As feridas do herpes são causadas pelo vírus herpes simplex.
Eles podem aparecer nos lábios ou ao redor deles, mas podem se desenvolver em outras partes do rosto ou na língua, gengivas ou garganta.

Estabelecer as diferenças entre uma lesão de afta ou herpes é fundamental. Para tanto agora vamos revisar seus diferentes sintomas e tratamentos.

Sintomas

Na busca pela identificação de uma afta ou herpes para encontrar o tratamento certo, o conhecimento dos diferentes sintomas é essencial:

afta ou herpes

Aftas

As aftas se formam nas áreas mais suaves da boca, como língua, bochechas, lábios e palato mole – localizado na parte posterior do céu da boca.

Aftas são feridas não contagiosas.
Eles são muito comuns na população em geral.

Aftas se curam sem tratamento. Podem, no entanto, reaparecer no mesmo local ou em um local diferente.

Existem três formas de aftas, conhecidas clinicamente como estomatite aftosa:

  • Estomatite aftosa menor: são feridas com menos de 1 centímetro de diâmetro. Se curam em cerca de 1 semana, sem deixar cicatrizes;
  • Estomatite aftosa maior: são feridas com mais de 1 centímetro de diâmetro. São lesões que podem durar mais de algumas semanas e podem deixar cicatrizes;
  • Estomatite aftosa herpetiforme: é o tipo menos comum. São grupos de pequenas feridas que às vezes se fundem para formar as maiores. São lesões que geralmente levam um pouco mais de uma semana para curar.

Os sintomas de uma afta seguem um padrão de três etapas:

  • Primeiro, o indivíduo pode sentir uma sensação de queimação, coceira ou picada em um local na boca, ou ao redor dela;
  • Segundo, uma bolha cheia de líquido, a ferida, se desenvolve no local;
  • Terceiro, a bolha estoura, transborda e se espalha. Isso tudo dentro de 48 horas, após as sensações iniciais de alerta.

afta ou herpes

Herpes

Durante a infância, a maioria das pessoas desenvolve uma infecção pelo vírus herpes simplex responsável pelo herpes labial.

Algumas pessoas nunca apresentam sintomas.
Se os sintomas ocorrerem logo após a infecção inicial, durante a infância, eles podem manifestar:

  • Uma sensação de queimação e, em seguida, a formação de feridas dolorosas. Feridas nos lábios, gengivas, língua ou garganta;
  • Dor de garganta;
  • Dor ao engolir;
  • Gânglios linfáticos inchados (inflamados);
  • Febre;
  • Dor;
  • Dor de cabeça;
  • Náusea.

Alguns desses sintomas podem durar mais de 1 semana.

O herpes labial pode reaparecer e os surtos geralmente se tornam menos graves ao longo do tempo.

Em pessoas saudáveis, o herpes labial geralmente desaparece dentro de 5 a 15 dias, sem causar cicatrizes. Se uma lesão de herpes durar mais de 15 dias, a pessoa deve buscar atenção profissional.

Além disso, qualquer indivíduo com lesão de herpes próxima aos olhos deve consultar um médico imediatamente.

As feridas do herpes são contagiosas.
É importante lavar bem as mãos e regularmente para evitar que elas se espalhem.

Causas

Compreender as causas subjacentes também pode ajudar na diferenciação entre essas duas categorias de lesões.

Aftas

Embora a causa exata das aftas ainda seja um mistério, a Academia Americana de Medicina Oral, explica que elas podem resultar da disfunção do sistema imunológico no revestimento dos tecidos moles da boca.

Aftas são feridas que podem se formar também como uma reação alérgica a alimentos, creme dental ou enxaguatório bucal.

Além disso, aftas podem ser um sinal de uma doença gastrointestinal.
Por esse motivo, o médico pode recomendar uma cultura ou biópsia para fins de averiguação.

Um indivíduo que tenha aftas e algum dos seguintes sintomas, deve consultar um profissional:

  • Fadiga;
  • Dor abdominal;
  • Febre;
  • Desconforto ocular;
  • Erupções cutâneas ou feridas em outros lugares.

Além disso, é importante notificar seu dentista caso mais de três surtos de aftas ocorrerem a cada mês ou quaisquer aftas não desapareçam num prazo de 10 a 14 dias.

Herpes

Uma das formas de manifestação do vírus herpes simplex é causar o herpes labial.
Uma vez que o vírus entra no corpo humano, ele nunca sai. Ou seja, ele até hoje não se conseguiu eliminá-lo do organismo. Na maior parte do tempo permanece latente.

Pessoas com herpes labial podem espalhar a infecção através de:

  • Beijos;
  • Compartilhamento de objetos (copos, talheres, etc);
  • Compartilhamento de itens pessoais, como toalhas.

Surtos de herpes podem ser desencadeados por:

  • Estresse;
  • Fadiga;
  • Doença, como um resfriado;
  • Lesão gerada em áreas onde uma vez apareceram feridas;
  • Queimaduras solares ou apenas exposição a luz solar forte;
  • Alterações hormonais.

Tratamentos

Herpes e aftas respondem a diferentes tratamentos.

Aftas

Embora não haja cura para as aftas, alguns medicamentos vendidos sem receita ou com receita médica podem fazer com que as feridas se recuperem mais rapidamente e apareçam com menos frequência.

Os tratamentos para aftas se enquadram em algumas categorias:

  • Agentes de limpeza: limpam bactérias e detritos da superfície da lesão. Um exemplo é uma solução de peróxido de hidrogênio a 3% misturada com uma quantidade igual de água.
  • Anestésicos tópicos: reduzem a dor. O anestésico mais comum para esse fim é a benzocaína, embora algumas pessoas sejam alérgicas a ele.

Às vezes, um ingrediente da pasta de dentes, chamado laurilsulfato de sódio pode desencadear surtos de aftas. Algumas pessoas podem se beneficiar ao evitar cremes dentais que o contenham.

Se as feridas forem moderadas a graves, evite a automedicação e consulte um dentista ou médico.

Herpes

Dependendo da gravidade do surto de herpes, o dentista ou médico pode prescrever medicamentos antivirais tópicos, ou de uso oral:

  • Aciclovir ou penciclovir tópico;
  • Aciclovir, fanciclovir ou valaciclovir de uso oral.

Algumas pessoas podem precisar de medicamentos para alívio da dor local, com ação anestésica tópica.

Para evitar que o herpes labial piore, a pessoa deve aplicar protetor labial com fator de proteção solar (FPS) igual ou superior a 30.

O não tratamento do herpes labial, pode desencadear uma piora do quadro. Isso pode trazer consequências para os indivíduos afetados.

Prevenção

Nem sempre é possível impedir a formação de lesões de aftas ou herpes.
No entanto, algumas estratégias podem ajudar.

Aftas

É importante registrar o aparecimento de aftas num diário.

Isso pode ajudar o indivíduo afetado a detectar gatilhos, que podem envolver alimentos, categorias de creme dental ou enxaguatório bucal e fatores associados ao estilo de vida.

Herpes

Para evitar que as feridas apareçam, os médicos recomendam o uso de tratamento antiviral ao primeiro sinal de alerta. Esse sinal pode ser uma sensação de queimação ou ardência.

Pessoas com herpes labial geralmente podem se beneficiar de um creme prescrito à base de penciclovir. Sua aplicação ajuda a reduzir o tempo e a quantidade de feridas que aparecem na pele.

Outras condições

Outros problemas de saúde podem causar lesões que podem parecer aftas ou herpes. Dentre eles:

  • Certas categorias de bolhas;
  • Lesões diversas;
  • Doenças autoimunes;
  • Câncer oral;

Qualquer pessoa que não tenha certeza sobre o tipo ou causa de uma lesão na boca, ou ao seu redor deve conversar com seu dentista, ou médico.

Afta ou herpes – em resumo

Afta ou herpes são feridas comuns e podem ser parecidas.
No entanto, suas causas, sintomas e tratamentos são diferentes.

As aftas geralmente ocorrem em áreas moles dentro da boca. Embora as lesões do herpes também possam aparecer na língua, garganta ou gengivas, elas tendem a se formar na boca ou ao redor dela.

O vírus do herpes simplex é o causador do herpes labial. Porém, a ciência ainda não tem exata clareza sobre os causadores das aftas.

E por fim, o herpes labial requer tratamento para evitar que a infecção se espalhe. Por outro lado, as aftas geralmente desaparecem por conta própria. Seja afta ou herpes, identificar a causa da lesão já é meio caminho andado para a resolução do problema.

Siga a Dentalis no Instagram@DentalisSoftware,  no Face@Dentalis.Software e no Twitter@Dentalisnet

Fontes: American Academy of Oral Medicine, Everyday Health, American Academy of Dermatology, DermNet NZ

 

Posted by Victor, 0 comments

Acupuntura e o alívio de sintomas no tratamento do câncer

acupuntura e o alívio de sintomas

A acupuntura e o alívio dos sintomas no tratamento do câncer foi o resultado de uma pesquisa recente.

Acupuntura e o alívio de sintomas – Boca seca (xerostomia)

A boca seca pode ser um efeito colateral preocupante da radioterapia.
Porém, a acupuntura pode aliviar seus sintomas. Isso é o que um novo estudo sugere.

A pesquisa em questão foi realizada com um universo de 339 pacientes que receberam radiação para tratamento do câncer de cabeça e pescoço.
Desse total, aqueles pacientes que receberam acupuntura apresentaram menos sintomas de boca seca (xerostomia). Isso quando comparado aqueles que não receberam aplicação de acupuntura.

Os pacientes que tiveram acupuntura falsa (placebo) apresentaram o mesmo alívio que o grupo sem acupuntura, observaram os pesquisadores.

Teste placebo – como foi realizado

O tratamento com placebo utilizou uma agulha real em um ponto não indicado para xerostomia. E também agulhas reais em pontos simulados e agulhas placebo em pontos simulados. Foi o que explicaram os autores do estudo.

Acupuntura e o alívio de sintomas – no longo prazo

Um ano após o tratamento, estes foram os resultados observados:

  • 35% dos pacientes que receberam acupuntura tinham sintomas de boca seca;
  • 48% daqueles que receberam acupuntura falsa tinham sintomas de boca seca;
  • 55% daqueles que não receberam acupuntura tinham sintomas de boca seca.

O estudo – Acupuntura e o alívio de sintomas

No estudo em questão os participantes foram aleatoriamente designados para receber acupuntura real, falsa ou sem acupuntura.
Os tratamentos foram dados três vezes por semana no mesmo dia da aplicação da radioterapia.

Boca seca – problema grave para pacientes em tratamento contra o câncer

A boca seca é uma preocupação séria para os pacientes com câncer de cabeça e pescoço submetidos à radioterapia.

A condição pode afetar em 80% dos pacientes até o final do tratamento com radioterapia.

Os sintomas afetam severamente a qualidade de vida e a saúde bucal.

Uma análise mais aprofundada mostrou uma diferença significativa entre pacientes na China e nos Estados Unidos.
Os pacientes chineses tiveram pouca ou nenhuma resposta ao placebo. Já os americanos tiveram uma grande resposta ao placebo.

Mais estudos são necessários para descobrir essas diferenças. É possível que o ambiente em que a acupuntura é administrada, influências culturais ou a relação entre paciente e médico acabem tendo influência.

Acupuntura para boca seca – tratamento e prevenção de forma simples

Também são necessários mais estudos para confirmar esses achados e também entender como a acupuntura alivia a boca seca.

Enquanto isso, a acupuntura pode ser utilizada como um instrumento para controle da xerostomia (boca seca).

Esse estudo coloca a acupuntura na lista de medidas de prevenção e tratamento da xerostomia.
Segundo os pesquisadores, as diretrizes para o uso da acupuntura em tratamentos oncológicos devem ser revisadas.
O tratamento da boca seca, que tanto desconforto traz, pode ser tratado e prevenido de forma simples. Aqui no blog Dentalis já apresentamos algumas dicas simples de como tratar a boca seca.

Siga a Dentalis no Instagram @DentalisSoftware,  no Face @Dentalis.Software e no Twitter @Dentalisnet

Fonte: Cancer.Net
Posted by Victor in Estudos, 0 comments
Adição de flúor na água protege dentes de crianças

Adição de flúor na água protege dentes de crianças

adição de flúor na água

A adição de flúor na água potável reduz as possibilidades de cáries graves nos dentes dos bebês.

Isso segundo relato de pesquisadores da Nova Zelândia.

Embora a pasta de dente fluoretada esteja amplamente disponível, a adição de flúor na água continua a mostrar um benefício na redução de cáries.
Isso é o que afirma o Dr. Howard Pollick, professor clínico de ciências da saúde da Faculdade de Odontologia da Universidade da Califórnia em São Francisco.

A adição de flúor na água potável é a ferramenta mais eficaz para reduzir as disparidades na saúde bucal. E também é especialmente importante em momentos como durante essa pandemia de COVID-19.
Em situações como essa o acesso a serviços odontológicos preventivos acaba sendo reduzido.

Adição de flúor na água potável – o estudo

No estudo em questão foram coletados dados de 276 000 crianças na Nova Zelândia com idade média de 4 anos.

Sendo metade mais velha do que 4, metade mais jovem.
Algumas crianças viviam em áreas onde ocorria a adição de flúor na água e outras em áreas sem água fluoretada.

Surgiram evidências de que as crianças que bebiam água fluoretada tinham menos probabilidade de desenvolver cáries graves do que as outras crianças.

As crianças fizeram parte desse programa de triagem Neozelandês no período entre julho de 2010 e junho de 2016.

Importante salientar que a perda prematura dos ‘dentes de leite’ pode causar um sério desalinhamento dos dentes permanentes.

Isso sem contar com a dor e o sofrimento de cáries, dentes de leite com abcessos e o custo de atendimento odontológico para tratar essas condições evitáveis.

Além disso, o trauma desnecessário de tratar cáries infantis tem de ser considerado.

A importância dos dentes de leite

Como já tínhamos noticiado aqui no blog Dentalis, a água potável sem flúor eleva o risco de cáries.

Os dentes de leite são essenciais para um processo de nutrição adequado (mastigação, mordida). E igualmente o desenvolvimento adequado da fala.
Eles também são essenciais para manter o espaço e orientar a erupção dos dentes permanentes.

Siga a Dentalis no Instagram @DentalisSoftware,  no Face @Dentalis.Software e no Twitter @Dentalisnet

Fonte: JAMA Pediatrics
Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Por que chupar o polegar pode ser prejudicial para a criança?

chupar o polegar

Muitas mamães se perguntam: chupar o polegar pode fazer mal à criança?

Durante a infância, é comum os bebês explorarem o mundo usando a boca.
Esse é um instinto com o qual os bebês nascem.
E todos os pais sabem o quanto estressante isso pode ser!
O hábito de usar chupeta, polegar ou dedos é perfeitamente normal nos primeiros anos de vida, pois as crianças fazem isso para se sentirem calmas e tranquilas.

Existem no mercado chupetas desenvolvidas para evitar problemas ortodônticos em crianças como já apresentamos em um post anterior aqui no blog Dentalis.

No entanto, não é bom se o ato de chupar o polegar se prolongar além dos 5 anos.

Isso porque pode ser um indício de problema no desenvolvimento emocional ou social de uma criança.
Ajudar a criança a quebrar o hábito no momento certo é importante, caso contrário, isso pode ter alguns efeitos colaterais indesejados.

Chupar o polegar – Possíveis efeitos colaterais

Um dos principais benefícios associados ao hábito da criança de chupar o polegar é aquele é o de ajudar a adormecer e a dormir muito mais facilmente.

No entanto, começar a quebrar o hábito antes dos dentes da criança começarem a se desenvolver é realmente importante.

Caso esse hábito persista poderá vir a causar problemas no alinhamento dos dentes. Condição essa que pode tornar necessário trabalho odontológico no futuro.

Crianças com hábito de chupar o polegar ou a chupeta depois de desenvolver todos os dentes de leite pode levar a infecções do ouvido médio que, em alguns casos, podem acabar necessitando de cirurgia.

Outros efeitos colaterais de longo prazo ligados ao hábito de chupar o polegar são:

  • Desenvolvimento de má oclusão ou sobre mordida, ou trespasse vertical dos incisivos;
  • Malformação ou sensibilidade do céu da boca;
  • Efeito adverso no posicionamento da mandíbula que pode levar a um impedimento da fala;
  • Maior chance de contaminação por bactérias ou patógenos prejudiciais;
  • Problemas de pele, como unhas fracas ou deformadas;
  • Questões sociais, como serem alvo de intimidação pelos colegas.

Como acabar com o hábito de chupar o polegar

Cerca de 30% das crianças na pré-escola ainda chupam o polegar.
Os conselhos a seguir podem ajudá-lo a garantir que seu filho elimine o hábito em um momento saudável.

O mais importante é mostrar apoio e encorajamento positivo à criança enquanto ela estiver parando.
Isso ajudará a criança a construir e fortalecer a sua autoestima. E que, reduzirá a necessidade ou desejo de chupar o polegar para obtenção de conforto.

Educar as crianças sobre os motivos para parar

Seguir o caminho da punição ou recriminá-los continuamente pode causar estresse. E isso, os fará querer chupar ainda mais os polegares.

A eliminação de estressores em seu ambiente também ajudará a incentivá-los a parar.

Educar a criança sobre os riscos e os possíveis efeitos a longo prazo de continuação do hábito deixará claro para a criança as razões pelas quais ela deve parar e, com sorte, ajudará a adiá-lo.

Se a situação ainda não melhorar, existem outras possibilidades menos agradáveis que você pode adotar.
Como, por exemplo, colocar meias nas mãos do seu filho enquanto ele dorme e usar fita adesiva para mantê-las no lugar.
Outra possibilidade é o dentista prescrever um alimento com sabor amargo, e os pais colocarem a ponta da chupeta ou polegar, o que tornará muito desagradável para eles.

Como tirar o hábito de uso da chupeta por sua criança

Se o seu filho ainda estiver fazendo uso de chupeta aos 5 anos pode-se adotar ainda outro método.
Pode-se ir reduzindo gradualmente o uso da chupeta ou furar um pedaço inteiro dela.
Isso tornará a chupeta muito menos satisfatória para chupar. E, por consequência, reduzirá na criança seu desejo por ela.

Resumindo

Em resumo, há uma série de intervenções que você pode tentar.
A ideia é começar primeiro com os métodos menos invasivos e mais suaves.
Mas tenha certeza de que conseguirá encontrar pelo menos uma solução que funcione e, mesmo que seja desagradável no processo, valerá a pena no longo prazo.

Siga a Dentalis no Instagram @DentalisSoftware,  no Face @Dentalis.Software e no Twitter @Dentalisnet

Fonte: Pediatric Dentistry, Dentistry News
Posted by Victor in Dicas, 0 comments

Como o exercício pode melhorar a saúde bucal?

exercício pode melhorar a saúde bucal
Saber que o exercício pode melhorar a saúde bucal pode à princípio parecer um tanto estranho, não é mesmo?
O exercício, como sabemos, tem muitos benefícios documentados, incluindo sua capacidade de reduzir o risco de doenças cardíacas, obesidade, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer.
Pesquisas indicam que o exercício pode melhorar a saúde bucal.
Um estudo publicado no Journal of Dentistry mostrou que a atividade física pode melhorar a saúde bucal, no caso, a periodontal.
Para ser mais preciso, as pessoas que se exercitavam regularmente tinham uma probabilidade 54% menor de desenvolver periodontite em comparação com aquelas que levavam vidas sedentárias.
A Pesquisa Nacional de Exame de Saúde e Nutrição também revelou que as pessoas que se exercitam três vezes por semana ou menos também poderiam obter benefícios, o que significa que têm uma probabilidade 33% menor de desenvolver periodontite.

Índice de massa corporal (IMC) e saúde bucal

Existe um vínculo importante entre o Índice de Massa Corporal (IMC) dos indivíduos e sua saúde bucal.
Um estudo publicado no Journal of Periodontology descobriu que pessoas que mantêm um peso normal e praticam a quantidade recomendada de exercício tiveram uma probabilidade 40% menor de desenvolver periodontite.
Outros comportamentos que melhoram a saúde se relacionam ao consumo de uma dieta saudável ao estilo mediterrâneo, com baixo teor de açúcar refinado e alto teor de fibras, frutas, vegetais e gorduras saudáveis.

Exercício pode melhorar a saúde bucal – como dar início

A quantidade recomendada de exercícios para melhorar a saúde bucal varia de acordo com a idade.
Para a maioria dos adultos saudáveis, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos recomenda cerca de 150 minutos de exercício cardiovascular moderado ou 75 minutos de exercício cardiovascular vigoroso.
O treinamento de força também é fundamental pelo menos duas vezes por semana para os principais grupos musculares.
As pessoas que estão começando devem fazê-lo lentamente, aumentando os tempos e intensidades do treino à medida que progridem.
Aqueles que levantam pesos devem fazê-lo usando um treino aprovado pelo seu instrutor. É bem natural sentir um pouco de dor quando o indivíduo começa a fazer treinos com pesos. Isso se deve ao acúmulo de ácido lático. O alongamento e o aquecimento antes dos exercícios não podem ser esquecidos.

Recíproca também é verdadeira

Sabemos que o exercício pode melhorar a saúde bucal, mas a recíproca também é verdadeira.
Ou seja, cuidar dos dentes pode ajudar a proteger seu coração e, portanto, sua capacidade de permanecer em forma e ativa.
Um estudo recente da Sociedade Europeia de Cardiologia descobriu que escovar os dentes frequentemente está associado a um menor risco de fibrilação atrial e insuficiência cardíaca.
Um possível motivo, segundo os cientistas, é que a escovação frequente reduz a quantidade de bactérias que vivem nas bolsas entre os dentes e as gengivas. Isso mantém as bactérias afastadas da corrente sanguínea.

Nem de mais, nem de menos

 Apesar dos benefícios que o exercício pode ter para a saúde bucal, deve-se evitar os excessos.
Isso porque treinar exaustivamente pode acabar contribuindo para o surgimento de problemas de saúde bucal. Nesse rol podemos listar cáries, por exemplo, decorrentes de erosão do esmalte dental.
Isso porque algumas das principais causas de fraqueza no esmalte estão relacionadas ao consumo de bebidas esportivas ácidas e ao hábito de respirar com a boca aberta durante o treino.
De forma geral, o exercício pode melhorar a saúde bucal. Especialmente a saúde das gengivas.
No entanto, quando realizado intensivamente, pode acabar corroendo o esmalte dental.
Em vez de desistir do exercício, os atletas simplesmente precisam tomar cuidado para evitar bebidas ácidas e respirar pelo nariz. A respiração pela boca pode diminuir a saliva, deixando o esmalte exposto a bactérias nocivas.

Siga a Dentalis no Instagram @DentalisSoftware,  no Face @Dentalis.Software e no Twitter @Dentalisnet

Fonte: PubMed
Posted by Victor in Estudos, 0 comments
Load more