Revolucionário: tudo sobre a vacina contra o câncer oral por HPV

câncer oral por HPVUma vacina contra o o câncer oral por HPV.

Este é o trabalho pioneiro que um pesquisador escocês vem desenvolvendo há quase 15 anos.
O histórico dele ajuda. Ian Frazer é o imunologista que desenvolveu a vacina contra o câncer de colo de útero causado pelo HPV.
A vacina contra com câncer de colo de útero tem ação preventiva. Já esta vacina contra o câncer oral por HPV tem ação terapêutica. Ou seja, surge no horizonte uma forma revolucionária de se tratar o câncer oral por HPV.

O pesquisador Frazer está para iniciar a etapa de testes em humanos acometidos de câncer oral.

Como funciona a vacina contra o câncer oral por HPV

É uma terapia baseada na revolucionária imunoterapia contra o câncer. Essa vacina contra o câncer oral por HPV irá agir sobre o sistema imunológico do paciente. Age informando o sistema imune sobre como atingir eficazmente as células cancerígenas que contém o HPV.
O paciente recebe uma carga de medicamentos imunoterápicos que irão agir sobre o seu sistema imunológico.

Se a etapa de testes em humanos obter irá se alcançar uma forma revolucionária de tratamento do câncer oral por HPV.

Na Austrália, onde a pesquisa acontece, todos os dias três pessoas morrem em decorrência do câncer oral por HPV.
O oncologista e radiologista Sandro Porceddu faz um alerta. Vem se observando um enorme crescimento do número de casos de câncer oral por HPV. Segundo ele o índice pode chegar a 225% em países como Austrália e Estados Unidos da América. Aqui no blog Dentalis já noticiamos o impressionante crescimento do número de casos de câncer de orofaringe.

O professor Frazer aguarda a liberação de recursos da ordem de US$ 700.000 para início desta importante e fundamental etapa de sua pesquisa.
Os testes clínicos em humanos irão acontecer no Princess Alexandra Hospital, em Queensland, Austrália.câncer oral por HPV

Conhecendo melhor o HPV

HPV é a sigla em inglês para papilomavírus humano.
Os vírus HPV tem a capacidade de infectar a pele ou mucosas. Existem mais de 150 tipos diferentes de HPV.

Quais são os tipos de HPV que podem provocar câncer

São 13 os tipos de HPV potencialmente capazes de gerar câncer. São eles que apresentam maiores chances de provocar infecções persistentes e estar associados a lesões precursoras. Os HPV, tipos 16 e 18, são aqueles com maior potencial oncogênico. Estão, por exemplo, presentes em 70% dos casos de câncer do colo do útero.

O HPV genital é um vírus comum.
Alguns especialistas afirmam que este vírus é quase tão comum quanto o aquele do resfriado.

Como acontece a transmissão do HPV

O HPV é altamente contagioso, sendo possível contaminar-se com uma única exposição.
A transmissão do HPV se dá através do contato direto com a pele ou mucosa infectada.
A principal forma é pela via sexual. Essa via pode ser oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital.
Embora seja raro, o vírus pode se propagar também por meio de contato com mão.
Existe também a chance de transmissão durante o parto.
Não existe comprovação da possibilidade de contaminação por meio de objetos. Isso também vale para o uso de vaso sanitário e piscina ou pelo compartilhamento de toalhas e roupas íntimas.

Pessoa com vírus HPV apresenta sintomas?

A maioria das infecções por HPV é não apresenta sintomas e não apresenta evidências.
Tanto o homem quanto a mulher podem estar infectados , e mesmo assim assintomáticos.
As infecções pelo HPV se apresentam como lesões microscópicas ou não produzem lesões. Isso acontece usualmente, a que denomina-se de infecção latente.
Ou seja, quando não vemos lesões não é possível garantir que o HPV não esteja presente. E sim que apenas que não está produzindo doença.

Como se prevenir do HPV

A infecção pelo HPV é de difícil prevenção. Depende do contato de pele doente com pela sadia. Independe da ejaculação. Assim, o preservativo deve ser usado durante toda a relação sexual.
Ter um número reduzido de parceiros sexuais também pode contribuir para a redução do risco dessa infecção.

A utilização de vacinas contra os tipos mais comuns de HPV é altamente recomendável.
Estima-se que mulheres que tomaram uma dessas vacinas antes de se contaminarem pelo HPV têm redução de até 70% na probabilidade de desenvolverem o câncer do colo do útero. Mesmo assim, como ainda existe algum risco, mulheres vacinadas também devem manter a prática do exame preventivo.

Como funciona a Imunoterapia

Os tratamentos convencionais contra câncer atacam as células tumorais. Já a imunoterapia estimula o corpo a produzir anticorpos e combater as células cancerígenas.
Células cancerígenas costumam se disfarçar como sendo células saudáveis do nosso corpo, e assim passar despercebidas da ação do nosso sistema imune.
A questão é como gerar uma terapia que ataque apenas células cancerígenas sem comprometer as células saudáveis de nosso organismo. O avanço das pesquisas propiciou uma imunoterapia mais inteligente e eficaz. Isso se deu a partir da identificação de checkpoints.
Esses checkpoints são barreiras diretamente ligadas às doenças autoimunes. Doenças autoimunes são aquelas em que o sistema imunológico ataca os tecidos saudáveis do próprio organismo.
Com o avanço das pesquisas, a imunoterapia pode ser mais direcionada. Passando a atacar alvos específicos.

Os custos da imunoterapia

Por ser muito recente, a imunoterapia ainda é muito cara. Busca-se reduzir os custos dos tratamentos imunoterápicos por meio de novas patentes elaboradas e registradas no Brasil.

Tratamento de sucesso

A revista The Economist publicou em setembro do ano passado uma pesquisa revelando que a imunoterapia pode dobrar a sobrevida dos pacientes com melanoma metastático (estágio avançado do câncer de pele). Segundo o estudo, as pessoas que recebem o diagnóstico desse tipo de câncer e o tratam com métodos convencionais — quimioterapia, por exemplo– têm um máximo de cinco anos de sobrevida. Com a imunoterapia, 20% dos pacientes conseguiram dobrar essa expectativa. Já com a hipotética combinação dos métodos, 50% dos pacientes poderiam ter mais de dez anos de sobrevida.

Com o passar do tempo, observa-se a eficácia do tratamento imunoterápico. É um sucesso tanto no tratamento do melanoma quanto dos cânceres de pulmão, renal, colo de útero, entre outros.
Espera-se que nos próximos quatro ou cinco anos, 50% dos medicamentos contra o câncer sejam imunoterápicos.

Esperamos em breve também estar comemorando a chegada da vacina contra o câncer oral por HPV. Que possa vir a ser logo mais uma arma no tratamento desta tão grave doença. E vir a salvar milhões de vidas.

Fontes: 9News, INCA , Oncoguia, Fiocruz
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Qual a relação entre periodontite e o diabetes?

periodontite e o diabetesA Periodontite e o diabetes podem parecer patologias sem nenhuma ligação entre si. No entanto, a ciência nos mostra exatamente o contrário.
Hoje vamos descobrir qual a relação existente entre a periodontite e o diabetes. E o interessante é que vocês irão observar que é uma via de mão dupla.

Doença metabólica

A diabetes é uma doença metabólica, importante causa de morbidade e mortalidade.
Estimativas atuais indicam que 382 milhões no mundo sofrem de diabetes mellitus (8,3%). Esse número poderá chegar a incríveis 592 milhões em 2035.

Em 2013 estima-se que 5,1 milhões de pessoas com idade entre 20 e 79 anos morreram por consequência do diabetes.
O Brasil ocupa a quarta posição neste ranking mundial. Em 2013 a estatística reportou um total de 11,9 milhões de pacientes diabéticos.

O diabetes se caracteriza por níveis elevados de glicose no sangue. A hiperglicemia apresenta efeitos deletérios em várias partes do organismo humano.
Os efeitos danosos podem atingir o sistema vascular periférico, alterar resposta inflamatória e impactar o sistema imunológico.
Essas alterações resultam em danos à capacidade de regeneração tecidual.

Tipos de diabetes

Os tipos mais comuns de diabetes estão: o diabetes tipo I, tipo II e gestacional.

Diabetes tipo 1

Normalmente se manifesta durante a infância.
Pode estar relacionado com a produção de autoanticorpos que atuam no pâncreas. Isso gera redução da produção da insulina endógena.

Diabetes tipo 2

Está relacionado com a resistência das células à insulina e inicia-se normalmente na idade adulta.

Diabetes gestacional

Tem seu início durante a gravidez, podendo regredir após o parto.

Nos três principais tipos de diabetes, ocorre a redução da entrada de glicose nas células. Isso ocasiona um aumento do nível de glicose no sangue.
Os efeitos danosos de um quadro hiperglicêmico acabam modificando a susceptibilidade do indivíduo às infecções de um modo geral. Isso também vale para aquelas observadas na boca, como a periodontite.

A periodontite e o diabetes

A periodontite é uma infecção crônica que acomete as estruturas de suporte do dente. Quando não tratada pode levar à perda dentária. A periodontite é muito comum em indivíduos diabéticos.

Pacientes com glicose elevada podem apresentar muitos abcessos periodontais. Isso pode levar à destruição rápida do suporte ósseo ao redor dos dentes.
Em geral, nos diabéticos a resposta ao tratamento periodontal é pior do que aquela observada nos não diabéticos.

A periodontite favorece o aumento da glicemia no indivíduo diabético. Já o tratamento periodontal traz benefícios à estabilização da glicemia nesses indivíduos.
A periodontite faz parte das complicações mais comuns associadas ao diabetes.

Alterações bucais outras e bem comuns em pacientes diabéticos:

  • diminuição do fluxo salivar;
  • queimação da boca e/ou língua.

São condições que podem predispor às infecções oportunistas. Como por exemplo, infecção causada pelo fungo Candida albicans.
Outro aspecto a destacar é que a hiperglicemia presente no diabetes apresenta influencia sobre a flora bacteriana bucal.

periodontite e o diabetesRetroalimentação

Periodontite e o diabetes apresentam uma relação de mão dupla. Esse aspecto já foi destaque em um artigo anterior do blog Dentalis.

Pacientes diabéticos têm resposta imunológica deficiente. Apresentam alterações na vascularização periodontal, e nos níveis de glicose do sulco gengival. São condições que favorecem ou agravam um quadro de periodontite em pacientes com diabetes.

Nos últimos anos resultados de inúmeros estudos epidemiológicos indicaram que os dois tipos principais de diabetes (I e II) aumentam a prevalência, incidência e severidade da doença periodontal. Os mesmos estudos sugerem que tal condição sistêmica predispõem os indivíduos à periodontite.

Pacientes portadores de Diabetes tipo I apresentam maior risco de desenvolver doença periodontal com o passar da idade, gravidade e duração de seu estado diabético.

Ao mesmo tempo, outros estudos mostraram que são 3 a 4 vezes maiores as chances de indivíduos portadores de Diabetes tipo II desenvolverem periodontites severas.

Além disso, o diabetes quando associado a outras condições pode modificar o curso da doença periodontal. A taxa de progressão da periodontite pode aumentar 2,9 vezes, quando o indivíduo apresenta taxas de Hemoglobina glicada em níveis superiores a 6,5%. Em torno de 3,7 vezes, quando o paciente é diabético e fumante. E 4,1 vezes, quando mais de 30% dos sítios bucais apresentam sangramento.

Do outro ponto de vista, a inflamação gengival também dificulta a absorção de insulina. Isso pode ser uma fator gerador de uma descompensação glicêmica nos portadores de diabetes. Já quanto à perda dental, esses valores são de 3,1 vezes, quando as taxas de Hemoglobina glicada estão acima de 6,5%. E 4,1 vezes mais chance de perda dos dentes, quando o paciente é diabético e fumante.

Desconhecimento eleva riscos à saúde

Dados epidemiológicos indicam que a grande maioria dos pacientes com hiperglicemia desconhece a relação existente periodontite e o diabetes. Na grande maioria das vezes não vão regularmente ao dentista. Também não contam com o acompanhamento de um especialista em periodontia.
Muitas das vezes a doença periodontal, assim como o diabetes, age de forma silenciosa.
Uma vez diagnosticada a periodontite, já pode ser muito tarde, e pode resultar em perda dentária.

Prevenção e tratamento

O tratamento da periodontite pode reduzir os níveis de agentes inflamatórios. Por consequência também causar diminuição do nível de inflamação crônica tão comum a pacientes diabéticos.
Isso pode trazer benefícios tanto ao controle glicêmico como também na redução do dano a outros órgãos.

Concluindo

É fundamental que o dentista faça parte da equipe multidisciplinar responsável pelo acompanhamento de pacientes com diabetes. O objetivo não será apenas o de curar processos instalados, mas também da prevenção de danos.
Isso, sem dúvida, irá proporcionar melhor qualidade de vida a esses pacientes.

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Fontes: American Diabetes Association, Journal of Indian Society of Periodontology, cro sp, UFRGS, Revista Brasileira de Epidemiologia

 

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Infecções orais em crianças, adultos com aterosclerose

infecções oraisInfecções orais ocorridas no decorrer da infância podem estar relacionadas a um risco aumentado para o desenvolvimento de aterosclerose na vida adulta. Isso pode acontecer especialmente em crianças que apresentam cáries dentais e doenças periodontais.

Isso é a conclusão apresentada por um estudo finlandês recentemente publicado na revista científica Journal of the American Medical Association (JAMA).

A relação entre periodontite e doenças cardíacas já foi tema de um artigo anterior aqui no blog Dentalis.

O estudo

A pesquisa foi realizada com um total de 755 participantes que foram submetidos a um exame inicial odontológico. O trabalho iniciou em 1980 com crianças com idades de 6, 9 ou 12 anos. O acompanhamento cardiovascular clínico realizou-se em dois períodos distintos. O primeiro em 2001 aos 27, 30 ou 33 anos dos mesmos participantes iniciais. Depois em 2007, aos 33, 36 ou 39 anos. O período de acompanhamento se deu até o final de 2007. As análises estatísticas finais foram concluídas em 19 de fevereiro de 2019.

Esta população atual incluiu 755 participantes que foram submetidos a uma avaliação inicial (incluindo um exame odontológico) em 1980 com 6, 9 ou 12 anos de idade e um acompanhamento cardiovascular clínico na idade adulta em 2001 aos 27, 30 ou 33 anos e / ou em 2007, aos 33, 36 ou 39 anos. Na presente análise, o período de seguimento durou até o final de 2007. Essa população representou uma subpopulação aleatória desses grupos etários de toda a coorte. Como dado estatístico, coorte é um conjunto de pessoas que tem em comum um evento que se deu no mesmo período. As análises estatísticas finais foram concluídas em 19 de fevereiro de 2019.

Exames orais foram realizados em 1980, quando os 755 participantes eram crianças de 6, 9 ou 12 anos.
As crianças foram examinadas na busca por infecções orais em escolas de odontologia universitárias em cinco grandes cidades finlandesas. Os hábitos de higiene bucal na forma de frequência de escovação por dia foram obtidos a partir de um questionário preenchido pelos participantes ou seus pais.

O exame bucal registrou o número de dentes (decíduos e permanentes) e mediu as infecções orais presentes (ou atuais) (tratadas) (cárie e obturações) e as doenças periodontais (sangramento gengival à sondagem e profundidade de sondagem periodontal).

A presença de cáries e obturações foram registradas a partir de 5 superfícies (mesial, bucal, distal, lingual e oclusal) de dentes permanentes e decíduos.

A sondagem periodontal foi realizada nos dentes superiores e inferiores e também de 6 dentes indexados.

Infecções orais nas crianças – resultados encontrados

Os resultados revelaram que 68% das crianças apresentavam sinais de sangramento, 87% possuíam pelo menos uma cárie dentária, 82% tinham obturações dentárias e cerca de 54% das crianças apresentavam bolsas periodontais.

Apenas 5% das crianças tinha uma cavidade bucal totalmente saudável. Já 61% tinha ao menos um dos quatro sinais das infeções orais pesquisadas.

Infecções orais e alterações cardiovasculares

Durante o período de análise os pesquisadores verificaram os fatores de risco cardiovascular. Isso foi feito através da medição da camada íntima média da parede da artéria carótida. Também realizaram exames orais de todos os pacientes, identificando sinais de infecções orais e inflamações, como cáries dentárias, obturações dentárias, sangramento e profundidade das bolsas das gengivas.

Conclusão

O estudo indica que tanto as cáries dentais como a doença periodontal na infância estão significativamente associadas ao aumento da espessura da camada íntima média da parede da artéria carótida na vida adulta. Esse é um dos fatores responsáveis pela progressão da arteriosclerose. Também é responsável pelo aumento do risco de enfarte do miocárdio.

infecções orais

Entendendo a diferença entre aterosclerose e aterioesclerose

Toda artéria é composta de três camadas: externa, média e interna. A camada interna é também chamada de endotélio. Quando o endotélio inflama, ocorre a deposição de colesterol. Esse acúmulo progressivo ocasiona diminuição do fluxo sanguíneo e posteriormente entupimento do vaso. A simples diminuição do fluxo de sangue no vaso ocasiona uma diminuição do aporte de oxigênio nos tecidos, como o coração, por exemplo.

Aterosclerose

Através do acúmulo de gordura na parede da artéria coronariana surge uma isquemia. Isquemia é a diminuição do fluxo sanguíneo e consequente prejuízo na oxigenação para o músculo cardíaco. Essa gordura acumulada no vaso pode se desprender e gerar uma interrupção abrupta do fluxo de sangue na artéria. Esse processo é conhecido por infarto. Assim, é o processo da aterosclerose. Um processo que tem início com a formação da placa de ateroma no vaso.

Arterioesclerose

É o processo de envelhecimento natural da artéria. Na arterioesclerose acontece a perda progressiva da elasticidade. Assim a artéria não consegue mais se dilatar adequadamente. Isso é um processo de envelhecimento natural que ocorre com idosos. A arterioesclerose também favorece naturalmente a velocidade de progressão da aterosclerose.

Em poucas palavras

A aterosclerose é o depósito de gordura na parede da artéria desde a partir de um processo inflamatório no endotélio.
Já a a aterosclerose é o envelhecimento natural da artéria com o passar dos anos. A aterosclerose traz prejuízo à elasticidade, capacidade de contração e dilatação das artérias.

Sintomas da arterioesclerose

A pessoa normalmente não apresenta sintomas. Isso acontece até o momento em que ocorra a diminuição ou obstrução das artérias. Os sintomas poderão variar conforme o local da isquemia. No coração, o sintoma característico é a dor no peito. No caso de um AVC, confusão mental e dor de cabeça muito forte.

Principais sintomas de um infarto cardíaco

  • Dor nos ombros, costas, pescoço, braços ou mandíbula;
  • Falta de ar;
  • Sudorese;
  • Náuseas ou vômitos;
  • Tontura;
  • Dores no peito, irradiação para o braço esquerdo;

Principais sintomas de um AVC

  • Dor de cabeça súbita e grave;
  • Fraqueza ou dormência na face ou membros;
  • Problemas na fala;
  • Dificuldade em compreender a fala;
  • Problemas de visão;
  • Perda de equilíbrio.

Fontes: Jama Network, Roderick, Minha vida

 

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Pastas de dentes de carvão ativado: benefício ou risco?

Pastas de dentes de carvão ativado: benefício ou risco?

pastas de dente de carvão ativado

Pastas de dente de carvão ativado tem sido utilizadas por muitos como um fórmula fácil e rápida de clarear os dentes.
Um grupo de dentistas ingleses, no entanto, desaconselha a utilização de pastas de dente à base de carvão ativado. E por que?

Cientistas concluíram que não há benefícios comprovados para as pastas de dente de carvão ativado.
O que a pesquisa mostrou é que pastas de dente de carvão ativado podem aumentar o risco de cáries e de manchas nos dentes.
Esta pesquisa do British Dental Journal se antepõe ao marketing comercial. Marketing que garante que pastas de dente de carvão ativado têm efeito clareador e são antibacterianas.

São alegações infundadas, e você vai descobrir o porquê!

Pastas de dente de carvão ativado ganharam popularidade em vários países nos últimos anos. Fazem sucesso no Reino Unido, EUA, Japão, Índia, Tailândia, Lituânia, Austrália, Hong Kong, China, Coreia e Suíça. Essa tendência mundial já foi noticiada aqui no blog Dentalis. Aqui mesmo no Brasil é fácil encontrarmos em farmácias pastas de dente de carvão ativado.

Ao longo da história

O uso de carvão para limpar os dentes não é um conceito novo. Os antigos gregos usaram carvão pela primeira vez para remover manchas dos dentes e disfarçar odores de gengivas não saudáveis.

Agora, uma extensa revisão resume os resultados de 15 estudos anteriores. Assim obtemos uma visão geral do que sabemos atualmente sobre os produtos dentários à base de carvão vegetal.

O estudo

A pesquisa analisou 50 pastas de dente de carvão ativado. Revelou que apenas 8% contêm flúor. Isso demonstra que oferecem uma proteção muito limitada contra as cáries dentais.

Riscos para os dentes

Além de não apresentarem propriedades clareadoras e antibacterianas, há um risco extra.
Pastas de dente de carvão ativado são abrasivas, Isto pode trazer desgastar o esmalte dentário, gerar recuo das gengivas e provocar sensibilidade dental.

Propaganda: o suposto efeito branqueador das pastas de dente de carvão ativado

Campanhas de marketing geralmente usam o vocabulário “natural” para evocar um senso de naturalidade e pureza.
Pesquisadores observaram que termos atraentes como “ecológico”, “vegetal”, “natural”, “orgânico” e “puro” são usados para anunciar 88% dos produtos à base de carvão ativado. Grande parte das marcas estudadas usaram dois ou mais desses termos em suas campanhas de marketing.

Pastas de dente de carvão ativado são todas iguais?

A pesquisa demonstrou que apenas 8% dos 50 cremes dentais analisados continham flúor.
Mais de 50% dos produtos ofereciam benefícios terapêuticos e 96% alegavam ajudar a clarear os dentes.

As propriedades de desintoxicação foram descritas em 46 por cento das pastas de dente à base de carvão ativado. Propriedades antibacterianas e antissépticas em 44 por cento. Remineralização, fortalecimento e fortificação estavam entre as propriedades de 30 por cento dessas pastas dentais. Alegações de baixa abrasividade foram feitas em 28 por cento das pastas dentais. E propriedades antifúngicas em 12 por cento delas.

Apenas 10% das pastas dentais tinham alguma forma de endosso por um profissional da área odontológica. Nenhuma dos supostos benefícios anteriores foi comprovado.

Juntamente com o uso de linguagem atraente, o apoio de celebridades são frequentemente usados para atrair consumidores. Muitos fabricantes acabam escondendo dos consumidores os reais efeitos desses produtos.

Na maior parte das vezes os artistas que fazem propaganda de pastas de dente de carvão apresentam dentes bem brancos. Acontece que seus sorrisos brancos não são uma consequência direta do uso do produto que anunciam. De uma perspectiva de branqueamento, pode haver indícios casuais de seu potencial de clareamento, mas qualquer efeito que eles tenham provavelmente terá sido apenas superficial.

Muitos cremes dentais que alegam branquear os dentes estão simplesmente removendo manchas superficiais. Eles não garantem sorrisos brancos duradouros que muitos usuários podem estar procurando. São apenas um artifício de publicidade.

É imprescindível que os consumidores verifiquem os ingredientes na embalagem dos produtos à base de carvão antes de usá-los. É fundamental que ao menos eles incluam flúor, cálcio e fosfato para fortalecimento e proteção do esmalte dos dentes.

pastas de dente de carvão ativado

Riscos reais

A nova pesquisa descobriu que as pastas dentais à base de carvão vegetal podem trazer prejuízo à saúde bucal.
Especialmente pelo fato de não conter ingredientes essenciais à proteção contra as cáries.

Um creme dental deve conter 1.350 a 1.500 ppm de flúor para proteger os dentes contra a cárie dental. Muitas pastas de dente à base de carvão não contêm flúor neste nível. Assim, os usuários estão mais expostos aos riscos de desenvolvimento e de cáries.

Além disso, alguns cremes dentais com carvão podem ser “excessivamente abrasivos”. Dessa forma desgastam o esmalte dos dentes, resultando em dentes sensíveis.

Quando usados com muita frequência em pessoas com restaurações, pode acabar aderindo a elas e as pigmentando.
As partículas de carvão também podem ficar presas nas gengivas e irritá-las.

Pastas dentais à base de carvão não são a solução para quem busca um sorriso perfeito. Importante não esquecer dos riscos que apresentam. Então não acredite em propaganda.
Qualquer pessoa preocupada com manchas ou dentes descoloridos que não podem ser mudados por uma mudança na dieta, ou melhorias na sua higiene bucal, deve consultar seu dentista.

Afinal, o que é o carvão ativado?

É obtido a partir da queima de matérias orgânicas. Como por exemplo , cascas de coco e alguns tipos de madeira. O material é exposto à altas temperaturas em ambiente de baixo teor de oxigênio. Isso leva à abertura de poros através dos quais as impurezas podem ser removidas. Apresenta características de um ótimo adsorvente.

Uso do carvão ativado na medicina

É uma forma de carbono puro de grande porosidade. Tem a propriedade de unir substâncias à sua superfície.
Pode fixar toxinas bacterianas, químicas irritantes e gases. Atua também como protetor das mucosas.

O carvão ativado não é absorvido pelo trato gastrintestinal. Pode-se ingeri-lo até três horas após a ingestão da substância tóxica.

Riscos de interação medicamentosa com o carvão ativado

Não se recomenda a ingestão de carvão ativado juntamente com outros medicamentos.
Isso se deve ao risco de outros fármacos serem adsorvidos pelo carvão ativado.

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Fontes: News Medical, Saúde oral, British Dental Journal
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Estresse: mais um fator de risco para a doença periodontal

estresse e doença periodontalEstresse e doença periodontal podem parecer coisas complemente desconexas, mas existe uma relação forte entre elas.

Quando você lê ou ouve a palavra estresse logo lembra de algo que pode ser ruim ou prejudicial, não é mesmo?
O estresse é algo inerente à condição humana e é parte de nossas vidas. Em situações de perigo ou ameaça nosso corpo libera adrenalina e cortisol. Esse aporte hormonal aumenta o fluxo sanguíneo para o músculos e para o cérebro. É uma reação natural do corpo e fundamental a nossa sobrevivência. É uma reação do corpo nos preparando para a luta ou fuga.

Os seres humanos primitivos viviam sob condições muito mais estressantes do que nós atualmente.
A sobrevivência sua e de seu grupo era constantemente colocada em risco. Eles tinham que caçar para sobreviver e eram obrigados a lutar ou fugir. As reações geradas pelo estresse eram uma fonte de energia. Isso lhes possibilitava sobreviver em um mundo selvagem em que viviam. A energia era imediatamente canalizada para a ação.
No mundo atual, a agressão é evidentemente mais verbal e é impossível lutar ou fugir de uma prova, entrevista ou reunião com seu chefe.

Estresse bom e ruim

O estresse bom é aquele caracterizado pelo “friozinho na barriga” que aumenta a nossa concentração. Nos prepara para a prova de um concurso, uma entrevista de emprego ou um encontro importante. Se não contássemos com estresse algum para enfrentar essas situações certamente teríamos sérios problemas.

O problema não é o estresse normal, e sim o excesso dele.
Quando dá um “branco” na hora de uma prova é porque o estresse está acentuado à ponto de gerar um bloqueio mental que nos paralisa.
O estresse ruim é também aquele que se prolonga, mesmo quando o momento estressante já passou. É também aquele em que a pessoa traz para o presente situações ruins e as revive continuamente. O estresse geralmente dura mais e é mais intenso (intimidação no trabalho, por exemplo). É aqui que a patologia se torna arraigada.

Danos causados pelo estresse ruim

O estresse ruim ou crônico traz prejuízos à saúde. Pode provocar insônia, baixa da resistência imunológica, dores de cabeça constantes, dificuldades de concentração, irritabilidade, hipertensão, depressão. Em casos mais graves, até mesmo síndrome do pânico.
Quando o estresse é acentuado e se prolonga por muito tempo o corpo padece. Os níveis hormonais permanecem elevados.

O estresse em fases

O estresse pode ser dividido em três fases de acordo com as respostas fisiológicas.

Fase de alarme

É aquela quando a pessoa se vê diante de uma situação difícil. Neste momento o corpo mobiliza recursos. A glicose é liberada, a respiração se acelera e a gordura começa a ser queimada em maior intensidade. Os batimentos cardíacos aumentam. As mãos ficam suadas. Os cinco sentidos ficam mais nítidos.
A produção de saliva diminui e a digestão é interrompida. Músculos e cérebro viram prioridade para o organismo.

Fase de resistência

Acontece quando nosso organismo tenta se reequilibrar e voltar ao estado original. Aqui há uma utilização muito grande de energia. Daí surgem alguns sintomas como cansaço, mal estar generalizado, tontura, formigamento nas extremidades e também problemas com a memória. Depois de certo tempo, e pela repetição continuada do processo, o organismo fica ligado de uma vez por todas. Essa é a principal característica da fase de resistência.

Fase de exaustão

Esta condição se caracteriza pelas defesas do organismo não terem conseguido trazer o organismo de volta ao estado normal após uma situação estressante. É geralmente nesta fase que as doenças começam a aparecer.
É uma forma que o corpo utiliza para comunicar algo muito importante. Ou seja, para avisar que não está conseguindo lidar com a carga estressante.
Há exaustão física e mental, insônia, ansiedade, irritabilidade, angústia e hipersensibilidade emotiva, entre outros sintomas e doenças.

estresse e doença periodontalQual a conexão entre estresse e doença periodontal?

Estresse e doença periodontal tem uma relação próxima, embora à primeira vista pareça não haver qualquer tipo de conexão.
Uma análise histórica apresenta evidências muito fortes dessa relação.
Os soldados de Alexandre, o Grande, sofriam de doença periodontal.
Esse foi um dos primeiros registros históricos a associar estresse e doença periodontal.
Um outro relatado pela história foram mais tarde os soldados na Primeira Guerra Mundial a padecer dessa doença.
Nessa época foi apelidada de “Doença das trincheiras”.

A doença periodontal é multifatorial e inflamatória. Na periodontite necrótica, o estresse é reconhecido como um importante fator de risco.

estresse e doença periodontal

Estresse é considerado um fator predisponente?

Estresse e doença periodontal guardam uma estreita relação. São duas as principais razões que explicam tal fato. Um deles é que o estresse desencadeia uma mudança de comportamento. O outro é a consequente diminuição da resposta imunológica.

A adoção de bons hábitos de higiene bucal dependem muito do estado de saúde mental do paciente. Tem sido relatado que distúrbios psicológicos podem levar os pacientes a negligenciarem a higiene bucal. O acúmulo resultante de placa acaba sendo prejudicial ao tecido periodontal.

O tônus da musculatura lisa dos vasos sanguíneos na gengiva pode ser alterado pelas emoções. Isso como consequência do sistema nervoso autônomo. O estresse contínuo gera uma constrição constante dos vasos sanguíneos podendo alterar o suprimento de oxigênio e nutrientes para os tecidos.

Tanto o aumento quanto a diminuição do fluxo salivar, decorrente de distúrbios emocionais, podem afetar adversamente o periodonto.
A angústia emocional também pode produzir alterações no pH da saliva e na composição química, como a secreção de IgA. Esses eventos mostram que a saúde periodontal é influenciada por mudanças salivares.

A influência de fatores diversos

Como descrito anteriormente, o estresse e seus mediadores bioquímicos podem modificar a resposta imunológica. Um sistema imune forte é a melhor arma contra a doença periodontal inflamatória. Sob estresse, a liberação de adrenalina e noradrenalina pode não apenas induzir uma diminuição no fluxo sanguíneo. Também podem influir negativamente na ação as células de defesa e seus mediadores sobre as bactérias relacionadas à doença. Os glicocorticoides, liberados durante o estresse, podem prolongar essa resposta vascular.

O bruxismo é também considerado um fator predisponente à doença periodontal como já noticiado aqui no blog Dentalis.

Também já se comprovou que pacientes com depressão tendem a se alimentar mal, a consumir mais álcool, cigarros e bebidas alcoólicas. Também se cuidam menos e negligenciam a higiene dental.
O descaso com a higiene dental aumenta a quantidade de biofilme e altera a sua composição.

Deficiências nutricionais também contribuem para redução da imunidade. O tabagismo é também um conhecido fator de risco para a doença periodontal.

Esses fatores uma vez somados aumentam consideravelmente o risco do desenvolvimento de uma periodontite. Todos são elementos que corroboram a relação entre estresse e doença periodontal.

Estresse diminui a eficiência do nosso sistema de defesa

O estresse age ativando o hipotálamo. Esse libera uma substância chamada CRF (fator de produção no córtex). O CRF é um mensageiro que estimula a glândula hipófise. A hipófise então produz o ACTH (hormônio adrenocorticotrófico). O principal alvo do ACTH são as glândulas suprarrenais. A partir desse estímulo as glândulas suprarrenais produzem o cortisol.
O cortisol é um hormônio fundamental na regulação do metabolismo da glicose, proteínas e lipídeos.
No fígado o ACTH age transformando o glicogênio em glicose. Essa glicose uma vez na corrente sanguínea fornece energia aos músculos para que a resposta instintiva de luta ou fuga aconteça.
Ao mesmo tempo as suprarrenais recebem diretamente do cérebro um outro estímulo. Um estímulo nervoso para a produção de adrenalina e noradrenalina. Ambas aumentam de sobremaneira a disposição e energia em todo o organismo.

Como lidar com o estresse?

Aos pacientes com estresse, devemos recomendar a busca por terapeutas especializados. Porém nossos pacientes não são os únicos a sofrer desse mal. Não podemos esquecer que a Odontologia é uma profissão muito estressante.
Adotar algumas das medidas simples e práticas a seguir pode reduzir o nível de estresse no dia a dia:

  • Praticar esportes rotineiramente. A atividade física libera a energia acumulada por situações estressantes;
  • Praticar ioga ou exercícios de meditação e relaxamento;
  • Buscar interações sociais, evitando o isolamento;
  • Parar ao menos 5 minutos por dia pra relaxar pode fazer toda a diferença.

O estresse excessivo é um sinal de alarme do nosso corpo. É importante estarmos atentos aos seus sinais.
O estresse na medida certa pode continuar sendo nosso amigo.
No entanto, se ignorarmos os sinais de alerta e não conseguirmos recuperar o equilíbrio interno, ele poderá rapidamente se tornar nosso pior inimigo. Saber controlar o estresse é sinal de inteligência emocional. Inteligência emocional é certamente o melhor remédio para quebrar o elo entre estresse e doença periodontal.

Fontes: Dental Tribune, Psicologias do Brasil, Conceito Zen, NCBI
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Descoberta revolucionária: microrrobôs que eliminam a placa dental

eliminação da placa dentalA descoberta é revolucionária: um exército de microrrobôs especializado na eliminação da placa dental.
É a ideia de um grupo de pesquisadores. São dentistas, biólogos e engenheiros da Universidade da Pensilvânia, EUA, envolvidos nessa criação.

A eliminação da placa dental nos dias atuais

O processo já é bem conhecido de todos. A não eliminação da placa dental pode levar ao seu endurecimento na superfície dos dentes. Esse processo acaba levando à formação do tártaro (cálculo).
O tártaro, uma vez formado, favorece o crescimento da placa bacteriana. O tártaro pode levar ao desenvolvimento de cáries e da gengivite.
A eliminação da placa dental é uma tarefa demorada. Envolve a raspagem do biofilme e remoção do tártaro através do uso de instrumentação mecânica.

A eliminação da placa dental em um futuro próximo

Ao invés de instrumentação mecânica, o dentista poderá empregar microrrobôs para eliminação da placa dental. Um processo realizado de forma não invasiva e precisa.
Foram desenvolvidos dois processos robóticos. Um deles para atuar em superfícies e outro em espaços restritos.
O biofilme é resultado de uma aglomeração bacteriana. Robôs com atividade catalítica poderiam destruir o biofilme existente.
As aplicações dessa nova tecnologia vai muito além da eliminação da placa dental. Pode também vir a ser utilizada para manter cateteres limpos, redução drástica de cáries dentais, contaminação de implantes e infecções endodônticas.
É uma iniciativa única e revolucionária. Reúne profissionais de diferentes áreas empenhados em desenvolver o melhor sistema possível de eliminação da placa dental.
Essa descoberta trará benefícios para outras áreas da saúde. Isso tendo em vista a relação cada vez mais evidente da doença periodontal com doenças do corpo, como o temido Alzheimer.

Os sistemas robóticos

Por princípio são baseados numa plataforma robótica que utiliza nanopartículas de óxido de ferro. São bem similares a blocos de construção para microrrobôs. O controle desses microrrobôs se dá através de um campo magnético. Essa é uma maneira funcional de controlá-los.
Numa etapa posterior, foram desenvolvidos dois tipos de sistemas robóticos. Um deles utiliza a suspensão de nanopartículas de óxido de ferro em uma solução. Essa pode ser direcionada por ímãs para remoção do biofilme presente na superfície dental.
O segundo sistema é formado pela incorporação das nanopartículas em moldes de gel em formas tridimensionais.

Ambos os sistemas demonstraram capacidade de remoção da placa dental. Também efetivamente eliminaram as bactérias presentes e removeram os detritos com elevada precisão.

Inicialmente os microrrobôs foram testados para remoção de biofilmes que crescem em superfície de vidro plano ou em tubos de vidro fechados.
Posteriormente, já pensaram na sua aplicação clínica muito relevante. Ou seja, a remoção do biofilme em segmentos de difícil acesso do dente humano.

eliminação da placa dental

Resultado promissor

Os robôs antimicrobianos catalíticos. ou CARs, conseguiram degradar e remover biofilmes bacterianos de todos os dentes em que foram testados. Além disso, também conseguiram remover o biofilme presente até no istmo dental.
O istmo é como um corredor estreito entre os canais radiculares. Muito difícil de ser acessado e onde o biofilme costuma se desenvolver com facilidade.

Limpeza eficaz

Estes microrrobôs são os únicos capazes de realizar três importantíssimas tarefas: eliminar as bactérias, degradar a matriz protetora e fazer a remoção física dos produtos biodegradados. Ou seja, eliminam o biofilme sem deixar quaisquer vestígios. E tudo isso de forma eficaz.
Com a remoção dos restos degradados do biofilme, a possibilidade dele se estabilizar e voltar a crescer diminui grandemente.
Os pesquisadores desejam utilizar esses microrrobôs para a remoção de biofilmes. Sejam os biofilmes presentes na superfície dental ou no interior de um cateter.
O movimento dos microrrobôs poderá ser alimentado previamente por imagens do biofilme obtidas através de microcâmeras ou sistemas outros de imagens médicas. Isso irá possibilitar a esses microrrobôs inteligentes a execução das tarefas de forma automatizada.

Perspectiva

A ideia dos pesquisadores é transformar essa descoberta para o campo da aplicação clínica no menor espaço de tempo possível.
Dada a sua relevância, esse é um projeto que recebeu o apoio da Penn Center for Health, Devices, and Technology.
Também igualmente apoiado pela Penn’s Perelman School of Medicine, Penn Engineering, and the Office of the Vice Provost for Research.

Prevenção da placa bacteriana dental

Origem dos biofilmes dentários

Os mecanismos básicos de formação de biofilmes podem ser divididos em três fases principais do desenvolvimento:

  • Fase de aderência inicial

Envolve mecanismos inespecíficos e específicos de adesão à película adquirida do esmalte e outras superfícies dentárias expostas.
Os microrganismos com maior capacidade de se aderir aos dentes nestas fases iniciais são definidos como colonizadores primários.

  • Fase de acúmulo

Envolvem mecanismos de interação bacteriana e a produção de uma matriz extracelular. Muitos microrganismos não se aderem inicialmente aos dentes, mas são capazes de se aderir a microrganismos primários que se estabelecem na fase inicial.
Estes são denominados de colonizadores secundários.

  • Fase da comunidade “clímax”

Atinge um estágio de equilíbrio dinâmico. Os diversos micro-organismos que compõem o biofilme estão em constante adaptação às alterações ambientais. Após a adesão e acúmulo, diversas modificações ambientais ocorrem. Os diferentes gêneros e espécies microbianas vão variar em proporção até atingir uma fase de equilíbrio. Este equilíbrio é dinâmico. Envolve constantes modificações fisiológicas, para que a comunidade sobreviva no nicho colonizado.
Variações na composição e proporção das espécies são menores. A não ser que grandes variações ambientais ocorram, como por exemplo, alterações acentuadas da dieta e/ou da saúde geral do hospedeiro.
A microbiota clímax apresenta microrganismos colonizadores primários e secundários. Nesta fase aparecem os microrganismos colonizadores tardios.
São aqueles que aumentam em proporção como consequência de variações ambientais decorrentes do acúmulo microbiano no biofilme dentário.

Os mecanismos envolvidos nestas fases de formação de biofilmes têm sido intensamente estudados. A compreensão destes mecanismos possibilita o desenvolvimento de métodos de controle de placa bacteriana. Assim como também de estratégias que atuem apenas sobre aqueles microrganismos patogênicos.

Dieta

Alguns tipos de alimentos são geradores de complicações dentais. No caso da placa dental, aqueles açucarados como balas, sorvetes e doces cremosos figuram entre os principais vilões.

Prevenção feita de rotinas simples

Medidas simples e que devem fazer parte da vida de todos são essenciais à prevenção da placa bacteriana dental.
O uso do fio dental, preferencialmente antes da escovação, ajuda a eliminar a massa de bactérias que costuma se acumular entre os dentes e sob a gengiva.
Seu uso deve acontecer seguido da escovação dental. Recomenda-se que a escovação seja realizada sempre após as refeições. O tempo mínimo de escovação dental recomendada é de dois minutos.
Evitar o consumo de alimentos açucarados ou com amido e que facilmente grudam nos dentes.
Agendar profilaxia dental com o dentista ao menos duas vezes por ano.

Dentalis software – em sintonia com as novas tendências em odontologia do século 21

Fontes: Penn Today , ScienceDaily, Dentistry Jornal, Fop Unicamp
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Descoberta que poderá substituir os autoenxertos na odontologia

autoenxertos na odontologiaOs autoenxertos na odontologia muitas vezes são muitas vezes fonte de complicações variadas. Diante dessa realidade as estruturas baseadas em materiais sintéticos acabam se transformando numa alternativa viável.
A ciência está em constante evolução e a boa notícia dessa vez vem do Canadá. Pesquisadores canadenses acabam de anunciar o desenvolvimento de um novo e revolucionário material.
É uma substância com aspecto semelhante à espuma e que pode vir a revolucionar a implantodontia nos próximos anos.

Esse novo material é um aerogel resistente composto por nanocristais de celulose vegetal quimicamente organizada de forma reticular. Apresenta propriedades altamente desejáveis e alta resiliência. Ou seja, tem a capacidade de se comprimir e expandir preenchendo completamente as cavidades ósseas.
Isso pode vir a ser a solução para maioria dos problemas relacionados aos enxertos e  complicações dos autoenxertos na odontologia.

A maioria dos materiais sintéticos utilizados atualmente como opção aos autoenxertos na odontologia são feitos de cerâmica dura e que racha com facilidade. Dessa forma, nem sempre se ajusta adequadamente à forma da cavidade. As lacunas formadas podem levar a um crescimento inadequado do osso e à falha no implante.
O aerogel de nanocristais de celulose desenvolvido pelos canadenses surge como alternativa mais eficaz aos materiais convencionais. Em um artigo anterior aqui do blog Dentalis apresentamos a notícia sobre o desenvolvimento de uma outra substância com propriedades de estabilização de enxertos ósseos.

A pesquisa

A pesquisa encontra-se no estágio de testes em animais. O material foi testado em dois grupos de ratos. O primeiro deles recebeu os implantes de aerogel. O segundo não recebeu nenhum. Os resultados mostraram que o grupo que recebeu o implante apresentou um índice de 33% maior de regeneração óssea. E ao final de três semanas 50% maior de crescimento ósseo após 12 semanas, em comparação com os controles.

A importância da descoberta – alternativa aos autoenxertos na odontologia

É a primeira vez que dados confirmam que um aerogel de nanocristal de celulose tem a capacidade de suportar o crescimento de novos ossos. Esse novo material tem a propriedade de não ser tóxico. Além disso pode se combinar com o osso com o avanço da cicatrização.

O mercado em potencial para esse novo material é estimado em dois bilhões de dólares. E isso apenas considerando a América do norte. Podendo representar o fim dos problemas relacionados aos autoenxertos na odontologia é um número perfeitamente viável.

Material com aplicações que vão além da odontologia

O aerogel em questão pode ter várias outras aplicações. Além dos implantes dentários, também pode ser utilizado em cirurgias de substituição de constituintes da coluna vertebral e articulações.
E melhor ainda: não será um material caro.
Isso porque a nanocelulose já é produzida em escala industrial. Ou seja, em grandes quantidades. E isso pode tornar o material muito barato.

Quando fará parte de nosso dia a dia

Ainda se precisa conhecer em detalhes e estudar mais aprofundadamente os mecanismos entre o osso e o implante que levam ao crescimento ósseo.
Também se precisa conhecer como o implante se degrada, através do uso da microscopia avançada.
Depois disso, serão necessários testes biológicos. E finalmente, as avaliações clínicas.
Por tudo isso certamente vai levar algum tempo até esse aerogel começar a fazer parte do dia a dia profissional do dentista.
Mas a semente existe, ao que parece é muito boa, e já foi lançada.

Enxertos na odontologia nos dias atuais

A reabilitação protética de pacientes com perda óssea nos maxilares é uma situação bem comum no dia a dia do exercício da odontologia.
As perdas podem estar presentes tanto nas regiões anterior como posterior.
Essas perdas são geram a necessidade de reconstruções ósseas de tamanhos diversos.
Procedimentos variados são recomendados para essas reconstruções. Um deles é o levantamento sinusal na região posterior da maxila. O outro, o enxerto em bloco na região anterior da maxila e na mandíbula.

Materiais utilizados

Vários materiais são utilizados para atender a necessidade dos enxertos. São eles:

  • Osso autógeno (padrão ouro);
  • Osso homógeno (banco de ossos);
  • Osso heterógeno (osso bovino);
  • Biomateriais sintéticos (hidroxiapatitas e biovidros).

Osso autógeno

É considerado o padrão ouro do autoenxerto na odontologia. Tem propriedades osteogênicas, osteoindutoras, osteocondutoras e não antigênicas. É o o melhor material de escolha para recomposição das perdas ósseas alveolares. Excelente na preparação do leito para recebimento de implantes dentários. Sua única desvantagem é a necessidade de se ter outra área cirúrgica, chamada de área doadora.

Osso homógeno

O osso homógeno é uma alternativa ao autoenxerto na odontologia. Tem como origem o osso de outra pessoa. Isto quer dizer que o osso provem de um doador não vivo. Os bancos de ossos (osso homógeno) devem ser credenciados junto à ANVISA. São necessários testes imunológicos que definem a ausência de contaminação bacteriana, virótica ou de qualquer outro micro-organismo.

Osso heterógeno

O osso que tem como doador o animal de outra espécie (não humano). Normalmente, a origem é bovina.
Vários fragmentos de osso bovino, tanto na área externa quanto interna (cortical e medular) que são esterilizados e processados para uso odontológico. São comercializados tanto na forma de blocos porosos quanto particulados.

Em que situação indica-se um enxerto ósseo

O procedimento é recomendado para pacientes que possuem diagnóstico de perda óssea e que na grande maioria das vezes tem necessidade de fazer um implante dentário.

Período de cicatrização e regeneração

Após a retirada do material ósseo, segue-se um tempo de cicatrização e regeneração. O sucesso do procedimento pode ser mensurado após um período de quatro a seis meses, tempo adequado à cicatrização e regeneração. Após essa etapa serão necessárias consultas de acompanhamento com o dentista na fase denominada de pré-implante.
O enxerto ósseo tem como objetivo acrescentar altura ou largura ao osso maxilar e/ou mandibular. A cirurgia para a colocação do enxerto ósseo, busca preencher uma região danificada. E assim também gerar um aumento do volume para a posterior colocação de um implante dentário.

Fontes: McMaster University, ScienceDirect , Hospital da Face

 

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Antibióticos na prevenção de infecções em implantes dentários

implantes dentaisUso de antibióticos na prevenção de infecções em implantes dentários são uma prática relativamente comum na Odontologia.

Afinal, a ausência de infecções pode fazer a diferença entre o sucesso e insucesso na colocação de implantes dentários.

Uma pesquisa recente buscou analisar a importância dos antibióticos como profiláticos dessas infecções.
Os resultados demonstraram que o uso de antibióticos pode não ser a melhor escolha em determinadas circunstâncias.

A Organização Mundial da Saúde estima que a cada ano 700 mil mortes sejam decorrentes de infecções causadas por bactérias multirresistentes. Esse número pode alcançar incríveis 50 milhões nos próximos 30 anos. A comunidade científica mundial trabalha na busca de meios que possam evitar uma tragédia dessa proporção. Encontrar alternativas para vencer a resistência bacteriana aos antibióticos é o objetivo a ser alcançado.

Antibióticos são utilizados em odontologia para aumentar as chances de sucesso dos implantes dentários. O objetivo é prevenir eventuais infecções.
O presente trabalho busca mostrar que muitas vezes o uso de antibióticos pode não ser necessário na colocação de implantes dentários.

Os pesquisadores trabalharam em uma meta-análise onde revisaram 1022 estudos científicos e dez ensaios clínicos.
Foram estudados comparativamente o uso de antibióticos, a sua não utilização e o uso de placebo na colocação de implantes dentários.

Esta revisão sistemática trouxe uma descoberta importante. Pacientes saudáveis não precisam receber antibióticos para prevenir riscos de infecções pós-operatórias na colocação de implantes dentários.

Um outro estudo coordenado pela Ankylos Implant Clinical Research Group trouxe um dado interessante. Foram avaliados 1.500 implantes dentários realizados. O alvo desse estudo foi a taxa de sucesso ou insucesso pelo período de três a cinco anos após as cirurgias. Seja antes ou após as cirurgias, o uso de antibióticos não aumentou a taxa de sucesso dos implantes. Aqui no blog Dentalis já trouxemos um artigo anterior que abordou o uso de antibióticos em procedimentos odontológicos.

implantes dentários

O protocolo Misch em implantes dentários

O protocolo Misch International Implant Institute Prophylactic Protocol é constituído de cinco categorias. Ele determina em que momento e de que forma se deve empregar a profilaxia antimicrobiana cirúrgica em implantodontia. Estabelece qual o antibiótico mais apropriado para prevenir infecções. Também a dosagem e tempo de duração do tratamento. São considerados igualmente o grau de invasividade e dificuldade do procedimento.

O protocolo não prevê o uso de antibióticos sistêmicos. Recomenda o uso da clorexidina (bochechos) e uma dose única de amoxicilina para cirurgia de implantes e alguns tipos de enxertos. Em procedimentos mais extensos, adota o uso de antibióticos por um tempo maior.

De acordo com seus desenvolvedores, esse protocolo garante sucesso nos procedimentos. E apresenta poucas complicações. No entanto, faltam ainda dados adicionais que garantam a eficácia deste protocolo.

Algumas das recomendações são questionáveis. Como por exemplo a da recomendação da associação de amoxicilina com clavulanato. Os autores recomendam essa associação para qualquer intervenção relacionada aos seios maxilares. O argumento é de que bactérias produtoras de beta-lactamase geralmente estão ligadas a quadros de sinusite.

Associação desnecessária

Cirurgias de levantamento de seio maxilar não apresentam diferentes respostas quando utilizada amoxicilina ou sua associação com clavulanato de forma preventiva. A associação da amoxicilina com clavulanato potencializa em nove vezes os riscos de toxicidade hepática quando comparado ao uso exclusivo da amoxicilina.

Logo a seguir, segue o exemplo de um outro protocolo descrito no livro” Terapêutica Medicamentosa em Odontologia” de Andrade ED.

Para procedimentos de descolamento tecidual mínimo

  • Exodontias de terceiros molares inclusos;
  • Cirurgias periodontais (em sua maioria);
  • Inserção de implantes unitários;
  • Cirurgias de segundo estágio (reabertura);
  • Inserção de implantes dentários imediatamente após a exodontia, sem perda de parede alveolar

Regime profilático

  • Sem uso de antibiótico por via sistêmica;
  • Fazer bochecho com 15 ml de solução aquosa de clorexidina 0,12% (após a cirurgia e a cada 12 h no pós-operatório, até a remoção da sutura;
  • Higienização bucal adequada;
  • Cuidados operatórios outros de rotina.

Para procedimentos de descolamento tecidual moderado a extenso

  • Inserção de implantes unitários após a exodontia, com perda da parede alveolar, na ausência de infecção local;
  • Inserção de múltiplos implantes, em desdentados parciais ou totais.

Regime profilático

Amoxicilina 1 g

  • Uma hora antes do procedimento;
  • Não é necessário prescrever doses de manutenção para o período pós-operatório;
  • Alérgicos às penicilinas: clindamicina 600 mg.

Para procedimentos de descolamento tecidual moderado a extenso diferenciados

  • Cirurgias periodontais. Complementadas por biomateriais de preenchimento ou regeneradores;
  • Inserção de implantes, complementada por biomateriais de preenchimento ou regeneradores, com envolvimento ou não dos seios maxilares.

Regime profilático

Amoxicilina 1 g

  • Uma hora antes do início do procedimento;
  • Manter 500 mg a cada oito horas, por três dias.

Alérgicos à penicilinas: clindamicina 600 mg

  • Uma hora antes do início do procedimento;
  • Manter 300 mg a cada oito horas, por três dias.

A amoxicilina

A amoxicilina é um antibiótico de amplo espectro indicado para o tratamento de infecções bacterianas causadas por cepas de bactérias sensíveis a sua ação. Fazem parte de seu espetro de ação tanto bactérias gram-positivas como gram-negativas.
A amoxicilina é suscetível à degradação por betalactamases. Assim seu espectro de atividade não abrange microrganismos que produzem essas enzimas, ou seja, não inclui Staphylococcus resistente nem todas as cepas deb Pseudomonas, Klebsiella e Enterobacter.

Observações

Bochechos com a solução aquosa de clorexidina 0,12% são indicados em todos os tipos de regime. Assim como a higienização bucal adequada e outros cuidados pós-operatórios de rotina.
A recomendação pelo uso da amoxicilina ou da clindamicina (dose única pré-operatória e doses de manutenção por três dias) ainda é empírico.

O próprio autor do livro traz um alerta importante sobre o protocolo por ele proposto. Ele diz que futuros ensaios clínicos bem controlados são necessários para comprovar (ou não) a necessidade da profilaxia cirúrgica por este período de tempo. Ou se até mesmo pode ser dispensável o uso dos antibióticos para esta finalidade.

Concluindo

Os dentistas também são chamados a dar sua contribuição para minimizar o grave problema da resistência bacteriana global. O uso de antibióticos deve ser feito em casos de real necessidade. E pelo menor tempo possível. Prescrever antibióticos, seja para profilaxia ou terapêutica, não deve jamais ser baseado apenas no medo ou insegurança.

“Aos profissionais de saúde prescritores, foi entregue um presente maravilhoso, que são os antibióticos. Mas, seu uso indiscriminado os estão destruindo. Nós não precisamos de mais comissões para discutir o assunto. Nós sabemos o que fazer: devemos usá-los menos”. Dr. Norman Simmons

Professor emérito de Biofísica, Medicina Nuclear e Medicina Oral da Universidade da Califórnia (Ucla). Foi o que disse durante a Conferência Europeia sobre Resistência Bacteriana (Copenhague, 1988). Foi aplaudido de pé pela plateia, durante vários minutos.

Fontes: SpringerLink, inpn

 

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Grande novidade no tratamento da xerostomia (boca seca)

tratamento da xerostomiaO tratamento da xerostomia (boca seca) pode estar em uma simples sequência de exercícios de dois minutos. É o que assegura um estudo recentemente lançado que realizou estudo com pacientes adultos mais velhos.

Com o avanço da idade o surgimento de xerostomia é relativamente comum. A boca seca pode desencadear problemas nos tecidos moles, cáries, doença periodontal e candidíase oral. A maior parte das substâncias químicas utilizadas no tratamento da xerostomia e seus sintomas podem causar efeitos colaterais. E isso pode acabar sendo um problema.

Exercício de alongamento – para tratamento da xerostomia

Pesquisadores da Yonsei University College of Dentistry, na Coreia do Sul, nos trazem uma grande novidade. Afirmam eles que simples exercícios de alongamento pode ser uma nova forma de tratamento da xerostomia e resolver muitos dos problemas causados por ela.

Nova técnica

Faz parte dessa técnica de tratamento da xerostomia os alongamentos lábios, língua e bochechas. Também são executados exercícios para os músculos mastigatórios e de deglutição.

O estudo

Foram avaliados por esse estudo um total de 84 indivíduos com idade igual ou superior a 65 anos. Todos praticaram os alongamentos e exercícios duas vezes por dia durante uma semana como tratamento da xerostomia. Todos tiveram o acompanhamento de um especialista. Os pesquisadores posteriormente avaliaram o desempenho mastigatório dos indivíduos através do teste de avaliação ‘mixing ability index‘.

Além disso, também analisaram os níveis de hidratação da língua e mucosa bucal. Finalmente realizaram o teste repetitivo de deglutição de saliva.

Com base nestes testes, os pacientes foram divididos em dois grupos. Em um deles foram agrupados aqueles que apresentavam boas condições de saúde bucal, e em outro, aqueles que não apresentavam uma boa condição.

Resultados

Pacientes do grupo que apresentavam boas condições de saúde bucal obtiveram resultados ainda melhores. Após a realização da série de exercícios o mixing ability index aumentou em 6%.
Já os pacientes que apresentavam uma condição de saúde bucal ruim a melhora foi surpreendente.
Após a realização da série de exercícios o mixing ability index aumentou em 16%. O grau de hidratação da língua aumentou em 3%.
Imediatamente após a intervenção 25% dos pacientes com saúde bucal ruim evoluíram para as condições de boa saúde bucal do outro grupo. Após uma semana de prática esse mesmo índice subiu para 40%.
Todos os avaliados afirmaram sentir menos desconforto e melhoria do quadro após esse experimento na busca do tratamento da xerostomia.tratamento da xerostomia

Cuidados com a saúde bucal na terceira idade

Cuidados com a higiene bucal combinado a consultas regulares com o dentista podem garantir dentes e gengivas saudáveis na terceira idade.
Uma atenção especial, no entanto, deve-se ter em relação a problemas com próteses dentárias, muito comuns a esse público.

Doenças crônicas, como diabetes e cardiovasculares, podem ser agravadas por uma saúde bucal deficiente.

Além das consequências físicas, a perda parcial ou total dos dentes traz também consequências emocionais.
A ausência de dentes causa enorme impacto na autoestima e a capacidade de mastigação torna-se mais reduzida. Isso acaba afetando as escolhas alimentares. Por consequência podem surgir deficiências nutricionais. E, consequentemente, o aparecimento de outras doenças.

Importante salientar que o avanço da idade requer do dentista uma atenção muito especial com esses pacientes. Isso devido ao risco aumentado para condições como doença periodontal, cáries radiculares, xerostomia, alterações funcionais da cavidade oral e câncer oral.

Pacientes da terceira idade em geral fazem uso de muitos medicamentos para tratamento de problemas diversos de saúde. Muitos desses medicamentos podem ser geradores de problemas para a saúde bucal. Como por exemplo a xerostomia (boca seca). Diante dessa condição, o dentista é o profissional mais habilitado a prestar as orientações devidas para correção dessa disfunção. Neste artigo anterior do blog Dentalis já destacamos os riscos do aparecimento da xerostomia como consequência do uso de muitos medicamentos.tratamento da xerostomia

Doenças mais comuns na terceira idade

Mal de Parkinson

Doença que se caracteriza por uma desordem progressiva dos movimentos. O Mal de Parkinson é um distúrbio cerebral que provoca deterioração progressiva, com rigidez muscular e tremores involuntários. É uma doença mais comum de ser observada a partir de 60 anos. Porém pode ocorrer também a partir dos 35 anos.
O Mal de Parkinson apresenta rigidez muscular, lentidão dos movimentos, andar arrastando os pés, postura inclinada para frente e dificuldade em engolir alimentos.
É uma doença progressiva e influencia a sociabilidade do indivíduo. Pode ser acompanhada de estado depressivo, dificultando o nível interesse do paciente pela vida. Pode ser geradora de problemas para o relacionamento familiar e social.

Tratamento

O processo não tem como ser revertido, mas sim retardado. Isso pode ser feito através pelo uso de medicamentos, fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional.

Alzheimer

É uma doença degenerativa do cérebro. Se caracteriza pela perda progressiva das habilidades de pensar, raciocinar, memorizar, afetando as áreas da linguagem e produzindo alterações no comportamento. Manifesta-se com mais frequência a partir dos 65 anos de idade.

Sua origem tem relação com certas alterações nas terminações nervosas e nas células cerebrais que interferem nas funções cognitivas.

As funções cognitivas servem de suporte para todas as operações mentais. São elas que nos permitem captar, elaborar e expressar sentimentos e opiniões. Sua origem está nas conexões dos neurônios.

Sintomas

Esquecimento de fatos ou obrigações recentes. O indivíduo acometido por este mal mantém a memória remota, mas tem dificuldades em lembrar episódios recentes. Relembra de situações do passado e as comenta como se estivessem acontecendo no momento.

Tratamento

Não possui cura até o momento. O tratamento medicamentoso se destina a controlar os sintomas e proteger pessoa doente dos efeitos produzidos pela doença.
O Alzheimer não afeta apenas o paciente, mas também as pessoas que lhe são próximas em termos emocionais, físicos e financeiros.

Hipertensão Arterial

A hipertensão arterial é uma doença crônica caracterizada pela elevação da pressão arterial igual ou acima de 140/90 (14 por 9). Isso quando verificada em várias medições e em horários diferentes do dia.

Não é uma doença exclusiva de idosos, podendo se manifestar em pessoas de todas as idades.
No entanto, estudos demonstraram que cerca de 65% dos idosos são hipertensos.
O controle adequado da doença reduz significativamente os ataques cardíacos e os derrames cerebrais na população idosa.

A hipertensão arterial pode ser originada ter origem genética. Porém muitas vezes está associada a alguns estilos de vida como sedentarismo, hábitos alimentares inadequados, fumo, e estresse emocional.

Tratamento

Alteração de hábitos de vida deletérios, seguir uma dieta pobre em gorduras e sal e rica em fibras. Praticar atividades físicas regulares, evitar o fumo, controlar o estresse emocional, dentre outras precauções.

Osteoporose

A osteoporose é uma doença silenciosa dos ossos e pouco sintomática. Afeta a estrutura dos ossos tornando-os frágeis e diminuindo sua capacidade de suportar o peso corporal. Atinge cada vez mais pessoas e atualmente estima-se que perto de 10% da população brasileira sofra do problema. Por ter menor resistência a traumas, são fraturas comuns no idoso, principalmente no fêmur, quadril, coluna e punho.

Exames como densitometria óssea podem diagnosticar a presença de osteopenia e osteoporose
Sintomas comuns: Dores nas costas ou pescoço. Coluna vertebral com alguma deformidade. Fraturas fáceis.

Cuidados importantes

Prevenção desde a juventude. Dieta balanceada com ingestão de alimentos ricos em cálcio e vitamina D. Exercícios físicos regulares visando estabilização nas articulações. Controle postural para evitar traumas em desequilíbrio. Diminuir a ingestão de álcool e tabagismo.

Dentalis software – a escolha certa em software para odontologia

Fonte: Dovepress, Portal Educação
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Gravidez: como cuidar dos dentes e evitar o parto prematuro

parto prematuroParto prematuro é um risco significativamente maior que paira sobre mulheres grávidas com gengivas doentes. Isso é o que revelaram os resultados de um novo estudo.

A pesquisa descobriu que mulheres que iniciaram o trabalho de parto prematuro apresentavam uma vez e meia mais chances (45%) de ter doença gengival que as mulheres que tiveram uma gravidez normal (29%).

O estudo também descobriu que as taxas de parto prematuro eram mais comuns em mulheres com cárie dentária ou obturações não tratadas.

A pesquisa em questão destaca o impacto que a saúde bucal pode ter no bem-estar geral.

parto prematuroDoença gengival e parto prematuro

A saúde da nossa boca pode ter uma influência direta em muitas partes da nossa saúde geral. Isso inclui as chances de um nascimento mais seguro.

Muitas mulheres acham mais difícil manter uma boa saúde bucal durante a gravidez. Isso ocorre porque as alterações hormonais durante esse período podem deixar as gengivas mais vulneráveis ​​à placa e mais propensas a ficarem doloridas e inchadas. Eles podem até sangrar.

Como parte do estudo, os pesquisadores examinaram as gravidezes e a saúde bucal de quase 150 mulheres.

Eles descobriram que as mulheres que entraram em trabalho de parto prematuro apresentam percentuais de saúde da gengiva quatro vezes menores do que aquelas que tiveram um parto normal. Gestantes que entraram em trabalho de parto prematuro também apresentavam oito vezes mais índice de placas.

Para garantir que a sua gravidez seja o mais suave possível, é importante a grávida dar à sua boca o melhor cuidado.

A gestante deve manter uma forte rotina de saúde bucal, escovando os dentes duas vezes por dia com um creme dental com flúor e limpando entre os dentes diariamente com fio dental e escovas interdentais.

Visitas periódicas ao dentista também são altamente recomendáveis.

O fumo e o consumo de álcool também aumentam a chance de doença gengival e têm um efeito adverso no desenvolvimento do feto.

Tanto o fumo quanto o álcool podem levar os bebês a nascer com baixo peso e ter saúde bucal deficiente. Podem inclusive comprometer o desenvolvimento do esmalte dentário.

parto prematuro

Dicas de como garantir a saúde bucal durante a gravidez (perguntas e respostas)

Por que os cuidados com a saúde bucal da gestante e do bebê são tão importantes?

A saúde bucal da mulher pode sofrer durante a gravidez. Também é importante especial atenção com a saúde bucal tanto da mãe quanto do bebê nos primeiros meses de vida da criança.
Isso para evitar a doença gengival da gestante e o risco de um parto prematuro. E também ajudar a garantir que mãe e bebê tenham bocas saudáveis no futuro.

Preciso consultar meu dentista durante a gravidez?

Sim. Devido às alterações hormonais durante a gravidez, a saúde bucal de algumas mulheres precisa de mais cuidados durante esse período. Por exemplo, você pode notar que suas gengivas parecem sangrar mais facilmente. Visitas regulares ao dentista também garantem a futura mamãe a diminuição do risco de um parto prematuro.

Por que minhas gengivas estão sangrando?

Você pode notar que suas gengivas ficam doloridas e inchadas durante a gravidez e podem sangrar. Isto se deve a alterações hormonais no seu corpo. Significa que a gestante deve manter seus dentes e gengivas limpos e visitar seu dentista regularmente. Você também pode precisar de consultas com seu dentista para uma limpeza profilática evitando assim a formação de placa bacteriana e tártaro. Além, é claro também o aconselhamento sobre como cuidar dos dentes em casa. Uma boa profilaxia dental também aumenta as chances da gestante não entrar em trabalho de parto prematuro.

O tratamento odontológico é seguro durante a gravidez?

Sim. Não deve haver problemas com o tratamento de rotina. Se você não tem certeza do que o seu tratamento envolveria, converse sobre todas as opções com o seu dentista. Algumas diretrizes atuais sugerem que restaurações de amálgama antigas não devem ser removidas durante a gravidez. E também que novas não devem ser colocadas. Fale com seu dentista sobre ter um tipo diferente de preenchimento se você não tiver certeza.

E se a gestante necessitar de radiografias odontológicas?

Normalmente, os dentistas evitam radiografias odontológicas durante a gravidez das pacientes. No entanto, se a gestante necessitar de tratamento de canal, talvez seja necessário fazer um raio X.

A gravidez causa danos aos dentes?

Não. Não é verdade que a gravidez cause problemas nos dentes devido à falta de cálcio, ou que a gestante perderá um dente para cada criança que tiver (pura lenda).

E quanto ao hábito de fumar e beber álcool durante a gestação?

Fumar e beber na gestação pode resultar em um bebê abaixo do peso e também afetar a saúde bucal do feto. Um bebê abaixo do peso é mais propenso a ter dentes ruins porque o esmalte dentário pode não se formar adequadamente. Vale lembrar que os dentes do futuro adulto já estão crescendo nas mandíbulas, abaixo dos dentes do bebê, quando ele nasce. Portanto, alguns bebês cujas mães fumam e bebem durante a gravidez terão dentes adultos mal formados também.

Quando os dentes do bebê aparecerão?

O bebê deve começar a dentição por volta dos 6 meses de idade e continuar até que todos os 20 dentes de leite apareçam. Por volta dos 6 anos, os dentes adultos começarão a aflorar. Isso continuará até que todos os dentes adultos, exceto os dentes do siso, tenham aparecido por volta dos 14 anos de idade.

E como fica a dieta durante a gestação?

A gestante deve ter uma dieta saudável e equilibrada que tenha todas as vitaminas e minerais que ela e seu bebê precisam.

A gestante precisa ter uma boa dieta para que os dentes do bebê possam se desenvolver. O cálcio, em particular, é importante para garantir ossos fortes e dentes saudáveis. O cálcio está no leite, queijo e outros produtos lácteos.

No caso de enjoos matinais, a gestante pode acabar comendo “pouco e com frequência”. Se a gestante tem vomitado seguidas vezes é importante enxaguar a boca com água para evitar que a acidez do vômito comprometa os dentes. Tente evitar comidas e bebidas açucaradas e ácidas entre as refeições. Isso ajudará na proteção de seus dentes.

O processo de dentição é doloroso?

A maioria das crianças sofre algumas dores iniciais. Bebês podem apresentar temperatura alta quando estão dentados e suas bochechas podem ficar vermelhas e quentes ao toque.

Existem géis de dentição especiais que a mãe pode usar para ajudar a reduzir a dor. Há alguns que contêm analgésico. Você pode aplicar o gel com o dedo e massageá-lo suavemente nas gengivas do bebê.

Anéis de dentição também podem ajudar a acalmar o bebê. Certos anéis de dentição podem ser resfriados na geladeira, o que pode ajudar. Mas, como as dores iniciais podem variar, é melhor verificar com seu dentista ou pediatra.

Quando levar o bebê ao dentista pela primeira vez?

É melhor discutir isso com seu dentista inicialmente. Mas você pode levar seu bebê para seus próprios check-ups de rotina. Isso pode ajudar o bebê a ir se acostumando com o ambiente. Seu dentista será capaz de oferecer conselhos e prescrever medicamentos para dores iniciais, e terá prazer em responder qualquer dúvida que possa ter. Os check-ups do bebê podem começar a qualquer momento a partir dos 6 meses ou a partir do momento em que os dentes começam a aparecer.

A amamentação pode afetar os dentes do bebê?

O leite materno é o melhor alimento para os bebês. É recomendável que a mãe dê apenas o leite materno durante os primeiros seis meses de vida.

Aos seis meses de idade, os bebês podem começar a comer alguns alimentos sólidos. Deve-se manter a amamentação ou dar substitutos do leite materno (ou ambos), após os primeiros seis meses.

Mais pesquisas são necessárias para averiguar se os açúcares naturais no leite materno causam cáries nos bebês.
No entanto, é consenso que o leite materno é o melhor alimento para a criança. Se os dentes do bebê forem mantidos limpos, é improvável que a cárie dentária seja um problema.

E quanto a mamadeira?

Ao alimentar com uma mamadeira deve-se ter o cuidado de esterilizá-la corretamente. Alguns substitutos do leite materno contêm açúcar e os dentes do bebê devem ser limpos após a última mamada durante a noite.
Nunca adicione açúcar ou coloque bebidas açucaradas na mamadeira.
Leite e água são as melhores bebidas para os dentes do bebê. A mamadeira com bebidas contendo açúcar pode levar à ‘cárie de mamadeira‘.

Quando se deve parar com a mamadeira?

Parar a mamadeira antecipadamente pode ajudar a impedir que o bebê desenvolva problemas odontológicos. Tente fazer com que seu bebê beba leite ou água em uma xícara ou recipiente quando tiver cerca de seis meses de idade. Ou quando for capaz de sentar e conseguir realizar tal atividade sozinho.

Quais alimentos sólidos são melhores o bebê?

Alimentos salgados, como queijo, macarrão e legumes são melhores do que alimentos doces. Alimentos que não contêm açúcar são melhores para os dentes do seu bebê. Pergunte ao seu dentista para obter mais conselhos sobre uma dieta equilibrada para o seu bebê.

Se o seu filho tomar uma bebida entre as refeições, é importante restringir apenas à água ou leite. Bebidas açucaradas ou ácidas podem causar cáries.

Quando devo começar a limpar os dentes do bebê?

Os bebês obviamente não são capazes de limpar seus próprios dentes. Já as crianças precisarão de ajuda para se certificar de que as limpam adequadamente até que tenham cerca de 7 anos de idade. Assim que a dentição começar, você deve começar a limpar os dentes do seu filho.

Como devo limpar os dentes do bebê?

Assim que os primeiros dentes de leite começarem a aparecer, você deve começar a limpá-los.

A princípio, você pode achar mais fácil usar um pedaço de gaze ou pano limpo em volta do seu dedo indicador. Quanto mais dentes aparecerem, você precisará usar uma escova de dentes para bebês.

Use uma porção de creme dental com flúor e massageie suavemente em torno dos dentes e gengivas.

Pode ser mais fácil limpar os dentes se você segurar a cabeça do bebê nos braços à sua frente.

À medida que a criança cresce, pode ser difícil fazê-lo dessa maneira, mas você pode gradualmente dar mais responsabilidade pela limpeza dos dentes para a criança. É importante limpar os dentes duas vezes ao dia com um creme dental que contenha pelo menos 1000 ppm (partes por milhão) de flúor. Após 3 anos, use uma pasta de dentes que contenha de 1350 a 1500 ppm. Você deve se certificar ao final de que eles cuspam fora o excesso de pasta de dentes, e que não engulam quantidade alguma, se possível.

E se o bebê chupar o dedo ou precisar de uma chupeta?

O reflexo de sucção aparece no bebê já na décima oitava semana de vida uterina. É um reflexo de sobrevivência, já que o bebê precisa sugar para se alimentar.

Além disso, sugar dá prazer ao bebê. Assim, o bebê precisa sugar para saciar sua fome e para atender sua necessidade de sucção. Aí entra a questão da chupeta.

Se puder, evite que seu bebê use chupeta e desestimule-o a prática de chupar o dedo. Ambas podem, eventualmente, causar problemas no crescimento e desenvolvimento dos dentes. O que pode gerar a necessidade de tratamento odontológico quando a criança ficar mais velha.

Chupeta ortodôntica: é uma alternativa que vale a pena?

Tanto a chupeta comum quanto a ortodôntica trazem, sim, prejuízos ao desenvolvimento da criança. Ambas produzem alterações nos arcos dentais e na musculatura facial da criança. A diferença entre elas está na gravidade dos danos causados.

E se o bebê vier a danificar um dente?

Se a criança por acidente vier a danificar um dente, entre em contato com seu dentista imediatamente. Um dente danificado geralmente descolorirá com o tempo.

Aqui no blog Dentalis já publicamos um outro artigo sobre mitos e verdades sobre a relação entre gravidez e saúde bucal.

Fontes: Journal of Clinical Periodontology, Oral Health Foundation, Guia do bebê
Posted by Victor in Estudos, 0 comments
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