Tendência que pode chegar ao Brasil: branqueadores à base de carvão e casca de coco

A nova tendência em matéria de saúde bucal na Europa são os branqueadores à base de carvão e casca de coco. Mas quais os impactos para a saúde dos usuários?

Na Europa alertas têm sido emitidos aos consumidores para os perigos dos branqueadores de dentes à base de carvão ativado e casca de coco. Estes branqueadores prometem dentes até nove tons mais brancos, mas o alerta é que “o carvão pode desgastar o esmalte, causar o recuo das gengivas e provocar sensibilidade dentária”.

Com esta composição no mercado europeu podem ser encontrados produtos de marcas como a Georganics, Zebra Teeth Whitening ou Bali Teeth Whitening, que já motivaram várias queixas por parte dos consumidores. O fato é que não existem até o momento provas científicas de que o carvão ativado melhore a saúde bucal.

Não há estudos científicos

Sobre os branqueadores de dentes à base de carvão ativado e casca de coco, importante salientar que todos os produtos indicados como ‘branqueadores’ não alteram a cor natural dos dentes. Devido ao seu caráter abrasivo permitem apenas retardar o aparecimento de pigmentação causada por hábitos do dia a dia. Dado o poder abrasivo destes produtos não é indicado seu uso diário, pois gradualmente provocam um desgaste da superfície dentária, do esmalte e também causam consequências a nível gengival.

Cabe salientar a ideia de que para branquear os dentes tem de existir aconselhamento por parte do dentista e efetivamente só serão óbitos resultados satisfatórios e ao mesmo tempo seguros através da utilização de agentes branqueadores comprovados cientificamente.

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Radiologia Odontológica em 3D

Quando falamos de radiologia odontológica em 3D, estamos nos referindo à tecnologia CBCT (Cone Beam Computed Tomography ou Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico). É uma tecnologia radiológica similar à TAC, constituída por uma fonte cônica de emissão de raios X que permite obter imagens tridimensionais de alta resolução.

A qualidade da imagem proporcionada pela CBCT, assim como a radiação limitada recebida pelo paciente, fazem deste tipo de ferramentas de radiologia dentária um componente muito valioso na prática odontológica. Em seguida, serão revistos alguns dos conceitos essenciais desta modalidade radiológica.

Vantagens desta tecnologia em comparação a outras opções de diagnóstico radiológico

– O paciente recebe uma dose de radiação baixa (muito inferior à que receberia quando submetido a uma TAC).

– Além disso, a duração do exame é muito curta, considerando que o tempo de exposição aos raios X também é mínimo. Dependendo do aparelho utilizado e do tipo de exame necessário, as imagens podem ser obtidas num intervalo de tempo entre apenas alguns segundos e poucos minutos.

– Maior comodidade para o paciente, visto que pode realizar o exame sentado em vez de deitado e sem necessidade de entrar numa máquina fechada. Na verdade, os aparelhos de CBCT são completamente abertos, o que evita possíveis episódios de ansiedade ou, inclusive, de claustrofobia.

– Imagens de alta qualidade. Apesar de não alcançar a resolução de uma TAC, a tecnologia CBCT permite realizar uma aquisição volumétrica de alta resolução (tamanho de voxel, por vezes, inferior 100 μm). Esta elevada qualidade permite fazer diagnósticos muito precisos e eliminar a necessidade de eventuais suposições.
Permite a obtenção de imagens isotrópicas, isto é, equivalentes nos três eixos espaciais. Consequentemente, as imagens radiológicas são isentas de distorções.

Posicionamento do paciente para o exame radiológico

Entre os princípios e as técnicas de radiologia odontológica em 3D, um dos aspectos mais relevantes é o posicionamento adequado do paciente para obtenção de imagens de qualidade.
Neste aspecto, as seguintes recomendações devem ser observadas:

– É aconselhável utilizar elementos de restrição do movimento, como correias e faixas encefálicas. Apesar de implicar um certo desconforto para o paciente, a sua utilização permite uma redução significativa das imagens de baixa qualidade. Deste modo, reduz-se a necessidade de repetir exposições e, portanto, consegue-se minimizar a radiação recebida pelo paciente.
Para evitar movimentos durante o exame, recomenda-se que o paciente permaneça de olhos fechados. Assim, evita-se que siga o movimento da máquina e, ao mesmo tempo, é possível minimizar a dose de radiação na retina.
Com a mesma finalidade de minimizar o movimento, deve-se indicar ao paciente que tente respirar com calma pelo nariz e engolir saliva antes do início do exame.

O campo de visão em radiologia dentária 3D

Em função do tipo de exame a realizar e da sua finalidade específica, serão utilizados campos de visão de tamanhos diferentes. Em caráter geral e de forma resumida, podemos indicar os seguintes:

Campo de visão setorial. Este tamanho é adequado para estudos endodônticos e periodontais quando se usa alta definição. Se for utilizada uma resolução padrão, este campo de visão é ótimo para trabalhos de ortodontia ou estudos de implantes individuais.

Campo de visão de uma arcada. Esta modalidade permite otimizar a dose de radiação em todos os casos em que é necessário visualizar apenas uma arcada.

Campo de visão médio. Neste caso, trata-se de tamanhos adequados para localizar áreas de infecção, para examinar dentes do siso ou para casos de ortodontia ou implantes que necessitem desta amplitude de campo de visão (10×10, 8×8, etc.).

Campo de visão grande. Trata-se, neste caso, de tamanhos que são utilizados para a avaliação de implantes complicados, exame ATM bilateral, maxilofacial, etc.

Planos de radiologia dentária CBCT

Em relação aos diferentes planos utilizados neste tipo de radiologia, podemos diferenciar dois grandes grupos:

1. Por um lado, os planos ortogonais, que possibilitam a realização de exames detalhados de todas as cavidades. Aqui devemos distinguir entre três tipos diferentes de plano, em função do eixo usado: plano axial (ou transversal), plano coronal (ou frontal) e plano sagital (ou lateral).

2. Por outro lado, os planos coronais curvos e oblíquos permitem um exame adequado das estruturas dentárias que dificilmente se adaptam aos cortes de tipo ortogonal. Neste sentido, os planos oblíquos possibilitam uma melhor verificação da existência de patologias ou fraturas, tornando-as visíveis em vários planos, ao mesmo tempo que permitem criar planos tangenciais às estruturas que estão sendo analisadas.

Conclusão

Em resumo, as ferramentas de radiologia odontológica em 3D permitem a realização de exames de grande qualidade e utilidade para o diagnóstico odontológico, desde que os protocolos básicos sejam adequadamente observados. Assim, as questões essenciais que não podem ser esquecidas são as seguintes:

1. Posicionamento adequado do paciente para evitar movimentos.

2.Tipo de oclusão (segundo a modalidade de tratamento): incompleta (para casos de ortodontia, endodontia ou qualquer outro que requeira uma análise dentária), oclusão PMI (Posição de Máxima Intercuspidação, para casos de implantodontia) ou oclusão RC (Relação central, também em casos de implantodontia, para analisar a relação do osso maxilar/mandíbula).

3.Escolha do campo de visão adequado, em função da finalidade do exame.

4.Seleção de plano e corte.

 

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Relação da temperatura com a formação de abscessos dentários

Um estudo recente, apresentado no 68º Congresso Anual da Sociedade Alemã de Cirurgia Oral e Maxilofacial (Deutsche Gesellschaft für Mund-, Kiefer- und Gesichtschirurgie), em Dresden, demonstrou que grandes mudanças de temperatura favorecem a formação de abscessos dentários.A temperatura poderá chegar e até passar dos 38 °C no Brasil no próximo verão.
Embora o excesso de calor possa ser um sinal de dias cansativos à frente, ela também pode influenciar o desenvolvimento de abscessos dentários, já que a temperatura ambiente e os parâmetros climáticos, como temperatura do ar, pressão do ar e umidade, são considerados como tendo um papel influente.

Metodologia

A fim de esclarecer se “abscess weather” realmente existe ou é apenas um mito, o estudo examinou 1.000 pacientes entre 2005 e 2015. Eles foram admitidos no departamento de cirurgia oral e maxilofacial no hospital universitário de Dresden para o tratamento de abscessos purulentos agudos na área oral, maxilar e facial. Para cada caso, o local do abscesso e a causa foram registrados. Ao mesmo tempo, dados meteorológicos como temperatura do ar, pressão do ar e umidade na estação meteorológica de Dresden-Klotzsche foram analisados no dia da admissão e nos dias anteriores. Os resultados foram então comparados.

Os resultados do estudo mostraram que mais pacientes com abscessos se apresentaram ao hospital universitário em tempos de grandes mudanças de temperatura. Em contraste com esses parâmetros dinâmicos, os dados meteorológicos estáticos, como temperatura, pressão do ar e umidade, não tiveram influência estatisticamente significativa na frequência de abscessos.

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Alimentos ultraprocessados: um risco à saúde

Muitas pessoas preferem consumir peito de peru em vez de outros embutidos, como presunto ou mortadela, por achar que é uma opção mais saudável.

De fato, é comum que produtos ultraprocessados como o peito de peru e a bolacha integral sejam classificados como saudáveis pela população.

Contudo, isso é resultado de um forte trabalho da mídia que nem sempre passa mensagens verdadeiras ou completas.

No geral, produtos com acréscimo de conservantes, estabilizantes, corantes, edulcorantes e aromatizantes, e também com excesso de gordura vegetal hidrogenada, açúcar e sódio, não são saudáveis, podendo trazer consequências negativas para a saúde.

Este alerta consta do manual Alimentação Cardioprotetora, do Ministério da Saúde e do Hospital do Coração (HCor), mas o fato é que o consumo de alimentos ultraprocessados deve ser evitado tanto por indivíduos em risco cardiovascular quanto por indivíduos saudáveis.

Alimentos que parecem saudáveis mas não são

No caso específico do peito de peru, dos 13 ingredientes descritos na embalagem apenas cinco não são artificiais – e mesmo assim estes cinco já passaram por muitos processamentos e estão longe de estar em sua forma in natura ou mais nutritiva.

Já a bolacha, mesma aquela nomeada como integral, contém aditivos químicos, açúcares e gordura. O fato de o ingrediente farinha de trigo aparecer em primeiro lugar, antes mesmo da farinha de trigo integral, lança dúvidas sobre se a iguaria deveria ser nomeada como integral.

E estes não são os únicos casos. Confira abaixo 9 alimentos que parecem saudáveis, mas não são:

  • Barra de cereal
  • Biscoitos e/ou bolachas integrais
  • Chocolate diet
  • Embutidos (como presunto e peito de peru)
  • Farinha láctea
  • Pão de forma light
  • Pipoca para micro-ondas
  • Sopa instantânea
  • Suco de caixinha

Como esta lista não é exaustiva, lembre-se sempre de ler a lista de ingredientes no rótulo do produto para saber se o alimento é ultraprocessado ou não.

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O que pode influenciar a escolha de um paciente por uma clínica odontológica

Alguma vez pensou que, no momento de escolher uma clínica odontológica, a maioria dos pacientes tem muitas dúvidas?

Entre as dúvidas mais comuns, está a grande oferta de consultórios odontológicos, a existência de tratamentos de baixo custo e outros fatores que levam muitas pessoas a se perguntarem, por vezes, sobre qual a clínica odontológica devem escolher.

Assim, os pacientes se perguntam: “Por que motivo escolher este consultório se existem milhares de opções? Quais são os seus preços? Onde fica localizado?” Diante destas perguntas, quem pretende consultar um dentista toma a sua decisão, em geral, com base nas informações que tem sobre a clínica e a respectiva equipe de profissionais.

Afinal quais são os aspectos fundamentais que influenciam a tomada de decisão dos pacientes sobre a escolha de uma clínica odontológica?

1. A experiência dos profissionais

Os pacientes valorizam geralmente o fato do consultório odontológico contar com uma equipe de profissionais formados em mais de uma especialidade odontológica, como por exemplo a implantodontia ou a ortodontia.

Embora o conhecimento e a experiência sejam fundamentais, as pessoas também valorizam os profissionais que se mantém num contínuo processo de formação e desenvolvimento, que nunca deixam de buscar novos conhecimentos, pois têm em mente que a área da odontologia é uma área em constante evolução.

2. Limpeza e comodidade

Quanto a este segundo ponto, é essencial que a clínica esteja bem situada e que seja acessível por meio de transportes públicos ou que contem com áreas de estacionamento. Muitos pacientes, por motivos pessoais ou profissionais, não dispõem de muito tempo para ir ao dentista, razão pela qual é importante que tenham um acesso fácil e direto à clínica.

No que se refere à limpeza, trata-se de algo que os visitantes prestam especial atenção e que consideram como um dos sinais mais representativos da imagem da clínica odontológica. Dão importância à aparência do consultório e da equipe profissional, inclusive sobre os materiais utilizados e a adoção de rotinas de esterilização.

3. A garantia profissional e a confiança

Outro ponto que influencia a decisão é a marca ou imagem corporativa da clínica dentária. Uma clínica experiente pode distinguir-se das restantes por utilizar técnicas que proporcionam uma visita agradável. Podemos destacar a ambientoterapia, o uso de imagens, aromas ou sons que farão com que as pessoas deixem de lado aquela sensação de ansiedade e medo frente a uma consulta com um dentista, contribuindo para um efeito de bem-estar e tranquilidade.

Por outro lado, os pacientes desejam que o dentista ofereça uma série de garantias realistas quanto ao tratamento, ou seja, que lhes apresente de forma clara as vantagens e desvantagens, para que, ao saírem do consultório, tenham uma ideia nítida do procedimento a realizar e de quais são os fatores alheios ao profissional e ao paciente.

4. O design corporativo

Num consultório odontológico, nunca se deve esquecer o especial cuidado com o design e o mobiliário. Quem vai marcar uma consulta irá observar se as cadeiras na sala de espera são confortáveis, se o local de atendimento dos pacientes está organizado, se os equipamentos odontológicos são adequadas ao tratamento…

Além disso, é essencial adaptar o design corporativo da clínica ao nosso público potencial. A escolha de cores e padrões para um gabinete especializado em odontopediatria será diferente no caso de outro que se destine apenas a pessoas da terceira idade. Cada detalhe conta!

5. A sala de atendimento dos pacientes

Por último, outro fator decisivo é o contato pessoal e o modo de atendimento dos pacientes. Embora este aspecto seja um pouco mais complicado, visto que, em princípio, é mais difícil de avaliar sem ter visitado a clínica, trata-se de algo importante a se levar em conta.

O espaço da recepção causa geralmente as primeiras impressões é o cartão de visitas da clínica, pelo que deve ser o mais agradável possível. Uma boa ideia poderá ser manter iluminação adequada, contar com TVs apresentando vídeos sobre saúde bucal ou ofertas da clínica, etc. Mas não podemos esquecer outras questões, especialmente as facilidades de pagamento e a disponibilização de métodos como o pagamento com cartão de crédito ou, no caso de certos tratamentos, o financiamento sem juros.

Em resumo, devido à grande concorrência no atual mercado odontológico, para escolher uma clínica é evidente que devem ser procuradas estratégias para criar uma imagem diferenciada. Se pretende abrir uma nova clínica odontológica ou melhorar alguns aspectos daquela que já possui, esperamos que estas dicas tenham sido importantes.

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Medidas de controle de infecção no atendimento odontológico

A contaminação cruzada é um dos riscos que podem colocar em perigo a saúde dos pacientes e dos profissionais de saúde no gabinete odontológico. Portanto, é imprescindível seguir uma série de protocolos específicos e gerais, a fim de eliminar qualquer tipo de risco de infecções relacionadas com a prestação de cuidados de saúde.

Estes procedimentos científicos de higienização são aplicados principalmente na esterilização do material cirúrgico, embora seja necessário utilizá-los também nas instalações e nos equipamentos.

Tipos de materiais do gabinete odontológico

O gabinete odontológico deve ter um espaço diferenciado e totalmente reservado à lavagem, desinfecção e esterilização dos materiais utilizados no gabinete odontológico.

Estes materiais podem ser classificados em três grandes grupos:

Material crítico

Trata-se do material que deve ser obrigatoriamente esterilizado, pois apresenta um alto risco para transmissão de alguma infecção. Neste grupo encontram-se os instrumentos que penetram nos tecidos moles ou duros da cavidade bucal, no caso, os instrumentos cirúrgicos ou afiados utilizados em cirurgia, endodontia ou periodontia, entre outros tratamentos.

Material semicrítico

Esta categoria engloba os instrumentos que estão em contato com a saliva, o sangue e outros fluidos, mas que não penetram nas mucosas, tais como espelhos ou espátulas. Em geral, são suscetíveis de contaminação por vírus e bactérias, pelo que devem também ser esterilizados.

Material não crítico

São os instrumentos ou equipamentos com baixo risco de contaminação que necessitam da utilização de desinfetantes. Este perigo mínimo está relacionado à possibilidade de serem contaminados quando entram em contato com as mãos dos profissionais de saúde ou do paciente durante o tratamento. Neste grupo, estão a cadeira odontológica, o equipamento de raios X ou o foco de halogêneo.

Desinfecção e esterilização – Qual a diferença?

A esterilização elimina todas as formas de vida microbiana, incluindo as mais resistentes, tais como esporos ou o bacilos, sendo o nível mais avançado de controle de contaminação. É um processo com resultados absolutos; o material é estéril ou não, sem níveis intermédios. Utiliza-se na limpeza dos materiais críticos ou semicríticos.

Em odontologia, a autoclave é o meio de esterilização adequado, que atua eficazmente através da aplicação de calor úmido.

A desinfecção refere-se ao processo pelo qual micro-organismos patogênicos e não patogênicos são eliminados, diminuindo o risco de infecção, mas não de forma total.

Níveis de desinfecção:

Desinfecção de baixo nível

Este procedimento elimina alguns tipos de bactérias e fungos nas suas formas vegetativas. No entanto, é ineficaz para o extermínio de vírus, esporos resistentes e outros tipos de bactérias. Geralmente é utilizada em material não crítico. Pode ser efetuada através da aplicação de álcool 70º, compostos fenólicos ou soluções de hipoclorito de sódio a 10%.

Desinfecção de nível intermédio

Elimina vírus, bactérias e fungos, mas não esporos resistentes. É realizada por alguns tipos de álcoois, como o etílico ou isopropílico.

Desinfecção de alto nível

É o processo mais completo através do qual bactérias, vírus, fungos e alguns esporos resistentes são eliminados. Para isso, pode ser utilizada solução de glutaraldeído à 2%.

Protocolo de assepsia de instrumentos clínicos

O gabinete odontológico deve ter um protocolo de limpeza, desinfecção e esterilização de todo o material.

Este protocolo deve informar: como será organizada a atividade, que método e produtos são utilizados, os materiais que devem ser submetidos a este processo e durante quanto tempo, quais as responsabilidades do pessoal, como será registrada a atividade e as restantes indicações e intervenções.

A direção do centro ou consultório odontológico deve designar um responsável pela esterilização e submeter este processo a controles físicos, químicos e biológicos, bem como assegurar um registro das datas em que são realizados. Tudo isto deve constar num sistema de registro dos controles do processo de esterilização.

Processo de assepsia dos instrumentos clínicos

Após a sua utilização, os instrumentos são pré-lavados, no gabinete odontológico, por meio de enxaguamento com água que retire o sangue e outros resíduos orgânicos. Posteriormente, são imersos numa cuba com uma solução de detergente enzimático, ou agentes tensoativos com pH neutro, por um período de 2 a 5 minutos.

Após o tratamento do paciente, o material é removido para a zona destinada à limpeza dos instrumentos. É então imerso na solução de lavagem contida na cuba de ultrassons a uma temperatura de 45°C, a qual deve ser substituída em intervalos regulares, seguindo as indicações de utilização.

Uma vez terminado este processo, é realizado um enxaguamento abundante e os instrumentos são posteriormente secos com ar ou com papel. Em seguida, são dispostos por grupos e embalados em sacos com uma tira de controlo químico interno, para depois serem introduzidos na autoclave. O saco deve especificar a data e o ciclo em que foram esterilizados e a sua data de validade.

É necessário programar o ciclo de esterilização adequado à carga contida, seguindo as instruções do fabricante do aparelho.

Terminada esta fase, é necessário verificar se todos os sacos estão secos e sem qualquer ruptura, e confirmar se tanto o controle químico externo como o interno de cada saco indica que a esterilização foi corretamente realizada. As bolsas que estejam úmidas não serão consideradas estéreis.

A turbina e o micromotor também precisam de ser esterilizados entre cada paciente atendido, depois de limpos com um pano embebido em desinfetante para remover os resíduos orgânicos. Em seguida, devem ser lubrificados, embalados com uma tira de controle químico e introduzidos na autoclave.

As seringas tríplices devem ter pontas substituíveis para que possam ser esterilizadas após o tratamento de cada paciente.

Protocolo de assepsia do equipamento e da área de trabalho

Duas vezes por dia, coincidindo com a mudança de turno, os sistemas de aspiração e escoamento da cuspideira devem ser desinfetados com uma solução desinfetante e, posteriormente, devem ser enxaguados com água.

Todas as superfícies que tenham entrado em contato com o paciente ou os profissionais de saúde devem ser desinfetadas com uma solução de nível médio ou baixo após cada utilização, especialmente a cadeira odontológica, o vibrador amalgamador, a unidade odontológica ou a máquina de raios X.

Os terminais de aspiração de alta velocidade devem ser substituídos após a realização do tratamento.

No final de cada dia, em toda a clínica odontológica, deve ser realizada uma limpeza geral de pavimentos e superfícies com solução de hipoclorito de sódio diluído.
A atividade diária gera resíduos perigosos com origem na prestação de cuidados de saúde, pelo que é necessário dispor de um protocolo de identificação, classificação e gestão interna dos mesmos.

A clínica deve ter um contentor para tais resíduos. Se forem resíduos perigosos, serão retirados por um agente autorizado pelo organismo responsável pelo meio ambiente.

Além disso, todas as pessoas que trabalham na clínica devem ter um equipamento de proteção individual que atue como barreira de proteção e aplicar as demais medidas simples do protocolo de prevenção de riscos de trabalho nos atendimentos prestados no âmbito das atividades em odontologia, como a lavagem e a desinfecção adequadas das mãos.

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Como lidar com os molares de dois anos

Também conhecidos como segundos molares, os molares de 2 anos são o conjunto de dentes localizados na parte de trás da boca. São dentes largos e planos que são moldados para a função de moer os alimentos.
De acordo com a American Dental Association, os molares de 2 anos geralmente chegam quando a criança tem entre 23 e 33 meses de idade.

O menor conjunto geralmente aparece entre as idades de 23 e 31 meses, enquanto o conjunto superior normalmente aparece entre as idades de 25 e 33 meses.

Muitas crianças não mostram sinais de dor durante a dentição. No entanto, quando esses molares nascem, pode ser particularmente doloroso e ser motivo de irritabilidade para muitas crianças.

Neste artigo, aprenda a perceber quando os molares de 2 anos estão chegando e como reduzir o desconforto de uma criança.

Sintomas

A chegada dos molares de dois anos podem causar desconforto significativo, e uma criança pode não conseguir comunicar a causa da dor que sente.

Os pais e cuidadores podem procurar sinais dos molares à medida que se aparecem.
A criança pode:

  • estar mastigando brinquedos, seus dedos ou roupas
  • estar babando mais do que o habitual
  • se mostrar extremamente irritada
  • apresentar uma temperatura retal baixa, de cerca de 37.2 ° C

Os molares de dois anos e a dor dentária não geram febres de grau mais alto ou a uma indisposição gástrica. Uma criança com um desses dois sintomas pode ter um resfriado ou uma doença relacionada ao estômago.

Os sintomas da dentição de uma criança parecem piorar à noite, quando a criança está cansada e conta com menos elementos que possam servir como distrações da dor.

Uma criança com dor nas gengivas e na boca pode não estar disposta a mostrar a área a um adulto. Cantar uma música ou jogar um jogo que faça a criança mostrar a língua e abrir a boca pode possibilitar assim um exame da área.

Remédios caseiros (conselhos para serem dados aos pais ou cuidadores)

Muitos remédios caseiros simples podem ajudar a aliviar a dor da dentição.

As dicas a seguir podem reduzir o desconforto:

  • Esfregar as gengivas do bebê delicadamente com um dedo limpo.
  • Fazer a criança segurar uma colher fria entre os dentes.
  • Fazer a criança morder uma compressa de gaze molhada e fria ou um pano embebido em água gelada.
  • Oferecer mordedores para a criança mastigar. Os anéis devem ser feitos de borracha firme e não devem ser congelados. Anéis que são muito difíceis podem machucar a criança.
  • Aplicar hidratantes regularmente na pele ao redor da boca para evitar rachaduras e ressecamento causados pela salivação.

Os pais e cuidadores devem sempre observar quando as crianças passam a usar brinquedos, uma colher ou outro dispositivo para aliviar a dor.

Técnicas de distração, como colorir, cantar canções e dançar, também podem ajudar a distrair e relaxar as crianças frente à dor e irritação.

O paracetamol ou o ibuprofeno também podem ajudar a reduzir o desconforto durante 1 ou 2 dias. Certifique-se de administrar analgésicos que sejam seguros para as crianças e nunca dê à criança mais do que a dose recomendada pelo dentista.

Se os pais ou cuidador desejar estender a administração de analgésicos à criança além dos 2 ou 3 dias, devem consultar o dentista primeiro.

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Periodontite e diabetes: estudo indica existência de ligação

Um novo artigo chama a atenção para conexões interessantes entre infecções de gengiva, um nível reduzido de vitamina D e o diabetes.
É a primeira vez que os efeitos conjuntos da periodontite e da deficiência de vitamina D no diabetes foram examinados.

Em 2015, estima-se que quase um em cada 10 adultos tenha diabetes. Existem cerca de 1,5 milhão de novos diagnósticos por ano nos EUA.

Embora existam alguns fatores de risco bem conhecidos para o diabetes, como obesidade e pressão alta, ainda há muito a se descobrir.

O Diabetes é uma doença complexa e envolve vários sistemas.

Descobrir toda a gama de fatores de risco em potencial pode ajudar a prevenir o diabetes em alguns indivíduos e ajudar os outros a lidar com os sintomas de maneira mais eficaz.

Recentemente, uma equipe da Universidade de Toronto, no Canadá, investigou a potencial influência da deficiência de vitamina D e sua relação com a periodontite.

Diabetes e periodontite

Estudos anteriores demostraram que o diabetes aumenta o risco de periodontite, que como todos sabemos é uma doença inflamatória induzida por bactérias que pode danificar tecidos moles e ossos.

Essa relação é bidirecional, o que significa que a periodontite também exerce influência negativa sobre o diabetes, o que torna o controle do diabetes tipo 2 ainda mais desafiador.

A principal autora do estudo, Aleksandra Zuk, explica por que a vitamina D também interessava aos pesquisadores.

“Sabemos que a vitamina D não é apenas útil para a saúde óssea”, observa ela, “mas também mostra efeitos antimicrobianos e anti-inflamatórios. Níveis suficientes de vitamina D podem potencialmente diminuir a inflamação e afetar as bactérias bucais relacionadas à doença da gengiva”.

Além do papel da vitamina D no combate às infecções e na redução da inflamação, algumas pesquisas mostraram que os receptores da vitamina D estão diretamente associados à periodontite.

Analisando a interação

Para se aprofundar na rede de conexões, os cientistas coletaram informações da Pesquisa Nacional de Exame de Saúde e Nutrição de 2009-2010.

A amostra incluiu dados de 1.631 pessoas com diabetes tipo 2 e 1.369 sem a doença. Todos os participantes tinham mais de 30 anos de idade, e cada indivíduo foi submetido a um exame odontológico e foi avaliado para os níveis de vitamina D e medidas de glicose em jejum e insulina.

Os resultados intrigantes dos pesquisadores já foram publicados no BMJ Open Diabetes Research & Care. Após sua análise, os autores chegaram a uma conclusão.

Resultados da análise

Os dados mostraram que, separadamente, a periodontite e a deficiência de vitamina D aumentam o risco de diabetes tipo 2. Os autores também descobriram que, quando os dois fatores eram combinados, o risco era “maior que a soma dos efeitos individuais”.

Como cerca de metade dos adultos dos EUA tem doença gengival e mais de 40% são deficientes em vitamina D, as conclusões do estudo podem ser extremamente importantes.

Mais pesquisas são necessárias para confirmar os resultados e aprofundar um pouco os mecanismos envolvidos. Este estudo é o primeiro a examinar os efeitos simultâneos da periodontite e da insuficiência de vitamina D sobre o diabetes.

Se as descobertas forem replicadas, poderão oferecer uma nova maneira de abordagem do diabetes em alguns casos. Por exemplo, para adultos com diabetes tipo 2 e periodontite, o aumento dos níveis de vitamina D para os níveis sugeridos poderia ajudá-los a controlar sua condição.

Como a pesquisadora Zuk afirma: “Porque é o primeiro estudo, nós realmente precisamos olhar para essas duas exposições novamente em outros estudos e populações. Isso pode impactar ainda mais a pesquisa sobre o diabetes”.

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Tratar periodontite melhora condição de pacientes com cirrose hepática

Os tratamentos para as doenças gengivais podem ajudar a reduzir a inflamação e as toxinas no sangue e ainda melhorar a função cognitiva dos pacientes com cirrose hepática. A conclusão consta de um estudo recentemente publicado na revista científica American Journal of Physiology – Gastrointestinal and Liver Physiology.

Já vários estudos tinham demonstrado que os pacientes com cirrose sofrem alterações na microbiota intestinal e salivar, o que pode levar ao desenvolvimento de periodontite e maior risco de complicações relacionadas com a cirrose hepática. Além disso, a comunidade científica já conseguiu demonstrar que os pacientes com cirrose têm níveis de inflamação mais altos em todo o organismo.

Estudo

No âmbito do estudo agora publicado, os pesquisadores contaram com muitos voluntários com cirrose e periodontite que foram divididos em dois grupos: um dos grupos recebeu tratamentos para a periodontite, no caso limpezas dentárias e remoção de placa bacteriana dos dentes e das gengivas; e o outro não recebeu qualquer tipo de tratamento para a periodontite.

Todos os pacientes foram submetidos a análises de sangue e saliva, assim como a testes para medir a função cognitiva, tanto antes como 30 dias depois do tratamento.

Os resultados agora publicados mostram, segundo os pesquisadores,é que “a cavidade oral pode servir de tratamento para reduzir a inflamação e a endotoxemia metabólica em pacientes com cirrose”. Conheça o estudo em detalhe aqui.

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Colesterol HDL alto demais pode representar um risco

O excesso do chamado “bom colesterol” pode aumentar o risco de ataques cardíacos e morte, de acordo com um estudo apresentado no dia 25 de agosto de 2018, na conferência da Sociedade Europeia de Cardiologia, em Munique.

A lipoproteína de alta densidade (HDL) é amplamente considerada como um colesterol “bom” porque ajuda a impedir que as artérias sejam bloqueadas, transportando outras formas de colesterol do sangue e das paredes dos vasos sanguíneos para o fígado e para fora do corpo. Estudos anteriores associaram baixos níveis de colesterol HDL a artérias obstruídas e doenças cardíacas. Já os efeitos dos níveis excessivos de HDL são menos compreendidos.

Metodologia

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade Emory, orientados pelo Dr. Marc Allard-Ratick, autor do estudo e médico hospitalista da Escola de Medicina da Universidade Emory, estudaram os níveis de colesterol e o risco de ataque cardíaco e morte em 5.965 pessoas. A maioria dos participantes tinha doença cardíaca e idade média de 63 anos.

Os pesquisadores usaram essas informações para dividir os participantes em cinco níveis de HDL, classificados de baixo a alto:

  • Menos de 30 mg/dl (0,78 mmol/L)
  • 31-40 mg/dl (0,8-1 mmol/L)
  • 41 a 50 mg/dl (1,1-1,3 mmol/L)
  • 51-60 mg/dl (1,3-1,5 mmol/L)
  • Maior que 60 mg/dl (1,5 mmol/L)

Após quatro anos, 769 participantes do estudo morreram de ataque cardíaco ou de doença cardíaca. Os resultados produziram uma curva em forma de U, mostrando aqueles com baixos níveis de HDL e níveis muito altos em risco de morte. Um nível de HDL maior que 60 mg/dl acarretou um risco quase 50% maior de morrer de um problema cardíaco quando comparado àqueles com níveis entre 41 e 60 mg/dl.

Os resultados espelham as descobertas de um estudo publicado no início deste ano no European Heart Journal[1], que indicou similarmente que altos níveis de HDL estavam associados a doenças cardíacas e ao risco de morte.

Mais pesquisas são necessárias para descobrir o que está por trás dessa associação paradoxal.

HDL muito alto: sinal de alerta

Allard-Ratick explicou que os resultados são importantes porque contribuem para aumentar evidências de que níveis muito elevados de colesterol HDL podem não ser protetores, e porque, ao contrário de muitos outros dados disponíveis até o momento, este estudo foi principalmente em pacientes com doença cardíaca estabelecida.

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