Exposição ao incenso pode fazer mal à saúde bucal

exposição ao incenso

A exposição ao incenso pode ser ruim para a saúde bucal.
Isso é o que um estudo recentemente publicado no Online Scientific Reports nos revelou.
Esse trabalho foi desenvolvido por pesquisadores da New York University Abu Dhabi (NYUAD).

Essa descoberta se deu por conta de uma constatação. A de que a exposição ao incenso aumenta a probabilidade do desenvolvimento de infecções orais e doenças sistêmicas.

Como a exposição ao incenso pode trazer problemas

A pesquisa em questão demonstrou que a exposição ao incenso altera a composição da microbiota oral.
A microbiota oral é formada pela comunidade de micróbios da boca. É uma comunidade complexa que pode alcançar até 700 bactérias e também fungos.
Nesta comunidade podem coexistir agentes benéficos e patogênicos.

Principais agentes patogênicos da microbiota oral

Os micro-organismos patogênicos residem frequentemente no biofilme. O biofilme é uma camada de proteínas e outras grandes moléculas alinhada à superfície do esmalte dental. Tem uma espessura por volta de 10μm. Os agentes patogênicos revestem o esmalte e compõe uma camada do biofilme. Esse biofilme também é conhecido como placa bacteriana.

O estudo

A exposição ao incenso é uma prática comum, especialmente na Ásia e países do Golfo Pérsico. A queima do incenso está associada à produção de determinados substâncias tóxicas que podem influenciar a saúde.

O estudo em questão foi desenvolvido em adultos dos Emirados Árabes Unidos. País onde 90% das famílias queimam incenso para perfumar suas casas e roupas.

Através dessa exposição ao incenso, identificou-se a hipótese de que o uso de incenso possa estar ligado a alterações na composição da microbiota oral. E isso pode ser muito prejudicial à saúde.

É uma análise preliminar. Porém, é uma descoberta importante com grandes implicações e consequências para a saúde.
Afinal, é a primeira vez que se demonstrou a associação entre a exposição ao incenso e as mudanças na composição de micro-organismos que habitam a boca.

Em mais de 300 indivíduos usuários diários de incenso pesquisados observou-se uma característica comum. Identificou-se uma alteração da diversidade, da estrutura e da composição da microbiota oral. Isso quando comparados com aqueles que não tinham exposição ao incenso (grupo controle).

Segundo os pesquisadores, mesmo em casos de baixos níveis de exposição ao incenso podem existir efeitos adversos à saúde.

Incenso – vapores nocivos

Pesquisas anteriores sugerem que a queima de incenso produz substâncias poluentes. Essas substâncias aumentam também os riscos de doenças cardiovasculares e pulmonares.
A exposição ao incenso concentra altas doses de poluentes. Substâncias como o monóxido de carbono e óxido nítrico, por exemplo. Ambas estão também presentes no cigarro.

Relevância da descoberta

A descoberta é particularmente importante já que a comunidade microbiana desempenha um papel fundamental na manutenção da homeostase. Homeostase é a capacidade do organismo de manter um ambiente interno estável apesar das mudanças nas condições externas.
A exposição ao incenso quebra esse equilíbrio.

O incenso queimado libera substâncias tidas como poluentes do ar e com potenciais riscos à saúde. Porém, não existem diretrizes para o controle de sua utilização.
Isso é particularmente preocupante, tendo em vista muitas das vezes a sua utilização em espaços públicos.

exposição ao incenso

Cigarro ou incenso – Qual pode ser mais nocivo para a sua saúde?

Em uma outra pesquisa comparativa estudiosos queimaram quatro palitos de incenso e um cigarro em uma máquina que coletava partículas de fumaça através de uma série de filtros.

Eles classificaram o tamanho das partículas coletadas e realizaram análises químicas por cromatografia gasosa e espectrometria de massa no conteúdo dos filtros.

Eles então testaram os resíduos de fumaça nas células em placas de Petri.

O primeiro teste, em células de salmonela, foi verificar se as amostras provocavam mutações no DNA das células. Às vezes, mutações no DNA podem levar ao câncer.

O segundo teste usou células dos ovários de hamsters para verificar se as amostras tiveram efeitos tóxicos sobre as células.

A fumaça da queima de incenso criou uma mistura de partículas finas e ultrafinas. Ambas são conhecidas por serem prejudiciais à saúde dos pulmões.

A análise química encontrou 64 compostos, levando em consideração todos os componentes dos quatro bastões de incenso.

Isso incluía componentes químicos de óleos essenciais e madeira de lignina, comumente usada no incenso.

Os compostos eram principalmente “irritantes“, embora alguns compostos tóxicos tenham sido encontrados.

O artigo não forneceu resultados equivalentes em tamanho de partícula e compostos químicos encontrados no cigarro testado.

Resultados

As quatro amostras de fumaça de incenso e uma amostra de fumaça de cigarro causaram graus variados de mutação nas células de salmonela. O incenso e a fumaça do cigarro foram tóxicas para as células do ovário do hamster.

A toxicidade foi mantida em todos os níveis diferentes para as diferentes amostras. A fumaça do incenso se monstrou tóxica em concentrações mais baixas que a fumaça do cigarro.

Como interpretar esses resultados

Os pesquisadores mostraram que a fumaça de algumas amostras de incenso era “maior do que a amostra de referência de cigarro com a mesma dose”. Disseram também que suas descobertas sugerem que “a fumaça do incenso era mais citotóxica contra as células do ovário de hamster” do que a fumaça do cigarro.

No entanto, eles acrescentaram: “Não podemos simplesmente concluir que a fumaça do cigarro é menos citotóxica do que a fumaça do incenso. Primeiro devido ao pequeno tamanho da amostra analisada neste estudo. E, em segundo lugar, devido à enorme variabilidade no consumo de incenso e cigarros”.

Refletindo sobre os dados encontrados

Este estudo de laboratório descobriu que a fumaça da queima de incenso pode produzir partículas finas e compostos químicos. Essas substâncias podem irritar os pulmões e prejudicar a saúde.

Isso não é surpreendente, pois a maioria dos tipos de fumaça em ambientes fechados produz partículas finas que provavelmente têm esse efeito, seja por fumar cigarro ou queimar incenso.

A sugestão de que a exposição ao incenso possa ser mais prejudicial do que a fumaça do cigarro precisa ser vista com cautela.

As quatro amostras de bastão de incenso tiveram efeitos diferentes quando testadas quanto à capacidade de alterar o DNA celular e a toxicidade para as células.
Estas amostras foram comparados com apenas um cigarro.

Isso significa que não podemos tirar conclusões precipitadas. Não podemos considerar que a maioria dos palitos de incenso produza fumaça mais ou menos tóxica que a maioria dos cigarros.

Além disso, a pesquisa utilizou células animais em laboratório. Não podemos simplesmente equivalê-la a uma pesquisa com seres humanos.

A adição de substâncias às células em uma placa de Petri pode causar efeitos muito diferentes daquela que acontece quando as pessoas encontram essas substâncias de forma diluída no ambiente.

Concluindo

A maneira como as pessoas usam o incenso e o cigarro é diferente.
A fumaça do cigarro é levada diretamente para os pulmões e é mantida lá antes de ser exalada. A fumaça do incenso é queimada no ambiente e inalada do ar circundante.

A quantidade de fumaça que entra nos pulmões dependerá de quanto incenso é queimado, por quanto tempo, e do tamanho e da ventilação da sala.

A associação do pesquisador principal a uma empresa de tabaco levanta outro ponto de preocupação.

Os pesquisadores não afirmam que o incenso é mais perigoso do que os cigarros. No entanto, é do interesse da empresa de tabaco que as pessoas pensem que fumar e queimar incenso estão em pé de igualdade – o que não é verdade. Inclusive no que diz respeito à saúde bucal.

Fumar pode causar doenças e morte devido a condições como problemas odontológicos, doenças cardíacas, câncer de pulmão e derrame. É algo que todos devem parar completamente.
A exposição ao incenso pode trazer problemas à saúde bucal e do corpo como as pesquisas evidenciam. Assim, até que novas pesquisas surjam, é aconselhável limitar o seu uso.

Fontes: Scientific Reports, News Medical Life Sciences, Medium
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Química do fio dental pode ser uma ameaça à saúde

química do fio dental

A química do fio dental o torna resistente à água e aos lipídios. Sem esse tratamento químico isso não seria possível.
Algumas das substâncias muitas vezes empregadas como parte da química do fio dental são as Per e polifluoralquilas (PFAS).

Um estudo recente desenvolvido pelo Silent Spring Institute detectou níveis elevados de PFAS em uma das marcas comerciais, dentre as 18 pesquisadas.
Importante destacar que os PFAS são substâncias químicas com efeitos tóxicos para a saúde humana.

O Silent Spring Institute  é uma organização sem fins lucrativos dedicada a estudar e reportar principalmente a prevenção do câncer de mama. Embora sua pesquisa também aborde outros tópicos relacionados à saúde.

PFAS

Os PFAS são usados em uma grande variedade de produtos de consumo. Produtos como embalagens de fast-food, panelas antiaderentes, roupas impermeáveis e tapetes resistentes a manchas. As pessoas podem ser expostas às substâncias diretamente através dos produtos que usam e dos alimentos que ingerem. Eles também podem ser expostos através do ar interno e poeira e água potável contaminada.

O estudo

Os pesquisadores mediram 11 compostos químicos de PFAS em amostras de sangue de 178 mulheres de meia idade. Mulheres essas inscritas nos Estudos de Saúde e Desenvolvimento Infantil do Instituto de Saúde Pública. Esse foi um estudo multigeracional do impacto de produtos químicos ambientais e outros fatores sobre doenças.

Foram realizadas entrevistas nas quais as mulheres foram questionadas sobre seus comportamentos relacionados a exposições mais elevadas de PFAS.
Isso com o objetivo de entender como o comportamento das participantes influenciou sua exposição aos PFAS.

Foram detectados níveis mais elevados de ácido perfluorohexanossulfônico, um tipo de PFAS. E justamente em mulheres que usavam uma marca específica de fio dental dentre aquelas escolhidas para análise. Isso em comparação com mulheres que não fizeram uso do fio dental em questão.
Um total de 18 marcas de fio dental foram analisadas.
Isso levou os pesquisadores a relacionar à química do fio dental, uma marca em particular, à presença de altos níveis de PFAS nas amostras de sangue pesquisadas.

Química do fio dental – preocupação dos pesquisadores

Este é o primeiro estudo que demonstrou que o uso de fio dental contendo PFAS, pode estar associado a uma maior carga corporal desses produtos químicos tóxicos.

Não se pode afirmar que apenas uma determinada marca de fio dental represente risco aos usuários. O que está em excesso em uma determinada marca, pode também estar em excesso em outras.
Novas pesquisas são necessárias e esperadas sobre esse tema. Espera-se também que um universo mais amplo de marcas de fio dental sejam utilizadas em próximos estudos.

Não se pode esquecer que o uso regular do fio dental é importante. E previne uma série de problemas odontológicos, inclusive o câncer de boca.

O que se pode até o momento destacar, é que os consumidores devam preferir os fios dentais que não contenham PFAS.

Mais do que nunca ficar atento às letras miúdas que informam a composição dos fios passou agora a ser algo relevante.

Fonte: Silent Spring Institute
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Novo tratamento para a periodontite

novo tratamento para a peridontite

Hastes biodegradáveis com antibiótico são a esperança de um novo tratamento para a periodontite.
Essa é a novidade trazida por pesquisadores do Instituto de Farmácia da Universidade Martin Luther.

Surge no horizonte como uma esperança de um melhor e novo tratamento para a periodontite.
É o que asseguram pesquisadores do Instituto de Farmácia da Universidade Martin Luther, Halle-Wittenberg (MLU).

Os pesquisadores se valeram de um ingrediente ativo já aprovado. Também já solicitaram registro de patente de seu invento.
É uma inovação e que poderá se transformar rapidamente em um novo tratamento da periodontite.
A vantagem principal em relação à terapia convencional é a redução dos efeitos colaterais.
Suas descobertas foram publicadas no International Journal of Pharmaceutics.

Periodontite – alta prevalência

A periodontite é uma doença periodontal causada por bactérias. O processo infeccioso ocasiona inflamação das gengivas.

Mais de 50% dos adultos na Alemanha desenvolvem periodontite ao longo de suas vidas. Isso se verifica especialmente na terceira idade.

Segundo as projeções, mais de dez milhões de alemães apresentam periodontite.
A função de barreira do organismo é seriamente comprometida pela periodontite. O que permite que mais substâncias nocivas e bactérias entrem no corpo.

A inflamação gerada afeta todo o corpo e é frequentemente causa de outras doenças. Patologias como males cardíacos e pneumonia, por exemplo.
No tratamento convencional da periodontite são realizados procedimentos de limpeza mecânica. E em seguida são prescritos antibióticos.
Os antibióticos são amplamente conhecidos por gerar desiquilíbrio da flora bacteriana intestinal.

Os efeitos colaterais comuns são diarreia, dor abdominal e náusea. Também podem surgir reações de hipersensibilidade, como vermelhidão e coceira na pele.
Há que se considerar também o risco do desenvolvimento de resistência ao antibiótico empregado. Esse também é um fator e um grande risco para o sucesso do tratamento.

Novo tratamento para a periodontite

O novo tratamento para a periodontite recentemente patenteado pelos pesquisadores alemães faz uso de hastes biodegradáveis.

O antibiótico empregado nessa haste age apenas localmente na boca e não em todo o corpo.
Os pesquisadores combinaram o antibiótico (minociclina) com um excipiente farmacêutico (estearato de magnésio). Ambos, antibiótico e excipiente, já haviam sido comprovados cientificamente.
Essa combinação se mostrou eficaz, e ao mesmo tempo mais estável.

novo tratamento para a periodontite

Hastes biodegradáveis

A liberação do antibiótico, no complexo formado, aconteceu de forma contínua e gradual.
A maneira mais prática e fácil de administrá-lo aos pacientes se deu através das hastes biodegradáveis.
Essas hastes são em sua essência polímeros de grau farmacêutico.

Esses polímeros foram trabalhados para produzir barras flexíveis (hastes) biodegradáveis contendo o antibiótico.
Essas hastes pequenas podem ser facilmente inseridas na bolsa gengival.
Como são decompostas pelo organismo, elas não precisam ser removidas após o tratamento.
As hastes se mostraram muito mais eficazes in vitro do que produtos anteriores.
Encontrou-se assim o equilíbrio adequado entre resistência e flexibilidade.
O desenvolvimento dessas hastes já se encontra em fase avançada. Segundo os pesquisadores, já seria possível sua produção em larga escala.

Fase de estudos clínicos

A rápida implementação em estudos clínicos é possível. Isso porque todos os ingredientes de grau farmacêutico já estão disponíveis no mercado.
As hastes também podem ser produzidas usando técnicas comprovadas. Isso para que possam estar prontas e inseridas no mercado em alguns poucos anos.
O desenvolvimento posterior da formulação e seu subsequente lançamento no mercado serão realizados pela PerioTrap Pharmaceuticals GmbH. É uma empresa administrada pela Fraunhofer IZI em Halle.

Fonte: ScienceDaily

 

 

 

 

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Como garantir o sucesso de uma clínica odontológica

sucesso de uma clínica odontológica

A organização adequada do consultório odontológico é fator decisivo para o sucesso de uma clínica odontológica. Isso não se restringe apenas ao gabinete odontológico, mas também a outros ambientes, como a sala de espera.

Outro aspecto fundamental para o sucesso de uma clínica odontológica é a sua localização. O fator localização é essencial para o crescimento do negócio. Um consultório bem localizado pode ser crucial e determinante do sucesso ou fracasso do empreendimento.

Outro aspecto fundamental para o sucesso de uma clínica odontológica é a organização do espaço interno. Projetar uma área que seja ao mesmo tempo atrativa para o paciente e funcional para os tratamentos realizados é também fundamental.

Seguem algumas sugestões de aspectos essenciais para se garantir o sucesso de uma clínica odontológica.

Sua localização – o primeiro passo para o sucesso de uma clínica odontológica

Deve-se ter em vista locais com grande fluxo de pessoas. Outros fatores essenciais são a facilidade de acesso e a visibilidade da clínica odontológica. Isso para que as pessoas não tenham qualquer dificuldade pra chegar ao consultório. É importante também optar por áreas com pouca concorrência. Ou seja, bairros e ruas com poucos consultórios odontológicos estabelecidos.

Devem ser evitadas áreas muito distantes do grande público ou de difícil acesso. Uma clínica odontológica situada numa área isolada acabará não atraindo muitos clientes.

Divisões internas adequadas

O sucesso de uma clínica odontológica irá depender muito da forma como suas áreas internas estejam devidamente segmentadas.
É fundamental que os ambientes estejam claramente diferenciados. Ou seja, as áreas destinadas à recepção e espera dos pacientes separadas daquela de realização dos procedimentos odontológicos.

Área de recepção

É o cartão de visitas da clínica. Ou seja, é aquela em que se dá as boas vindas ao paciente que busca atendimento odontológico.
É fundamental para o sucesso de uma clínica odontológica que se crie uma boa primeira impressão.

Dois aspectos essenciais a essa área são a organização e a limpeza.

Sala de espera

É uma área que se deve ter o cuidado para os mínimos detalhes. É fundamental que os pacientes se sintam em segurança e confortáveis. Recomenda-se que seja um espaço preferencialmente aberto para facilitar o seu acesso a partir da área de recepção.

Como nos demais ambientes, a decoração deve ser simples e harmoniosa, sem grande sobrecarga. Por exemplo, podem ser colocados quadros relaxantes e uma ou outra planta.

Quanto ao mobiliário, os assentos individuais são os mais recomendados, pois oferecem mais privacidade aos pacientes.

Uma música ambiente suave e relaxante também é altamente recomendável. O que pode tornar o ambiente mais harmonioso.

sucesso de uma clínica odontológica

Gabinete odontológico

É a área de trabalho do dentista. Assim, ela deve ser adequada aos seus gostos e necessidades.
A organização desta área poderá variar conforme o espaço disponível.

No caso de um ambiente amplo, podem ser planejadas unidades fechadas. Assim o paciente irá desfrutar de maior privacidade e segurança.
No entanto, isso poderá implicar em maiores investimentos tendo em vista a necessidade da aquisição de um equipamento para cada sala.

Para o caso de gabinetes abertos ou semiabertos, o investimento necessário será menor.
Isso porque existirão áreas de tratamento e mobiliário em comum com o natural compartilhamento de equipamentos.
No entanto, um ambiente assim tende a ser mais estressante para o paciente.

Salas de apoio

São áreas com acesso restrito aos funcionários e pessoal técnico da clínica odontológica.

Essas áreas podem ser divididas da seguinte forma:

Almoxarifado de materiais

Terá dimensões que poderá variar conforme o tamanho da clínica e da quantidade de pacientes atendidos. Ou seja, pode-se precisar de uma sala maior ou menor para a guarda de materiais odontológicos.
A disponibilização de materiais odontológicos de forma imediata garantirá o início imediato de qualquer tratamento. Além disso, também melhora o fluxo de trabalho e produtividade.

Vestiários

Sempre que possível, é adequado aos consultórios odontológicos dispor de uma sala como vestiário para o pessoal clínico.
Além de garantir maior privacidade aos funcionários, poderá influenciar no desempenho e evitar o risco de contaminações.

Sala de equipamentos

Muito aconselhável seria a existência de uma sala para equipamentos. Esse local poderia servir de abrigo aos compressores que assim ficariam isolados do restante da clínica.

O barulho gerado pelos aparelhos odontológicos é um dos fatores que mais estressa os pacientes. Deve-se fazer o possível para a sua eliminação.

Fonte: Dentaleader
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Fazer exercícios em jejum pode trazer muitos benefícios à saúde

Fazer exercícios em jejum pode trazer muitos benefícios à saúde

exercícios em jejum

Fazer exercícios em jejum logo pela manhã pode trazer muitos ganhos à saúde.
É o que um trabalho recente realizado durante seis semanas com trinta homens classificados como obesos ou sobrepeso demonstrou.

O estudo

Realizou-se uma comparação com dois grupos de intervenção. Aqueles que tomaram café da manhã antes da atividade física ou após os exercícios. Ambos foram comparados com os dados de um grupo controle. O grupo controle não realizou nenhuma alteração no estilo de vida.

Foram avaliados os níveis de glicose no sangue de todos os participantes da pesquisa.

Fazer exercícios em jejum – resultados animadores

Os voluntários que realizaram exercícios antes do café da manhã queimaram o dobro da quantidade de gordura do que o grupo que se exercitou após o café da manhã.

Mas afinal, por que motivo a queima de gordura corporal é maior quando se faz exercícios em jejum?

Os pesquisadores verificaram que o aumento do gasto de gordura estava relacionado diretamente aos níveis mais baixos de insulina durante o exercício.
O grupo que fez exercícios em jejum utilizou uma quantidade muito maior de gordura do tecido adiposo.
Essa gordura, uma vez dentro das células musculares, serviu como combustível para obtenção de energia.

Os benefícios do jejum

O trabalho foi desenvolvido com voluntários homens. A equipe de pesquisa pretende dar prosseguimento aos estudos numa nova etapa, mas desta vez com mulheres.

Os testes foram conduzidos por um curto espaço de tempo de apenas seis semanas. Em razão do pequeno intervalo de tempo não se observaram grandes diferenças na perda de peso corporal.
No entanto, os participantes que realizaram exercícios em jejum obtiveram as melhores respostas corporais à insulina. Os níveis de glicose sanguínea se mantiveram sob controle. Também diminuiu o risco de diabetes e doenças cardíacas.

Concluindo

Os resultados dessa pesquisa demonstraram que o momento em que se ingere alimentos em relação à prática da atividade física pode fazer grande diferença. A realização de exercícios físicos em jejum logo cedo pela manhã pode trazer mudanças muito positivas à saúde corporal.
O grupo de voluntários que realizou exercícios antes do café matinal aumentou grandemente sua resposta à insulina.

É interessante observar que a perda de peso entre os grupos se manteve semelhante assim como o nível de condicionamento físico.
O único diferencial foi a hora da ingestão de alimentos.
O verão é uma época do ano ideal pra se exercitar o corpo logo bem cedo. Fica a dica.

Fonte: Oxford Academic
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Obesidade e saúde bucal: existe uma conexão?

obesidade e saúde bucal

Será que a Obesidade e saúde bucal guardam alguma relação?
Essa é a pergunta que vamos tentar responder.

Em todo o mundo, a obesidade está se tornando um problema a cada dia mais grave e que preocupa os governos. Em muitos países é considerada uma epidemia.

Além disso, um estudo faz a correlação alarmante entre obesidade e saúde bucal.

Observou-se a presença de sinais claros de doença periodontal em indivíduos com um IMC (índice de massa corporal) superior a 30.

Tem-se que se considerar que existem alguns aspectos desse estudo que tornam as descobertas um pouco obscuras, como como gênero, idade, histórico de tabagismo e genética. Porém, existem várias razões para considerar a importância de uma mudança no estilo de vida.

A resposta pode estar na mesa

Os participantes do estudo que estavam no grupo obeso apresentaram níveis mais altos de consumo de alimentos açucarados. É bem sabido que alimentos doces estimulam a doença periodontal.

Quando a dieta é preenchida com todas essas calorias vazias, acaba não sobrando espaço no cardápio para alimentos que forneçam micronutrientes. Micronutrientes são importantes para a saúde da gengiva e para prevenção das cáries.
Observou-se uma relação entre o excesso de tecido adiposo e o aparecimento de doença periodontal entre os participantes. Extrapolando tal descoberta podemos acreditar que doenças periodontais sejam prevalentes em obesos. Tal relação corrobora a existência de uma relação entre obesidade e saúde bucal.

Obesidade e saúde bucal: dados da pesquisa

A saliva de um grupo de mulheres com um IMC entre 27 e 32 foi enviada para análise. O resultado apontou a presença de uma bactéria, Selenomonas noxia, em 98,4% das amostras.

Uma dieta com alto índice glicêmico está diretamente relacionada à presença dessa bactéria.
Alimentos com alto índice glicêmico são também mais frequentemente associados ao sobrepeso ou obesidade. Os carboidratos refinados estão no topo da lista, junto com os alimentos que já são açúcares.

Mudança no estilo de vida

Uma das maneiras mais rápidas de combater a prevalência dessa e de outras bactérias orais e a própria obesidade em si é fazer certas mudanças no estilo de vida.
Essas mudanças incluem a troca de alimentos que fermentam facilmente e são açucarados por outros não cariogênicos.

Alimentos não cariogênicos

Alimentos não cariogênicos são também chamados de cariostáticos.
Ou seja, são aqueles que protegem os dentes do aparecimento de cáries.

Seguem alguns exemplos desses alimentos:

1. Alimentos proteicos

Alimentos ricos em proteínas são as carnes em geral, peixes, ovos. Também podemos incluir as leguminosas e oleaginosas.
As proteínas auxiliam no fortalecimento do esmalte dentário. E também protegem da erosão dentária decorrente da ação da placa bacteriana, causadora da cárie.

2. Alimentos fibrosos

Tem como representantes os legumes, verduras e hortaliças. Algumas frutas também podem prevenir a formação de placa bacteriana, como a maçã. Porém, merecem alerta pela quantidade de açúcar (frutose).

Alimentos fibrosos ajudam a eliminar o biofilme da placa bacteriana por sua textura e densidade mais dura.
A mastigação de alimentos com fibra aumentam também o fluxo salivar. E a saliva tem efeito protetor contra as cáries.

3. Alimentos ricos em gorduras

As gorduras também não colaboram para o aparecimento de cáries.
Isso porque formam uma película oleosa nos dentes. Fazem parte desta categoria os laticínios não açucarados, como os queijos de cura, que também ajudam na elevação do pH. Um pH mais alcalino (alto) auxilia na prevenção da cárie.
Além disso, a caseína, proteína do leite, também ajuda na reparação do esmalte dos dentes.

4. Alimentos com xilitol

O milho é é um alimento rico em xilitol. O xilitol age estimulando o fluxo salivar. Isso promove uma melhor limpeza dos dentes, elevação do pH e neutralização dos ácidos causadores da cárie.

Conexão obesidade e saúde bucal – começa na infância

Um dos aspectos mais perturbadores desse estudo é a revelação de a ligação obesidade e saúde bucal começa na infância.

Um estudo constatou que os adolescentes que se enquadram nas categorias de sobrepeso e obesidade têm um número maior de cáries do que aqueles considerados com IMC normal.

Outros estudos, no entanto, não encontraram uma ligação entre o IMC e a cárie em crianças. Isso coloca uma levanta dúvidas em vincular a saúde bucal à obesidade em crianças.

No entanto, existem estudos que demonstraram que uma dieta rica em açúcar e carboidratos refinados afeta tanto a higiene dental quanto o nível de obesidade em crianças.

A educação, portanto, é um componente importante na manutenção geral da saúde bucal e na manutenção da massa corporal dentro dos limites normais.

Para aqueles que lutam contra a obesidade saber da existência dessa conexão pode ser um estímulo extra para se mudar a dieta e o estilo de vida.

Embora os estudos ainda não sejam conclusivos, ficar atento em relação ao consumo de açúcar e carboidratos refinados é fundamental.
Uma dieta saudável pode reduzir a presença de bactérias nocivas na boca. E também colaborar para a redução do peso corporal.

Fontes: NCBI, Vix
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Células-tronco dentais podem gerar células de outros tecidos

Células-tronco dentais podem gerar células de outros tecidos

células-tronco dentais

Um estudo recente trouxe evidências de que células-tronco dentais são capazes de gerar células de outros órgãos. Na pesquisa em foco, as células-tronco dentais de ratos geraram dutos mamários. Posteriormente, foram transplantadas para glândulas mamárias.
É uma técnica que futuramente poderá ser utilizada para regeneração de tecidos pós-cirurgia em pacientes com câncer de mama.

A capacidade das células-tronco adultas de gerar células específicas de outros tecidos é de grande interesse no âmbito da odontologia e medicina.

Essas células podem vir a substituir células danificadas. Assim, representam uma boa alternativa aos tratamentos médicos clássicos para regeneração de tecidos. Isso poderá até permitir a formação de tecidos novos e até órgãos inteiros no futuro.

Células-tronco dentais com capacidade regenerar glândula mamária

As células-tronco dentais são capazes de gerar todos os tipos de células epiteliais dos dentes.
No entanto, até o momento não estava claro se essas células também poderiam produzir populações celulares não dentais.

Num artigo recente publicado na revista Cell, uma equipe de pesquisadores o Instituto de Biologia Oral da Universidade de Zurique (UZH), mostrou ser essa uma possibilidade real.

Foi a primeira vez em que células-tronco dentais isoladas dos incisivos em crescimento contínuo de ratos jovens se mostraram realmente capazes de formar glândulas mamárias em ratos fêmeas.

A pesquisa

Num primeiro conjunto de experiências, após a remoção de todas as células de origem mamária, as células-tronco dentárias e as células epiteliais mamárias foram injetadas diretamente nas áreas onde as glândulas mamárias normalmente se desenvolvem.

Os pesquisadores usaram ferramentas genéticas, moleculares e de imagem avançadas. Tais ferramentas permitiram o acompanhamento preciso das células-tronco dentais transplantadas na camada de gordura da glândula mamária dos animais.

Os resultados mostram que as células-tronco dentais contribuem para a regeneração das glândulas mamárias e são capazes de gerar todas as populações de células mamárias.
E o que é mais impressionante, foram capazes de recuperar as células produtoras de leite.

Este trabalho demonstra a excepcional plasticidade das células-tronco dentárias para gerar não apenas tecidos dentários, mas também outros tecidos do corpo.

Estas descobertas representam uma importante contribuição para a compreensão dos mecanismos celulares e moleculares envolvidos na capacidade regenerativa das células-tronco dentais.

Além disso, indicam o potencial clínico dessas populações específicas de células-tronco.

As terapias baseadas em células-tronco podem ser usadas para regeneração do tecido mamário.

Aqui no blog Dentalis apresentamos recentemente um artigo muito interessante sobre a obtenção de células-tronco a partir da polpa da raiz do dente.

Pesquisa – segunda etapa – resultados

Num segundo conjunto de experiências, as células dentais foram injetadas sozinhas, sem células epiteliais mamárias.

Nesse caso, as células-tronco dentais também foram capazes de formar pequenos sistemas de ductos que consistem em rudimentos ramificados.

No entanto, em alguns casos, isso resultou na formação de cistos.

Células-tronco dentais – Plasticidade

Essa plasticidade pode ser única para células-tronco dentais, uma vez que todas as outras células epiteliais não mamárias examinadas até agora nunca haviam demonstrado capacidade de gerar ductos mamários sem o apoio das células epiteliais mamárias.

Câncer de mama – possibilidade de tratamento

Uma das condições patológicas mais graves é o câncer de mama, que geralmente é tratado com cirurgia.

A descoberta de que as células-tronco dentais são capazes de substituir as células da glândula mamária abre novos caminhos. Inclusive para o desenvolvimento de terapias baseadas em células-tronco que poderiam ser usadas para a regeneração das mamas no futuro.

Fonte: University of Zurich
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Dicas de como evitar o aparecimento de manchas de vinho nos dentes

Dicas de como evitar o aparecimento de manchas de vinho nos dentes

manchas de vinho nos dentes

Por que os dentes de algumas pessoas ficam manchados depois de beber vinho tinto?
E como você pode evitar a ocorrência de manchas de vinho nos dentes durante as festas de final de ano?

A natureza do vinho e o esmalte dos dentes

A resposta está na relação entre a natureza do vinho e o esmalte dos dentes.

Quando se bebe vinho tinto nos defrontamos com uma ameaça tripla à brancura dos dentes.
A começar pelas antocianinas, que são os pigmentos das uvas que dão ao vinho tinto sua cor. Depois os taninos, que ajudam a fixar o pigmento nos dentes. E, finalmente a própria acidez presente no vinho, que acaba tornando o esmalte mais poroso e mais fácil para a fixação da mancha.

As características particulares do esmalte e a tendência à formação de placas também tem tudo a ver com o grau e incidência de mancha dos dentes .

Como evitar o aparecimento de manchas de vinho nos dentes

  • Escove antes, mas não imediatamente depois, de beber o vinho.
    Como a placa pode ser afetada pela coloração do vinho, os dentes devem ser escovados 30 minutos antes de beber. Detalhe: mas não logo depois, pois a pasta de dente pode aumentar o ataque químico;
  • Não beba vinho branco antes do vinho tinto. A acidez extra do vinho branco pode exacerbar a mancha;
  •  Beba água enquanto bebe vinho. O contato da boca com água, que não é básica nem ácida, depois de beber vinho ajuda a reduzir a acidez do vinho e estimula o fluxo de saliva. Isso é fundamental no combate a bactérias nocivas e na manutenção do pH ideal na boca.
  •  Mastigar alimentos é igualmente importante porque também estimula a saliva. O queijo é ideal para acompanhar o vinho, pois estimula a saliva e reduz a acidez do vinho.
  • Realize limpezas dentárias (profilaxias) regularmente com seu dentista para a saúde do esmalte dental.
    As limpezas podem ajudar a remover a placa bacteriana, uma substância ácida, que danifica o esmalte dos dentes.
    A não remoção das placas, pode resultar em cáries.

Neste outro artigo você encontrará dicas de como evitar o aparecimento de manchas pretas nos dentes.

 

Neste outro artigo você encontrará dicas de como evitar o aparecimento de manchas pretas nos dentes.

Fonte: MedicalXpress
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Um aplicativo para determinar a cor dos dentes

Um aplicativo para determinar a cor dos dentes

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Um aplicativo que lhe permita determinar a cor dos dentes dos seus pacientes. Já imaginou o quanto útil seria?
Pois saiba que esse aplicativo já existe.

Numa restauração dentária a determinação correta da cor dos dentes é um passo fundamental.
Isso porque após a sua determinação, a cor dos dentes é repassada ao laboratório. E essa é uma etapa essencial para o sucesso do tratamento.

Falando em cor dos dentes, aproveito para convidá-los a ler este artigo sobre facetas dentárias, publicado recentemente aqui no blog Dentalis.

Determinação da cor dos dentes – processo desafiador

A determinação da cor dos dentes requer perícia juntamente com o domínio de inúmeras variáveis. É um processo desafiador à medida em que depende da fonte de luz empregada, o dente em si, e o olhar clínico do dentista.

A escolha inadequada da tonalidade dos dentes costuma ser a segunda maior causa de repetições no laboratório, o que acaba aumentando os custos e a ineficiência do tratamento.
Além disso, o processo atual é gerador de estresse desnecessário para o dentista e o paciente.

A escolha da cor dos dentes

A escolha da cor dos dentes ainda é considerada um processo bastante subjetivo.

A meta dos desenvolvedores foi criar um aplicativo mais sistemático. Ou seja, que pudesse determinar a cor dos dentes de forma mais objetiva e padronizada.

cor dos dentes

O aplicativo

Seu nome é SmileShade.
Tem a capacidade de se conectar a um escâner por Bluetooth.
Com o uso desse aplicativo é possível em apenas 2 segundos aferir a tonalidade do dente. A partir dessa informação, o aplicativo cria uma imagem através da cor detectada. Essa imagem, por sua vez, é transformada em um arquivo. A esse arquivo poderão ser acrescentadas notas e ser feito o upload para as nuvens ou enviado por e-mail para o laboratório.
A boa notícia é que é um aplicativo gratuito. As más notícias são que para funcionar depende da conexão com um escâner colorido e se encontra no momento disponível apenas na loja virtual da Apple para iPads.

O universo de aplicativos móveis

Os aplicativos móveis para dentistas vem ganhando cada vez mais espaço e crescendo em variedade de opções. A Dentalis, sempre ligada nas tendências mais recentes, já faz parte desse universo através do seu aplicativo Dentalis Mobile.
É um aplicativo que possibilita o gerenciamento remoto da clínica ou consultório odontológico.
Além disso, uma vez tendo o Dentalis Net instalado na clínica, ele possibilita ao dentista o controle da agenda, preenchimento de planos de tratamento e realização de procedimentos. E tudo através do celular.
Convido vocês todos também a conhecerem a ótima agenda da Dentalis. É totalmente grátis.

O que vem por aí – Detecção do câncer de boca

Recentemente, um grupo de pesquisadores da Universidade de Kingston e da Universidade de Malaya nos presentearam com uma ótima notícia.

Eles confirmaram o recebimento de um financiamento para desenvolver um novo aplicativo com inteligência artificial. Este com capacidade para detectar os sinais precoces de câncer de boca.
E como sabemos, a detecção precoce do câncer poderá salvar muitas vidas. É algo a ser celebrado. Vamos torcer pelo sucesso dessa pesquisa.

Fontes: Dentistry Today, Saúde Oral
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O que mais causa a erosão dos dentes?

erosão dos dentes

Algumas pessoas consomem alimentos ácidos e tem erosão dos dentes. Outros consomem os mesmos alimentos e não sofrem desse mal. Por que isso acontece?

Segundo pesquisadores do King’s College London não é apenas o que se come ou bebe, mas a forma como se come e bebe que aumentam as chances de desenvolver o problema.

A erosão dental é um problema sério e que já foi tema de uma postagem anterior aqui no blog Dentalis.

Desgaste dos dentes

Pesquisas anteriores já evidenciaram que o desgaste dos dentes afeta cerca de 30% dos adultos europeus.
Bebidas doces e ácidas desestabilizam o esmalte dental, gerando desgaste dos dentes.
Isso pode levar a alterações tanto na forma quanto na aparência dos dentes.
Também podem se tornar sensíveis ao comer ou beber alimentos e bebidas frias.

Na pior das hipóteses, a estrutura do dente pode se desgastar gradualmente.
O desgaste severo dos dentes por erosão reduz a qualidade de vida. Além disso, pode significar a necessidade de procedimentos complexos e caros.

O desgaste dos dentes é em essência evitável. Mudanças nos hábitos de consumo podem ajudar a impedir que as pessoas deem início a esse processo ou o agravem.

Entre ou durante as refeições – pode fazer diferença

Comer e beber alimentos e bebidas ácidas, principalmente entre as refeições, apresenta maior risco.

Consumir bebidas ácidas duas vezes ao dia entre as refeições, como refrigerantes, sucos adoçados ou chás com sabor de frutas quentes são causa de problemas.

Isso porque a pesquisa demonstrou ser 11 vezes maiores as chances de seus consumidores apresentarem erosão dentária moderada ou grave.

Este valor foi reduzido pela metade quando as bebidas foram consumidas durante refeições.

Poder erosivo

Os pesquisadores também identificaram uma variedade de alimentos, bebidas e medicamentos com grande potencial erosivo.

Os principais dentre eles eram as bebidas que adicionavam frutas ou aromas a frutas.
A equipe relatou que a adoção de frutas ou seus aromas elevou o potencial erosivo da bebida. Isso à ponto de colocá-las em pé de igualdade com as bebidas com cola.

Alimentos causadores de erosão dos dentes

  •  Os refrigerantes sem açúcar são tão erosivos quanto suas versões açucaradas;
  •  Chás com sabor de frutas adoçados, pastilhas ou medicamentos com sabor de fruta têm grande potencial erosivo quando consumidos regularmente;
  •  Beber como se estivesse bochechando o líquido na boca antes da deglutição aumenta o risco de erosão dentária. Isso porque aumenta a duração e / ou força do contato entre a bebida ácida e a superfície dos dentes;
  • O aumento de pacientes com erosão dentária pode estar associado a mudanças nos padrões de alimentação. Seja pelo consumo de lanches rápidos ou bebidas ácidas doces;
  • As bebidas têm maior probabilidade de causar erosão dentária quando servidas quentes;
  • Vinagres e produtos em conserva também podem levar à erosão dos dentes.

A maioria das pessoas consome alimentos e bebidas ácidas diariamente, mas nem todos sofrem erosão dos dentes. Isso demonstra a importância da maneira como esses alimentos são consumidos.

Os pesquisadores descobriram que algumas pessoas têm hábitos que aumentam a duração e o contato dos ácidos com os dentes.

Os provadores de vinho, por exemplo, agitam e mantêm o vinho na boca por períodos prolongados e várias vezes ao dia. Enquanto motoristas de caminhão ou jogadores de vídeo game costumam saborear bebidas ácidas por períodos de tempo prolongados.

É sabido que uma dieta ácida está associada ao desgaste por erosão dos dentes. No entanto, o que ficou evidenciado foi a importância da forma como os alimentos e bebidas ácidas são consumidos.

O que se pode fazer

Com o aumento da prevalência de desgaste por erosão dos dentes, é de vital importância que abordemos esse aspecto com os pacientes. Pois é algo que pode perfeitamente ser evitável.

Reduzir a ingestão de alimentos ácidos na dieta pode ser essencial para retardar a progressão ou mesmo evitar a erosão dos dentes.

Embora a mudança de comportamento possa ser difícil de alcançar, intervenções comportamentais específicas e direcionadas podem ser bem-sucedidas.

erosão dos dentes

Qual e ligação entre a obesidade e o desgaste dos dentes?

Pesquisa recente descobriu o elo que liga a obesidade e o desgaste dos dentes.
Bebidas ácidas, como refrigerantes, foram apontados como o grande vilão por trás dessa estranha conexão.

Cientistas do King’s College London descobriram entre a obesidade e o desgaste dos dentes uma ligação direta.

Também verificaram que o aumento do consumo de refrigerantes açucarados pode ser uma das principais causas da erosão do esmalte e da dentina em pacientes obesos.

A pesquisa

Foram analisados dados de uma amostra 3.541 pacientes nos Estados Unidos.
O IMC dos pacientes e o nível de desgaste dentário foram as medidas de exposição e resultado na análise. A ingestão de bebidas ácidas adoçadas com açúcar foi registrada por meio de duas entrevistas não-consecutivas de recordação de 24 horas. Nelas, os pacientes foram solicitados a fornecer detalhes do consumo de alimentos nesses dois dias.

A acidez das bebidas, como refrigerantes e sucos adoçados de frutas, é o que se mostrou responsável pelo desgaste dos dentes. É o que assegurou um dos pesquisadores do King’s College de Londres.

Obesidade e o desgaste dos dentes

Nas primeiras posições estão as cáries dentárias e as doenças gengivais. Em seguida o desgaste dentário compõe a tríade de problemas dentários mais importantes no dia a dia da odontologia.
O estudo aponta para uma forte relação entre a obesidade e o desgaste dos dentes. Isso por conta do consumo de bebidas doces e ao mesmo tempo ácidas ser bem comum entre obesos. Outros fatores de risco como refluxo gastroesofágico foram descartados da pesquisa.

Importante para os dentistas

Pacientes obesos, acostumados ao consumo de bebidas ácidas e açucaradas, precisam estar cientes dos riscos. Essas bebidas podem causar danos não só ao corpo, mas também aos dentes.

Há também uma mensagem importante para os dentistas.
Devemos questionar os pacientes obesos sobre seus hábitos alimentares.
Importante alertá-los da relação entre a obesidade e o desgaste dos dentes relacionado ao consumo de bebidas doces e ácidas. E como já vimos também anteriormente aos chás de frutas nesse caso como causadores de erosão dos dentes.

Pequenas mudanças na dieta de hábitos aparentemente inocentes podem ter sérias repercussões na saúde dos pacientes.

Fontes: Kings College London, MedicalXpress

 

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