Saiba tudo sobre a mononucleose, a doença do beijo

Saiba tudo sobre a mononucleose, a doença do beijo

mononucleose

Também conhecida como doença do beijo, a mononucleose é uma doença viral muito comum no período do carnaval.

A mononucleose é causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV). O EBV é da família do vírus da família do herpes. Não é uma simples virose.

Geralmente ocorre em adolescentes, mas pode atingir qualquer um em qualquer idade.
O vírus se espalha pela saliva, e é por isso que muitos se referem a ele como “a doença do beijo”.

Mononucleose – Principais sintomas

A mononucleose foi descrita pela primeira vez em 1889.
Seus principais sintomas são febre alta, glândulas linfáticas inchadas no pescoço e axilas, dor de garganta e dor nas articulações.
Sensação de fraqueza muscular também é um sintoma que costuma ser relatado.

A febre geralmente varia entre 39 °C 40 °C e pode durar de uma a duas semanas.
Há relatos de dor de garganta em mais de 85% dos pacientes.

Mononucleose – transmissão

O EBV é transmitido através do contato direto com a saliva da boca de uma pessoa infectada ou outros fluidos corporais, como sangue. Também se espalha por contato sexual e transplante de órgãos.

A contaminação pode acontecer por tosse ou espirro, beijando ou compartilhando alimentos ou bebidas com alguém que tem mononucleose.

Pode acontecer dos sintomas passarem despercebidos pela pessoa infectada.

Mononucleose – tempo de incubação

O período de incubação do vírus é o período entre o momento em que a infecção é contraída e o início dos sintomas. Geralmente, leva de 4 a 8 semanas para que os sintomas se desenvolvam após a infecção.

Frequentemente, a mononucleose é precedida por três a cinco dias de alguns indícios sintomáticos, como dores de cabeça, fadiga e dores musculares.

A mononucleose pode continuar a ser contagiosa por 3 meses ou mais após o aparecimento dos primeiros sintomas.

Vírus Epstein-Barr

O vírus Epstein-Barr (EBV) é um membro da família herpes. É um dos vírus mais comuns causadores de infecção em seres humanos por todo o mundo. Uma vez a pessoa tendo sido infectada pelo EBV, ele permanece inativo no corpo pelo resto da vida.
Em casos raros, pode se reativar.

Pesquisadores tem investigado possíveis ligações entre o EBV e alguns tipo de câncer e doenças autoimunes.

Pessoas mais expostas a riscos de contaminação pelo EBV

Os grupos a seguir apresentam um risco maior de desenvolver mononucleose:

  • jovens entre 15 e 30 anos;
  • estudantes;
  • médicos residentes;
  • pessoal de enfermagem;
  • cuidadores;
  • usuários de medicamentos para supressão do sistema imunológico (pacientes transplantados).

Qualquer pessoa que regularmente entre em contato próximo com um grande número de pessoas corre um risco maior para a mononucleose.

É por isso que estudantes do ensino médio e universitários são frequentemente infectados.

Mononucleose – diagnóstico

Numa consulta médica, normalmente o profissional irá perguntar há quanto tempo a pessoa vem apresentando sintomas.

A idade é um dos principais fatores para o diagnóstico de mononucleose, juntamente com os sintomas mais comuns já citados.
O médico irá verificar a temperatura do indivíduo bem como as glândulas do pescoço, axilas e virilhas.
Também poderá verificar a parte superior esquerda do estômago para determinar se o baço se encontra aumentado.

O médico poderá solicitar um hemograma completo. Este exame de sangue ajudará a determinar a gravidade da doença. Irá possibilitar saber os níveis de várias células sanguíneas. Por exemplo, uma alta contagem de linfócitos geralmente é indicativo de uma infecção.

Uma contagem elevada de glóbulos brancos não pode confirmar uma infecção por EBV. Porém, o resultado sugere que é uma forte possibilidade.

Testes de laboratório

Os testes de laboratório são a segunda parte do diagnóstico médico.

Teste monospot

Uma das maneiras mais confiáveis de diagnosticar a mononucleose é o teste monospot. Esse exame de sangue detecta anticorpos que o sistema imunológico produz em resposta a elementos nocivos.

O monospot é um teste que não procura anticorpos específicos para o EBV.
Em vez disso, o teste determina os níveis de outro grupo de anticorpos que o corpo produz no caso de infecção por EBV.
Estes são chamados de anticorpos heterófilos.

Os resultados deste teste são os mais consistentes quando são realizados entre 2 e 4 semanas após o aparecimento dos sintomas.
Nesse período existem quantidades suficientes de anticorpos heterófilos para desencadear uma resposta positiva confiável.

Este teste nem sempre é totalmente preciso, mas é rápido. Os resultados geralmente ficam disponíveis em uma hora ou menos.

Teste de anticorpos EBV

Se o teste monospot der negativo, o médico poderá solicitar um teste de anticorpos EBV.
Este exame de sangue busca anticorpos específicos para o EBV.
É um teste com capacidade de detecção do EBV desde a primeira semana de aparecimento dos sintomas.
No entanto, a liberação dos resultados é mais demorado.

mononucleose

Mononucleose – tratamento

Não há tratamento específico para mononucleose. O médico pode prescrever um medicamento corticosteroide para reduzir a inflamação da garganta e amígdalas.
Os sintomas geralmente desaparecem sozinhos em 1 a 2 meses.
O médico deve ser comunicado pelo paciente no caso da piora dos sintomas ou no caso de dor abdominal intensa.

Remédios caseiros

O tratamento em casa visa aliviar os sintomas. Isso inclui o uso de medicamentos de venda livre (OTC) para reduzir a febre. São aconselháveis também a adoção de técnicas para alívio da dor de garganta, como gargarejos com água e sal.

Outras medidas caseiras que podem ajudar a aliviar os sintomas:

  • repousar bastante;
  • aumentar a hidratação, preferencialmente pela ingestão de água;
  • ingestão de caldo de galinha quente;
  • fortalecer o sistema imunológico através do consumo de alimentos anti-inflamatórios e ricos em antioxidantes. Isso inclui vegetais de folhas verdes, maçã, arroz integral e salmão;
  • uso de medicamentos de venda livre para controle da febre, como o paracetamol.

Não se administra aspirina a crianças ou adolescentes, pois isso pode levar à síndrome de Reye.
Essa síndrome é um distúrbio raro que pode causar danos cerebrais e hepáticos.

Mononucleose – complicações

A Mononucleose normalmente não é uma doença grave.
Em alguns casos, as pessoas que sofrem de mononucleose apresentam infecções secundárias. Exemplos: infecções na garganta, infecções nos seios nasais ou amigdalite.

Em casos raros, algumas pessoas podem desenvolver as seguintes complicações:

Baço aumentado

Em caso de comprometimento do baço, o indivíduo deve esperar ao menos 1 mês antes de realizar qualquer atividade vigorosa. O que inclui levantar objetos pesados ou praticar esportes de contato. Isso tudo para evitar o rompimento do baço, que pode estar inflamado pela infecção. O baço rompido em pessoas com mononucleose é raro, mas é uma emergência com risco de morte.

A ruptura do baço apresenta sinais característicos como dor aguda e repentina na parte superior esquerda do abdômen.

Hepatites

Ocasionalmente, podem ocorrer hepatites ou icterícia (amarelamento da pele e dos olhos) em indivíduos com mononucleose.

Complicações raras

De acordo com a Clínica Mayo, a mononucleose também pode causar algumas dessas complicações extremamente raras:

  • anemia, caracterizada pela diminuição na contagem de glóbulos vermelhos;
  • Trombocitopenia, que é uma diminuição das plaquetas, fundamentais ao processo de coagulação;
  • miocardite;
  • complicações relacionadas ao sistema nervoso, como meningite ou síndrome de Guillain-Barré;
  • amígdalas inflamadas a ponto de poderem obstruir a respiração.

Sintomas de longo prazo

Sintomas relacionados à mononucleose como fadiga, febre e dor de garganta geralmente duram algumas semanas.
Em casos raros, os sintomas podem surgir meses ou até anos depois.

O EBV, que geralmente é causador da mononucleose, permanece no corpo pelo resto da vida.
Geralmente está em estado inativo, mas o vírus pode se reativar.

Mononucleose em adultos

A mononucleose afeta principalmente as pessoas na adolescência e na década dos 20 anos.
Ocorre menos em adultos com mais de 30 anos de idade. Os adultos mais velhos com mononucleose geralmente têm febre, mas podem não ter outros sintomas, como dor de garganta, linfonodos inflamados ou aumento de volume do baço.

Mononucleose em crianças

As crianças podem se infectar com o EBV através do compartilhamento de utensílios ou copos ou por estarem perto de uma pessoa infectada que tosse ou espirra.

Crianças podem apresentar apenas sintomas leves. Sintomas como uma dor de garganta. Assim, uma mononucleose pode não ser diagnosticada.
Crianças com mononucleose devem lavar as mãos com frequência, principalmente após espirrar ou tossir.

Mononucleose em crianças muito pequenas

A maioria das pessoas se infecta com o EBV no início da vida.
As crianças pequenas podem ser infectadas pelo EBV através do compartilhamento de utensílios de cozinha ou copos.
Elas também podem ser infectadas ao colocar brinquedos na boca compartilhados com crianças portadoras de mononucleose.

A presença de febre e dor de garganta, pode acabar sendo confundida com resfriado ou gripe.

Mononucleose recorrente

Em casos raros, a mononucleose pode levar a uma condição crônica da doença. Esta é uma condição séria na qual os sintomas da mononucleose persistem por mais de 6 meses.

Conclusão

Os sintomas da mononucleose raramente duram mais de 4 meses.
A maioria dos indivíduos que têm mononucleose se recupera dentro de 2 a 4 semanas.
O EBV estabelece permanece inativo por toda a vida nas células do sistema imunológico do corpo.
Em alguns casos muito raros, as pessoas portadoras do vírus podem vir a desenvolver o linfoma de Burkitt ou o carcinoma nasofaríngeo.
Ambos são cânceres raros.
O EBV parece desempenhar um papel no desenvolvimento desses cânceres.
No entanto, o EBV provavelmente não é a única causa.

Fontes: USPharmacist, Healthline, Mayo Clinic
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A saúde mental pode ter ligação com a saúde bucal?

saúde mental

Uma inesperada conexão foi descoberta: a boa saúde mental tem ligação com a boa saúde bucal.

Pode ser uma surpresa, mas a saúde mental está intimamente relacionada à saúde bucal.

Questões como depressão, estresse e ansiedade podem afetar seus dentes e vice-versa.

Não ter o alinhamento correto, por exemplo, pode causar uma variedade de problemas de saúde, como distúrbio da ATM, dores de cabeça, enxaquecas, dores no corpo, dor cervical, dor lombar. E por sua vez, podem causar sofrimento psicológico à pessoa que sofre desses distúrbios.

De acordo com a National Health and Nutrition Examination Survey, quase dois terços das pessoas diagnosticadas com depressão relataram ter dor de dente.

Ao mesmo tempo metade de todos os indivíduos clinicamente deprimidos pesquisados classificaram a condição de seus dentes como regular ou ruim.

Há também uma ligação bastante forte entre a doença gengival e problemas de saúde mental. Aqueles com problemas como depressão e ansiedade precisam tomar cuidado extra ao adotar uma rotina de higiene dental. Isso para garantir uma saúde bucal adequada.

Saúde mental prejudicada – Saúde bucal ruim – Causas

A razão mais comum por trás de problemas de saúde bucal em pacientes com saúde mental ruim é o efeito comportamental do estresse e da ansiedade.

Pode ser difícil ter a disciplina para seguir uma rotina rigorosa de atendimento odontológico ao enfrentar uma condição de saúde mental. Quando os problemas literalmente sobem à cabeça tudo fica mais difícil.

E por isso que é tão importante dedicar um tempo à autorreflexão, e encontrar assim a energia necessária para colocar nas tarefas diárias. Inclusive o cuidado com os dentes e a boa saúde bucal.

Pessoas deprimidas também são mais propensas a ter dietas prejudiciais e pular visitas ao dentista.

O estresse também pode ter efeitos fisiológicos no corpo. Os picos no hormônio do estresse, o cortisol, enfraquecem o sistema imunológico.

Isso facilita a invasão de bactérias pelas gengivas e os processos inflamatórios.

Certos antidepressivos e medicamentos ansiolíticos podem causar boca seca (xerostomia). Assim a saliva não está disponível para limpar os restos de comida depois das refeições.

Aqueles com ansiedade severa às vezes exibem sintomas como aftas e ranger de dentes. Ambos são prejudiciais à saúde bucal, com efeitos a curto e longo prazo. No caso de ranger de dentes (bruxismo), os pacientes podem desgastar permanentemente os molares essenciais e causar danos irreparáveis ​​ao esmalte protetor.

Como cuidar de seus dentes

É difícil para quem sofre de depressão e ansiedade estabelecer uma rotina de saúde bucal.

Porém, é essencial fazer isso para manter os dentes e gengivas saudáveis.

Todos os indivíduos devem procurar escovar os dentes após as refeições e não esquecer o uso do fio dental.

Também é uma boa ideia usar enxaguatório bucal para ajudar na remoção dos detritos e eliminação de bactérias nocivas.

Para não esquecer dos cuidados com a saúde bucal o uso de recursos tecnológicos também pode ajudar. Por exemplo, se valer de uma agenda no celular com alarmes periódicos alertando o usuário para a necessidade de cuidar da higiene bucal. Isso ajuda no estabelecimento e concretização de rotinas saudáveis.

Doença periodontal

Quando alguém falha em cuidar dos dentes, geralmente resulta em doença periodontal.

Esse grave problema de saúde bucal é a forma mais avançada de doença gengival.

Os primeiros sintomas da doença gengival são que as gengivas sangram quando você as escova e podem estar inflamadas.

A doença gengival progride com a falta de atendimento odontológico adequado.

As bactérias na boca e a inflamação trabalham para destruir as gengivas, os suportes estruturais para os dentes e o maxilar. Como resultado os dentes podem eventualmente se soltar e depois cair.
A boca seca permite que as bactérias se multipliquem mais rapidamente e criem mais danos.

Uma vez iniciada a periodontite, o tratamento odontológico é necessário para interromper seus efeitos nocivos.

Quando alguém tem uma doença mental, é importante que a pessoa faça tratamentos e exames dentários regulares para manter a periodontite sob controle.

Quanto mais espaçadas forem as consultas, maior o dano.

Se os pacientes fumam e bebem, o dano ocorre ainda mais rapidamente.
Fumar e beber também irá retardar o processo de cicatrização quando o trabalho odontológico for realizado.

Fontes: wknd, ToothHQ
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Tratamento com vários antibióticos pode aumentar resistência bacteriana

resistência bacteriana

Tratar uma infecção com mais de um antibiótico pode acabar aumentando a resistência bacteriana aos antimicrobianos.

É o que uma equipe de pesquisadores da Universidade Hebraica e do Centro Médico Shaare Zedek evidenciaram.

Em um trabalho publicado na revista Science, os pesquisadores detalham como chegaram a essa conclusão.

A ciência já demonstrou que, ao longo dos últimos anos, a resistência bacteriana a antimicrobianos tem aumentado muito.

Em infecções resistentes e na busca de uma cura os especialistas prescrevem vários antibióticos na esperança de que um deles elimine a bactéria causadora.

Resistência bacteriana em alta

O que essa pesquisa demonstra é que essa prática pode acabar piorando o quadro a longo prazo.
Isso porque a combinação de vários antimicrobianos pode levar a um aumento da resistência bacteriana.

O que antes era a resistência a um determinado antibiótico, agora pode se verificar com outros mais.

O estudo

Para investigar a questão, os pesquisadores estudaram um paciente com uma infecção sanguínea causada pela bactéria Staphylococcus aureus.

O paciente recebeu vancomicina e, quando isso não resolveu, os médicos adicionaram rifampicina. Após oito dias, os médicos substituíram a vancomicina por daptomicina.

Enquanto o paciente estava sendo tratado, os pesquisadores coletaram amostras de sangue para determinar como o tratamento estava funcionando.

Isso também permitiu que os pesquisadores testassem o nível de tolerância das bactérias individualmente e diretamente contra todos os medicamentos usados para tratar o paciente.

Eles relatam que, depois ter administrado ao paciente a combinação de antimicrobianos, as bactérias foram mortas mais lentamente pela daptomicina.

Eles observam que uma redução na velocidade de eliminação indica um passo evolutivo em direção à resistência bacteriana.

Os pesquisadores também realizaram testes adicionais diante de outros tipos de infecções. E foram observados os mesmos resultados.

Combinações de vários antibióticos – aumento da resistência bacteriana

A administração de antibióticos combinados na prática médica está fazendo com que os micróbios desenvolvam maior resistência bacteriana.

Em uma nova etapa da pesquisa, os especialistas planejam estudar o efeito em pacientes infectados com diferentes tipos de bactérias.

resistência bacteriana

Em busca de caminhos para vencer a resistência bacteriana

Afinal, como uma superbactéria se adapta para resistir a um antibiótico de última geração?
É o que pesquisadores da Universidade Rice e do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas –  – vêm tentando descobrir.

Eles realizaram experimentos para rastrear as mudanças bioquímicas que os Enterococos resistentes à vancomicina (VRE) sofreram quando se adaptaram para combater outro antibiótico, a daptomicina.

A questão chave é prever como essas bactérias irão adquirir resistência aos antibióticos. O objetivo é ficar um passo a frente delas.

Uma batalha que pode salvar a vida de milhões

Em 2014, a Organização Mundial da Saúde informou que as infecções resistentes a antibióticos estavam num ritmo tal que poderiam ocasionar 10 milhões mortes ao ano em todo o mundo até 2050. É como já registramos aqui no blog, o assunto é grave e essa é uma batalha de toda a humanidade em favor da vida.

Bactéria enterococos resistentes à vancomicina (VRE) e outras

De acordo com os Centros de Controle de Doenças dos EUA, a VRE é uma das principais ameaças de resistência a antibióticos do país. O CDC estima que o VRE infectará cerca de 20.000 pessoas nos EUA este ano e matará 1.300 delas.

A daptomicina, um antibiótico que foi disponibilizado pela primeira vez em 2003. É um dos últimos medicamentos que os médicos podem usar para combater superbactérias multirresistentes como o VRE, Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) e enterococos resistentes a glicopeptídeos (GRE).

Infelizmente, as autoridades de saúde documentaram casos de resistência bacteriana à daptomicina já em 2005, e o número de casos vem aumentando em todo o mundo.

Novas estratégias

Ao entender como essas bactérias adquirem resistência, pode-se desenvolver novas estratégias de tratamento ou novos ‘co-medicamentos’ que bloqueiem o ciclo da resistência.

Esses medicamentos parceiros que impediriam o surgimento da resistência poderiam ser administrados em conjunto com os antibióticos. Isso impediria a disseminação cada vez mais frequente de cepas de bactérias cada vez mais resistentes nos hospitais e centros de saúde.

Já se demonstrou que a mesma cepa de VRE poderia ativar diferentes vias bioquímicas para ativar até três estratégias, dependendo do ambiente.

Essa estratégia bacteriana multifacetada torna mais difícil o combate a crescente resistência à daptomicina no VRE.

Os resultados, no entanto, ajudam a colocar luz sobre as descobertas experimentais anteriormente confusas sobre a resistência ao VRE.
Isso é um passo na direção certa.

Previsibilidade é a palavra chave

Se for possível entender como uma bactéria adquire resistência será possível antecipar seu próximo passo. Assim, e, com sorte, agir com antecedência para impedi-lo.
Previsibilidade é a chave.”

Fonte: MedicaXpress
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Novas escovas dentais chamam a atenção na CES Tech 2020

novas escovas dentais

Novas escovas dentais foram destaque na última CES Tech em Las Vegas deste ano de 2020.
A CES Tech é uma das maiores feiras mundiais em novidades tecnológicas.

Dentre as novidades estão as Y brush da francesa FasTeesH e a iO, da Oral-B.
Uma escova dental semelhante à Y brush já foi destaque em uma matéria anterior  aqui do blog Dentalis.

novas escovas dentais

Novas escovas dentais – Y brush, da FasTeesH

A Y brush faz parte do grupo das novas escovas dentais em um formato nada convencional. Esta escova, que faz lembrar uma goteira, tem 96 conjuntos de cerdas de nylon para limpar os dentes em profundidade. E promete que limpar os dentes em incríveis dez segundos.

A forma de utilização parece ser simples: basta colocar a pasta de dentes na escova, colocar a escova na boca, ligá-la e morder “o molde” durante cinco segundos. Depois, é apenas virar e repetir o mesmo procedimento.

É uma escova que faz uso de recurso de vibração sônica. Possui três níveis de vibração e assim adaptando-se à sensibilidade de cada usuário.
Segundo a fabricante do aparelho, a Y brush elimina 15% mais de placa bacteriana quando comparada a uma escova convencional.

novas escovas dentais

Novas escovas dentais – iO, da Oral B

A inovação trazida pela Oral B é uma escova dental elétrica resultado de seis anos de pesquisa.
É uma escova dental baseada em inteligência artificial e que será lançada em Agosto próximo.

Segundo a fabricante, o grande diferencial da iO está nas oscilações e movimentos rotativos combinados com um mecanismo magnético.
A escova dental conta com um sensor de pressão, que evita o excesso de pressão sobre a gengiva e os dentes. Isso evita inflamações gengivais e o desgaste dos dentes.
O dispositivo também registra os dados da escovação que posteriormente são enviados para um aplicativo de smartphone. Isso possibilita posteriores análises do desempenho alcançado.

novas escovas dentais

Novas escovas dentais – ToothWave, da Silk’n Beauty

A empresa Silk’n Beauty que atua no segmento de produtos de beleza apresentou no evento a ToothWave.
É uma escova de dentes com dois eletrodos e uma faixa de silicone no meio. Isto faz com que a corrente elétrica gerada entre os eletrodos seja utilizada para limpar os dentes de forma mais profunda.
O uso dessa tecnologia visa diminuir a aplicação de produtos abrasivos nos dentes.

A radiofrequência já é usada em tratamentos médicos e de estética há anos. Porém, sua aplicação em uma escova dental é inovadora.

novas escovas dentais

Novas escovas dentais – Colgate Plaqless Pro, da Colgate

É uma escova dental elétrica que disponibiliza informações precisas e em tempo real adaptadas a cada usuário e à sua técnica de escovação.

Seus usuários conseguem identificar quais as áreas que precisam ser escovadas durante mais tempo e perceber quando o biofilme foi removido.
A escova identifica com uma luz azul o acúmulo de biofilme. Haverá a mudança para a luz branca quando a área estiver limpa.

Sensores inteligentes

Sensores incorporados no cabo da escova elétrica criam um mapa completo da boca. Assim, a cada escovação dental, os usuários podem consultar o aplicativo para saber exatamente onde escovaram os dentes e se a área está limpa.
Isso é possível através do aplicativo Colgate Connect, que se liga à escova através de Bluetooth.

O aplicativo Colgate Connect tem versões para iOS e Android.
O aplicativo dá ao usuário um feedback imediato sobre a escovação com dados personalizados. Também dá dicas de e higiene bucal.

Segundo a fabricante, a Colgalte Plaqless Pro tem por objetivo também orientar e guiar o usuário para uma melhor escovação dental.
E também ajudar paciente e dentista a construírem uma parceria ainda mais forte no sentido de uma saúde oral de mais qualidade.

Fontes: Saúde Oral, CES Tech

 

 

 

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Dentista: como se proteger de eventuais processos judiciais

processos judiciais

Os dentistas, assim como outros profissionais, devem estar vigilantes sobre os tipos de situações que podem levar a processos judiciais contra dentistas.
Quando em geral os pacientes acusam os dentistas de negligência, estão alegando que os serviços ou conselhos do dentista violaram um padrão profissional de atendimento.

Em outras palavras, seu trabalho falhou em atender a expectativas razoáveis com base em seu treinamento e experiência profissional.

Dentistas são profissionais de saúde especializados no diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças, lesões, danos ou perda de dentes, gengivas e boca.

Os dentistas podem tratar dentes mal alinhados com aparelhos ou outros dispositivos. Eles podem preencher, remover ou substituir os dentes naturais ausentes, doentes ou danificados por restaurações artificiais, coroas, pontes, dentaduras ou implantes dentários.

Desde exames e profilaxias até o preenchimento de cavidades e canais radiculares, o dentista fornece serviços inestimáveis para seus pacientes.

A saúde bucal é extremamente importante. O trabalho do dentista é garantir que os dentes dos pacientes tratados estejam e permaneçam fortes e saudáveis.

O número de atendimentos odontológicos no Brasil nos últimos anos vem crescendo grandemente.
Isso é excelente, pois demonstra que nossa população está mais preocupada em cuidar de sua saúde bucal.

Por outro lado tem sido cada vez mais frequente ver pacientes insatisfeitos entrando na Justiça com processos judiciais contra dentistas.

A solução?

Interrompa os processos judiciais antes que eles aconteçam.
Abaixo, compartilhamos algumas dicas sobre como fazer exatamente isso.

Quais situações levam a processos judiciais contra dentistas

Normalmente as alegações dizem respeito à qualidade do trabalho executado pelo dentista. É importante perceber que muitas reivindicações não têm absolutamente nada a ver com o trabalho executado pelo dentista.

As alegações de práticas que mais motivam ações judiciais contra dentistas incluem:

Falha em fornecer aos pacientes todas as informações necessárias

Por exemplo, um paciente pode alegar que o dentista não descreveu completamente todas as opções de tratamento possíveis e os riscos associados. O que poderia significar que o paciente não pôde tomar uma decisão adequada.

Falha nos tratamentos ou procedimentos

Isso pode incluir reivindicações de danos ou lesões dentárias de restaurações danificadas, canais radiculares, implantes, facetas, coroas e muito mais.

Os pacientes também podem alegar que o dentista não detectou cárie ou outro problema durante um exame oral de rotina. E isso desencadeou problemas maiores, mais graves e caros. Um procedimento odontológico que resultou em séria infeção é um exemplo. À propósito, aproveito para compartilhar com vocês medidas de controle de infecção no atendimento odontológico disponíveis neste link.

Conselho profissional questionável

Os pacientes podem alegar que o dentista não forneceu um conselho profissional sólido. Eles também podem alegar que o dentista não encaminhou o paciente a um especialista quando necessário.

Responsabilidade por produtos

Os dentistas podem ser responsabilizados pelo uso de produtos, dispositivos orais e materiais defeituosos. Isso mesmo que o dentista não tenha fabricado os itens em questão.

Danos em nervos

Reivindicações comuns alegam que um dentista danificou o nervo lingual ou nervo alveolar inferior enquanto fazia anestesia ou durante remoção dental.

Erros de diagnóstico

Os pacientes podem alegar que o dentista diagnosticou uma condição incorretamente. Ou seja, que o dentista fez um diagnóstico tardio ou que não conseguiu diagnosticar a patologia a tempo de barrar sua evolução.

processos judiciais

O que os dentistas podem fazer para evitar ações judiciais

A melhor maneira de “vencer” processos judiciais contra dentistas é interrompê-los antes que aconteçam.

Aqui seguem algumas dicas para evitar e prevenir incomodações:

1. Comunique-se claramente com seu paciente antes do tratamento

Nunca inicie o tratamento de pacientes até ter certeza de que eles entendam exatamente o que você fará e os possíveis riscos envolvidos.

Não tome como certo que seus pacientes tenham conhecimento prévio de procedimentos odontológicos.

Fale claramente e não deixe de incentivá-los a fazer perguntas.

Você pode até pedir que seus pacientes assinem um termo de consentimento que declare entender o tratamento e seus riscos.

2. Fique atento a consultas perdidas ou canceladas

Seu consultório ou clínica deve ter um protocolo por escrito para acompanhar pacientes que perdem ou cancelam uma consulta.
Isso mesmo que seja apenas uma profilaxia a cada seis meses.
Uma consulta perdida significa que você pode perder a oportunidade de diagnosticar uma condição grave o mais rápido possível.
Condição essa que o deixa vulnerável a futuras alegações de negligência.

3. Fique na sua zona de conforto

Se os pacientes chegarem a você com um problema que você não se sinta confortável em diagnosticar ou tratar, encaminhe-os a um especialista em quem você confia.

Se você decidir prosseguir com um procedimento e venha a falhar, os pacientes (e seus advogados) podem argumentar que um especialista seria uma rota mais segura. E que assim você deveria tê-los orientado nesse sentido.

4. Mantenha registros precisos

Embora possa parecer trabalhoso, procure manter registros dos claros dos atendimentos realizados. Alguma coisa saiu errado? Anote, para não esquecer. Detalhe as providências tomadas.
Se houver uma complicação ou se o paciente descobrir mais tarde, a reação pode ser surpresa, raiva ou uma reclamação contra a prática do dentista.

5. Nunca apague nada no prontuário do paciente

Não apague nada, nem mesmo erros no prontuário do paciente.
Se o dentista acidentalmente registrar um erro em um gráfico, basta riscá-lo e anotar que é um erro.

Se esse paciente entrar com uma ação judicial posteriormente e seus registros forem examinados, parecerá suspeito se as entradas tiverem sido apagadas.

processos judiciais

Apólice de seguro para você e/ou sua clínica

Apesar de todas essas precauções, é uma boa ideia e recomendável  para os dentistas contratarem uma apólice de seguros de Responsabilidade Civil.

A cobertura de um seguro pode ajudar o dentista a encontrar um advogado afeito a questões da odontologia e a pagar os custos associados a uma ação judicial. Isso inclui honorários da defesa, honorários judiciais, acordos e julgamentos.

Frente às incertezas, se você contar com um seguro individual e/ou para sua clínica odontológica as coisas podem ficar muito mais fáceis.

Por que clínicas odontológicas também necessitam de um seguro?

Todos os dentistas empresários precisam contar com certas modalidades de seguro comercial e uma boa corretora.

Não são apenas tipos específicos de cobertura obrigatórios, mas também que garantam proteção contra eventuais ações judiciais.

São riscos inerentes à profissão. Na falta de um seguro, as despesas podem alcançar valores exorbitantes. Tentar cobrir esses custos por conta própria pode trazer ao dentista empresário muitas incomodações e dificuldades.
A contratação de uma apólice de Responsabilidade Civil pode proporcionar ao dentista segurança e tranquilidade.

O seguro de sua clínica odontológica o ajudará a cobrir o custo de quaisquer contratempos que possam surgir. Estando devidamente segurado, em vez de ter que pagar por despesas decorrentes de processos judiciais por conta própria, a companhia de seguros pagará por você.

Em outras palavras, o seguro pode ajudá-lo a evitar sérios problemas financeiros. É uma necessidade absoluta para o dentista de forma individual e também para o proprietário de uma clínica odontológica.

Nós do Dentalis pesquisamos pra vocês e no segmento de seguros para dentistas encontramos uma corretora especialista em questões voltadas para a odontologia que temos a satisfação em recomendar.

Se você já quiser fazer uma cotação (sem compromisso) de uma apólice de seguro para você e/ou sua clínica basta acessar este link.

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Inchaço das gengivas, qual pode ser a causa?

Inchaço das gengivas, qual pode ser a causa?

 

inchaço das gengivas

Eventualmente, as pessoas podem notar um inchaço das gengivas ao redor de um ou mais dentes. Este tipo de inflamação das gengivas pode apresentar causas diversas.

Inchaço das gengivas – causas

Dentre as causas pelo inchaço das gengivas, podemos relacionar:

Má higiene dental

Às vezes, restos de alimentos podem ficar presos entre o dente e a linha da gengiva.
O uso do fio dental e a escovação geralmente removem esses detritos. Se uma pessoa não remove os detritos, pode ocorrer um inchaço das gengivas ao redor dos dentes afetados. Com o tempo, isso pode resultar em cárie dentária e doença periodontal.

Doença periodontal

Cerca de 46% das pessoas com 30 anos ou mais nos Estados Unidos apresentam sinais de doença periodontal.

A doença periodontal ocorre devido à infecção e inchaço das gengivas que sustentam e circundam os dentes. Essas infecções ocorrem quando uma pessoa apresenta acúmulo de placa. A placa endurece para formar tártaro, ou cálculo, que é mais difícil de remover.

Os dois estágios da doença periodontal são:

Gengivite

Quando uma pessoa tem gengivite, suas gengivas ficam inchadas e inflamadas. Outros sintomas incluem: vermelhidão gengival e sensibilidade gengival, sangramento e mau hálito.
A gengivite é reversível, mas sem tratamento, pode levar à periodontite.

Periodontite

Periodontite é o estágio posterior da doença periodontal. É quando as gengivas se afastam ou recuam do dente. Quando isso acontece, uma infecção pode danificar o osso que suporta o dente. Isso pode levar ao afrouxamento do dente e sua consequente perda. A periodontite é uma condição séria que está relacionada a outras doenças e problemas de saúde do corpo, como a impotência sexual masculina.

Além dos sintomas característicos da gengivite, uma pessoa com periodontite poderá apresentar os seguintes sintomas:

  • dentes que parecem mais longos devido à recessão gengival;
  • dentes que parecem mais afastados;
  • dentes frouxos ou soltos;
  • formação de pus entre as gengivas e os dentes;
  • mudança na forma como os dentes se encaixam ao morder;
  • mudança no ajuste das próteses parciais.

Abscesso dentário

Um abscesso dentário é uma coleção de pus que se forma dentro de um dente ou de suas estruturas adjacentes. É consequência de uma infecção bacteriana.

Existem dois tipos de abscesso dentário:

  • Abscessos periapicais: geralmente ocorrem devido a cáries ou fraturas dentárias e afetam a raiz do dente.
  • Abscessos periodontais: são aqueles que afetam a gengiva.

Ambos os tipos podem causar inchaço na gengiva e vermelhidão ao redor dos dentes.

Outros sintomas relacionados ao abscesso dentário:

  • dor intensa no dente ou gengiva;
  • dor que irradia para a orelha, mandíbula ou pescoço;
  • dor que se agrava quando paciente se encontra deitado;
  • dente sensível, descolorido ou solto;
  • vermelhidão facial e inchaço;
  • sensibilidade a alimentos ou bebidas quentes e frias;
  • mau hálito;
  • sabor desagradável na boca.

Se o abscesso dentário for grave, uma pessoa também pode experimentar:

  • febre;
  • um sentimento geral de mal-estar;
  • dificuldade em abrir a boca;
  • dificuldade em engolir;
  • problemas respiratórios.

Como lidar com o problema longe do consultório odontológico

Alternativas que podem ajudar a reduzir a inflamação da gengiva e melhorar a saúde bucal:

Enxaguatório bucal antisséptico

O enxaguatório bucal antisséptico não consegue remover a placa bacteriana e o tártaro, Porém, pode ajudar a controlar o acúmulo de bactérias adicionais na placa.

O enxaguatório bucal antisséptico está disponível sem receita (OTC) em farmácias e drogarias.

Importante buscar marcas que contenham ingredientes com fortes propriedades antissépticas, como o cloreto de cetilpiridínio.

Muitas vezes os dentistas podem prescrever um enxaguatório bucal antisséptico contendo clorexidina. A clorexidina é notadamente um ingrediente mais eficaz.

Uso de solução salina (água salgada)

Um estudo de 2016 investigou os efeitos de um enxágue com água salgada na cicatrização de feridas nas gengivas.

Para este estudo, os pesquisadores removeram as células dos fibroblastos gengivais dos dentes dos doadores. Essas células compõem os tecidos conjuntivos dos dentes.

Depois de isolar as células danificadas, os pesquisadores as lavaram em uma solução salina por 2 minutos, três vezes por dia.

Eles descobriram que as soluções de água salgada com uma concentração de 1,8% eram mais eficazes para melhorar a taxa de cicatrização de feridas.

Modo de preparo

Uma solução salina pode ser preparada dissolvendo uma colher de chá rasa de sal em um copo de água fria que tenha sido previamente fervida. Recomenda-se o uso dessa solução em enxágues bucais três a quatro vezes ao dia.

Tratamento odontológico

Profilaxia dental

Procedimento odontológico que consiste na eliminação de tártaros, placas bacterianas e manchas.

Inclui, quando necessário, raspagem, polimento e restauração dos dentes, tornando-os mais brancos e garantindo-lhes uma superfície mais lisa.

Antibióticos

Antibióticos orais são geralmente eficazes no tratamento de abscessos dentários. Uma pessoa também deve ser submetida a tratamento odontológico para tratar a causa do abscesso.

Às vezes, a infecção já pode ter se espalhado para outras partes do corpo. Em casos muito graves, um paciente pode precisar internar em hospital e receber antibióticos intravenosos.

Incisão e drenagem

Em alguns casos, o dentista pode precisar fazer uma incisão no abscesso para remover o pus infectado.

Após a drenagem, o dentista lavará a área com solução salina. Tratamentos adicionais também podem ser necessários.

 

inchaço das gengivas

Tratamento de canal

O tratamento de canal é um procedimento odontológico que envolve a remoção de bactérias das raízes dentárias infectadas.

O dentista acessa as raízes dentárias através da coroa, que é a parte visível do dente. Eles então limpam e preenchem as raízes e a coroa. Algumas pessoas podem precisar de uma coroa artificial para proteger e restaurar o dente.

Quando a polpa está doente ou sofreu lesões e não consegue se recuperar sozinha, ela necrosa. As causas mais comuns de necrose pulpar são fratura dentária ou cárie dentária profunda. Esses dois problemas podem permitir que bactérias entrem na polpa, causando uma infecção dentro do dente.

Extração dental

Ocasionalmente, o dentista pode precisar remover o dente infectado. Este procedimento exigirá anestesia local.

Quando procurar um dentista

Independente da condição, as pessoas devem fazer um exame odontológico pelo menos uma ou duas vezes por ano. Isso mesmo que não apresentem sintomas de quaisquer desconforto odontológico, seja dos dentes ou gengivas.

As consultas permitem que o dentista trate quaisquer problemas nos estágios iniciais antes que se tornem mais graves.

Além das visitas anuais agendadas, as pessoas devem consultar um dentista no caso do aparecimento de algum dos seguintes sintomas:

  • gengivas inchadas ou sangrando;
  • manchas na boca ou feridas que persistem por mais de uma semana;
  • dor na mandíbula ou uma mordida irregular;
  • dificuldade em mastigar ou engolir;
  • dor ou inchaço na boca, face ou pescoço.

Prevenção

A melhor maneira de prevenir o inchaço das gengivas é praticar uma boa higiene bucal:

  • escovar os dentes após a ingestão de alimentos ou bebidas açucaradas;
  • usar o fio dental toda a vez que for escovar os dentes;
  • ir ao dentista ao menos uma a duas vezes ao ano para verificações de rotina;
  • consultar o dentista aos primeiros sinais de gengivas inchadas ou dor de dente;
  • evitar o consumo de alimentos muito açucarados para evitar a formação de placas;
  • evitar o uso de cigarro.

Resumindo

Uma gengiva inchada ao redor de um dente pode ocorrer por várias razões.

Pode ser resultado da falta de uma boa higiene dental ou de uma doença periodontal.

As pessoas devem visitar o dentista se o inchaço das gengivas persistir por mais de uma semana.

Uma consulta prévia é necessária se uma pessoa suspeitar de um abscesso dentário.

Em muitos casos, as pessoas podem prevenir o inchaço das gengivas tendo bons hábitos de higiene bucal. Isso quer dizer escovar e usar fio dental regularmente.

E também visitar o dentista para exames de rotina.

Fontes: Medical News Today, Colgate
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Saiba tudo sobre pontes dentais

Saiba tudo sobre pontes dentais

pontes dentais

Pontes dentais substituem um ou mais dentes perdidos ou quebrados por dentes falsos.
As pontes dentais usam um ou mais dentes reais em ambos os lados da fenda para manter os dentes falsos no lugar. As pontes podem ser fixas, o que significa que são permanentes ou removíveis, o que significa que uma pessoa pode removê-los. O chamado dente falso funciona como uma espécie de ponte. Alguns profissionais se referem a uma ponte como uma “prótese parcial fixa“.

O que são pontes dentais?

Uma ponte dental pode substituir um dente ou vários dentes. Os dentes falsos nas pontes dentárias parecem e funcionam como dentes reais.

Para obtenção de uma ponte, um paciente pode consultar um periodontista ou mesmo o seu dentista de confiança. Importante é saber que existem diferentes possibilidades quando a necessidade for de preencher uma lacuna em um sorriso.

Uma opção é ter uma coroa – um dente falso preso a uma pequena porção de dente real que o dentista retificou.

Quando uma pessoa perdeu um dente ou o dentista teve que removê-lo a situação muda. Nesse caso, uma coroa sozinha não é uma opção e uma ponte dental pode ser a melhor escolha.

O termo “ponte” refere-se a uma estrutura que contém um ou mais dentes falsos. A estrutura geralmente é ancorada no lugar com uma ou mais coroas em ambos os lados do espaço na boca. Por exemplo, se uma pessoa perde vários dentes da frente, devido a lesão ou cárie, o dentista poderá usar uma ponte para preencher a lacuna.

Seja por uma questão funcional ou puramente estética, a ponte cumpre uma função muito importante na odontologia.
Quando um paciente, por exemplo, perde um dente irá necessitar de uma ponte para garantir uma mastigação adequada dos alimentos. Ou por questões estéticas, a ponte poderá preencher um espaço vazio existente na arcada dentária do paciente.

Para algumas pessoas, um implante dental permanente é uma alternativa a uma ponte.
Os implantes dentais são dentes falsos que os dentistas inserem cirurgicamente no osso da arcada dentária.

Em alguns casos, os dentistas recomendam implantes para ajudar a proteger uma ponte, principalmente se faltarem muitos dentes.

Pontes dentais – Usos

Pontes dentais podem ajudar um paciente a se sentir mais confortável com seu sorriso.
Também pode permitir que eles mastiguem normalmente. Quando uma pessoa perde um ou mais dentes, pode afetar sua mordida, causando dor ou dificuldade em comer. A substituição desses dentes evita essas complicações.

Quando um paciente pode precisar de uma ponte dental?

  • Um dente está tão cariado que cai ou um dentista o remove;
  • Um acidente ou lesão causa dano a um dente impossibilitando seu reparo;
  • No caso de cáries ou infecções graves afetando um ou mais dentes tornando inviáveis nem mesmo um tratamento de canal.

pontes dentais

Tipos de pontes dentais

  • Ponte tradicional: envolve duas coroas – às vezes chamadas de pilares – ancorando o (s) dente (s) falso (s). Este é o tipo de ponte mais popular e pode ser removível.
  • Ponte cantiléver: requer apenas uma coroa para suporte. Isso envolve um procedimento menos intensivo e pode ser uma boa opção para pessoas que não desejam danificar dentes saudáveis. No entanto, a coroa única pode atuar como uma alavanca, aumentando o risco de danos nos dentes e na mandíbula;
  • Ponte Maryland: é mais conservadora e menos invasiva do que as pontes tradicionais ou cantiléver. A ponte é ancorada por estruturas de metal ou porcelana presas às costas dos dentes em ambos os lados da lacuna. Essas pontes podem preservar dentes saudáveis, mas são menos seguras.
  • Pontes suportadas por implantes: usam implantes dentários como âncoras. Este tipo de ponte é mais caro e invasivo, mas mais segura.

Resultados

O procedimento específico depende do tipo de ponte escolhida.

Quando o paciente opta por uma ponte tradicional, o processo começa preparando os dentes dos dois lados da lacuna. O dentista irá tratar esses dentes, removendo qualquer cárie eventualmente presente.
Em seguida, ele irá preparar um molde de para possibilitar a confecção da ponte dental.

O dentista colocará uma ponte temporária nos dentes danificados para protegê-los. As pontes temporárias incluem estruturas que parecem dentes reais, mas não são permanentes. Dessa forma será fundamental retornar ao dentista dentro de algumas semanas.

Quando a ponte real estiver pronta, o dentista removerá as estruturas temporárias e irá afixar a ponte usando o adesivo adequado.

O processo é semelhante às pontes de cantiléver, embora apenas um dente precise de uma coroa. Uma ponte de Maryland requer menos preparação, pois não há coroas envolvidas. Ambas as pontes também exigem pelo menos duas consultas odontológicas.

Quando uma pessoa tem implantes para apoiar uma ponte, o processo geralmente começa com a cirurgia do implante. Posteriormente, o dentista irá obter um molde para confecção de uma ponte que se encaixe perfeitamente nos implantes.

Recuperação

A boca de um paciente pode ficar sensível e dolorida após a realização pelo dentista do desgaste das estruturas dentais. Também pode sentir dor após a colocação da ponte. As gengivas podem ficar inflamadas e sangrar. Para a maioria das pessoas, essa dor desaparece após alguns dias. No entanto, as gengivas podem precisar de algumas semanas para se recuperarem totalmente do procedimento.

Após o procedimento, o paciente poderá retornar a sua rotina de trabalho ou escola assim que se sentir bem o suficiente. Geralmente isso acontece em no máximo um dia após a consulta.
Pacientes que optem pela sedação durante a colocação da ponte não devem dirigir após o procedimento.

Cuidados com a ponte dental

  • Manter bons hábitos de higiene dental para evitar o aparecimento de cáries;
  • Consultar seu dentista duas vezes por ano para que ele possa verificar a ponte e fazer profilaxia dos dentes;
  • O paciente deve procurar se esclarecer com o dentista sobre cuidados que deve ter com certos tipos de alimentos.

Pontes dentais – Complicações

  • Falha na ponte: A ponte pode quebrar ou deslizar para fora do lugar. O paciente pode precisar de outra ponte, implantes ou outros procedimentos odontológicos;
  • Dor ou problemas de mastigação: Alguns pacientes lutam para se adaptar à mastigação com uma ponte. Isso se verifica especialmente nas semanas após o procedimento. Se a mordida não parecer correta, o paciente deverá retornar ao dentista para ajustes;
  • Infecção: Alguns pacientes desenvolvem infecções após o tratamento. Isso é mais comum dentre aqueles com cáries ou doença gengival;
  • Cárie dentária: É possível que um dente continue a se deteriorar sob a coroa que ancora a ponte. Isso é mais comum em pessoas com doenças gengivais graves ou cáries muito graves nos dentes que precisam de coroas.

Para evitar a cárie dental ao redor de uma ponte, é fundamental ter uma rotina de cuidados em casa. Isso quer dizer boa escovação e uso do fio dental.
Alguns tipos de fio dental são projetados para uso em pontes.

Buscar um profissional experiente e seguir cuidadosamente as instruções de cuidados posteriores pode reduzir o risco de complicações graves.

Concluindo

A falta de dentes pode afetar a aparência de uma pessoa. E também a capacidade de comer certos alimentos bem como a qualidade de vida.
As pontes dentais podem restaurar tanto a mordida como o sorriso.
Todas as próteses dentárias apresentam riscos e benefícios.
O importante é discutir esses aspectos e ver as diferentes alternativas com seu dentista antes da escolha por esse ou aquele procedimento.

Fontes: MedicalNewsToday, Lotus Dental Travel
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Profilaxia com antibióticos em odontologia

profilaxia com antibióticos

Existe a necessidade de iniciar um protocolo de profilaxia com antibióticos?

Essa é uma dúvida de muitos dentistas no dia a dia de sua atividade profissional.

Antes de responder essa pergunta, precisamos rever alguns conceitos.

As infeções que ocorrem nas estruturas dentárias e periodontais geralmente são localizadas e não apresentam demasiada gravidade.

Porém, em certas circunstâncias, não de pode descartar uma disseminação secundária do foco infeccioso. Se isso acontecer pode acabar atingindo os maxilares e num processo ainda mais grave, o restante do organismo.

Bactérias e microrganismos interferem em muitas das condições relacionadas a doenças que atingem a boca.

Bacteremia

A bacteremia é uma condição caracterizada pela presença de bactérias na corrente sanguínea. Pode ser consequência de processos infecciosos iniciados em tecidos da cavidade oral.

Também pode surgir após a realização de determinados procedimentos e intervenções odontológicas.

Nesses casos a avaliação do dentista é fundamental. Caberá ao profissional, diante de um risco potencial de bacteremia, o início de uma profilaxia com antibióticos.

Profilaxia com antibióticos: o que é exatamente

A profilaxia com antibióticos em odontologia é baseada na administração de antibióticos antes ou depois de um procedimento odontológico.
A finalidade da profilaxia com antibióticos é a de prevenir processos infecciosos, sejam eles locais ou sistêmicos.

Isso preserva a saúde e o bem estar geral do paciente. Uma bacteremia pode ser mais frequente após procedimentos odontológicos ou de uma cirurgia geral. No entanto, processos aparentemente comuns do dia a dia podem esconder um grande risco. Como uma periodontite, por exemplo. A periodontite pode ser o estopim de um processo infeccioso com graves consequências.

De forma geral, a profilaxia com antibióticos é recomendada após procedimentos que envolvam tecidos da gengiva ou da zona periapical dos dentes. Também nas situações que tenham sido realizadas perfurações da mucosa bucal.

Principais tratamentos odontológicos sujeitos a profilaxia com antibióticos:

  • Cirurgias orais: na colocação de implantes dentários e extrações dentais;
  • Tratamentos periodontais: nas raspagens e alisamentos radiculares. Também na manutenção periodontal, sondagem e irrigação subgengival;
  • Endodontia: como no conhecido tratamento de canal;
  • Cirurgia periapical;
  • Intervenções prolongadas: naquelas realizadas com menos de 15 dias de intervalo.

profilaxia com antibióticos

Profilaxia com antibióticos em odontologia: quando é recomendada

De uma forma geral a profilaxia com antibióticos é recomendada nos casos em que o risco de infecção é muito grande durante uma procedimento cirúrgico.
É uma condição que pode variar conforme às peculiaridades da própria intervenção ou mesmo às características particulares do paciente.
É uma decisão que cabe ao dentista e que requer análise adequada. Deve-se levar em conta aspectos como os riscos em razão da intervenção, do dano e da possibilidade do paciente vir a sofrer esse dano.
Apesar de existirem certas situações em que se recomenda a adoção da profilaxia com antibióticos, a escolha e decisão são muito subjetivas.

Profilaxia com antibióticos – quais pacientes mais precisam ser protegidos?

A profilaxia com antibióticos visa obviamente evitar os riscos do surgimento de uma infecção bucal, ou na pior das hipóteses de uma endocardite bacteriana.

Além disso, a disseminação bacteriana também pode acontecer para outros locais do organismo. A profilaxia antibiótica é recomendada para todos os pacientes que apresentem alto risco de infecção por conta do procedimento odontológico.

Seguem alguns exemplos:

  • Aids – doentes e portadores;
  • Artrite reumatoide;
  • Cardiopatia congênita;
  • Diabetes mellitus tipo 1;
  • Endocardite bacteriana histórico de episódio anterior;
  • Imunossupressão decorrente de tratamento com radioterapia;
  • Lúpus eritematoso sistêmico;
  • Pacientes portadores de válvulas cardíacas.

Para os pacientes saudáveis

No caso de pacientes saudáveis, o médico dentista avaliará, em qualquer caso, o risco da intervenção.

A profilaxia com antibióticos, por exemplo, é recomendada nos seguintes procedimentos:

  • Cirurgia de dentes inclusos;
  • Cirurgia periapical;
  • Cirurgia maxilofacial;
  • Cirurgia de tumores benignos;
  • Enxertos ósseos;
  • Implantes dentais.

Profilaxia com antibióticos em diabéticos

Pacientes com diabetes mellitus tipo 1 apresentam riscos maiores de desenvolvimento uma infeção local ou sistêmica durante ou após intervenções odontológicas.

Assim, é importante que o dentista saiba previamente dos problemas endócrinos e metabólicos de seus pacientes. O conhecimento prévio dessas condições e dos cuidados exigidos por este grupo de pacientes também é muito importante.

Os diabéticos geralmente apresentam maior predisposição para o desenvolvimento de patologias periodontais, cárie, xerostomia ou lesões por Candida.

A gengivite e a periodontite podem afetar o controle da glicemia e agravar a doença.

Pacientes diabéticos apresentam uma circulação sanguínea mais lenta. Isso se tem reflexo sobre o transporte de oxigênio e toxinas do organismo.
Por esse motivo, estão mais vulneráveis ao desenvolvimento de um quadro de infeção gengival.

Além disso, um nível elevado de glicose no sangue pode favorecer a proliferação de bactérias. O que pode aumentar as chances de uma bacteremia.
Isso aumenta em muito as chances do aparecimento de complicações na fase posterior de um procedimento odontológico.

Profilaxia com antibióticos em crianças

A maioria das infeções odontológicas que acontecem durante a infância tendem a involuir de forma espontânea.

Os procedimentos odontológicos invasivos em crianças, na maioria dos casos, podem causar uma bacteremia transitória.

Porém, uma higiene bucal deficiente ou insuficiente, assim como o consumo excessivo de doces, podem levar a um aumento do número de bactérias presentes na boca.

Esta situação representa, por exemplo, um maior risco de bacteremia após a realização de procedimentos odontológicos.

O dentista precisa avaliar com muita cautela a indicação de profilaxia antibiótica em crianças. Para tanto, deve considerar os seguintes aspectos:

  • Para os casos de uma exodontia (extração de um dente), uma pulpotomia ou uma endodontia em peças definitivas, o dentista pode não considerar necessário o uso de antibióticos.
    Porém, para crianças imunossuprimidas ou portadoras de qualquer patologia cardíaca, pode ser importante uma profilaxia com antibióticos;
  • Tratamento de doenças periodontais pode exigir o uso de antibióticos;
  • Em pequenos e rápidos traumatismos, a profilaxia antibiótica não é recomendada.
  • Todavia, nos casos em que há danos significativos nos tecidos moles ou dento alveolares, a profilaxia é necessária para evitar uma possível infecção;
  • Para os casos em que a infecção já tenha se espalhado para os espaços faciais fora da cavidade oral. É um sinal claro de o sistema imunológico não está em condições sozinho de interromper esse crescimento.
  • Existem casos em que um procedimento de reabilitação de um dente danificado se apresenta numa região inflamada e onde o paciente relata dor e tem febre. Nesse caso, recomenda-se o uso de antibióticos de forma profilática;
  • Considerar os aspectos gravidade da infeção existente na cavidade bucal e o estado do sistema imune da criança.

Profilaxia com antibióticos em cirurgia bucal

A profilaxia com antibióticos pode ser recomendável nos procedimentos de cirurgia bucal.
A estratégia é criar uma barreira extra aos micro-organismos e assim evitar a sua proliferação e disseminação pelo organismo.
Nos procedimentos de cirurgia bucal, a incidência de infecções felizmente é baixa.
Assim, aos pacientes saudáveis pode ser dispensada a terapia antibiótica profilática.
Em todo caso, essa é uma decisão do profissional e das condições de risco para o paciente.

Na extração de dentes do siso, por exemplo, a profilaxia com antibióticos é recomendada.
Isso é feito para reduzir significativamente a possibilidade da ocorrência de complicações pós-cirúrgicas. Complicações essas como dor, dificuldade de cicatrização, ou inchaço.

No caso dos procedimentos de colocação de implantes dentais, não há evidências que recomendam ou desaconselham o uso de antibióticos. É importante salientar que nesse e em outros casos será avaliação do dentista o elemento de decisão para o início de uma antibioticoterapia preventiva.

Fonte: Dentaleader
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Exposição ao incenso pode fazer mal à saúde bucal

exposição ao incenso

A exposição ao incenso pode ser ruim para a saúde bucal.
Isso é o que um estudo recentemente publicado no Online Scientific Reports nos revelou.
Esse trabalho foi desenvolvido por pesquisadores da New York University Abu Dhabi (NYUAD).

Essa descoberta se deu por conta de uma constatação. A de que a exposição ao incenso aumenta a probabilidade do desenvolvimento de infecções orais e doenças sistêmicas.

Como a exposição ao incenso pode trazer problemas

A pesquisa em questão demonstrou que a exposição ao incenso altera a composição da microbiota oral.
A microbiota oral é formada pela comunidade de micróbios da boca. É uma comunidade complexa que pode alcançar até 700 bactérias e também fungos.
Nesta comunidade podem coexistir agentes benéficos e patogênicos.

Principais agentes patogênicos da microbiota oral

Os micro-organismos patogênicos residem frequentemente no biofilme. O biofilme é uma camada de proteínas e outras grandes moléculas alinhada à superfície do esmalte dental. Tem uma espessura por volta de 10μm. Os agentes patogênicos revestem o esmalte e compõe uma camada do biofilme. Esse biofilme também é conhecido como placa bacteriana.

O estudo

A exposição ao incenso é uma prática comum, especialmente na Ásia e países do Golfo Pérsico. A queima do incenso está associada à produção de determinados substâncias tóxicas que podem influenciar a saúde.

O estudo em questão foi desenvolvido em adultos dos Emirados Árabes Unidos. País onde 90% das famílias queimam incenso para perfumar suas casas e roupas.

Através dessa exposição ao incenso, identificou-se a hipótese de que o uso de incenso possa estar ligado a alterações na composição da microbiota oral. E isso pode ser muito prejudicial à saúde.

É uma análise preliminar. Porém, é uma descoberta importante com grandes implicações e consequências para a saúde.
Afinal, é a primeira vez que se demonstrou a associação entre a exposição ao incenso e as mudanças na composição de micro-organismos que habitam a boca.

Em mais de 300 indivíduos usuários diários de incenso pesquisados observou-se uma característica comum. Identificou-se uma alteração da diversidade, da estrutura e da composição da microbiota oral. Isso quando comparados com aqueles que não tinham exposição ao incenso (grupo controle).

Segundo os pesquisadores, mesmo em casos de baixos níveis de exposição ao incenso podem existir efeitos adversos à saúde.

Incenso – vapores nocivos

Pesquisas anteriores sugerem que a queima de incenso produz substâncias poluentes. Essas substâncias aumentam também os riscos de doenças cardiovasculares e pulmonares.
A exposição ao incenso concentra altas doses de poluentes. Substâncias como o monóxido de carbono e óxido nítrico, por exemplo. Ambas estão também presentes no cigarro.

Relevância da descoberta

A descoberta é particularmente importante já que a comunidade microbiana desempenha um papel fundamental na manutenção da homeostase. Homeostase é a capacidade do organismo de manter um ambiente interno estável apesar das mudanças nas condições externas.
A exposição ao incenso quebra esse equilíbrio.

O incenso queimado libera substâncias tidas como poluentes do ar e com potenciais riscos à saúde. Porém, não existem diretrizes para o controle de sua utilização.
Isso é particularmente preocupante, tendo em vista muitas das vezes a sua utilização em espaços públicos.

exposição ao incenso

Cigarro ou incenso – Qual pode ser mais nocivo para a sua saúde?

Em uma outra pesquisa comparativa estudiosos queimaram quatro palitos de incenso e um cigarro em uma máquina que coletava partículas de fumaça através de uma série de filtros.

Eles classificaram o tamanho das partículas coletadas e realizaram análises químicas por cromatografia gasosa e espectrometria de massa no conteúdo dos filtros.

Eles então testaram os resíduos de fumaça nas células em placas de Petri.

O primeiro teste, em células de salmonela, foi verificar se as amostras provocavam mutações no DNA das células. Às vezes, mutações no DNA podem levar ao câncer.

O segundo teste usou células dos ovários de hamsters para verificar se as amostras tiveram efeitos tóxicos sobre as células.

A fumaça da queima de incenso criou uma mistura de partículas finas e ultrafinas. Ambas são conhecidas por serem prejudiciais à saúde dos pulmões.

A análise química encontrou 64 compostos, levando em consideração todos os componentes dos quatro bastões de incenso.

Isso incluía componentes químicos de óleos essenciais e madeira de lignina, comumente usada no incenso.

Os compostos eram principalmente “irritantes“, embora alguns compostos tóxicos tenham sido encontrados.

O artigo não forneceu resultados equivalentes em tamanho de partícula e compostos químicos encontrados no cigarro testado.

Resultados

As quatro amostras de fumaça de incenso e uma amostra de fumaça de cigarro causaram graus variados de mutação nas células de salmonela. O incenso e a fumaça do cigarro foram tóxicas para as células do ovário do hamster.

A toxicidade foi mantida em todos os níveis diferentes para as diferentes amostras. A fumaça do incenso se monstrou tóxica em concentrações mais baixas que a fumaça do cigarro.

Como interpretar esses resultados

Os pesquisadores mostraram que a fumaça de algumas amostras de incenso era “maior do que a amostra de referência de cigarro com a mesma dose”. Disseram também que suas descobertas sugerem que “a fumaça do incenso era mais citotóxica contra as células do ovário de hamster” do que a fumaça do cigarro.

No entanto, eles acrescentaram: “Não podemos simplesmente concluir que a fumaça do cigarro é menos citotóxica do que a fumaça do incenso. Primeiro devido ao pequeno tamanho da amostra analisada neste estudo. E, em segundo lugar, devido à enorme variabilidade no consumo de incenso e cigarros”.

Refletindo sobre os dados encontrados

Este estudo de laboratório descobriu que a fumaça da queima de incenso pode produzir partículas finas e compostos químicos. Essas substâncias podem irritar os pulmões e prejudicar a saúde.

Isso não é surpreendente, pois a maioria dos tipos de fumaça em ambientes fechados produz partículas finas que provavelmente têm esse efeito, seja por fumar cigarro ou queimar incenso.

A sugestão de que a exposição ao incenso possa ser mais prejudicial do que a fumaça do cigarro precisa ser vista com cautela.

As quatro amostras de bastão de incenso tiveram efeitos diferentes quando testadas quanto à capacidade de alterar o DNA celular e a toxicidade para as células.
Estas amostras foram comparados com apenas um cigarro.

Isso significa que não podemos tirar conclusões precipitadas. Não podemos considerar que a maioria dos palitos de incenso produza fumaça mais ou menos tóxica que a maioria dos cigarros.

Além disso, a pesquisa utilizou células animais em laboratório. Não podemos simplesmente equivalê-la a uma pesquisa com seres humanos.

A adição de substâncias às células em uma placa de Petri pode causar efeitos muito diferentes daquela que acontece quando as pessoas encontram essas substâncias de forma diluída no ambiente.

Concluindo

A maneira como as pessoas usam o incenso e o cigarro é diferente.
A fumaça do cigarro é levada diretamente para os pulmões e é mantida lá antes de ser exalada. A fumaça do incenso é queimada no ambiente e inalada do ar circundante.

A quantidade de fumaça que entra nos pulmões dependerá de quanto incenso é queimado, por quanto tempo, e do tamanho e da ventilação da sala.

A associação do pesquisador principal a uma empresa de tabaco levanta outro ponto de preocupação.

Os pesquisadores não afirmam que o incenso é mais perigoso do que os cigarros. No entanto, é do interesse da empresa de tabaco que as pessoas pensem que fumar e queimar incenso estão em pé de igualdade – o que não é verdade. Inclusive no que diz respeito à saúde bucal.

Fumar pode causar doenças e morte devido a condições como problemas odontológicos, doenças cardíacas, câncer de pulmão e derrame. É algo que todos devem parar completamente.
A exposição ao incenso pode trazer problemas à saúde bucal e do corpo como as pesquisas evidenciam. Assim, até que novas pesquisas surjam, é aconselhável limitar o seu uso.

Fontes: Scientific Reports, News Medical Life Sciences, Medium
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Química do fio dental pode ser uma ameaça à saúde

química do fio dental

A química do fio dental o torna resistente à água e aos lipídios. Sem esse tratamento químico isso não seria possível.
Algumas das substâncias muitas vezes empregadas como parte da química do fio dental são as Per e polifluoralquilas (PFAS).

Um estudo recente desenvolvido pelo Silent Spring Institute detectou níveis elevados de PFAS em uma das marcas comerciais, dentre as 18 pesquisadas.
Importante destacar que os PFAS são substâncias químicas com efeitos tóxicos para a saúde humana.

O Silent Spring Institute  é uma organização sem fins lucrativos dedicada a estudar e reportar principalmente a prevenção do câncer de mama. Embora sua pesquisa também aborde outros tópicos relacionados à saúde.

PFAS

Os PFAS são usados em uma grande variedade de produtos de consumo. Produtos como embalagens de fast-food, panelas antiaderentes, roupas impermeáveis e tapetes resistentes a manchas. As pessoas podem ser expostas às substâncias diretamente através dos produtos que usam e dos alimentos que ingerem. Eles também podem ser expostos através do ar interno e poeira e água potável contaminada.

O estudo

Os pesquisadores mediram 11 compostos químicos de PFAS em amostras de sangue de 178 mulheres de meia idade. Mulheres essas inscritas nos Estudos de Saúde e Desenvolvimento Infantil do Instituto de Saúde Pública. Esse foi um estudo multigeracional do impacto de produtos químicos ambientais e outros fatores sobre doenças.

Foram realizadas entrevistas nas quais as mulheres foram questionadas sobre seus comportamentos relacionados a exposições mais elevadas de PFAS.
Isso com o objetivo de entender como o comportamento das participantes influenciou sua exposição aos PFAS.

Foram detectados níveis mais elevados de ácido perfluorohexanossulfônico, um tipo de PFAS. E justamente em mulheres que usavam uma marca específica de fio dental dentre aquelas escolhidas para análise. Isso em comparação com mulheres que não fizeram uso do fio dental em questão.
Um total de 18 marcas de fio dental foram analisadas.
Isso levou os pesquisadores a relacionar à química do fio dental, uma marca em particular, à presença de altos níveis de PFAS nas amostras de sangue pesquisadas.

Química do fio dental – preocupação dos pesquisadores

Este é o primeiro estudo que demonstrou que o uso de fio dental contendo PFAS, pode estar associado a uma maior carga corporal desses produtos químicos tóxicos.

Não se pode afirmar que apenas uma determinada marca de fio dental represente risco aos usuários. O que está em excesso em uma determinada marca, pode também estar em excesso em outras.
Novas pesquisas são necessárias e esperadas sobre esse tema. Espera-se também que um universo mais amplo de marcas de fio dental sejam utilizadas em próximos estudos.

Não se pode esquecer que o uso regular do fio dental é importante. E previne uma série de problemas odontológicos, inclusive o câncer de boca.

O que se pode até o momento destacar, é que os consumidores devam preferir os fios dentais que não contenham PFAS.

Mais do que nunca ficar atento às letras miúdas que informam a composição dos fios passou agora a ser algo relevante.

Fonte: Silent Spring Institute
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