Identificador de placa pode evitar infarto e derrame?

Identificador de placa pode evitar infarto e derrame?

identificador de placa

Um identificador de placa com capacidade de evitar infarto e derrame.
Esse é a novidade que estamos trazendo hoje aqui no blog Dentalis.

Durante décadas, os pesquisadores sugeriram uma ligação entre a saúde bucal e doenças inflamatórias que afetam todo o corpo. Em especial, ataques cardíacos e derrames.

A inflamação está intimamente envolvida na patogênese da aterosclerose. A inflamação é medida com precisão pela proteína C reativa de alta sensibilidade (PCR-us). Esse é um marcador sensível indicativo de riscos futuros de ataques cardíacos e derrames.

Pesquisadores norte-americanos colaboraram em um estudo randomizado intitulado “Correlação entre saúde bucal e inflamação sistêmica“. O objetivo desse trabalho foi o de verificar se o identificador de placa de nome Plaque HD pode reduzir a PCR-us.
Plaque HD é um identificador de placa disponível na forma de um creme dental.

Estudo piloto – resultados

Os resultados do estudo mostraram que o Plaque HD produziu uma redução significativa na PCR-us entre aqueles analisados.
A plaqueHD é o primeiro creme dental que identifica a placa para que possa ser removida com escovação direcionada.

Além disso, a formulação proprietária do produto contém combinações e concentrações únicas de agentes de limpeza. Esses agentes enfraquecem o núcleo da estrutura da placa para ajudar o indivíduo a visualizar e remover a placa com mais eficácia.

Neste estudo, todos os indivíduos randomizados receberam o mesmo protocolo de escovação. Eles receberam um suprimento de 30 dias do creme dental plaque HD ou creme dental placebo idêntico, esse último sem capacidade de identificação da placa.

Identificador de placa – avaliação dos resultados

O estudo em pequena escala não permite concluir se este identificador de placa pode de fato diminuir os riscos de eventuais ataques cardíacos ou derrames.
Os resultados são animadores, é inegável. E justificam a realização de um estudo randomizado em larga escala.
Em se confirmando o prognóstico inicial, existe um potencial clínico muito grande com repercussões para a saúde pública.

Nesse sentido, os pesquisadores envolvidos planejam um estudo randomizado que testará se a plaque HD, ao remover a placa, pode acabar colaborando para reduzir a progressão da aterosclerose nas artérias coronárias e carótidas.
A aterosclerose nesses vasos são um importante precursor de complicações vasculares.

Doença periodontal ligada a doenças no corpo

O CDC estima que nos Estados Unidos 47,2% dos adultos americanos com 30 anos ou mais têm algum tipo de doença periodontal.
A doença periodontal é uma condição inflamatória patológica das gengivas e tecidos ao redor dos dentes.
Pesquisas anteriores sugerem que a doença periodontal pode estar ligada a várias outras doenças.
Patologias como doenças cardíacas, derrames e e outras doenças inflamatórias, como a artrite reumatoide.
A inflamação em todo o corpo pode ser um elo fundamental entre as doenças periodontais e outras doenças sistêmicas.

O que já é um consenso entre os cientistas é que a proteína C reativa de alta sensibilidade (PCR-us) é um dos melhores indicativos de risco para a saúde cardiovascular.
E ao que parece, a doença periodontal pode influenciar os níveis desse importante marcador.

Fonte: The American Journal of Medicine
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Qual a relação entre a vitamina D e o Covid-19?

Qual a relação entre a vitamina D e o Covid-19?

vitamina D e o Covid-19

Vitamina D e o Covid-19 aparentemente não guardam nenhuma relação.
Só aparentemente. Isso porque pesquisadores descobriram uma forte correlação entre a vitamina D e o Covid-19 no que diz respeito às taxas de mortalidade.

Essa é a conclusão de uma equipe e pesquisadores da Northwestern University.

A pesquisa

Os pesquisadores dessa universidade realizaram uma análise estatística de dados de hospitais de nove países.
Dentre esses estão China, França, Alemanha, Itália, Irã, Coréia do Sul, Espanha, Suíça, Reino Unido (Reino Unido) e Estados Unidos.

A correlação entre a vitamina D e o Covid-19 foi observada em pacientes de países com altas taxas de mortalidade por Covid-19. Países como Itália, Espanha e Reino Unido. Pacientes desses países com altas taxas de mortalidade apresentavam níveis mais baixos de vitamina D. Isso quando comparados com pacientes de países não tão gravemente afetados.

Embora a deficiência de vitamina D possa ter relação com a taxa de mortalidade, não necessariamente signifique que todos devam começar a suplementar essa vitamina.
Os pesquisadores constataram uma evidência, e mais estudos se mostram necessários.
É preciso esclarecer o mecanismo que explique essa mortalidade elevada.

Correlação entre os níveis de vitamina D e o Covid-19

A suspeita dos pesquisadores da estranha relação entre os níveis de vitamina D e o Covid-19 se originou ao perceber diferenças inexplicáveis nas taxas de mortalidade por COVID-19 de país para país.

Houve quem levantou a hipótese de que diferenças na qualidade da assistência médica, distribuição de idade na população, taxas de testagem ou diferentes cepas do coronavírus pudessem ser as responsáveis. Um dos pesquisadores envolvidos, no entanto, não acreditou nisso.

Segundo o pesquisador Backman, nenhum desses fatores parece desempenhar um papel significativo.
O sistema de saúde no norte da Itália, por exemplo, é um dos melhores do mundo.
As diferenças de mortalidade existem mesmo que se observe a mesma faixa etária.

E, embora as restrições aos testes realmente variem, as disparidades na mortalidade ainda existem mesmo quando foram analisados países ou populações para os quais se aplicam taxas de teste semelhantes.
Em vez disso, observou-se uma correlação significativa entre a deficiência de vitamina D e o Covid-19 em suas taxas de mortalidade.

Tempestade de citocinas

Ao analisar dados disponíveis de pacientes de todo o mundo, Backman e sua equipe descobriram algo muito curioso. Uma forte correlação entre os níveis de vitamina D e a tempestade de citocinas.
Essa é uma condição hiperinflamatória causada por um sistema imunológico hiperativo. Ao mesmo tempo notou-se uma correlação entre a deficiência de vitamina D e a mortalidade.

A tempestade de citocinas pode danificar gravemente os pulmões e levar à síndrome do desconforto respiratório agudo e à morte dos pacientes.
É o que parece ocasionar a morte da maioria dos pacientes com Covid-19.
Ou seja, não é exatamente o vírus o causador direto da destruição dos pulmões.
O dano mortal é causado pelas complicações decorrentes do incêndio mal direcionado pelo sistema imunológico.

Vitamina D e a taxa de mortalidade pelo Covid-19

A pesquisa em questão demonstra que níveis adequados de vitamina D podem reduzir a taxa de mortalidade de Covid-19 em até 50%.
A vitamina D não impede o paciente de contrair o vírus. Mas pode reduzir as complicações e evitar a morte daqueles que estão infectados.

Crianças e o Covid-19 – um mistério a ser esclarecido

A correlação entre vitamina D e o Covid-19 pode ajudar a explicar os muitos mistérios que cercam essa doença.
Explicar por que as crianças têm menos probabilidade de morte por decorrência do Covid-19.

Crianças ainda não possuem um sistema imunológico totalmente desenvolvido. Esse mesmo sistema imunológico está diretamente envolvido na resposta ao Covid-19 e com maior probabilidade de gerar uma reação exacerbada.
Esse pode ser o grande diferencial entre crianças e adultos na resposta ao Covid-19.

A reação das crianças ao vírus está baseada no seu sistema imunológico inato.
Isso pode explicar por que a taxa de mortalidade delas é mais baixa.

Atenção – cuidados com doses exageradas de vitamina D

Os pesquisadores salientam que as pessoas não devem tomar doses excessivas de vitamina D. Isso porque doses altas podem gerar efeitos colaterais negativos.
São necessárias muito mais pesquisas para se saber como a vitamina D pode ser usada deforma mais eficaz para proteção contra as complicações do Covid-19.

Vitamina D – qual a dose ideal?

É difícil dizer qual dose é mais benéfica para o Covid-19.
No entanto, é claro que a deficiência de vitamina D é prejudicial e pode ser facilmente tratada com a suplementação adequada.
Isso pode ser uma chave para ajudar a proteger populações vulneráveis.
Especialmente pacientes afro-americanos e idosos, que apresentam uma prevalência maior de deficiência de vitamina D.

A solução para a pandemia de Covid-19, como sabemos, virá com a descoberta de uma vacina eficaz contra o Sars-Cov-2, o vírus causador da doença.

Fonte: medRxiv
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Quanto tempo leva para se recuperar de uma extração dos dentes do siso?

Quanto tempo leva para se recuperar de uma extração dos dentes do siso?

dentes do siso

A remoção dos dentes do siso é uma das cirurgias odontológicas mais comuns.
Pode levar até 2 semanas para se recuperar completamente após a remoção dos dentes do siso.
Cuidar adequadamente da ferida pode ajudar o indivíduo a se recuperar mais rapidamente.

Os dentes do siso são dentes grandes que crescem no fundo da boca. A maioria dos dentes do siso ocorre entre os 17 e os 25 anos. Algumas pessoas podem não ter nenhum dente do siso.

Às vezes, não há espaço suficiente na boca para que os dentes do siso se movam para a posição correta. Eles podem romper as gengivas em ângulo ou apenas atravessar parcialmente. Quando isso ocorre, eles são chamados dentes do siso impactados e podem causar problemas. São problemas como dor ou infecção.

O tempo necessário à remoção de um dente do siso irá depender do dente e da dificuldade da cirurgia.

O tempo que pode levar para se recuperar de uma remoção de dentes do siso

Alguns indivíduos podem precisar de pontos para ajudar a fechar a ferida.

O cirurgião-dentista geralmente remove os pontos após cerca de 1 semana.

Às vezes, a cirurgia causa hematomas, inchaço e dor, o que também requer tempo para cicatrizar.

A recuperação da cirurgia do dente do siso é gradual.

Porém, as pessoas poderão observar algumas melhorias no decorrer dos dias:

  • Primeiras 24 horas: formação de coágulos sanguíneos;
  • 2 a 3 dias: O inchaço da boca e bochechas deve melhorar;
  • 7 dias: O dentista pode remover todos os pontos que restarem;
  • 7 a 10 dias: a rigidez e a dor na mandíbula devem desaparecer;
  • 2 semanas: Qualquer ferimento leve no rosto deve desaparecer.

O tempo de recuperação será diferente para todos. Se os coágulos sanguíneos se desalojarem da ferida, ou a ferida for infectada, a recuperação poderá demorar mais tempo.

Como acelerar a recuperação

Coágulos sanguíneos irão se formar no local em que o dente foi removido. Coágulos sanguíneos são uma parte essencial do processo de cicatrização.
Isso porque:

  • ajudam a evitar sangramento excessivo;
  • protegem a ferida de uma eventual infecção;
  • favorecem o crescimento de novos tecidos;
  • protegem o osso exposto.

Importante: não se deve desalojar esses coágulos nas primeiras 24 horas.

O que se deve evitar nas primeiras 24 horas

  • escovar os dentes ao lado do local de extração;
  • ingerir bebidas quentes;
  • ingerir comida que requeira mastigação;
  • fumar ou beber álcool durante pelo menos as primeiras 24 horas.

Aconselha-se bochechar delicadamente a boca com enxaguante bucal antisséptico após 24 horas.

O que você pode fazer imediatamente após a extração do siso?

As pessoas devem seguir o conselho de seu dentista sobre como ajudar na recuperação.

Eles devem fornecer informações claras sobre qualquer medicamento a ser tomado. E também o que fazer para acelerar a recuperação.

Os conselhos podem incluir morder uma gaze na área de extração por 30 minutos, por exemplo.

Pode-se sugerir também o uso de uma bolsa de gelo nas primeiras horas após a cirurgia.

Manter a compressa fria na parte externa do rosto sobre a área do local de extração por 15 minutos ajudará a reduzir o desconforto e o inchaço.

As pessoas não devem dirigir por 48 horas caso a cirurgia tenha sido realizada com anestesia geral.
É aconselhável o indivíduo tirar 1 ou 2 dias de folga do trabalho ou da escola após a cirurgia.

Alguns medicamentos podem ser prescritos pelo dentista para o alívio da dor.
Como o ibuprofeno, por exemplo. Esse fármaco irá ajudar no alívio da dor e desconforto após a cirurgia de extração dos dentes do siso.

Dicas para os cuidados em casa

É essencial manter a ferida limpa enquanto estiver cicatrizando.
Como as pessoas ainda precisam comer e beber, os alimentos podem ficar presos facilmente na área em que o dente foi removido.
Isso pode tornar um pouco desafiador manter a área da ferida limpa.

O que se pode fazer para ajudar a manter a ferida limpa

  • usar um enxaguante bucal antisséptico para prevenir infecções;
  • enxaguar com água morna e sal para reduzir o inchaço e aliviar a dor nas gengivas;
  • elevar a cabeça ao dormir para se obter mais conforto;

Além da dor, algumas pessoas se sentem cansadas depois da extração do dentes do siso. Nesse caso, podem optar por evitar a prática de exercícios por alguns dias após a cirurgia.

O que se pode comer após a extração dos dentes do siso

Comer alimentos pastosos ou líquidos pode ajudar a evitar danos às feridas.
Alguns exemplos são:

  • sopa;
  • gelatina;
  • macarrão macio;
  • ovos;
  • purê de banana.

Nos primeiros dias após a cirurgia, deve-se evitar alimentos que precisam ser mastigados. E também alimentos como doces pegajosos ou chicletes, pois podem ficar presos e causar dor e danos às feridas em cicatrização.

Evite também alimentos duros e crocantes, como batatas fritas, biscoitos, nozes e sementes. E também alimentos quentes ou condimentados.

Se um ou dois dentes do siso tenham sido removidos do mesmo lado da boca, pode ser possível mastigar no lado oposto da boca após as primeiras 24 horas.

Por que os dentes do siso são tão problemáticos?

À medida que os dentes do siso surgem na idade adulta, os outros dentes da boca já se estabeleceram no lugar.

Muitas vezes, não há espaço suficiente na boca para a chegada de quatro dentes grandes.

Se um dente aparecer apenas parcialmente na gengiva, é fácil que os alimentos fiquem presos entre o dente e a gengiva.
Também pode ser mais difícil manter esses dentes limpos. E isso pode levar a infecções ou cáries.

No entanto, os dentes do siso também podem causar problemas, mesmo que cheguem completamente à gengiva.
Se crescerem em ângulo, podem esfregar no interior da boca ou nas gengivas.
Eles podem causar dor ao causar pressão contra outros dentes.

As consultas regulares ao dentista durante a adolescência e no início da idade adulta são fundamentais. Isso porque o dentista poderá assim observar como os dentes do siso estão se desenvolvendo. Assim poderá ser possível identificar previamente se poderá ou não ocorrer algum problema.

dentes do siso

Resumindo

Observando os cuidados adequados, a recuperação completa leva cerca de 2 semanas.

Às vezes, uma pessoa pode desenvolver uma infecção e poderá precisar de antibióticos.

Os sintomas de uma infecção incluem dor, inchaço, pus amarelo ou branco ao redor da ferida e temperatura elevada.

Há um pequeno risco de desenvolver uma condição chamada alvéolo seco. Isso pode acontecer se um coágulo de sangue não se formar ou for empurrado para longe da ferida. O alvéolo seco causa uma dor intensa e latejante. Nesse caso, o dentista precisará cobrir a ferida com um curativo.

As complicações são improváveis após a cirurgia do dente do siso com cuidados posteriores adequados.
No caso de dor intensa, muito sangramento, febre ou qualquer outro sintoma inesperado, deve-se buscar uma consulta com o dentista tão logo quanto possível.

Fontes: NHS, Mouth Healthy, American Society of Hematology
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Novidades sobre o vírus SARS-CoV-2, causador do Covid-19

SARS-CoV-2

Afinal, o que torna o vírus SARS-CoV-2, causador da epidemia de Covid-19, uma grande ameaça?

Um novo estudo joga luz sobre essa questão. Pesquisadores da Harvard Stem Cell identificaram os prováveis tipos de células que o vírus SARS-CoV-2 infecta.

Descobriu-se que uma das principais defesas imunológicas do corpo contra infecções virais pode realmente ajudar o vírus SARS-CoV-2 a infectar essas mesmas células.

O que torna algumas pessoas mais suscetíveis ao vírus SARS-CoV-2 e o que ele faz no corpo?

Essas são questões fundamentais na busca de tratamentos mais eficazes.

Vírus SARS-CoV-2 – As células preferidas no organismo humano

O vírus SARS-CoV-2 age preferencialmente sobre células de tecidos como o revestimento da cavidade nasal, pulmões e intestino.
Essa conclusão de deu com base nos sintomas relatados pelos pacientes onde o vírus foi detectado nas análises realizadas.

Quais as células mais suscetíveis ao ataque do vírus SARS-CoV-2?

Pesquisas recentes indicam que o SARS-CoV-2 usa um receptor de células humanas chamado ACE2 para entrar nas células.

Isso acontece com o auxílio de uma enzima chamada TMPRSS2. Isso levou os pesquisadores a fazer uma pergunta simples.

Afinal, quais células do tecido respiratório e intestinal expressam ACE2 e TMPRSS2?

Para responder a essa pergunta, a equipe voltou-se para o sequenciamento de RNA de célula única. Esse sequenciamento identifica quais genes são expressos em células individuais.

Descobriu-se que apenas uma pequena porcentagem de células respiratórias e intestinais humanas produzem ACE2 e TMPRSS2.

Essas células se dividem em três tipos.

São elas: células no nariz que secretam muco, células pulmonares que ajudam a manter os sacos de ar e células que revestem o intestino delgado e estão envolvidas na absorção de nutrientes.

Dados de primatas não humanos mostraram um padrão semelhante de células suscetíveis.

Muitas linhas celulares respiratórias existentes podem não conter a mistura completa de tipos de células. Também podem faltar as que são relevantes.
Depois de entender quais células estão mais sujeitas à infecção surge uma nova questão.

Existe algo dentro dessas células que de alguma forma contribua para o ciclo de vida do vírus?

Esse é um dos focos de pesquisa.

Os estudos prosseguem e buscam descobrir quais medicamentos podem interromper esse ciclo e acelerar a cura do Covid-19.

Interferon: útil ou prejudicial?

No começo o alvo do trabalho era identificar os tipos de células suscetíveis ao SARS-CoV-2.
Depois os pesquisadores descobriram que o gene ACE2 é estimulado pelo interferon. O interferon é uma das principais defesas imunológicas do corpo quando ele detecta um vírus.
No entanto, detectou-se um problema.
Na prática, o interferon passou a ativar o gene ACE2 em níveis mais altos. Isso potencialmente dá ao vírus novos portais para entrar. Ou seja, o interferon pode ser tornar uma aliado do SARS-CoV-2, facilitando sua entrada nas células humanas.

Trabalho em conjunto

Os pesquisadores buscam descobrir com detalhes as ações do vírus nas células. E também estudar amostras de tecidos de crianças e adultos.
Isso tudo para entender porque o Covid-19 é tipicamente menos grave em pessoas mais jovens.

Tudo isso é fruto de um grande esforço e trabalho em conjunto da comunidade científica mundo afora.
Vários pesquisadores e colaboradores em todo o mundo compartilham diariamente novos dados e achados.
Tudo isso para que se consiga alcançar um progresso na resolução dessa pandemia no menor prazo possível.
É ao mesmo tempo inspirador ver o que se pode alcançar quando todos se reúnem para resolver um problema.

Tem dúvida sobre a pandemia de Covid-19? Neste link você poderá encontrar uma matéria completa no site com tudo sobre essa doença de alcance mundial.

Fontes: Harvard Stem Cell Institute, ScienceDirect
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Dietas açucaradas e o impacto sobre a saúde periodontal

dietas açucaradas

O estudo de dados clínicos acumulados ao longo de 50 anos de dietas açucaradas e o impacto sobre a saúde periodontal. Esse é o tema sobre o qual se debruçaram pesquisadores do departamento de odontologia da Universidade de Aarhus, na Dinamarca.

Dietas açucaradas – o estudo

O estudo revela que o consumo em excesso de carboidratos pode levar a uma hiperglicemia. Por consequência, pode assim contribuir para a inflamação do tecido periodontal.
Até hoje se acreditava que as bactérias seriam as principais responsáveis pela gengivite. Esse estudo revelou, no entanto, que dietas açucaradas têm um papel fundamental no desenvolvimento da doença periodontal.

No decorrer da pesquisa eliminou-se os açúcares refinados. Consumindo alimentos de uma dieta, composta basicamente por proteínas e gorduras, observou-se uma redução da gravidade da inflamação das gengivas. Isso num período de quatro semanas e sem higiene bucal.
Observou-se também que diabéticos do tipo 1 tendem a desenvolver resposta inflamatória mais precoce e mais elevada que os não diabéticos, uma vez expostos a bactérias.
Existem assim fortes indicativos de que a hiperglicemia esteja relacionada à doença periodontal.
Porém, não se tem ainda bem claro o mecanismo que possa explicar esse dado observacional.

Doenças periodontais – causas diversas

Doenças periodontais são ocasionadas por múltiplos fatores. O estudo em questão traz evidencias de que dietas açucaradas são uma importante causa.
Sendo assim, a odontologia poderá passar a recomendar dietas com pouco carboidrato num futuro próximo.
Até hoje os dentistas vêm orientando seus pacientes apenas a melhorar a higiene bucal no tratamento de doenças periodontais.
Isso pode explicar porque nem todos os pacientes acabam respondendo adequadamente ao tratamento.

Resumindo

No final das contas uma dieta com pouco carboidrato pode trazer benefício não apenas para os dentes.
Doenças como diabetes, cardiovasculares e obesidade seriam também positivamente beneficiadas. Conheça aqui detalhes de uma dieta saudável para as gengivas.

Fonte: Journal of Oral Microbiology
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A nova esperança para o tratamento do Covid-19

A nova esperança para o tratamento do Covid-19

tratamento do covid-19

O Remdesivir é a mais recente esperança para o tratamento do covid-19.

O Remdesivir é um medicamento antiviral de amplo espectro. Também chamado de análogo de nucleotídeo.

É um medicamento experimental recentemente aprovado pelo FDA americano para o tratamento do covid-19 em caráter emergencial.

O covid-19 é um vírus de RNA.
O RNA é a ferramenta de transcrição molecular usada pelo nosso organismo para criar proteínas usando as instruções do DNA.
Essa classe de vírus depende de uma enzima chamada RNA polimerase para aumentar a cadeia do RNA.

O Remdesivir age substituindo essa enzima RNA polimerase.
Dessa forma o RNA não pode se desenvolver para que o vírus não consiga se replicar.

Tratamento do covid-19 – descobertas mais recentes

Dados preliminares de dois ensaios clínicos usando o Remdesivir antiviral para tratar pacientes com Covid-19 se mostraram encorajadores.

Em um dos estudos o medicamento é dado a pacientes com a doença em estágios moderados e o outro se concentra em pacientes em estágios graves da doença.

Observou-se um tempo de recuperação mais rápido desses pacientes, com diminuição do tempo de internação hospitalar.
Embora seja muito cedo para dizer, os pesquisadores afirmam que há indicações de que o Remdesivir possa dispensar o uso de ventilador mecânico em pacientes graves de Covid-19.

Os primeiros resultados são promissores, e isso é importante no momento.
Muito do que se está aprendendo sobre o gerenciamento do Covid-19 está centrado na prevenção de uma deterioração rápida. O tempo é tudo.
Não se pode dizer com certeza que eles [pacientes] teriam sido intubados caso contrário, mas é encorajador.

O Houston Methodist Hospital foi o quinto local nos Estados Unidos a participar dos ensaios clínicos com Remdesivir. A Instituição começou a inscrever e tratar pacientes em meados de março.
Agora, esses estudos de fase 3 avaliarão a eficácia e a segurança do Remdesivir.

Remdesivir – protocolos de tratamento

Os pacientes com doença moderada recebem cinco ou 10 dias de tratamento com Remdesivir.
Já aqueles com doença grave recebem o medicamento pelo período de 10 dias.

O objetivo dos pesquisadores é fazer com que o Remdesivir interfira no vírus e bloqueie sua capacidade de se replicar nas células dos pacientes.
O objetivo é evitar a cascata inflamatória mortal que leva à insuficiência respiratória e à necessidade de que o paciente seja entubado e tenha de usar respirador.

Remdesivir – origem

O Remdesivir foi desenvolvido originalmente para tratar o Ebola há mais de uma década.
É conhecido por ser geralmente seguro em seres humanos. Isso baseado em um grande corpo de pesquisas pré-clínicas.
Também vários estudos mostrando que ele interrompe a SARS (síndrome respiratória aguda grave) e a MERS (síndrome respiratória do Oriente Médio).
Ambas são o que se poderia chamar de primos virais do Covid-19.

Remdesivir como tratamento do Covid-19 – mais estudos

Um estudo realizado na China no início deste ano mostrou que o Remdesivir poderia impedir a replicação do Covid-19.
Há um relato de caso de um New England Journal of Medicine muito interessante.

É o de um paciente recebeu Remdesivir e começou a melhorar depois de apenas 24 horas.

Um outro estudo mostrou melhora clínica em dois terços dos pacientes hospitalizados por Covid-19 grave que receberam o antiviral.

Enquanto isso, os próximos relatórios de vários ensaios clínicos em andamento fornecerão mais dados baseados em evidências sobre o uso do Remdesivir no tratamento do Covid-19 em pacientes hospitalizados.

Remdesivir – possíveis efeitos colaterais

Até o momento, os principais efeitos colaterais observados pelos pesquisadores foram os seguintes:

  • Níveis aumentados de enzimas hepáticas que podem indicar possível dano hepático: Pesquisadores documentaram aumentos nas enzimas hepáticas em três pacientes com Covid-19 nos EUA;
  • Náusea;
  • Vômito.

Uso do Remdesivir durante a gestação ou amamentação é seguro?

Ainda não se sabe se o Remdesivir poderá afetar o feto durante a gestação. Em ratos e macacos, o Remdesivir afetou o desenvolvimento renal em fetos.

Não se sabe se o Remdesivir passa para o leite materno.

Resumindo

Entre os pesquisadores considera-se que o Remdesivir não seja a cura definitiva do Covid-19. O Remdesivir vem demonstrando que pode vir a ser uma importante ferramenta para o tratamento do Covid-19. Ele é tido por muitos pesquisadores como um medicamento precursor, assim como o AZT o foi em relação à terapia do HIV há uns anos atrás. Além do Remdesivir, existem outros medicamentos que estão sendo testados para o tratamento do Covid-19.

Menos de uma semana após os Estados Unidos, o Japão se tornou o segundo país a autorizar o Remdesivir para tratar pacientes com Covid-19.

Aqui no Brasil, técnicos da Anvisa e representantes da Gilead no Brasil, fabricante do Remdesivir, realizaram dia 06/05 passado uma primeira reunião. O tema dessa reunião foi para tratar da possibilidade de registro, fabricação e distribuição do Remdesivir no Brasil.

Fontes: New England Journal of Medicine, WebMD, RXList
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Cigarro eletrônico aumenta risco de infecção bucal

cigarro eletrônico

Um grande número de pessoas trocaram o cigarro convencional pelo cigarro eletrônico. Muitos adolescentes, iludidos pela sensação de segurança, iniciaram-se no uso do cigarro eletrônico.

O mundo discute a segurança desses dispositivos e seus efeitos à saúde a longo prazo. Já abordamos esse tema aqui no blog Dentalis demonstrando nossa preocupação com esse assunto.

Hoje trazemos uma pesquisa recente da Faculdade de Odontologia da Universidade de Nova York demonstrando que o uso do cigarro eletrônico pode alterar a flora bacteriana bucal.

Essa alteração pode expor seus usuários a um risco maior de infecção do que os fumantes e não fumantes.

Cigarro eletrônico – componentes tóxicos

Os cigarros eletrônicos se popularizaram nos últimos anos porque oferecem uma maneira de obter nicotina sem os riscos à saúde do tabaco. Ao tabaco são associados danos aos pulmões e maior risco de câncer.

Dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) mostram que quase 55% dos ex-fumantes de cigarro e 48% dos atuais fumantes de cigarro se tornaram usuários do cigarro eletrônico nos EUA.

Entre adolescentes

Os cigarros eletrônicos também se tornaram populares entre as pessoas que nunca fumaram. Isso se verifica principalmente entre jovens entre 18 e 24 anos.

Mais de 20% dos alunos de Universidade e 5% dos alunos do ensino médio são usuários de cigarros eletrônicos. Um dado norte-americano, de acordo com informações do CDC.

Esse aumento no uso, principalmente entre jovens, é motivo de preocupações. Isso porque não existem dados seguros de longo prazo sobre seus efeitos na saúde.

Existem relatos preocupantes de adolescentes e adultos jovens usuários de cigarro eletrônico.
Já foram identificadas substâncias notadamente tóxicas em cartuchos de cigarro eletrônico. Substâncias como dietilenoglicol e substâncias potencialmente cancerígenas, como aldeídos.

Isso reforça a necessidade de mais pesquisas nessa área.

Bactérias orais

A nova pesquisa avaliou os efeitos desses compostos na primeira parte do corpo que eles atingem: a boca.
A boca é uma via de entrada de ar nos pulmões. E também é uma importante porta de entrada para micróbios.

Ter micróbios na boca não é necessariamente uma coisa ruim. Existem trilhões de bactérias que vivem no corpo – na pele, no intestino e na boca. Nesses locais elas nos ajudam a combater infecções e digerir os alimentos.

Nessa pesquisa os cientistas avaliaram o efeito do cigarro eletrônico na comunidade bacteriana da boca, onde existe em um equilíbrio delicado.
Alterações nessa flora bacteriana podem contribuir para a doença bucal.

Os pesquisadores compararam o microbioma oral de três grupos de pessoas: usuários de cigarros eletrônicos, fumantes e não fumantes.

É importante entender os efeitos dos vapores liberados pelo cigarro eletrônico sobre a flora bacteriana bucal e as respostas inflamatórias do indivíduo.
Isso irá possibilitar uma real compreensão do impacto gerado sobre a saúde humana.

Agentes patogênicos periodontais

Os cientistas analisaram o perfil das comunidades microbianas presentes na saliva de 119 pessoas nos três grupos.

Eles encontraram mudanças significativas no microbioma oral das amostras analisadas.

Em comparação com os fumantes e não fumantes, os usuários de cigarro eletrônico tinham um número maior de bactérias chamadas Porphyromonas e Veillonella.
Ambas estão associadas à doença gengival e refletem uma saúde periodontal comprometida.

Também foram encontrados níveis mais altos de dois marcadores inflamatórios no grupo de usuários de cigarros eletrônicos. Isso sugere que tal prática afeta o sistema imunológico local.

Vulnerabilidade aumentada

Os efeitos dos vapores do cigarro eletrônico em células individuais foram examinados.
Para isso, células de uma faringe humana com bactérias foi exposta aos vapores do cigarro eletrônico em comparação com o ar.

Descobriu-se que muitas outras células foram infectadas pelas bactérias uma vez expostas aos vapores de cigarros eletrônicos.
Essas células também se mostraram mais propensas à inflamação.

Esse estudo sugere que o cigarro eletrônico provoca mudanças no ambiente oral e influencia muito a colonização de biofilmes microbianos complexos. Isso só faz aumentar o risco de inflamação e infecção bucais.

Qual o tamanho do risco?

Especialistas associaram alterações do microbioma oral a doenças que variam de cáries e mau hálito, a diabetes, doenças cardíacas e até câncer.

Este estudo não comprova que o uso de cigarro eletrônico possa causar essas doenças.
Porém, evidencia que está associado a alterações significativas na flora bacteriana da boca.

Esses achados também sugerem que, assim como fumar cigarros convencionais, os vapores do cigarro eletrônico aumentam o risco de infecções orais.

No entanto, é importante lembrar que algumas dessas descobertas vieram de células que os cientistas cultivaram sob condições controladas. Essas células, no entanto, não se comportam da mesma maneira que as células do corpo humano.

Ainda são necessários estudos mais detalhados para entender como os vapores dos cigarros eletrônicos interagem com as chamadas boas bactérias.
E também as implicações que isso pode ter para a saúde bucal, respiratória e cardiovascular.

Fontes: Medical News Today, CDC
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O que sabemos até agora sobre uma vacina contra o covid-19?

vacina contra o covid-19

Em tempos de epidemia muitos se perguntam: quando teremos uma vacina contra o covid-19?
A Organização Mundial da Saúde anunciou que estão sendo avaliadas 83 possíveis vacinas candidatas contra o covid-19 (em 23 de abril).
Desse total, sete delas já foram aprovadas para testes em humanos por meio de ensaios clínicos.

Conheça os sete candidatos a vacina contra o covid-19?

Vacina contra o covid-19: na China

Dos sete, três estão sendo testados em Pequim.
Dessas três, uma delas já se encontra em um estudo de fase II. É o resultado dos esforços de duas empresas: CanSino Biological e Beijing Institute of Biotechnology.
A vacina, que usa um vetor de adenovírus, deve ser testada em 375 adultos saudáveis, com 125 pessoas no grupo controle.
Serão analisadas as reações adversas em 14 dias.
Serão avaliados os níveis de anticorpos neutralizantes do covid-19 e de anticorpos contra a proteína spike no vigésimo oitavo dia. A proteína spike está presente nas suas espículas (como as pontas de uma coroa) que dá nome à família do vírus. É essa proteína que se liga a uma proteína “receptora” situada no exterior das células humanas. É dessa forma que o vírus penetra no organismo humano.

Os participantes serão acompanhados por até seis meses.
A boa notícia é que essa vacina já evolui para a fase II.
No entanto, os resultados do estudo de fase I, que analisaram reações adversas sete dias após a injeção, não foram divulgados.

A Sinovac, outra empresa com sede em Pequim, está atualmente testando sua vacina covid-19 contra vírus inativados.
É um estudo randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, fase I, envolvendo 144 adultos.

A empresa planeja testar a vacina em outras 600 pessoas, durante o estudo de fase II.
Uma pré-impressão sobre a eficácia da vacina em camundongos, ratos e primatas não humanos descobriu que conferia “proteção completacontra as cepas de SARS-CoV-2 que circulam em todo o mundo.

Um terceiro candidato, do Instituto de Produtos Biológicos de Pequim e do Instituto Wuhan Produtos Biológicos também está sendo avaliado.
No entanto, pouca informação sobre esta vacina está disponível.

Vacina contra o covid-19: no Reino Unido

Pesquisadores da Universidade de Oxford estão testando sua vacina ChAdOx1 nCoV-19.
Ela utiliza um vetor de vacina adenovírus e a proteína spike SARS-CoV-2.

Em 1102 voluntários saudáveis, onde a vacina MenACWY (licenciada para os grupos A, Meningococos C, W e Y) age como controle.

Eles escolheram a vacina MenACWY como controle, em vez de uma solução salina, porque esperam ter efeitos colaterais menores. Efeitos como dor no braço, dor de cabeça e febre no grupo da vacina covid-19 que não se desenvolveria em um grupo salino, disseram eles.

Vacina contra o covid-19: nos Estados Unidos

Inovio Pharmaceuticals começou a testar sua vacina de base DNA em Abril.
Eles acreditam que seja possível a obtenção de uma vacina eficaz contra o covid-19 no prazo de 12 a 18 meses.

Outra empresa americana, a Moderna, desenvolveu uma vacina chamada mRNA-1273 com o National Institute of Allergy and Infectious Diseases.

Os primeiros pacientes foram injetados em março. O estudo para examinar a segurança da vacina agora está sendo expandido para incluir 60 adultos.
A vacina, que utiliza uma base de RNA, está sendo administrada em duas doses, com o segundo round 28 dias após o primeiro.
Se o teste for bem-sucedido, a vacina passará para a fase II. Nessa fase sua eficácia contra o covid-19 será testada.

Vacina contra o covid-19: Estados Unidos e Alemanha

O sétimo estudo aprovado é de um programa de vacinas desenvolvido pela alemã BioNTech e pela Pfizer.
Ela envolve quatro vacinas em potencial que serão testadas inicialmente na Alemanha em 200 participantes saudáveis,
Na segunda parte do teste as empresas planejam incluir pessoas com maior risco de covid-19 com maior gravidade.

Cada um dos quatro candidatos a vacina representa diferentes formatos de mRNA e antígenos alvo.

As empresas também estão colaborando com a farmacêutica chinesa Fosun Pharma para conduzir ensaios na China.
Também planejam ensaios nos EUA (aguardando aprovação regulatória).

O quanto difícil é desenvolver uma vacina contra o covid-19?

Segundo um dos pesquisadores, o desenvolvimento de uma vacina deve ser relativamente fácil. Isso porque, diferentemente da influenza e do HIV, o vírus da covid-19 parece relativamente estável.

O mesmo pesquisador afirma estar confiante no surgimento vacinas eficazes. Três fatores contribuem para isso: o grande número de equipes trabalhando, diferentes abordagens, e o fato desse vírus não ser um alvo tão difícil quanto algumas das coisas vistas anteriormente.

Quanto tempo normalmente se leva para se desenvolver uma vacina?

O desenvolvimento de uma vacina é um processo demorado que normalmente leva mais de 10 anos. Tem um custo na casa dos milhões de dólares.

Os ensaios clínicos exigem muitos anos de testes em milhares de pessoas. Eles normalmente começam após cerca de dois a cinco anos da pesquisa inicial. Essa pesquisa inicial avalia a resposta imune e depois outros dois anos de testes pré-clínicos envolvendo testes em animais.

Se a vacina for considerada segura e eficaz, ela deve passar nos requisitos regulamentares e obter aprovação.

Mesmo depois de concluído, o processo de fabricação e entrega de uma vacina é caro e complexo. Isso porque exige instalações especializadas e regulamentadas.

Na crise atual, foi proposto um novo período de 12 a 18 meses. Isso com equipes de todo o mundo trabalhando com velocidade cada vez maior para encontrar um candidato eficaz.
São necessárias enormes somas de dinheiro para financiar uma ampla variedade de candidatos e diferentes abordagens.

O que acontece se uma vacina bem-sucedida for encontrada?

Para que uma vacina seja lançada em todo o mundo, irão ser necessários bilhões de doses.
Haverá necessidade de aumentar grandemente a capacidade de fabricação global.
Para que isso aconteça, novos locais de fabricação precisarão ser construídos antes da conclusão dos testes clínicos.
Isso para garantir que a produção inicie assim que a vacina for aprovada.
Os locais de produção deverão estar distribuídos ao redor do mundo para garantir uma distribuição igualitária.

Como disse o diretor da OMS: “Nosso compromisso compartilhado é garantir que todas as pessoas tenham acesso a todas as ferramentas para prevenir, detectar, tratar e derrotar o covid-19.
Nenhum país e nenhuma organização podem fazer isso sozinhos. ”

A vacina pode acabar com a pandemia?

Não se tem certeza de quando uma vacina eficaz estará disponível. Até lá é necessário adotar os cuidados necessários para se combater ao máximo o avanço da pandemia.

Há um longo histórico de previsões de vacinas super otimistas.
Mesmo que uma vacina se torne disponível, ainda é muito cedo para especular se terá alta ou baixa eficácia.

A atenção às políticas públicas deve continuar focada na disponibilização de mais testes. E também na capacidade de ampliação do sistema de saúde para o atendimento.
O gerenciamento do isolamento social e dos custos deve se dar pelo maior tempo possível.

Curiosamente no dia 02/07/2018, aqui no blog Dentalis já alertávamos para o risco do surgimento de um novo vírus com potencial de dar origem a uma pandemia.

Uma pandemia é uma guerra. É uma luta mundial. A participação e o os esforços de todos são fundamentais para que possamos juntos vencê-la.

Fonte: bmj
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Tratamentos com flúor: tudo o que você precisa saber

Tratamentos com flúor: tudo o que você precisa saber

tratamentos com flúor

Tratamentos com flúor são uma realidade na odontologia dos dias atuais.

O flúor na forma de fluoreto é um mineral natural e base de dentes fortes e importante na prevenção das cáries.

Por mais de 70 anos, a maior parte da água potável nos Estados Unidos continha pequenas quantidades de flúor para reduzir a cárie dentária.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) assegura que a água fluoretada reduziu a cárie dentária em cerca de 25% naquele país.
Outro estudo aponta elevação da incidência de cáries em condições em que a água potável não recebia adição de flúor.

Os tratamentos com flúor podem oferecer benefícios ainda mais significativos para proteção dos dentes.

Esses tratamentos podem ser benéficos para pessoas em risco de cárie dentária, mas podem não ser adequados para todos.

Neste artigo, analisamos os benefícios e efeitos colaterais do fluoreto e dos tratamentos com flúor, bem como recomendações de tratamento.

O que são os tratamentos com flúor

Os tratamentos com flúor são tipicamente tratamentos profissionais. Eles contêm uma alta concentração de flúor que o dentista aplica nos dentes do paciente. O objetivo é a melhoraria da saúde bucal e a redução do risco de cáries dentárias.

Esses tratamentos com flúor em consultório podem assumir a forma de uma solução, gel, espuma ou verniz.

Existem também alguns tratamentos com flúor de alta concentração que as pessoas podem realizar em casa, mas somente sob orientação de um dentista.

Esses tratamentos são semelhantes ao flúor presente na pasta de dente. No entanto, o tratamento contém doses muito mais altas e pode oferecer benefícios mais rápidos.

Benefícios dos tratamentos com flúor

  •  Auxilia o corpo a usar melhor minerais, como cálcio e fosfato. Os dentes reabsorvem esses minerais para reparar o esmalte dentário fraco;
  •  Ele se junta à estrutura dentária quando os dentes se desenvolvem para fortalecer o esmalte dos dentes, tornando-os menos vulneráveis a bactérias e cáries;
  •  Retarda ou até reverte o desenvolvimento de cáries. Retarda o crescimento de bactérias que causam cáries.

A ingestão na água potável combinada com os tratamentos com flúor proporcionam os benefícios:

  •  redução do risco de cáries dentárias;
  •  retarda o crescimento de cáries;
  • diminui a necessidade de tratamento odontológicos caros;
  • prolonga o tempo de vida útil dos dentes de leite da criança;
  • reduz os gastos financeiros do paciente com procedimentos odontológicos.

Ao prevenir cáries e retardar o crescimento de bactérias, o tratamento com flúor também pode:

  • previne doenças gengivais;
  • reduz a incidência de dor de dente;
  • previne a perda prematura de dentes.

Os tratamentos com flúor podem melhorar a saúde bucal. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) , é um dos principais preditores da saúde geral.

Uma saúde bucal ruim pode causar uma série de outras condições de saúde, incluindo doenças cardiovasculares.

Efeitos colaterais do flúor

Alguns defensores da saúde natural expressaram preocupação com o flúor em altas doses. Eles também argumentam que o fluoreto não é seguro para crianças e até mesmo que a água fluoretada pode ser perigosa.

No entanto, é um mito que os tratamentos com fluoreto ou a água fluoretada causem danos generalizados.

Algumas pessoas, no entanto, podem experimentar alguns efeitos colaterais, como:

Descoloração dos dentes e o risco de fluorose

O efeito colateral mais comum do flúor é a descoloração dos dentes.

A fluorose é uma condição que causa estrias brancas ou outro tipo de descoloração nos dentes.
A fluorose ocorre quando uma criança ingere muito flúor enquanto os dentes do bebê e do adulto se desenvolvem sob a gengiva.
Uma criança pode desenvolver fluorose desde o nascimento até os 8 anos de idade.

A descoloração é mais comum em crianças pequenas que consomem muito flúor. Isso porque ingerem suplementos de flúor ou engolem creme dental.

O Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos estabeleceu diretrizes para a quantidade de flúor que a água potável deve conter. Isso para ajudar a prevenir a cárie dentária e minimizar o risco de fluorose dentária.
Atualmente, esse nível é de 0,7 miligramas de fluoreto por litro (mg/l) de água.

A Academia Americana de Odontopediatria (AAPD) recomenda que os pais ou responsáveis usem uma quantidade minúscula de creme dental fluoretado assim que o primeiro dente da criança entrar em erupção. Isso auxilia na proteção dos dentes da criança evitando cáries. E não os coloca em risco de fluorose se a criança acidentalmente vier a engolir o creme dental.

Alergias ou irritação

Reações do tipo alérgica ao flúor ou irritação na pele são possíveis, mas bem raras.

Efeitos tóxicos

O fluoreto pode ser tóxico se uma pessoa o aplicar incorretamente ou em doses muito altas. No entanto, isso é incomum. A American Dental Association (ADA) recomenda o uso de verniz fluoretado profissional em crianças menores de 6 anos. O verniz fluoretado é a opção preferida para crianças pequenas, pois elas tendem a engolir espumas ou géis, o que pode causar náusea e vômito.

Tratamentos com flúor – Recomendações

O CDC e a ADA recomendam que a exposição frequente a pequenas quantidades de flúor todos os dias seja a melhor opção para reduzir o risco de cáries dentárias para todas as idades.

Para a maioria das pessoas, isso significa beber água potável com níveis ideais de flúor e escovar os dentes ao menos duas vezes ao dia com creme dental fluoretado.

Para crianças e adultos que podem estar em maior risco de cáries, os tratamentos com flúor podem proporcionar benefícios extras.

Crianças

A cárie dentária é a doença crônica infantil mais comum. É até cinco vezes mais comum que a asma.

A Academia Americana de Pediatria (AAP) recomenda o tratamento com flúor para todas as crianças assim que seus dentes começam a crescer para evitar cáries, dores e futuras infecções dentárias.

Os dentistas devem repetir o tratamento com flúor a cada 3 a 6 meses, dependendo do risco de cárie em uma criança.

Para reduzir o risco de superexposição ao flúor, recomenda-se também o seguinte:

  • Os cuidadores devem escovar os dentes das crianças com uma pequena quantidade de creme dental com flúor para reduzir a cárie e minimizar o risco de fluorose.

Para crianças menores de 3 anos de idade, não use mais do que uma quantidade de pasta de dente fluoretada com o tamanho aproximado de um grão de arroz.

Para crianças de 3 a 6 anos, use uma quantidade de creme dental com flúor do tamanho de uma ervilha;

  •  Supervisione sempre a escovação de uma criança para garantir que ela use a quantidade certa de pasta de dente. Tente fazê-la, sempre que possível, cuspir todo o creme dental utilizado.
  • Crianças menores de 6 anos de idade não devem fazer uso de soluções com flúor em casa, como enxaguatórios bucais, pois podem acabar engolindo muito flúor.

Adultos

As recomendações de fluoreto para adultos variam.

Estudos diferentes investigaram uma variedade de concentrações, doses e frequências de tratamento.

Se uma pessoa corre um risco moderado a alto de desenvolver cáries, o tratamento profissional com flúor pode ajudar.

Os especialistas recomendam que as pessoas com alto risco de cáries recebam tratamentos profissionais com flúor duas vezes por ano.

As pessoas devem discutir os riscos e benefícios do tratamento com flúor com seus dentistas.

É essencial considerar todas as fontes de flúor, incluindo creme dental fluoretado e enxaguatórios bucais.

Pessoas que vivem em áreas onde a água não contém flúor podem obter benefícios mais significativos com tratamentos regulares de flúor.

Qual a eficácia dos tratamentos com flúor?

Um grande número de evidências de ensaios clínicos randomizados, que são o padrão ouro de estudos científicos, estabeleceu os benefícios dos tratamentos tópicos com flúor para prevenção da cárie.

Uma revisão sistemática relata que tratamentos com flúor, como verniz fluoretado, têm um efeito substancial na prevenção de cáries nos dentes decíduos (dentes de leite) e permanentes.

Resumindo

Os tratamentos com flúor são seguros para a maioria das pessoas.

Mesmo quando existem efeitos colaterais, esses efeitos geralmente são mínimos comparados aos benefícios.

É provável que a maioria dos danos advenha da ingestão de quantidades muito altas de flúor.

Isso não significa que todos os tratamentos com flúor sejam seguros para todas as pessoas o tempo todo.

Pessoas com cáries ou com risco de cáries devem discutir suas preocupações com um dentista em quem confiam.

Fonte: MedicalNewsToday
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Dentista: como fidelizar seus pacientes em tempos de Coronavírus

fidelizar seus pacientes

A chegada do coronavírus transformou as nossas vidas de forma radical.
Isso tanto no aspecto pessoal como profissional.

Forçado pelas circunstâncias decorrentes da atual epidemia do novo Coronavírus, a rotina dos atendimentos odontológicos sofreu uma profunda mudança.
Dado o risco de contaminação decorrente que a proximidade paciente e dentista representa para o profissional, os atendimentos em sua maioria tem se restringindo aos atendimentos de emergência.
Sabemos que essa epidemia, assim como uma tempestade, uma hora vai passar. E com o término da crise, você dentista desejará ver o retorno dos seus pacientes ao seu consultório ou clínica, não é mesmo?
As dicas que apresentamos hoje aqui no blog são sobre o que você pode fazer para fidelizar seus pacientes nesses tempos de Coronavírus.
Saber usar esse tempo de isolamento de forma construtiva e criativa é a grande chave para fidelizar seus pacientes.

Como fidelizar seus pacientes

Comunicação com os pacientes

O momento atual é uma oportunidade para você dentista se comunicar com seus pacientes. É uma chance para se levar informações relevantes e de valor para seus clientes.

Canais para comunicação com seus pacientes

Uma comunicação através de uma newsletter, uma vez por semana é uma das formas de se manter esse contato.

Qual tipo de conteúdo pode-se incluir nessas newsletters?

Uma informação fundamental que se pode dar numa primeira newsletter é que, apesar dos atendimentos normais estarem suspensos, continua-se trabalhando.
É importante salientar que, em situações de emergência, o consultório ou clínica encontra-se disponível.
É fundamental também disponibilizar números para contato rápido e agendamento.

Dicas importantes

Pode-se aproveitar esse período para enviar aos clientes dicas com informações sobre higiene bucal, por exemplo.
A sugestão de bons hábitos, formas adequadas de se manter os dentes e gengivas limpas, por exemplo são uma ótima pedida.
Além de garantir a saúde bucal, evita aquelas condições que podem acabar se transformando em emergências odontológicas.
Importante é que a informação seja relevante e ao mesmo tempo interessante.

Aqui no blog Dentalis, você poderá encontrar algumas sugestões de matérias para compartilhar com seus pacientes. Seguem alguns exemplos dessas matérias para sua inspiração:

Hábitos de escovação: ligados à saúde do coração;

Hábitos que podem prejudicar os dentes;

Dieta para uma gengiva saudável;

O isolamento social faz as pessoas permanecerem a maior do tempo dentro de suas casas.
Com isso podem acabar consumindo mais doces e gorduras.
Alertar para os riscos dessas dietas e dar dicas de nutrição e hábitos para manter uma boa saúde mental são sugestões de temas. Manifestar essa preocupação na forma de comunicados simples demonstra interesse pelos seus pacientes e seu bem estar. Além disso, também contribui para fidelizar seus pacientes.

Personalização do conteúdo das mensagens

É simples dar um caráter mais pessoal as suas mensagens. Por exemplo, acrescentar uma foto do dentista chefe e/ou de todos os membros da equipe.
Isso ajuda a criar uma ligação mais forte e a fidelizar seus pacientes.
Outra possibilidade é a de informar aos pacientes como o consultório ou clínica está lidando com a atual epidemia e que o vem fazendo.

É um período em que a maior parte das pessoas se encontram reclusas em seus lares. E dispõe de tempo livre para ler as mensagens que você enviar.

Coloque-se no lugar de seus pacientes

Saber se colocar na posição do paciente nesse momento é muito importante.
Entrar no consultório ou clínica na perspectiva de um paciente. Daí avaliar de forma crítica a disposição das cadeiras e o espaçamento entre elas.
Prestar atenção nas cores da parede da sala de espera e a presença de fotos ou quadros na parede. Buscar perceber aspectos como sobriedade e aconchego proporcionados pelo ambiente.
É tempo de se prestar atenção a detalhes que no dia a dia passam despercebidos.

Faça uma revisão dos conteúdos on line da sua clínica

Como está a presença do seu consultório ou clínica na rede?

Procure ler e rever cada conteúdo como se você fosse um cliente em potencial. Avalie criticamente a abordagem dos assuntos, facilidade de leitura e clareza das informações.
Procure envolver mais pessoas para lhe darem um bom feedback.
Aproveite para revisar e reescrever conteúdos.

Palavras finais

O importante nesse momento é saber aproveitar o tempo livre de forma produtiva.
Buscar nesse período comunicar-se com seus pacientes poderá fazê-los retornar a sua clínica quando essa epidemia passar.
Como diz o famoso dito popular “quem é visto, é lembrado”.
Construir uma relação de lealdade é e sempre será a melhor forma de fidelizar seus pacientes.

 

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