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Grupo Dentalis na Alemanha – Março de 2017

anúncio IDS 2017A IDS (International Dental Show Cologne) é a maior feira do ramo odontológico do mundo, e estamos utilizando desta postagem para falar um pouco do que pode ser encontrado nela. A feira ocorre a cada dois anos, e a 37° edição será realizada de 21 a 25 de Março de 2017 em Colônia, na Alemanha.

O evento do próximo ano terá grande foco na profilaxia para a saúde bocal, trazendo consigo produtos e processos de última geração com foco na inovação. Uma das grandes revoluções de 2017 frisadas pela equipe de assessoria de imprensa foi a implantação da integração do mundo digital aos tratamentos; tal revolução vem com o objetivo de facilitar o diagnóstico do dentista e fazer com que o processo fique mais prático para o paciente.

Além de a IDS ser um evento com um conteúdo interessante, os números também são impressionantes; a última feira, em 2015, recebeu mais de 2200 expositores vindos de 56 países, teve 150 mil metros quadrados de exposição e, mais uma vez frisado pela assessoria, a presença brasileira não apenas  foi forte no último evento como também há a intenção desta ser intensificada para  2017.

Assim é concluído que a IDS não é só um evento excelente para se atualizar sobre as tendências do mercado ou conhecer contatos profissionais nacionais e internacionais, como também não pode deixar de ser dito que a cidade de Colônia é local que não foge do charme Europeu. Colônia possui diversos pubs, restaurantes e uma catedral de incrível dimensão que chegou a demorar mais de 600 anos de construção ininterruptos para sua conclusão. Desta maneira, é deixado a dica para quem estiver na Europa neste período não deixar de visitar a feira, e, quem for visitar a feira, não deixar de ver os belos pontos turísticos da cidade.

A Dentalis montará um grupo exclusivo com guia em português, se você estiver interessado basta enviar um email para [email protected] com nome, email e telefone para contato. Não se esqueça de mencionar grupo Dentalis na Alemanha.

Mais informações: WWW.ids-cologne.de

Koelnmesse ( representante no Brasil): 55 11 3829 7990

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Hábitos que podem prejudicar os dentes

mulher sorrindo

Dizem que o sorriso é como uma carta de apresentação. O que muitos não sabem é que vários hábitos corriqueiros podem ter consequências sobre nossa saúde bucal — e ameaçar o aspecto do sorriso.

O esmalte dental é a parte mais dura de nosso organismo e a única proteção real que os dentes têm de ataques externos, principalmente da placa bacteriana, por isso, preservá-lo é fundamental para manter a saúde bucal.

Fumar é definitivamente um dos piores hábitos para isso – e para nosso corpo em geral -, mas existem muitos outros. A seguir, o especialista em odontologia preventiva e comunitária Juan Carlos Llondra Calvo, da Universidade de Granada, na Espanha, explica quais são e seus efeitos sobre os dentes.

  1. Escovar os dentes logo após comer

Desde pequenos, aprendemos que devemos escovar os dentes após comer, de preferência logo após uma refeição. Mas por quê?

A recomendação se deve ao fato que alguns alimentos, como batatas fritas, sucos cítricos, bebidas gasosas e alcoólicas, são ácidos. “O problema é que o esmalte começa imediatamente a perder cálcio, deixando o dente menos rígido, e a escovação só piora a situação”, afirma Calvo.

O especialista recomenda esperar de 20 a 30 minutos para escovar os dentes, o que dá tempo para que o ácido seja neutralizado e o cálcio que se encontra dissolvido na saliva volte a se prender ao esmalte.

O mesmo vale para o vômito. Ainda que vomitar deixe uma sensação e gosto muito ruins na boca, o melhor é não limpar os dentes de imediato. Mas, se foram ingeridos alimentos não muito ácidos, Calvo recomenda escová-los assim que se acabar de comer.

  1. Roer as unhas

Muitas pessoas têm o hábito de roer as unhas. Além de não ser higiênico – e de eventualmente causar feridas nos dedos -, esse costume pode ser muito ruim também para a saúde bucal.

Segundo Calvo, as bactérias nas unhas podem provocar infecções no sistema digestivo e na boca.

  1. Nadar na piscina

As piscinas costumam ser tratadas com uma grande quantidade de cloro para ajudar a manter seu pH, e isso pode ser prejudicial para o esmalte dental das pessoas que nadam nelas.

No entanto, não é preciso se alarmar demais já que, de acordo com Calvo, isso afeta mais quem passa de cinco a seis horas por dia na água.

Nestes casos, o especialista recomenda escovar os dentes com uma pasta com flúor e fazer um enxague bucal com flúor uma vez por semana.

  1. Usar os dentes como ferramentas

“O que é terminantemente proibido é usar os dentes como ferramentas”, diz o odontologista. Ele se refere a hábitos como, por exemplo, destampar garrafas, frascos e embalagens de papelão ou papel, o que pode desgastar e quebrar os dentes.

E, ainda que pareça ser menos prejudicial, também não é recomendável usar os dentes para cortar fios. Calvo explica que essa ação pode gerar fissuras invisíveis a olho nu que, depois, podem permitir uma fratura do dente mesmo com um impacto mínimo.

  1. Mastigar cubos de gelo

Quem tem o costume de mastigar cubos de gelo que restam no copo de uma bebida também precisa rever este hábito, segundo o dentista.

Fazer isso com frequência ou mastigar muito gelo de uma só vez pode fraturar os dentes ou gerar rachaduras. Calvo ressalta que o risco é ainda maior para quem tem implantes ou coroas na arcada.

  1. A forma como se escova os dentes

O que é melhor: movimentos horizontais, verticais ou circulares? Devemos usar uma escova manual ou elétrica? “Não importa, desde que seja sempre da mesma forma e por no mínimo dois minutos”, afirma Calvo.

O método ideal é dividir a boca em quatro partes, diz o odontologista, e limpar primeiro a parte superior esquerda, depois a direita. Em seguida, a parte inferior esquerda e, por fim, a direita. Deve-se levar meio minuto em cada região, da gengiva para o dente, para não machucar a gengiva.

Também é importante fazer movimentos suaves, já que, se forem muito fortes, pode gerar uma abrasão dos dentes, sobretudo quando se usa uma escova manual, porque a elétrica tem um controle de pressão.

O especialista ainda recomenda trocar de escova a cada três meses ou antes, se as cerdas estiverem deformadas, o que impede uma boa limpeza, e não se esquecer de escovar a língua, que absorve bactérias como uma esponja e, depois, as espalha quando se passa a língua nos dentes.

 

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4 Pilares para uma boa gestão de um Consultório Odontológico

Uma boa gestão de um negócio só é conseguida através de controles precisos.

O que controlar? Como fazê-lo?

Esse artigo visa apresentar-lhes os principais pontos de controle que devem ser implantados em um consultório Odontológico.

1. RECEITAS OU ENTRADAS

Todo dinheiro que entra no caixa do consultório e que vem do pagamento dos pacientes é considerado uma receita ou entrada, os dois termos são iguais e significam a mesma coisa.

Um controle eficiente das entradas é extremamente importante para a saúde do seu consultório.

Sem um software odontológico fica muito difícil para você controlar diariamente todos os devedores.

Um bom controle sobre os inadimplentes aliado a uma boa cobrança pode significar muito no volume de entradas no seu caixa, mas não só o volume total, mas como elas entram ao longo dos dias e semanas de forma a você ter sempre caixa para fazer os pagamentos do consultório, sem precisar recorrer ao seu cheque especial, por exemplo.

Outro relatório importante é o que mostra os pagamentos dos seus pacientes, agrupados por  tipo de pagamento. Observe o gráfico abaixo fornecido pelo programa  Dentalis Net.

gráfico de fechamento de caixa do dentalis

Analisando o gráfico acima podemos descobrir que a maior parte da nossa receita provém de cheques e cheques pré. Com a inadimplência em alta não é recomendável ter um alto risco nos recebimentos.

Mas como ter um relatório desses sem um programa Odontológico.

2.  PAGAMENTOS DO CONSULTÓRIO

Tão importante quanto o controle sobre os recebimentos é o controle sobre todos os pagamentos do consultório.

Freqüentemente quando escutamos que uma empresa está em processo de recuperação, executivos são contratados e os cortes nos gastos passam a ser prioridade.

Em épocas de dificuldade econômica, como a atual, é difícil aumentar a receita do consultório, nossa melhor opção é um controle sobre as despesas para conseguir o equilíbrio do caixa.

Como cortar despesas sem conhecer a natureza delas?

Observe o gráfico abaixo, extraído pelo software Dentalis, a partir dos dados cadastrados no programa.

gráfico de contas pagas

Fica mais fácil tomar decisões quando sabemos que os gastos com laboratórios de prótese são maiores que as compras de material para o consultório, de acordo com o gráfico mostrado acima.

Focando nos itens de maior peso os resultados serão melhores.

3. CONTROLE SOBRE OS SERVIÇOS E PAGAMENTOS AO LABORATÓRIO DE PRÓTESE

Em geral o controle sobre os pagamentos ao laboratório é feito manualmente pela secretária do consultório.

O dentista não toma parte desse controle por entender que isso é uma parte operacional e de fácil organização.

Nem sempre é, trabalhos repetidos e cobrados indevidamente (repetições), além de erros na cobrança podem representar uma fonte de drenagem indevida de recursos do seu consultório.

Tão importante quanto o gerenciamento sobre os trabalhos que devam ser entregues pelo laboratório é o controle sobre os pagamentos que serão feitos e que decorrem destes trabalhos

Um software Odontológico  que imprima todos os pedidos feitos ao laboratório e que você tenha uma via e o seu prestador outra,  vai facilitar e muito a conferência da cobrança  que deve ser feita pela sua secretária.

Outro aspecto importante a controlar é a satisfação do seu paciente com o trabalho de prótese, um simples relatório de pacientes com serviço protético concluído no mês passado, pode ser a fonte para uma pesquisa de opinião a esse respeito.

Como fazer essa pesquisa de opinião? Você pode enviar um SMS com uma pergunta de satisfação com relação ao serviço executado. Lembre-se que as pesquisas de satisfação têm que ser curtas e com respostas diretas, que possam auxiliá-lo em uma tomada de decisão.

Exemplo: Como você qualifica o prazo de conclusão do seu tratamento, dê uma nota de 1-5? Onde 5 indica a sua máxima satisfação.

4. CONTROLE DE ESTOQUES

Os dentistas em geral tem bastante cuidado com as compras de material de consumo, talvez por ser uma tarefa constante e recorrente tem-se a imagem de que elas são um ponto importante a controlar.

Estudos mostram que os gastos com material de consumo não correspondem a 10% dos gastos gerais do consultório. No gráfico de despesas mostrado acima, elas são responsáveis por 6,8% dos gastos.

A diferença de preços entre fornecedores já é bastante pequena, em razão das margens cada vez menores que os fabricantes repassam aos distribuidores.

É muito mais importante o prazo de entrega, cumprimento desses prazos e forma de pagamento, do que o preço em si.

Mas então porquê controlar o estoque do consultório? Por razões que envolvam a qualidade do seu atendimento, como:

Manter os produtos sempre dentro do prazo de validade. O sistema odontológico que você escolher deve lhe fornecer a relação de itens com validade próxima da expiração.

Obter uma lista de itens abaixo do estoque mínimo vai fazer com que você se antecipe as necessidades e não tenha risco de falta de algum material. Um bom software odontológico pode lhe ajudar com esse relatório.

Entrada e saída de material devem ser feita com leitor de código de barras para diminuir o risco de erros de digitação.

Se você tem vários dentistas na consultório, descobrir quem gasta material em excesso também é muito importante.

Esses controles devem ser multiplicados quando você tem várias unidades consultórios. O programa odontológico  Dentalis net versão multi-consultórios permite que o gestor obtenha dados sobre qualquer unidade até mesmo pelo celular.

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Ligação entre a Periodontite e a Doença Renal Crônica

Periodontite e doenças crônicas 

periodontite e doença renal

Investigadores da Universidade de Birmingham demonstraram que pacientes com doença renal crônica e periodontite têm uma taxa de mortalidade superior ao de pacientes com doença renal crônica, mas sem doença gengival grave.

A pesquisa, publicada no Journal of Clinical Periodontology, adiciona à evidência crescente de que  má saúde oral está associada a outras doenças crônicas.

Os dados de 13,734 participantes do Third National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES III) com sede nos EUA, foram analisados ​​para mostrar que os indivíduos com  periodontite e doença renal crônica tinham uma taxa de mortalidade de 41% a 10 anos, em comparação com os 32% para aqueles com doença renal crônica mas sem periodontite.

A periodontite é uma doença crônica não transmissível, e na sua forma mais grave é a sexta doença humana maior prevalência, afetando 11,2% da população  mundial.

As doenças crônicas não transmissíveis, como doença renal, são cada vez mais comuns, em parte como resultado do envelhecimento da população aos estilos de vida sedentários e às dietas. O impacto das doenças e os cuidados de saúde na economia global são significativos, e as evidências sugerem que 92% dos adultos mais idosos têm pelo menos uma doença crônica.

Segundo Praveen Sharma, um dos coautores do estudo, “Estamos apenas a começar a arranhar a superfície da interação entre gengivite e outras doenças crônicas, quer seja a doença renal, diabetes ou doenças cardiovasculares. Conhecendo o risco acrescido que as doenças gengivais representam para o paciente portador de outra doença crônica,  a saúde oral tem um papel significativo no desempenho na melhoria do estado de saúde dos pacientes”.

Na sequência deste trabalho, a equipe está a investigar a ligação entre a periodontite e a doença renal  para identificar se a associação é causal, e caso afirmativo, se o tratamento das doenças gengivais graves e a manutenção da saúde oral pode melhorar a saúde geral dos pacientes com doença renal.

O diagnóstico das doenças gengivais pode proporcionar uma oportunidade de detecção precoce de outros problemas, podendo os  profissionais de medicina dentária adotar uma abordagem específica, baseada no risco para triagem para de outras doenças crônicas.

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Investigadores descobriram associação entre bactérias orais e o câncer do esôfago

Odontologia e o Câncer 

cancer do esofago

Investigadores da University of Louisville School of Dentistry descobriram que uma espécie bacteriana responsável por doenças gengivais, a Porphyromonas gingivalis, está presente em 61% dos pacientes com carcinoma de células escamosas do esôfago (ESCC).

A descoberta  representam a primeira evidência direta de que Porphyromonas gingivalis poderá ser um fator de risco para câncer do esôfago.

Os resultados, publicados recentemente no Infectious Agents and Cancer, mostram que  Porphyromonas gingivalis  se encontra em 12 % dos tecidos adjacentes às células cancerosas, enquanto que esta bactéria não foi detectado em tecido esofágico normal.

Segundo Huizhi Wang, MD, Ph.D., professor assistente da imunologia oral e doenças infecciosas da University of Louisville School of Dentistry.  “Estes resultados fornecem a primeira evidência direta de que a infecção por Porphyromonas gingivalis  poderá ser um novo fator de risco para ESCC, e também pode vir a servir como um biomarcador de diagnóstico para este tipo de câncer. Se os dados se confirmarem, com  a erradicação de um patógeno oral comum  poder-se-á contribuir para a redução de um número significativo de pessoas afetadas com ESCC.”

O esôfago  é forrado com dois tipos de células e, portanto existem dois tipos principais de câncer de esôfago: o adenocarcinoma e o carcinoma de células escamosas. Este último é mais comum em países em desenvolvimento.

Em colaboração com a College of Clinical Medicine of Henan University of Science and Technology in Luoyang na China, Wang e seus colegas da  University of Louisville School of Dentistry,  Richard J. Lamont, Ph.D., Jan Potempa, Ph.D., D.Sc., e David A. Scott, Ph.D., testaram amostras de tecidos de 100 pacientes com ESCC e 30 pessoas sem patologia para controle.

De acordo com Wang, há duas explicações possíveis: ou as células ESCC são um nicho preferido para a Porphyromonas gingivalis prosperar ou a infecção provocada pela Porphyromonas gengivais facilita o desenvolvimento de câncer de esôfago.

Para o Professor  Wang:  “Se a Porphyromonas gingivalis causa câncer, as implicações são enormes”, sugere que a melhoria da higiene oral pode reduzir os risco de ESCC, e que a triagem de  Porphyromonas gengivais na placa dentária pode identificar indivíduos suscetíveis, e usando antibióticos ou outras estratégias antibacterianas pode-se á impedir a progressão do ESCC”.

De acordo com o Centers for Disease Control, cerca de 15.000 pessoas nos Estados Unidos são diagnosticadas com câncer do esôfago anualmente. Tal como acontece com a maioria dos diferentes tipos de câncer, existem diversos fatores de risco, incluindo a exposição química, dieta, idade e a hereditariedade. É  difícil de diagnosticar esse tipo de câncer precocemente, e é caracterizado pela rápida progressão e mortalidade elevada.

— Infectious Agents and Cancer, 2016

 

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Obturações dentárias no futuro poderão a vir incorporar vidro bioativo

Novidades na Odontologia 

Engenheiros da Universidade Estadual do Oregon fizeram descobertas promissoras sobre as propriedades do vidro “bioativo” para ajudar a reduzir a capacidade das bactérias para atacar as obturações dentárias.

vidro bioativo

Segundo os investigadores prolongar a duração das obturações dentárias poderá ser um passo importante para o tratamento dentário, uma vez que mais de 122 milhões de restaurações dentárias são feitas por ano nos Estados.

Em média uma pessoa usa os seus dentes para mastigar mais de 600.000 vezes por ano, e alguns estudos sugerem que o tempo de vida médio de um compósito dental posterior é de apenas seis anos.

O professor Jamie Kruzic,  especialista em estrutura avançada e biomateriais na OSU College of Engineering, explica que vidro bioativo, que é um tipo de vidro moído capaz de interagir com o corpo, e que tem sido utilizado em alguns tipos de cicatrização óssea à décadas. Este tipo de vidro está apenas a começar a ser utilizado em medicina dentária e a pesquisa demonstra que pode ser muito promissor para as obturações dentárias. As bactérias na boca que ajudam a causar cáries parecem não gostar deste tipo de vidro e são menos propensas a colonizar. Isso poderá vir a  ter um impacto significativo na medicina dentária.

O vidro bioativo é feito com compostos tais como óxido de silício, óxido de cálcio e óxido de fósforo, e o seu aspeto é  idêntico ao pó de vidro. É chamado de “bioativo” porque interage com o corpo , ao contrário de outros produtos biomédicos que são inertes. O vidro bioativo é muito duro e rígido, e pode substituir alguns dos materiais de enchimento inertes.

O vidro bioativo pode ajudar a prolongar a durabilidade das obturações. Segundo os  investigadores o novo estudo mostrou que a profundidade da penetração de bactérias na interface com enchimentos contendo vidro bioativo foi significativamente menor do que para os compósitos sem o vidro bioativo.

O efeito antimicrobiano do vidro bioativo é atribuída, em parte, à libertação de iões tais como os de cálcio e de fosfato, que tem um efeito tóxico sobre as bactérias orais e tendem a neutralizar o ambiente ácido local.

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Vacina contra a dengue pode ser adaptada para o Zika

 

pesquisas sobre o zika

Agência FAPESP – A tecnologia desenvolvida na formulação da vacina brasileira contra a dengue – que contou com apoio da FAPESP e já entrou na fase final de ensaio clínico – pode ser adaptada para criar um imunizante contra o vírus Zika, afirmou o diretor do Instituto Butantan, Jorge Kalil, em entrevista concedida à Agência FAPESP.

Segundo ele, uma das possibilidades seria inserir no vírus vacinal da dengue um gene codificador de uma proteína-chave do vírus Zika. Outra ideia seria criar um vírus Zika atenuado, usando método semelhante ao empregado no desenvolvimento da vacina da dengue.

O Instituto Butantan, que integra a recém-criada Rede Zika (força-tarefa apoiada pela FAPESP e formada por cerca de 40 laboratórios), também já deu início a pesquisas voltadas ao desenvolvimento de um soro que poderia ser aplicado em gestantes infectadas para combater o vírus Zika circulante no organismo antes que ele cause danos ao feto.

Ainda durante a entrevista, Kalil falou sobre os preparativos necessários para o início da imunização dos voluntários participantes da terceira etapa de ensaios clínicos da vacina tetravalente contra a dengue, prevista para começar este mês.

“Estamos vivendo uma crise aguda de Zika, mas não podemos minimizar a dengue. É uma doença que persiste, ainda mata no país e deve vir com muita força este ano”, avaliou. Leia a seguir os principais trechos da entrevista.

Agência FAPESP – No último mês de dezembro, a Anvisa autorizou o início da terceira fase de ensaios clínicos da vacina contra a dengue. O que foi feito desde então?
Jorge Kalil – Desde que recebemos o aval da Anvisa, em 11 de dezembro de 2015, demos início às tratativas finais necessárias antes da imunização dos voluntários, que deve começar este mês. Precisamos, por exemplo, fazer novas preparações vacinais, pois as amostras que tínhamos prontas estavam perto do término da validade. Já preparamos um lote do imunizante de acordo com as novas normas deliberadas pela Anvisa para a produção de amostras usadas em ensaios clínicos. Para isso foram necessárias algumas alterações na área de produção. Também contratamos um seguro para todos os participantes e uma empresa do tipo CRO (do inglês, Clinical Research Organization) de atuação internacional para fazer o gerenciamento do estudo.

Agência FAPESP – Qual será o papel dessa empresa?
Kalil – Os ensaios clínicos são, de maneira geral, muito complexo e envolvem muitas pessoas. Essas CROs auxiliam no treinamento das pessoas dos centros participantes, acompanham o processo para garantir que os pesquisadores atuem de acordo com o procedimento descrito e avaliam a qualidade dos dados recolhidos. Isso não pode ser feito pelo próprio Instituto Butantan, que é parte interessada e funciona como um patrocinador da pesquisa. E, como desejamos obter um registro internacional da vacina, contratamos uma CRO de atuação internacional. Os 14 centros participantes terão um pesquisador principal, sem nenhuma relação com o Instituto Butantan.

Agência FAPESP – Quando exatamente terá início a imunização dos voluntários e como será o processo?
Kalil – A data exata será anunciada pelo governador Geraldo Alckmin em breve. As primeiras imunizações serão feitas em São Paulo, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) e, depois, nos outros 13 centros. Serão vacinados 17 mil voluntários, que serão acompanhados por até cinco anos. Mas antes disso, possivelmente dentro de um ano, já devemos ter a resposta principal: se a vacina protege ou não contra a dengue. Esse tempo vai depender da incidência da doença nos diferentes locais onde será feito o estudo nos próximos meses e também de nossa capacidade de imunização dos voluntários.

Agência FAPESP – A disseminação do vírus Zika pelo país pode atrapalhar de alguma forma o ensaio clínico?
Kalil – Nossa principal preocupação deverá ser capacitar os centros para fazer o diagnóstico com precisão, distinguindo os casos de Zika e dengue. Fora isso, não vejo problema.

Agência FAPESP – Pode haver interação do vírus da dengue atenuado usado na vacina com o vírus Zika que circula pelo país?
Kalil – Ainda não há dados sobre isso, mas é um fator que sem dúvida vamos observar durante a pesquisa.

Agência FAPESP – É possível adaptar a vacina desenvolvida contra a dengue para que ela imunize contra o vírus Zika ?
Kalil – Uma das ideias é utilizar o mesmo arcabouço viral da vacina contra a dengue, que é o próprio vírus da dengue atenuado, e inserir o gene que codifica uma proteína do envelope viral do Zika (bicamada lipídica que fica na parte mais externa do vírus). Já se sabe que os anticorpos que protegem contra essas doenças virais – os chamados anticorpos neutralizantes – são dirigidos contra proteínas do envelope viral. Outra possibilidade seria criar uma vacina usando o próprio vírus Zika atenuado por um método parecido com o empregado para criar a vacina contra a dengue. Vamos testar diferentes possibilidades.

Agência FAPESP – Nesse caso, os testes com a nova vacina teriam de começar desde a fase pré-consultório ou poderiam andar mais rápido?
Kalil – Tem de começar tudo de novo, mas talvez o processo ande um pouco mais rápido, pois seria muito semelhante ao que foi feito e já mostramos que o método é seguro. Diante da pressa, teríamos de conversar com as autoridades sanitárias.

Agência FAPESP – O Butantan também trabalha em um soro contra o vírus Zika?
Kalil – Sim. Já estamos cultivando o vírus em células in vitro. A ideia é isolar antígenos específicos para imunizar cavalos. Então temos de observar se o animal produz quantidades significativas de anticorpos neutralizantes, isolar e purificar essas imunoglobulinas em nossa fábrica – algo semelhante ao que fazemos para produzir soros contra toxinas e venenos. Depois é necessário obter fragmentos dessa imunoglobulina de cavalos que funcionem como anticorpos neutralizantes e possam ser injetados na mulher para combater o vírus. Já começamos a imunizar camundongos e já estamos desenvolvendo testes para avaliar se o anticorpo produzido é do tipo neutralizante. As primeiras etapas estão em andamento.

Agência FAPESP – O avanço dos casos de microcefalia possivelmente ligados ao vírus Zika foi considerado uma emergência internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso deve contribuir para acelerar o andamento dessas pesquisas?
Kalil – Sem dúvida. Isso chama maior atenção para o tema, promove maior colaboração entre os cientistas e, sobretudo, maior alocação de recursos para as pesquisas. O caso do ebola é um exemplo. Por ter sido considerado uma emergência, as pesquisas avançaram no sistema fast track, que permite avaliar e aprovar os resultados com maior rapidez. Isso também depende das agências reguladoras locais, que deverão acompanhar a decisão da OMS.

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Melatonina reduz metástase em animais com câncer de mama

Melatonina e seus benefícios 

Ao tratar com melatonina células metastáticas de câncer de mama cultivadas in vitro, pesquisadores da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) observaram uma redução em torno de 55% na capacidade de migração e invasão celular. Experimentos feitos com camundongos mostraram que o tratamento também é capaz de diminuir a progressão da doença in vivo.

 

cancer

Os resultados da pesquisa, apoiada pela FAPESP, foram divulgados no Journal of Pineal Research.

“Esses dados reforçam a hipótese, já apontada em estudos anteriores do grupo, de que doses terapêuticas de melatonina – acima do que normalmente é encontrado no organismo humano – poderiam funcionar como adjuvante no tratamento do câncer”, afirmou Thaiz Ferraz Borin, que desenvolveu o trabalho durante seu pós-doutorado, realizado no Laboratório de Investigação Molecular do Câncer (LIMC-Famerp) sob supervisão da professora Debora Zuccari.

A melatonina é um hormônio secretado naturalmente pela glândula pineal, localizada no cérebro, e participa da regulação do ciclo de sono e vigília em todos os mamíferos. Estudos recentes têm mostrado que ela também ajuda a regulares outros importantes processos, como pressão arterial, ingestão alimentar, gasto energético, síntese e ação da insulina nas células.

O grupo coordenado por Zuccari na Famerp vem a alguns anos estudando, com auxílio da FAPESP, o efeito da melatonina sobre o câncer – particularmente sobre um tipo agressivo de tumor de mama conhecido como triplo negativo, que não responde nem ao tratamento antiestrogênico, nem à quimioterapia, nem à radioterapia e tem maior tendência a formar metástase.

“Nós temos estudado como a melatonina afeta a angiogênese (formação de novos vasos que vão nutrir o tumor), o microambiente tumoral (que pode favorecer ou dificultar a passagem das células malignas para a circulação), a formação de metástase e a expressão de proteínas e de micro RNAs importantes para a progressão da doença”, contou Zuccari.

Segundo a pesquisadora, o objetivo é entender por meio de quais mecanismos a melatonina atua, pois isso pode favorecer novas abordagens terapêuticas contra o câncer. “Já havia alguns trabalhos mostrando que ela inibia a metástase, por exemplo, mas não mostravam como isso acontecia”, disse Zuccari.

Esse foi o tema explorado durante o pós-doutorado de Borin. Os experimentos in vivo foram feitos nos Estados Unidos, graças a uma parceria com o pesquisador Ali Syed Arbab, atualmente na Georgia Regents University.

O grupo focou as atenções no efeito da melatonina sobre a expressão de ROCK-1 (proteína quinase associada a Rho, na sigla em inglês), molécula responsável por fornecer ATP (adenosina trifosfato, molécula que armazena energia) para a contração do citoesqueleto da célula, algo necessário para o processo de migração e invasão celular. Estudos anteriores já haviam mostrado que a expressão dessa proteína frequentemente está aumentada em células metastáticas.

“Nos trabalhos anteriores, um tumor primário de mama era induzido em animais e depois era observado se o tratamento com melatonina impedia ou não a formação de metástase. No nosso caso, injetamos sistemicamente células metastáticas em animais imunossuprimidos. Dessa forma, todos desenvolviam metástase pulmonar e nós pudemos observar o efeito do tratamento com melatonina”, disse Borin.

As células metastáticas de câncer de mama humano foram injetadas na veia caudal de camundongos, que então foram divididos em três grupos. O primeiro recebeu durante duas semanas injeções intraperitoneal de melatonina. O segundo recebeu durante o mesmo período injeções de uma substância chamada Y27632, capaz de inibir a síntese da proteína ROCK-1. O último grupo recebeu apenas placebo.

Após o término do tratamento os animais foram avaliados por uma metodologia conhecida como tomografia por emissão de pósitrons (SPECT, na sigla em inglês), na qual é administrado um radiofármaco que é mais absorvido por células com alta atividade mitocondrial, como as tumorais, que então se tornam cintilantes no exame de imagem.

O grupo tratado com melatonina apresentou 40% menos metástase que o grupo placebo. Nos animais que receberam o inibidor de ROCK-1 a redução foi de 58%.

Em outro experimento, animais tratados com melatonina durante cinco semanas apresentaram 25% menos metástase que o grupo que recebeu placebo. Neste caso não foi usado inibidor de ROCK-1.

“Essa substância Y27632 não pode ser usada como um medicamento, pois pode induzir morte celular se administrada por um período prolongado. Nós a usamos em um dos experimentos apenas para comprovar que o efeito antimetastático da melatonina estava relacionado com a produção de ROCK-1”, explicou Borin.

Ainda segundo a pesquisadora, ao comparar o tecido pulmonar dos grupos tratados com melatonina e com Y27632, notou-se que, no primeiro, o tumor estava mais localizado e o tecido pulmonar, mais bem preservado.

Nos experimentos in vitro, observou-se que a melatonina reduz em 50% a expressão de ROCK-1 e em 55% a capacidade de migração e invasão das células tumorais. A substância também inibiu a viabilidade e a proliferação das células em cultura.

Atualmente, a pesquisadora está investigando como a melatonina pode modular a ação de certos micros RNAs – pequenas moléculas de RNA que não codificam proteínas, mas regulam a expressão dos genes codificadores – que normalmente estão superexpressos nas células metastáticas.

“Acreditamos que alguns desses microRNAs degradam genes com papel de suprimir tumores e que a melatonina pode reverter esse processo”, disse Borin.

Segundo Zuccari, também está nos planos do grupo a realização de ensaios clínicos com pacientes portadores de câncer de mama que não respondem a outros tratamentos.

Adaptação: Blog Dentalis

Fonte: Artigo Melatonin decreases breast cancer metastasis

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