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A relação entre o consumo de vitamina D e o esmalte dental

vitamina D e o esmalte dental

O consumo de vitamina D e o esmalte dental ao que parece estão relacionados. Isso porque um estudo recente demonstrou que a vitamina D pode ter efeito sobre a formação do esmalte dental.

Nesse estudo observou-se que a suplementação de altas doses de vitamina D nos últimos três meses de gestação apresentou um forte impacto sobre o esmalte dental.  Essa suplementação reduziu em 50% a ocorrência de anomalias no esmalte dos dentes decíduos e definitivos dos filhos das gestantes até aos seis anos. Ou seja, o estudo sugere a existência de um forte vínculo entre os níveis de vitamina D e o esmalte dental.

Essa relação entre o consumo de vitamina D e o esmalte dental foi estabelecida tomando por base uma comparação com uma outra com níveis reduzidos de suplementação da vitamina.
O estudo, contudo, não revelou qualquer alteração na incidência de cárie dentária por parte da vitamina D.

Essas anomalias dizem respeito à quebra do esmalte, opacidade nos molares, entre outros problemas dentários. Problemas esses frequentes em todo o mundo, e que afetam quase 40% das crianças em idade escolar.

Vitamina D e o esmalte dental

A falta de um esmalte resistente traz consequências como dor de dentes, sensibilidade ao ingerir alimentos ou bebidas quentes ou frias. Além disso também pode favorecer o aparecimento e progressão de cáries. Muitas das vezes tal condição pode resultar em aumento da necessidade de extrações dentárias. Aqui no Dentalis já publicamos um artigo que questiona a possibilidade de regeneração do esmalte dental. Clique aqui para acessar esse texto.

O estudo

O estudo em questão contou com 623 participantes, mulheres com 24 semanas de gravidez que receberam 2400 UI de vitamina D desde o início do ensaio até uma semana após o parto. Outro grupo recebeu apenas a suplementação padrão de 400 UI ao dia.

Nesse estudo, 588 crianças, filhas das participantes, também foram acompanhadas.
Aos seis anos de idade, os dentes das crianças foram examinados em 84% dos casos. Atingindo assim um total de 496 crianças.

Observou-se que o risco de defeitos no esmalte foi diminuído em 50%.
Isso tanto para os dentes de leite como nos dentes permanentes.
Não se verificou, no entanto, qualquer alteração no risco de cárie.

Para evitar qualquer viés na composição dos grupos, foram também considerados outros hábitos de higiene bucal.
Hábitos de higiene como a frequência na escovação dos dentes, utilização de pastas com flúor e uso do fio dental.

As diferenças nos hábitos de higiene e seu consequente impacto sobre a prevalência de defeitos no esmalte nos dois grupos foi descartado.

Isso através da análise de eventuais fatores de confusão.
Observou-se pelos resultados que hábitos de estilo de vida, como os acima citados, estavam presentes de forma igual em ambos os grupos.

A exposição à luz solar é fator determinante para garantir a presença de níveis adequados de vitamina D no organismo. Os pacientes em ambos os grupos foram expostos a luz solar em níveis semelhantes.

vitamina D e o esmalte dental

Riscos associado ao consumo em excesso de vitamina D

Inúmeras pesquisas têm mostrado que a vitamina D é mais importante para a nossa saúde do que se pensava. Níveis adequados de vitamina D são essenciais para um envelhecimento saudável.

Mas há uma ressalva: para elevar seus níveis de vitamina D, preferencialmente tomando Sol moderadamente, é importante não esquecer do magnésio.

Uma revisão publicada pela Associação Osteopática Norte-Americana mostra que a vitamina D não pode ser metabolizada sem níveis suficientes de magnésio, o que significa que a vitamina D permanece armazenada e inativa em até 50% das pessoas.

Riscos dos suplementos de vitamina D

“As pessoas estão tomando suplementos de vitamina D, mas não percebem como ele é metabolizado. Sem magnésio, a vitamina D [na forma de suplementos] não é realmente útil ou segura,” explicam os pesquisadores Anne Marie Uwitonze e Mohammed Razzaque em um artigo publicado no The Journal of the American Osteopathic Association.

Razzaque acrescenta que o consumo de suplementos de vitamina D pode aumentar os níveis de cálcio e fosfato de uma pessoa, mesmo que ela permaneça deficiente em vitamina D. O problema é que as pessoas podem sofrer de calcificação vascular se seus níveis de magnésio não forem suficientemente altos para prevenir a complicação.

Magnésio

O magnésio é o quarto mineral mais abundante no corpo humano, depois do cálcio, potássio e sódio.

A média diária recomendada de ingestão de magnésio é de 420 mg para homens e 320 mg para mulheres.

Os alimentos com alto teor de magnésio incluem amêndoas, bananas, feijão, brócolis, arroz integral, castanha de caju, gema de ovo, óleo de peixe, linhaça, vegetais verdes, leite, cogumelos, nozes, aveia, sementes de abóbora, sementes de gergelim, soja, sementes de girassol, milho, tofu e grãos integrais.

O consumo de magnésio de alimentos naturais diminuiu nas últimas décadas, devido à agricultura industrializada e mudanças nos hábitos alimentares. Os níveis de magnésio são baixos em populações que consomem alimentos processados, que se baseiam mais em grãos refinados, gorduras, fosfatos e açúcar.

Falta de magnésio e vitamina D

Pacientes com níveis ótimos de magnésio exigem menos suplementação de vitamina D para atingir níveis suficientes do composto no organismo. O magnésio também reduz a osteoporose. Ele ajuda a mitigar o risco de fraturas ósseas. Fraturas que podem ser atribuídas a níveis baixos de vitamina D. Conforme destacam os pesquisadores.

A deficiência em qualquer um desses nutrientes – magnésio e vitamina D – está associada a vários distúrbios, incluindo deformidades esqueléticas, doenças cardiovasculares e síndrome metabólica.

Concluindo

As evidências apontam para a estreita relação entre a vitamina D e o esmalte dental e sua formação. Quando houver necessidade de suplementação de vitamina D, deve-se tomar todo o cuidado com os níveis do mineral magnésio.

Fonte: Jama Network
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Usar o fio dental e ir ao dentista reduz risco de câncer de boca

usar o fio dental e ir ao dentista

Regularmente usar o fio dental e ir ao dentista podem estar associados a um menor risco de câncer bucal.

Isso é o que foi demonstram os resultados apresentados na reunião anual da Associação Americana de Pesquisa em Câncer (AACR).

No novo estudo, os pesquisadores analisaram os comportamentos de saúde bucal de pacientes diagnosticados com câncer bucal durante três anos em uma clínica de ouvido, nariz e garganta da Ohio State University Comprehensive Cancer Center.

Os comportamentos dos pacientes foram comparados aos de pacientes não oncológicos. Esses compareceram à clínica por outros motivos, como tontura ou dor de ouvido.

Usar o fio dental e ir ao dentista regularmente reduz o risco de câncer bucal

Todos os pacientes do estudo responderam a uma pesquisa sobre a frequência com que usavam o fio dental.

E também com que frequência iam ao dentista, o quanto eram sexualmente ativos e se fumavam ou bebiam álcool.

O câncer de boca pode ser dividido em duas categorias: aqueles causadas pelo papilomavírus humano sexualmente transmissível (HPV) e os que não o são.

Houve o ajuste para fatores como idade, sexo, status socioeconômico e raça.

A partir daí os pesquisadores observaram que pessoas negativas ao HPV oral que iam ao dentista menos de uma vez por ano apresentavam quase o dobro do risco de desenvolver câncer bucal. Isso quando comparado aqueles que consultaram seu dentista uma ou mais vezes no ano.

Da mesma forma, pessoas orais negativas ao HPV e que usavam o fio dental menos de uma vez por dia apresentavam mais do dobro do risco do que aquelas que usavam fio dental com mais frequência.

Em outras palavras, a falta de higiene bucal estava ligada ao aumento do risco de câncer bucal não-HPV.

O estudo, no entanto, não encontrou uma associação entre falta de higiene dental e câncer bucal naqueles que também tinham HPV oral.

Os primeiros sinais e sintomas do câncer de boca são característicos e podem ser identificados om certa facilidade por um profissional atento.

Higiene bucal e o risco de câncer

Os pesquisadores levantam a hipótese de que o microbioma oral pode desempenhar um papel na associação entre higiene bucal e risco de câncer.

Em pesquisas anteriores, evidências foram encontradas de que “más práticas de higiene bucal causam uma mudança no microbioma bucal”.

Essa mudança pode levar à inflamação crônica e posteriormente ao desenvolvimento de cânceres.

Os cânceres orais positivos para HPV afetam principalmente a base da língua e a região das amígdalas.
Já os cânceres negativos para HPV afetam principalmente as cavidades orais. E justamente esses são as mais afetadas pela qualidade da higiene bucal.

Relação de causa e efeito

O estudo em questão encontrou uma associação entre higiene bucal e risco de câncer. Porém não apresentou uma relação direta de causa e efeito.

Ainda assim, muitas vezes as pessoas consideram sua saúde bucal quase desconectada do resto do corpo, o que é um erro.

Afinal, muitas doenças sistêmicas se refletem na saúde bucal e vice-versa.
Essa nova pesquisa busca conscientizar as pessoas sobre a importância de usar o fio dental e ir ao dentista regulamente.

Todos sabemos que as pessoas dizem usar fio dental muito mais do que realmente o fazem.

Estudos como esse aumentam a consciência de que “você não está apenas usando o fio dental para cuidar dos dentes, mas também para manter a saúde do corpo“.

As descobertas estão para serem publicadas brevemente em uma revista especializada.

Fonte: Oral Cancer News

 

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Abscesso na gengiva: tudo o que você precisa saber

abscesso na gengiva

Um abscesso na gengiva é uma bolsa de infecção presente nas gengivas ou no espaço entre os dentes e as gengivas.

As bactérias podem atingir a área devido a um abscesso dentário ou outro problema de higiene bucal, como a periodontite.

Os abscessos gengivais são ligeiramente diferentes dos abscessos dentários, embora possam compartilhar alguns dos mesmos sintomas e tratamentos.

Remédios caseiros podem ajudar a tratar os sintomas, mas o abscesso gengival precisará de tratamento e drenagem realizados por um dentista.

O que é um abscesso na gengiva?

Um abscesso na gengiva é uma bolsa de tecido infectada nas gengivas.
A boca e as gengivas normalmente estão cheias de bactérias boas e ruins.

Um acúmulo de bactérias ruins contribui para a placa bacteriana e o tártaro. Esse acúmulo pode levar a cáries e outros problemas dentários.

Se as bactérias ruins chegarem a uma área de tecido aberto, elas podem assumir o controle, multiplicando-se e provocando uma infecção.

O corpo responde enviando glóbulos brancos para combater a infecção.
Um processo inflamatório terá início e irá resultar na busca da eliminação das bactérias presentes no local.

O resultado será uma bolsa de pus inchada e dolorosa chamada abscesso.

Existem dois tipos principais de abscesso na gengiva: o gengival e o periodontal.

Abscessos gengivais ocorrem apenas no tecido gengival. Eles não envolvem os dentes.
Eles podem ocorrer se um pedaço afiado de comida for alojado diretamente nas gengivas e causar uma infecção.

Abscessos periodontais ocorrem no espaço entre os dentes e as gengivas. Estes são mais comuns em pessoas com doença periodontal. Mas também podem se desenvolver devido a lesões ou alimentos presos entre os dentes e as gengivas.

Tratamento

As opções de tratamento para um abscesso gengival incluem:

Procedimentos odontológicos

No consultório odontológico, o tratamento para um abscesso gengival inclui a drenagem do abscesso, bem como a remoção de contaminantes da área entre as gengivas e os dentes.

Se uma pessoa apresentar sinais de acúmulo de placa ou doença periodontal, o dentista poderá recomendar procedimentos de limpeza especializados para ajudar a remover o acúmulo de placa e tártaro.

O abscesso na gengiva também precisará de drenagem. O dentista pode fazer uma pequena incisão na área inchada para drená-la.

Quando o abscesso está aberto e liberando o pus, pode-se simplesmente aplicar pressão na área para permitir que o pus seja drenado completamente.

O dentista em geral solicita um raio-X para verificar se o abscesso causou alguma lesão óssea.
A perda óssea pode ocorrer em uma infecção grave. E também se o abscesso gengival ficar sem tratamento por um longo tempo.

No caso de perda óssea grave, o dentista poderá recomendar procedimentos para reparação do osso e dos tecidos circundantes.

Se um abscesso na gengiva afeta a polpa interna do dente, uma pessoa pode precisar de um tratamento de canal radicular.

Em alguns casos, o dentista também pode recomendar a extração do dente ao lado do abscesso.

Pessoas com abscessos periapicais – que ocorrem quando as bactérias invadem a polpa dentária, devido a cáries, traumas ou dentes quebrados, por exemplo – podem precisar de um canal radicular ou de uma extração.

Antibióticos

Os antibióticos são outra parte essencial do processo de tratamento padrão para um abscesso na gengiva. Antibióticos orais podem eliminar as bactérias causadoras da infecção impedindo que ela se espalhe ou reinfecte na área.

Isso também pode reduzir o inchaço e a dor na área afetada.
No entanto, os antibióticos não substituem o trabalho odontológico e não curam o abscesso de forma isolada.

Remédios caseiros

Um dentista também pode recomendar alguns remédios caseiros simples para ajudar a aliviar os sintomas. Por exemplo, a ingestão de medicamentos anti-inflamatórios, como o ibuprofeno, pode reduzir a dor e o inchaço.

Além disso, enxaguar a boca com água morna e salgada pode ajudar a reduzir a dor e a sensibilidade. Remédios caseiros podem ajudar a aliviar os sintomas, mas a bolsa com bactérias e pus precisará de tratamento de um dentista.

Sintomas

Os principais sintomas de um abscesso na gengiva são dor e inchaço na área afetada.
Dependendo de onde o abscesso está localizado ao longo das gengivas, também pode causar dor quando uma pessoa mastiga ou morde.

A pessoa pode notar um nódulo ou protuberância na área do abscesso que causa dor e pressão.

Principais sintomas:

  • Mau hálito;
  • Presença de pus na boca;
  • Sensação de gosto ruim na boca;
  • Dentes frouxos;
  • Sangramento nas gengivas;
  • Dentes ou gengivas sensíveis
  • Recuo da linha gengival;
  • Febre.

abscesso na gengiva

Causas

A causa de um abscesso na gengiva é um acúmulo de bactérias nos tecidos entre os dentes e as gengivas.

No entanto, existem algumas razões possíveis para essa infecção bacteriana ocorrer, que incluem:

  • Má higiene bucal e periodontite
  • Abscessos gengivais podem ser mais comuns em pessoas com falta de higiene bucal.
  • Má higiene bucal pode levar a periodontite ou doença periodontal da gengiva, favorecendo o surgimento de abscessos.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças americano (CDC) observa que 46% de todos os adultos com mais de 30 anos apresentam sinais de doença gengival. A doença gengival grave afeta cerca de 9% dos adultos. Um estudo alemão identificou na temperatura também um fator que pode favorecer a formação de abscessos gengivais.

A doença gengival decompõe as gengivas e os tecidos.
Isso pode criar um espaço entre os dentes e as gengivas, onde as bactérias podem viver e se multiplicar, levando a abscessos.

Alguns outros fatores podem aumentar o risco de periodontite.
Por exemplo, o Instituto Nacional de Pesquisa Odontológica e Craniofacial observa que o tabagismo é o fator de risco mais significativo para a doença periodontal.

Outros fatores de risco para doença periodontal incluem:

  • Diabetes;
  • Obesidade;
  • Artrite;
  • Doença cardíaca;
  • Hepatite C
  • Alterações hormonais (no sexo feminino);
  • Certos medicamentos que interrompem o fluxo de saliva;
  • Hereditariedade.

Sistema imunológico comprometido

Um indivíduo com seu sistema imunológico enfraquecido também pode ter mais chances de sofrer um abscesso gengival. Isso porque o corpo pode ter mais dificuldade em combater infecções.

Condições que afetam o sistema imunológico, como o HIV, podem tornar mais difícil para o organismo combater as bactérias que levam a doenças gengivais e abscessos.

Outras infecções

Um abscesso na gengiva pode ocorrer devido a outra infecção presente na boca. Seja em decorrência de um abscesso dental ou uma infecção da bolsa periodontal.

A bolsa periodontal é o espaço que se desenvolve entre a gengiva e o dente como resultado de uma doença gengival.

Bolsas mais profundas podem dar mais espaço para pequenas partículas de alimentos e germes ficarem presos.

Nesses casos, o acúmulo bacteriano pode se espalhar a partir do local original da infecção e infectar a gengiva ao seu redor.

Abscesso gengival vs. abscesso dentário

A rigor, um abscesso gengival ocorre nas gengivas, enquanto um abscesso dentário ocorre no próprio dente.

No entanto, há alguma sobreposição.
Por exemplo, um abscesso periodontal geralmente afeta o dente e a gengiva.

Além disso, às vezes, uma infecção no dente e na polpa pode levar a uma infecção nas gengivas.

Pode ser um dente com uma grande cavidade ou cárie na raiz, que cria espaço dentro do dente e tecido circundante para que as bactérias se multipliquem.

Outras vezes, um abscesso gengival profundo pode piorar e começar a afetar os dentes e a polpa.

Infecções graves, como aquelas que envolvem o dente e a gengiva, geralmente requerem tratamento extensivo.

Quando consultar um dentista

Indivíduos com sintomas de abscesso na gengiva ou dentário devem consultar um dentista o mais rápido possível.

Os remédios caseiros podem proporcionar alívio temporário de sintomas como a dor, mas não resolvem o problema.

No entanto, um dentista precisará drenar o pus presente na bolsa e posteriormente realizar o tratamento.
O dente ou seção afetada da gengiva também precisará de tratamento para evitar infecções adicionais ou controlar os sintomas de problemas como a doença periodontal.

Em resumo

Um abscesso na gengiva é uma bolsa de pus e bactérias decorrente de uma infecção nas gengivas.
O abscesso pode se desenvolver devido à falta de higiene bucal. E também como resultado de outras infecções ou condições. Tratamentos e remédios caseiros podem ajudar apenas a aliviar os sintomas de dor e inchaço. No entanto, o dentista precisará drenar o abscesso para evitar novas infecções e o agravamento do problema.

Fontes: CDC, intechopen, National Institute of Dental and Craniofacial Research
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Raspador de língua elimina o mau hálito?

Raspador de língua elimina o mau hálito?

mau hálito

O mau hálito é uma das maiores queixas das pessoas que vão ao dentista.
A raspagem da língua é um método de limpeza que faz uso de um dispositivo especial ou uma escova de dentes.

Muitos acreditam que o uso de um raspador de língua pode melhorar a higiene bucal e reduzir o risco de mau hálito.

Saiba mais agora sobre raspagem da língua e seus benefícios de acordo com dados de pesquisa recentes.
Também descubra como executar essa raspagem e outras dicas para combater o mau hálito.

Raspagem da língua pode eliminar o mau hálito?

A principal razão pela opção pela raspagem da língua através de um um raspador é a de combater ou prevenir o mau hálito. A raspagem da língua visa remover substâncias causadoras de odor chamadas compostos voláteis de enxofre.

Existem evidências de que a raspagem da língua pode ajudar a melhorar a higiene bucal.
Porém, nem todos os trabalhos de pesquisa concordam. Ou seja, ainda não existe um consenso entre os pesquisadores.

Sobre o tema da raspagem da língua e o combate ao mau hálito, podemos citar os seguintes artigos:

– Uma análise de 2018 de quatro ensaios clínicos sobre raspagem da língua descobriu que melhorou a pontuação do índice de revestimento da língua. Porém, não afetou significativamente os chamados compostos de enxofre e o mau hálito.

– Uma revisão da Cochrane de 2019 revisou estudos sobre medidas para reduzir o mau hálito.
Esses incluíram dois estudos que analisaram o efeito da raspagem da língua no mau hálito.

Os estudos mostraram uma pequena melhora no mau hálito e na diminuição dos compostos de enxofre ao longo de algumas semanas.

No entanto, os autores concluíram que a evidência era “muito incerta” devido ao pequeno número de participantes do estudo.

Uma revisão anterior da Cochrane encontrou “evidências fracas e não confiáveis” para mostrar que raspadores de língua são mais eficazes do que escovas de dentes na redução de compostos de enxofre e na melhora do mau hálito.

Quer saber mais sobre a Cochrane? Clique aqui para esclarecer suas dúvidas.

A raspagem da língua pode aliviar o mau hálito em alguma extensão. Além disso, também pode ser utilizada para reduzir bactérias potencialmente nocivas na boca que podem causar cáries, gengivite ou úlceras.

Outros estudos

Um estudo de 2017 descobriu que, em pessoas com periodontite, a limpeza da língua com um raspador ou uma escova de dentes por 2 semanas não reduziu o número de bactérias na saliva e no revestimento da língua.

Também não influenciou as sensações do paladar ou o odor da respiração da pessoa.
No entanto, os participantes relataram que sua língua parecia mais limpa ao final do estudo.

Um estudo em pequena escala de 2007, envolvendo 30 pessoas, fez uma descoberta interessante.

Verificou-se que o uso de uma escova de dentes para limpar a língua reduzia a quantidade de levedura de Candida na boca. Porém, o uso de um raspador de língua de plástico ou metal era ineficaz.

A maioria dos estudos ou revisões sobre esse tema trabalhou com amostras pequenas.

Isso não permite se tirar conclusões firmes sobre a raspagem da língua e seus benefícios.

mau hálito

Raspagem da língua – um passo-a-passo

A raspagem da língua é relativamente fácil de executar e requer equipamento mínimo.

Uma pessoa pode usar um raspador de língua específico ou uma escova de dentes.

Raspadores de língua estão disponíveis em metal ou plástico.

Eles têm a forma de uma colher ou um dispositivo de metal em forma de U com duas alças.

Etapas para a raspagem da língua:

  • A primeira coisa a fazer é utilizar o fio dental e escovar os dentes. Depois abra bem a boca e coloque o raspador de língua no ponto mais acessível na parte de trás da língua;
  • Aplique pressão suave e puxe o raspador para frente em direção à ponta da língua. O raspador não deve doer;
  • Lave o raspador com água morna após a primeira passagem;
  • Repita o processo de raspagem conforme necessário;
  • Enxague a boca com água e despreze;
  • Lave bem o raspador de língua com sabão e água morna. Armazene o raspador de língua em um local limpo e seco.

Pode-se repetir esse processo ao longo do dia. Isso à medida em que se observe a presença de compostos de enxofre que são um indicativo da presença de bactérias.

Possíveis riscos e efeitos colaterais

A raspagem da língua é um procedimento indolor e de baixo risco. Se a raspagem da língua causar dor ou sangramento, a pessoa deve parar de usar o raspador.

Ele pode estar sendo utilizado com muita força. Ou podem haver arestas desiguais no raspador que podem estar ferindo a língua.

É importante evitar colocar o raspador muito atrás na língua, pois isso pode ativar o reflexo de vômito.

Atenção se o uso continuado do raspador fizer a pessoa perceber que seus sintomas pioram ou que sua língua fica inchada ou dolorida. Nesse caso, recomenda-se conversar com seu dentista.

O dentista pode ajudar o paciente a determinar se existe uma condição subjacente que possa estar causando o mau hálito ou a língua estar com uma aparência anormal.

Dicas para uma boca saudável

A raspagem da língua não deve ser nunca o único procedimento que uma pessoa tenha no cuidado com a sua saúde bucal.
Juntamente com o uso do fio dental e a escovação irão ajuda a reduzir o risco de problemas nos dentes e nas gengivas.

Cuidados essenciais

  • Escovar os dentes com um creme dental com flúor e usar o fio dental sempre após cada refeição;
  • Durante a escovação e se valendo do creme dental pode-se fazer uma rápida escovação da língua;
  • Limitar a ingestão de bebidas e lanches com alto teor de açúcar. Esses alimentos favorecem o crescimento de bactérias causadoras de cáries nos dentes.
  • Consultar um dentista pelo menos duas vezes por ano. Ou mais frequentemente, se necessário, para realizar uma limpeza profissional e avaliar a necessidade de um tratamento.

A maioria das pessoas que segue essas dicas não precisará fazer uso de um raspador de língua.
No entanto, algumas pessoas entendem que um raspador de língua possa fazer sua boca parecer fisicamente mais limpa.

Concluindo

A raspagem da língua é um método que algumas pessoas usam para reduzir o mau hálito e melhorar sua higiene bucal.

Mau hálito é uma preocupação muito comum. Já publicamos aqui no blog um artigo trazendo a notícia de um sensor de mau hálito.

Uma variedade de raspadores de língua está disponível no mercado.
Pequenos estudos de pesquisa produziram resultados mistos sobre se raspar a língua pode ajudar a oferecer esses benefícios.

No entanto, como a raspagem da língua tem poucos efeitos colaterais, as pessoas podem adotar essa prática como medida complementar de higiene bucal.

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Epidemia de coronavírus – tudo o que você precisa saber

Epidemia de coronavírus – tudo o que você precisa saber

coronavírus

Muito tem se comentado nos últimos dias e semanas sobre a epidemia de coronavírus, o Covid-19.

O Coronavírus compõe uma família de vírus causadores de infecções respiratórias.
Recebe esse nome de “corona“, quando em 1965, ao ser observado em microscopia eletrônica, viu-se que aparência de uma coroa.

Assim como pacientes com outras doenças semelhantes à gripe, pacientes com coronavírus (covid-19) relatam sintomas leves a graves, como febre, tosse e falta de ar.

Tempo de incubação

Em média o tempo de incubação do coronavírus é de 5 a 7 dias após o contato inicial.
Há casos de períodos de incubação mais longos, de até 14 dias.
Há pessoas, no entanto, que não apresentam sintomas.

Período de transmissão

A transmissibilidade dos pacientes infectados por coronavírus (Covid-19) tem sido em média de 7 dias após o início dos sintomas.
Porém, dados preliminares do Covid-19 sugerem que a transmissão possa ocorrer, mesmo sem o aparecimento de sinais e sintomas. Esse é porém ainda um dado não totalmente esclarecido. Até o momento, não existem informações suficientes que possam garantir quantos dias anteriores ao início dos sinais e sintomas uma pessoa contaminada passa a transmitir o Covid-19.

Como o coronavírus se transmite

O contágio se dá a partir de pessoas infectadas.
A doença pode se espalhar desde que alguém esteja a menos de 2 metros de distância de uma pessoa com a doença.

A transmissão pode ocorrer por gotículas de saliva, espirro, tosse ou catarro, que podem ser repassados por toque ou aperto de mão, objetos ou superfícies contaminadas pelo infectado.

Infecção por Coronavírus – como se prevenir

Não existe até o momento medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus.

As seguintes medidas de prevenção são recomendadas:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos;
  • Na impossibilidade de lavar as mãos, usar desinfetante para as mãos à base de álcool 70 graus;
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes;
  • Ficar em casa quando estiver doente;
  • Usar um lenço de papel para cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, e descartá-lo no lixo após o uso;
  • Não compartilhar copos, talheres e objetos de uso pessoal;
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência;
  • Manter ambientes bem ventilados e higienizar as mãos após tossir ou espirrar.

Uso de máscara para proteção

A máscara à princípio deve ser utilizada por quem apresenta sintomas da doença.
Sua função é prevenir que alguém infectado contamine outras pessoas.

O uso também é recomendado para pessoas que tenham contato com indivíduos com suspeita ou confirmação do novo coronavírus.

Máscaras também devem ser usadas por profissionais de saúde que atuem em locais com pacientes com suspeitas ou sintomas.
Após a utilização, a orientação é descartar a máscara em local adequado e lavar as mãos.

Posso ter coronavírus? Há possibilidade de existir uma imunidade natural a ele?

À princípio todos estão suscetíveis ao Coronavírus. Isso pelo fato de ser um vírus novo. Também não se tem certeza de que um indivíduo uma vez infectado e curado da doença adquira imunidade permanente ao Covid-19.

Características clínicas de uma infecção por coronavírus

Não existem características clínicas específicas de uma infecção por coronavírus que possam diferenciá-lo de outros vírus causadores de infecções respiratórias.
Os sintomas de uma infecção por coronavírus são comuns a outros vírus como influenza, parainfluenza, rinovírus, vírus sincicial respiratório e adenovírus.

Coronavírus – principais sintomas

Os sintomas principais do Covid-19 são febre, cansaço e tosse seca.
Parte dos pacientes pode apresentar dores, congestão nasal, coriza, tosse e diarreia.

Alguns pacientes podem ser assintomáticos, ou seja, estarem infectados pelo vírus, mas não apresentarem sintomas. Pacientes mais jovens são os mais passíveis de não apresentarem qualquer sinal da doença.

Qual a população mais vulnerável à infecção por coronavírus?

A OMS calcula que 1 em cada 6 pacientes pode ter um agravamento do quadro, com dificuldades respiratórias sérias. A população de maior risco é aquela da terceira idade. É também a população que por consequência mais gera preocupação diante da atual epidemia.

coronavírus

Como o dentista pode lidar com a epidemia de Coronavírus

A prevenção é e sempre será o melhor remédio para qualquer problema.
Na questão de como o dentista poderá lidar com o quadro atual de epidemia de Coronavírus, seguem algumas sugestões.

Inicialmente, o contato inicial com o paciente pode se dar pelo telefone. No caso de consultas já marcadas, recomenda-se uma triagem prévia.

Nesse contato inicial pode-se buscar obter informações sobre o estado de saúde do paciente e do seu possível contato com o vírus.

Sugestão de um questionário que pode ser utilizado nessa estratégia de abordagem

  • Viajou para os países de risco nos últimos 14 dias?
  • Tem ou teve febre nos últimos 14 dias?
  • Tem ou teve algum problema respiratório, especialmente tosse, nos últimos 14 dias?
  • Esteve em contato (não protegido) com um caso confirmado de Coronavírus?
  • Nos últimos 14 dias, esteve em contato próximo com alguém que apresentava sintomas respiratórios agudos?

Se o paciente confirmar alguma das perguntas dessas perguntas, estiver infectado ou se for imunodeprimido, o dentista deverá desmarcar a consulta caso esta não seja urgente. E recomendar ao paciente uma nova data para sua realização.

Se, no entanto, se tratar de uma urgência, o dentista e sua equipe recomenda-se adotar as seguintes medidas de proteção no uso de EPI:

  • Uso de touca e avental cirúrgico descartável;
  • Uso de óculos de proteção;
  • Uso de máscara do tipo N95. Para o caso de máscara cirúrgica recomenda-se duas, substituídas a cada 2 horas ou ao término de cada atendimento;

Sequência recomendada de colocação do equipamento de proteção individual (EPI)

  1. Higienizar as mãos. As mãos devem ser bem lavadas antes e depois do procedimento do paciente;
  2. Colocar o avental;
  3. Colocar a máscara;
  4. Colocar o óculos de proteção ocular;
  5. Colocar as luvas.

Caso não disponha do EPI adequado, ao dentista não se aconselha a realização da consulta de paciente com Covid-19 ou suspeita de Covid-19.

Cuidados extras para todos os pacientes em áreas de maior risco

  • Retirar da sala de espera revistas, folhetos e outros objetos que possam ser manuseados por várias pessoas;
  • Gerenciar as marcações de consulta de forma a evitar ter vários pacientes ao mesmo tempo na sala de espera. Preferencialmente, não ter mais de duas pessoas ao mesmo tempo nesse espaço;
  • Informar os pacientes sobre as medidas de segurança. Em especial a de manter uma distância de cerca de 1,5 m;
  • O paciente deve lavar as mãos antes de entrar no consultório. Também não deve entrar com as peças de roupa que serão retiradas.
  • Antes da consulta o paciente deve bochechar com uma solução de água oxigenada a 1% por 30 segundos ou com 0,2-0,3% de clorexidina.

Higiene do espaço

A higiene do espaço também deve ser cuidada, pelo que todas as superfícies de trabalho e o ambiente devem ser imediatamente limpos e desinfetados. Pode ser utilizada, por exemplo, uma solução de hipoclorito de sódio de 1000 ppm de cloro ativo. Tal solução pode ser encomendada em farmácias de manipulação.

O vírus são inativados após cinco minutos de contato com desinfetantes normais, como a água sanitária doméstica.
As normas universais de desinfeção e esterilização devem ser minuciosamente seguidas, algo sempre importante a destacar.

Fontes: Ministério da Saúde, Portal MS, Agência Brasil, OMS, Saúde Oral
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Tudo o que você precisa saber sobre implantes dentários

implantes dentários

Implantes dentários são estruturas artificiais que um cirurgião dentista insere no maxilar de uma pessoa.
Uma pessoa pode precisar de um implante se tiver perdido um ou mais dentes.

Um implante dentário é uma estrutura que substitui um dente ausente.

Com dispositivos semelhantes a parafusos, o cirurgião-dentista insere um implante no osso da mandíbula que atua como uma âncora para um dente artificial, chamado coroa.

Um dispositivo chamado pilar conecta o dente artificial ao implante dentário. A coroa é feita sob medida para caber na boca da pessoa e combinar com a cor dos dentes.

As coroas parecem, sentem e funcionam como dentes naturais.

Vantagens dos implantes sobre as dentaduras

  • se mostram mais naturais e confortáveis;
  • apresentam uma alta taxa de sucesso e satisfação do paciente;
  • melhorar da função de mastigação;
  • diminui o risco de desenvolvimento de cáries nos dentes próximos;
  • favorece a manutenção do osso no local da perda do dente;
  • causa diminuição da sensibilidade nos dentes próximos;
  • não precisa ser retirado e limpo todas as noites.

No entanto, os implantes dentários não são adequados para todos.
Os dispositivos de implantação devem se unir ao osso da mandíbula. Para isso os ossos do paciente têm de estar saudáveis antes de ser submetido à cirurgia.

Implantes dentários – tipos

Existem dois tipos de implantes dentários: endosteal e subperiosteal. Os implantes endosteais são o tipo mais comum. O cirurgião os incorpora no osso maxilar e cada um pode segurar um ou mais dentes artificiais. Um cirurgião coloca um implante subperiosteal no topo do maxilar. Os cirurgiões-dentistas escolhem essa opção para pessoas que não apresentam muita altura no maxilar.

Segurança

De acordo com a Academia Americana de Odontologia de Implantes, cerca de 3 milhões de pessoas nos Estados Unidos têm implantes dentários.

Esse número aumenta em cerca de 500.000 a cada ano.
A cirurgia de implante dentário é segura quando um cirurgião-dentista qualificado e experiente a realiza.
É também a única opção de restauração dentária que mantém a saúde do maxilar da pessoa e estimula seu crescimento.

Riscos

Algumas pessoas não são elegíveis para cirurgia de implante dentário.

Não é seguro para cirurgiões-dentistas operar pessoas com:

  • doença em fase aguda;
  • doença metabólica incontrolável osso;
  • doença ou infecção de tecidos moles

Uma vez tendo esses problemas sido resolvidos, a pessoa poderá fazer a cirurgia.

Em alguns casos, cirurgiões-dentistas evitam operar pessoas nas seguintes condições:

  • pessoas que fumam muito;
  • hábitos parafuncionais, como ranger ou apertar os dentes;
  • distúrbios comportamentais ou psiquiátricos;
  • HIV;
  • Diabetes;
  • Osteoporose;
  • AIDS.

Qualquer pessoa portadora de uma das condições acima e que forem submetidas a cirurgia de implante dentário, haverá um risco maior de falha do implante.

Os cirurgiões-dentistas também podem optar por não operar em pessoas submetidas aos seguintes tratamentos, devido ao aumento do risco de complicações nos implantes:

  • tratamento medicamentoso com bifosfonato para condições como osteopenia e osteoporose;
  • radioterapia da cabeça ou pescoço;
  • quimioterapia.

implantes dentários

Cirurgia de implante – complicações possíveis

As pessoas que se submetem a esse procedimento podem sofrer complicações durante ou depois.
Os problemas possíveis são:

  • lesão do nervo, resultando em alteração da sensação na área cirúrgica;
  • abertura da incisão após a cirurgia;
  • movimento do implante;
  • exposição do implante acima da linha da gengiva;
  • infecção do implante.

As pessoas que sofrem movimento ou exposição ao implante podem precisar se submeter a procedimentos adicionais.
Isso para melhorar a saúde dos ossos e gengivas ou remover ou substituir o implante.

Sinais e sintomas de que a colocação de um implante não teve êxito:

  • o implante é excessivamente móvel;
  • aparecimento de pus ou outras secreções no local do implante;
  • dor ao tocar no implante;
  • perda óssea rápida e progressiva.

Procedimentos

É provável que cada pessoa tenha uma experiência diferente na cirurgia de implantes dentários.
Fatores que podem influenciar:

  • o número de dentes que requerem substituição;
  • a localização dos implantes na mandíbula;
  • a qualidade e quantidade de osso no local do implante;
  • a saúde bucal e sistêmica subjacente da pessoa;

Dependendo desses fatores, procedimentos adicionais podem se tornar necessários.
Esses procedimentos incluem:

Aumento do seio maxilar

Colocar um implante no maxilar superior geralmente é difícil por causa da localização dos seios.
O cirurgião pode precisar realizar um aumento do seio. Esse é um procedimento para levantar o assoalho dos seios e permitir que mais ossos se desenvolvam. Assim aumentam as chances de que o implante seja bem-sucedido.

Modificação de cume

Algumas pessoas têm uma anormalidade no osso da mandíbula que impede o desenvolvimento do osso suficientemente para o implante.

Nesses casos, o cirurgião pode precisar realizar uma modificação na crista.
Isso envolve levantar a gengiva para expor a área do osso deformado.
O cirurgião usará um osso ou substituto ósseo para reparar e construir a área.
Isso melhora a qualidade do osso maxilar na preparação para a cirurgia de implante dentário.

Manutenção

Uma vez submetida a uma cirurgia de implante dentário o paciente deve continuar a escovar e usar fio dental regularmente.

Dentes artificiais requerem o mesmo cuidado e manutenção que os dentes comuns.

O cirurgião-dentista também deve agendar visitas de acompanhamento para monitorar os implantes. Isso para garantir que os dentes e as gengivas estejam e permaneçam saudáveis.
É importante retornar ao dentista a cada 6 meses também para uma rotina de limpeza profissional.

Custo

O custo da cirurgia de implante dentário varia e os seguintes fatores podem influenciar:

  • o número e tipos de implantes necessários;
  • a localização dos implantes na mandíbula;
  • se existe ou não a necessidade de procedimentos adicionais que antecedam a cirurgia.

O dentista pode estimar o custo da cirurgia de implante dentário durante o exame inicial.
Outras opções de substituição de dentes, como pontes, podem ser mais baratas. No entanto, as pontes são mais difíceis de manter limpas. Elas geralmente requerem substituição e reparo, aumentando o custo geral. Os implantes dentários podem fornecer benefícios a longo prazo se uma pessoa cuidar bem deles.

Se você quiser saber mais sobre pontes dentárias basta clicar aqui.

Resumindo

Implantes dentários são acessórios no osso que substituem os dentes ausentes.

Os implantes têm uma alta taxa de sucesso e podem fornecer benefícios a longo prazo.

Algumas pessoas precisam de procedimentos adicionais como preparação prévia à cirurgia.
Isso poderá impactar no custo total.
O número e o tipo de implantes necessários também podem aumentar o custo.
Tudo precisa ser muito bem conversado com o dentista responsável pelo procedimento.

Fonte: MedicalNewsToday
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Iogurte pode ajudar a diminuir o risco do câncer de mama

Iogurte pode ajudar a diminuir o risco do câncer de mama

câncer de mama

Pode parecer à primeira vista algo estranho, mas ao que parece o iogurte pode diminuir o risco do câncer de mama.

Segundo os pesquisadores, uma das causas do câncer de mama pode ser a inflamação desencadeada por bactérias nocivas.

Segundo os cientistas, as evidências até o momento apontam que a inflamação induzida por bactérias esteja relacionada ao câncer.

Essa é a opinião expressa pelos pesquisadores envolvidos na pesquisa da Faculdade de Saúde e Medicina da Universidade de Lancaster.

Os pesquisadores afirmam que: “Existe um remédio preventivo em potencial simples e barato. Esse remédio é o iogurte natural que as mulheres podem consumir diariamente.”

Câncer de mama: como o iogurte pode ajudar na prevenção

O iogurte contém bactérias benéficas para fermentação da lactose. São bactérias normalmente encontradas no leite.
Essas bactérias se assemelham aquelas outras bactérias – ou microflora – encontradas nos seios de mães que amamentaram.

Sabe-se agora que o leite materno não é estéril e que a lactação altera a microflora da mama.

As bactérias fermentadoras de lactose são comumente encontradas no leite. Provavelmente ocupam os ductos mamários das mulheres durante a lactação. E por um período desconhecido após a lactação.

A ideia é que essa bactéria fermentadora de lactose na mama tenha ação protetora. Isso porque a cada ano de amamentação observa-se uma redução do risco de câncer de mama em 4,3%.

Segundo os pesquisadores esse efeito protetor se deve a algo muito peculiar.
Outros estudos já mostraram que o consumo de iogurte está associado a uma redução no risco de câncer de mama.
Segundo eles a substituição das bactérias nocivas por bactérias benéficas explicaria esse efeito protetor.

Bactérias pró inflamatórias e a periodontite

Existem aproximadamente 10 bilhões de células bacterianas no corpo humano.
A maioria delas é inofensiva. Porém, algumas bactérias liberam toxinas que desencadeiam inflamações pelo corpo.

A inflamação crônica acaba eliminando os germes nocivos. Porém também traz problemas para o organismo.

Uma das condições inflamatórias mais comuns é a periodontite.
A periodontite já foi associada a câncer de boca, esôfago, colônico, pancreático, próstata e câncer de mama.

Segundo os pesquisadores, as células-tronco que se dividem para reabastecer o revestimento dos ductos mamários são influenciadas pela microflora.
Certos componentes da microflora foram encontrados em outros órgãos, como o cólon e o estômago, para aumentar o risco de desenvolvimento de câncer.

Assim conclui-se que seja provável que ocorra um cenário semelhante no seio. Isso porque a microflora residente afeta a divisão de células-tronco e acaba influenciando o risco para o desenvolvimento do câncer.

Fonte: Journal Medical Hypotheses
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Dieta líquida completa: tudo o que você precisa saber

dieta líquida completa

Uma dieta líquida completa é aquela em que uma pessoa não come alimentos sólidos e consome apenas líquidos, como sopas, sucos e smoothies.

Para a maioria das pessoas é apenas uma medida temporária. Não deve ser encarada como uma estratégia nutricional de longo prazo.

Dieta líquida completa vs dieta líquida clara

Em uma dieta líquida clara, uma pessoa só pode ingerir líquidos claros, como água, chá e caldo.

Uma dieta líquida completa oferece sabor mais diversificado e maior valor nutricional.

Uma pessoa pode comer versões em purê de seus alimentos favoritos, além de uma grande variedade de líquidos mais espessos, como caldo de tomate.

Neste artigo, saiba mais sobre dietas líquidas completas, incluindo seus usos, efeitos e o que comer.

Dieta líquida completa – para que serve

Uma dieta líquida completa é utilizada como uma estratégia de curto prazo quando uma pessoa tem um problema médico que torna perigoso a ingestão de alimentos sólidos.

Os especialistas podem recomendar uma dieta líquida completa nas seguintes situações:

  • após cirurgia odontológica, para reduzir a dor ou porque o paciente não consegue mastigar;
  • após a extração de vários dentes;
  • na recuperação de pancreatite;
  • após a cirurgia bariátrica, como um passo de transição entre líquidos claros e alimentos macios;
  • após cirurgia gastrointestinal ou para aliviar os sintomas de uma doença digestiva;
  • pacientes com fratura nos ossos na boca ou mandíbula;

Dietas líquidas completas – perda de peso

Algumas pessoas também podem usar dietas líquidas para buscar a perda de peso. Isso porque uma dieta líquida completa dificulta a ingestão de um grande número de calorias.

Dietas altamente restritivas para perda de peso não são seguras e os especialistas não as recomendam.
Isso porque as pessoas frequentemente recuperam o peso assim que voltam a uma dieta normal.

Dieta líquida completa – o que pode ser ingerido

Os alimentos que uma pessoa pode comer em uma dieta líquida total dependem de suas necessidades nutricionais e das recomendações do especialista.

Em geral pode-se consumir o seguinte:

  • Água;
  • Sucos de frutas;
  • Caldos;
  • Gelatina;
  • Mel;
  • Chás;
  • Café;
  • Purê de frutas e legumes;
  • Sopas quentes ou em purê;
  • Leite;
  • Caldo de carne ou em purê;
  • Aveia coada;
  • Smoothies;
  • Bebidas proteicas e outros suplementos nutricionais líquidos;
  • Sorvetes;
  • Milkshakes;
  • Margarina, manteiga e maionese;
  • Pudim.

Pode ser complicado obter proteínas e fibras suficientes em uma dieta líquida total.

Aqueles que seguem essa dieta por vários dias devem tomar cuidado.
Especialmente devem priorizar os alimentos ricos em nutrientes.

Alguns exemplos de alimentos que uma pessoa pode comer e que oferecem maior valor nutricional:

  • bebidas pouco adoçadas;
  • smoothies de de frutas e vegetais;
  • produtos macios à base de ovo, como gemada ou comida para bebê acrescida de ovos;
  • purê de carne e feijão;
  • purê de batatas com molho à base de carne;
  • leite.

Deve-ser solicitar ao especialista uma lista detalhada dos alimentos que podem e não podem ser ingeridos. Isso quando se der início a uma dieta líquida completa.

dieta líquida completa

Dieta líquida completa – o que deve ser evitado

Uma dieta líquida completa não pode conter alimentos sólidos. Isso também vale para alimentos em purê que possam ter pedaços de carne, por exemplo.

Segue uma lista de alimentos que devem ser evitados:

  • frutas e vegetais inteiros;
  • pão;
  • cereais;
  • sopas com carne em pedaços grandes ou duros;
  • carne ou peixe sólido;
  • alimentos contendo sementes ou outras partículas duras ou afiadas;
  • nozes e manteiga de amendoim;
  • macarrão;
  • arroz;
  • biscoitos e bolos;
  • queijo;
  • tofu.

Para a maioria das pessoas, uma dieta líquida total é uma medida de curto prazo.

Pessoas com indicação de dieta líquida completa por mais tempo devem estar atentas aos alimentos que ingerem e evitar opções potencialmente prejudiciais.

Dicas que podem ajudar

  • evitar a obtenção de grande parte das calorias provenientes de alimentos doces;
  • aumentar ingestão de fibras, bebendo smoothies finos, que incluem frutas, legumes e iogurte grego;
  • consumir o leite como fonte de proteína;
  • evitar alimentos com pouco valor nutricional, como sorvetes e gelatina;
  • uso temporário de suplementos vitamínicos e minerais recomendados por especialista;
  • manter um registro dos alimentos ingeridos no longo prazo.

Dieta líquida completa – quais são os riscos

Fica muito difícil a obtenção de nutrientes suficientes em uma dieta líquida completa.
Especialmente a longo prazo.
Dietas líquidas são em geral deficientes em vitamina A, ferro, vitamina B-12 e tiamina.

Pessoas que precisam ingerir uma dieta líquida total por longos períodos podem precisar tomar suplementos para evitar déficits nutricionais.

É possível obter proteína, fibra e outros nutrientes essenciais suficientes em uma dieta líquida total.
No entanto, isso requer algum planejamento e conhecimento básico da dieta.

Um dos maiores riscos é o de uma pessoa confiar em alimentos fáceis, mas menos nutritivos, como apenas doces ou aqueles com alto teor de sódio.

Uma dieta líquida completa pode satisfazer os desejos de uma pessoa melhor do que uma dieta líquida clara, seguir uma dieta líquida completa ainda pode ser difícil e frustrante.

Além da desnutrição por uso prolongado, alguns outros riscos incluem:

  • fome crônica;
  • alterações de humor devido à fome;
  • perda de prazer em comer;
  • dificuldade em comer fora ou participar de outras atividades sociais centradas na comida.

Muitos especialistas recomendam uma dieta líquida completa para uma variedade de condições. Porém algumas pesquisas sugerem que essa dieta pode ser mais restritiva do que o necessário.

Um estudo de 2010 observou que uma dieta sólida e completa era segura para pessoas que se recuperavam de pancreatite aguda leve e permanência hospitalar reduzida.

Uma análise de 2012 concluiu que uma dieta leve também era segura para pessoas que se recuperavam de pancreatite aguda leve.

Uma pessoa cujo especialista recomenda uma dieta líquida completa deve fazer perguntas como:

– O que posso fazer para manter-me saudável com esta dieta?

– Quanto tempo precisarei estar nessa dieta?

– Quais são os riscos dessa dieta?

– Por que essa dieta me é recomendada?

– Existe uma alternativa para esta dieta?

– Quais alimentos específicos devo evitar?

Em poucas palavras

Seguir uma dieta líquida completa pode ser um desafio.

Se for necessário comprometer-se com dieta líquida completa por um longo tempo, deve-se consultar um nutricionista.
Isso para garantir que não faltem nutrientes essenciais.

Um dieta rica em nutrientes aliada a um bom planejamento pode ser a garantia de sucesso do tratamento. Aproveite e conheça também quais são os melhores alimentos para a saúde dos dentes.

Fonte: MedicalNewsToday

 

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A comida como medicamento

comida como medicamento

A comida como medicamento é o novo mantra dos pesquisadores. Isso porque eles identificaram certos alimentos que têm a capacidade de afetar e alterar a nossa flora bacteriana.

Ou seja, a comida como medicamento na perspectiva de que certos alimentos podem ter grande influência sobre as bactérias que formam a nossa flora bacteriana intestinal.
Há uma relação muito próxima entre a dieta e o bom funcionamento do nosso intestino.

Um grupo de pesquisadores adotou a ideia da comida como medicamento. Eles identificaram certos alimentos comuns que alteram nossa flora bacteriana.
Nossa flora bacteriana é formada por bactérias do bem que têm um papel fundamental para a manutenção de nossa saúde e bem estar.
Na ausência de uma população de bactérias saudáveis, problemas de saúde certamente acabam surgindo.

Comida como medicamento – Complexidade

São muitos os detalhes e sutilezas envolvendo a relação alimento e bactérias da nossa flora intestinal.
Os cientistas ainda não entendem completamente esse contexto.

Atualmente, na ciência, as bactérias intestinais e os alimentos são dois tópicos de grande interesse.
Ambos, é claro, estão inter-relacionados, e um novo estudo se concentra em algumas sutilezas desse relacionamento.

A falta de uma população saudável de bactérias intestinais compromete nossa saúde.

O mesmo acontece quando não adotamos uma dieta saudável.

No entanto, os cientistas não entendem completamente o impacto exato de alimentos específicos nas bactérias intestinais.
Essa lacuna de conhecimento se deve, em parte, à inacreditável complexidade da flora intestinal.
Um fator que dificulta a compreensão são os bacteriófagos, ou fagos, para abreviar.

Bacteriófagos ou Fagos

Um fago é um tipo de vírus que infecta apenas bactérias. Da mesma forma que vírus que infectam eucariontes, os fagos consistem numa proteína exterior protetora e no material genético.
Os fagos foram descobertos por Frederick Twort em 1915 e por Félix D’Herelle em 1917.

Dentro do intestino, esses vírus são mais numerosos que as numerosas bactérias intestinais.
Cada fago ataca apenas um tipo específico de bactéria. Isso significa que ele pode influenciar os níveis de bactérias intestinais. Os fagos precisam de bactérias para viver, portanto, se as bactérias estiverem ausentes, eles não sobrevivem.

Alimentos e fagos

Isso significa que qualquer alimento que influencie fagos pode influenciar bactérias intestinais e vice-versa.

Por exemplo, se a população de um tipo de fago aumentar, as bactérias que eles consumem diminuirão. Isso irá abrir espaço para outras espécies de bactérias se multiplicarem. Dessa maneira, os vírus podem afetar o microbioma em geral. Ao eliminar uma espécie de bactéria, eles fornecem espaço para outras espécies ocuparem o meio.

alimento como medicamento

O que são os prófagos

A maioria dos fagos no intestino está presente de forma inativa. Seu DNA é integrado ao genoma da bactéria. Nesta forma, eles são chamados de prófagos.

Os cientistas identificaram certos compostos que acionam os prófagos para retornar à sua forma ativa.
Quando isso acontece, centenas de novos fagos saem da célula bacteriana, matando o hospedeiro e atacando outras bactérias.

Esses compostos incluem molho de soja, nicotina e alguns antibióticos, como a ciprofloxacino.
Até a presente data, a lista de compostos promotores de fagos é pequena.

Fagos – podem agir como antibióticos naturais poderosos

É fundamental descobrir quais substâncias químicas estimulam a atividade dos fagos.
Os fagos atacam e matam bactérias.
Assim, se entendermos como manipulá-los, eles podem funcionar como antibióticos naturais poderosos.

Alimentos influenciam

Um estudo recente se propôs a expandir a lista de compostos que induzem a atividade do fago.
Os cientistas da Universidade Estadual de San Diego, CA, publicaram suas descobertas na revista Gut Microbes.
Eles esperam que seus resultados possibilitem que, através do uso da dieta, se consiga intencionalmente projetar o microbioma intestinal humano via indução de prófago.
Isso possibilitaria o uso do alimento como medicamento com ação pró saúde e bem estar.

A pesquisa

Para investigar, os pesquisadores escolheram uma ampla gama de compostos que podem influenciar a atividade do fago. Eles selecionaram uma variedade de bactérias de dois filos comuns no intestino: Bacteroidetes e Firmicutes. Eles incluíram cepas benéficas e patogênicas de bactérias.

Dos 117 compostos alimentares, eles reduziram sua pesquisa para apenas 28. Os pesquisadores observaram o crescimento de bactérias na presença de cada composto específico.

Eles também observaram seu crescimento sem o composto como controle. Em seguida, eles usaram a citometria de fluxo. Esse é um processo sensível o suficiente para detectar partículas de vírus inimaginavelmente pequenas.

Quais alimentos influenciam os fagos?

Dos 28 candidatos, 11 compostos produziram níveis de partículas virais a uma taxa mais alta que os controles.
Isso significa que eles influenciaram a atividade do fago.
Alguns dos aumentos de fagos mais significativos ocorreram na presença de cravo, própolis, uva ursi e aspartame.

O indutor de prófago mais potente foi a Stevia. A Stevia é um substituto do açúcar derivado de plantas. Com algumas espécies das cepas bacterianas, a Stevia aumentou o número de partículas virais em mais de 400%.

Por outro lado, alguns alimentos reduziram o número de partículas virais. Especialmente o ruibarbo, fernet (um tipo de licor italiano), café e orégano.

Para complicar, alguns compostos aumentaram a atividade fágica associada a algumas bactérias. Porém reduziram a atividade fágica relacionada a outras.
Esses compostos incluem creme dental, extrato de semente de toranja e romã.

Segundo os autores, um dos alimentos antibacterianos mais potentes foi o molho de tabasco quente. Ele reduziu o crescimento de todas as três espécies [gastrointestinais], exceto o patógeno oportunista P. aeruginosa, em uma média de 92%.

O Tabasco contém vinagre, mas quando testaram o vinagre sozinho, apenas reduziu o crescimento bacteriano em 71%.

Eles acreditam que a capsaicina – o composto apimentado da pimenta – pode explicar as capacidades antibacterianas adicionais.

No entanto, nas experiências com tabasco, não foram encontradas partículas de vírus.
Portanto é improvável que fagos estejam envolvidos.

Perspectivas futuras – comida como medicamento

Essas descobertas são muito importantes.
Os cientistas agora sabem que a flora intestinal pode influenciar nossa saúde física e mental.
E também pode causar inflamação e aumentar o risco de câncer.
Sabendo como alterar a flora intestinal de maneiras específicas, os cientistas poderão, em teoria, remover ou reduzir esses riscos.

Como um dos autores, Forest Rohwer, explica: “A capacidade de matar bactérias específicas, sem afetar outras, torna esses compostos muito interessantes”.

Como acrescenta o mesmo pesquisador “Provavelmente existem milhares de compostos que seriam úteis para eliminar bactérias indesejadas”.

O passo seguinte será descobrir os mecanismos moleculares que trocam o fago de um estado de inatividade para ativo.

Uma certeza desde já podemos ter: a dieta se mostra cada dia mais importante para a nossa saúde. A comida como medicamento é uma realidade de hoje e ainda mais do amanhã que está por vir. Aproveite também para conferir neste artigo os alimentos bons e ruins para os nossos dentes.

Fonte: Gut Microbes
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Obesidade e periodontite – uma estranha conexão

A obesidade e periodontite estão entre as doenças não transmissíveis mais comuns nos Estados Unidos.

Estudos epidemiológicos mostram que essas condições crônicas podem estar relacionadas.
Este novo estudo explora o efeito da obesidade no cuidado periodontal não cirúrgico. Avalia possíveis caminhos que podem comprovar a conexão entre a obesidade e periodontite.

Obesidade e periodontite – não é uma simples relação de causa efeito

A conexão entre obesidade e periodontite não é uma simples de causa e efeito.
O que as aproxima e ao mesmo tempo conecta é o que ambas têm em comum: inflamação.

Pela análise de uma infinidade de estudos existentes, os pesquisadores descobriram algo muito interessante. Eles verificaram a existência de uma relação muito curiosa.
Os dados que mostram o aumento do índice de massa corporal, a circunferência da cintura e a porcentagem de gordura corporal se mostram associados a um risco aumentado para o desenvolvimento de periodontite.
A maioria dos estudos até então analisou dados de subconjuntos populacionais em um determinado momento. Ao invés de estudar a mesma população por um período mais longo de tempo.

Mudanças químicas no corpo – efeitos sobre o metabolismo

Eles concluíram que mudanças na química do corpo afetam o metabolismo, o que, por sua vez, causa inflamação.
Condição presente na obesidade e periodontite.

A periodontite ocorre em pacientes mais suscetíveis à inflamação. Pacientes esses que também se mostram mais suscetíveis à obesidade.

São conhecimentos novos que podem guiar os profissionais de saúde ao planejarem tratamentos para pacientes que sofrem de obesidade e / ou periodontite.

Saúde do corpo e saúde bucal

Os dentistas precisam estar cientes da complexidade desta nova relação entre obesidade e periodontite.
É importante na abordagem e aconselhamento dos pacientes sobre a importância de um peso corporal adequado e a prática de uma boa higiene bucal.

Hipótese importante que precisa ser validada

Do ponto de vista clínico, será que se você tratar um dos problemas, isso poderá impactar o outro? Essa é a grande questão.

Por exemplo, se tratarmos a obesidade com sucesso, isso afetará a periodontite a ponto de ter relevância clínica em comparação à população controle?

São ainda poucos os ensaios clínicos que nos permita responder essa pergunta. Como tudo em ciência, são necessárias mais pesquisas sobre a relação entre obesidade e periodontite. Neste momento, existem evidências ainda limitadas para recomendar mudanças no planejamento do tratamento odontológico.

É uma questão que ainda permanece no terreno das suspeitas, mas que nos leva a pensar.

O simples fato de tratar a obesidade trará prognósticos favoráveis à saúde individual. Agora o quanto isso irá afetar a saúde bucal, e em particular a condição da periodontite é algo que carece de maior investigação.

obesidade e periodontite

Obesidade complica a saúde bucal

Existem estudos mostrando que indivíduos afetados pela obesidade têm mais problemas de saúde bucal do que outros em geral.

Os resultados publicados indicam que esses pacientes com necessidades especiais têm níveis mais altos de cárie dentária, mais dentes ausentes e menos restaurações dentárias necessárias.

Sabe-se que os indivíduos afetados pela obesidade visitam um dentista com menos frequência, têm mais dificuldades para acessar atendimento odontológico regularmente e provavelmente só procuram um dentista quando surge um problema.

Pacientes obesos tendem a ter mais problemas de cáries dentárias. Condição essa que é agravada pelo uso continuado de medicamentos que podem causar xerostomia (boca seca). Dietas inadequadas – lanches rápidos, doces e refrigerantes, afetam a saúde bucal. E o refluxo gastroesofágico, associado a vômitos frequentes e má higiene dental, podem causar um verdadeiro desastre à saúde bucal.

Cada paciente deve tomar consciência da natureza complexa das doenças odontológicas e de como elas progridem silenciosamente.

Prevenção e reconhecimento precoce são o melhor método para proteger e preservar a boa saúde bucal. Ter uma boa saúde bucal é essencial para a sua saúde geral.

Melhorando a saúde bucal para obesos – o que se pode fazer

Quebrar o ciclo da má higiene bucal, da erosão e desmineralização requer orientação e cuidados regulares da sua equipe de saúde bucal.
O dentista pode criar uma estratégia de atendimento preventivo adaptada às necessidades individuais.

Uma estratégia sólida baseada nas evidências mais atuais deve abordar cinco intervenções:

  1. Modificação da dieta alimentar;
  2. Hidratação e lubrificação da cavidade bucal;
  3. Neutralização do ataque ácido bucal;
  4. Remineralização das superfícies dentais danificadas;
  5. Desinfecção da boca.

1. Modificação na dieta alimentar

Recomenda-se uma dieta rica em sementes, nozes, soja, frutos do mar e espinafre.
Isso elimina as bactérias produtoras de decomposição e reduz os níveis de acidez na boca.
Reduzir os alimentos ácidos (pães, massas, cereais refinados, café, chocolate, sucos de frutas, vinho) e refrigerantes com gás (refrigerantes e bebidas esportivas).
Aumente a ingestão de queijos e laticínios para fornecer cálcio e fósforo necessários para a remineralização dentária e neutralizar alimentos ácidos.
O controle da azia e refluxo ácido são altamente recomendáveis.

2. Hidratação e lubrificação

É importante aumentar o consumo de água da torneira fluoretada. A água engarrafada é acidificada para aumentar a vida útil e normalmente não possui flúor.
Sabe-se que os produtos adoçados com xilitol reduzem a placa dental, mas a dieta deve incluir 6 a 10 gramas de adoçante por dia para demonstrar a atividade anticárie.

Mastigar chiclete de xilitol ou balas de xilitol de dissolução lenta três vezes por dia fornece o benefício máximo enquanto estimula o fluxo natural de saliva.

Deve-se ter cuidado ao aumentar o uso de adoçantes de poliol (xilitol, sorbitol, manitol, maltitol).

Pacientes bariátricos relataram diarreia osmótica como efeito colateral se esses substitutos do açúcar forem ingeridos em grande quantidade.

3. Neutralização

Para combater os desequilíbrios ácidos, uma boa estratégia é aumentar o pH da boca com bicarbonato de sódio ao menos duas vezes ao dia.

Mergulhe a escova de dentes úmida e cubra-a com bicarbonato de sódio para um tratamento neutralizante rápido é uma possibilidade. Outra opção é bochechar uma solução de bicarbonato de sódio umas quatro a cinco vezes ao dia.

A mudança para um creme dental com bicarbonato de sódio é uma alternativa, mas produz menos efeito tampão.
Existem outros agentes tamponantes comerciais disponíveis na forma de enxaguatórios e pastilhas. Mas o bicarbonato de sódio padrão direto da caixa é ótimo para se contrapor às bactérias orais e é um composto tamponante altamente eficaz e barato.

4. Remineralização

A terapia com flúor tem sido a base para a mineralização dental profissional desde a década de 1940.
Esse elemento aprimora a remineralização, formando um verniz de baixa solubilidade na superfície do dente. Isso inibe as vias metabólicas bacterianas, difundindo-se para as células onde impede a reprodução dos germes.

Pastas, géis, lavagens e vernizes especializados com alto teor de fluoreto são frequentemente dispensados ou prescritos pela equipe odontológica quando um problema agressivo de desmineralização é identificado.

Algumas das novas pastas são especialmente formuladas com níveis precisos de flúor, cálcio e fósforo, para que todos os elementos necessários para reformar a estrutura dental sejam aplicados diretamente nas áreas danificadas.

5. Desinfecção

Reduzir a contagem geral de bactérias bucais causadoras de doenças é um problema muito difícil. Isso porque esses germes são altamente adaptados a essa região específica do nosso corpo.

Produtos químicos antibacterianos de alta potência geralmente irritam tecidos orais delicados. Portanto é altamente recomendável uma orientação profissional.

Geralmente, muitos dentistas continuam endossando o enxágue diário com um colutório por 30 segundos, duas vezes ao dia antes do uso do fio e escovação dental.

A clorexidina prescrita em solução a 0,12%, bochechada duas vezes por dia, é uma alternativa aceitável. Porém muitos pacientes sofrem alterações no paladar e manchas fortes nos dentes decorrentes do uso rotineiro desse produto.

Algumas fórmulas probióticas foram introduzidas recentemente para superar as bactérias da placa, mas os estudos sobre sua eficácia ainda não são conclusivos.

A eliminação diária e eficaz da placa pelo uso de boas técnicas de limpeza continua sendo o melhor método de controle bacteriano.

Fontes: Nature, OAC
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