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Doença gengival e Impotência: descoberta conexão

O estudo, publicado no Journal of Periodontology, revela que homens com doença gengival severa apresentam probabilidade duas vezes maior de sofrer de impotência em comparação aqueles com dentes e gengivas saudáveis.

O primeiro estudo desse tipo envolvendo uma população europeia examinou mais de 150 homens, e os pesquisadores foram capazes de determinar que três em cada quatro (74%) com disfunção erétil também apresentavam má saúde bucal.

Em resposta aos resultados, a Oral Health Foundation, busca enfatizar as ligações entre o avanço das doenças gengivais e problemas em outras partes do corpo e acredita que os benefícios de cuidar melhor das gengivas podem ir muito além de uma boca saudável.

O Dr. Nigel Carter OBE, CEO da Oral Health Foundation, afirma: “Por mais surpreendentes que possam ser esses resultados, pode ser um alerta para os homens começarem a prestar mais atenção a sua saúde bucal, particularmente suas gengivas.”

“Nos últimos anos, as doença gengivais têm sido associadas a condições como diabetes, derrame e doenças cardíacas, mas um risco maior de impotência pode ser a gota d’água para os homens que relutam em gastar um pouco mais de tempo cuidando suas gengivas.”

Só relembrando, a doença da gengiva acontece quando os tecidos que sustentam os dentes incham e ficam doloridos ou infectados. Não tratados nos estágios iniciais, a doença continuará a piorar e poderá resultar em perda dentária.

Sinais de alerta

Encontrar sangue na escova de dentes ou no creme dental após a escovação é um sintoma comum dessa condição. As gengivas também podem sangrar quando a pessoa se alimenta, deixando um gosto ruim na sua boca.

“Felizmente, a doença da gengiva é uma doença totalmente evitável e tratável, mas evitá-la e reduzir o risco de baixo desempenho no quarto exige uma rotina de saúde bucal eficaz e consistente”, acrescenta o Dr. Carter.

Prevenção é fundamental

“Escovar os dentes com um creme dental com flúor regularmente, realizar limpeza entre os dentes com fio dental e escovas interdentais e manter visitas regulares ao dentista é a melhor maneira de evitar ou tratar doenças gengivais.”

“É preciso um tempo relativamente pequeno para dar aos dentes e às gengivas o cuidado de que eles precisam e ficar longe de problemas que possam ser motivo de sofrimento.”

Melhora da função erétil

A pesquisa também informou que o tratamento da doença gengival, reduzindo a inflamação das gengivas, pode resultar em melhora da função erétil.

Além de ser capaz de tratar qualquer sinal de doença da gengiva antes de se tornar um problema mais grave, visitas regulares ao dentista também podem remover a placa bacteriana e o tártaro dos dentes, além de fazer a boca retornar a um estado saudável.

Fonte: Martin A, Bravo M, Arrabal M et al. (2018) Chronic periodontitis is associated with erectile dysfunction. A case-control study in European population. Wiley: Journal of Clinical Periodontology. 2018;45:791-798.
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Diabetes e câncer bucal: uma conexão cada vez mais evidente e perigosa

Uma nova pesquisa revelou que mulheres que sofrem de diabetes enfrentam uma chance aumentada para o desenvolvimento do câncer bucal.

A pesquisa, publicada na revista especializada Diabetologia, mostrou que as mulheres têm uma chance 13% maior de vir a desenvolver câncer oral se forem acometidas de diabetes.

Numa visão geral, as mulheres apresentam um chance 27% maior para o desenvolvimento de qualquer tipo de câncer caso sejam portadoras de diabetes, enquanto os homens também enfrentavam um aumento de 19% para o mesmo risco, de acordo com o estudo.

Com pesquisas anteriores mostrando conexões próximas entre o diabetes e o desenvolvimento do câncer de boca, assim como outras formas da doença, a organização de saúde pública Oral Health Foundation vem alertando as pessoas quando às ligações perigosas entre a saúde bucal e a saúde corporal e as sérias consequências que isso pode vir a ter.

O CEO da ONG Nigel Carter OBE, que trabalha incansavelmente na divulgação científica buscando aumentar a conscientização da sociedade sobre o câncer de boca, acredita que a pesquisa poderia ajudar a identificar indivíduos que apresentam riscos aumentados para o seu desenvolvimento.

O Dr. Carter disse: “Esta poderia ser uma pesquisa muito significativa e que poderia ajudar a salvar vidas. O diabetes já foi relacionado à saúde bucal precária, mas esta nova pesquisa mostra uma ligação específica com o câncer de boca.

“Isso torna as visitas odontológicas regulares uma necessidade absoluta. Se os dentistas sabem que seu paciente é diabético, eles farão verificações mais frequentes da boca de seus pacientes.
Há muitos anos sabemos que os pacientes diabéticos têm maior probabilidade de contrair doenças nas gengivas e precisam de atendimento odontológico extra, mas esse é mais um motivo para verificações regulares.”

Sintomas iniciais

“É importante, não apenas para os diabéticos, mas para todos estarem cientes de quais são os sinais e sintomas do câncer de boca. Fique atento a úlceras que não cicatrizam dentro de três semanas, manchas vermelhas e brancas na boca e caroços ou inchaços incomuns na área da cabeça e pescoço.”

Detecção precoce e a taxa de sobrevida

“Mais pessoas perdem suas vidas por câncer de boca todos os anos na Inglaterra do que por câncer cervical e testicular combinados. Sem detecção precoce, a taxa de sobrevivência de cinco anos para o câncer de boca é de apenas 50%, mas se for detectada precocemente, as taxas de sobrevida podem melhorar drasticamente em até 90%, assim como a qualidade de vida dos sobreviventes aumenta significativamente.”

“Fumar, beber álcool em excesso, dieta pobre e o vírus do papiloma humano (HPV), muitas vezes transmitidos via sexo oral, são opções de estilo de vida que aumentam o risco de desenvolver a doença. Como o diabetes já foi mostrado como sendo outro potencial fator de risco, alterações do estilo de vida são fundamentais para diminuição da incidência de câncer bucal.

No Reino Unido, estima-se que mais de quatro milhões de pessoas vivam com diabetes, com muitos casos não diagnosticados. O diabetes tipo 2, que está intimamente ligado ao estilo de vida e dieta, vem aumentando rapidamente nos últimos anos e é hoje uma das condições de saúde de longo prazo mais comuns no mundo.

Fonte: 1. Ohkuma, T., Peters, S. and Woodward, M. (2018). Sex differences in the association between diabetes and cancer: a systematic review and meta-analysis of 121 cohorts including 20 million individuals and one million events. Diabetologia.

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Dieta para uma gengiva saudável

Geralmente, uma dieta com poucos carboidratos refinados está associada a consequências positivas para a saúde geral e para a saúde bucal em particular, já que reduz o risco de cárie dentária.

De acordo com um estudo recente realizado na University of Freiburg na Alemanha e apresentado no EuroPerio9, o principal congresso mundial em periodontia e implantodontia, uma dieta otimizada para a saúde bucal também pode reduzir significativamente a gengivite.

Pesquisas anteriores na universidade encontraram um efeito pronunciado de intervenções dietéticas na inflamação gengival. No entanto, os mecanismos por trás disso são amplamente desconhecidos. O estudo recente teve como objetivo determinar como uma dieta de saúde oral otimizada poderia afetar tanto a inflamação periodontal quanto a sistêmica.

Metodologia

“Nós conduzimos um ensaio clínico randomizado utilizando o delineamento do nosso estudo anterior, com um grupo de pacientes solicitados a seguir uma dieta especial pobre em carboidratos processados e proteínas animais, mas rica em ácidos graxos ômega-3, vitaminas C e D, antioxidantes, plantas nitratos e fibras,” disse o autor principal Dr. Johan Wölber, do Departamento de Odontologia Operativa e Periodontologia no centro médico da Universidade de Freiburg. “As pessoas do grupo controle não mudaram seus hábitos alimentares, seguindo uma dieta ocidental comum, rica em carboidratos processados e ácidos graxos saturados, e baixa em micronutrientes. Pedimos a ambos os grupos que não limpassem entre os dentes durante o estudo. Avaliamos os parâmetros clínicos periodontais e parâmetros inflamatórios sistêmicos no início e após quatro semana”.

Resultados

Sobre os resultados, Wölber comentou: “Ficamos surpresos ao descobrir que, após apenas quatro semanas, uma dieta saudável reduziu substancialmente a inflamação das gengivas. No geral, encontramos uma redução significativa da gengivite de cerca de 40%, que foi, como no estudo anterior, significativamente diferente do grupo controle – sem limpeza interdental. Em relação aos parâmetros sorológicos, não observamos diferenças entre os grupos controle e experimental, exceto um aumento significativo de vitamina D no grupo que se alimenta de forma saudável”.

Os resultados do estudo recente, intitulado “O efeito de uma dieta otimizada de saúde bucal em parâmetros periodontais e sorológicos”, foram apresentados no EuroPerio9 em 20 de junho em Amsterdã. O estudo anterior, intitulado “Uma dieta otimizada de saúde oral pode reduzir a inflamação gengival e periodontal em humanos – Um estudo piloto controlado randomizado”, foi publicado no BMC Oral Health.

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Patologias que apresentam sinais na boca

A consulta regular ao dentista é fundamental na identificação de problemas bucais como a cárie, a periodontite e o acúmulo de biofilme. Além de detectar e reverter as condições, o dentista é o profissional de saúde que tem um papel importantíssimo na detecção de outras patologias que ultrapassam as fronteiras da boca.
O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo listou nove enfermidades que dão sinais por ali:

1. Sífilis

Um dos primeiros sintomas dessa infecção bacteriana é uma ferida na gengiva que demora a cicatrizar. Ela também pode causar placas vermelhas e úlceras nessa região. O Brasil, aliás, vive um surto da doença: só no estado de São Paulo houve um crescimento de 603% no número de casos em seis anos. O problema é ainda maior para gestantes e bebês: a elevação foi de 1001% nesse grupo. E pensar que um simples antibiótico é capaz de tratar o quadro e evitar muitas de suas complicações.

2. Leucemia

Esse tipo de câncer hematológico que se inicia na medula óssea e afeta as células sanquíneas tem como um dos seus sinais um inchaço da gengiva e uma maior propensão a sangramentos espontâneos sem nenhuma razão aparente. O aparecimento dessas características exige muita atenção.

3. Anemia

A ausência de glóbulos vermelhos saudáveis causa fadiga, palidez, falta de ar e tonturas. Outra manifestação é uma língua mais lisa. O ideal é que esse músculo esteja sempre áspero e brilhante.

4. Bulimia

Esse transtorno psiquiátrico é marcado por abusos de laxantes e pela indução ao vômito. O paciente ainda alterna episódios de compulsão seguidos por momentos compensação. O hábito de regurgitar com frequência faz com que muitos ácidos do estômago cheguem à boca. Isso destrói as camadas superficiais dos dentes e machuca toda a mucosa.

5. Câncer bucal

O vírus HPV, transmitido durante o sexo, está por trás da maioria dos casos de câncer do colo do útero. Ele também é um dos principais vilões dos tumores de cabeça e pescoço. Na boca, ele forma verrugas que podem evoluir para um problema mais sério. A presença de alguma afta ou lesão que não desaparece após duas semanas merecem atenção redobrada do dentista.

6. Doenças Autoimunes

Enfermidades como o lúpus eritematoso sistêmico e o pênfigo vulgar, em que o próprio sistema imune ataca estruturas do corpo, podem dar sinais como úlceras nas mucosas da boca. Essas feridas doem bastante e não costumam cicatrizar facilmente.

7. Diabetes

O descontrole nas taxas de açúcar pode vir junto com um hálito ruim. Há quem diga que o cheiro se assemelhe ao de frutas envelhecidas. Esses pacientes usualmente apresentam gengivite, a inflamação das gengivas.

8. Cirrose hepática

Lesões no fígado têm inúmeras causas, como o álcool, a gordura e alguns tipos de vírus. Se não tratadas a tempo, elas podem se tornar crônicas e comprometer de vez a saúde. Nesses indivíduos, as partes moles da boca mudam de cor e chegam a ficar até amarelas ou esverdeadas.

9. AIDS

A doença provocada pelo vírus HIV pode aparecer aqui por meio de gengiva inflamada, placas esbranquiçadas, linhas verticais brancas na região lateral da língua e aftas de grande extensão. O sistema imunológico enfraquecido pela infecção possibilita que outros micro-organismos tomem conta do espaço e levem a todas essas complicações.

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Dieta saudável pode reduzir gengivite?

Geralmente, uma dieta pobre em carboidratos refinados está associada a consequências positivas para a saúde geral e para a saúde bucal em particular, já que reduz o risco de cárie dentária. De acordo com um estudo recente realizado na University of Freiburg na Alemanha e apresentado no EuroPerio9, o principal congresso mundial em periodontia e implantodontia, uma dieta otimizada para a saúde bucal também pode reduzir significativamente a gengivite.
Pesquisas anteriores na universidade encontraram um efeito pronunciado de intervenções dietéticas na inflamação gengival. No entanto, os mecanismos por trás disso são amplamente desconhecidos. O estudo recente teve como objetivo determinar como uma dieta de saúde oral otimizada poderia afetar tanto a inflamação periodontal quanto a sistêmica.

“Nós conduzimos um ensaio clínico randomizado utilizando o delineamento do nosso estudo anterior, com um grupo de pacientes solicitados a seguir uma dieta especial pobre em carboidratos processados e proteínas animais, mas rica em ácidos graxos ômega-3, vitaminas C e D, antioxidantes, plantas nitratos e fibras,” disse o autor principal Dr. Johan Wölber, do Departamento de Odontologia Operativa e Periodontologia no centro médico da Universidade de Freiburg. “As pessoas do grupo controle não mudaram seus hábitos alimentares, seguindo uma dieta ocidental comum, rica em carboidratos processados e ácidos graxos saturados, e baixa em micronutrientes. Pedimos a ambos os grupos que não limpassem entre os dentes durante o estudo. Avaliamos os parâmetros clínicos periodontais e parâmetros inflamatórios sistêmicos no início e após quatro semanas”.

Influência significativa

Comentando sobre os resultados, Wölber disse: “Ficamos surpresos ao descobrir que, após apenas quatro semanas, uma dieta saudável reduziu substancialmente a inflamação das gengivas. No geral, encontramos uma redução significativa da gengivite de cerca de 40%, que foi, como no estudo anterior, significativamente diferente do grupo controle – sem limpeza interdental. Em relação aos parâmetros sorológicos, não observamos diferenças entre os grupos controle e experimental, exceto um aumento significativo de vitamina D no grupo que se alimenta de forma saudável. Em outras palavras, uma dieta ideal parece influenciar a gengivite precoce, antes que a inflamação sistêmica se instale.”

Os resultados do estudo recente, intitulado “O efeito de uma dieta otimizada de saúde bucal em parâmetros periodontais e sorológicos”, foram apresentados no EuroPerio9 em 20 de junho em Amsterdã. O estudo anterior, intitulado “Uma dieta otimizada de saúde oral pode reduzir a inflamação gengival e periodontal em humanos – Um estudo piloto controlado randomizado”, foi publicado no BMC Oral Health.

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Óleo essencial de canela – um aliado na luta contra infecções bacterianas

O cinamaldeído, um componente do óleo de canela, pode ajudar a eliminar infecções bacterianas.

A descoberta foi feita pela equipe do professor Sanjida Topa, da Universidade de Tecnologia de Swinburne (Austrália), que decidiu pesquisar a medicina tradicional para tentar enfrentar o crescente problema da resistência bacteriana aos antibióticos.

Em um dos experimentos, eles testaram a capacidade do cinamaldeído de romper a camada protetora – o biofilme – que se forma sobre as infecções por Pseudomonas aeruginosa.

Ótimo resultado

A substância extraída da canela quebrou 75,6% dos biofilmes de P. aeruginosa. Além disso, o cinamaldeído também afetou a capacidade de disseminação das bactérias.

“Estas descobertas definitivamente contribuem para a busca de novos antimicrobianos,” disse o Dr. Sandija.

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Nariz escorrendo é um sintoma característico da primeira dentição?

As pessoas muitas vezes acreditam que o crescimento dental pode causar sintomas como corrimento nasal, febre, dor, irritabilidade e problemas de sono. No entanto, a evidência científica por trás dessas crenças não é simples.

Pesquisadores chegaram a conclusões diversas sobre as conexões entre esses sintomas e a dentição. Embora muitos especialistas concordem que a dentição não cause congestão ou corrimento nasal, o estresse envolvido na dentição pode tornar os bebês mais suscetíveis a doenças infantis.

Neste artigo, são examinadas as ligações entre a dentição e vários sintomas, incluindo o corrimento nasal. Também sã descritos o que ocorre regularmente com a dentição, causas comuns do corrimento nasal em bebês e quando a consulta a um especialista é altamente recomendável.

A dentição pode causar corrimento nasal?

Uma criança geralmente recebe o primeiro dente por volta dos 6 meses. Eles tendem a ter um conjunto completo de 20 dentes por volta dos 30 meses.

O período de dentição para cada dente normalmente leva 8 dias. Começa 4 dias antes do dente passar pela gengiva e dura 3 dias depois. Este processo é conhecido como erupção dentária.

Muitos pais e babás percebem problemas, como corrimento nasal ou febre, antes da chegada de um novo dente. Mas alguns especialistas acreditam que esses sintomas não estejam diretamente relacionados à dentição.

O Seattle Children’s Hospital é uma Instituição que se manifestou afirmando que a dentição não causa corrimento nasal, febre, diarreia ou assaduras.

No entanto, alguns especialistas acreditam que pode haver uma ligação indireta e que o estresse da dentição pode tornar os bebês mais vulneráveis a infecções, que podem causar sintomas como aquele do nariz escorrendo.

Entre as idades de 6 e 30 meses, os dentes entram e o sistema imunológico muda. Durante esse período, a proteção que uma criança nasceu e pode ter recebido através do leite materno começa a enfraquecer.

Ao mesmo tempo, os bebês estão começando a interagir mais com o resto do mundo e estão se tornando cada vez mais expostos a doenças infantis.

Os bebês também tendem a mastigar as coisas durante o processo de dentição, e isso pode expô-los a germes.

Quais são os sintomas regulares da dentição?

Os principais sinais da dentição são:

  • criança babando;
  • erupções no rosto, que ocorrem quando a baba contém pequenas partículas de alimentos que irritam a pele;
  • um aumento do desejo de mastigar as coisas;
  • dor gengival leve, que pode resultar de germes na boca entrando em novas rachaduras nas gengivas, e nem todas as crianças sentem isso.

É improvável que a dentição cause:

  • choro excessivo;
  • febre alta;
  • aversão à ingestão de líquidos;
  • sono ruim;
  • diarreia ou fezes moles;
  • vômito;
  • tosse.
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Suplementação extra de Ômega 3 não traz benefícios ao coração

Ômega 3 é um tipo de gordura, ou ácido graxo. Pequenas quantidades de ômega 3 são essenciais para uma boa saúde, e elas podem ser encontradas nos alimentos que comemos, incluindo peixes, castanhas e azeites.

E é bom se ater aos alimentos mesmo, porque, a exemplo do que vem sendo atestado por uma série de estudos com suplementos alimentares e vitamínicos, suplementos para reforçar sua ingestão de ômega 3 não parecem fazer nenhum bem adicional à saúde.

Os principais tipos de ácidos graxos ômega 3 são: ácido alfa-linolênico (AAL), ácido eicosapentaenóico (AEP) e ácido docosahexaenóico (ADH).

O AAL é normalmente encontrado em gorduras de alimentos vegetais, como nozes e sementes. O AEP e e o ADH, chamados coletivamente de ômega 3 de cadeia longa, são encontrados em peixes gordurosos, como salmão, e óleos de peixe, incluindo o óleo de fígado de bacalhau.

Ômega 3 dos alimentos e em suplementos

O aumento do consumo de gorduras ômega 3 é amplamente divulgado em todo o mundo por conta da proteção contra doenças cardíacas. Há mais de um mecanismo possível de como eles podem ajudar a prevenir doenças cardíacas, incluindo a redução da pressão arterial ou a redução do colesterol.

Mas os ácidos graxos ômega 3 também estão largamente disponíveis na forma de suplementos, tendo um mercado mundial consolidado. Foi sobre o consumo desses suplementos de ômega 3, mais especificamente, sobre o consumo adicional de ômega 3, além do recomendado, que se debruçou uma equipe de 12 especialistas da Biblioteca Cochrane, liderados por Asmaa S. Abdelhamid, da Universidade East Anglia (Reino Unido).

Eles combinaram os resultados de 79 ensaios randomizados envolvendo 112.059 pessoas. Esses estudos avaliaram os efeitos do consumo de gordura ômega 3 adicional, em comparação com ômega 3 usual ou em dose menor do que o recomendado, sobre as doenças do coração e da circulação. Vinte e cinco estudos foram avaliados como altamente confiáveis, porque foram bem projetados e conduzidos.

Os pesquisadores constataram que suplementar o consumo de ômega 3 de cadeia longa fornece pouco ou nenhum benefício na maioria dos casos.

Não adianta exagerar

Os especialistas encontraram evidências fortes de que as gorduras ômega 3 de cadeia longa em excesso apresentam pouco ou nenhum efeito significativo sobre o risco de morte por qualquer causa – o risco de morte por qualquer causa foi de 8,8% em pessoas que aumentaram a ingestão de gorduras ômega 3, em comparação com 9% entre as pessoas nos grupos de controle.

Os especialistas também constataram que tomar mais ômega 3 de cadeia longa (incluindo AEP e ADH), principalmente através de suplementos, faz pouca ou nenhuma diferença para o risco de eventos cardiovasculares, mortes coronárias, eventos de doença coronariana, acidente vascular cerebral ou irregularidades cardíacas.

Também no caso do AAL (ácido alfa-linolênico), a revisão sugere que sua ingestão através de alimentos ou suplementos tem pouco ou nenhum efeito sobre mortes cardiovasculares ou mortes por qualquer causa. No entanto, ingerir mais AAL provavelmente reduz o risco de irregularidades cardíacas de 3,3% para 2,6%.

Finalmente, a revisão mostrou que as reduções nos eventos cardiovasculares pela ingestão de suplementos de AAL são tão pequenas que cerca de 1.000 pessoas precisariam aumentar o consumo de AAL para que apenas uma delas se beneficiasse quanto à saúde cardiovascular.

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Pacientes com medo de dentista: como tranquilizá-los

Pacientes com medo de dentista: como tranquilizá-los

A odontofobia ou medo dos tratamento dentários afeta, em maior ou menor medida, um número considerável de pessoas.

Sendo assim, saber tratar adequadamente um paciente com medo do dentista é uma competência básica que todo o odontólogo deve ter. Sem dúvida, o nosso trabalho é mais fácil e produtivo quando conseguimos que os nossos pacientes fiquem tranquilos e relaxados. Neste artigo, são apresentadas algumas sugestões ou recomendações para tranquilizar as pessoas que comparecem às consultas.

Por que motivo as pessoas têm medo de ir ao dentista?

As causas desses medos podem ser muito diversas, mas algumas das mais comuns são:

  • Más experiências passadas. Os instrumentos e procedimentos na área na odontologia evoluíram muito nos últimos anos, mas algumas pessoas ainda têm lembranças desagradáveis de situações vividas em tempos passados.
  • Sensação de “perda de controle”. A posição do paciente no consultório do dentista pode fazer com que se sinta vulnerável ou sem controle da situação.
  • Medo da dor (geralmente em pessoas com um limiar de dor particularmente baixo).
  • Timidez, vergonha ou sensação de invasão da intimidade pessoal.

Ansiedade, medo e fobia

Quando falamos de medo do dentista, estamos nos referindo a diferentes graus de apreensão ou temor que é conveniente saber diferenciar:

A ansiedade é um sentimento de preocupação, geralmente motivada por algo que o paciente desconhece ou não consegue controlar.

Falamos de medo quando reagimos a um perigo, situação muitas vezes ligada a experiências negativas anteriores.

A fobia implica um temor mais intenso que, geralmente, levará o paciente a evitar ou adiar a visita ao dentista.

As vantagens de uma boa comunicação

É claro que estes medos podem ser consideravelmente amenizados através de uma boa comunicação entre o dentista e o paciente. Nesse sentido, valem as seguintes dicas:

  1. Perguntar ao paciente se está bem, se há algo que o preocupa ou se gostaria de nos perguntar ou esclarecer algo. Demonstrar empatia é também uma boa maneira de tranquilizar o paciente.
  2. Manter sempre uma atitude amável, próxima e profissional.
  3. Informar o paciente sobre todos os passos do procedimento e responder a qualquer dúvida que ele possa ter. Pode ser muito útil recorrer a desenhos ou fotografias para explicar o que for necessário.
  4. Não menosprezar os medos do paciente. É recomendável considerar que se trata de uma situação normal em que podemos contribuir com a nossa ajuda.
  5. Sempre que for possível, sugerir pausas, descanso e, inclusive, alternativas nos tratamentos ou exames. É conveniente indicar ao paciente de que modo nos pode avisar quando precisar que interrompamos o procedimento. Isto irá contribuir para diminuir o sentimento de perda de controle que muitas pessoas acham especialmente angustiante.

A tecnologia: uma grande aliada

Sem dúvida, os progressos técnicos na área da odontologia permitem intervenções mais precisas e menos dolorosas, procedimentos mais curtos e um maior controle por parte de dentistas e pacientes. Recursos como a sedação consciente podem também ser uma grande ajuda em certos casos. Mesmo coisas simples, como uma turbina menos ruidosa, podem contribuir para tranquilizar o paciente e diminuir os seus medos.

Como criar um ambiente agradável para o paciente

Muitas vezes, o próprio ambiente do consultório pode contribuir para aumentar a ansiedade do paciente. Assim, certos odores, ruídos ou a simples visão de alguns equipamentos ou instrumentos podem desencadear sensações de desagrado ou inquietação nos pacientes.

Assim, uma música relaxante, um ambiente com um aroma agradável e um mobiliário atrativo podem ajudar a tranquilizar o paciente e, de certo modo, abstraí-lo do ambiente que habitualmente é associado a uma clínica. Uma pintura ou gravura bem escolhida pode também ser úteis para tornar o ambiente mais atrativo e menos desafiador para o paciente.

Evidentemente, algo tão simples como manter uma conversa agradável, em tom descontraído, também contribui muito para estabelecer um bom vínculo e laço de confiança entre paciente e dentista.

Crianças com medo do dentista

Segundo vários estudos, até 30% das crianças terão medo das visitas ao dentista. Seja por receio do desconhecido ou por medos transmitidos por outras pessoas (até mesmo pelos próprios pais, consciente ou inconscientemente), muitas crianças experimentam ansiedade nestas situações. No entanto, realizar um bom tratamento dos pacientes infantis é uma grande oportunidade para conseguir que se tornem adultos com boa saúde bucal e sem medo do dentista.

Como no caso de outros pacientes, é importante criar um ambiente descontraído e agradável no consultório, assim como explicar de um modo simples em que vai consistir o procedimento. Desenhos ou fotografias podem ser uma grande ajuda nas nossas explicações, fazendo a criança participar no nosso trabalho e permitindo que conheça melhor o seu próprio corpo.

As consultas com crianças são também uma boa oportunidade para lhes ensinar bons hábitos de higiene dental. Neste sentido, oferecer a eles um pequeno presente relacionado com a odontologia pode contribuir para a sua motivação e, ao mesmo tempo, fazê-las sorrir.

Conclusão

Em resumo, cabe aos profissionais de odontologia fazer com que seus pacientes estejam tão tranquilos e relaxados quanto possível no consultório. Isso irá evitar que as visitas ao dentista sejam motivo de ansiedade injustificada ou que o paciente as adie indefinidamente, com o risco que isso acarreta para a sua própria saúde.

Também para o dentista, sem dúvida, é mais fácil trabalhar com um paciente descontraído. E, claro, um paciente tranquilo tem mais probabilidades de se tornar um paciente satisfeito.

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Primeiros sintomas do câncer de língua

 

O tipo mais comum de câncer de língua é chamado de carcinoma de células escamosas. Células escamosas são células finas e planas que estão presentes na superfície da pele e da língua, no revestimento dos tratos digestivo e respiratório e no revestimento da boca, garganta, tireoide e laringe.

 

 

 

Os principais sintomas do câncer de língua são uma língua dolorosa e o desenvolvimento de uma ferida na língua. Sintomas adicionais podem incluir:

  • dor na mandíbula ou na garganta
  • dor ao engolir
  • sensação como se algo estivesse pegando na garganta
  • uma língua dura ou mandíbula com sinais de rigidez
  • dificuldades para engolir ou mastigar comida
  • uma mancha vermelha ou branca formando no revestimento da boca ou língua
  • uma úlcera de língua que não cura
  • dormência na boca
  • sangramento da língua sem razão
  • um caroço na língua que não desaparece

Sorrateiro no seu início

Os sintomas do câncer de língua são semelhantes aos de outros cânceres orais, e eles também podem não ser evidentes nos estágios iniciais da doença.

Também é possível que as pessoas tenham alguns desses sintomas sem ter câncer de língua ou outro tipo de câncer bucal.

As pessoas com maior risco de câncer de boca, como as que fumam ou bebem excessivamente, devem ser alertadas quanto à necessidade de ficarem atentas a quaisquer sinais precoces. Elas também devem agendar consultas regulares com seu dentista que possa examinar sua boca e identificar quaisquer problemas.

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