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Descoberta que pode dar fim à placa dental bacteriana

Um grupo de pesquisadores das faculdades de Ciências e Tecnologia (FCTUC) e de Medicina (FMUC) da Universidade de Coimbra anunciaram em Dezembro de 2018 o desenvolvimento de uma tecnologia baseada em uma molécula orgânica natural com capacidade de impedir a formação de placa bacteriana, processo que leva ao desenvolvimento das cáries dentárias.

A placa dental é um biofilme estrutural e funcionalmente organizado. A placa se forma de forma ordenada e possui uma composição microbiana diversificada que, em saúde, permanece relativamente estável ao longo do tempo (homeostase microbiana).

As espécies predominantes de sítios doentes são diferentes daquelas encontradas em locais saudáveis, embora os patógenos possam ser detectados em números baixos em locais normais. Na cárie dentária, há uma mudança em direção à dominância da comunidade por espécies acidogênicas e tolerantes ao ácido, como os streptococcus mutans e os lactobacilos, embora outras espécies com características relevantes possam estar envolvidas.

Biofilme

As estratégias para controlar a cárie podem incluir a inibição do desenvolvimento de biofilme (por exemplo, prevenção de ligação de bactérias cariogênicas, manipulação de mecanismos de sinalização celular, administração de antimicrobianos eficazes, etc.), ou aumento das defesas do hospedeiro. Além disso, essas abordagens mais convencionais poderiam ser aumentadas pela interferência nos fatores que permitem que as bactérias cariogênicas escapem dos mecanismos homeostáticos normais que restringem seu crescimento na placa e competem com os organismos associados à saúde. Evidências sugerem que condições regulares de baixo pH na placa selecionam os estreptococos mutans e os lactobacilos.
Portanto, a supressão do catabolismo de açúcar e produção de ácido pelo uso de inibidores metabólicos e adoçantes artificiais não fermentáveis ​​em salgadinhos, ou a estimulação do fluxo de saliva, poderia auxiliar na manutenção da homeostase na placa bacteriana.

Placa bacteriana

A placa dentária se forma por meio de uma sequência ordenada de eventos, resultando em uma comunidade microbiana rica em espécies, estruturalmente e funcionalmente organizada. Estágios distintos na formação da placa incluem: formação de película adquirida; adesão reversível envolvendo interações físico-químicas fracas e de longo alcance entre a superfície celular e a película, o que pode levar a uma fixação mais forte mediada por receptor-adesão; co-adesão resultando na ligação de colonizadores secundários a células já aderidas; multiplicação e formação de biofilme (incluindo a síntese de exopolissacarídeos) e, ocasionalmente, descolamento. O aumento do conhecimento sobre os mecanismos de fixação e co-adesão bacteriana pode levar a estratégias para controlar ou influenciar o padrão de formação de biofilme.

Os análogos podem ser sintetizados para bloquear a adesão ou co-adesão do receptor de adesina, e as propriedades das superfícies de colonização podem ser quimicamente modificadas para torná-las menos propícias à colonização microbiana. No entanto, as células podem expressar vários tipos de adesina, de modo que, mesmo se uma adesina principal estiver bloqueada, outros mecanismos de ligação podem ser invocados. Além disso, embora a adesão seja necessária para a colonização, as proporções finais de uma espécie dentro de um biofilme de cultura mista, como a placa dentária, dependerão, em última análise, da capacidade de um organismo de crescer e superar as células vizinhas.

Homeostase bacteriana

Uma vez formada a placa, sua composição de espécies em um local é caracterizada por um grau de estabilidade ou equilíbrio entre as espécies componentes, apesar de estresses ambientais regulares menores, por exemplo, de componentes dietéticos, higiene bucal, defesas do hospedeiro, mudanças diurnas no fluxo de saliva, Esta estabilidade (denominada homeostase microbiana) não é devida a qualquer indiferença biológica entre os organismos residentes, mas é devido a um equilíbrio imposto por inúmeras interações microbianas, incluindo exemplos de sinergismo e antagonismo.

Estes incluem interações bioquímicas convencionais, tais como as necessárias para catabolizar glicoproteínas hospedeiras complexas e para desenvolver cadeias alimentares, mas, além disso, pode ocorrer sinalização célula-célula mais subtil. Essa sinalização pode levar à expressão gênica coordenada dentro da comunidade microbiana, e essas estratégias de sinalização estão sendo vistas atualmente como alvos potenciais para novas terapias.

Mudança de paradigma

A metodologia criada pelos pesquisadores portugueses se chama ‘biolocker‘ deverá chegar ao mercado dentro de dois anos segundo seus desenvolvedores, o que representará uma mudança de paradigma na higiene bucal, prevenindo a formação precoce da placa bacteriana, sem efeitos antimicrobianos, ao contrário das soluções de cuidados orais clássicas.

Os cientistas portugueses explicam que os atuais métodos de tratamento eliminam as boas e as más bactérias, o que pode danificar a flora bucal, que é extremamente benéfica para a saúde geral do organismo.

A inovação está neste momento em processo de registro de patente internacional e se distingue, sobretudo, pela capacidade de bloquear as principais interações bacterianas que ocorrem após a ingestão de alimentos, ou seja, impossibilita a ação das bactérias que lideram o processo de formação da placa bacteriana, as designadas colonizadoras iniciais.

“Como estas bactérias (gênero streptococcus) funcionam como alicerce, ao retirar a âncora impedimos que todas as bactérias consigam se fixar”, acrescentam ainda os cientistas de Coimbra.

Fontes: Universidade de Coimbra e NCBI
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Cuidados da odontologia com pacientes oncológicos

Nos pacientes oncológicos, os cuidados com a saúde bucal são muito importantes.
Pacientes oncológicos têm maiores chances de desenvolver lesões dentárias e que tipo de tratamentos devem procurar no pré, pós e durante os tratamentos oncológicos.
A recomendação de fazer uma avaliação odontológica serve para todo paciente oncológico, não somente aqueles com tumores de cabeça e pescoço.

Um dos fatores a serem avaliados é a presença de algum foco de infecção, que pode ser uma doença periodontal ou cáries muito profundas. A consulta é de extrema importância, porque os pacientes que fazem uso de quimioterápicos ficam com o sistema imunológico mais debilitado, e a existência de uma doença periodontal, por exemplo, que o paciente nem sabia que tinha, poderá se agravar e resultar num grande problema, mas também, com leucemias e linfomas. Alguns dentes com mobilidade poderão ser removidos antes de iniciar o tratamento oncológico.

Por outro lado, quando se iniciam os tratamentos oncológicos podem ocorrer certas problemas orais

Mucosite oral

Frequentemente se manifesta na forma de feridas semelhantes a aftas e que podem ser bastante dolorosas para o paciente, afetando, em alguns casos, a capacidade de mastigação.

Uma das formas de prevenção da mucosite é a laserterapia de baixa intensidade. O laser é um bioestimulador que auxilia na redução do processo inflamatório, modula a dor e auxilia no processo de reparo do tecido lesado. É importante conversar com seu oncologista sobre essa possibilidade.

Xerostomia

Xerostomia é condição razoavelmente predominante, afetando 5.5%−46% da população adulta. A incidência do xerostomia aumenta com idade, com quase metade da queixa idosa da população de ter boca seca. Contudo, permanece obscura se há um relacionamento direto entre a idade avançada e a produção reduzida da saliva ou se este é devido ao número aumentado de medicações tomadas geralmente pelas pessoas idosas.

Papel da saliva

A produção apropriada da saliva é importante para o conforto do paciente e sua higiene dental. A saliva cobre a boca e os dentes com a umidade constante, assim fornecendo a lubrificação e a proteção à cavidade oral. A saliva contem diversas proteínas que funcionam na digestão, na atividade antibacteriana, e na manutenção do pH oral apropriado. A insuficiente produção da saliva pode afetar a mastigação, a absorção, o discurso, o gosto, e a higiene dental. A saliva é muito importante para os dentes por conta da proteção da deterioração dental pelo fato de limitar o crescimento das bactérias, neutralizar ácidos de alimento, e os ajuda a retirar partículas de alimento alojadas nos dentes.

Sintomas

Os sintomas do xerostomia podem incluir uma boca seca persistente e densamente ou a saliva mucoso carregado. Os dentistas podem reconhecer a insuficiente associação da saliva na boca durante exames dentais. Muitos sofredores de xerostomia relatam mudanças no gosto e na dificuldade de engolir o alimento quando o mastigam, especialmente alimentos secos tais como biscoitos ou produtos como o pão. A necessidade e o desejo de beber frequentemente a água se mostram aumentados. Alguns pacientes com xerostomia igualmente experimentam um burning ou uma sensação de formigamento na língua ou na boca.

A xerostomia pode ter efeitos severos na saúde dental; geralmente aumenta no número de cavidades dentais, de doenças gengivais, e de mau hálito. Os sofredores de Xerostomia que vestem dentaduras tipicamente têm o problema de mantê-las no lugar e queixam-se de dores oriundos do uso da dentadura.

Uma xerostomia não tratada pode conduzir às infecções bucais, infecções da glândula salivar, e língua com rachaduras devido à secura.
Consequentemente, a detecção precoce e o tratamento da xerostomia são importantes para a saúde e o bem estar do paciente.

Muitas vezes, o paciente em tratamento oncológico precisa tomar opiáceos e antidepressivos. Alguns ainda tomam outros medicamentos, porque possuem outras doenças associadas, como pressão alta, diabetes e doença renal. Por conta disso, é extremamente comum surgir um quadro de xerostomia.
O paciente com boca seca tem mais placas bacterianas, o que acumula mais agentes agressivos e produz mais toxinas, aumentando o risco da mucosite, referida anteriormente.

Cárie de radiação

Causada pelo efeito da radioterapia, provoca efeitos diretamente nos dentes, principalmente sobre os odontoblastos, diminuindo a capacidade de produção de dentina reacional. O esmalte também sofre alterações e torna-se mais vulnerável à cárie. Atua indiretamente aumentando a suscetibilidade de cárie por meio de diminuição ou até interrupção da salivação. Tais alterações propiciam o desenvolvimento desse tipo de cárie que ocorre principalmente no terço cervical, iniciando-se pela face vestibular e posteriormente pela lingual progredindo ao redor do dente, como uma lesão anelar, que pode levar à amputação da coroa.

Gengivite

Com o baixo número de plaquetas ele pode acontecer, inclusive, de forma espontânea. Mas também pode ser advindo de uma retenção maior da placa bacteriana causada pela higiene, ou falta dela. Consequência ou não de mucosite e xerostomia, por exemplo.

Periodontite

A perda dos dentes não costuma ser comum em pacientes em tratamento do câncer, porém pode acontecer caso os cuidados de higiene não sejam realizados corretamente ou não haja um histórico de controle periódico e visita regular ao dentista.

Perda do paladar

O tratamento causa alterações importantes no organismo, entre elas as que ocorrem nas papilas gustativas, fazendo com que o paciente não sinta os sabores de alguns alimentos.

Infecções oportunistas (bacterianas, viróticas ou fúngicas)

A baixa imunidade deixa o paciente bem susceptível, por isso todo cuidado é pouco quando o assunto são as infecções.

Osteorradionecrose

Sequela de ocorrência tardia, com incidência maior nos primeiros três anos pós-radioterapia. Pode ser provocada por traumas como exodontias, procedimentos invasivos e cirúrgicos, próteses mal adaptadas e infecções periodontais e periapicais por toda a região irradiada previamente, sendo a mandíbula o osso mais comumente envolvido. Provoca uma redução da atividade dos osteoblastos e alteração nos vasos sanguíneos, tornando o osso menos irrigado e, consequentemente, mais vulnerável a infecção e com menor capacidade de reparação. Acomete pacientes submetidos à radioterapia.

Prevenção e tratamento

Para tratar e amenizar os problemas bucais, é fundamental, antes de tudo, que durante todo o tratamento e até mesmo antes de começá-lo, o paciente tenha um acompanhamento odontológico. A higiene bucal não pode ser deixada de lado, mesmo que a região da boca esteja dolorida. Nesse momento é mais indicado o uso de escovas extra macias e bochechos com soluções antissépticas sem álcool.

Recomendações a serem seguidas durante o tratamento do câncer:

  • Escovar os dentes com pasta contendo flúor;
  • Passar fio dental suavemente;
  • Fazer gargarejos com bicarbonato de sódio;
  • Escolher alimentos que exijam pouca ou nenhuma mastigação;
  • Evitar alimentos ácidos, picantes, salgados e secos.

Mucosite oral

Para aliviar a mucosite oral, o paciente pode utilizar soluções isotônicas e anti-inflamatórios. O tratamento com laser de baixa potência também foi relatado como eficiente na diminuição da severidade e duração das mucosites em pacientes que foram irradiados ou submetidos ao tratamento quimioterápico. É importante fornecer também orientação quanto à dieta e manutenção da hidratação. Nos casos mais graves, considerar o uso de antimicrobianos tópicos e sistêmicos.

Xerostomia

Recomenda-se estimular o fluxo salivar por meio de gomas de mascar sem açúcar. O uso de saliva artificial contendo íons essenciais, componentes com mucina e pH entre 6 e 7, também pode ser sugerido. O uso de fluoretos (gel ou solução) e reposição de líquidos também. Quanto aos lábios, pode-se usar protetor labial à base de lanolina.

Cáries

O tratamento das lesões de cárie pode ser realizado por meio de ART (Atraumatic Restorative Treatment), ou seja, remoção de tecido cariado por meio de curetas e colocação de cimentos ionoméricos.

O amálgama é contraindicado como material restaurador, pois é fonte secundária de radiação quando o paciente é submetido à radioterapia em região de cabeça e pescoço.

Nos casos de lesões de cárie avançada, demonstrando possível comprometimento pulpar, o tratamento endodôntico é recomendado para dentes permanentes. Já para dentes decíduos recomendamos a exodontia dos elementos dentários envolvidos.

Gengivite

O sangramento nas gengivas também pode estar associado à placa bacteriana, que causa uma inflamação no local. Para evitá-lo, o profissional deve acompanhar com o paciente a forma correta de realizar a escovação e, se for necessário, remover essas placas através do tratamento periodontal.

Periodontite

Os casos de comprometimento periodontal, o tratamento de raspagem e alisamento radicular é indicado. Entretanto, dentes apresentando bolsa periodontal (≥ 6 mm) e/ou mobilidade excessiva podem ser extraídos pois, além de serem fontes infecciosas, podem ser fatores complicadores caso seja necessária a realização de exodontia após a radioterapia, em função do risco de osteorradionecrose. As pessoas que fazem radioterapia na região da cabeça e do pescoço ou que fizeram uso dos medicamentos do grupo de bifosfonatos (utilizados no combate a problemas ósseos), tem restrição à colocação de implantes.

Infecções oportunistas

Exigem todo o cuidado possível. Para tratá-las, são indicados medicamentos tópicos ou orais, que só devem ser utilizados com o acompanhamento médico e do dentista.

Uso de aparelhos ortodônticos

Deve ser suspenso durante o tratamento para evitar sangramentos e possíveis infecções. Apenas após dois anos de remissão pode ser feito o tratamento ortodôntico normalmente. Havendo presença de qualquer infecção, a antibioticoterapia deverá ser realizada. O uso de sialogogos sistêmicos também pode ser recomendado, como o cloridrato de prilocarpina, mas é importante avaliar suas contraindicações.

A prevenção é a grande arma para evitar quadros graves, muitas vezes incuráveis e até incontroláveis, do ponto de vista local e sistêmico, que levam a um forte impacto na qualidade de vida do paciente comprometendo sua saúde, deve ser realizada uma avaliação completa antes do início da radioterapia, verificando as condições dos dentes e o prognóstico do paciente.

A correta compreensão desses sinais e sua correlação com sintomas e drogas ou radiação utilizadas nos tratamentos oncológicos tornam esses tipos de manifestações mais previsíveis, o que facilita a prevenção e o tratamento dessas condições, oferecendo uma melhor qualidade de vida a esses pacientes, sendo de grande importância a integração da odontologia na equipe médica de oncologia.

Fontes: News Medical Life Sciences , Dental Cremer , Revista Onco
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O tabagismo e a endodontia

Os impactos negativos do hábito de fumar sobre a saúde são amplamente conhecidos. Aqui neste link você pode conferir 8 prejuízos causados pelo tabagismo no entanto, poucas são as pesquisas sobre suas consequências em relação à endodontia.

Em um novo estudo realizado por cientistas da Faculdade de Odontologia da Universidade Case Western Reserve, em Cleveland, pesquisadores descobriram que o fumo enfraquece a capacidade da polpa dentária de combater doenças.

Falando sobre a pesquisa, a Dra. Anita Aminoshariae, Professora Associada de Endodontia e diretora do Pré-doutorado na Case Western, disse: “Isso pode explicar por que os fumantes têm resultados endodônticos mais fracos e apresentam atraso na cicatrização quando comparados aos não fumantes.
Imagine que TNF-α [fator de necrose tumoral α] e hBD-2 [beta-defensina humana 2] estão entre os soldados em uma última linha de defesa fortificando um castelo. Fumar mata esses soldados antes que eles tenham a chance de montar uma defesa sólida ”.

No estudo, os cientistas buscaram compreender melhor por que os fumantes apresentam uma maior possibilidade para o desenvolvimento de doença periodontal e são quase duas vezes mais propensos a necessitar de terapia de canal radicular.

Metodologia

Das câmaras pulpares de 32 fumantes e 37 não fumantes, todos diagnosticados com pulpite irreversível normal ou sintomática ou pulpite irreversível assintomática, a equipe coletou amostras e mediu os níveis de interleucina (IL) 1β, TNF-α, hBD-2 e hBD-3. “Hipotetizamos que as defesas naturais seriam reduzidas em fumantes; não esperávamos que eles as esgotassem completamente ”, explicou Aminoshariae .

De acordo com os resultados do estudo, as concentrações pulpares de TNF-α e hBD-2 foram significativamente menores entre os fumantes, enquanto não houve diferença significativa em IL-1β ou hBD-3. A análise bidirecional da covariância também revelou que a condição de tabagismo, e não o diagnóstico endodôntico (estado pulpar), afetou significativamente os níveis de TNF-α e hBD-2.

Parar de fumar pode fazer diferença

Embora os resultados do estudo forneçam mais um argumento contra o tabagismo, um resultado encorajador da pesquisa foi que dois dos pacientes no estudo que pararam de fumar experimentaram um retorno dos mecanismos de defesa necessários para combater a pulpite.

O estudo, intitulado “Comparação da expressão de IL-1β, TNF-α, hBD-2 e hBD-3 na polpa dentária de fumantes versus não fumantesD”, foi publicado na edição de dezembro de 2017 do Journal of Endodontics.

Dicas para parar de fumar

Os benefícios de parar de fumar são percebidos rapidamente. Em cerca de três semanas, você já nota diferenças – percebe melhor cheiros e paladares e respira com mais facilidade. Além disso, a pressão e o nível de oxigênio no sangue são normalizados. Apesar de parecer que parar de fumar é difícil, se você adotar uma estratégia, pode ser mais fácil.

O primeiro passo para parar de fumar é escolher uma data. Você tem mais chances de sucesso se escolher uma que seja nos próximos trinta dias. Assim, até lá, você pode diminuir gradativamente o número de cigarros que fuma por dia ou atrasar o horário do primeiro cigarro. Isso é importante para você se preparar para a mudança.

Como passar os primeiros dias sem fumar?

Mesmo se você se preparar até a data escolhida, os primeiros dias sem fumar podem ser os mais difíceis. Fazer pequenas mudanças na sua rotina, como um caminho diferente para ir trabalhar, trocar o café por chá ou almoçar em um lugar diferente podem te ajudar a assimilar a mudança de parar de fumar.

Você também deve se livrar de todo o estoque de cigarros que tiver em casa, no trabalho ou no carro e não ficar perto de pessoas que estão fumando ou em situações que o desejo de fumar é maior. Se não puder evitar esses momentos, substitua o cigarro por algo saudável, como biscoitos com fibra extra, por exemplo.

Ocupar o tempo livre com exercícios físicos ou atividades divertidas, manter-se hidratado com água e suco e evitar bebidas alcoólicas também são mudanças na rotina que podem te ajudar a se adaptar ao novo estilo de vida.

Apoio de familiares, amigos e médicos ajuda a parar de fumar

Além de ajudar a acompanhar os benefícios para a saúde que a decisão de parar de fumar traz, o médico também pode indicar medicamentos que ajudem no processo. Amigos e familiares também podem ajudar nos dias de preparação e dar incentivos nos dias mais difíceis.

Como lidar com a abstinência do cigarro

Em muitos momentos, você terá vontade de acender um cigarro. Quando isso acontecer, tente encontrar outras formas de aliviar a tensão. Concentre-se em coisas que te causam satisfação e pense nos benefícios que essa escolha está proporcionando para a sua saúde.

Fontes: Pubmed, Mayo Clinic e Pfizer

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Microbiota oral e obesidade: uma relação muito provável

Estima-se que o corpo humano seja composto por mais de 1014 células das quais 90% são células microbianas. Esse “microbioma humano” apresenta uma atividade metabólica similar ao fígado e é fundamental no desenvolvimento e homeostasia do organismo humano. Apesar do íntimo contato e translocação de micro-organismos entre as diversas superfícies do corpo humano, as microbiotas de diferentes regiões do corpo são distintas. Este fato sugere que a propriedades específicas de cada um destes ambientes determina que microbiota é capaz de se estabelecer nessa região.

Microbiotas complexas

A cavidade oral apresenta uma das mais diversas e complexas microbiotas do organismo humano, resultante da grande variedade de determinantes ecológicos ali presentes, sendo o maior reservatório de micro-organismos para contágio e um sistema aberto para contaminação. Essa microbiota encontra-se normalmente em harmonia com o hospedeiro, sendo extremamente importante na proteção contra patógenos externos com produção de bacteriocinas, surfactantes e H2O2 e por serem adaptadas ao ambiente, levam vantagens na competição por nutrientes em relação a micro-organismos externos e auxiliam no desenvolvimento do sistema imune mucoso por reações cruzadas, como os anticorpos contra o Streptococcus pneumoniae que reagem cruzadamente com pneumococo. Porém alterações locais e/ou sistêmicas como diminuição da saliva, alteração da dieta e antibióticos, podem resultar no desequilíbrio dessa relação e na manifestação clínica de doenças.

Biofilme

Atmosferas anaeróbias e aeróbias, ambientes com variações de pH, diferentes superfícies de contato, além de características anatômicas tornam a cavidade oral propícia para formação de biofilme, comunidade polimicrobiana embebida em uma matriz extracelular de componentes orgânicos e inorgânicos, conferindo proteção contra defesas do hospedeiro, antimicrobianos e facilitando a comunicação intermicrobiana. Esse biofilme pode apresentar características patogênicas dependendo da sua composição e localização. Por exemplo, quando essa estrutura é encontrada nos dentes, é chamada de cariogênica, apresentando bactérias capazes de produzir ácidos que diminuem o pH e levam a desmineralização do dente. Já quando encontradas nos tecidos moles como a gengiva, é chamado de periodontopatogênico, tendo bactérias capazes de destruir os tecidos de sustentação do dente. Ambos os casos podem ser evitados com uma boa higiene oral, evitando seu estabelecimento e o desenvolvimento dessas espécies patogênicas.

Microbiota normal vs contaminação externa

Esse balanço entre a microbiota normal e contaminação externa, também é muito importante para evitar manifestações orais de doenças sistêmicas, como a candidíase, e doenças sistêmicas que já foram relatadas com associação a patologias orais, como endocardite e artrite reumatóide devido a produtos lançados na corrente sanguínea ou bacteremia numa simples escovação, uso do fio dental e procedimentos cirúrgicos. Segundo uma publicação de 2010, o microbioma oral pode ser importante no câncer e outras doenças crônicas, através do metabolismo direto de carcinógenos químicos e através de efeitos sistêmicos inflamatórios.

Por isso a higiene bucal é essencial, mantendo os níveis da microbiota normal e impedindo a contaminação com patógenos. Escovação, fio dental, enxaguatórios e uma visita regular ao dentista diminui em até 70% a incidência de doenças bucais, evitando também doenças sistêmicas.

Obesidade infantil

A obesidade infantil em todo o mundo ocidental vem se tornando um problema comum. Em um novo estudo que pode ajudar na compreensão do assunto, cientistas da Universidade Estadual da Pensilvânia começaram a entender como a microbiota oral de crianças de 2 anos de idade poderia ser um indicador de ganho de peso mais tarde na vida. O trabalho é parte de um estudo maior que está buscando evidências se uma intervenção responsiva dos pais durante os primeiros anos de vida da criança pode impedir o desenvolvimento da obesidade.

Sobrepeso: uma em cada três crianças

“Uma em cada três crianças nos Estados Unidos está com sobrepeso ou obesidade”, disse a autora sênior do estudo, Dra. Kateryna Makova, Professora de Biologia da Pentz na Penn State. “Se pudermos encontrar indicadores precoces de obesidade em crianças pequenas, poderemos ajudar os pais e os profissionais de saúde a tomar medidas preventivas”.

Embora variações na microbiota intestinal tenham sido associadas à obesidade em alguns adultos e adolescentes, a potencial relação entre a microbiota bucal e o ganho de peso em crianças não havia sido explorada antes deste estudo. “A microbiota oral é geralmente estudada em relação à doença periodontal, e a doença periodontal tem, em alguns casos, sido associada à obesidade”, disse a primeira autora do estudo, Sarah Craig, pós-doutoranda em biologia na Penn State.

“Aqui, exploramos quaisquer associações diretas potenciais entre a microbiota oral e o ganho de peso da criança. Em vez de simplesmente observar se uma criança estava com sobrepeso aos dois anos de idade, usamos curvas de crescimento nos dois primeiros anos após o nascimento, o que fornece um quadro mais completo de como a criança está crescendo. Essa abordagem é altamente inovadora para um estudo desse tipo e dá maior poder estatístico para detectar relacionamentos ”, continuou ela.

Metodologia do estudo

No estudo, os pesquisadores avaliaram 226 crianças da Pensilvânia central. De acordo com os resultados, a microbiota oral daqueles com rápido ganho de peso infantil – um forte fator de risco para a obesidade infantil – foi menos diversificada, contendo menos grupos de bactérias. Estas crianças também tiveram uma maior proporção de Firmicutes para Bacteroidetes, dois dos grupos bacterianos mais comuns encontrados na microbiota humana.

A menor diversidade e uma maior relação de Firmicutes-to-Bacteroidetes na microbiota intestinal são às vezes observadas como uma característica de adultos e adolescentes com obesidade. No entanto, os pesquisadores não observaram uma relação com o ganho de peso para qualquer uma dessas medidas na microbiota intestinal de crianças de 2 anos de idade, sugerindo que a microbiota intestinal pode não estar completamente estabelecida aos 2 anos de idade e ainda estar sofrendo muitas alterações.

Relação com a microbiota das mães

Outro aspecto interessante do estudo para pesquisadores foi que o ganho de peso em crianças estava relacionado à diversidade da microbiota bucal de suas mães. Isso poderia refletir uma predisposição genética da mãe e da criança a ter uma microbiota similar, ou a mãe e a criança terem uma dieta e um ambiente semelhantes.

“Pode ser uma explicação simples, como uma dieta compartilhada ou genética, mas também pode estar relacionada à obesidade”, disse Makova. “Ainda não sabemos com certeza, mas se há uma assinatura do microbioma oral ligada à dinâmica do ganho de peso na primeira infância, há uma particular urgência em entendê-lo.

Agora estamos usando técnicas adicionais para observar espécies específicas de bactérias, em vez de grupos taxonômicos maiores de bactérias, tanto em mães quanto em crianças, para ver se espécies específicas de bactérias influenciam o ganho de peso e o risco de obesidade. ”

Fontes: Scientific Reports e Instituto de Microbiologia – UFRJ
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Dicas para escolha da autoclave ideal

Charles Chamberland (1851 – 1908) foi um químico associado a Louis Pasteur, inventor dos primeiros filtros de porcelana e da autoclave, foi coautor das primeiras vacinas contra o antraz e a raiva.

Biografia

Nascido em Jura leste da França as margem norte do rio Rhone, perto da fronteira da França e da Suíça (cordilheira francesa). Chamberland era bastante ligado à sua terra natal, sua amabilidade era aliada a uma grande inventividade e independência.

Além dos filtros de porcelana que permitiam a filtragem dos microrganismos e da autoclave que equipa todos os laboratórios, consultórios odontológicos e hospitais também criou as caixas de madeira industriais, para o transporte de vacinas.

Chamberland foi um pesquisador dedicado e foi nomeado vice-diretor do laboratório de Pasteur. Em 1879, apresenta sua tese em física com o trabalho intitulado “Investigação sobre a origem e o desenvolvimento de organismos microscópicos.” Continuou a se aprofundar sobre o assunto o que lhe deu legitimidade para concluir suas experiências sobre os meios de cultura esterilizados. Foi com estes trabalhos e esforços concretos sobre a fabricação de um aparelho de esterilização, a autoclave que Chamberland utilizou o princípio da esterilização de vapor saturado que é o procedimento que oferece maior segurança e também é considerado o mais econômico.

O que é uma autoclave?

Autoclave é um aparelho utilizado para esterilizar artigos através do calor, sob pressão. A esterilização em vapor saturado é o procedimento que oferece maior segurança e também é considerado o mais econômico. Neste tipo de esterilização os microrganismos são destruídos pela ação combinada da temperatura, pressão e umidade que promovem a termo coagulação e a desnaturação das proteínas da estrutura celular. Esterilização é um conceito absoluto, ou seja: ou um material está esterilizado ou não está. Portanto não se pode afirmar que uma autoclave esteriliza “melhor” do que outra. O que pode diferenciar é o tipo do uso pretendido, a escolha do equipamento deve ser baseada nesse requisito.

Autoclavagem

A autoclavagem é um tratamento térmico bastante utilizado no ambiente hospitalar e que consiste em manter o material contaminado a uma temperatura elevada, através do contato com vapor de água, durante um período de tempo suficiente para destruir todos os agentes patogênicos.

O processo inclui ciclos de compressão e de descompressão de forma a facilitar o contato entre o vapor e os materiais contaminados. Os valores usuais de pressão são da ordem de 3 a 3,5 bar e a temperatura atinge 135°C. Tendo a vantagem de ser relativamente simples e poder ser utilizada para esterilizar diversos tipos de materiais hospitalares. A monitorização mais confiável é a biológica que é feita com microrganismos tecnicamente preparados para demonstrar a esterilização. São preparações padronizadas de esporos de Bacillus stearothermophilis numa concentração de 106, comprovadamente resistentes e específicos para o processo de esterilização por vapor saturado. A ANVISA recomenda o uso semanal dos indicadores biológicos.

Importante salientar que para o correto funcionamento do equipamento é necessária a correta manutenção preventiva.

A esterilização deve ir além de um processo exigido pelos Órgãos Sanitários, é uma questão de saúde e responsabilidade de quem trata desse processo. Pois uma esterilização eficaz pode salvar vidas.

A autoclave é uma ferramenta essencial para garantir a segurança dos pacientes e dos profissionais nas clínicas odontológicas através da esterilização dos instrumentos utilizados pelo dentista.
Dada a sua importância no trabalho diário dos profissionais, torna-se indispensável saber qual é o melhor tipo de autoclave e que aspectos devem ser levados em consideração na sua escolha.

Funcionamento da autoclave

A principal função da autoclave é eliminar os microrganismos e esporos depositados nos instrumentos odontológicos, coagulando as suas proteínas e evitando, assim, a transmissão de qualquer tipo de infecção. As autoclaves são utilizadas para a limpeza diária dos instrumentos utilizados pelos dentistas, como pinças ou sondas.

A autoclave é um recipiente metálico de paredes espessas e fecho hermético, que permite a esterilização a alta pressão, assegurando a máxima desinfecção de todos os materiais clínicos.

Tipos de autoclave

Existem diferentes modelos de autoclave, classificados segundo o tipo de instrumentos que se pretende esterilizar.

Autoclaves de classe N

Estas autoclaves de pequenas dimensões são utilizadas para limpeza de instrumentos simples e planos, como os bisturis.

Não são as mais recomendadas para a atividade odontológica, pois a sua ação é insuficiente quando se trata de utensílios que possuem orifícios ou cânulas, materiais têxteis, cargas porosas ou instrumentos embalados.

Autoclaves de classe S

Os aparelhos deste tipo realizam um trabalho de esterilização mais completo do que os modelos da classe N, mas não são muito eficazes na limpeza de materiais têxteis. Por este motivo, não são indicados na higiene dos instrumentos utilizados na odontologia.

Autoclaves de classe B

Estes modelos de elevado desempenho são adequados para esterilizar quaisquer tipos de instrumentos odontológicos: materiais embalados, têxteis, utensílios com cânulas e orifícios ou cargas porosas. A Norma Europeia 13060 indica que as autoclaves de classe B são as mais recomendadas para as clínicas odontológicas.

Agora que já sabemos qual é o melhor tipo de autoclave para os dentistas, explicaremos que aspectos devem ser considerados ao escolher entre os diferentes modelos de classe B comercializados no mercado.

Dicas para escolha da melhor autoclave da classe B

Para escolher a melhor autoclave, devemos levar em conta alguns aspectos relevantes:

  • Garantia: importante que a autoclave disponha de garantia e serviço técnico eficiente e próximo, a fim de resolver rapidamente qualquer falha no seu funcionamento. Este dispositivo é utilizado diariamente em consultórios odontológicos, pelo que um defeito constituiria um grande inconveniente para o dia a dia de trabalho desenvolvido na clínica ou consultório. Por este motivo, é aconselhável ter sempre um modelo reserva para eventual substituição.
  • Capacidade: As autoclaves são fabricadas com diferentes capacidades, que variam entre 8 e 24 litros. A escolha dependerá do número de instrumentos que se pretende esterilizar. Como alternativa a uma autoclave grande é possível optar por duas autoclaves pequenas para realizar ciclos simultâneos de esterilização.
  • Tempo de secagem: Escolher autoclaves que permitam ciclos rápidos de limpeza e secagem é o mais aconselhável. Além disso, os modelos de autoclaves de última geração adaptam os seus tempos de atividade à capacidade da carga, o que reduz a duração do ciclo, aumenta a vida útil dos instrumentos e otimiza o consumo de energia.
  • Acessórios: As melhores autoclaves têm normalmente acessórios integrados, como funções de rastreabilidade e, inclusive, ligação sem fios para a supervisão remota do aparelho. Também são comercializadas com acessórios independentes que podem ser adaptados à autoclave e que são de grande utilidade, como desmineralizadores.
  • Limpeza: Os modelos de autoclave mais avançados contam com um sistema automático de limpeza que facilita a manutenção diária da máquina.
Fontes: mcientifica e Dentaleader
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Câncer de boca: os primeiros sinais e o tratamento

Câncer de boca: os primeiros sinais e o tratamento

Toda doença que tem como característica o crescimento celular descontrolado, gerando células anormais neoplásicas e com a capacidade de invadir outros órgãos, é chamada de câncer. Quando acomete a cavidade bucal e os lábios, recebe o nome específico de câncer de boca.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), 15.490 novos casos de câncer de boca são diagnosticados por ano no Brasil, o que torna a doença um problema de saúde pública.

“As regiões mais afetadas são a parte posterior da língua, o assoalho bucal, as bochechas, as gengivas, o céu da boca e a região de trígono retromolar, aquela que fica atrás dos dentes molares”, lista Carina Esteves Duarte (CRO-SP 95983), cirurgiã-dentista de paciente oncológico no Hospital do Coração de São Paulo (HCorOnco) e doutora em patologia e estomatologia.

Doença silenciosa

Os sintomas do câncer de boca, como será visto a seguir, são sutis. Por isso, é comum que a doença seja detectada em um estágio avançado, segundo Carina. “Provavelmente por ser indolor e pela falta de informação, as pessoas demoram mais para procurar um profissional”, conta.

O oncologista Artur Malzyner (CRM-SP 20456), consultor científico da Clinonco (Clínica de Oncologia Médica) e médico do Hospital Israelita Albert Einstein, lembra que, quanto mais inicial o estágio em que o câncer seja diagnosticado, maiores as chances de cura.

“Ao notar qualquer um dos sintomas, deve-se consultar um cirurgião-dentista especializado em estomatologia, um otorrino ou um clínico geral. Não é preciso esperar um conjunto de sintomas. Apenas um, isoladamente, já é motivo suficiente”, afirma o oncologista.

Dada a sua gravidade e importância nos dias de hoje, vamos voltar a comentar hoje sobre o câncer de boca, com foco nos principais sintomas e tratamento.

Como sabemos, o câncer bucal pode afetar os lábios e o interior da cavidade oral.

Dentro da boca, devem ser observados gengivas, bochechas, céu da boca e língua (e a região embaixo dela).

Deve-se ter especial atenção quanto à presença de um ou mais dos seguintes sinais:

  • Lesões na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias
  • Manchas e placas vermelhas ou esbranquiçadas em língua, gengivas, céu da boca e bochecha
  • Nódulos (caroços) no pescoço
  • Rouquidão persistente
  • Dificuldade na mastigação e ao engolir
  • Limitações para falar
  • Sensação de que há algo preso na garganta
  • Pessoas com maior risco para o desenvolvimento do câncer bucal (fumantes e consumidores frequentes de bebidas alcoólicas) deve-se ter uma atenção redobrada.

Tratamento

Se diagnosticados no início e tratados da maneira adequada, a maioria dos casos desse tipo de tumor (80%) tem cura. Geralmente, o tratamento envolve cirurgia e/ou radioterapia. A avaliação do profissional, conforme cada caso, vai decidir qual a melhor estratégia.

Essas armas podem, aliás, ser usadas de forma isolada ou associadas. Tanto a rádio quanto as cirurgias apresentam bons resultados em lesões iniciais. Em alguns casos, a quimioterapia também entra em cena.

Fonte: Instituto Oncoguia
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Diferenças entre homens e mulheres quando o assunto é câncer

Um novo estudo de base populacional (240.801 homens e 173.773 mulheres, com idades entre 15 e 99 anos), mostrou que os homens têm uma desvantagem de sobrevivência em relação às mulheres em 11 dos 25 tipos de câncer pesquisados. Isto mesmo levando em conta que a pesquisa excluiu cânceres específicos de sexo, como de mama e próstata, cânceres notificados apenas por autópsia e câncer de pele não-melanoma.

As diferenças entre os sexos foram geralmente maiores para pessoas diagnosticadas em idades mais jovens.

Sobrevida

A sobrevida líquida de cinco anos após o diagnóstico para os 25 tipos de câncer combinados foi menor para os homens do que para as mulheres, com um excesso de mortalidade 13% maior para os homens em comparação com as mulheres.

Câncer pior para os homens

“A desvantagem de sobrevivência para os homens foi significativa em 11 tipos de câncer: cabeça e pescoço, esôfago, cólon/reto, pâncreas, pulmão, osso, melanoma, mesotelioma, rim, tireoide e linfoma não-Hodgkin.

“Em contraste, as mulheres tiveram prognóstico pior do que os homens para câncer de bexiga, pelve renal e uretra. As diferenças sexuais na sobrevida do câncer diminuíram desde 1982 para câncer colorretal e pancreático, a ponto de não serem mais aparentes. Por outro lado, para o câncer de pulmão, a desvantagem de sobrevivência masculina é pior hoje do que anteriormente,” escrevem os pesquisadores em seu artigo, publicado na revista Cancer Causes & Control.

Nina Afshar e seus colegas da Universidade de Melbourne (Austrália) defendem pesquisas direcionadas para identificar razões para essas disparidades.

“Identificar e compreender os complexos mecanismos por trás das diferenças sexuais na sobrevivência do câncer ajudará a estabelecer intervenções eficazes para reduzir as desigualdades e melhorar os resultados do câncer para homens e mulheres,” disse Nina.

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Novidade: material adesivo que previne cáries em torno dos brackets

Um grupo de pesquisadores da Universidade Queen Mary, em Londres, acaba de publicar um artigo científico em que revelam ter produzido um novo adesivo dental com a capacidade de prevenir as cáries dentárias em volta dos brackets dos aparelhos ortodônticos. De acordo com os pesquisadores, atualmente cerca de 70% dos pacientes que usam aparelhos ortodônticos desenvolvem cáries dentárias.

Placa bacteriana

Os pesquisadores afirmam que os aparelhos ortodônticos frequentemente dificultam uma escovação dental adequada, fazendo com que se acumule placa bacteriana que, em muitos casos, acaba gerando o desenvolvimento de cáries dentárias.

O material agora desenvolvido libera flúor, cálcio e fosfato de forma contínua promovendo assim a formação de fluorapatita para remineralizar a superfície dentária e reduzir a formação de placa bacteriana em volta dos brackets.

Detalhes adicionais sobre o desenvolvimento deste material podem ser obtidos aqui.

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Desconhecimento contribui para o preocupante crescimento do diabetes no Brasil

Uma pesquisa do IBOPE Inteligência encomendada pela Merck aponta que 42% da população do país desconhece o pré-diabetes, embora 15% dos brasileiros convivam com essa condição que, se identificada precocemente, poderia evitar o aumento de 61,8% dos casos de diabetes nos últimos anos.

Diabetes: subdiagnosticada no Brasil

O estudo foi conduzido em outubro de 2018 com 2 mil entrevistados e ainda revelou que, do total de pessoas com diagnóstico da doença, 47% não receberam um diagnóstico de diabetes. “A partir desses indicadores, a classe médica e demais profissionais da saúde, incluindo dentistas, devem se conscientizar dos seus respectivos papéis para reverter esse problema, claramente associado à desinformação e que tem sido negligenciado por parte dos agentes da saúde”, adverte o Dr. João Eduardo Nunes Salles, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e coordenador da disciplina de Endocrinologia e Metabologia da Faculdade de Ciências Medicas da Santa Casa de São Paulo.

Além disso, 55% dos brasileiros estão na faixa do sobrepeso e 66% sequer praticam atividades físicas regulares. Alguns tabus também contribuem para essas estatísticas – 76% acreditam que a simples ingestão de doces já é causa de surgimento da doença, mas somente 34% a relacionam com a pressão alta.

Informação é fundamental

“A informação é uma ferramenta essencial para estimular a mudança de hábitos e é isso que buscamos com a apresentação dessa pesquisa”, reforça o Dr. Marcos Cataldo, gerente médico da Merck. Segundo a companhia, 1/3 do faturamento de sua área de biopharma provém de medicamentos contra o diabetes, tema que vem despertando na empresa uma série de campanhas de orientação. Uma delas foi viabilizada em parceria com a Medisafe, com o lançamento de um aplicativo para gerenciar a utilização de remédios contra doenças crônicas e incentivar a adesão aos tratamentos prescritos.

No início de 2018, a Anvisa aprovou a indicação do Glifage® e do Glifage® XR para tratamento do pré-diabetes. Ambos têm a metformina como princípio ativo e estão disponíveis gratuitamente no programa Farmácia Popular.

 

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Hábitos de escovação: ligados à saúde do coração

São vários os estudos científicos que já conseguiram estabelecer uma conexão entre a doença periodontal e as doenças cardíacas. Contudo, um estudo agora publicado analisa o impacto dos hábitos de escovação dos dentes e a sua relação com o desenvolvimento de doenças cardíacas.

Ligação confirmada

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Hiroshima analisou os hábitos de escovação dos dentes de 682 pacientes e revelou agora que aqueles que relataram escovar os dentes menos de duas vezes por dia, durante menos de dois minutos cada vez, apresentavam maior risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares em comparação com aqueles que afirmaram escovar os dentes durante mais de dois minutos a cada vez e ao menos duas vezes ao dia.

Um importante alerta

Descobertas como esta podem parecer um tanto que assustadoras, mas por outro lado pode servir como um sério alerta e uma forma de “empurrão” de que as pessoas em geral precisam para ter mais atenção e cuidar melhor da sua saúde bucal. Este estudo amplia as evidências científicas de que existe uma forte ligação entre a saúde da nossa boca e a saúde do nosso corpo.

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