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O HPV e o câncer de cordas vocais

O HPV e o câncer de cordas vocais

câncer de cordas vocais

Um notável aumento recente no diagnóstico do câncer de cordas vocais em adultos jovens parece ser o resultado da infecção por cepas de vírus do papiloma humano (HPV). O HPV também pode causar câncer cervical e outras neoplasias malignas.

Pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts (MGH) detectaram a presença da infecção pelo HPV em todas as amostras testadas de câncer de cordas vocais de 10 pacientes diagnosticados com 30 anos ou menos. A maioria dos quais não fumantes.

Nos últimos 150 anos, o câncer de cordas vocais vinha sendo quase uma doença exclusivamente associada ao tabagismo. E também quase totalmente vista em pacientes com mais de 40 anos. Os últimos dados mostram que isso está mudando, e mudando pra pior. Já tinha se observado também um notável crescimento do número de casos de câncer bucal.

Câncer de cordas vocais

Hoje, os não fumantes estão se aproximando de 50% dos pacientes com câncer de cordas vocais. E tem sido comum que eles sejam diagnosticados com menos de 40 anos.
Essa transformação epidemiológica do câncer de cordas vocais é um problema de saúde pública significativo.

Os pesquisadores observam que o aumento no diagnóstico de câncer de cordas vocais parece se igualar a um aumento anterior no diagnóstico de câncer de garganta.
O câncer de garganta tem sido associado a infecções por cepas de alto risco do HPV.

Novas evidências

Os pesquisadores observaram inicialmente um aumento na incidência do câncer de cordas vocais em não fumantes. Posteriormente começaram a investigar se a infecção por HPV poderia explicar esse diagnóstico em não fumantes mais jovens.

A pesquisa

Para isso analisaram os dados de 353 pacientes tratados por câncer de cordas vocais durante um período de 14 anos no Hospital de Massachusetts.
Análises de amostras de tecido dos tumores de 10 de 11 pacientes mais jovens revelaram cepas de HPV de alto risco em todos eles.

Os autores observam que estes casos de câncer de cordas vocais ligados ao HPV associados a alto risco assemelham-se muito à papilomatose respiratória recorrente (PPR).
Essa é uma condição benigna causada por variantes comuns de baixo risco do HPV.
A PPR benigna das cordas vocais tem sido uma doença bem conhecida por HPV há mais de um século. É impressionante que agora haja uma malignidade HPV que parece tão semelhante. Isso acaba criando uma confusão diagnóstica e terapêutica, segundo os pesquisadores.
Deve-se observar que esses cânceres de cordas vocais associados ao HPV não são uma degeneração maligna da doença benigna.

São necessários mais estudos de larga escala para determinar o ritmo de crescimento do câncer de cordas vocais entre os não-fumantes. Também é necessário aprofundar o estudo da incidência de HPV de alto risco nesses cânceres. Assim como também os fatores relacionados à idade e sexo das pessoas afetadas.

câncer de cordas vocais

Cordas vocais e a laringe

A laringe é um órgão composto de cartilagens, músculos e membranas.
A laringe conecta a faringe à traqueia. Exerce função respiratória e de produção de som.

Localiza-se na região da garganta, entre a traqueia e a base da língua.
Pode ser dividida em três compartimentos diferentes: subglote, glote (localizada na porção final da laringe) e supraglote.
É na glote que estão as cordas vocais. As cordas vocais são pequenas pregas que vibram com a passagem do ar e fazem parte do aparelho fonador.

A mucosa da laringe forma dois pares de pregas: o primeiro par superior constitui as falsas cordas vocais ou pregas vestibulares. O segundo par inferior forma as cordas vocais verdadeiras. Quando o ar passa pela laringe, os músculos podem se contrair, modificando a abertura das cordas vocais e produzindo sons.

câncer de cordas vocais

Câncer de laringe

O câncer de laringe ocorre predominantemente em homens em geral acima de 40 anos.
É um dos cânceres mais comuns entre os que atingem a região da cabeça e pescoço.
Representa cerca de 25% dos tumores malignos que acometem essa área e 2% de todas as doenças malignas.

A ocorrência pode se dar em uma das três áreas em que se divide o órgão: supraglote, glote e subglote. Aproximadamente 2/3 dos tumores surgem na corda vocal verdadeira, localizada na glote, e 1/3 acomete a laringe supraglótica (acima das cordas vocais).
O tipo histológico mais prevalente, em mais de 90% dos pacientes, é o carcinoma de células escamosas.

Fatores de risco

– O fumo e o álcool são os principais fatores de risco. O fumo aumenta em 10 vezes a chance de desenvolver o câncer de laringe;
– Estresse e mau uso da voz também são prejudiciais;
– Excesso de gordura corporal aumenta o risco de câncer de laringe;
– Exposição a óleo de corte, amianto, poeira de madeira, de couro, de cimento, de cereais, têxtil, formaldeído, sílica, fuligem de carvão, solventes orgânicos e agrotóxicos;

Como prevenir

– Evitar o consumo de bebidas alcoólicas e manter o peso corporal adequado. Falar muito alto e sem pausas causa os chamados calos vocais;
– Pacientes com câncer de laringe que continuam a fumar e a beber têm probabilidade de cura reduzida.
Também aumenta o risco de aparecimento de um segundo tumor na área de cabeça e pescoço;
– Não fumar e evitar o tabagismo passivo;
– Evitar os fatores de risco é muito importante para prevenir o desenvolvimento da doença.

Sinais e sintomas

Os sintomas estão diretamente ligados à localização da lesão. Dor de garganta, principalmente durante a deglutição, sugere tumor supraglótico. A rouquidão indica tumor glótico ou subglótico.

O câncer supraglótico geralmente é acompanhado de outros sinais.
Sinais como alteração na qualidade da voz, disfagia leve (dificuldade de engolir) e sensação de “caroço” na garganta.
Nas lesões avançadas das cordas vocais, além da rouquidão, podem ocorrer dor na garganta, disfagia mais acentuada e dispneia (dificuldade para respirar ou falta de ar).

Deve-se ficar atento quanto à presença e persistência destes sintomas:

  • dor de garganta;
  • rouquidão;
  • alteração na qualidade da voz;
  • dificuldade de engolir;
  • sensação de “caroço” na garganta;
  • nódulo (caroço) no pescoço.

Na maior parte das vezes, esses sintomas não são causados por câncer. Porém, é importante que eles sejam investigados por um profissional, principalmente se não melhorarem em alguns dias.

Diagnóstico

O diagnóstico do câncer da laringe se dá por meio da laringoscopia. É um exame que pode ser feito no consultório médico.

Durante sua realização, é possível a coleta de fragmentos do tumor para exame histopatológico (do tecido).

A biópsia é obrigatória antes de qualquer planejamento terapêutico, pois a laringe pode abrigar tipos diversos de lesões benignas que aparentam malignidade.

Fontes: Oral Cancer Foundation, Inca, Drauzio
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Cigarros eletrônicos e os neurônios: uma perigosa relação

Cigarros eletrônicos e os neurônios: uma perigosa relação

cigarros eletrônicos e os neurônios

Cigarros eletrônicos e os neurônios pode parecer uma relação sem sentido. Mas vamos ver que não é bem assim.

Cigarros eletrônicos são alardeados como substitutos seguros dos cigarros convencionais.
Também é difundida a informação de que os cigarros eletrônicos seriam como uma etapa de transição para quem está querendo parar de fumar.
No entanto, existem estudos demonstrando os malefícios dos cigarros eletrônicos sobre a saúde bucal.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Riverside, fizeram uma descoberta preocupante.
Descobriram que cigarros eletrônicos e os neurônios tem uma relação bem estreita. Esses dispositivos eletrônicos podem causar danos às células-tronco do cérebro.

cigarros eletrônicos e os neurônios

O que são células-tronco

Células tronco são células geradoras de novas células. Quando células tronco dividem elas podem fazer mais de si mesmas ou mais de outros tipos de células.
Por exemplo, células tronco na pele fazem mais células tronco de pele ou elas podem fazer células de pele diferenciadas que possuem funções próprias como produzir o pigmento melanina.

Células-tronco adultas e células-tronco embrionárias

Cada órgão do nosso corpo possui uma quantidade de células-tronco que é responsável pela renovação das nossas células ao longo da vida. Estas células constituem uma “reserva” celular do organismo após o nascimento. Geralmente, as células-tronco adultas dão origem às células dos tecidos de onde são provenientes, por predeterminação genética.

As células-tronco embrionárias têm a capacidade de se transformar em qualquer tipo de célula adulta. São chamadas de pluripotentes. São encontradas no interior do embrião, no estágio de blastocisto.

Cigarros eletrônicos e os neurônios: efeitos sobre as células-tronco do cérebro

As células-tronco neurais são essenciais à formação de muitas estruturas cerebrais. São elas as responsáveis pela formação de novas memórias e aprendizagem.

Os cigarros eletrônicos são dispositivos de fornecimento de nicotina. Eles transformam a nicotina em aerossol e dão sabor aos produtos químicos (essências) por meio do aquecimento.
Os pesquisadores ainda não compreendem totalmente como as substâncias químicas dos cigarros eletrônicos podem afetar as células-tronco neurais. Em particular suas mitocôndrias. As mitocôndrias são organelas que atuam como usinas geradoras de energia das células. São fundamentais na regulação e manutenção da saúde celular.

cigarros eletrônicos e os neurônios

A pesquisa

A pesquisa buscou evidenciar que os cigarros eletrônicos e os neurônios tem um elemento que os conecta intimamente:  a nicotina.

Os pesquisadores utilizaram células-tronco neurais de camundongo cultivadas. Identificaram assim um efeito nocivo dos cigarros eletrônicos sobre as mitocôndrias. A esse efeito deram o nome “hiperfusão mitocondrial induzida por estresse“.
Mesmo uma exposição a curto prazo pode estressar as células de uma maneira que pode levar, com o uso crônico, à morte ou doença celular.
Uma das cientistas afirmou “as nossas observações aplicam-se muito provavelmente a qualquer produto que contenha nicotina.”

Os altos níveis de nicotina nos cigarros eletrônicos levam a uma inundação de nicotina de receptores especiais na membrana das células-tronco neurais. A nicotina se liga a esses receptores, o que faz com que eles se abram. Cálcio e outros íons começam a entrar na célula. Eventualmente, uma sobrecarga de cálcio acontece.

Muito cálcio na mitocôndria é prejudicial. As mitocôndrias então incham, mudando sua morfologia e função. Elas podem até romper e vazar moléculas que levam à morte celular.

Se o estresse causado pela nicotina persistir, aí pode surgir o dano.
As células-tronco neurais podem ser danificadas. E também podem eventualmente morrer.

As consequências

As mitocôndrias de células-tronco danificadas poderiam acelerar o envelhecimento e levar a doenças neurodegenerativas. Células-tronco neurais podem ficar expostas à nicotina através da via olfativa.
Os usuários inalam a fumaça, que pode percorrer os rastros olfativos para chegar ao cérebro.

Os pesquisadores alertaram que os jovens e as mulheres grávidas precisam prestar especial atenção aos resultados dessa pesquisa.

Riscos ainda maiores para gestantes e adolescentes

A exposição à nicotina durante o desenvolvimento pré-natal ou adolescente pode afetar o cérebro de várias maneiras. A nicotina pode prejudicar a memória, a aprendizagem e a cognição. Além disso, o vício e a dependência da nicotina na juventude são preocupações urgentes. O efeito deletério da nicotina sobre as células-tronco neurais e suas mitocôndrias é preocupante.
Deve-se ter muita atenção a essa descoberta recente. Afinal, a nicotina se encontra amplamente disponível em cigarros eletrônicos e seus fluidos de recarga.

Cigarros eletrônicos no Brasil

Desde 2009 a Anvisa proíbe a comercialização, a importação e a propaganda dos chamados cigarros eletrônicos.
Embora proibida, a venda de cigarros eletrônicos acontece amplamente via Internet. Também são facilmente encontrados na área comercial do centro de São Paulo.
A mesma Anvisa, no entanto, acaba de colocar em discussão pública a regulamentação dos cigarros eletrônicos em nosso país

Os cigarros eletrônicos fazem muito sucesso entre os adolescentes norte-americanos. Eles são feitos para seduzir os jovens. Suas essências contém sabores atraentes. Contém aditivos químicos com gosto de chocolate, morango, crème brûlée e outros sabores agradáveis aos jovens. Além disso eles se apresentam como formatos de pen drives que soam atraentes aos jovens.

Ver o cigarro eletrônico regulamentado para uso no Brasil é o grande risco que corremos.

Fontes: ScienceDaily, Criovida, ipscell, Rede Nacional de Terapia Celular, G1, Folha
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Periodontite: tudo o que você precisa saber

periodontite

Antes de falarmos sobre periodontite é importante conceituarmos doença periodontal. A doença periodontal é uma patologia inflamatória e infecciosa. Atinge desde a gengiva até o osso que envolve e suporta os dentes. A doença periodontal tem três estágios: que varia do menos ao mais grave: gengivite, periodontite e periodontite avançada.

A periodontite é uma infecção grave da gengiva que danifica o tecido mole e destrói o osso que suporta os dentes. A periodontite pode causar o afrouxamento dos dentes ou levar à perda dos mesmos.

A periodontite é comum, mas é largamente evitável. Geralmente é o resultado de má higiene bucal. Boas práticas de higiene bucal aliada a idas regulares ao dentista podem diminuir grandemente as chances do desenvolvimento de uma periodontite.
O tratamento da periodontite implica em medidas de controle da infecção e amenização do processo inflamatório.

Causas da periodontite

As causas da periodontite estão normalmente associadas à formação de placa bacteriana que adere aos dentes. Uma higiene bucal adequada e diária evita o acúmulo de placa. Do contrário, pode resultar em tártaro, que só o dentista pode eliminar através de um limpeza dentária profissional. Não se recorrendo ao tratamento por um profissional as gengivas ficarão inflamadas e pode ocorrer sangramento. Uma condição comum, mas nem por isso normal. Gengivas que sangram não são saudáveis.

Fatores que predispõe à periodontite

  • Hábito de fumar: é um dos fatores de maior risco para o desenvolvimento da periodontite;
  • Má higiene bucal: é fundamental escovar os dentes após cada refeição, assim como complementar a limpeza com fio dental, enxaguatório bucal e escovas interdentais. Além disso, é necessário efetuar uma profilaxia dental profissional, pelo menos, uma vez ao ano;
  • Diabetes: os pacientes que sofrem de diabetes têm mais tendência a desenvolver infeções nas gengivas;
  • Alterações hormonais: sobretudo em mulheres, produzindo uma maior sensibilidade nas gengivas. Se esta sensibilidade evoluir para gengivite e não for tratada a tempo, é muito provável que se agrave, tornando-se uma periodontite;
  • Predisposição genética;
  • Xerostomia: a secura da boca também contribui para aumentar o risco. Com baixa quantidade de saliva, que constitui a proteção mais importante da cavidade oral, torna-se muito mais fácil o aparecimento de infeções;
  • Uma dieta desequilibrada e um estilo de vida pouco saudável.

Sintomas da periodontite

As gengivas saudáveis têm aspecto firme e rosa pálido e se encaixam confortavelmente em torno dos dentes.
Sinais e sintomas da periodontite podem incluir:

  • Gengivas inchadas ou inchadas;
  • Gengivas em tom vermelho brilhante, vermelho escuro ou gengivas arroxeadas;
  • Gengivas que ficam sensíveis quando tocadas;
  • Gengivas que sangram facilmente;
  • Gengivas que se afastam dos dentes (recuam). Isso faz com que os dentes pareçam mais longos que o normal;
  • Novos espaços em desenvolvimento entre os dentes;
  • Secreção purulenta entre os dentes e gengivas;
  • Mau hálito;
  • Dentes soltos;
  • Mastigação dolorosa;
  • Mudança na maneira como os dentes se encaixam quando a pessoa morde.

periodontite

Tipos de periodontite

Periodontite crônica

A periodontite crônica é o tipo mais comum, afetando principalmente adultos. Mais raro, crianças também podem ser afetadas. Este tipo é causado pelo acúmulo de placa e envolve uma deterioração lenta. Pode melhorar e piorar com o tempo, mas causa destruição nas gengivas e ossos e perda de dentes se não for tratada.

Periodontite agressiva

A periodontite agressiva geralmente começa na infância ou no início da idade adulta e afeta apenas um pequeno número de pessoas. Ela tende a afetar as famílias e causa rápida progressão da perda óssea e dentária se não for tratada.

Doença periodontal avançada

A doença periodontal avançada é caracterizada pela morte de tecido gengival, ligamentos do dente e osso de suporte. É causada pela falta de suprimento sanguíneo (necrose), resultando em infecção grave.
Este tipo geralmente ocorre em pessoas com um sistema imunológico comprometido. Casos como infecção por HIV, tratamento de câncer ou outras causas. Também a desnutrição pode ser uma das causas.

Os sintomas mais comuns da doença periodontal avançada são a halitose, as gengivas retraídas ou sensíveis, o desconforto na mastigação, o sangramento das gengivas e os dentes frouxos. Além disso, ocorre uma extrema sensibilidade ao calor e ao frio.

Depois surgem os efeitos que afetam a estética dentária. Os dentes poderão parecer mais longos devido à retração gengival, até ocorrer, por fim, perda dentária. Também se verificará um grande espaço entre os dentes.

Complicações geradas pela periodontite

A periodontite pode causar perda de dentes. Algumas pesquisas sugerem que as bactérias responsáveis pela periodontite podem entrar na corrente sanguínea através do tecido das gengivas, possivelmente afetando o coração, os pulmões e outras partes do corpo. Por exemplo, a periodontite pode estar relacionada com doença respiratória, artrite reumatoide, doença arterial coronariana ou acidente vascular cerebral.

Prevenção da periodontite

A melhor maneira de prevenir a periodontite é seguir um programa de boa higiene bucal. O ideal é que se inicie cedo e que seja praticado consistentemente ao longo da vida.

Boa higiene bucal

Isso significa escovar os dentes por dois minutos pelo menos sempre após as refeições. Usar o fio dental com a mesma frequência das escovações. O uso do fio dental antes da escovação permite a limpeza dos restos de alimentos e bactérias presentes.

Visitas odontológicas regulares

Consultar regularmente o dentista. Realizar limpezas odontológicas (profilaxia) com o dentista, no mínimo a cada seis a 12 meses. No caso da presença de fatores de risco, como boca seca (xerostomia), ingestão de certos medicamentos ou sendo fumante – a frequência de visita ao dentista deve ser maior.

Diagnóstico da periodontite

Para determinar se o paciente tem periodontite e o quanto ela é grave, o dentista pode se fazer o seguinte:

  • Revisar o histórico médico do paciente para identificar quaisquer fatores que possam estar contribuindo para presença de sintomas. O hábito de fumar ou consumo de certos medicamentos precisam ser pesquisados;
  • Examinar a boca do paciente em busca do acúmulo de placa e tártaro. Verificar se há sangramento fácil;
  • Medir a profundidade da cavidade entre as gengivas e os dentes colocando uma sonda periodontal ao lado do dente, abaixo da linha da gengiva, geralmente em vários locais da boca. Em uma boca saudável, a profundidade do bolsão é geralmente entre 1 e 3 milímetros (mm). Bolsas com profundidade superior a 4 mm podem indicar periodontite. Bolsas com profundidade superior a 6 mm não podem ser bem limpos.
  • Solicitar radiografias dentárias para verificar a perda óssea em áreas onde seu dentista observa profundidades das cavidades entre as gengivas.

Materiais utilizados no tratamento da periodontite

Os instrumentos mínimos e necessários utilizados num tratamento para eliminar a periodontite são os seguintes:

  • Sonda exploradora: serve para examinar a superfície dentária, cáries, defeitos em peças reconstruídas ou orifícios que comunicam com a câmara pulpar;
  • Sonda periodontal: é utilizada para medir a profundidade da bolsa periodontal;
  • Curetas subgengivais: usadas para remover o tártaro subgengival;
  • Espelho dentário.

periodontite

Tratamento da periodontite – não cirúrgico

Para casos de periodontite não avançada, o tratamento pode envolver procedimentos menos invasivos, como:

  • Raspagem: remove o tártaro e as bactérias das superfícies dos dentes e abaixo das gengivas. Pode ser executado usando instrumentos, um laser ou um dispositivo ultra-sônico;
  • Alisamento radicular: raspagem cuidadosa da raiz do dente com o objetivo de reduzir a inflamação. A raspagem visa alisar as áreas irregulares e impedir o crescimento da placa e da película bacteriana;
  • Antibióticos: antibióticos tópicos ou orais podem ajudar a controlar a infecção bacteriana. Os tópicos podem incluir enxaguatórios bucais ou a inserção de géis contendo antibióticos no espaço entre os dentes e as gengivas ou nas bolsas após a limpeza profunda. No entanto, antibióticos orais podem ser necessários para eliminar completamente as bactérias causadoras de infecções.

Tratamentos cirúrgicos

Para os casos de periodontite avançada, o tratamento pode exigir cirurgia dentária, como:

Cirurgia de retalho periodontal (cirurgia de redução de bolsa)

O periodontista faz minúsculas incisões na gengiva para que uma parte do tecido gengival possa ser levantada para trás. Expõe as raízes para uma raspagem mais eficaz e aplainamento da raiz. Como a periodontite frequentemente causa perda óssea, o osso subjacente pode ser recontornado antes que o tecido gengival seja suturado de volta no lugar;

Enxertos de tecidos moles

Quando ocorre perda do tecido da gengiva, verifica-se o recuo da mesma.
Tem casos em que um enxerto se faz necessário. Isso geralmente é feito removendo-se uma pequena quantidade de tecido do palato (céu da boca). Ou outra fonte doadora e anexando-o ao local afetado.
Isso pode ajudar a reduzir ainda mais a recessão gengival. E também a cobrir as raízes expostas e dar aos dentes uma aparência mais agradável;

Enxerto ósseo

Este procedimento é realizado quando a periodontite destruiu o osso ao redor da raiz do dente. O enxerto pode ser composto de pequenos fragmentos do próprio osso. O osso pode ser sintético ou doado. O enxerto ósseo ajuda a prevenir a perda dental, mantendo os dentes no lugar.
Também serve como plataforma para o crescimento do osso natural.

Regeneração tecidual guiada

Permite o crescimento de osso que foi destruído por bactérias. Em uma abordagem, o dentista coloca uma peça especial de tecido biocompatível entre o osso existente e o dente afetado. O material evita que o tecido indesejado entre na área de cicatrização, permitindo que o osso volte a crescer.

– Proteínas estimuladoras de tecidos: outra técnica envolve a aplicação de um gel especial a uma raiz do dente doente. Este gel contém as mesmas proteínas encontradas no desenvolvimento do esmalte dentário e estimula o crescimento de ossos e tecidos saudáveis.

Dentalis software – em sintonia com as novas tendências em odontologia do século 21

Fontes:  Mayo Clinic, Dentaleader, Revista Odontológica do Brasil Central
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Saúde bucal, ameaçada pelo mau uso do computador

saúde bucal e o uso do computadorA saúde bucal e o uso do computador é o destaque de hoje. O fato é que a saúde bucal pode ser afetada pelo mau uso do computador e dos recursos de informática.

Vários estudos já indicaram que o uso excessivo de computadores (mais de 3 h / dia) pode estar associado a um estilo de vida não saudável.

Quanto mais tempo se permanece na frente do computador, menor a probabilidade de escovar os dentes, usar o fio dental ou levantar da cadeira e ir ao dentista. Isso tudo tem impacto sobre a saúde bucal.

A saúde bucal e o uso do computador

O objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre o uso excessivo de computadores com a condição dos dentes e o comportamento de saúde bucal de jovens de 18 anos. Ou seja, avaliar a relação entre a saúde bucal e o uso do computador.

Foram consultados 1.611 jovens de 18 anos da Polônia.
O questionário continha questões sobre status socioeconômico e informações sobre o comportamento relacionado à saúde. A condição dos dentes e gengivas dos jovens foi avaliada clinicamente.

Resultados do estudo

Os resultados evidenciaram claramente uma relação entre a saúde bucal e o uso do computador. Os jovens que mais tempo passam em frente ao computador são também aqueles que apresentam o maior risco para o desenvolvimento de problemas de saúde bucal.

Uma permanência excessiva na frente do computador também foi associada a maus hábitos alimentares.
Indivíduos que declararam uso excessivo de computador também apresentaram maior risco de sangramento gengival.

Concluindo

O estudo deixa claro a existência de uma associação entre a saúde bucal e o uso do computador.
O estudo prova que os jovens que estão excessivamente à frente do computador têm maus hábitos alimentares e hábitos de higiene oral pobres. Isso tem influência decisiva sobre a sua saúde bucal deles.

Esses resultados destacam o importante papel dos dentistas na transferência de conhecimento aos jovens de que o uso excessivo de computadores aumenta o risco de alterações na cavidade bucal. É muito importante que os dentistas reforcem junto aos seus pacientes que os riscos que a saúde bucal e o uso do computador podem apresentar.
Esta informação deve ser levada em conta ao projetar programas educacionais para adolescentes promovendo um estilo de vida saudável. Os cuidados com a saúde bucal podem também auxiliar inclusive no tratamento de recuperação de pacientes que sofreram ataque cardíaco, como já informado neste outro artigo postado aqui do blog Dentalis.

A informática contribuindo para uma boa saúde bucal

A proliferação do uso de smartphones em nossa sociedade trouxe também boas notícias para aqueles que estão preocupados com a sua saúde bucal.
Conheça alguns aplicativos que prometem contribuir para uma melhor saúde bucal.

saúde bucal e o uso do computadorDesencoste seus dentes

São muitos os pacientes que têm o hábito de ranger os dentes durante a noite. E também tem aqueles fazem o apertamento dos dentes durante o dia no trabalho, no trânsito ou praticando esportes. Cerca de 40% da população brasileira sofre de bruxismo.

Esse app traz dicas sobre o problema. Foi desenvolvido por dentistas. E permite que o usuário crie lembretes customizáveis.
O usuário do ‘Desencoste seu dente’ poderá configurar o aplicativo de acordo com os tipos de alertas que deseja receber.
O paciente pode programar o app para receber um alerta de não ficar apertando os dentes, por exemplo.
Além disso, poderá escolher também, lembretes aleatórios e definir a frequência dos lembretes. E a ferramenta ainda dá a opção de receber um pequeno aviso na hora de colocar o protetor bucal para dormir.

Para dispositivos iOS, o app pode ser acessado aqui.

Para dispositivos Android, o app pode ser acessado aqui.

saúde bucal e o uso do computadorDisney Magic Timer

Com o patrocínio da Oral-B, este app conta com vinte e três dos seus personagens da Disney, Marvel e Star Wars. É o aplicativo ideal para incentivar as crianças a escovarem os dentes por um tempo mínimo de 2 minutos. Ao alcançar o objetivo a criança ganha um novo adesivo digital para adicionar a sua coleção. Conta com um sistema de recompensas – estrelas e medalhas – por metas alcançadas no calendário de escovação.

Para dispositivos iOS, o app pode ser acessado aqui.

Para dispositivos Android, o app pode ser acessado aqui.

saúde bucal e o uso do computador

Brush DJ

Este app gratuito traz música para o momento da escovação dos dentes. É ótimo, especialmente para os mais jovens. O objetivo do aplicativo é aliar o prazer e diverção da música à hora de escovar os dentes.

Para dispositivos iOS, o app pode ser acessado aqui.

Para dispositivos Android, o app pode ser acessado aqui.

saúde bucal e o uso do computadorSnoreLab

Já te avisaram milhões de vezes que você ronca e você nunca acreditou? Ou pior, você já acordou alguém por conta do ressonar? A solução para isso é o app ‘SnoreLab’. O aplicativo realiza o monitoramento do sono, gravando-o durante toda a noite. Assim o usuário poderá saber se sofre ou não do problema.
O SnoreLab grava, mede e monitora o seu ronco e ajuda você a descobrir maneiras eficazes de reduzi-lo.

Para dispositivos iOS, o app pode ser acessado aqui.

Para dispositivos Android, o app pode ser acessado aqui.

saúde bucal e o uso do computador

Dentalis Mobile

Aplicativo odontológico com foco nos aspectos clínico e financeiro. A nova versão do Dentalis Mobile permite que os dentistas registrem o prontuário eletrônico dos pacientes em seus smartphones e que essas informações sejam automaticamente sincronizadas com o sistema do consultório por meio de uma solução em nuvem. Enfim, é um aplicativo que faz controle da agenda do dentista, detalha planos de tratamento e organiza procedimentos. Importante lembrar da necessidade de que o Dentalis Net tem de estar instalado na clínica do profissional.

Para dispositivos iOS, o app pode ser acessado aqui.

Para dispositivos Android, o app pode ser acessado aqui.

Fontes: Wiley Online Library, sorrisologia, mobile time
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Cáries dentárias e a periodontite tem origem genética?

Cáries dentárias e a periodontite tem origem genética?

cáries dentárias e a periodontite

Cáries dentárias e a periodontite estão entre as doenças bucais mais corriqueiras.
Um estudo recente destaca a importância que fatores hereditários como obesidade, educação e personalidade podem ter sobre o desenvolvimento de cáries dentárias e a periodontite. Essa pesquisa foi realizada por uma equipe internacional, incluindo pesquisadores da Universidade de Bristol.
Ingegerd Johansson, do Institute of Odontology da Umeå University, na Suécia, liderou a pesquisa.

O estudo deixa claro que os dentes são parte integrante do corpo e se relacionam com o restante do organismo. Há um reforço da hipótese de que existe uma relação causal entre os fatores de risco para as doenças cardiovasculares e as cáries dentárias.
Neste artigo publicado aqui no blog Dentalis já apresentamos uma outra matéria que traz evidências da relação entre periodontite e doenças cardiovasculares.cáries dentárias e a periodontite

Cáries dentárias e a periodontite

Como explicar que indivíduos que consomem os mesmos alimentos e têm as mesmas práticas de higiene dental possam ter um número bem diferente de cáries.
Pesquisas passadas sobre o mesmo assunto asseguram que vários genes poderiam estar envolvidos, mas sem uma confirmação clara.

Cáries dentárias e a periodontite apresentam perfil de doenças complexas.
Como tal, são necessários estudos mais aprofundados para que hipóteses sejam testas e conclusões mais embasadas possam ser obtidas.

O estudo aqui apresentado se baseou na análise de dados de meta-análise publicado pela Nature Communicarions.

Meta-análise

Meta-análise é uma técnica estatística usada para combinar dados de múltiplos estudos sobre um assunto específico.

A meta-análise tem um papel fundamental nos cuidados de saúde baseada em evidências.

A meta-análise ocupa o topo da pirâmide em termos de nível de evidência em saúde.

A meta-análise é considerada o mais alto nível de evidência em cuidados de saúde.

Por que devemos confiar mais em estudos de meta-análise?

Para tomar uma decisão válida sobre um determinado procedimento não devemos confiar em resultados obtidos de estudos isolados. Isso porque os resultados podem variar de um estudo para outro por vários motivos. Dentre as razões, as condições ambientais diversas e a qualidade das amostras utilizadas nos experimentos.

Combinando estudos isolados, e desta forma usando mais dados, a precisão e a acurácia dos resultados podem ser aumentadas.

Além disso, se os estudos isolados forem de baixo poder estatístico, combiná-los em uma meta-análise pode aumentar o poder estatístico global para detectar um efeito.

A pesquisa

Esse estudo de meta-análise combinou dados de nove estudos clínicos internacionais com 62.000 participantes. Além disso, foram incluídos dados sobre a saúde dentária informada por voluntários no Biobank do Reino Unido.
No total foram incluídos 461.000 participantes, tornando-se o maior estudo do gênero. A análise envolveu a varredura de milhões de pontos estratégicos no genoma para encontrar genes relacionados a doenças dentárias.

Os pesquisadores foram capazes de identificar 47 novos genes relacionados à cárie dentária. O estudo também confirmou que um gene imunológico previamente conhecido mostra relação com a periodontite. Um importante reforço na hipótese da existência de uma ligação entre a genética do indivíduo e a maior predisposição para cáries dentárias e a periodontite.

Entre os genes que poderiam estar ligados à cárie dentária estão aqueles que ajudam a formar os dentes e os maxilares. E também aqueles com funções protetoras na saliva e aqueles que afetam as bactérias encontradas nos dentes.

O estudo buscou correlacionar a genética a fatores ligados à saúde cardiovascular e metabólica. Fatores como tabagismo, obesidade, educação e personalidade. Isso com o objetivo de buscar compreender a existência de ligações com a saúde bucal. Utilizou-se no estudo uma técnica de randomização denominada mendeliana. Descobriu-se mais de uma correlação, mas também um relação de causa e efeito entre a cárie dentária e alguns fatores de risco cardiovascular e metabólicos.

Futuramente estudos como este servirão de base na identificação de pessoas com maiores riscos para o desenvolvimento de problemas dentários.
Porém, independente de quais sejam os genes que as pessoas carreguem em seu genoma, boa higiene oral e dieta são as mais importantes armas na prevenção das cáries dentárias e periodontite.cáries dentárias e a periodontite

Doenças genéticas e a odontologia

Existem doenças genéticas que possuem elevada incidência populacional. Dentre essas estão problemas no desenvolvimento do osso maxilar, lábio leporino e complicações relacionadas aos genes responsáveis pela formação do esmalte dentário. Como no caso da amelogênese imperfeita, por exemplo.

Amelogênese imperfeita

Amelogênese imperfeita é uma alteração de caráter hereditário que afeta o esmalte dentário dos dentes temporários e permanentes. Não estão presentes manifestações sistêmicas.

A transmissão do gene pode acontecer de forma autossômica dominante, autossômica recessiva ou estar relacionada ao cromossoma X.

A origem genética da anomalia pode ser resultado de defeitos nas proteínas da matriz do esmalte. Pode provocar, como consequência, sensibilidade dentária, perda da dimensão vertical e comprometimento a nível estético.

O esmalte dentário é afetado com alta variabilidade, desde deficiência na formação do esmalte até defeitos no conteúdo mineral e proteico.

Conforme o grau de severidade da afetação do esmalte, os tratamentos envolvem múltiplas extrações dentárias, restaurações estéticas e próteses removíveis ou fixas.

O planejamento e a escolha da melhor alternativa de tratamento dependem do nível sócio econômico, da idade do paciente, e da gravidade da anomalia estrutural.

Lábios leporinos

A incidência é maior nos bebês recém-nascidos de mulheres acima dos 40 anos.
O tratamento pode ser feito ainda na primeira infância, através de cirurgia.

Nos quadros de atrofia do osso maxilar (hipoplasia maxilar), o problema tem relação com outros tipos mais graves de síndromes. Isso torna o tratamento estético muito mais difícil.
A hipoplasia ocorre devido a perda do cromossomo X.

Agenesia dentária e hipodontia

A agenesia dentária é a malformação congênita craniofacial mais prevalente em humanos.

A agenesia dentária pode estar associada a várias síndromes. Já a hipodontia não-sindrômica refere-se à ausência congênita de alguns dentes na ausência de qualquer outra deformidade.

Avanços recentes em genética molecular tornaram possível identificar os genes exatos responsáveis pelo desenvolvimento dos dentes e rastrear as mutações que causam a hipodontia.

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Fontes: Nature, Medicalpress, Students4bestevidence, FGM, Colgate, Dentistry Guide
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Resfriado ou sinusite? Saiba como diferenciar

resfriado ou sinusite

É resfriado ou sinusite?

Um resfriado pode fazer uma pessoa ficar com o nariz congestionado e escorrendo e fazê-la se sentir deprimida. Esses sintomas também podem sugerir uma sinusite, então, como diferenciar?

Os sintomas geralmente se sobrepõem, por isso pode ser difícil reconhecer cada condição. Rinite é uma reação alérgica que provoca espirros e comum a um resfriado. A sinusite é uma inflamação nas cavidades ao redor das vias nasais.

Mais de 100 vírus diferentes podem causar um resfriado, um tipo de infecção viral do sistema respiratório. Os resfriados se espalham quando alguém que tem o vírus tosse ou espirra gotículas contendo o vírus no ar. Eles também podem transmitir quando uma pessoa com um resfriado espirra ou toca uma superfície. Assim acaba deixando o vírus pelo caminho para infectar um novo hospedeiro.

Os espaços com ar atrás do nariz são chamados de seios. Resfriados podem levar a infecções sinusais quando os seios incham. Ar, muco e bactérias podem ficar presos nos seios inchados e causar mais infecções.

A principal diferença entre um resfriado ou sinusite é a duração dos sintomas. A maioria das pessoas se recupera de um resfriado em 5 a 10 dias. Sinusite pode permanecer no corpo por 4 semanas ou por mais de 3 meses em pessoas que desenvolvem um quadro crônico.

Resfriado ou sinusite em poucas palavras

  • A sinusite é uma infecção dos seios (espaços) atrás do nariz.
  • Os sintomas de uma sinusite podem durar por 4 semanas ou mais;
  • Um resfriado geralmente irá resolver em poucos dias;
  • Pode ser necessário tratar a sinusite com antibióticos ou procedimentos médicos;
  • Resfriados são causados por vírus que não respondem à terapia com antibióticos.

Resfriado – Sintomas principais

  • Nariz entupido e escorrendo (coriza);
  • Espirros;
  • Tosse;
  • Febre baixa;
  • Dores no corpo de leve intensidade.

Estes sintomas geralmente atingem o pico nos primeiros 3 a 5 dias e depois melhoram gradualmente. Na maioria das pessoas os sintomas desaparecem após 10 dias a 14 dias.

resfriado ou sinusite

Sinusite – Sintomas principais

Uma sinusite com infecção pode ser mais grave e os sintomas persistirem por 4 semanas ou mais.

Sintomas mais comuns:

  • Sensação de nariz cheio;
  • Presença de secreção nasal espessa amarela ou verde;
  • Dor no rosto – especialmente ao redor dos olhos, nariz, bochechas e testa;
  • Dor de cabeça atrás dos olhos;
  • Tosse;
  • Dor no maxilar superior e nos dentes.
  • Febre;
  • Fadiga;
  • Mau hálito;

A sinusite pode desaparecer sem tratamento. No entanto, é mais provável que necessite de intervenção médica se comparada a um resfriado.

Sinusite em crianças – Sintomas principais

Tal como acontece com os adultos, os sintomas de sinusite em crianças são fáceis de confundir com os de um resfriado.

As crianças pequenas têm mais probabilidade de apresentar sintomas semelhantes aos do resfriado. São comuns nariz entupido com secreção verde-amarela e febre ligeira. Quadros que persistem além dos 10 a 14 dias. Eles também podem ser mais irritáveis do que o habitual.

Além do congestionamento, crianças mais velhas e adolescentes podem ter:

  • Uma tosse que não passa;
  • Mau hálito;
  • Dor de dente;
  • Dor de ouvido;
  • Dor no rosto;
  • Dor de cabeça;
  • Inchaço ao redor dos olhos.
  • Atenção especial para a seguintes condições:
  • Criança com sintomas persistindo após 14 dias;
  • Temperatura elevada ou continuada por mais de 3 dias, apesar do tratamento com paracetamol.

Em quaisquer uma das situações acima, recomenda-se o encaminhamento para uma consulta com pediatra.

Sinusite acompanhada de infecção – Tratamentos

Na maioria das vezes uma sinusite com infecção melhora com o tratamento.
Os seguintes tratamentos podem ajudar as pessoas a auxiliar na recuperação:

Descongestionantes

Medicação que contrai os vasos sanguíneos inchados no nariz para aliviar a respiração. Eles vêm solução nasal ou em comprimidos.

Descongestionantes nasais não devem ser usados ​​por mais de 3 dias seguidos. Seu uso continuado repetido pode causar o chamado efeito rebote. O uso de descongestionantes nasais em crianças deve ser monitorado com atenção.

Descongestionantes são drogas vasoativas, ou seja podem elevar a pressão arterial.
Pessoas com pressão alta devem conversar com seu cardiologista. Isso também vale para aqueles com doença cardíaca ou diabetes.

O que é o efeito rebote dos descongestionantes nasais

Embora a ação do medicamento seja rápida, a sensação de alívio é passageira. Depois de algum tempo, o nariz volta a entupir. Isso obriga a pessoa a ir diminuindo, progressivamente, o intervalo entre as aplicações. Chega a um ponto em que a pessoa precisa ter sempre à mão um frasco do descongestionante para poder respirar melhor. Esse grau de dependência resulta num distúrbio chamado rinite medicamentosa ou vasomotora. O principal sintoma nesse caso é o nariz entupido provocado por alterações na mucosa nasal. Alterações que levam à perda da capacidade de contrair e dilatar os vasos sem “as gotinhas milagrosas”. Seja para um resfriado ou sinusite, a precaução no uso de descongestionantes vale para ambos.

Alívio da dor

Alguns medicamentos diminuem a febre e aliviam dores de cabeça e outros efeitos desconfortáveis ​​da sinusite, como paracetamol, aspirina e ibuprofeno.

Evite administrar aspirina a bebês, crianças e adolescentes. Isso devido ao aumento do risco de uma condição rara, porém grave, chamada síndrome de Reye.

Uso de esteroides ou corticosteroides em spray

Esses sprays diminuem a inflamação nas passagens nasais.

Em algumas pessoas, os sprays de esteroides podem melhorar um pouco o congestionamento. Porém não são eficazes para todos. Sprays de esteroides também podem causar efeitos colaterais, como dores de cabeça e hemorragias nasais. Uma outra pesquisa destaca que o uso isolado de corticosteroides pode trazer poucos benefícios ao tratamento da sinusite aguda.

Antibióticos

Esses medicamentos tratam a sinusite causada por bactérias. O profissional de saúde pode prescrever um tratamento com antibióticos com duração que irá variar o número de dias conforme o fármaco prescrito.

Importante sempre completar todo o ciclo de tratamento do antibiótico. Interromper antibióticos cedo demais pode tornar as bactérias resistentes aos efeitos de um antibiótico no futuro e interferir na recuperação.

Casos persistentes (mais graves)

Se os sintomas da sinusite persistirem após alguns meses, o médico podem se valer de uma cirurgia para abrir os seios buscando assim uma realizar uma limpeza física do local.

sinusite ou resfriado

Remédios naturais e caseiros

Esses remédios naturais e caseiros também podem ajudar a aliviar os sintomas:

  • Descanso: Ficar em casa e descansar até se sentir melhor ajudará seu corpo a combater a infecção.
  • Fluidos: Uma boa hidratação é elemento fundamental para ajudar na eliminação do muco do organismo;
  • Solução salina nasal: Um spray nasal feito a partir de solução de água salgada é uma abordagem mais natural para limpar as passagens nasais entupidas. Ajudará a remover o muco, aliviando o congestionamento.
  • Umidificador: Ligar um umidificador durante a noite evita que os seios nasais fiquem ressequidos

Prevenção

Para se prevenir evite contato frequente com pessoas doentes. Em caso de contato, o faça com o uso de equipamento de proteção individual. Lave as mãos com frequência e evite tocar nos olhos, nariz e boca.

Quando procurar um médico

Independente se for um resfriado ou sinusite, as pessoas devem buscar atendimento médico se algum destes sintomas se apresentar:

  • Uma tosse persistente;
  • Febre acima de 39 º Celsius;
  • Erupção cutânea;
  • Falta de ar, chiado;
  • Vômito.

Procurar atendimento médico após algumas semanas com sintomas  persistentes de resfriado ou sinusite é altamente recomendável.

Fontes: Medical News, DRauzio
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Infecção dentária – dicas importantes na escolha do antibiótico certo

Infecção dentária – dicas importantes na escolha do antibiótico certo

infecção dentária

Uma infecção dentária ou um abscesso dentário, geralmente ocorre como resultado da cárie dentária e má higiene bucal.
No entanto, também pode se desenvolver em razão de um procedimento odontológico prévio ou lesão traumática.

Quando uma infecção dentária está em curso gera uma bolsa de pus (abscesso) na boca como resultado de um crescimento bacteriano.
Essa infecção geralmente causa inchaço, dor e sensibilidade na área.
Sem tratamento, a infecção pode se espalhar para outras áreas da mandíbula ou até mesmo do cérebro.

As cáries dentárias são muito comuns. Como este artigo observa, até 91% dos adultos entre 20 e 64 anos têm cáries. Além disso, cerca de 27% das pessoas na mesma faixa etária têm cárie dentária não tratada. O tratamento precoce da cárie dentária é importante para evitar complicações maiores, como infecções dentárias.

Qualquer pessoa que tenha uma infecção dentária deve procurar imediatamente um dentista para evitar que a infecção se espalhe.

Uma das primeiras coisas que um dentista provavelmente recomendará é um antibiótico para debelar a infecção dentária.
Alguns antibióticos funcionam melhor que outros para infecções dentárias. Também podem ser prescritos analgésicos para alívio dos principais sintomas.

Quando utilizar antibióticos para uma infecção dentária

O dentistas em geral prescrevem antibióticos apenas para o tratamento de infecções dentárias.
No entanto, nem todos os casos de infecção dentária requerem antibióticos.

Em alguns casos de infecção dentária, um dentista pode simplesmente drenar a área infectada.
Em seguida remover o dente infectado ou realizar um tratamento de canal para resolver o problema.

O ideal é evitar o uso de antibióticos, a não ser em casos em que sejam absolutamente necessários. Isso ocorre no caso de uma infecção é grave ou disseminada. Ou também um paciente tem imunossupressão.infecção dentária

Antibióticos e dosagens

Antibióticos podem ajudar a combater uma infecção dentária. Porém, é importante fazer uso do antibiótico apropriado para cada situação.

O tipo de antibiótico que um dentista prescreve irá variar conforme as bactérias causadoras da infecção.
Isso ocorre porque diferentes antibióticos funcionam de maneiras diferentes para eliminar diferentes cepas de bactérias.

Um estudo do Journal of Dentistry, avalia a possibilidade de existirem mais de 150 diferentes cepas de bactérias na boca.
Muitas dessas bactérias têm o potencial de se multiplicar e causar uma infecção dentária.

O tratamento pode variar dependendo das bactérias causadoras da infecção. Embora, na maior parte dos casos, os dentistas prefiram recomendar um antibiótico de amplo espectro.

Antibióticos também são prescritos em odontologia antes da realização de procedimentos, como a colocação de implantes dentários, por exemplo. Aqui no blog Dentalis já apresentamos uma matéria sobre o uso de antibióticos na prevenção de infecções em implantes dentários.

Antibióticos do grupo das penicilinas

São antibióticos comumente prescritos para infecções dentárias.

Dentro do grupo das penicilinas, as mais indicadas são as biossintéticas, como as fenoximetilpenicilinas, e as semissintéticas de largo espectro, como as ampicilinas e as amoxicilinas nas dosagens e posologias habituais.

Já em infecções mais graves, pode-se empregar amoxicilina associada ao clavulanato de potássio.

Algumas pessoas são alérgicas a esses medicamentos. Qualquer pessoa que tenha tido uma reação alérgica a medicamentos similares deve informar seu dentista antes da prescrição do tratamento.

Clindamicina

A clindamicina é eficaz contra uma ampla gama de bactérias infecciosas. Um estudo do International Dental Journal  aponta, alguns pesquisadores recomendam a clindamicina como a droga de escolha para o tratamento de infecções dentárias. Isso porque grande parte das bactérias têm menor propensão a resistir a essa droga do que as drogas da classe das penicilinas.

Uma dose típica de clindamicina é de 300 mg ou 600 mg a cada 8 horas, dependendo da dosagem que será eficaz.

Neste outro estudo, a Amoxicilina / ácido clavulânico (875 mg / 125 mg) administrada duas vezes ao dia mostrou-se comparável à clindamicina (150 mg) administrada quatro vezes ao dia, obtendo sucesso clínico em infecções odontogênicas agudas com ou sem abscesso. Verificou-se também que é bem tolerada com um perfil de segurança consistente com os efeitos farmacológicos conhecidos da amoxicilina / ácido clavulânico e com o descrito na informação de prescrição global.

Azitromicina

A azitromicina atua contra uma ampla variedade de bactérias detendo seu crescimento.
Pode ser eficaz no tratamento de algumas infecções dentárias. Normalmente a azitromicina é recomendada apenas a pacientes alérgicos aos medicamentos da classe da penicilina. Ou também que não respondam a elas ou a outras drogas, como a clindamicina.

A dose usual de azitromicina é de 500 mg a cada 24 horas por 3 dias consecutivos.

Metronidazol

O metronidazol é um antibiótico prescrito por médicos e dentistas para tratar várias infecções. No entanto, pode não ser adequado para todos e normalmente não é a primeira opção de tratamento.

A dosagem do metronidazol é de cerca de 500 a 750 mg a cada 8 horas.

Tempo de tratamento

O tempo do tratamento irá variar conforme alguns parâmetros que precisam ser avaliados. Como a gravidade da infecção dentária e a eficácia do antibiótico na eliminação das bactérias infecciosas.

É fundamental que o paciente siga o tratamento prescrito pelo dentista durante todo o período recomendado pelo profissional.
Mesmo que o paciente perceba a diminuição dos sintomas após algumas doses, deve seguir rigorosamente o tratamento até o seu término. O abandono do tratamento é dos fatores responsáveis pela resistência bacteriana a muitos antibióticos.

Conforme este outro estudo, o tratamento antibiótico deve ter o ciclo mais curto de dias capaz de prevenir a recaída clínica e microbiológica. A maioria das infecções agudas é resolvida dentro de 3 a 7 dias. Quando antibióticos orais são usados, doses altas devem ser consideradas para ajudar a atingir os níveis terapêuticos mais rapidamente.

Durante a gestação

As penicilinas são os antibióticos mais indicados durante a gestação na prevenção e no tratamento de infecções maternas e intrauterinas. As penicilinas agem na parede celular, estrutura que somente as bactérias possuem, sendo, portanto, atóxicas aos organismos materno e fetal. Podem ser administradas com segurança em qualquer período da gestação.

A eritromicina, pertencente ao grupo dos macrolídeos, substitutos naturais das penicilinas de pequeno espectro em pacientes alérgicos a estas, apresenta-se sob a forma de estolato e estearato. A literatura indica que pode ser administrada com segurança, em qualquer período da gravidez, sob forma de estearato, por não ter efeito hepatotóxico.

O uso de metronidazol está contraindicado no primeiro trimestre da gestação. As tetraciclinas estão totalmente contraindicadas na gravidez. Elas atravessam com facilidade a placenta e se depositam nos ossos e dentes durante os períodos de calcificação ativa. Podem provocar efeitos indesejáveis sobre a formação óssea e dentária do feto. E assim vir a causar malformações no esmalte dentário. Também alteram a coloração dos dentes podendo causar retardo do crescimento ósseo.

Anti-inflamatórios e analgésicos

Em relação aos anti-inflamatórios não esteroidais (Aines) a aspirina, não é recomendada. Isso porque ela bloqueia a síntese de prostaglandinas. Isso pode constringir o ducto arterioso intrauterino, podendo causar hipertensão pulmonar sustentada no recém-nascido. Pode também prolongar a gestação e o trabalho de parto.
Se usados devem ser administrados nas menores doses eficazes. Deve ter seu uso suspenso oito semanas antes do dia previsto para o parto.

Em termos de analgesia, o paracetamol é um dos mais frequentemente empregados. Não apresenta ação anti-inflamatória nas doses usuais. É um fraco inibidor das prostaglandinas pró-inflamatórias.

O paracetamol é o analgésico de escolha para uso durante toda a gestação. Isso também vale para mulheres que estão amamentando. Em doses terapêuticas é considerada a melhor escolha para o tratamento da dor orofacial durante a gestação.

Já os corticosteroides preferenciais durante esse período são a prednisona e a prednisolona. Isso porque atravessam com mais dificuldade a barreira placentária.

No caso dos procedimentos endodônticos e cirúrgicos mais invasivos que não puderem ser adiados, podem-se empregar os corticoides betametasona ou dexametasona. O uso prolongado de betametasona pode determinar baixo peso ao nascer e redução da circunferência craniana.

Efeitos colaterais

Embora os antibióticos sejam importantes no tratamento de uma infecção dentária ou de forma profilática para um procedimento odontológico, tem que se levar em conta os seus efeitos colaterais.

Os efeitos colaterais podem variar com cada tipo de antibiótico. O que é comum a todos os antibióticos é a sua capacidade de eliminação de boa parte da microbiota intestinal.
A microbiota intestinal (flora intestinal) é o grupo de bactérias que vivem no intestino auxiliando em vários processos. Essas bactérias do bem auxiliam na digestão de alimentos e monitoram o desenvolvimento de micro-organismos causadores de doenças.

Outras formas de combate da infecção dentária

Os antibióticos podem ajudar na eliminação das bactérias ativas no processo. Além disso, o dentista poderá se valer de outros procedimentos que podem auxiliar a abreviar o quadro infeccioso. Procedimentos como:

  • Drenagem do abscesso
  • Preenchimento de cavidade
  • Tratamento de canal
  • Extração dental

Como se pode ver, a antibioticoterapia de uma infecção dentária é apenas uma parte da solução.
Na realidade, a maioria das infecções dentárias requer também a realização de procedimentos no próprio dente para limpeza das áreas afetadas.infecção dentária

Práticas caseiras para alívio dos sintomas

Além de seguir à risca as recomendações de seu dentista, o paciente também pode adotar algumas práticas que podem ajudar a aliviar os sintomas, como:

  • Enxaguar suavemente a boca com água morna salgada;
  • Enxaguar suavemente a boca com bicarbonato de sódio em água;
  • Evitar alimentos muito quentes ou muito frios geradores de sensibilidade;
  • Mastigar com o lado oposto da boca para reduzir lesões adicionais na área;
  • Utilizar uma escova de dentes muito macia ao redor da área sensível;
  • Evitar alimentos muito duros ou difíceis de mastigar. Eles podem agredir área sensíveis ou ficar aderidos aos dentes;

A adoção de boas práticas de higiene bucal, como a escovação e o uso do fio dental todos os dias e a consulta ao dentista regularmente, podem ajudar a prevenir infecções dentárias e suas complicações.

Fontes: Medical News Today, Cochrane, Biblioteca Virtual em Saúde
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Conheça os 7 danos causados pelo cigarro aos dentes

efeitos do cigarro nos dentesCostumeiramente tendemos a pensar que os efeitos do cigarro nos dentes se limitam a simples manchas ou ao aparecimento de halitose. Estas são, no entanto, as consequências menos graves.
O verdadeiro problema do cigarro sobre a saúde bucal está naquilo que não vemos.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), 428 pessoas morrem por dia no Brasil por causa do tabagismo. Conforme dados do Inca, 12,6% de todas as mortes registradas no país são atribuíveis ao tabaco. Ao todo, 156.216 mortes poderiam ser evitadas todos os anos caso o uso do tabaco fosse eliminado.

Os números mostram ainda que, no ano passado, 73.500 pessoas foram diagnosticadas com câncer provocado pelo tabagismo. Segundo o Inca, R$ 56,9 bilhões são perdidos a cada ano em função de despesas médicas e perda de produtividade.

Realizar uma boa higiene bucal ajuda a prevenir doenças. Porém isso não impede que o fumante se torne imune aos efeitos do cigarro nos dentes.
A boca é um dos locais onde os efeitos nocivos se manifestam mais claramente. A boca, juntamente com as vias respiratórias, é a principal porta de entrada do fumo no nosso organismo.efeitos do cigarro nos dentes

Efeitos do cigarro nos dentes

Os efeitos do cigarro nos dentes são altamente prejudiciais.
Além disso, o tabagismo aumenta a possibilidade de ser o estopim de outras doenças.

O efeito mais grave do cigarro nos dentes é o risco aumentado de câncer oral. Porém, existem mais problemas de saúde causados pelo tabagismo.

A única forma de amenizar os efeitos negativos do cigarro sobre a saúde bucal consiste em parar de fumar. Ou seja, não existe meio termo.
O efeito viciante da nicotina é muito forte e não há outra solução.

São muitos os efeitos deletérios provocados pelo cigarro nos dentes. Segue uma lista dos principais:

Coloração dos dentes

Os dentes de um fumante ficam amarelados devido à nicotina e ao alcatrão que se depositam na superfície dentária. Em muitos casos, chegam a penetrar nos túbulos dentinários.

Mau hálito

Os componentes nocivos do tabaco são geradores de mau hálito ou ao mesmo tempo acentuam a halitose de que o fumante já sofre.
Além do cheiro de cigarro, o hábito de fumar potencializa a secura e irritação das mucosas da boca e das vias respiratórias.
O cigarro traz prejuízos a uma oxigenação adequada e, como consequência aparece o mau hálito.

Deterioração do sentido do paladar e olfato

Segundo a American Dental Association (ADA), a ação do cigarro limita a percepção de sabores e odores, especialmente os salgados. Isso faz com que os fumantes tendam a abusar inconscientemente do sal. E o sal, como todos sabem, pode levar à elevação da pressão arterial.

Aumento do risco do desenvolvimento de periodontite

O hábito de fumar eleva em três vezes o risco para o desenvolvimento de periodontite. Além disso, também acelera o seu grau de progressão. O cigarro tem um efeito vasoconstritor. Isso acaba reduzindo a irrigação sanguínea das gengivas. Assim, faz com que as gengivas se tornem mais pálidas e aparentemente menos inflamadas, o que não corresponde à realidade.

Insucesso nos tratamentos

O tabagismo atrapalha e retarda e processo de cicatrização de ferimentos, tanto traumáticos como cirúrgicos.
Além disso, também reduz grandemente a capacidade de regeneração dos tecidos.
A taxa de insucesso em implantes dentários é duas vezes superior na população fumante. Isso se deve a maior dificuldade para o implante se unir ao osso.

Maior chance para o surgimento de cáries

O hábito de fumar também favorece o aparecimento de cáries. Entre os fumantes observa-se uma maior quantidade de cáries nas raízes dos dentes. Isso porque o hábito de fumar provoca a perda do suporte dos dentes com exposição da raiz. Além disso, os fumantes apresentam uma diminuição da secreção salivar, o que implica uma menor capacidade neutralizadora da placa bacteriana.

Câncer oral

O cigarro contém um elevado número de substâncias cancerígenas. Quando associado ao álcool, que permeabiliza ainda mais as mucosas, aumenta consideravelmente o risco de desenvolvimento do câncer oral.

O câncer oral apresenta uma elevada taxa de mortalidade, pois geralmente é diagnosticado em estádios avançados.

O efeitos do cigarro nos dentes também se fazem presentes sobre o sistema imunológico, como já noticiado nesta matéria anteriormente publicada aqui no blog Dentalis.

Recomendações aos seus pacientes fumantes

É muito provável que você tenha pacientes fumantes e estes devem dar uma especial atenção a sua higiene e saúde bucal.
Um paciente não fumante deve escovar os dentes ao menos três vezes por dia. Já um paciente fumante deverá escovar com uma frequência maior devido à quantidade mais elevada de resíduos na boca.

O dentista também deve alertar os pacientes fumantes dos cuidados com a língua e sua escovação. A língua é uma das partes da boca mais afetadas pelo cigarro. E por consequência acabar também afetando o sentido do paladar.

Visitar o dentista

Marcar consultas frequentes com os pacientes fumantes é algo importante tanto do ponto de vista da saúde bucal como da sua aparência estética. Procedimentos como clareamentos dentais e também revisões para evitar o desenvolvimento da periodontite são importantes.

Uso frequente do fio dental e enxaguante bucal

Complementar o cuidado bucal com o uso do fio dental é essencial, para eliminar os restos de placa bacteriana entre os dentes. Assim como também o uso de um enxaguante bucal adequado ao menos duas vezes ao dia para combater o mau hálito produzido pelo cigarro.

Deixar de fumar

Os efeitos do cigarro sobre a saúde bucal são muitos assim como também para o restante do organismo. O melhor conselho, dentre todos, é sem dúvida parar definitivamente de fumar. Existem tratamentos que, combinados à disciplina e força de vontade do paciente, podem ajudar a largar em definitivo à dependência da nicotina.

Apoio medicamentoso

O uso de medicamentos tem um papel bem definido no processo de cessação do tabagismo. Os medicamentos visam minimizar os sintomas da síndrome de abstinência à nicotina.

Medicamentos não devem ser utilizados isoladamente, e sim em associação com uma boa abordagem adequada.
É fundamental que o fumante se sinta mais confiante para exercitar e por em prática as orientações recebidas durante as sessões da abordagem intensiva por pessoal especializado.
Os medicamentos disponibilizados pelo Ministério da Saúde para o tratamento do tabagismo na Rede do SUS são os seguintes: Terapia de Reposição de Nicotina (adesivo transdérmico e goma de mascar) e o Cloridrato de Bupropiona.

Fontes: Dentaleader, Agência Brasil, INCA
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Periodontite e pressão alta: uma relação muito próxima

periodontite e a pressão altaPeriodontite e a pressão alta. Uma relação que até recentemente pareceria completamente estranha vem se confirmando em estudos recentemente publicados.

A periodontite tem sido associada a um risco maior para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. A relação entre periodontite e a pressão alta se evidenciou mais fortemente através de um estudo apresentado por pesquisadores do Eastman Dental Institute, de Londres.

A pesquisa mostra que a periodontite aumenta o risco do desenvolvimento de pressão alta. Ao mesmo tempo o tratamento da periodontite pode reduzir os níveis de pressão arterial. É o que os resultados desse trabalho apontaram.

Assassina silenciosa

A hipertensão pode passar anos sem causar sintomas, até um órgão vital ser lesionado. Por esse motivo a pressão alta é muitas vezes chamada de “assassina silenciosa”.
A hipertensão arterial fora de controle pode ter sérias consequências, como acidente vascular cerebral, aneurisma, insuficiência cardíaca, ataque cardíaco e lesão renal.

Nos Estados Unidos aproximadamente 75 milhões de pessoas sofrem de pressão alta. A hipertensão arterial atinge 41% dos negros em comparação com 28% de brancos e 28% de americanos de origem mexicana. Ela também afeta com frequência pessoas com ascendência chinesa, japonesa e de outras áreas do Leste Asiático ou Pacífico. As consequências da pressão alta são piores em negros e em pessoas de ascendência asiática.

A hipertensão arterial ocorre com mais frequência em pessoas idosas: aproximadamente dois terços das pessoas com 65 anos ou mais em comparação com apenas um quarto das pessoas com idades entre 20 e 74 anos.

Periodontite e a pressão alta: uma relação íntima

A periodontite e a pressão alta afetam milhões de pessoas mundo afora. São doenças que se relacionam de forma independente. A periodontite e a pressão alta assim acabam colaborando para uma maior incidência de problemas cardiovasculares.

A periodontite e a pressão alta acabam assim tendo um grande impacto sobre a saúde pública e seus custos. Além disso, a periodontite e a pressão alta compartilham fatores de risco como diabetes, dietas pouco saudáveis e o tabagismo.

Uma pesquisa semelhante desenvolvida na China, comprovando a relação entre periodontite e pressão alta, já foi destaque em um artigo anterior aqui no blog Dentalis.

Outras causas da hipertensão arterial

  • Distúrbio dos rins;
  • Problemas hormonais;
  • Obesidade;
  • Sedentarismo
  • Tabagismo;
  • Consumo exagerado de álcool;
  • Consumo excessivo de sal

Resumindo

Está comprovada a ligação entre a periodontite e a pressão alta. É portanto, uma relação causal. Assim, o diagnóstico da periodontite, sua prevenção e o tratamento das doenças gengivais podem contribuir de forma decisiva para a prevenção e tratamento da pressão alta. E assim evitar as devastadoras consequências geradas por um quadro de pressão arterial elevada.

A periodontite e o diabetes

Novas pesquisas sugerem que o tratamento da periodontite também pode ajudar pacientes com diabetes tipo 2. O tratamento da periodontite pode influir positivamente sobre os níveis de glicose sanguínea e de inflamação crônica.

A pesquisa

Mais de 250 pacientes com diabetes descompensada e periodontite ativa participaram do estudo financiado pela Diabetes UK e pelo NIHR Biomedical Research Center.

Após 12 meses, aqueles que se submeteram a terapia da periodontite obtiveram redução do nível de glicose sanguínea em média 0,6%. E isso não é pouco não. Você já vai entender o porquê.

Eles também demostraram redução da inflamação crônica. Essa ação poderia reduzir o risco de complicações graves relacionadas ao diabetes, como doenças cardíacas, derrame e doenças renais.

A periodontite está intimamente relacionada ao diabetes. A periodontite pode elevar os níveis de glicose no sangue. Pode igualmente aumentar a inflamação crônica no corpo. A periodontite e o diabetes podem no longo prazo acabar causando danos aos vasos sanguíneos e rins.

Este é o primeiro estudo randomizado de longo prazo que mostra um benefício substancial do tratamento da periodontite no controle do diabetes.

Uma redução de 0,6% pode parecer pouco. No entanto, a redução do nível de glicose no sangue em 0,6% equivale à prescrição de um medicamento adicional para diminuição do nível de glicose no sangue de um diabético.

Os pesquisadores ficaram encantando com a melhoria na saúde e qualidade de vida daqueles no grupo de teste em comparação com aqueles no grupo de controle.

Os pesquisadores vem trabalhando em estreita colaboração com as autoridades do NHS. O objetivo é aumentar a conscientização sobre a ligação entre a periodontite e o diabetes entre médicos.
A ideia é conscientizá-los da necessidade de avaliações odontológicas periódicas de seus pacientes diabéticos.

periodontite e pressão alta

Periodontite e diabetes: uma relação bidirecional

A associação entre diabetes e periodontite tem sido estudada extensivamente. A relação entre essas duas condições parece não apenas bidirecional, mas cíclica.

O diabetes não apenas predispõe o indivíduo à doença bucal, mas também à periodontite, uma vez estabelecida, exacerba o diabetes e agrava o controle metabólico.

Mais de 30% dos pacientes com periodontite podem estar abrigando um pré-diabetes ou diabetes ainda desconhecido.

Quanto mais tempo permanecem não diagnosticados, mais fáceis desenvolvem as complicações. Além disso, o diabetes não tratado pode estar associado a complicações maiores relacionadas ao manejo da própria periodontite.

Alguns dos pacientes poderiam se beneficiar de um exame periodontal de rotina no início de seu diabetes, e isso poderia ter evitado complicações graves. A

Além disso, pode ser a oportunidade para que os endocrinologistas encaminham seus pacientes mais frequentemente aos periodontistas. Isso para fins de organização dos planos de tratamento.

A prevenção e o tratamento da periodontite podem diminuir a pressão arterial. E também reduzir os níveis de glicose no sangue. A ciência dia após dia vem evidenciando o quanto o dentista tem um papel fundamental para a garantia da saúde não só da boca, mas da vida das pessoas.

Fontes: Eastman Dental InstituteThe Lancet, Manual MSD
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Vitamina D e doença periodontal, existe relação?

vitamina D e doença periodontalPesquisas recentes evidenciam a possibilidade de uma importante relação entre a vitamina D e doença periodontal.

A doença periodontal avançada é uma condição inflamatória do periodonto desenvolvida a partir de biofilmes microbianos que se formam nos dentes.

Os produtos bacterianos, assim como a resposta imune do hospedeiro a esses produtos, resultam na destruição dos tecidos que sustentam os dentes, incluindo o osso alveolar.

Devido a essa destruição tecidual, a doença periodontal avançada é uma das principais causas de perda dental em adultos.

A prevenção dessa doença é importante porque a perda dentária pode afetar o estado nutricional e a qualidade de vida.

A doença periodontal avançada também tem sido associada a condições sistêmicas. Condições como doença cardiovascular e diabetes mellitus tipo II.

vitamina d e doença periodontal

A vitamina D

A vitamina D é uma vitamina solúvel em gordura obtida da exposição à luz solar, dieta e suplementos nutricionais.

A vitamina D é metabolizada no fígado em 25-hidroxivitamina D e depois metabolizada nos rins para sua forma ativa, 1,25-di-hidroxivitamina D. Embora não haja consenso sobre os níveis de hidroxivitamina D, a maioria dos especialistas define <50 nmol / L (20 ng / mL) como insuficiência de vitamina D.

Evidências recentes sugerem que os níveis de hidroxivitamina D podem precisar ser tão altos quanto 75 nmol / L ( 30 ng / mL) para atingir o status ideal de vitamina D.

O papel da vitamina D no organismo

A vitamina D está envolvida na regulação da absorção de cálcio pelos intestinos, mantendo a concentração do cálcio plasmático e a mineralização óssea.
Estudos encontraram associações positivas significativas entre os níveis de hidroxivitamina D e a densidade mineral óssea ideal. A suplementação de vitamina D, quando necessária, diminui o risco de fraturas.

Vitamina D e o sistema imunológico

Evidências mais recentes indicam que a vitamina D também tem um efeito regulatório na resposta imunológica.
Ela estimula a resposta imunológica às vezes, enquanto a inibe em outras.

Um estudo demonstrou que a capacidade de produzir vitamina D ativa melhorou a atividade bactericida. Por outro lado existem muitos exemplos da capacidade da vitamina D de inibir a resposta imunitária.

Vitamina D e doença periodontal

A doença periodontal avançada é caracterizada pela perda óssea desencadeada por uma reação de resposta imune do hospedeiro à placa bacteriana.
A deficiência de vitamina D pode ter um efeito sobre o desenvolvimento e a progressão da doença periodontal.

Dois grandes estudos transversais encontraram uma associação entre baixos níveis de vitamina D e marcadores de doença periodontal.

No entanto, o maior estudo prospectivo até o momento, bem como o estudo transversal mais recente, não encontraram relação entre a vitamina D e doença periodontal.

Está claro que mais pesquisas são necessárias para determinar o impacto que o status da vitamina D tem sobre a progressão da doença periodontal.

A pesquisa

Os dados foram obtidos de pessoas de 6 a 79 anos participando do ciclo 1 da pesquisa.
O ciclo 1, realizado de 2007 a 2009, foi uma pesquisa nacional, transversal, realizada pela Statistics Canada, de uma amostra representativa de 97% da população canadense em todas as províncias e territórios.

A coleta de dados envolveu medidas físicas e entrevistas. Foram entrevistados 5.604 participantes.
Todos os participantes forneceram consentimento informado. O CHMS excluiu membros em tempo integral das Forças Canadenses e residentes das Primeiras Nações, terras da Coroa, certas regiões remotas do Canadá e instituições.

O objetivo deste estudo foi explorar a relação entre a concentração de vitamina D e doença periodontal. As medições levaram em conta o índice gengival (GI) e outros parâmetros definidos pelo Canadian Health Measures Survey (CHMS).

Os exames odontológicos foram realizados por 14 dentistas das forças canadenses. Os parâmetros foram definidos de acordo com os padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS) .

Os resultados

Os participantes com concentrações de hidroxivitamina D <50 nmol / L e <75 nmol / L tiveram um aumento significativo nas chances de apresentar quadros de doença periodontal.

Aqueles que tomam suplementos de vitamina D tiveram chances significativamente mais baixas para para a infecção gengival. Já aqueles com diabetes aumentaram as chances de apresentar doença periodontal nos graus moderado a grave.

A média do IMC foi significativamente maior entre aqueles com pior quadro de doença periodontal.

Enquanto isso, aqueles que relataram frequentar um dentista ≥ 1 vez ao ano, escovando os dentes duas vezes ao dia e usando fio dental diariamente tiveram chances significativamente menores de doença periodontal.

Aumento dos índices de placa foram associados com o aumento da probabilidade de moderada a grave de doença periodontal. Os homens tiveram um aumento nas chances de doença periodontal em comparação com as mulheres.

Já aqueles nas categorias de renda mais alta tiveram menores chances de doença periodontal do que aqueles nas categorias de renda mais baixa.

As mulheres apresentaram menor chance de doença periodontal moderada a grave.
Enquanto valores altos para o índice de placa aumentaram as chances de doença periodontal moderada a grave.

Pacientes com níveis abaixo do limite padrão de vitamina D foram associados a um aumento da probabilidade de risco para doença periodontal grave.

Discussão

Apesar dos dados indicativos da presente pesquisa, atualmente existem evidências conflitantes na literatura sobre a relação entre vitamina D e doença periodontal.

Os resultados do estudo contêm evidências que apoiam uma associação entre baixos níveis de vitamina D e doença periodontal.

É provável que jovens e adultos mais jovens tenham uma melhor saúde bucal do que adultos mais velhos. Isto pode ter afetado a análise de medidas selecionadas de resultados periodontais.

Os pontos fortes deste estudo incluem o grande tamanho e a natureza representativa da amostra.
Outra vantagem é a disponibilidade dos atuais níveis de hidroxivitamina D, que é o padrão ouro reconhecido na determinação do status geral de vitamina D de um indivíduo.

Conclusão

O estudo foi realizado com uma amostra representativa de adultos canadenses. Forneceu evidências modestas que suportam uma relação entre baixas concentrações de vitamina D e doença periodontal.

É provável que estudos prospectivos com seguimento mais longo sejam necessários para elucidar completamente o efeito.
Se isso se confirmar, vitamina D e doença periodontal irá entrar definitivamente para a lista de causas dessa grave patologia.

Tem sido comum nos dias atuais as pessoas começarem a tomar suplementos de vitamina D. Fica o alerta para o risco de ingestão de doses elevadas dessa vitamina, que tem efeito cumulativo no organismo. Isso devido a sua liposolubilidade. Mais detalhes podem ser obtidos neste artigo já anteriormente publicado aqui no blog Dentalis.

Fonte: Dental News
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