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O que mais causa a erosão dos dentes?

erosão dos dentes

Algumas pessoas consomem alimentos ácidos e tem erosão dos dentes. Outros consomem os mesmos alimentos e não sofrem desse mal. Por que isso acontece?

Segundo pesquisadores do King’s College London não é apenas o que se come ou bebe, mas a forma como se come e bebe que aumentam as chances de desenvolver o problema.

A erosão dental é um problema sério e que já foi tema de uma postagem anterior aqui no blog Dentalis.

Desgaste dos dentes

Pesquisas anteriores já evidenciaram que o desgaste dos dentes afeta cerca de 30% dos adultos europeus.
Bebidas doces e ácidas desestabilizam o esmalte dental, gerando desgaste dos dentes.
Isso pode levar a alterações tanto na forma quanto na aparência dos dentes.
Também podem se tornar sensíveis ao comer ou beber alimentos e bebidas frias.

Na pior das hipóteses, a estrutura do dente pode se desgastar gradualmente.
O desgaste severo dos dentes por erosão reduz a qualidade de vida. Além disso, pode significar a necessidade de procedimentos complexos e caros.

O desgaste dos dentes é em essência evitável. Mudanças nos hábitos de consumo podem ajudar a impedir que as pessoas deem início a esse processo ou o agravem.

Entre ou durante as refeições – pode fazer diferença

Comer e beber alimentos e bebidas ácidas, principalmente entre as refeições, apresenta maior risco.

Consumir bebidas ácidas duas vezes ao dia entre as refeições, como refrigerantes, sucos adoçados ou chás com sabor de frutas quentes são causa de problemas.

Isso porque a pesquisa demonstrou ser 11 vezes maiores as chances de seus consumidores apresentarem erosão dentária moderada ou grave.

Este valor foi reduzido pela metade quando as bebidas foram consumidas durante refeições.

Poder erosivo

Os pesquisadores também identificaram uma variedade de alimentos, bebidas e medicamentos com grande potencial erosivo.

Os principais dentre eles eram as bebidas que adicionavam frutas ou aromas a frutas.
A equipe relatou que a adoção de frutas ou seus aromas elevou o potencial erosivo da bebida. Isso à ponto de colocá-las em pé de igualdade com as bebidas com cola.

Alimentos causadores de erosão dos dentes

  •  Os refrigerantes sem açúcar são tão erosivos quanto suas versões açucaradas;
  •  Chás com sabor de frutas adoçados, pastilhas ou medicamentos com sabor de fruta têm grande potencial erosivo quando consumidos regularmente;
  •  Beber como se estivesse bochechando o líquido na boca antes da deglutição aumenta o risco de erosão dentária. Isso porque aumenta a duração e / ou força do contato entre a bebida ácida e a superfície dos dentes;
  • O aumento de pacientes com erosão dentária pode estar associado a mudanças nos padrões de alimentação. Seja pelo consumo de lanches rápidos ou bebidas ácidas doces;
  • As bebidas têm maior probabilidade de causar erosão dentária quando servidas quentes;
  • Vinagres e produtos em conserva também podem levar à erosão dos dentes.

A maioria das pessoas consome alimentos e bebidas ácidas diariamente, mas nem todos sofrem erosão dos dentes. Isso demonstra a importância da maneira como esses alimentos são consumidos.

Os pesquisadores descobriram que algumas pessoas têm hábitos que aumentam a duração e o contato dos ácidos com os dentes.

Os provadores de vinho, por exemplo, agitam e mantêm o vinho na boca por períodos prolongados e várias vezes ao dia. Enquanto motoristas de caminhão ou jogadores de vídeo game costumam saborear bebidas ácidas por períodos de tempo prolongados.

É sabido que uma dieta ácida está associada ao desgaste por erosão dos dentes. No entanto, o que ficou evidenciado foi a importância da forma como os alimentos e bebidas ácidas são consumidos.

O que se pode fazer

Com o aumento da prevalência de desgaste por erosão dos dentes, é de vital importância que abordemos esse aspecto com os pacientes. Pois é algo que pode perfeitamente ser evitável.

Reduzir a ingestão de alimentos ácidos na dieta pode ser essencial para retardar a progressão ou mesmo evitar a erosão dos dentes.

Embora a mudança de comportamento possa ser difícil de alcançar, intervenções comportamentais específicas e direcionadas podem ser bem-sucedidas.

erosão dos dentes

Qual e ligação entre a obesidade e o desgaste dos dentes?

Pesquisa recente descobriu o elo que liga a obesidade e o desgaste dos dentes.
Bebidas ácidas, como refrigerantes, foram apontados como o grande vilão por trás dessa estranha conexão.

Cientistas do King’s College London descobriram entre a obesidade e o desgaste dos dentes uma ligação direta.

Também verificaram que o aumento do consumo de refrigerantes açucarados pode ser uma das principais causas da erosão do esmalte e da dentina em pacientes obesos.

A pesquisa

Foram analisados dados de uma amostra 3.541 pacientes nos Estados Unidos.
O IMC dos pacientes e o nível de desgaste dentário foram as medidas de exposição e resultado na análise. A ingestão de bebidas ácidas adoçadas com açúcar foi registrada por meio de duas entrevistas não-consecutivas de recordação de 24 horas. Nelas, os pacientes foram solicitados a fornecer detalhes do consumo de alimentos nesses dois dias.

A acidez das bebidas, como refrigerantes e sucos adoçados de frutas, é o que se mostrou responsável pelo desgaste dos dentes. É o que assegurou um dos pesquisadores do King’s College de Londres.

Obesidade e o desgaste dos dentes

Nas primeiras posições estão as cáries dentárias e as doenças gengivais. Em seguida o desgaste dentário compõe a tríade de problemas dentários mais importantes no dia a dia da odontologia.
O estudo aponta para uma forte relação entre a obesidade e o desgaste dos dentes. Isso por conta do consumo de bebidas doces e ao mesmo tempo ácidas ser bem comum entre obesos. Outros fatores de risco como refluxo gastroesofágico foram descartados da pesquisa.

Importante para os dentistas

Pacientes obesos, acostumados ao consumo de bebidas ácidas e açucaradas, precisam estar cientes dos riscos. Essas bebidas podem causar danos não só ao corpo, mas também aos dentes.

Há também uma mensagem importante para os dentistas.
Devemos questionar os pacientes obesos sobre seus hábitos alimentares.
Importante alertá-los da relação entre a obesidade e o desgaste dos dentes relacionado ao consumo de bebidas doces e ácidas. E como já vimos também anteriormente aos chás de frutas nesse caso como causadores de erosão dos dentes.

Pequenas mudanças na dieta de hábitos aparentemente inocentes podem ter sérias repercussões na saúde dos pacientes.

Fontes: Kings College London, MedicalXpress

 

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Enxaguatório bucal que alivia a dor provocada pela radioterapia

Enxaguatório bucal que alivia a dor provocada pela radioterapia

enxaguante bucal

Recebeu o apelido de “Enxaguatório bucal mágico”, mas não tem nenhuma mágica. É pura ciência.
Também não é um enxaguatório de marca e sim uma fórmula de enxaguante bucal.

É um enxaguatório bucal contendo difenidramina, lidocaína e antiácidos. A combinação desses elementos numa solução reduziu significativamente a dor por mucosite oral. Essa mucosite se caracteriza por feridas na boca que surgem em pacientes que receberam radioterapia para câncer de cabeça e pescoço.

Estas foram as conclusões de um ensaio clínico de fase III de múltiplas instituições, randomizado, duplo-cego, controlado por placebo. Um estudo liderado por Robert Miller, MD, um oncologista emérito de radiação da Mayo Clinic.

Nosso grupo publicou um estudo em 2012 mostrando que o enxaguante bucal de doxepina reduzia a dor relacionada à mucosite oral, em comparação com o placebo ”, afirma o Dr. Miller.
“No entanto, não houve grandes ensaios clínicos randomizados estudando os benefícios potenciais do enxaguatório bucal mágico”.

A pesquisa – Enxaguante bucal mágico

Dr. Miller e seus colegas estudaram 275 pacientes entre novembro de 2014 e maio de 2016. Eles verificaram que a dor relacionada à mucosite oral era significativamente menor após as lavagens com doxepina e enxaguatório bucal mágico comparados ao placebo.
Eles também descobriram que a doxepina e o enxaguante bucal mágico eram bem tolerados pelos pacientes.

“A radioterapia pode causar feridas na boca porque foi projetada para matar células que crescem rapidamente, como as células cancerígenas.
“Infelizmente, as células saudáveis da boca também se dividem e crescem rapidamente, e podem ser danificadas durante a radioterapia, o que pode causar desconforto. Estamos felizes por ter identificado um método comprovado para ajudar a tratar o desconforto desse efeito colateral. ” É o que afirmou ou Dr Miller.

enxaguatório bucalCuidado com os enxaguatórios bucais – alguns podem realmente fazer mal

Todos já vimos os comerciais – apenas 30 segundos de bochechos agitados e seus dentes ficarão mais brancos. Suas gengivas serão mais saudáveis, e todos os seus problemas de mau hálito desaparecerão!
Exceto … Isso não é realmente o que está acontecendo. De fato, o exagero no uso de enxaguatórios bucais é um erro que precisa ser evitado. Já alertamos sobre os riscos do uso indiscriminado de enxaguantes bucais aqui no blog Dentalis.

Além do marketing nas propagandas, é importante entender que o enxaguatório bucal não é apenas uma maneira de os fabricantes ganharem mais dinheiro. O colutório não apenas atenderá às reivindicações divulgadas em comerciais caros e em rótulos chamativos. Acontece que o colutório convencional pode realmente piorar seus problemas de saúde bucal e dental.

Principais problemas relacionados aos enxaguatórios bucais

A seguir, estão os principais problemas com as enxaguatórios bucais populares encontrados nas prateleiras de supermercados e drogarias.

Enxaguatório bucal destrói o microbioma oral

Pense no enxaguatório bucal como o equivalente a antibióticos desnecessários na boca. Da mesma forma que os antibióticos afetam totalmente o equilíbrio de bactérias no intestino, o enxaguatório bucal destrói todas as bactérias indiscriminadamente. E, assim como você precisa da sua flora bacteriana para a saúde intestinal, precisa de boas bactérias para apoiar seu microbioma oral. As bactérias boas que apoiam o microbioma oral contribuem para diminuir o risco de problemas comuns como cáries, gengivite e mau hálito.

Enxaguatório bucal resseca a boca

É incrivelmente importante ter saliva suficiente na boca. É a saliva que suporta o processo de remineralização, ajudando a prevenir e reverter as cáries naturalmente.
Infelizmente, o enxaguante bucal interrompe a produção natural de saliva da boca. O creme dental contém compostos aniônicos para matar as bactérias que permanecem após a escovação. Enquanto isso, o alto teor de álcool no enxaguatório bucal contém compostos catiônicos que neutralizam o que a pasta de dente deixou para trás. A reação entre esses dois tipos de compostos cria um efeito de ressecamento nas bochechas e na boca.
Algumas pessoas até experimentam reações dolorosas por causa dessa reação, incluindo descamação da pele.

Enxaguatório bucal pode até causar mais cáries

Ao contrário da crença popular, a morte de “99,9% das bactérias” não ajuda na sua saúde bucal, impedindo a formação de cáries.
Primeiro de tudo, seu microbioma oral existe para ajudar a apoiar a remineralização natural dos dentes. Caso todas as bactérias da boca (boas e ruins) sejam mortas, você eliminará uma parte crítica da equação na reversão da cárie dentária.

A saliva é outro componente essencial do processo de remineralização. A saliva é, como dito anteriormente, reduzida com o uso de enxaguatório bucal.
A saliva serve para desorganizar as bactérias orais que podem causar cáries. A saliva também tem a função de depositar minerais importantes como fósforo, magnésio e vitamina K2 nos dentes.

O enxaguante bucal não corrige realmente o mau hálito

Não deixe o sabor de menta enganar você. O enxaguante bucal convencional pode ter um bom gosto, mas na verdade não reverte a halitose.
O álcool no enxaguatório bucal resseca o ambiente bucal. Assim, inadvertidamente ele rouba a boca da saliva e das boas bactérias necessárias para o controle da respiração.

Podem levar à formação de úlceras na boca

O ressecamento da boca resulta em mais do que mau hálito. A neutralização dos compostos de pasta de dente e do enxaguatório bucal realmente afeta a camada protetora da bochecha. Assim, é possível que o uso de enxaguatório bucal convencional possa criar ulcerações.

Enxaguante bucal está ligado ao risco de câncer bucal

É provável que enxaguantes bucais com álcool aumentem o risco de câncer bucal.
Uma razão subjacente para essa conexão pode ser o fato de as pessoas que fumam tendem a usar enxaguatório bucal com mais frequência para esconder o odor. Isso agrava o risco de câncer bucal.

Por que a sensação de queimação no uso de enxaguantes bucais com álcool?

Enxaguatórios bucais provocam sensação de queimação na boca devido à presença de ingredientes levemente irritantes para a pele. São eles: eucaliptol, mentol, timol e salicilato de metila. A outra razão é que esses enxaguantes bucais não conseguem destruir todos os germes da boca. Em vez disso, seus componentes se espalham nas gengivas, dentes e língua, causando a sensação familiar de queimação.

Ingredientes de enxaguatórios bucais a serem evitados

Como você pode ver, enxaguantes bucais podem criar uma série de problemas. E isso se deve principalmente aos ingredientes que eles contêm.
Aqui estão os piores e que devem ser evitados.

1. Álcool

Enxaguatórios bucais convencionais contêm cerca de 26% de álcool, na forma de etanol. Na verdade, essa é uma porcentagem maior do que a encontrada no vinho. O álcool é o que causa a ressecamento da boca.
Uma boca seca pode levar a um mau hálito piorado, descamação da pele na parte interna das bochechas e um pH excessivamente ácido na boca. O que acaba interferindo na remineralização.

2. Dióxido de cloro

O dióxido de cloro é um agente clareador e composto antibacteriano usado no enxaguante bucal para ajudar a clarear os dentes.
Também é usado para tratar o abastecimento público de água em doses muito pequenas.

3. Clorexidina

A clorexidina um agente antisséptico que elimina bactérias. Infelizmente, também é um grande alergeno. A reação mais comum à clorexidina é a dermatite de contato.
Em casos raros, algumas pessoas podem entrar em choque anafilático quando expostas a ela.

4. Cocamidopropil Betaína

A cocamidopropol betaína é um surfactante. Ou seja, um ingrediente usado em produtos de cuidados pessoais para torná-los mais espumoso. Pode causar reações alérgicas por dermatite de contato. O Grupo de Trabalho Ambiental (EWG) classifica-o como um “risco moderado” como ingrediente.

5. Parabenos

Parabenos têm ação conservante. Em graus variados, os parabenos são desreguladores endócrinos que também podem impactar e incentivar reações alérgicas.

6. Poloxamer 407

Ingrediente que tem ação detergente no enxaguante bucal. Causa hiperlipidemia em animais, embora a pesquisa em humanos não esteja clara se o impacto se estende aos seres humanos.

7. Formaldeído (Formol)

Existem vários perigos da exposição ao formaldeído, incluindo reações na pele, risco elevado de câncer, problemas respiratórios e desligamento de vários sistemas (em grandes doses).

8. Sacarina

Para evitar o uso de açúcar refinado, os enxaguantes bucais às vezes incluem sacarina como adoçante substituto.
Os riscos à saúde desse ingrediente não são claros – algumas fontes sugerem que há um risco potencial de câncer. Outras, no entanto, sugerem que não há desvantagens rastreáveis à saúde.
De qualquer forma, o melhor seria preferir apenas os adoçantes naturais e não nutritivos (sem calorias), como a estévia.

Fontes: Mayo Clinic, ask the dentist
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Aftas – tudo o que você precisa saber

aftas

Aftas são lesões dolorosas na boca e gengivas. As aftas, apesar de inofensivas, podem ser extremamente desconfortáveis.
Elas dificultam o consumo de alimentos, especialmente aqueles ácidos. Também podem atrapalhar a escovação dental. Isso porque as lesões podem variar muito de tamanho.
O grau dos sintomas irá variar conforme as características da afta e sua localização. Aftas são um problema comum e persistente que democraticamente atinge a todos.

Aftas – em poucas palavras

  • A maioria das lesões são incômodos recorrentes e benignos;
  • Alimentos ácidos podem agravar aftas;
  • É importante salientar que um dentista deve examinar qualquer nova úlcera e qualquer úlcera com duração superior a 3 semanas;
  • Para a maioria das pessoas, as lesões desaparecem dentro de 2 semanas.

Causas

A causa exata das lesões ainda não é conhecida e varia de uma pessoa para outra.
Existem, no entanto, algumas causas comuns e vários fatores que podem agravar as lesões, incluindo os seguintes:

  • Frutas cítricas e outros alimentos ricos em acidez ou especiarias;
  • Morder por acidente a língua ou a parte interna da bochecha;
  • Aparelhos, próteses mal ajustadas e outros aparelhos que possam lesionar boca e gengivas;
  • Estresse ou ansiedade;
  • Alterações hormonais durante a gravidez, puberdade e menopausa;
  • Medicamentos, incluindo betabloqueadores e analgésicos;
  • Fatores genéticos;
  • Algumas pessoas podem desenvolver aftas como resultado de uma condição médica diferente ou de uma deficiência nutricional;
  • Doença celíaca ou de Crohn;
  • Deficiência de vitamina B12 ou ferro;
  • Sistema imunológico enfraquecido.

aftas

Aftas são potencialmente cancerígenas?

O câncer de boca e aftas são distintos em seus sintomas.
No entanto, como mencionado anteriormente, úlceras novas ou persistentes requerem exame cuidadoso.

Existem algumas diferenças fundamentais aftas e lesões cancerosas na boca:

  • Aftas são lesões frequentemente dolorosas, enquanto o câncer de boca não é;
  • Aftas desaparecem em cerca de duas semanas, enquanto o câncer na boca não desaparece e costuma se espalhar;
  • As lesões do câncer de boca podem ter aspecto áspero;
  • O câncer de boca geralmente é uma mistura de áreas vermelhas e brancas ou grandes áreas brancas que aparecem na língua, na parte de trás da boca, nas gengivas ou nas bochechas;
  • O câncer de boca está frequentemente associado ao consumo excessivo de álcool ou tabagismo.

Aftas – Tratamento

Em muitos casos, a dor e o desconforto das aftas diminuem em alguns dias e depois desaparecem em cerca de duas semanas sem necessidade de tratamento.

Para pessoas com recorrência muito mais dolorosa ou aftas frequentes, o dentista pode prescrever uma medicação para o problema.
Isso para reduzir o inchaço e diminuir a dor.

Boas opções podem ser um enxaguatório bucal com ação antimicrobiana e/ou uma pomada anestésica para aplicação diretamente na área afetada.
Pode ajudar a aliviar o desconforto.

Aftas – Tipos

As aftas aparecem nas bochechas internas ou língua e duram cerca de 1 semana.
A maioria é inofensiva e desaparece naturalmente.
Existem três tipos principais de aftas:

Úlcera herpetiforme

Úlcera herpetiforme são um subtipo de úlceras aftosas e recebem esse nome porque se assemelham às feridas associadas ao herpes.
Ao contrário do herpes, a úlcera herpetiforme não é contagiosa.
As úlceras herpetiformes ocorrem muito rapidamente e podem demorar um pouco mais para desaparecer.

Úlceras menores

Esse tipo pode variar em tamanho de cerca de 2 milímetros (mm) a 8 mm de diâmetro. São úlceras que em geral levam até duas semanas para desaparecer. São causadoras de dor de menor intensidade.

Úlceras maiores

São úlceras maiores e geralmente têm forma irregular. Podem ser elevadas e penetrar mais profundamente no tecido do que as úlceras menores.
Elas podem levar várias semanas para desaparecer e provavelmente deixarão cicatrizes quando desaparecerem.

Aftas – Sintomas

Aftas podem ser dolorosas e a dor pode ser agravada pela comida, bebida e falta de higiene bucal.

Aftas são lesões que:

  • Aparecem como úlceras extremamente dolorosas na boca;
  • Surgem e se desenvolvem muito rapidamente. Custam a desaparecer;
  • Podem aumentar de tamanho, eventualmente se unindo para formar uma úlcera maior e irregular;
  • Pode levar 10 ou mais dias para curar;
  • Podem aparecer em qualquer lugar da boca;
  • Aftas tendem a ser mais comuns em mulheres do que homens. Apresentam incidência maior em adultos de idade mais avançada.

Úlceras maiores e menores – Sintomas

  • Uma ou mais feridas dolorosas que podem aparecer nas bochechas, no céu da boca ou na língua;
  • Aparecimento de lesões redondas com bordas vermelhas e amarelas, brancas ou cinza no meio;
  • Durante surtos mais extremos de úlceras na boca, algumas pessoas podem sentir febre e apresentar glândulas inchadas.

Quando buscar ajuda profissional

Algumas situações em que uma pessoa deve buscar ajuda profissional o mais rápido possível. São elas:

  • Aparecimento de uma úlcera não dolorosa em uma ou mais áreas da boca;
  • Úlceras incomuns que aparecem em um novo local na boca;
  • Úlceras que estão se espalhando;
  • Úlceras com duração superior a 3 semanas.

Outras condições que se podem recomendar assistência profissional para o tratamento de aftas

  • Lesões particularmente dolorosas ou grandes;
  • Estados febris;
  • Úlceras se desenvolvem após uso de um novo medicamento;
  • Infecções bacterianas secundárias.

Aftas – Prevenção

As lesões não têm cura conhecida e geralmente aparecem várias vezes na boca ao longo de nossas vidas.

O surgimento de lesões é algo inevitável para quase todos. Existem, no entanto, algumas medidas que se pode adotar para diminuir a gravidade ou reduzir o número de vezes de seu aparecimento.

Algumas medidas de prevenção:

  • Conversar com seu médico sobre a mudança de medicamentos que causam úlceras;
  • Evitar alimentos que podem desencadear ou piorar os sintomas;
  • Manter a boca limpa com escovação diária e uso do fio dental;
  • Evitar gatilhos conhecidos por causar surtos no passado.

Em resumo

Felizmente, as aftas tendem a desaparecer espontaneamente. A dor associada a uma úlcera geralmente desaparece em alguns dias.

Existem alguns medicamentos na forma de pomadas e soluções que podem ajudar no alívio da dor e inchaço.

Reduzir o estresse e ansiedade são medidas que podem evitar futuros surtos de lesões.

Fonte: MedicalNewsToday
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Ingestão de flúor durante a gravidez pode ser um risco?

Ingestão de flúor durante a gravidez pode ser um risco?

 

flúor durante a gravidez

Pode a exposição ao flúor durante a gravidez representar um risco para a criança?
É este o assunto que vamos abordar.

A adição de flúor na água das comunidades já acontece há décadas em países como EUA, no Canadá e em países europeus.
Existem estudos mostrando que a água potável sem flúor eleva a incidência de cáries.

O flúor, porém, atravessa a placenta e pode se acumular nas regiões cerebrais implicadas no aprendizado e memória. Também pode afetar as proteínas e neurotransmissores do sistema nervoso central. Essa é a questão colocada por esse novo estudo

Essa potencial neuro toxicidade da exposição ao flúor criou polêmica quanto aos riscos da fluoretação da água nas comunidades.

O objetivo deste estudo recente foi avaliar a associação entre a ingestão de flúor pela mãe durante a gravidez e o impacto sobre o desenvolvimento intelectual da criança.

O estudo

A ingestão de flúor nas mulheres grávidas foi associada à redução do QI de seus filhos com idades entre 3 e 4 anos, em um estudo observacional publicado on-line em 19 de agosto na JAMA Pediatrics.

Vários especialistas externos atestaram a qualidade da metodologia e da análise estatística empregada no estudo. O estudo inclui análises de sensibilidade e avaliação de muitas variáveis. Porém, críticos e outros especialistas ainda apontam limitações importantes que incentivam a cautela na interpretação dos resultados. Ou seja, espera-se que pesquisas adicionais repliquem os dados obtidos.

Segundo uma das pesquisadoras, havia poucas evidências para apoiar ou refutar a segurança do flúor. “Não se tinha a certeza do que esperar na população canadense; portanto, deixamos os dados contar a história”.

A mesma pesquisadora manifesta grande preocupação. Por outro lado, reconheceu que a pesquisa neste campo está em seus estágios iniciais.
“Em termos de onde vamos daqui será necessário avaliar os benefícios e riscos da fluoretação. Nossa esperança é que nossos resultados combinados com outros estudos recentes venham a informar isso”.

Metodologia do estudo

Para o estudo prospectivo foram coletadas amostras de urina materna para medir a concentração de flúor durante cada trimestre e dados autorrelatados sobre a ingestão materna de água da torneira. Além da água, também foram incluídas bebidas como chá e café, uma vez no primeiro trimestre e uma vez no terceiro trimestre.

A equipe pesquisou 601 mulheres que deram à luz entre 2008-2012 em seis cidades do Canadá. Foram as cidades de Vancouver, Halifax, Hamilton, Kingston, Montreal, Toronto e Vancouver. O QI de seus filhos foi testado usando uma escala específica para mensurar Inteligência quando tinham 3-4 anos de idade.

Os dados mostraram que as mães que moravam em áreas com flúor adicionado à água da torneira tinham maiores concentrações do mineral na urina. Isso quando comparado com aquelas que moravam em áreas com água não fluoretada.

Para essas crianças, os pesquisadores descobriram que cada 1 mg/L adicional de flúor na urina materna estava associado a 4,49 menos pontos de QI nos meninos. Porém, não houve associação significativa nas meninas. De fato, os dados mostram um ligeiro aumento não significativo no QI com o aumento da exposição ao flúor nas meninas.

No entanto, dados auto-relatados sobre a ingestão de água não mostraram diferenças entre os sexos.
Entre 400 mulheres com dados da ingestão autorreferida de água da torneira observou-se um equilíbrio.
A cada aumento de 1 mg na ingestão diária de flúor foi associado a uma diminuição de 3,66 no índice de QI para meninos e meninas. A ingestão diária média global estimada entre essas mulheres foi de 0,39 mg. Foi de 0,93 mg em áreas fluoretadas e 0,30 mg em áreas não fluoretadas.

Ingestão de flúor durante a gravidez pode ser um risco? A esclarecer…

O estudo levanta muitas preocupações quanto à segurança da adição de flúor na água das comunidades. Existe mesmo o risco no consumo de flúor durante a gravidez?
Pode esse consumo de flúor durante a gravidez implicar em risco de diminuição do QI das crianças.
São questões ainda sem uma resposta definitiva. Isso porque novas pesquisas são necessárias. Pesquisas que venham a corroborar as evidências já apresentadas ou quem sabe refutá-las.
Enfim, ficamos na expectativa de novos estudos que avaliem os riscos relacionados à exposição ao flúor durante a gravidez.
Nós aqui do blog Dentalis seguiremos vigilantes. Assim que obtivermos novidades estaremos informando a todos vocês.

Fontes: Jama Network, Medscape
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Os idosos e a falta de uma boa escovação dental

Os idosos e a falta de uma boa escovação dental

escovação dental

Muitas vezes convivem com o isolamento social e uma alimentação não muito adequada.
Além disso, sofrem as consequências que a ausência de uma boa escovação dental pode trazer.
Como todos sabemos a boca é uma importante porta de entrada para o corpo.
O descaso com uma boa escovação dental abre caminhos para que bactérias se tornem o estopim de doenças graves no organismo.

Essa falta de atenção básica é um grande problema para idosos em casas geriátricas. Só nos EUA eles já somam cerca de 1,3 milhão.

Boa escovação dental e saúde bucal – não são prioridades

A preocupação com a saúde bucal dos idosos não figura entre as prioridades da grande maioria dessas instituições.

Um estudo recente publicado na Special Care in Dentistry em 2017 constatou que apenas 10,3% dos pacientes internados em um lar de idosos por um período de cinco anos utilizaram serviços odontológicos dentro da casa ao menos uma vez durante esse período.

Bactérias da boca e o risco aumentado de pneumonia

O fato inconteste é que as bactérias presentes na boca podem afetar a saúde geral dos indivíduos.
Muitas das vezes as bactérias aderidas aos dentes podem acabar sendo inaladas e vir a causar pneumonia. Em pacientes vulneráveis e idosos isso pode ter graves consequências. Em alguns casos de pneumonia muitos pacientes têm de ser entubados em unidades de terapia intensiva (UTI).

Em um estudo, verificou-se que as bactérias cultivadas nos pulmões de pacientes hospitalizados com pneumonia eram idênticas às cultivadas nos dentes dos mesmos pacientes.

O residencial ideal de ninguém

Existem evidências de que a higiene bucal em pacientes hospitalizados e em lares de idosos é frequentemente ignorada ou deficiente.

A falta de atendimento, incluindo uma boa escovação dental, tem sido recorrente na grande maioria dos casos.

Milhares de pessoas por dia que estão em lares de idosos costumam passar o dia sem uma boa escovação dental.
As bactérias que surgem como resultado dos falta de uma boa higiene oral geralmente são resistentes a antibióticos. E acabam contribuindo para infecções que são comumente encontradas nesses locais.

E há evidências consideráveis e consenso geral de que as bactérias que causam pneumonia em casas de saúde podem penetrar nos pulmões pela boca. E acabam causando infecções pulmonares graves.

Esse problema certamente irá se agravar à medida que a população envelhece e mais pessoas estarão residindo em lares de idosos.

Biofilmes orais – o amigo que vira inimigo

O biofilme oral é uma fina película que recobre a superfície do dente.
É constituída por proteínas presentes naturalmente na saliva. Seu objetivo é proteger os dentes do contato com ácidos agressivos para o esmalte dentário. Este biofilme funciona também como uma membrana lubrificante. Assim protege os dentes do efeito abrasivo resultante da mastigação de alimentos e do contato com outros dentes. Nesta primeira fase, a película formada é benéfica para os dentes.

Não tarda muito até as bactérias começarem a aderir a esta película recém-formada. As bactérias começam posteriormente a formar uma massa pegajosa – mais conhecida por placa bacteriana. Formada a partir de açúcares e proteínas resultantes de resíduos alimentares. Numa fase inicial, este biofilme é muito fácil de remover. Uma boa escovação dental resolve plenamente o problema. No entanto, se não for removida rapidamente, a placa bacteriana cresce, ganha estrutura e solidifica. Posteriormente fica depositada por baixo de um novo biofilme. É desta forma que um amigo dos nossos dentes rapidamente se transforma num inimigo.

Risco de pneumonia

Uma das conexões mais bem documentadas entre a cavidade oral, que inclui dentes, língua e gengivas, e a saúde geral é a pneumonia.
Um conjunto substancial de evidências sugere que a atenção à higiene bucal pode reduzir o risco de pneumonia. Isso está especialmente bem documentado no caso de pneumonia adquirida em hospitais e clínicas geriátricas. São formas comuns de pneumonia que matam muitas pessoas e apresentam um grande impacto econômico. As bactérias formam um lar na boca e depois podem ser aspiradas ou inaladas pelos pulmões vindo a causar infecções graves.

As bactérias que normalmente residem na boca crescem como placa dental. Essa placa se liga firmemente aos dentes e superfícies da boca, como a língua. A placa dentária é difícil de remover e as bactérias dentro delas são mais resistentes a soluções antimicrobianas.

Boa escovação dental e o uso do fio dental

Uma boa escovação dental e o uso do fio dental podem remover o biofilme. Já a placa dental, caberá ao dentista sua remoção.
Isso geralmente não acontece, pois o pagamento por esses serviços geralmente não é coberto pelos custos dessas instituições de saúde.

Em alguns locais há a participação de enfermeiros e técnicos que realizam a higienização dental dos pacientes – fio dental e escovação e uso de antissépticos orais.

Uma boa escovação bem como o uso do fio dental devem ser realizados não apenas uma, mas mais de uma vez ao dia. Isso deveria ser uma prática regular em clínicas geriátricas.

A higiene bucal dos idosos em clínicas geriátricas

Pacientes idosos muitas vezes estão doentes e incapacitados para fazer isso sozinhos ou podem não fazê-lo da forma adequada.
Embora enfermeiros e técnicos de enfermagem possam executar essa tarefa, eles geralmente ficam sobrecarregados com outras tarefas.

Realizar uma higiene bucal eficaz toma tempo. Também é muitas vezes desagradável devido ao fato de que os biofilmes orais geralmente produzem odores desagradáveis e podem conter resíduos alimentares.

Como resultado, a higiene bucal é, na melhor das hipóteses, realizada de maneira inadequada nesses pacientes e, na pior, não é realizada.

É um tanto frustrante que propostas para estudar métodos mais eficazes para melhorar a higiene bucal em idosos sejam quase sempre ignoradas pelas equipes de saúde.
As razões para isso não são claras, mas nos perguntamos se existe algum viés contrário à ideia de que o atendimento odontológico vale o custo nesse cenário?

Esperança à vista

Há alguns sinais de esperança. Estudos científicos demonstram que a implementação de estratégias de higiene bucal pode reduzir o nível de infecções graves, como pneumonia.

Um estudo recente verificou que o aprimoramento da higiene bucal antes de uma cirurgia no hospital pode reduzir as taxas de pneumonia. Isso em conjunto com outras medidas auxiliares como o aprimoramento do manejo dos tubos inseridos na traqueia, por exemplo.
Importante que tais informações sejam divulgadas junto aos profissionais de saúde, como enfermeiros, mas também aos médicos, gerentes e, finalmente, proprietários de clínicas geriátricas.

Uma boa escovação dental se inicia a partir de uma boa escova dental. Veja aqui para conhecer quais são as características de uma boa escova dental.

Fonte: MedicalXpress, Curaprox
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10 dicas simples para tratar a boca seca

boca seca

São muitos os problemas pra quem sofre de boca seca (xerostomia). São eles o maior risco de doenças de saúde mental, ansiedade social e menor capacidade de comer e falar. Estas são apenas algumas das realidades difíceis enfrentadas pelos que sofrem de xerostomia. Tudo isso de acordo com os resultados de um novo estudo.

Os relatos em primeira mão da pesquisa descrevem as várias barreiras físicas, emocionais e sociais enfrentadas por causa da condição.
Aqueles com a boca seca não conseguem produzir saliva suficiente.

Muitos participantes da pesquisa, como Fi (codinome), descrevem como a boca seca pode ser debilitante e como fica pior à noite. À noite é quando a boca produz menos saliva do que durante o dia. Fi diz: “Eu estava engasgado, acordando à noite. Foi a experiência mais assustadora que eu já enfrentei, e eu realmente pensei que iria morrer. ”

Outros relatos

Outros descrevem a sensação de acordar com a boca “parecendo papelão” e “desprovida de umidade”.
Jane acrescenta: “Meu pior momento é à noite porque, por algum motivo, isso me acorda.
Sinto enorme necessidade de tomar uma bebida. Isso realmente afeta você.

Diante dos achados do estudo, um dos pesquisadores considera surpreendente o quanto não se dá a devida importância à gravidade que a condição que a xerostomia pode representar. Os impactos da boca seca para o paciente são profundos e alteram a vida cotidiana.
Todos os pesquisadores relatam terem ficado abalados diante do relatos dos participantes e ao mesmo tempo chocados com a enorme gama de impactos que a xerostomia pode ter no dia a dia dos pacientes.

A boca seca se faz presente no dia a dia do paciente. É um elemento causador de limitações e sofrimento. E a pergunta que fica é por que pouco se faz a esse respeito? O número de pessoas com xerostomia é desconhecido. Alguns estudos estimam que uma a cada cinco pessoas sofra em algum grau dessa condição.
Como se pode ver a xerostomia é uma condição bem comum. Os efeitos na vida e no dia a dia de uma pessoa podem ser devastadores.

Boca seca – impacto no dia a dia

“Quando você considera os diferentes impactos que a boca seca tem na vida cotidiana e a constância deles, você começa a se perguntar por que ninguém fez nada a respeito.”Os impactos da xerostomia são tão profundos que os participantes relataram ficar longe de restaurantes porque os cardápios desconsideram sua condição. É como se todo o setor de restaurantes estivesse alheio à situação das pessoas com xerostomia.

O executivo-chefe da Fundação de Saúde Oral, Dr. Nigel Carter OBE, acredita que é preciso aumentar a conscientização sobre os desafios associados ao sofrimento da boca seca. Dr. Carter diz: “Condições como a boca seca ficam abaixo do normal. Passam despercebidos como problema, pois não são instantaneamente visíveis a olho nu. Apesar da falta de consciência, a boca seca é muito comum e os efeitos na vida de uma pessoa podem ser muito grandes.

Boca seca – Causas

A boca seca é um efeito colateral comum de diferentes medicamentos e também é causada pelo tratamento de câncer, como radioterapia e quimioterapia. Sintomas associados à boca seca tornam tarefas relativamente simples como comer ou falar extremamente difíceis. Isso também pode ter um impacto negativo na qualidade de vida, na confiança e na autoestima de uma pessoa.

Existe uma necessidade real e urgente de explorar o impacto da boca seca para as pessoas acometidas. Importante buscar meios para ajudar os pacientes a obter um melhor padrão de vida.

Infelizmente, atualmente não há cura para a boca seca.

A pesquisa

Na pesquisa em questão os entrevistados salientaram o quanto sua condição os deixou muito menos confiantes em situações sociais. Isso a ponto de sentirem-se desconfortáveis de comer em público e mesmo falar com outras pessoas.

Para alguns, a boca seca se tornou uma fonte de ansiedade e depressão. Fi (codinome) acrescenta: “Isso me fez sentir como se eu fosse um fracasso, me senti muito envergonhado e me fez sentir que não posso entender ou alcançar o que eu posso potencialmente fazer no mundo real. Você aprende a aceitar, mas tem momentos em que você se vê pensando….eu não mereço isso.

A boca seca é amplamente incompreendida ou mesmo ignorada. Como resultado, é provável que os pacientes se sintam da mesma maneira e busquem o isolamento como resultado. É importante suprimir os sintomas e tratar os efeitos psicológicos da boca seca sobre os pacientes.

Como saber se seu paciente sofre de xerostomia? Nesta matéria já postada aqui no blog Dentalis apresentamos um tutorial que irá facilitar facilitar a identificação dessa condição.

boca seca

O que fazer para aliviar os sintomas da boca seca

A melhor maneira de tratar a boca seca (xerostomia) depende do que está causando isso. Algumas medidas simples podem aliviar os sintomas da boca. Não esquecendo, no entanto, que pode ser um alívio temporário. Sem dúvida, o melhor remédio para a boca seca é a identificação de suas causas. Sequem algumas dicas simples que podem aliviar o problema:

  1. Chicletes sem açúcar: Mastigar chiclete sem açúcar estimula o fluxo de saliva. Para algumas pessoas, o xilitol, que geralmente é encontrado em chicletes sem açúcar, pode causar diarreia ou cãibras se consumido em grandes quantidades;
  2. Limite a ingestão de cafeína: A cafeína pode deixar a boca mais seca;
  3. Evite o uso de enxaguatórios bucais que contenham álcool: ajudam a desidratar a cavidade oral. Dem ser evitados;
  4. Pare de fumar: um dos muitos malefícios do cigarro é ser um fator que contribui para a desidratação da boca;
  5. Beba água regularmente;
  6. Salivas artificiais: são comercializadas na forma de spray ou gel. Esses lubrificantes aliviam o incômodo da boca seca e ajudam no combate a outros problemas bucais.
  7. Enxaguatório bucal projetado para a boca seca: escolha um que contenha xilitol, como o Biotene Dry Mouth Oral Rinse. É um produto que também oferece proteção contra a cárie dentária.
  8. Evite usar anti-histamínicos e descongestionantes vendidos sem receita: Eles podem piorar os sintomas.
  9. Respire pelo nariz, não pela boca;
  10. Adicione umidade ao ar à noite: através de um umidificador de ambiente.

Medidas adicionais

A saliva é importante para manter a saúde dos dentes e da boca. Se você costuma ter boca seca, adote essas medidas adicionais. Protegendo sua saúde bucal também auxilia no tratamento dessa condição:

  • Evite alimentos e bebidas açucarados ou ácidos: aumentam o risco de cáries;
  • Escove com um creme dental com flúor – previne cáries e garante uma boa saúde bucal;
  • Use um enxágue com flúor: especialmente antes de dormir;
  • Visite seu dentista pelo menos duas vezes por ano: para detectar e tratar cáries ou outros problemas dentários.

Se essas dicas anteriores não derem resultado, deve-se averiguar outras possibilidades.
A causa pode ser um medicamento ou outra condição. Os medicamentos são um dos maiores geradores de boca seca. Alívio a longo prazo dessa condição pode significar parar ou alterar o medicamento ou sua dosagem ou resolver problemas de saúde subjacentes.

Fontes: Wiley Online Library, Mayo Clinic, Oral Health Foundation
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Pode a saúde bucal e declínio cognitivo terem alguma relação?

Pode a saúde bucal e declínio cognitivo terem alguma relação?

saúde bucal e declínio cognitivo

Pode a saúde bucal e declínio cognitivo terem alguma relação?

O estresse excessivo pode afetar negativamente a saúde bucal. E, por sua vez, pode levar ao declínio cognitivo entre pessoas idosas. Isso é que o afirmam dois novos estudos.

A saúde bucal pode ser um indicador impressionante do nível de bem-estar de uma pessoa.
As doenças bucais podem reduzir a qualidade de vida de uma pessoa. E também podem aumentar o risco de outras condições graves.

Pesquisas anteriores já associaram a doença gengival e a perda dentária à ocorrência de acidente vascular cerebral. Um artigo publicado no Journal of Indian Society of Periodontology em 2010 concluiu que a doença gengival pode aumentar o risco de uma doença cardíaca em cerca de 20%.

As equipes da Universidade Rutgers, em New Brunswick, NJ, agora se concentram em um vínculo diferente. O novo vínculo é aquele entre saúde bucal e declínio cognitivo.

Uma revisão publicada recentemente de 23 estudos encontrou evidências de uma relação entre saúde bucal e aspectos cognitivos, como memória e função executiva.

Agora, uma equipe da Universidade Rutgers realizou dois estudos separados sobre saúde bucal e declínio cognitivo. Ambos os trabalhos aparecem no Journal of the American Geriatrics Society.

Os estudos

Os estudos se concentraram em adultos chineses americanos a partir dos 60 anos. Minorias raciais e étnicas são particularmente vulneráveis às consequências negativas da saúde bucal ruim. É o que assegura um dos pesquisadores.

Segundo ele, as minorias têm menos acesso a atendimento odontológico preventivo. Isso é agravado ainda mais pelas barreiras linguísticas e pelo baixo status socioeconômico. Os chineses americanos mais velhos correm um risco particular de apresentar sintomas de saúde bucal devido à falta de seguro odontológico. E também pelo fato de não fazerem revisões odontológicas periodicamente.

Os participantes de ambos os estudos vieram do Estudo de População de Idosos Chineses em Chicago. O primeiro estudo questionou as pessoas sobre sua saúde bucal e deu a elas cinco testes cognitivos para concluir.

No segundo estudo os participantes foram questionados sobre a presença de boca seca (xerostomia). Os pesquisadores verificaram o nível de estresse, suporte social e de tensão social usando escalas predefinidas.

Apoio social

O apoio social referia-se à frequência com que eles se sentiam capazes de se abrir ou confiar em familiares ou amigos. Os pesquisadores definiram tensão social como a frequência com que os participantes experimentavam demandas ou críticas excessivas de amigos ou parentes.

Vínculo cognitivo

Do total de 2.700 chineses americanos entrevistados, quase metade relatou sintomas relacionados aos dentes. Pouco mais de um quarto disse ter experimentado boca seca.

Saúde bucal e declínio cognitivo

Os pesquisadores encontraram uma ligação entre o estado de saúde bucal e o declínio cognitivo. Problemas de memória episódica estão ligados ao início da demência. Os pesquisadores encontraram uma associação semelhante no segundo estudo. Aqueles que relataram mais estresse eram mais propensos a relatar boca seca. O apoio social ou a tensão social do cônjuge não reduziram essa relação. Mas o apoio dos amigos pareceu de alguma forma diminuir a chance do aparecimento dos sintomas de boca seca.

Interessante observar que uma sobrecarga do apoio social se revelou até mesmo prejudicial aos resultados de saúde bucal entre os chineses americanos mais velhos. Isso de acordo com um dos pesquisadores.

Saúde bucal é a chave

Qualquer conclusão obtida a partir de dados autorrelatados tem suas limitações. No entanto, a equipe acredita que suas descobertas apontam para a importância que se deve dar aos cuidados com a saúde bucal. Especialmente em relação às populações de imigrantes, mais vulneráveis.

Segundo os pesquisadores, a melhoria da saúde bucal pode diminuir grandemente o risco de problemas cognitivos. A importância da inclusão social também não pode ser desconsiderada.

saúde bucal e declínio cognitivo

Periodontite pode aumentar o risco de demência

A gengivite não tratada pode evoluir para uma periodontite. Quando isso acontece, a infecção que afeta as gengivas causa perda no osso que sustenta os dentes.

A periodontite é a principal causa de perda dentária em adultos. Curiosamente, a periodontite também é um fator de risco para o desenvolvimento de demência. A demência é uma das principais causas de incapacidade em adultos mais velhos.

Previsão alarmante

As Nações Unidas estima que 1 a cada 85 indivíduos serão diagnosticados com a doença de Alzheimer até 2050. O Alzheimer é uma forma de demência. Reduzir os fatores de risco que levam à demência e à doença de Alzheimer pode potencialmente diminuir as chances de os idosos desenvolverem essas condições.
A ligação entre a periodontite e a doença de Alzheimer já foi objeto de um outro estudo.

Periodontite e demência

Recentemente, pesquisadores da Coreia do Sul estudaram a conexão entre periodontite crônica e demência. Eles publicaram suas descobertas no Journal of the American Geriatrics Society.

O estudo

A equipe de pesquisa examinou informações do Serviço Nacional de Seguro de Saúde daquele país.

Os pesquisadores analisaram informações de saúde de 262.349 pessoas com 50 anos ou mais.
Todos os participantes foram agrupados como saudáveis. Ou seja, não apresentavam periodontite crônica. Os pesquisadores acompanharam os participantes de 1º de janeiro de 2005 até o diagnóstico de demência, falecimento ou até o final de dezembro de 2015, o que ocorresse primeiro.

As descobertas do estudo

Os pesquisadores descobriram que as pessoas com periodontite crônica tinham um risco 6% maior de demência do que as pessoas sem periodontite.

Essa conexão era verdadeira, mesmo levando em conta comportamentos como hábitos de fumar, consumir álcool e prática de atividade física.

A conclusão do estudo

Segundo os pesquisadores esse é o primeiro estudo que estabelece uma ligação entre a periodontite crônica e o maior risco de demência. Isso mesmo depois de considerar aspectos relacionados aos comportamento e estilo de vida.

A conclusão geral é de que saúde bucal e declínio cognitivo podem mesmo ter uma forte ligação. Um motivo a mais, se não bastassem os muitos já existentes, para que você se consulte periodicamente com o seu dentista.

Fontes: Medical News Today, MedicalXpress
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Inteligência artificial prediz as chances de cura do câncer de boca

Inteligência artificial prediz as chances de cura do câncer de boca

inteligência artificial e o câncer de boca

Até recentemente inteligência artificial e o câncer de boca não guardavam relação entre si.

Os cientistas envolvidos nesta pesquisa nos mostram que a inteligência artificial e o câncer de boca pode ter uma relevância enorme.

Agora as chances de sobreviver ao câncer de boca podem ser previstas por algoritmos de inteligência artificial de última geração. Essa é a grande novidade.

Algoritmos que alimentam essa inteligência artificial realizam cálculos precisos.

Mas que tipo de cálculo?

Eles calculam com alta precisão a abundância de células imunes no meio das células tumorais. Esse dado é fundamental na compreensão da propagação e resistência do câncer.

Estatística preocupante

Em 2014, ocorreram mais de 11.000 casos de câncer de cabeça e pescoço no Reino Unido.

Desse total resultaram 2.300 motivados por câncer de boca. O crescimento global dos casos de câncer de boca é preocupante.

O câncer de boca é mais prevalente no sul da Ásia, particularmente Índia, Paquistão e Sri Lanka. Principalmente devido à mastigação de tabaco, consumo uma planta chamada noz de bétele e infecções virais, como o HPV.

As chances de sobrevivência a esses tipos de câncer podem ser obtidas graças à pesquisa em um estudo do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Warwick.

No artigo “A Novel Digital Score for Abundance of Tumour Infiltrating Lymphocytes Predicts Disease Free Survival in Oral Squamous Cell Carcinoma“, publicado recentemente na revista Nature Scientific Reports.

Inteligência artificial e o câncer de boca – a partir de imagens detalhadas

Os pesquisadores conseguiram desenvolver uma pontuação digital que pudesse medir os linfócitos infiltrantes do tumor. Quanto mais linfócitos infiltrantes desse tipo apresentarem, maior a chance de sobrevivência e maior sobrevida livre do câncer de boca.

O trabalho foi desenvolvido com base na análise de imagens de pacientes Centro de Pesquisa do Hospital Memorial do Câncer Shaukat Khanum, no Paquistão.
São pacientes que já haviam sido tratados por radioterapia e cirurgia de cabeça e pescoço.

As amostras de tecido cancerígeno foram enviadas ao University Hospital Coventry e Warwickshire, no Reino Unido.
Nesta Universidade, utilizando equipamentos de última geração, os pesquisadores foram capazes de produzir digitalmente imagens de alta resolução das amostras em escala microscópica.

Relação de causa e efeito

A presença de linfócitos nas proximidades das células tumorais não apenas ajuda a determinar o estágio do câncer. Ela também pode ser usada para prever com precisão a progressão do carcinoma.

Quanto maior o número de linfócitos invasivos presentes nas varreduras maior a imunidade do paciente. E também da resposta do câncer ao tratamento.
A densidade e o arranjo espacial dos linfócitos invasivos tem relação com as chances de sobrevida global e sobrevida livre da doença.

Um dos pesquisadores fez uma afirmação importante. “Nós estamos apenas começando a desvendar o notável potencial de riqueza de informações presentes nos dados de imagem de tecidos atingidos.

Este estudo piloto mostra que, com a ajuda de algoritmos modernos de análise de imagens de câncer, podemos calcular com precisão a taxa de abundância de linfócitos invasivos nos cânceres de boca de maneira objetiva. A partir desses dados também estabelecer as estimativas de risco em termos de sobrevida livre da doença. Ou seja, a inteligência artificial e o câncer de boca são destaque e a grande novidade dessa pesquisa.

Outro cientista afirma: “este é um desenvolvimento muito emocionante. Não é apenas um dos primeiros parâmetros objetivos baseados em inteligência artificial a serem validados no câncer de boca. Além disso, parecem ter um forte poder prognóstico. Pensando mais além, isso pode levar à estratificação dos pacientes para diferentes modalidades de tratamento.”

Palavras do Diretor do Centro Médico onde a pesquisa foi realizada

O Dr Asif Loya, Diretor Médico do Shaukat Khanum Memorial Cancer Hospital com entusiasmo faz uma declaração.

“Com quase 13.000 novos casos a cada ano, os cânceres orais têm as maiores taxas de incidência entre os cânceres no Paquistão.

Representam a segunda maior taxa de mortalidade e uma sobrevida de apenas cinco anos.

No entanto, pouco se sabe sobre as assinaturas histológicas correspondentes aos subgrupos de pacientes com resultados diferentes nesta parte do mundo.

A avaliação do tecidos (histológica) do risco é fortemente preditiva da sobrevida local livre de doença e global no câncer de boca.

Portanto, é necessário que um sistema de pontuação validado seja usado como auxílio na tomada de decisão sobre o tratamento desses cânceres em nossos pacientes.

“Os dados obtidos por essa pesquisa são fortes e relevantes, Utilizou-se um método de avaliação objetiva da análise digital. Esse estudo pode estabelecer novos modelos de prognóstico. De forma que as decisões de tratamento relacionadas à dissecção eletiva do pescoço e à radioterapia concomitante possam ser tomadas de maneira mais apropriada.” A inteligência artificial e o câncer de boca são uma novidade e objeto de pesquisa nos dias atuais.

Necessidade de mudança de paradigma

O que se precisa agora é de uma mudança de paradigma.
Hoje, os métodos de tratamento tendem a se concentrar nos piores casos – perseguindo as últimas células cancerígenas em pacientes em estágio terminal cujos prognósticos são os piores.

Em vez disso, é preciso encontrar e destruir as primeiras células cancerígenas, detectando o câncer no seu início e detendo-o.

Essa prevenção representa a alternativa mais barata, mais rápida e mais segura ao terrível e duradouro trio de tratamento.

É a maneira mais universalmente aplicável de salvar vidas. Em termos de custos, a economia estimada em diagnóstico precoce soma mais de US $ 26 bilhões ao ano. A detecção precoce é o caminho. E o menos custoso que qualquer outra nova abordagem pode prometer.

A detecção precoce também é a maneira mais humana de melhorar os resultados do câncer.
Os tratamentos que normalmente se baseiam em uma combinação de cirurgia, quimioterapia e radiação para tumores sólidos ou quimioterapia e transplantes de medula óssea para tumores líquidos podem ser assassinos brutais. Muitas vezes acabam deixando pacientes em agonia.

E proporcionam apenas poucos meses de sobrevida adicional. As novas imunoterapias podem ser ainda mais perigosas. Os pacientes precisam ser tratados em unidades de terapia intensiva. Indústrias inteiras estão surgindo apenas para controlar os efeitos colaterais desses tratamentos.

Daqui a não muitos anos a inteligência artificial e o câncer de boca irão caminhar cada vez mais juntos e serão parte do dia a dia do exercício profissional dos dentistas deste tempo não muito distante.

Fontes: MedicalXpress, Nature, News
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Qual a relação entre a menopausa e hipertensão?

menopausa e hipertensão

A perda dentária pode ser o sinal de alerta clínico para a possibilidade do desenvolvimento de hipertensão arterial entre as mulheres após a menopausa.

É o que um estudo publicado no American Journal of Hypertension  sugere pelos resultados apresentados.

O estudo em questão tem o título de “Association of Periodontal Disease and Edentulism With Hypertension Risk in Postmenopausal Women” (Associação da Doença Periodontal e Edentulismo com o Risco de Hipertensão em Mulheres Pós-menopáusicas). É uma pesquisa que envolveu 36.692 mulheres do Women’s Health Initiative-Observational Study , EUA.

O estudo estabelece uma relação direta entre a perda de dentes e o aumento da hipertensão em mulheres pós-menopausa. E com um risco acrescido de 20% , e principalmente em idades mais jovens e com menor Índice da Massa Corporal (IMC).

Sinal de alerta – chegada da menopausa e hipertensão

Com a perda de dentes, as pessoas tendem a ingerir alimentos mais macios e processados. Estas mudanças nos padrões alimentares por si só já podem ser associadas a um maior risco de pressão alta o que explicaria a relação menopausa e hipertensão. A perda de peças dentárias pode assim servir como uma espécie de sinal clínico de alerta para o aumento do risco de hipertensão.

Para quebrar essa triste relação entre menopausa e hipertensão, algumas medidas simples podem ser implementadas. A começar pela melhora da higiene bucal, prática regular de atividade física, adoção de uma dieta mais saudável, perda de peso corporal e monitorização frequente da pressão arterial.

São vários os estudos que apontam para uma relação direta entre a hipertensão e saúde bucal. Um estudo de 2014 do American College of Cardiology – pesquisou a influência da doença periodontal na pressão arterial em pacientes hipertensos já noticiada aqui no blog Dentalis.

Os resultados demonstraram que a pressão arterial era mais elevada em pacientes sujeitos a tratamento para a hipertensão com periodontite do que em pacientes não sujeitos a qualquer tratamento. Quanto maior a severidade da periodontite, maior a resistência à resposta no tratamento da hipertensão.

Hipertensão e outros males

Além da pressão alta, a perda de dentes está associada a um risco maior de doenças cardiovasculares, AVC e demência.
A relação entre menopausa e hipertensão predispõe também a outros problemas de saúde.
Isso porque a perda de dentes gera consequências. Os alimentos acabam sendo mastigados de forma incompleta e irão causar problemas no estômago. Isso pode ser causa do aparecimento de gastrite e refluxo gastroesofágico numa etapa posterior.
A nível nutricional poderá gerar prejuízos na absorção de nutrientes, e por consequência no metabolismo geral do paciente.

Impacto negativo sobre a estética e o bem estar psicológico

Importante também destacar o impacto que a perda dental poderá ter sobre o componente estético. Como a depressão dos lábios e da região perioral, alterações na fala e de dicção. Isso poderá fazer com que os pacientes sintam inibição em falar, gerando o isolamento social. E como sabemos, o isolamento social, é um dos gatilhos de grande parte dos casos de depressão.

menopausa e hipertensão

A importância crescente da Odontologia

A relação entre menopausa e hipertensão é preocupante. A conexão entre perda dentária e hipertensão é um novo elemento neste mosaico de problemas.
Problemas esses muitas vezes ignorados pela classe médica que, apesar de alertada pelos dentistas, não leva em conta a relevância que uma boa saúde bucal tem para a saúde geral do paciente.
A relação entre problemas de saúde bucal e patologias diversas tem sido a cada dia mais comprovada por diversos estudos.

Observa-se cada vez mais pacientes polimedicados para múltiplas e diversas doenças.

Especialmente em casos assim seria importante a criação de equipes multidisciplinares. O dentista tem um papel fundamental na prevenção e tratamento.

Doenças oncológicas e sistêmicas, problemas cardiovasculares e outros mais têm uma relação direta com o estado da saúde bucal do paciente.

Em muitos casos um tratamento odontológico prévio deveria ser iniciado antes mesmo do tratamento específico de outras patologias.
A relação menopausa e hipertensão é apenas mais uma peça neste quadro cada vez mais complexo ligando a saúde bucal e seus reflexos sobre a saúde do corpo.
O compartilhamento de informações entre médicos e dentistas se mostra fundamental para o sucesso do tratamento. E deveria, assim, ser mais efetiva. Importante também que sejam criados programas de saúde pública adequados para mulheres na menopausa e pós-menopausa.

Riscos associados à saúde bucal de mulheres após a menopausa

As mulheres depois da menopausa estão sujeitas a diversas alterações metabólicas importantes com impactos na saúde bucal.

São alterações que se manifestam em doenças sistêmicas e vasculares.

Condições como boca seca, percepção alterada e sensação queimação (refluxo) são consequências destas doenças sistêmicas. Ou resultado da ingestão de medicamentos para as mesmas. Estudos indicam uma diminuição da secreção salivar, com alterações na viscosidade e no pH da saliva total com relação direta nas alterações orais, desenvolvendo distúrbios na mucosa oral, sendo a xerostomia um achado frequente.

Há ainda que considerar a diminuição da produção de estrogênios. O que trará impacto sobre o metabolismo ósseo, potencializando a osteoporose.
Medicamentos utilizados no tratamento da osteoporose têm um efeito prejudicial na cavidade oral. Podem provocar ou aumentar a osteonecrose óssea, denominada osteonecrose dos maxilares. Isso tem especial relevância para pacientes candidatos à implante dentário.

Fontes: American Journal of Hypertension, SaúdeOral
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Antibióticos e problemas cardíacos: pode ter relação?

antibióticos e problemas cardíacos

Uma ligação entre uma classe de antibióticos e problemas cardíacos foi descoberta por pesquisadores.

É o que aponta um estudo recente publicado no Journal of American College of Cardiology.
É resultado do trabalho de pesquisadores da Universidade da Colúmbia Britânica (UBC). Em parceria com a Unidade de Avaliação Terapêutica da Provincial Health Services Authority (PHSA),
Eles descobriram um grave problema com os usuários atuais de antibióticos da classe da fluoroquinolona, como a Ciprofloxacina. Eles apresentam um risco 2,4 vezes maior de desenvolver regurgitação aórtica e mitral, onde o sangue flui para o coração. Isso em comparação com pacientes que tomam amoxicilina, um tipo diferente de antibiótico. O maior risco se estende pelo período de 30 dias após o uso.

Estudos recentes também associaram a mesma classe de antibióticos a problemas cardíacos outros.

Alguns profissionais da saúde preferem as fluoroquinolonas a outros antibióticos. Isso devido ao seu amplo espectro de atividade antibacteriana. E também pela sua alta absorção oral, que é tão eficaz quanto o tratamento endovenoso.

Classe de antibióticos e problemas cardíacos

Essa classe de antibióticos é muito conveniente (1 comprimido/dia). Mas para infecções comunitárias não são realmente necessárias. A prescrição inadequada pode causar resistência a antibióticos e também problemas cardíacos graves.

Os pesquisadores esperam que o estudo ajude a alertar os profissionais de saúde para a gravidade dessa descoberta. Isso quando do surgimento de problemas cardíacos em pacientes sem nenhuma outra origem estabelecida. Os antibióticos da classe das fluoroquinolonas podem ser a causa em potencial.

Um dos principais objetivos da Unidade de Avaliação Terapêutica é avaliar diferentes medicamentos e tecnologias de saúde. Isso para determinar se eles melhoram a qualidade dos cuidados prestados pelos programas ou melhoram os resultados dos pacientes. É o que afirma um dos chefes da equipe de pesquisa.

Importância do cuidado na prescrição de antibióticos

Este estudo destaca o grande cuidado que se deve ter ao se prescrever antibióticos.
Especialmente a partir de agora que foi estabelecido um elo entre uma classe de antibióticos e problemas cardíacos graves.

O estudo

Nesse estudo os cientistas analisaram dados do sistema de relatórios adversos da Food and Drug Administration dos EUA.
Eles também analisaram um enorme banco de dados de saúde de seguros privados nos EUA. Foram catalogados dados demográficos, identificação de medicamentos, dose prescrita e duração do tratamento.

Os pesquisadores identificaram 12.505 casos de insuficiência valvar com 125.020 indivíduos controle caso em uma amostra aleatória de mais de nove milhões de pacientes. Eles definiram a exposição atual à fluoroquinolona como uma prescrição ativa ou 30 dias antes do evento adverso. A exposição recente nos dias 31 a 60 dias. E a exposição passada nos 61 a 365 dias antes de um incidente.
Os cientistas compararam o uso de fluoroquinolona com amoxicilina e azitromicina.

Os resultados

Os resultados mostraram que o risco de regurgitação aórtica e mitral, refluxo sanguíneo no coração, é maior com o uso atual, seguido pelo uso recente. Eles não viram aumento do risco de regurgitação aórtica e mitral com uso passado.

Novos estudos são aguardados

Se novos estudos vierem a confirmar a conexão entre essa classe de antibióticos e problemas cardíacos, providências terão de ser tomadas.
Alertas deverão então ser adicionados ao risco do aparecimento de regurgitação aórtica e mitral.
Nesses casos, os profissionais de saúde serão recomendados a optar por outros antibióticos.
Ou seja, outras classes de antibióticos como primeira linha de defesa para infecções não complicadas.

Já sabíamos que infecções odontogênicas aumentam o risco de doenças cardíacas.
Agora também surge o fantasma do risco atrelado a uma classe de antibióticos e problemas cardíacos decorrentes de seu uso.

Assim que obtivermos acesso a novos dados científicos relacionado a esse tema, estaremos divulgando a todos aqui no blog Dentalis.

Fonte: ScienceDaily
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