Baixa saúde bucal em idosos eleva risco de maior confinamento em casa

mãos idosasNo Japão, pesquisadores investigaram a associação da baixa saúde bucal com o ficar confinado em casa na velhice, e descobriram que poucos dentes e nenhuma dentadura aumentam o risco de ficar confinado, principalmente entre as pessoas com idade entre 65 e 75 anos. As descobertas podem ter implicações importantes em intervenções que promovem a saúde bucal e a utilização de dentadura para a prevenção do confinamento em casa de pessoas mais velhas.
 
O estudo de coorte longitudinal utilizou dados de 2.035 homens e 2.355 mulheres com idade igual e superior a 65 anos que responderam a duas pesquisas enviadas por correio e conduzidas em 2006 e 2010. Teve como padrão, no primeiro ano da pesquisa, o não-confinamento (estando o termo confinamento definido por saídas de casa inferior a uma vez por semana). Porém, após o período de quarto anos, 324 (7.4%) dos respondentes estavam confinados.
 
Com relação à situação dental, os pesquisadores descobriram que no geral os participantes com poucos dentes tinham o dobro de probabilidade de ficar confinado em casa do que os que tinham mais dentes. Quase 10% dos respondentes confinados tinham menos de 20 dentes e nenhuma dentadura, cerca de 9% tinham menos de 20 dentes e dentadura, e aproximadamente 4% tinham 20 ou mais dentes.
 
Entretanto, uma associação significativa entre o ficar confinado e a saúde bucal não foi observada nos participantes com idade igual e superior a 75 anos.

Saúde bucal vs confinamento em casa

De acordo com os pesquisadores, várias possibilidades podem relacionar a saúde bucal com o ficar confinado em casa. Por exemplo, saúde bucal, incluindo a perda de dente, afeta a escolha da comida e os nutrientes ingeridos, assim como a conversação e a atratividade facial. Por isso, a baixa saúde bucal pode influenciar negativamente as atividades sociais fazendo com que os indivíduos se isolem dos demais. Ficar confinado em casa é por si só uma barreira de acesso à assistência dentária.
 
Os pesquisadores concluíram que é necessário, para verificar a descoberta, estudos de intervenção focados no melhoramento da saúde bucal dos idosos na população japonesa em relação à prevenção do confinamento. Eles sugeriram que a melhora da taxa de dentaduras utilizadas entre os idosos com menos dentes pode reduzir o risco de ficarem confinados no futuro.
 
O estudo, intitulado “Does poor dental health predict becoming homebound among older Japanese?”, foi publicado on-line na revista BMC Oral Health.

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