Características de uma boa escova dental

Alguns tipos de cerdas presentes nas escovas de dentes podem levar ao desgaste precoce do esmalte dos dentes. Para evitar este problema, a qualidade e a quantidade das cerdas devem ser fatores decisivos na hora de escolher uma escova para levar para casa.
Pouco se fala sobre a importância do tipo de cerdas na hora da escovação. Cerdas de má qualidade podem acabar desgastando o esmalte de seus dentes e prejudicando a saúde de sua gengiva. “Não adianta escovar os dentes com uma escova ruim e ter, com o passar do tempo, retração gengival e sensibilidade dental. A sensibilidade afeta 25% dos indivíduos em todo mundo, são milhões de pessoas com hipersensibilidade dentinária provocada pela utilização de uma escova errada”, afirma Hugo Lewgoy, cirurgião-dentista e doutor pela USP.

Cerdas médias ou duras: não são uma boa escolha

Segundo Lewgoy, a grande maioria das escovas no mercado são feitas com cerdas de nylon. O problema é que, com o passar do tempo e dependendo da carga da escovação, o nylon pode acabar desgastando o esmalte do dente e provocando recessão gengival. Além disso, a resistência que as escovas oferecem também pode afetar a saúde oral. Cerdas médias ou duras, quando usadas a longo prazo, aumentam ainda mais a abrasão do esmalte e a retração gengival.

Quantidade de certas: fator decisivo para uma boa escolha

Outro fator que deve ser observado é a quantidade de cerdas. Pelo fato das cerdas ideais serem as mais macias, é necessário aumentar a sua quantidade para que a efetividade seja a mesma. Quanto mais cerdas, melhor a limpeza sem desgastar o esmalte dental ou machucar as gengivas. “É fundamental escolher uma escova dental de boa qualidade. A escova ideal deve ter cerdas planas e ultramacias, pontas arredondadas e uma grande quantidade de cerdas, preferencialmente acima de cinco mil”, afirma o cirurgião-dentista.

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