Cientistas descobrem um novo caminho para a cura do câncer de pulmão

Um grupo de pesquisadores da Cooperativa de Ensino Superior Politécnico Universitário (CESPU), do Porto em Portugal, conseguiu descobrir uma nova forma de elevar o nível de resposta ao tratamento do câncer do pulmão. O estudo, que esteve dois anos em desenvolvimento, foi agora publicado na revista científica Cancer Letters, e mostra que através da inibição de uma proteína necessária para a divisão das células normais pode conseguir-se que as células cancerígenas se autodestruam.

De acordo com Hassan Bousbaa, um dos autores do estudo, “quando as células de linhas celulares de câncer de pulmão são impedidas de produzir a proteína ‘spindly’, estas passam a responder de forma mais eficiente ao paclitaxel [medicamento frequentemente utilizado em quimioterapia]”.

Autodestruição das células cancerígenas

O que o estudo agora publicado mostra é que a supressão da proteína ‘spindly’ atrasa a saída mitótica e leva à autodestruição das células cancerígenas, quando tratadas com esse medicamento.

A equipa de investigadores do Porto já realizou testes com células de cancro produzidas em laboratório e na próxima fase, que se deverá iniciar em 2018, deverão fazer-se testes com animais.

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