Dores nas costas? A maioria dos dentistas tem problemas devido a má postura

cadeira de dentistaOs problemas músculo-esqueléticos relacionados com má postura e trabalho são um problema significativo na maioria da população, estimando-se que entre 60 a 90% das pessoas venha a sofrer de problemas na região lombar em alguma fase da sua vida. Mas um estudo recentemente mostra que os dentistas, em particular, têm elevadas probabilidades de sofrer de dor no pescoço, nos ombros e nas costas.
 
O estudo entrevistou 60 dentistas com uma média de idades em torno dos 25 anos e revela que 70% dos participantes relatou sofrer dores na coluna, com predomínio de relato de dores na região lombar por 48% dos participantes.
 
Os estudos até agora publicados indicam que entre os fatores associados a essas dores estão a idade do profissional, o número de pacientes tratados por dia e o tipo de caso clínico tratado. Uma das principais descobertas deste novo estudo é que a incidência das dores de coluna não está diretamente relacionadas com os anos de experiência do dentista ou o número de pacientes tratados ou o número de horas de trabalho diário.
 
Ainda assim, 17% dos dentistas que participaram no estudo revelaram que procuram fazer exercício durante as horas vagas, com 57% que costumam fazer pausas durante o seu horário de trabalho. De acordo com os pesquisadores, as dores lombares relacionadas com o trabalho em dentistas podem ser atribuídas a um desequilíbrio entre os músculos da região lombar e do abdômen que ocorre com a postura que os profissionais adotam quando se sentam.
 
Além disso, os movimentos de inclinação constantes em direção ao paciente podem causar tensão e exaustão nos músculos da região lombar, à medida que os músculos abdominais, que servem para estabilização, se tornam mais fracos.
 
Apesar de tudo isto, apenas 9,5% dos dentistas se queixaram de dores severas e 90% descrevem as dores sentidas como moderadas. “Consideramos que isto pode ser o motivo de muitos dentistas não procurarem ajuda médica ou consultarem um ortopedista”, comentam os pesquisadores.

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