Estresse pode ocasionar oclusão assimétrica

Um estudo recentemente publicado associa o estresse durante a gravidez com uma maior probabilidade para o desenvolvimento da oclusão assimétrica. De acordo com os autores do estudo, da Universidade de Washington, as assimetrias na parte de baixo da face, determinadas de acordo com a assimetria da oclusão, são marcadores de estresse ambiental e da lateralização cerebral durante as fases precoces do desenvolvimento do ser humano.

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores analisaram dados de 6654 adolescentes norte-americanos, obtidos entre os anos de 1966 e 1970. Os resultados agora publicados revelam que se estima que um em cada quatro adolescentes dos Estados Unidos sofram de assimetrias na parte inferior da face. Além disso, foi possível demonstrar que as assimetrias retrognáticas (17%), as mais comuns na população dos EUA, variam de forma aleatória entre a parte direita esquerda da face, o que de acordo com os autores do estudo indica estresse em fases precoces da vida.

Importante observar

No entanto, os autores indicam que é importante distinguir dentes mal alinhados, braquignatismo e prognatismo, uma vez que estas condições podem ser associadas com oclusões assimétricas e simétricas, que podem ser reflexo da genética e não do estresse ambiental.

O estudo sublinha também que é preciso aprofundar a investigação para identificar se as assimetrias na parte inferior da face podem ser indicativas de doenças crônicas nas populações da mesma forma que as assimetrias no crânio têm sido associadas com doenças degenerativas em algumas populações.​

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