O que nunca deve ocorrer no exercício da odontologia

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Edimburgo apresentou uma lista de 15 episódios que nunca devem ocorrer na prática consultório da odontologia. No artigo científico, publicado na Nature, os investigadores explicam que o documento é fruto de um levantamento de opiniões de profissionais da odontologia e tem como objetivo criar um consenso em relação aos incidentes de segurança que nunca devem acontecer no exercício da odontologia se forem aplicadas as medidas preventivas adequadas, à semelhança do que já existe para a área da medicina.

Regras de ouro (o que evitar)

A consulta internacional a um painel de profissionais do setor resultou na definição de 15 regras de ouro do que nunca deve acontecer no exercício da odontologia:

  • Provocar dano à mandíbula do paciente;
  • Extrair o dente errado;
  • Tratar o paciente errado;
  • Injetar o anestésico errado;
  • Ferir o olho do paciente pela não utilização do material de proteção adequado;
  • Deixar objetos estranhos no organismo do paciente depois de procedimentos cirúrgicos;
  • Inalação de objetos estranhos pelo paciente;
  • Não esterilizar os instrumentos;
  • Não registrar o histórico de alergias do paciente quanto ao uso de medicamentos e materiais;
  • Fazer uso de um material em um paciente com histórico de alergia a esse mesmo material odontológico;
  • Prescrever um fármaco ao qual o paciente é alérgico;
  • Reutilizar materiais descartáveis em vez de os descartar;
  • Não referenciar o paciente para uma avaliação de câncer oral depois de as lesões do paciente não regredirem após duas semanas de tratamento;
  • Não fazer rastreamento de câncer oral como parte dos checkups de rotina;
  • Prescrever medicação incorreta a crianças ou adultos.

Aziz Sheikh, um dos pesquisadores envolvidos neste estudo, explica que “a definição de eventos que nunca devem ocorrer é uma forma importante de identificar falhas em procedimentos que podem colocar o paciente em risco. Ao listar um consenso em relação aos eventos que nunca devem ocorrer em odontologia esperamos conseguir que os órgãos reguladores e conselhos regionais sejam capazes de determinar a sua frequência e reduzir a sua ocorrência”.

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