O que pode danificar o esmalte dental?

esmalte dental

É o que pesquisadores de universidades norte-americanas buscaram identificar através de um estudo publicado recentemente.
Foram considerados o estudo tanto da natureza química do dente como também sua estrutura.

Esmalte dental – o estudo

O presente trabalho foi publicado na revista Nature.
O estudo evidencia a presença de átomos de elementos impuros na composição do esmalte dental.
Isso possibilita caracterizar como o esmalte dental, por ação desses agentes externos, pode se tornar solúvel.
Ao mesmo tempo, essa descoberta dá pistas do que se pode fazer para fortalecer o esmalte dental.

O esmalte dental é o principal elemento de constituição dos dentes.
No processo evolutivo o esmalte foi sofrendo modificações que o possibilitaram suportar as enormes forças inerentes à mastigação. E também resistir ao impacto mecânico e suportar o desgaste ao longo dos anos de vida de uma pessoa.

O esmalte dental foi evoluindo para suportar e resistir ao desgaste. Mas, ao mesmo tempo, o esmalte tem uma capacidade de regeneração limitada.

Defeitos no desenvolvimento do esmalte podem ser a origem de deficiências funcionais.
Ao mesmo tempo, as cáries podem gerar perda do esmalte dental.
Sendo o esmalte uma estrutura de grande complexidade, as tentativas de restauração de suas lesões ou falhas têm se mostrado limitadas.

Os blocos fundamentais de construção do esmalte são formados por cristais em nanoescala de hidroxiapatita.
Formam duas camadas nanométricas enriquecidas em magnésio.
Essas camadas margeiam um núcleo rico em íons de sódio, flúor e carbonato.

Desgaste do esmalte dental – principais elementos causadores

As cáries dentais são o resultado do amolecimento do esmalte causado por ácidos. Ácidos esses gerados quando a placa bacteriana dental decompõe o açúcar existente na boca.

As tensões mastigatórias podem afetar a resistência mecânica.
Alterações dentais de caráter hereditário também podem afetar o processo de formação do esmalte.
A pesquisa abre caminho para que se possa futuramente criar um modelo de controlo biológico do crescimento dos cristais durante seu processo de desenvolvimento.

Resumindo

Essa pesquisa ajuda a entender melhor o processo de formação do esmalte.
Isso possibilitará o desenvolvimento de novos materiais e também procedimentos tanto para prevenir como tratar a cárie.

Por extensão, essas descobertas irão ajudar também na prevenção e igualmente na diminuição de problemas congênitos de esmalte de muitos pacientes.

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Fonte: Nature

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