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Periodontite e arritmia cardíaca: uma relação perigosa

Periodontite e arritmia cardíaca parecem não ter nenhuma relação uma com a outra, porém uma pesquisa recente afirma o oposto.

A periodontite, uma doença gengival, pode levar a uma série de problemas dentários, desde mau hálito até sangramento e perda de dentes.

Agora, pesquisadores da Universidade de Hiroshima descobriram que isso pode estar ligado a problemas ainda mais graves em outras partes do corpo – o coração.

Em um estudo publicado em 31 de outubro no JACC: Clinical Electrophysiology, a equipe encontrou uma correlação significativa entre periodontite e fibrose — cicatrização de um apêndice do átrio esquerdo do coração que pode levar a um batimento cardíaco irregular chamado fibrilação atrial (arritmia cardíaca) — em uma amostra de 76 pacientes com doença cardíaca.

Periodontite e arritmia cardíaca: o papel da inflamação

“A periodontite está associada a uma inflamação de longa data, e a inflamação desempenha um papel fundamental na progressão da fibrose atrial e na patogênese da fibrilação atrial”, afirmou o primeiro autor Shunsuke Miyauchi, professor assistente do Centro de Serviços de Saúde da Universidade de Hiroshima. Ele também é afiliado à Escola de Pós-Graduação em Ciências Biomédicas e da Saúde da universidade. “Levantamos a hipótese de que a periodontite exacerba a fibrose atrial. Este estudo histológico dos apêndices atriais esquerdos visa esclarecer a relação entre o estado clínico da periodontite e o grau de fibrose atrial.”

Os apêndices atriais esquerdos foram removidos cirurgicamente dos pacientes, e os pesquisadores analisaram o tecido para estabelecer a correlação entre a gravidade da fibrose atrial e a gravidade da doença gengival. Eles descobriram que quanto pior a periodontite, pior a fibrose, sugerindo que a inflamação das gengivas pode intensificar a inflamação e a doença no coração.

Relação de causa-efeito ainda não evidenciada

Este estudo fornece evidências básicas de que a periodontite pode agravar a fibrose atrial e pode ser um novo fator de risco modificável para fibrilação atrial”. É o que afirma a autora correspondente Yukiko Nakano, professora de medicina cardiovascular na Escola de Pós-Graduação em Ciências Biomédicas e da Saúde da Universidade de Hiroshima.

De acordo com Nakano, além de melhorar outros fatores de risco, como peso, níveis de atividade, uso de tabaco e álcool, o cuidado periodontal pode ajudar no gerenciamento abrangente da fibrilação atrial. No entanto, ela alertou que este estudo não estabeleceu uma relação causal, o que significa que, embora os graus de gravidade da doença gengival e da fibrose atrial pareçam conectados, os pesquisadores não descobriram que um leva definitivamente ao outro.

Mais e futuras pesquisas

“Um de nossos objetivos é confirmar que a periodontite é um fator de risco modificável para fibrilação atrial e promover a participação de especialistas odontológicos no tratamento abrangente da fibrilação atrial. A periodontite é um alvo facilmente modificável com menor custo entre os fatores de risco conhecidos para fibrilação atrial.

Essa série de estudos pode trazer benefícios para muitas pessoas em todo o mundo.”

Resumindo

A periodontite, uma doença gengival, pode levar a uma série de problemas dentários, desde mau hálito até sangramento e perda de dentes. Pesquisadores japoneses descobriram que ela pode estar ligada a problemas ainda mais graves em outras partes do corpo — o coração. “Mais evidências são necessárias para estabelecer que a periodontite contribui para a fibrose atrial de maneira causal e que o cuidado periodontal pode alterar a fibrose”, é o que afirmou a Dra. Nakano.

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Fonte: Gum infection may be a risk factor for heart arrhythmia, researchers find

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