água potável

Adição de flúor na água protege dentes de crianças

Adição de flúor na água protege dentes de crianças

adição de flúor na água

A adição de flúor na água potável reduz as possibilidades de cáries graves nos dentes dos bebês.

Isso segundo relato de pesquisadores da Nova Zelândia.

Embora a pasta de dente fluoretada esteja amplamente disponível, a adição de flúor na água continua a mostrar um benefício na redução de cáries.
Isso é o que afirma o Dr. Howard Pollick, professor clínico de ciências da saúde da Faculdade de Odontologia da Universidade da Califórnia em São Francisco.

A adição de flúor na água potável é a ferramenta mais eficaz para reduzir as disparidades na saúde bucal. E também é especialmente importante em momentos como durante essa pandemia de COVID-19.
Em situações como essa o acesso a serviços odontológicos preventivos acaba sendo reduzido.

Adição de flúor na água potável – o estudo

No estudo em questão foram coletados dados de 276 000 crianças na Nova Zelândia com idade média de 4 anos.

Sendo metade mais velha do que 4, metade mais jovem.
Algumas crianças viviam em áreas onde ocorria a adição de flúor na água e outras em áreas sem água fluoretada.

Surgiram evidências de que as crianças que bebiam água fluoretada tinham menos probabilidade de desenvolver cáries graves do que as outras crianças.

As crianças fizeram parte desse programa de triagem Neozelandês no período entre julho de 2010 e junho de 2016.

Importante salientar que a perda prematura dos ‘dentes de leite’ pode causar um sério desalinhamento dos dentes permanentes.

Isso sem contar com a dor e o sofrimento de cáries, dentes de leite com abcessos e o custo de atendimento odontológico para tratar essas condições evitáveis.

Além disso, o trauma desnecessário de tratar cáries infantis tem de ser considerado.

A importância dos dentes de leite

Como já tínhamos noticiado aqui no blog Dentalis, a água potável sem flúor eleva o risco de cáries.

Os dentes de leite são essenciais para um processo de nutrição adequado (mastigação, mordida). E igualmente o desenvolvimento adequado da fala.
Eles também são essenciais para manter o espaço e orientar a erupção dos dentes permanentes.

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Fonte: JAMA Pediatrics
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Ingestão de flúor durante a gravidez pode ser um risco?

Ingestão de flúor durante a gravidez pode ser um risco?

 

flúor durante a gravidez

Pode a exposição ao flúor durante a gravidez representar um risco para a criança?
É este o assunto que vamos abordar.

A adição de flúor na água das comunidades já acontece há décadas em países como EUA, no Canadá e em países europeus.
Existem estudos mostrando que a água potável sem flúor eleva a incidência de cáries.

O flúor, porém, atravessa a placenta e pode se acumular nas regiões cerebrais implicadas no aprendizado e memória. Também pode afetar as proteínas e neurotransmissores do sistema nervoso central. Essa é a questão colocada por esse novo estudo

Essa potencial neuro toxicidade da exposição ao flúor criou polêmica quanto aos riscos da fluoretação da água nas comunidades.

O objetivo deste estudo recente foi avaliar a associação entre a ingestão de flúor pela mãe durante a gravidez e o impacto sobre o desenvolvimento intelectual da criança.

O estudo

A ingestão de flúor nas mulheres grávidas foi associada à redução do QI de seus filhos com idades entre 3 e 4 anos, em um estudo observacional publicado on-line em 19 de agosto na JAMA Pediatrics.

Vários especialistas externos atestaram a qualidade da metodologia e da análise estatística empregada no estudo. O estudo inclui análises de sensibilidade e avaliação de muitas variáveis. Porém, críticos e outros especialistas ainda apontam limitações importantes que incentivam a cautela na interpretação dos resultados. Ou seja, espera-se que pesquisas adicionais repliquem os dados obtidos.

Segundo uma das pesquisadoras, havia poucas evidências para apoiar ou refutar a segurança do flúor. “Não se tinha a certeza do que esperar na população canadense; portanto, deixamos os dados contar a história”.

A mesma pesquisadora manifesta grande preocupação. Por outro lado, reconheceu que a pesquisa neste campo está em seus estágios iniciais.
“Em termos de onde vamos daqui será necessário avaliar os benefícios e riscos da fluoretação. Nossa esperança é que nossos resultados combinados com outros estudos recentes venham a informar isso”.

Metodologia do estudo

Para o estudo prospectivo foram coletadas amostras de urina materna para medir a concentração de flúor durante cada trimestre e dados autorrelatados sobre a ingestão materna de água da torneira. Além da água, também foram incluídas bebidas como chá e café, uma vez no primeiro trimestre e uma vez no terceiro trimestre.

A equipe pesquisou 601 mulheres que deram à luz entre 2008-2012 em seis cidades do Canadá. Foram as cidades de Vancouver, Halifax, Hamilton, Kingston, Montreal, Toronto e Vancouver. O QI de seus filhos foi testado usando uma escala específica para mensurar Inteligência quando tinham 3-4 anos de idade.

Os dados mostraram que as mães que moravam em áreas com flúor adicionado à água da torneira tinham maiores concentrações do mineral na urina. Isso quando comparado com aquelas que moravam em áreas com água não fluoretada.

Para essas crianças, os pesquisadores descobriram que cada 1 mg/L adicional de flúor na urina materna estava associado a 4,49 menos pontos de QI nos meninos. Porém, não houve associação significativa nas meninas. De fato, os dados mostram um ligeiro aumento não significativo no QI com o aumento da exposição ao flúor nas meninas.

No entanto, dados auto-relatados sobre a ingestão de água não mostraram diferenças entre os sexos.
Entre 400 mulheres com dados da ingestão autorreferida de água da torneira observou-se um equilíbrio.
A cada aumento de 1 mg na ingestão diária de flúor foi associado a uma diminuição de 3,66 no índice de QI para meninos e meninas. A ingestão diária média global estimada entre essas mulheres foi de 0,39 mg. Foi de 0,93 mg em áreas fluoretadas e 0,30 mg em áreas não fluoretadas.

Ingestão de flúor durante a gravidez pode ser um risco? A esclarecer…

O estudo levanta muitas preocupações quanto à segurança da adição de flúor na água das comunidades. Existe mesmo o risco no consumo de flúor durante a gravidez?
Pode esse consumo de flúor durante a gravidez implicar em risco de diminuição do QI das crianças.
São questões ainda sem uma resposta definitiva. Isso porque novas pesquisas são necessárias. Pesquisas que venham a corroborar as evidências já apresentadas ou quem sabe refutá-las.
Enfim, ficamos na expectativa de novos estudos que avaliem os riscos relacionados à exposição ao flúor durante a gravidez.
Nós aqui do blog Dentalis seguiremos vigilantes. Assim que obtivermos novidades estaremos informando a todos vocês.

Fontes: Jama Network, Medscape
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Estudo: água potável sem flúor eleva incidência de cáries

agua na torneiraFluoretação da água comunitária é uma questão de debate em todo o mundo. Enquanto ele é amplamente utilizado na América do Norte, muitos países europeus têm parado a prática. Devido a uma falta de investigação contemporânea sobre a cessação da fluoretação, no entanto, os pesquisadores no Canadá agora a investigam o seu impacto na experiência de cárie dentária e verificaram que as taxas de cáries aumentaram de dois para três anos após a cessação. O efeito foi mais evidente para os dentes primários.

No Canadá, fluoretação da água comunitária ocorre desde 1945. Hoje, quase 75 por cento da província canadense de Alberta tem um suprimento de água artificialmente fluoretado. No entanto, um número de municípios recentemente decidiu interromper a fluoretação da água, incluindo Calgary, que parou de fluoretar o suprimento de água em maio de 2011 depois de vinte anos.

Em um estudo publicado recentemente, pesquisadores da Universidade de Calgary, por conseguinte, compararam alterações com experiência na cárie em escolares em Calgary com aqueles em Edmonton, que fluoretam a água comunitária desde 1967.

A análise dos dados

Na análise dos dados dos anos escolares de 2004/2005 e 2013/2014, os pesquisadores observaram um aumento global em cáries em ambas as cidades, mas a magnitude absoluta do aumento foi maior em Calgary. Em sua análise, os pesquisadores incidiram sobre superfícies delicadas do dente, onde o fluor é mais susceptível em ter um impacto.

O estudo intitulado “Medindo o impacto a curto prazo da cessação da fluoretação em cárie dentária no Grau 2 crianças usando índices da superfície do dente”, foi publicado on-line em 17 de fevereiro na revista Community Dentistry and Oral Epidemiology antes da versão impressa.

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