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Cigarros eletrônicos e os neurônios: uma perigosa relação

Cigarros eletrônicos e os neurônios: uma perigosa relação

cigarros eletrônicos e os neurônios

Cigarros eletrônicos e os neurônios pode parecer uma relação sem sentido. Mas vamos ver que não é bem assim.

Cigarros eletrônicos são alardeados como substitutos seguros dos cigarros convencionais.
Também é difundida a informação de que os cigarros eletrônicos seriam como uma etapa de transição para quem está querendo parar de fumar.
No entanto, existem estudos demonstrando os malefícios dos cigarros eletrônicos sobre a saúde bucal.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Riverside, fizeram uma descoberta preocupante.
Descobriram que cigarros eletrônicos e os neurônios tem uma relação bem estreita. Esses dispositivos eletrônicos podem causar danos às células-tronco do cérebro.

cigarros eletrônicos e os neurônios

O que são células-tronco

Células tronco são células geradoras de novas células. Quando células tronco dividem elas podem fazer mais de si mesmas ou mais de outros tipos de células.
Por exemplo, células tronco na pele fazem mais células tronco de pele ou elas podem fazer células de pele diferenciadas que possuem funções próprias como produzir o pigmento melanina.

Células-tronco adultas e células-tronco embrionárias

Cada órgão do nosso corpo possui uma quantidade de células-tronco que é responsável pela renovação das nossas células ao longo da vida. Estas células constituem uma “reserva” celular do organismo após o nascimento. Geralmente, as células-tronco adultas dão origem às células dos tecidos de onde são provenientes, por predeterminação genética.

As células-tronco embrionárias têm a capacidade de se transformar em qualquer tipo de célula adulta. São chamadas de pluripotentes. São encontradas no interior do embrião, no estágio de blastocisto.

Cigarros eletrônicos e os neurônios: efeitos sobre as células-tronco do cérebro

As células-tronco neurais são essenciais à formação de muitas estruturas cerebrais. São elas as responsáveis pela formação de novas memórias e aprendizagem.

Os cigarros eletrônicos são dispositivos de fornecimento de nicotina. Eles transformam a nicotina em aerossol e dão sabor aos produtos químicos (essências) por meio do aquecimento.
Os pesquisadores ainda não compreendem totalmente como as substâncias químicas dos cigarros eletrônicos podem afetar as células-tronco neurais. Em particular suas mitocôndrias. As mitocôndrias são organelas que atuam como usinas geradoras de energia das células. São fundamentais na regulação e manutenção da saúde celular.

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A pesquisa

A pesquisa buscou evidenciar que os cigarros eletrônicos e os neurônios tem um elemento que os conecta intimamente:  a nicotina.

Os pesquisadores utilizaram células-tronco neurais de camundongo cultivadas. Identificaram assim um efeito nocivo dos cigarros eletrônicos sobre as mitocôndrias. A esse efeito deram o nome “hiperfusão mitocondrial induzida por estresse“.
Mesmo uma exposição a curto prazo pode estressar as células de uma maneira que pode levar, com o uso crônico, à morte ou doença celular.
Uma das cientistas afirmou “as nossas observações aplicam-se muito provavelmente a qualquer produto que contenha nicotina.”

Os altos níveis de nicotina nos cigarros eletrônicos levam a uma inundação de nicotina de receptores especiais na membrana das células-tronco neurais. A nicotina se liga a esses receptores, o que faz com que eles se abram. Cálcio e outros íons começam a entrar na célula. Eventualmente, uma sobrecarga de cálcio acontece.

Muito cálcio na mitocôndria é prejudicial. As mitocôndrias então incham, mudando sua morfologia e função. Elas podem até romper e vazar moléculas que levam à morte celular.

Se o estresse causado pela nicotina persistir, aí pode surgir o dano.
As células-tronco neurais podem ser danificadas. E também podem eventualmente morrer.

As consequências

As mitocôndrias de células-tronco danificadas poderiam acelerar o envelhecimento e levar a doenças neurodegenerativas. Células-tronco neurais podem ficar expostas à nicotina através da via olfativa.
Os usuários inalam a fumaça, que pode percorrer os rastros olfativos para chegar ao cérebro.

Os pesquisadores alertaram que os jovens e as mulheres grávidas precisam prestar especial atenção aos resultados dessa pesquisa.

Riscos ainda maiores para gestantes e adolescentes

A exposição à nicotina durante o desenvolvimento pré-natal ou adolescente pode afetar o cérebro de várias maneiras. A nicotina pode prejudicar a memória, a aprendizagem e a cognição. Além disso, o vício e a dependência da nicotina na juventude são preocupações urgentes. O efeito deletério da nicotina sobre as células-tronco neurais e suas mitocôndrias é preocupante.
Deve-se ter muita atenção a essa descoberta recente. Afinal, a nicotina se encontra amplamente disponível em cigarros eletrônicos e seus fluidos de recarga.

Cigarros eletrônicos no Brasil

Desde 2009 a Anvisa proíbe a comercialização, a importação e a propaganda dos chamados cigarros eletrônicos.
Embora proibida, a venda de cigarros eletrônicos acontece amplamente via Internet. Também são facilmente encontrados na área comercial do centro de São Paulo.
A mesma Anvisa, no entanto, acaba de colocar em discussão pública a regulamentação dos cigarros eletrônicos em nosso país

Os cigarros eletrônicos fazem muito sucesso entre os adolescentes norte-americanos. Eles são feitos para seduzir os jovens. Suas essências contém sabores atraentes. Contém aditivos químicos com gosto de chocolate, morango, crème brûlée e outros sabores agradáveis aos jovens. Além disso eles se apresentam como formatos de pen drives que soam atraentes aos jovens.

Ver o cigarro eletrônico regulamentado para uso no Brasil é o grande risco que corremos.

Fontes: ScienceDaily, Criovida, ipscell, Rede Nacional de Terapia Celular, G1, Folha
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Colar de dentição para crianças: Não é recomendável

O chamado colar de dentição é um acessório que supostamente teria propriedades analgésicas, mas a agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos não recomenda seu uso por questões de segurança

O FDA alertou pais, cuidadores e profissionais de saúde sobre os riscos de segurança que os colares de dentição usados para aliviar a dor da dentição representam para as crianças.

A agência alertou que eles não devem ser usados para aliviar dores nas crianças ou para fornecer estímulo sensorial a pessoas com necessidades especiais, como autismo ou transtorno de deficit de atenção / hiperatividade (TDAH). O FDA recebeu relatos de morte e ferimentos graves em bebês e crianças, incluindo estrangulamento e asfixia, causados pelos colares de dentição.

Várias formas

Os colares para dentição podem ter várias formas, incluindo um colar, pulseira ou tornozeleira, e podem ser usadas tanto por um adulto quanto por uma criança. Tais produtos são produzidos e vendidos por um grande número de fabricantes e indivíduos. Eles são frequentemente usados pelos pais e cuidadores para aliviar a dor da criança e outras doenças. As jóias para dentição também podem ser usadas por pessoas com necessidades especiais, como autismo ou TDAH, para fornecer estimulação sensorial ou redirecionar a mastigação de roupas ou partes do corpo. Os colares de dentição podem ser feitos a partir de vários materiais, como âmbar, madeira, mármore ou silicone.

“Sabemos que os colares de dentição têm se tornado cada vez mais populares entre pais e cuidadores que desejam proporcionar alívio para a dor da dentição infantil e estimulação sensorial para crianças com necessidades especiais. Estamos preocupados com os riscos que observamos com esses produtos e queremos que os pais saibam que a dentição coloca crianças, incluindo aquelas com necessidades especiais, em risco de ferimentos graves e morte ”, disse o comissário da FDA Scott Gottlieb, MD.

Os riscos

Os riscos do uso de colares para aliviar a dor da dentição incluem asfixia, estrangulamento, lesões na boca e infecção. A asfixia pode acontecer se o colar se romper e uma pequena conta entrar na garganta ou na via aérea da criança. O estrangulamento pode ocorrer se um colar estiver muito apertado em volta do pescoço da criança ou se o colar pegar um objeto como um berço, por exemplo.

Ácido succínico

Outras preocupações incluem lesão na boca ou infecção se uma peça do colar irritar ou perfurar as gengivas da criança. Além das preocupações com asfixia e estrangulamento, os colares de dentição contêm uma substância chamada ácido succínico, que supostamente pode ser liberada na corrente sanguínea de um bebê em quantidades desconhecidas. Os fabricantes desses produtos geralmente alegam que o ácido succínico atua como um anti-inflamatório e alivia a dentição e a dor nas articulações. A FDA não avaliou essas alegações de segurança ou eficácia e recomenda que os pais não usem esses produtos

O FDA emitiu uma comunicação de segurança recentemente depois de receber um certo número de relatórios de ocorrências médicas, incluindo uma morte. Um relato envolveu uma criança de 7 meses que engasgou com as contas de uma pulseira de dentição de madeira enquanto estava sob supervisão dos pais e foi levada para o hospital, e outra envolveu uma criança de 18 meses que foi estrangulada até a morte por seu colar de dentição durante um cochilo.

Risco de metemoglobinemia

Além de evitar o uso de colares para aliviar a dor da dentição, o FDA continua a recomendar que os profissionais de saúde evitem usar cremes para dentição, géis de benzocaína, sprays, pomadas, soluções e pastilhas para dor na boca e gengiva. Benzocaína e outros anestésicos locais podem causar metemoglobinemia, uma condição séria na qual a quantidade de oxigênio transportada pelo sangue é reduzida. Esta condição é fatal e pode resultar em morte.

Monitoramento contínuo

O FDA assegura que irá continuar a monitorar de perto os relatórios de eventos adversos associados a colares usados para aliviar a dor da dentição e se comunicará mais conforme necessário. A agência encoraja os consumidores e profissionais de saúde a relatar lesões ou eventos adversos que ocorram com o uso desses colares através do programa de Informações de Segurança da FDA e Relatório de Eventos Adversos.

O FDA é uma agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, que tem como missão proteger a saúde pública garantindo a segurança, a eficácia e a segurança de medicamentos para uso humano e veterinário, vacinas e outros produtos biológicos para uso humano e dispositivos médicos. A agência também é responsável pela segurança e proteção do suprimento alimentar de cosméticos, suplementos alimentares, produtos que emitem radiação eletrônica e a regulação de produtos derivados do tabaco.

Como tratar a dor de dente dos bebês

Deve-se considerar seguir as recomendações da American Academy of Pediatrics de formas alternativas para o tratamento da dor na dentição, como massagear as gengivas inflamadas com um dedo limpo ou oferecer um mordedor de gel líquido.
O mordedor deve ser dado para a criança mastigar após ser refrigerado na geladeira. Em último caso, quando a inflamação impede a criança de se alimentar ou dormir, é possível recorrer aos analgésicos orais.

Cabe salientar que nem sempre a dor de dente é a culpada pelo incômodo do bebê em se alimentar ou dormir. Às vezes o motivo é outro, e nesse caso, é recomendável a consulta a um pediatra ou odontopediatra.

Fonte: FDA
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Alimentos ultraprocessados: um risco à saúde

Muitas pessoas preferem consumir peito de peru em vez de outros embutidos, como presunto ou mortadela, por achar que é uma opção mais saudável.

De fato, é comum que produtos ultraprocessados como o peito de peru e a bolacha integral sejam classificados como saudáveis pela população.

Contudo, isso é resultado de um forte trabalho da mídia que nem sempre passa mensagens verdadeiras ou completas.

No geral, produtos com acréscimo de conservantes, estabilizantes, corantes, edulcorantes e aromatizantes, e também com excesso de gordura vegetal hidrogenada, açúcar e sódio, não são saudáveis, podendo trazer consequências negativas para a saúde.

Este alerta consta do manual Alimentação Cardioprotetora, do Ministério da Saúde e do Hospital do Coração (HCor), mas o fato é que o consumo de alimentos ultraprocessados deve ser evitado tanto por indivíduos em risco cardiovascular quanto por indivíduos saudáveis.

Alimentos que parecem saudáveis mas não são

No caso específico do peito de peru, dos 13 ingredientes descritos na embalagem apenas cinco não são artificiais – e mesmo assim estes cinco já passaram por muitos processamentos e estão longe de estar em sua forma in natura ou mais nutritiva.

Já a bolacha, mesma aquela nomeada como integral, contém aditivos químicos, açúcares e gordura. O fato de o ingrediente farinha de trigo aparecer em primeiro lugar, antes mesmo da farinha de trigo integral, lança dúvidas sobre se a iguaria deveria ser nomeada como integral.

E estes não são os únicos casos. Confira abaixo 9 alimentos que parecem saudáveis, mas não são:

  • Barra de cereal
  • Biscoitos e/ou bolachas integrais
  • Chocolate diet
  • Embutidos (como presunto e peito de peru)
  • Farinha láctea
  • Pão de forma light
  • Pipoca para micro-ondas
  • Sopa instantânea
  • Suco de caixinha

Como esta lista não é exaustiva, lembre-se sempre de ler a lista de ingredientes no rótulo do produto para saber se o alimento é ultraprocessado ou não.

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Colesterol HDL alto demais pode representar um risco

O excesso do chamado “bom colesterol” pode aumentar o risco de ataques cardíacos e morte, de acordo com um estudo apresentado no dia 25 de agosto de 2018, na conferência da Sociedade Europeia de Cardiologia, em Munique.

A lipoproteína de alta densidade (HDL) é amplamente considerada como um colesterol “bom” porque ajuda a impedir que as artérias sejam bloqueadas, transportando outras formas de colesterol do sangue e das paredes dos vasos sanguíneos para o fígado e para fora do corpo. Estudos anteriores associaram baixos níveis de colesterol HDL a artérias obstruídas e doenças cardíacas. Já os efeitos dos níveis excessivos de HDL são menos compreendidos.

Metodologia

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade Emory, orientados pelo Dr. Marc Allard-Ratick, autor do estudo e médico hospitalista da Escola de Medicina da Universidade Emory, estudaram os níveis de colesterol e o risco de ataque cardíaco e morte em 5.965 pessoas. A maioria dos participantes tinha doença cardíaca e idade média de 63 anos.

Os pesquisadores usaram essas informações para dividir os participantes em cinco níveis de HDL, classificados de baixo a alto:

  • Menos de 30 mg/dl (0,78 mmol/L)
  • 31-40 mg/dl (0,8-1 mmol/L)
  • 41 a 50 mg/dl (1,1-1,3 mmol/L)
  • 51-60 mg/dl (1,3-1,5 mmol/L)
  • Maior que 60 mg/dl (1,5 mmol/L)

Após quatro anos, 769 participantes do estudo morreram de ataque cardíaco ou de doença cardíaca. Os resultados produziram uma curva em forma de U, mostrando aqueles com baixos níveis de HDL e níveis muito altos em risco de morte. Um nível de HDL maior que 60 mg/dl acarretou um risco quase 50% maior de morrer de um problema cardíaco quando comparado àqueles com níveis entre 41 e 60 mg/dl.

Os resultados espelham as descobertas de um estudo publicado no início deste ano no European Heart Journal[1], que indicou similarmente que altos níveis de HDL estavam associados a doenças cardíacas e ao risco de morte.

Mais pesquisas são necessárias para descobrir o que está por trás dessa associação paradoxal.

HDL muito alto: sinal de alerta

Allard-Ratick explicou que os resultados são importantes porque contribuem para aumentar evidências de que níveis muito elevados de colesterol HDL podem não ser protetores, e porque, ao contrário de muitos outros dados disponíveis até o momento, este estudo foi principalmente em pacientes com doença cardíaca estabelecida.

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Ciprofloxacino: Alerta em relação aos riscos associados a esse antibiótico

Ciprofloxacino: Alerta em relação aos riscos associados a esse antibiótico

O uso de ciprofloxacina e outros antibióticos da classe das fluoroquinolonas tem sido associado à interrupção das funções normais do tecido conjuntivo, incluindo ruptura dos tendões, tendinite e descolamento de retina.

Estas observações, relatadas em vários periódicos médicos e científicos, fizeram com que esses medicamentos passassem a conter uma tarja preta em alguns países, alertando os médicos e os pacientes sobre os possíveis efeitos colaterais danosos.

Esses estudos também indicavam que outros tipos de tecidos conjuntivos poderiam estar envolvidos nos efeitos colaterais deste antibiótico.

De fato, agora pesquisadores descobriram que a ciprofloxacina aumenta o risco de ruptura na artéria principal do corpo, a aorta.

“Um tecido natural para se preocupar é a aorta, um vaso sanguíneo que depende fortemente de ter um componente de tecido conjuntivo sólido – chamado de matriz extracelular – para manter sua integridade,” disse o Dr. Scott LeMaire, da Faculdade de Medicina Baylor (EUA).

Percepção incorreta de que antibióticos não fazem mal atinge médicos e pacientes

Danos à aorta e aneurisma

Devido à suspeita levantada pelos estudos anteriores, dois estudos clínicos analisaram a possível associação entre as fluoroquinolonas e problemas cardiovasculares.

“Eles descobriram que pacientes que receberam fluoroquinolonas tiveram um risco maior de aneurismas (formação de áreas semelhantes a balões na aorta que enfraquecem a integridade do vaso), rupturas ou dissecções (lágrimas na parede) do que pacientes que não receberam os antibióticos. Isso levantou preocupações importantes,” disse LeMaire.

Embora os estudos clínicos retrospectivos apontem para uma associação entre os antibióticos fluoroquinolonas e o aumento do risco de doenças da aorta, eles não provavam que os antibióticos causavam os problemas. Para determinar se existe uma associação de causa e efeito, LeMaire e seus colegas trabalharam com um modelo animal que imita os aneurismas e dissecções da aorta humana.

“Nosso estudo sugere que, neste modelo de aortas de camundongos moderadamente estressados, a exposição à ciprofloxacina resulta em uma progressão mais rápida e mais severa da doença, o que é exatamente a preocupação.

“Nossos resultados apoiam as preocupações levantadas por estudos clínicos retrospectivos anteriores e sugerem que a ciprofloxacina e outros antibióticos da mesma classe devem ser usados com cautela em pacientes com dilatação da aorta,” disse a Dra Ying Shen, coautora do estudo.

“Se considerarmos os dados clínicos e nossos resultados experimentais, que provam a ​causa em um modelo confiável de dissecção da aorta, acredito que temos evidências suficientes para mudar as diretrizes sobre o uso de antibióticos fluoroquinolonas para pessoas que têm um aneurisma ou estão em risco de contrair um aneurisma. Estou esperançoso de que essas diretrizes possam ser mudadas em pouco tempo,” finalizou LeMaire.

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Cirurgias de remoção de amígdalas e adenoide e o risco de problemas futuros

Uma análise dos efeitos a longo prazo da remoção das amígdalas e adenoides na infância mostrou que essas cirurgias estão associadas a um aumento de doenças respiratórias, infecciosas e alérgicas no decorrer da vida.

Para muitas pessoas, ter suas amígdalas removidas é um rito de passagem da infância. A operação, conhecida como amigdalectomia – remoção das tonsilas palatinas, ou amígdalas -, é uma das cirurgias pediátricas mais comuns em todo o mundo.

Outra cirurgia muito comum envolve a remoção das adenoides, conhecida como adenoidectomia – remoção cirúrgica das tonsilas faríngeas, ou adenoides -, geralmente realizada para tratar de amigdalites recorrentes e infecção do ouvido médio. A cirurgia de adenoide também é realizada para melhorar a respiração quando as vias aéreas estão bloqueadas.

Como as adenoides em particular encolhem na idade adulta, os médicos e cientistas historicamente presumiam que tecidos como esses eram redundantes no corpo.

A redescoberta

Mas agora está claro que adenoides e amígdalas estão estrategicamente posicionadas no nariz e na garganta, respectivamente, em um arranjo conhecido como anel de Waldeyer. Elas funcionam como uma primeira linha de defesa, ajudando a reconhecer patógenos transportados pelo ar, como bactérias e vírus, e iniciam a resposta imunológica para eliminá-los do corpo.

Assim, os resultados obtidos agora por uma equipe da Universidade de Melbourne (Austrália) não parecem surpreender, já que essa remoção impacta a resistência posterior às doenças respiratórias, infecciosas e alérgicas.

A descoberta também é importante, dizem os pesquisadores, por se juntar aos já conhecidos riscos a curto prazo das duas cirurgias, fornecendo mais evidências para apoiar possíveis alternativas à cirurgia sempre que possível.

Riscos duplicados e triplicados

A tonsilectomia mostrou-se associada a um risco relativo quase triplicado – o risco para aqueles que fizeram a operação em comparação com aqueles que não passaram por ela – para doenças do trato respiratório superior, incluindo asma, gripe, pneumonia e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), o termo genérico para doenças como bronquite crônica e enfisema.

O risco absoluto – que leva em conta o quão comuns essas doenças são na comunidade – também mostrou-se 18,61% maior.

A adenoidectomia mostrou-se associada a um risco relativo mais de duas vezes maior de DPOC e um risco relativo quase duplicado de doenças do trato respiratório superior e conjuntivite. O risco absoluto também foi quase o dobro para as doenças do trato respiratório superior, mas correspondeu a um pequeno aumento para a DPOC, já que essa é uma condição mais rara na comunidade em geral.

“Em 1870, Charles Darwin disse que o apêndice era um vestígio inútil da evolução, prevendo que ele era pequeno demais para contribuir para a digestão de maneira significativa. Agora sabemos que o apêndice também tem uma função importante no sistema imunológico, protegendo contra infecções intestinais ao incentivar o crescimento de bactérias benéficas.

“À medida que descobrimos mais sobre a função dos tecidos imunológicos e as consequências de sua remoção ao longo da vida, especialmente durante idades sensíveis, quando o corpo está se desenvolvendo, isso ajudará a orientar pais e médicos sobre quais tratamentos eles devem usar,” disse o Dr. Sean Byars, coordenador do estudo, publicado na revista médica JAMA Otolaryngology Head Neck Surgery.

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Medicamentos de uso cotidiano podem ser geradores de depressão

Medicamentos de prescrição comum podem apresentam potencial gerador de depressão e para o aumento dos índices de suicídios? Mais de 33% dos americanos tomam medicamentos de prescrição médica que têm como um de seus efeitos colaterais a depressão, assegura um estudo recente, e os usuários desses fármacos apresentam taxas de depressão mais elevadas em relação aos que não as tomam.

O estudo indica que o risco aumenta a cada medicamento adicional que o usuário passa a fazer uso, e muitos pacientes têm prescrição para mais de um deles.

Cerca de 200 desses medicamentos amplamente consumidos em todo o mundo podem causar depressão, inclusive os mais comuns como inibidores da bomba de prótons (usados para o tratamento de gastrite/refluxo) como o Omeprazol, beta bloqueadores (para o tratamento das arritmias/hipertensão), contraceptivos, anticonvulsivantes como a gabapentina, corticosteroides como prednisona ou prednisolona e doses elevadas de ibuprofeno.

“Foi surpreendente e ao mesmo tempo preocupante ver que muitos medicamentos têm como efeito colateral a depressão ou sintomas suicidas, considerando o enorme problema da depressão e das taxas de suicídios nos Estados Unidos”, afirmou Dima Mazen Qato, professora da Universidade de Illinois, autora principal do estudo.

Risco maior associado à dose e ao número de fármacos

Ela reconheceu que o trabalho se limita a apontar apenas uma correlação. “Nós não provamos que o uso desses medicamentos pode levar uma pessoa saudável a apresentar depressão ou sintomas suicidas”, salientou. “Mas percebemos um preocupante padrão de resposta relativa à dose: quanto mais desses medicamentos que apresentam tais efeitos adversos as pessoas tomam simultaneamente, maior o risco de depressão”.

Amostra de pacientes representativa

Os pesquisadores analisaram os medicamentos usados por uma amostra representativa de mais de 26 mil adultos americanos de 2005 a 2014. Entre os pacientes que usaram uma droga que pode causar depressão como efeito colateral, mas que não estavam tomando um medicamento antidepressivo, 6,9% tiveram depressão, enquanto a taxa de depressão dos pacientes que tomavam uma ou mais drogas com o efeito colateral foi de 15,3%. Por outro lado, os pacientes que não estavam tomando nenhuma dessas drogas apresentaram uma taxa de depressão de 4,7%.

Os pesquisadores levaram em conta outros fatores de risco que podem provocar depressão.

“O estudo é um lembrete importante de que todos os medicamentos acarretam riscos, e a maioria dos remédios têm riscos raros, mas sérios – entretanto é mais uma razão pela qual mesmo medicamentos comumente usados, como os betabloqueadores ou os inibidores da bomba de prótons, não deveriam ser usados de maneira despreocupada”, disse Caleb Alexander, codiretor do Centro para a Segurança e Eficácia dos Medicamentos, e não estava envolvido no estudo.

Philip R. Muskin, secretário da Associação Americana de Psiquiatria, disse que os profissionais da área da saúde precisam ter em mente tais efeitos colaterais quando prescrevem os medicamentos e perguntar aos pacientes se eles têm um histórico pessoal ou familiar de depressão. Mas afirmou que é difícil dizer se o aumento do uso das drogas, bem como a combinação de drogas com efeitos colaterais que incluem a depressão, teve impacto na sociedade.

Uma grande dúvida persiste

“Tem havido um aumento da taxa de suicídio, que nós saibamos”, afirmou Muskin. “Estará isso relacionado ao uso desses medicamentos? A resposta honesta é que nós não sabemos. Poderia interferir? A resposta honesta é sim, é claro que poderia”.

Fontes: matéria originalmente postada no New York Times, e no Brasil pelo Estadão​.

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Um vírus que pode dar origem a uma pandemia

Um recente surto do vírus nipah no sul da Índia renovou o interesse por esse patógeno ainda pouco conhecido, que apresenta uma taxa de mortalidade de até 70% dos infectados e não tem vacina ou cura.

Descoberto há 20 anos, o nipah ainda é um vírus pouco estudado e, por isso, pouco conhecido. E, como surgiu em uma das regiões mais pobres do mundo, já nasceu como uma doença negligenciada.

Agora, especialistas afirmam que o comportamento do vírus na natureza e entre os humanos tornaram-no o candidato mais forte para uma indesejada próxima epidemia global.

Vírus nipah

O vírus Nipah – ou NiV – geralmente se espalha de morcegos ou porcos para os humanos e mata quase três quartos dos infectados. No atual surto no sul da Índia, o vírus já matou cerca de 20 pessoas, com dezenas de casos adicionais confirmados. Outros países da região também já registraram casos, embora em menor número.

Parece haver cepas do patógeno capazes de se espalhar de pessoa para pessoa, o que aumenta as chances de uma epidemia se espalhar rapidamente entre as comunidades densamente povoadas do sul da Ásia.

Quem está emitindo este alerta é o epidemiologista Stephen Luby, da Universidade de Stanford (EUA).

“O habitat natural dos morcegos Pteropus que transportam o nipah são as florestas tropicais. Como essas florestas foram convertidas em terras agrícolas, os morcegos procuraram outras fontes de alimento. Em Bangladesh, o vírus passa dos morcegos para as pessoas porque os morcegos estão lambendo a seiva fresca das palmeiras e assim passando sua saliva – que ocasionalmente está infectada com o vírus nipah – para as pessoas que bebem a seiva.

“Por causa da perda de habitat, os morcegos Pteropus na Austrália são mais propensos a permanecer nos subúrbios, onde as árvores frutíferas estão disponíveis, e pessoas e cavalos estão por perto. Os morcegos pararam grande parte de sua migração anual devido à perda de habitat,” explicou Luby.

Vírus que sobrevive entre humanos

A grande preocupação dos epidemiologistas é agora identificar e caracterizar as variações do vírus que possam ser transmitidas entre humanos, o que poderia, segundo eles, ser catastrófico.

“A característica que pode aumentar o risco de transmissão de pessoa para pessoa seria um vírus que tenha uma tendência mais forte de se deslocar para o trato respiratório em grande número. É concebível que o vírus possa adquirir uma mutação que potencialize essa capacidade. A preocupação é que, sempre que um vírus infecta um ser humano, ele está em um ambiente que o seleciona para sobrevivência nesse contexto.

“Infecções emergentes resultaram nas doenças infecciosas mais devastadoras que a humanidade já enfrentou. Elas incluem HIV, tuberculose, sarampo e varíola. A história nos ensinou que as infecções emergentes podem ser grandes ameaças,” disse Luby.

Quanto à possibilidade de uma vacina, o epidemiologista comentou: “O desenvolvimento de vacinas exige muito dinheiro. O número de pessoas infectadas com nipah é pequeno e, por isso, até muito recentemente, tem havido um investimento limitado no desenvolvimento de uma vacina. A Coalizão para Inovações em Prontidão Epidêmica anunciou recentemente planos para financiar o desenvolvimento de uma vacina humana contra o nipah.”

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Bebidas energéticas: movimento pede proibição para menores de 16 anos

A British Dental Association (BDA) decidiu apoiar a campanha lançada pelo chef Jamie Oliver que pede a proibição de bebidas energéticas para menores de 16 anos. De acordo com a associação, o consumo deste tipo de bebidas está a contribuir para a criação de uma crise global de cáries dentárias em crianças. A campanha pede ao Governo britânico que faça do açúcar “o novo tabaco”.

Mick Armstrong, Chairman da British Dental Association, sublinha que “[o consumo destas bebidas] é um hábito que se está a formar. São altamente acídicas e têm mais de 20 colheres de chá de açúcar – muito mais do que uma lata de Coca-Cola”.

Muita cafeína e muito açúcar

A campanha de consciencialização, que está a ser promovida pelo jornal britânico The Daily Mirror, foca-se nos efeitos deste tipo de bebidas na saúde oral das crianças, no peso e nos níveis de concentração na escola, defendendo a proibição da venda a crianças com menos de 16 anos e pedindo aos retalhistas que exijam a apresentação de identificação dos clientes antes de permitirem a sua venda.

A maioria das bebidas energéticas contém cerca de 160 mg de cafeína por cada 500 ml, mas a dose diária recomendada de cafeína para crianças com dez anos não deve ultrapassar os 99 mg.

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Um perigo associado ao adoçante sucralose

O consumo de adoçantes com baixas calorias pode causar síndrome metabólica e predispor as pessoas a pré-diabetes ou ao diabetes, particularmente em indivíduos com obesidade.

Quem garante é o professor Sabyasachi Sen, da Universidade George Washington (EUA), cuja equipe descobriu isso em experimentos de laboratório usando células-tronco derivadas da gordura humana e de amostras de gordura humana.

Síndrome metabólica

A síndrome metabólica é um grupo de fatores de risco – pressão arterial alta, alto nível de açúcar no sangue, níveis de colesterol não saudáveis e gordura abdominal – que duplica o risco de doenças do coração e dos vasos sanguíneos (doenças cardiovasculares), podendo levar a ataques cardíacos e derrames. Esses fatores de risco também aumentam o risco de diabetes de três a cinco vezes.

“Nossos experimentos com células-tronco indicam que os adoçantes de baixas calorias promovem o acúmulo adicional de gordura nas células em comparação com células não expostas a essas substâncias, de forma dependente da dose – o que significa que, à medida que a dose de sucralose aumenta, mais células apresentam aumento na acumulação de gotículas de gordura. Isso provavelmente ocorre pelo aumento da entrada de glicose nas células pelo aumento da atividade de genes chamados transportadores de glicose,” detalhou Shen.

Sucralose

Além das células-tronco, os pesquisadores estudaram amostras de gordura humana coletadas de indivíduos com obesidade que consomem adoçantes à base de sucralose. Eles constataram mudanças similares na expressão gênica dos mesmos genes transportadores de glicose que as verificadas nas células-tronco.

A equipe destaca que estes resultados são da maior preocupação para pessoas que têm obesidade e pré-diabetes ou diabetes, uma vez que elas já estão com um risco mais elevado de ataques cardíacos e AVC.

“Acreditamos que o efeito seja mais pronunciado em pessoas com excesso de peso e obesidade, em vez das pessoas de peso normal, porque elas têm mais resistência à insulina e podem ter mais glicose no sangue,” disse Shen.

Os resultados da pesquisa foram divulgados durante a reunião anual da Sociedade de Endocrinologia dos EUA. O próximo passo consistirá na confirmação dos efeitos in vivo – em animais de laboratório.

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