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Sal pode causar o Alzheimer. Descubra aqui

sal pode causar o Alzheimer

Pesquisa recente nos leva a concluir que uma dieta com excesso de sal pode causar o Alzheimer. Como assim?
De que forma o excesso de sal pode causar o Alzheimer?

Um novo estudo publicado na Nature revelou que uma dieta rica em sal pode afetar negativamente a função cognitiva.
Uma dieta rica em sal pode ocasionar uma deficiência de óxido nítrico. Esse composto é fundamental para a manutenção da saúde vascular do cérebro.
Quando os níveis de são muito baixos, alterações químicas na proteína tau ocorrem no cérebro. Essa condição favorece estados de demência e o Alzheimer.

No estudo, publicado em 23/10/2019 na Nature, os pesquisadores procuraram elucidar a série de eventos que ocorrem entre o consumo de sal e a baixa cognição.
Concluíram que diminuir a ingestão de sal e manter vasos sanguíneos saudáveis no cérebro pode “afastar” o risco de demência e Alzheimer.
O acúmulo de depósitos da proteína tau tem sido relacionada ao desenvolvimento da doença de Alzheimer em humanos.

Aqui no blog Dentalis já relacionamos o Alzheimer a outras patologias como à doença periodontal como neste artigo.

Proteína Tau e beta-amiloide – entendendo os marcadores biológicos do Alzheimer

Os marcadores biológicos do Alzheimer são as proteínas beta-amiloide e tau.
A proteína beta-amiloide é produzida normalmente no cérebro. Há evidências de que quantidades muito pequenas dela são necessárias para manter os neurônios funcionais.
No caso do Alzheimer sua produção se eleva muito e o seu acúmulo leva à alteração das sinapses. É a primeira etapa para uma série de eventos que ocasiona a perda de neurônios e o aparecimento dos sintomas da doença.

A proteína beta-amiloide é eliminada normalmente pelo liquor. No Alzheimer seu acúmulo no cérebro faz com que sua concentração no liquor caia. Simultaneamente, ocorre fosforilação da proteína tau, que forma os emaranhados neurofibrilares dentro dos neurônios. Essa é outra alteração patológica conhecida do Alzheimer.
Com a morte de neurônios, a proteína tau é eliminada pelo liquor, aumentando também sua concentração.

O estudo

O estudo propõe um novo mecanismo pelo qual o sal está ligado ao comprometimento cognitivo. Também fornece mais evidências de uma ligação entre hábitos alimentares e função cognitiva.
O novo estudo baseia-se em pesquisa publicada na Nature Neuroscience pelos cientistas doutores Faraco, Costantino Iadecola e pela professorade Neurologia Anne Parrish Titzell da Weill Cornell Medicine.

O estudo evidenciou que uma dieta rica em sal causou demência em ratos.
Os ratos foram alimentados com uma dieta que continha entre 8 e 16 vezes a quantidade normal de sal. Posteriormente fora realizados testes cognitivos. Após dois meses de dieta, os ratos não conseguiram reconhecer novos objetos que os foram apresentados. Os roedores tornaram-se incapazes de concluir tarefas da vida diária, como construir seus ninhos.
Também se mostraram muito mais lentos na saída de um labirinto do que aqueles em uma dieta normal.
Também tiveram problemas em passar nos testes de memória.

A equipe de pesquisa determinou que a dieta rica em sal estava fazendo com que as células do intestino delgado liberassem a molécula interleucina-17.
Essa molécula promove a inflamação como parte da resposta imune do corpo.

O excesso de sal pode causar o Alzheimer – a escassez de óxido nítrico

A interleucina entrou na corrente sanguínea e impediu que as células nas paredes dos vasos sanguíneos que alimentavam o cérebro produzissem óxido nítrico.
O óxido nítrico age relaxando e alargando os vasos sanguíneos. Possibilita que o sangue flua de forma adequada.
Por outro lado, uma escassez de óxido nítrico pode restringir o fluxo sanguíneo.

Com base nessas descobertas, o Dr. Iadecola, o Dr. Faraco e seus colegas teorizaram que o sal provavelmente causou demência em ratos.
Ou seja, que o excesso de sal pode causar o Alzheimer.

Isso porque o sal contribuiu para restringir o fluxo sanguíneo para o cérebro.
No entanto, eles perceberam que o fluxo sanguíneo restrito nos ratos não era grave o suficiente para impedir o funcionamento adequado do cérebro.

Achamos que talvez houvesse algo mais acontecendo aqui ‘”, disse o Dr. Iadecola.

Em seu novo estudo da Nature, os pesquisadores descobriram que a produção reduzida de óxido nítrico nos vasos sanguíneos afeta a estabilidade das proteínas tau nos neurônios.
A proteína tau fornece estrutura para os “andaimes”. Esse “andaime”, também chamado de citoesqueleto, ajuda a transportar materiais e nutrientes através dos neurônios para garantir seu adequado funcionamento.

sal pode causar o Alzheimer

A proteína tau se desprende do citoesqueleto

A proteína tau se torna instável e se desprende do citoesqueleto, o que causa problemas. Isso porque a tau não deveria estar livre na célula.
Uma vez que a proteína estando fora do citoesqueleto ela acaba se acumulando no cérebro. Isso é o estopim para os problemas cognitivos.
Os pesquisadores determinaram que níveis saudáveis de óxido nítrico controlam a tau.
Isso freia a atividade causada por uma série de enzimas que levam à patologia da doença da proteína tau.

Proteína tau e demência

Para evidenciar ainda mais a importância da proteína tau na demência, os pesquisadores deram a ratos uma dieta rica em sal. Também restringiram o fluxo sanguíneo ao cérebro e de um anticorpo que promove a estabilidade da tau. Apesar do fluxo sanguíneo restrito, os pesquisadores observaram cognição normal nesses ratos. Isso demonstrou que o que realmente está causando a demência. Ou seja foi a proteína tau e não a falta de fluxo sanguíneo, disse um dos pesquisadores.
No geral, este estudo destaca como a saúde vascular é importante para o cérebro. Como demonstrado, há mais de uma maneira em que os vasos sanguíneos mantêm o cérebro saudável. O excesso de sal pode causar o Alzheimer à medida em que compromete a saúde vascular.

Um alerta importante

São necessárias pesquisas sobre ingestão de sal e os efeitos sobre a cognição em humanos. Mas o atual estudo com ratos é um alerta para as pessoas regularem o consumo de sal no dia a dia.
E o que é ruim para nós não vem de um saleiro, vem de alimentos processados e de restaurante. Ou seja, o chamado sal oculto em muitos alimentos industrializados.
Temos que manter o sal sob controle. Ele pode alterar os vasos sanguíneos do cérebro e fazê-lo de maneira cruel.
Se pudéssemos resumir em poucas palavras essa pesquisa seria reafirmando que o excesso de sal pode causar o Alzheimer.

Fontes: Nature, ScienceDaily, ABRAz
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Escovar os dentes pode prevenir o Alzheimer: saiba como

Escovar os dentes pode prevenir o Alzheimer: saiba como

escovar os dentes

Escovar os dentes é uma rotina na vida da maioria das pessoas. O que não se imaginava é que escovar os dentes regularmente pode prevenir o Alzheimer em idades mais avançadas.

Já existe um conjunto de evidências que apoiam essa hipótese. Estudos têm mostrado que a doença gengival pode ser um fator de risco para o Alzheimer.

Alguns estudos sugerem que o risco dobra quando a doença gengival persiste por 10 ou mais anos.

Um estudo recente americano detalha como um tipo de bactéria Porphyromonas gingivalis , associada à doença da gengiva, foi encontrada nos cérebros de pacientes com Alzheimer.

Testes em camundongos também mostraram como o micro-organismo se espalhou da boca para o cérebro, onde causou danos às células nervosas.

O relatório em questão foi realizado e autofinanciado pelos fundadores da empresa farmacêutica americana Cortexyme. Essa empresa vem pesquisando a causa do Alzheimer e outros distúrbios degenerativos. Cientistas dessa empresa farmacêutica de San Francisco pretendem lançar um teste clínico para humanos no final deste ano.

O que é doença gengival?

A primeira fase da doença gengival é chamada gengivite.
Isso ocorre quando as gengivas ficam inflamadas em resposta ao acúmulo de placa bacteriana na superfície dos dentes.

A gengivite é experimentada por até metade de todos os adultos, mas é geralmente reversível.

Se a gengivite não for tratada, formam-se “bolsas sub-gengivais” entre o dente e a gengiva, que são preenchidas por bactérias.

Essas bolsas indicam que a gengivite se converteu em periodontite. Nesta fase, torna-se quase impossível eliminar as bactérias. Embora o tratamento dental possa ajudar a controlar seu crescimento.

Os riscos de doenças da gengiva aumentam significativamente em pessoas com higiene bucal deficiente. Fatores como tabagismo, uso de medicamentos, hereditariedade, escolhas alimentares, puberdade e gravidez podem contribuir para o desenvolvimento da doença.

A doença gengival não é apenas uma consequência da ação do P. gingivalis sozinho.
Um grupo de organismos incluindo Treponema denticola, Tannerella forsythia e outras bactérias também desempenham um papel nesta complexa doença oral.

Por que escovar os dentes é tão importante?

Pesquisadores da University of Central Lancashire foram os primeiros a estabelecer a conexão entre o P. gingivalis e a doença de Alzheimer.

A bactéria P. gingivalis é responsável por muitas formas de doenças das gengivas.
Estudos subsequentes descobriram que essa bactéria pode migrar da boca para o cérebro em camundongos. Uma vez no cérebro a P. gengivalis pode reproduzir todas as características da doença de Alzheimer.

Escovar os dentes regularmente pode manter sob controle a P. gengivalis. Isso não apenas acaba prevenindo a doença gengival, mas também o Alzheimer.

A P. gengivalis no contexto do Alzheimer

A pesquisa recente dos EUA encontrou a bactéria da doença gengival crônica nos cérebros de pacientes com doença de Alzheimer. São dados com embasamento científico. Porém, têm de ser entendidos dentro de um contexto mais complexo.

É que a doença de Alzheimer está ligada a uma série de outras condições e não apenas pode se originar a partir de uma bactéria oriunda de uma doença gengival.

A pesquisa existente mostrou que outros tipos de bactérias e o vírus do herpes tipo 1 também podem foram encontrados em cérebros de pacientes com Alzheimer.

As pessoas com síndrome de Down também correm um risco maior de desenvolver a doença de Alzheimer. Isso também vale para as pessoas que tiveram um traumatismo cranioencefálico grave.

A pesquisa também mostra que várias condições associadas à doença cardiovascular podem aumentar o risco de Alzheimer. Isso sugere que há muitas causas com um ponto final em comum.

Os cientistas ainda estão tentando descobrir a conexão. Esse ponto final em comum resulta nos mesmos sintomas do Alzheimer. Ou seja, falta de memória e mudanças comportamentais. Isso também ocorre junto com o acúmulo de placa junto à substância cinzenta do cérebro, o que é conhecido como “emaranhados neurofibrilares”.
Essa placa é formada pela proteína beta-amiloide.

Nessas condições a proteína beta-amiloide age como um resíduo tóxico, impedindo a comunicação normal entre os neurônios. Ou seja, não consegue mais desempenhar a função que teria, ou seja, de estabilizar a estrutura celular.

O acúmulo da proteína beta-amiloide e o Alzheimer

O Alzheimer está ligado ao acúmulo no cérebro de placas formadas pela proteína beta-amiloide. Sua aglutinação entre os neurônios impede a transmissão de sinais, prejudicando a atividade dos neurônios.
A doença leva à degeneração da memória e da capacidade de aprendizado. Em estágios avançados pode ocasionar a morte do paciente.

Estudos recentes demonstram que a aglutinação da beta-amiloide, hoje tida como patológica, poderia desempenhar uma função de defesa no organismo. Defesa? Mas que tipo de defesa?

escovar os dentes

Beta-amiloide: doença ou proteção – uma contradição

Um estudo publicado no periódico Science Translational Medicine, traz uma informação nova e revolucionária.
Começando pelo fato de afirmar que a proteína beta-amiloide pode ser encontrada em 70% dos vertebrados.
A beta amiloide era tida até o momento como elemento patológico no cérebro.
No entanto, o estudo em questão demonstra que sua ação no cérebro pode ser a de proteger o sistema nervoso contra agentes microbianos.

O acúmulo de proteína beta-amiloide na forma de placa teria assim finalidade de defesa do organismo.
Quando bactérias, vírus ou mesmo fungos conseguem romper a barreira hematoencefálica, a proteína beta-amiloide entraria em ação aprisionando esses agentes em placas, como uma teia proteica, ocasionando a sua eliminação.
Os resquícios dessas “teias” comporiam as tais placas de beta-amiloide, encontradas no cérebro de pacientes com Alzheimer.

Importante destacar que a barreira hematoencefálica é uma estrutura celular que protege o SNC (Sistema Nervoso Central).
Sua função primária é a de bloquear o acesso de substâncias tóxicas endógenas ou exógenas. Isso também vale para agentes microbianos. Na terceira idade essa barreira se torna mais porosa.

O experimento

Buscando provar essa hipótese, os pesquisadores realizaram um experimento com camundongos.
Para reproduzir as condições de um ser humano, camundongos foram geneticamente modificados, tornando-os aptos à produção de proteína beta amiloide.
Posteriormente expuseram os seus cérebros à ação da bactéria Salmonela.
Em pouco tempo, a simples presença da bactéria gerou o aparecimento de placas de proteína beta-amiloide com Salmonelas aprisionadas dentro das malhas proteicas formadas.

Já os camundongos do grupo controle no experimento ( incapazes de produzir placas), acabaram morrendo em decorrência da infecção provocada pela Salmonela.

Prosseguimento do estudo

Esse estudo deve e será aprofundado. Vai se procurar a presença de agentes microbianos no cérebro de pacientes que tiveram Alzheimer. E também de pessoas que não foram acometidas pela doença.
Também vai se buscar evidências da presença de agentes microbianos em placas de beta-amiloide encontradas em cérebros humanos.

Escovar os dentes

A pesquisa mais recente acrescenta mais evidências à teoria de que a doença das gengivas é um dos fatores que podem levar à doença de Alzheimer.
E isso devido à presença do elemento bacteriano capaz de ultrapassar a barreira hematoencefálica.

Porém, isso não deve ser motivo de nenhum pânico. Afinal, nem todos que sofrem de doença gengival desenvolvem a doença de Alzheimer.
E nem todos que sofrem da doença de Alzheimer têm doenças gengivais. Ter doença gengival não é fator determinante do Alzheimer. Deve ser entendido como um fator de risco a mais para o seu desenvolvimento.

Para descobrir quem está em risco, os cientistas precisam agora desenvolver testes que possam mostrar ao dentista quem é o verdadeiro alvo.

Sempre importante, no entanto, aconselhar as pessoas sobre a importância dos cuidados com a saúde bucal.
Especialmente do quanto é fundamental escovar os dentes regularmente e de forma adequada. Hábitos simples como escovar os dentes podem acabar sendo fundamentais na prevenção de uma série de doenças, inclusive do temido Alzheimer.

Fontes: The Independent, CRliquor, Science Translational Medicine
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Descoberta possível ligação entre bactéria causadora de doença gengival e o Alzheimer

A ciência acaba de nos revelar uma descoberta surpreendente: a Porphyromonas gingivalis (Pg) – bactéria comumente associada à doença gengival crônica – parece ter ligação com a doença de Alzheimer (DA).

Um artigo publicado recentemente na revista Science Advances detalha como os pesquisadores identificaram a Pg no cérebro de pacientes com DA.

O pesquisador da Universidade de Louisville, Jan Potempa, Ph.D., do Departamento de Imunologia Oral e Doenças Infecciosas na Faculdade de Odontologia, fez parte da equipe de cientistas internacionais liderada pela Cortexyme Inc., uma empresa farmacêutica americana.

A pesquisa chegou a esta conclusão depois de identificar enzimas ligadas à bactéria P. gingivalis no cérebro de pacientes mortos que tiveram Alzheimer; e material genético ligado à bactéria foi encontrado em pacientes vivos. Os pesquisadores ainda fizeram testes em camundongos para demonstrar que a presença do micro-organismo é um fator de risco para a demência. A equipe também desenvolveu uma medicação cujo o objetivo era diminuir os efeitos negativos causados pela bactéria.

Fortes evidências

No entanto, “agora temos fortes evidências que ligam a patogênese de P. gingivalis e Alzheimer, mas mais pesquisas precisam ser feitas antes que P. gingivalis esteja explicitamente implicada na causa ou morbidade da DA.

“Um aspecto ainda mais notável deste estudo é a demonstração do potencial de uma classe de terapias moleculares visando principais fatores de virulência para mudar a trajetória da DA, que parece estar epidemiologicamente e clinicamente associada à periodontite”, disse Potempa.

Testes em modelos animais

Em modelos animais, a infecção por Pg oral levou à colonização do cérebro e aumentou a produção de beta-amilóide (Aβ), um componente das placas amilóides comumente associadas à DA.

A equipe do estudo também encontrou as enzimas tóxicas do organismo, ou gingipains, nos neurônios de pacientes com DA. As gingipains (enzimas cisteína protease) são secretadas e transportadas para as superfícies exteriores da membrana bacteriana e demonstraram mediar a toxicidade da Pg numa variedade de células. A equipe correlacionou os níveis de gingipain com a patologia relacionada a dois marcadores: tau, uma proteína necessária para a função neuronal normal, e ubiquitina, um pequeno marcador de proteína que marca as proteínas danificadas.

Terapias moleculares

Buscando bloquear a neurotoxicidade induzida pela Pg, a Cortexyme começou a projetar uma série de pequenas terapias moleculares visando as gingipains da Pg. Em experimentos pré-clínicos detalhados no estudo, os pesquisadores demonstraram que, ao inibir o composto COR388, havia uma carga bacteriana reduzida de uma infecção cerebral estabelecida por Pg, bloqueava a produção de Aβ42, reduzia a neuroinflamação e protegia os neurônios do hipocampo – a parte do cérebro que medeia. memória e frequentemente se atrofia no início do desenvolvimento da DA.

Os resultados indicaram que, pelo menos em ratos, o medicamento é capaz de reduzir a neuro-degeneração cerebral, o que aponta para uma forma em potencial de combate ao Alzheimer. “A principal conclusão do estudo é que há uma quantidade significativamente maior de enzimas bacterianas tóxicas nos cérebros de pacientes com Alzheimer e a atividade tóxica das enzimas pode ser bloqueada com uma droga”, disse Stephen Dominy, principal autor do estudo.

Em outubro de 2018, a Cortexyme anunciou os resultados de seu ensaio clínico fase 1b do COR388 da 11ª Clinical Trials in Alzheimer’s Disease Conference. O composto COR388 apresentou tendências positivas em vários testes cognitivos em pacientes que sofrem de Doença de Alzheimer, e a empresa Cortexyme planeja iniciar um estudo clínico de Fase 2 e 3 do COR388 em DA leve a moderada neste ano de 2019.

Ótima notícia

Pesquisa anterior publicada no periódico PLOS ONE já havia apontado que pacientes com Alzheimer que tinham a infecção oral apresentaram declínio cognitivo ao longo de um período de seis meses em comparação com outro grupo de participantes que também tinham Alzheimer, mas não a doença bucal. O novo estudo, patrocinado por uma farmacêutica americana, conseguiu apontar uma causalidade entre os dois problemas.

Para chegar a esta descoberta, os pesquisadores infectadores camundongos com a bactéria causadora da periodontite e notaram um aumento da proteína beta-amiloide no cérebro dos animais. Usando um composto chamado COR388, os pesquisadores foram capazes de reduzir a carga bacteriana, o que ajudou não só a bloquear a produção da beta amiloide como auxiliou na proteção dos neurônios no hipocampo – região cerebral responsável pela memória. Segundo Dominy, essa é a primeira vez que evidências sólidas foram encontradas ligando a P. gingivalis e o Alzheimer.

Outro fato importante destacado por especialistas é a produção de uma droga experimental capaz de evitar o aumento dos níveis de uma das proteínas associadas ao Alzheimer. “É uma ótima notícia que um teste recente mostrou que esse medicamento é seguro. Além disso, o estudo fornece algumas evidências de que o composto pode afetar as proteínas relacionadas ao Alzheimer”, comentou Tara Spiers-Jones, da Universidade de Edimburgo, na Escócia, à CNN.

Apesar disso, os pesquisadores ressaltam que a P. gingivalis também pode ser encontrada em níveis baixos em 25% das pessoas que não têm qualquer doença bucal, portanto, será necessário maiores investigações para compreender essa ligação com maiores detalhes. Tara ainda destaca a importância de realizar testes clínicos para verificar se os resultados podem ser aplicados em pacientes que já convivem com a doença.

Críticas

Embora diversos estudos tenham demonstrado a relação entre a periodontite e demência, especialistas afirmam que os estudos sobre os principais fatores de risco para o desenvolvimento de Alzheimer não apontam essa doença bucal como uma grande preocupação. “O trabalho de laboratório [do novo estudo] sugere que esta infecção pode causar danos às células do cérebro, mas ainda não há provas claras de que pode causar esse dano em pessoas ou resultar em Alzheimer”, alertou James Pickett, da UK Alzheimer’s Society, no Reino Unido, à CNN.

Já Rogério Panizzutti, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), disse que a pesquisa se insere em um contexto de mais interesse em investigar conexões entre Alzheimer e agentes infecciosos. Isso porque, por vários motivos – má alimentação ou dificuldade em manter a saúde bucal, por exemplo – pacientes com Alzheimer poderiam desenvolver a bactéria (e não o contrário). “O desafio do campo é observar se existe relação causal entre uma infecção bacteriana ou viral e o Alzheimer. Esse estudo avança ao usar modelos animais, nos quais consegue sugerir causalidade. Mas ainda não dá para ter certeza de que a causalidade vai acontecer em humanos”, explicou.

O neurologista Ivan Okamoto pondera que é o estudo é inicial. “Sabemos como acontece a morte das células (no cérebro do paciente com Alzheimer), mas não sabemos qual o estímulo para isso”, diz o especialista da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein. “É preciso ter cuidado para não criar falsas expectativas. Como se dar um antibiótico fosse curar a doença”, alertou.

Para Daniel Ciampi, neurologista do Hospital Sírio-Libanês, é provável que vários fatores estejam envolvidos em quadros de demência e o estudo é “mais uma pista para pensar a doença”. Segundo ele, embora não seja possível concluir que infecções na boca causam o Alzheimer, manter a higiene está longe de ser algo em vão. “Um dos pilares do tratamento é ter uma saúde oral adequada. É como se tirasse um estresse inflamatório da jogada. E o paciente pode ter uma melhora parcial”, concluiu.

Fontes: ScienceAdvances, ScienceDirect, TNH1

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Bactéria causadora de doença periodontal pode ser um estopim para o Alzheimer

A exposição prolongada a bactérias da doença periodontal provoca inflamação e degeneração de neurônios cerebrais em camundongos que se mostra semelhante aos efeitos da doença de Alzheimer em humanos, de acordo com um novo estudo de pesquisadores da Universidade de Illinois, em Chicago.

Os resultados, publicados no PLoS ONE, sugerem que a doença periodontal, uma infecção de gengiva comum, mas evitável, pode ser um iniciador da doença de Alzheimer, que atualmente não tem tratamento ou cura.

“Outros estudos demonstraram uma estreita associação entre periodontite e comprometimento cognitivo, mas este é o primeiro estudo a mostrar que a exposição à bactéria periodontal resulta na formação de placas senis que aceleram o desenvolvimento da neuropatologia encontrada em pacientes com Alzheimer”, disse Dr. Keiko Watanabe, professor de periodontia na Faculdade de Odontologia da UIC e autor correspondente do estudo.

“Foi uma grande surpresa”, disse Watanabe. “Não esperávamos que o patógeno periodontal tivesse tanta influência sobre o cérebro, ou que os efeitos se assemelhasse tanto à doença de Alzheimer”.

Metodologia do estudo

Para estudar o impacto das bactérias na saúde do cérebro, Watanabe e seus colegas – incluindo o Dr. Vladimir Ilievski, professor assistente de pesquisa da UIC e coautor do artigo – estabeleceram um quadro de periodontite crônica, que é caracterizada por danos nos tecidos moles e perda óssea. cavidade bucal, em 10 camundongos do tipo selvagem. Outros 10 ratos serviram como grupo de controle. Após 22 semanas de aplicação oral repetida das bactérias ao grupo de estudo, os pesquisadores estudaram o tecido cerebral dos camundongos e compararam a saúde do cérebro.

Os pesquisadores descobriram que os ratos cronicamente expostos à bactéria tinham quantidades significativamente maiores de beta-amilóide acumulada – uma placa senil encontrada no tecido cerebral dos pacientes de Alzheimer. O grupo de estudo também teve mais inflamação cerebral e menos neurônios intactos devido à degeneração.

Esses achados foram ainda apoiados pela análise da proteína beta amilóide, e análise de RNA que mostrou maior expressão de genes associados à inflamação e degeneração no grupo de estudo. O DNA das bactérias periodontais também foi encontrado no tecido cerebral de camundongos no grupo de estudo, e uma proteína bacteriana foi observada dentro de seus neurônios.

Conclusão do estudo

“Nossos dados não apenas demonstram o movimento de bactérias da boca para o cérebro, mas também que a infecção crônica leva a efeitos neurais semelhantes aos da doença de Alzheimer”, disse Watanabe.

Os pesquisadores dizem que essas descobertas são poderosas, em parte porque usaram um modelo de rato do tipo selvagem; A maioria dos sistemas modelo utilizados para estudar a doença de Alzheimer baseiam-se em camundongos transgênicos, que foram geneticamente alterados para expressar mais fortemente os genes associados à placa senil e permitir o desenvolvimento de Alzheimer.

Estudo de qualidade e força

“Usando um modelo de camundongo do tipo selvagem adicionou força ao nosso estudo, porque estes ratos não foram preparados para desenvolver a doença, e o uso deste modelo dá peso adicional às nossas descobertas que as bactérias periodontais podem iniciar o desenvolvimento da doença de Alzheimer”, Watanabe. disse.

Os pesquisadores dizem que entender a causalidade e os fatores de risco para o desenvolvimento da doença de Alzheimer é crítico para o desenvolvimento de tratamentos, particularmente quando se trata de doença esporádica ou tardia, que constitui mais de 95% dos casos e tem causas e mecanismos desconhecidos. .

Embora os resultados sejam significativos para a comunidade científica, Watanabe disse que há lições para todos.

Saúde bucal: Fundamental

“A higiene bucal é um importante preditor da doença, incluindo doenças que acontecem fora da boca”, disse ela. “As pessoas podem fazer muito por sua saúde pessoal levando a saúde bucal a sério”.

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Doenças gengivais aumentam prevalência de Alzheimer em até 70%

Não é a primeira vez que as doenças periodontais são associadas à doença de Alzheimer, sugerindo que podem acelerar o declínio cognitivo dos pacientes com a doença. Mas um estudo recentemente publicado vai um pouco mais além e mostra que as doenças gengivais podem aumentar a probabilidade do desenvolvimento da doença de Alzheimer em cerca de 70% em pacientes que sofrem deste patologia oral por mais de 10 anos.

O estudo publicado na revista científica Alzheimer’s Research & Therapy contou com uma amostragem de 25 mil pessoas e buscou verificar pessoas com 50 ou mais anos de idade com periodontite crônica tinham ou não um maior risco para o desenvolver Alzheimer.

Forte evidência

Apesar de não terem conseguido determinar uma ligação direta entre as duas patologias, os investigadores descobriram que as pessoas que sofrem de doenças gengivais há dez ou mais anos têm 70% maior probabilidade para o desenvolver do Alzheimer.

Esta não é a primeira vez que as doenças gengivais se apresentam associadas a outras patologias. Existem evidências de que este tipo de patologia oral pode aumentar a prevalência de doenças como aquelas cardíacas, artrite reumatoide e até patologias que acometem a próstata.

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Bactérias intestinais podem ter relação direta com o desenvolvimento do Alzheimer

CérebroUma pesquisa feita na Universidade de Lund (Suécia) deu suporte à hipótese de que as bactérias intestinais aceleram o desenvolvimento da doença de Alzheimer.

A conexão entre as bactérias intestinais e a doença de Parkinson já está bem estabelecida, o que levou os pesquisadores a estudar também a conexão com o Alzheimer – hoje já se sabe que o intestino parece formar um “segundo cérebro”, tamanha é sua conexão com o sistema nervoso.

Como as nossas bactérias comensais têm um grande impacto sobre nossa saúde geral, sobretudo através de interações entre o sistema imunológico, a mucosa intestinal e a nossa dieta, a composição da microbiota intestinal passou a ser de grande interesse para as pesquisas sobre doenças neurológicas e neurodegenerativas.

A composição da nossa microbiota intestinal depende de quais bactérias recebemos no nascimento, dos nossos genes e da nossa dieta.

Bactérias intestinais e Alzheimer

Ao estudar camundongos saudáveis e doentes, os pesquisadores descobriram que os camundongos que sofrem de Alzheimer têm uma composição de bactérias intestinais diferente.

A equipe também estudou a doença de Alzheimer em camundongos completamente livres de bactérias, para testar ainda melhor a relação entre as bactérias intestinais e a doença. Os camundongos sem bactérias apresentaram uma quantidade significativamente menor de placas beta-amiloides no cérebro.

Para esclarecer a conexão entre a flora intestinal e a ocorrência da doença neurológica, os pesquisadores então transferiram bactérias intestinais de camundongos doentes para camundongos sem germes e constataram que estes últimos desenvolveram mais placas beta-amiloides no cérebro em comparação com o grupo que recebeu bactérias de animais saudáveis.

“Nosso estudo é único porque mostra um nexo causal direto entre as bactérias intestinais e a doença de Alzheimer. É marcante que os camundongos completamente livres de bactérias desenvolvam muito menos placas no cérebro,” disse a pesquisadora Frida Fak Hallenius.

Dieta e probióticos

Os pesquisadores pretendem agora testar novos tipos de estratégias preventivas e terapêuticas contra o Alzheimer com base na modulação da microbiota intestinal através da dieta e de novos tipos de probióticos.

“Os resultados significam que agora podemos começar a pesquisar maneiras de prevenir a doença e retardar sua manifestação. Consideramos que este é um grande avanço, já que até agora só podemos administrar medicamentos antirretrovirais que aliviam os sintomas,” finalizou Hallenius.

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Doença periodontal e mal de Alzheimer podem estar conectados

raio x sobre alzheimerPessoas com higiene oral deficitária ou doença periodontal podem apresentar maior risco de desenvolver mal de Alzheimer, de acordo com um estudo publicado online no Journal of Alzheimer’s Disease.

Os pesquisadores da Escola de Medicina e Odontologia na University of Central Lancashire (UCLan) na Inglaterra, orientados pelos Drs. StJohn Crean e Sim K. Singhrao examinaram amostras de tecido cerebral doadas por 10 pacientes sem demência e 10 pacientes com demência. Eles observaram lipopolissacarídeos, substância preventiva, (superfície da bactéria) de bactérias da doença periodontal na amostra de quatro das pessoas com demência e nenhum nas pessoas que não apresentavam demência. As bactérias podem entrar na corrente sanguínea através de atividades diárias, como comer, mastigar e escovar os dentes. Uma vez na corrente sanguínea, as bactérias podem ser transportadas para outras partes do corpo.

Bactérias: da boca para o cérebro

Os pesquisadores acham que quando as bactérias atingem o cérebro, elas podem desencadear uma resposta do sistema imune (como fazem na boca), matando as células cerebrais. Esta resposta imune poderia ser um mecanismo que leva a alterações no cérebro, o que é típico no mal de Alzheimer. Poderia estar ligado à causa de sintomas como confusão e memória deteriorada.

“Esta nova pesquisa indica uma possível associação entre doença periodontal e indivíduos que possam ser susceptíveis ao desenvolvimento de mal de Alzheimer, se expostos ao gatilho apropriado afirmou o Dr. Crean, que é o reitor da Escola de Medicina e Odontologia. “A pesquisa atualmente em andamento na UCLan tem um papel ativo na exploração desta ligação, mas ainda resta ser comprovado se uma higiene deficitária ruim pode levar à demência em pessoas saudáveis, o que obviamente poderia ter implicações significativas para a população como um todo. Também é provável que estas bactérias possam piorar a condição da doença existente.

O risco do Inflammaging

Em geral, o corpo do idoso sofre uma inflamação branda e sistêmica, muitas vezes sem sintomas. É o que os especialistas chamam de inflammaging (palavra em inglês que mescla “inflamação” e “envelhecer”). Esse processo, junto a uma baixa natural na imunidade, torna o indivíduo mais suscetível a infecções, entre elas as que acometem os arredores da gengiva.
Se houver uma rotina precária de escovação, portanto, os dentes estão com os dias contados.

Necessidade de mais pesquisas

Este foi um pequeno estudo que examinou amostras de tecido cerebral de apenas 20 pessoas. Por conta disso, a associação entre mal de Alzheimer e doença periodontal neste estudo poderia ter ocorrido ao acaso. Também é possível que as pessoas com mal de Alzheimer tenham uma higiene oral pior do que as pessoas sem demência. Portanto, as bactérias no tecido cerebral podem ser o resultado do mal de Alzheimer, e não a causa. São necessárias mais pesquisas para determinar se a presença ou não de doença periodontal aumenta o risco de desenvolver mal de Alzheimer.

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Doença periodontal pode acelerar declínio cognitivo em pacientes com Alzheimer

idoso com alzheimerUm estudo recentemente publicado sugere que a doença periodontal pode acelerar o declínio cognitivo dos pacientes com Alzheimer. O estudo do Dental Institute do King’s College London, no Reino Unido, mostra que os pacientes com Alzheimer que também sofrem de doença periodontal possuem taxas de declínio cognitivo mais altas.

De acordo com dados do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), dos EUA, cerca de metade dos adultos dos Estados Unidos da América possuem doenças na gengiva, com as taxas de incidência da doença em ascenção com o avanço da idade.

No caso das pessoas com Alzheimer, a elevada incidência das doenças da gengiva pode estar relacionada com o fato destas pessoas deixarem de realizar alguns cuidados de higiene oral à medida que a doença vai progredindo.

Mais de um estudo comprova a conexão

Esta não é a primeira vez que um estudo associa as duas doenças. Uma investigação publicada em 2013 já tinha conseguido identificar a bactéria Porphyromonas gingivalis, responsável pela doença periodontal, no cérebro de pessoas com Alzheimer.

A investigação agora publicada, por sua vez, procurou analisar o declínio cognitivo das pessoas com Alzheimer e a sua ligação com a doença periodontal, acompanhando 52 pessoas durante seis meses e avaliando a sua saúde oral.

Conclusão

Os resultados revelaram que os participantes com doença periodontal viram as suas funções cognitivas se deteriorar mais rapidamente do que no caso dos pacientes sem doenças da gengiva. Além disso, os participantes com doença periodontal revelaram também um aumento nos níveis de marcadores pro-inflamatórios no sangue.

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Saliva pode ser usada para detectar alterações ligadas ao Alzheimer

teste de salivaA Organização Mundial de Saúde estima que em todo o mundo 47,5 milhões de pessoas sofrem com demência, e de que a doença de Alzheimer é a causa mais comum. No entanto, a doença costuma ser diagnosticada somente em uma fase bastante tardia e técnicas de diagnóstico podem ser muito dispendiosas e invasivas. Agora, um estudo forneceu novas evidências de que a saliva, um fluido corporal facilmente obtido, poderia ser usada para detectar alterações relacionadas ao Alzheimer.

O pesquisador líder Shraddha Sapkota, um aluno graduado em neurociência pela Universidade de Alberta, relatou que o estudo mostrou uma forte associação entre certas substâncias na saliva e sua habilidade cognitiva.

Os participantes do estudo foram divididos em três grupos: pacientes com doença de Alzheimer (sete), aqueles com deficiência cognitiva leve (dez) e controles com envelhecimento cognitivo normal (dez). A análise dos espécimes salivares descobriu que níveis mais elevados de certos metabólitos no mal de Alzheimer e no grupo de deficiência cognitiva previram pior desempenho de memória episódica em comparação com o grupo controle. Níveis mais altos de outros metabólitos também previam velocidade mais lenta no processamento de informações, disseram os pesquisadores.

“A saliva é facilmente obtida, segura e acessível, e tem potencial promissor para a predição e controle do declínio cognitivo, mas estamos em fases muito iniciais deste trabalho e muito mais pesquisa é necessária”, disse Sapkota. “Igualmente importante é a possibilidade de usar saliva para encontrar alvos para o tratamento para endereçar o componente metabólico da doença de Alzheimer, que ainda não é bem compreendida. Este estudo nos aproxima de resolver esse mistério.”

O estudo foi realizado  como parte da University of Albert’s Victoria Longitudinal Study, de longo prazo, em larga escala e multi-facetada investigação do envelhecimento humano que visa investigar mudanças reais, variações e interações entre vários aspectos do envelhecimento cognitivo e influências de mudanças no envelhecimento.

Sapkota apresentou as conclusões do estudo, intitulado “Análises Metabolomicas de Amostras Salivares na Discriminação do Envelhecimento Normal, Comprometimento Cognitivo Leve e Grupo com Doença de Alzheimer e Produção de Biomarcadores na Predição da Performance Cognitiva”, na Conferência Internacional da Associação do Mal de Alzheimer. O encontro é o maior encontro de pesquisadores de todo o mundo com foco sobre a doença de Alzheimer e outras demências.​

 

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