antibiótico

Novo tratamento para a periodontite

novo tratamento para a peridontite

Hastes biodegradáveis com antibiótico são a esperança de um novo tratamento para a periodontite.
Essa é a novidade trazida por pesquisadores do Instituto de Farmácia da Universidade Martin Luther.

Surge no horizonte como uma esperança de um melhor e novo tratamento para a periodontite.
É o que asseguram pesquisadores do Instituto de Farmácia da Universidade Martin Luther, Halle-Wittenberg (MLU).

Os pesquisadores se valeram de um ingrediente ativo já aprovado. Também já solicitaram registro de patente de seu invento.
É uma inovação e que poderá se transformar rapidamente em um novo tratamento da periodontite.
A vantagem principal em relação à terapia convencional é a redução dos efeitos colaterais.
Suas descobertas foram publicadas no International Journal of Pharmaceutics.

Periodontite – alta prevalência

A periodontite é uma doença periodontal causada por bactérias. O processo infeccioso ocasiona inflamação das gengivas.

Mais de 50% dos adultos na Alemanha desenvolvem periodontite ao longo de suas vidas. Isso se verifica especialmente na terceira idade.

Segundo as projeções, mais de dez milhões de alemães apresentam periodontite.
A função de barreira do organismo é seriamente comprometida pela periodontite. O que permite que mais substâncias nocivas e bactérias entrem no corpo.

A inflamação gerada afeta todo o corpo e é frequentemente causa de outras doenças. Patologias como males cardíacos e pneumonia, por exemplo.
No tratamento convencional da periodontite são realizados procedimentos de limpeza mecânica. E em seguida são prescritos antibióticos.
Os antibióticos são amplamente conhecidos por gerar desiquilíbrio da flora bacteriana intestinal.

Os efeitos colaterais comuns são diarreia, dor abdominal e náusea. Também podem surgir reações de hipersensibilidade, como vermelhidão e coceira na pele.
Há que se considerar também o risco do desenvolvimento de resistência ao antibiótico empregado. Esse também é um fator e um grande risco para o sucesso do tratamento.

Novo tratamento para a periodontite

O novo tratamento para a periodontite recentemente patenteado pelos pesquisadores alemães faz uso de hastes biodegradáveis.

O antibiótico empregado nessa haste age apenas localmente na boca e não em todo o corpo.
Os pesquisadores combinaram o antibiótico (minociclina) com um excipiente farmacêutico (estearato de magnésio). Ambos, antibiótico e excipiente, já haviam sido comprovados cientificamente.
Essa combinação se mostrou eficaz, e ao mesmo tempo mais estável.

novo tratamento para a periodontite

Hastes biodegradáveis

A liberação do antibiótico, no complexo formado, aconteceu de forma contínua e gradual.
A maneira mais prática e fácil de administrá-lo aos pacientes se deu através das hastes biodegradáveis.
Essas hastes são em sua essência polímeros de grau farmacêutico.

Esses polímeros foram trabalhados para produzir barras flexíveis (hastes) biodegradáveis contendo o antibiótico.
Essas hastes pequenas podem ser facilmente inseridas na bolsa gengival.
Como são decompostas pelo organismo, elas não precisam ser removidas após o tratamento.
As hastes se mostraram muito mais eficazes in vitro do que produtos anteriores.
Encontrou-se assim o equilíbrio adequado entre resistência e flexibilidade.
O desenvolvimento dessas hastes já se encontra em fase avançada. Segundo os pesquisadores, já seria possível sua produção em larga escala.

Fase de estudos clínicos

A rápida implementação em estudos clínicos é possível. Isso porque todos os ingredientes de grau farmacêutico já estão disponíveis no mercado.
As hastes também podem ser produzidas usando técnicas comprovadas. Isso para que possam estar prontas e inseridas no mercado em alguns poucos anos.
O desenvolvimento posterior da formulação e seu subsequente lançamento no mercado serão realizados pela PerioTrap Pharmaceuticals GmbH. É uma empresa administrada pela Fraunhofer IZI em Halle.

Fonte: ScienceDaily

 

 

 

 

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Ciprofloxacino: Alerta em relação aos riscos associados a esse antibiótico

Ciprofloxacino: Alerta em relação aos riscos associados a esse antibiótico

O uso de ciprofloxacina e outros antibióticos da classe das fluoroquinolonas tem sido associado à interrupção das funções normais do tecido conjuntivo, incluindo ruptura dos tendões, tendinite e descolamento de retina.

Estas observações, relatadas em vários periódicos médicos e científicos, fizeram com que esses medicamentos passassem a conter uma tarja preta em alguns países, alertando os médicos e os pacientes sobre os possíveis efeitos colaterais danosos.

Esses estudos também indicavam que outros tipos de tecidos conjuntivos poderiam estar envolvidos nos efeitos colaterais deste antibiótico.

De fato, agora pesquisadores descobriram que a ciprofloxacina aumenta o risco de ruptura na artéria principal do corpo, a aorta.

“Um tecido natural para se preocupar é a aorta, um vaso sanguíneo que depende fortemente de ter um componente de tecido conjuntivo sólido – chamado de matriz extracelular – para manter sua integridade,” disse o Dr. Scott LeMaire, da Faculdade de Medicina Baylor (EUA).

Percepção incorreta de que antibióticos não fazem mal atinge médicos e pacientes

Danos à aorta e aneurisma

Devido à suspeita levantada pelos estudos anteriores, dois estudos clínicos analisaram a possível associação entre as fluoroquinolonas e problemas cardiovasculares.

“Eles descobriram que pacientes que receberam fluoroquinolonas tiveram um risco maior de aneurismas (formação de áreas semelhantes a balões na aorta que enfraquecem a integridade do vaso), rupturas ou dissecções (lágrimas na parede) do que pacientes que não receberam os antibióticos. Isso levantou preocupações importantes,” disse LeMaire.

Embora os estudos clínicos retrospectivos apontem para uma associação entre os antibióticos fluoroquinolonas e o aumento do risco de doenças da aorta, eles não provavam que os antibióticos causavam os problemas. Para determinar se existe uma associação de causa e efeito, LeMaire e seus colegas trabalharam com um modelo animal que imita os aneurismas e dissecções da aorta humana.

“Nosso estudo sugere que, neste modelo de aortas de camundongos moderadamente estressados, a exposição à ciprofloxacina resulta em uma progressão mais rápida e mais severa da doença, o que é exatamente a preocupação.

“Nossos resultados apoiam as preocupações levantadas por estudos clínicos retrospectivos anteriores e sugerem que a ciprofloxacina e outros antibióticos da mesma classe devem ser usados com cautela em pacientes com dilatação da aorta,” disse a Dra Ying Shen, coautora do estudo.

“Se considerarmos os dados clínicos e nossos resultados experimentais, que provam a ​causa em um modelo confiável de dissecção da aorta, acredito que temos evidências suficientes para mudar as diretrizes sobre o uso de antibióticos fluoroquinolonas para pessoas que têm um aneurisma ou estão em risco de contrair um aneurisma. Estou esperançoso de que essas diretrizes possam ser mudadas em pouco tempo,” finalizou LeMaire.

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