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Sementes de uva podem aumentar o tempo de vida médio das restaurações

O que têm as sementes de uva a ver com restaurações dentárias? De acordo com a mais recente descoberta de um grupo de pesquisadores dos EUA, bastante. É que as sementes de uva possuem um composto natural que pode ajudar fortalecer a dentina e melhorar o tempo de vida médio das restaurações dentárias de resina.

O estudo agora publicado revela que os compostos naturais presentes no extrato de sementes de uva podem ajudar a desenvolver um material adesivo natural que ajuda a fortalecer a ligação entre o dente e a restauração dentária, prolongando o tempo de vida médio da mesma.

Aumento da durabilidade

Os pesquisadores explicam que as restaurações dentárias de resina duram usualmente entre cinco a sete anos, sobretudo porque a área entre a dentina e a resina normalmente acaba se transformando em um ponto fraco, levando as restaurações a quebrar e as cáries dentárias se desenvolverem. No entanto, os compostos naturais presentes no extrato de sementes de uva podem fortalecer a dentina, postergando este processo de ‘desagregação’ das restaurações.

Os autores do estudo acreditam que esta descoberta pode ter importantes implicações na odontologia, já que em vez de se remover a estrutura dos dentes que está danificada e substituir com materiais restaurativos, poderemos ter no futuro a possibilidade de contar com outras opções de tratamento que permitam aos pacientes se manterem cada vez mais livres de cáries.

Fonte: NCBI
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Descoberta ligação entre dermatite atópica em crianças e incidência de cáries dentárias

eczemaUma pesquisa da Universidade Nacional de Singapura e do Instituto de Singapura para as Ciências Clínicas da Agência da Ciência, Tecnologia e Investigação sugere que pode existir uma ligação entre duas doenças comuns na infância: a dermatite atópica e as cáries dentárias. A prevalência de dermatite atópica tem crescido nos últimos anos e afeta hoje entre 15 a 30% das crianças de países desenvolvidos.

As crianças com sintomas desta doença dermatológica e sensíveis a substâncias alergênicas comuns avaliadas no âmbito deste estudo tinham três vezes mais probabilidades de já ter desenvolvido cáries dentárias aos dois e aos três anos de idade em comparação com crianças sem esta doença.

No total, este estudo ouviu cerca de 500 pais de crianças no seu primeiro ano de vida, aos três anos de idade e aos seis e aos 12 meses de idade, de forma a identificar a presença da doença. As crianças cujos pais reportaram que estas tinham a doença fizeram ainda um teste cutâneo de alergia (prick test) para avaliar a sua sensibilidade aos alergênicos comuns.

Cáries: mais de 3 vezes mais comuns em crianças que apresentam dermatite

Os resultados agora divulgados mostram que as crianças com eczema e que apresentaram resultados positivos para os alergênicos comuns tinham mais de 3 vezes mais chances de terem tido cáries dentárias aos dois e três anos de idade comparativamente com as crianças sem dermatite atópica.

Esse estudo bem como o detalhamento dos resultados pode ser lido aqui.

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Câncer oral tem aumento de mais de 60% nos EUA

sinais do cancer oralDe acordo com os últimos dados publicados por uma organização sem fins lucrativos de transparência de cuidados de saúde, alegações relacionadas com o diagnóstico de câncer oral nos EUA aumentaram mais de 60% desde 2011. Os dados também mostraram que os homens foram diagnosticados três vezes mais frequentemente com a doença do que as mulheres.

A FAIR Health, uma organização sem fins lucrativos dos EUA dedicada a trazer transparência aos custos dos cuidados de saúde e informações de seguro de saúde, analisou os dados sobre a cobrança médica particular e linhas de requerimento de seguros odontológicos relacionados ao diagnóstico de câncer bucal a partir de 2011 a 2015 e encontrado o número de créditos global que aumentou 61% durante o período. O maior aumento ocorreu na neoplasia maligna da nasofaringe, orofaringe e hipofaringe e a segunda maior em neoplasia maligna da língua.

A análise revelou ainda que 74 por cento dos casos diagnosticados de câncer de língua e de garganta eram em homens e 26 por cento eram em mulheres. No entanto, homens adultos, apesar de seu maior risco de desenvolver câncer bucal, eram muito menos prováveis do que as mulheres adultas, de procurar exames dentários preventivos e limpezas, declarou a FAIR Health. Homens e mulheres apresentaram semelhantes chances de desenvolver neoplasia maligna da gengiva e tumores orais benignos que poderiam se tornar malignos.

Idade com maior incidência

As alegações de câncer oral foram mais frequentes em indivíduos com idade de 46 anos e mais velhos. A partir de 2011 a 2015, as alegações de câncer oral aumentaram no grupo etário entre 56 e 65 anos, e diminuiu em pessoas com mais de 65 anos de idade.

De acordo com estimativas da American Cancer Society, mais de 48.000 americanos iriam desenvolver câncer de cavidade oral ou faringe em 2016 e cerca de 9.500 pessoas iriam morrer em consequência da doença.

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Incidência de câncer oral aumenta fortemente: conheça os principais fatores de risco

O consumo de tabaco, bebidas alcoólicas e uma dieta pouco equilibrada, assim como o papiloma vírus humano, podem estar por trás do recente aumento de casos de câncer oral no Reino Unido. De acordo com um estudo da Cancer Research UK, a incidência da doença aumentou de forma significativa na região nos últimos 20 anos, tendo alcançado o total de 13 casos para cada 100 mil habitantes.

O maior aumento observou-se nas mulheres, grupo em que a sua incidência se elevou em todas as faixas etárias nas últimas duas década em cerca de 71%. No caso dos homens, por outro lado, a incidência do câncer oral cresceu 54% em homens com menos de 50 anos e em cerca de 67% em homens com mais de 50 anos.

Mudança do estilo de vida

“É preocupante que o câncer oral tenha se tornado mais comum. Estilos de vida saudáveis podem ajudar a reduzir o risco de desenvolvimento da doença. Não fumar, beber menos bebidas alcoólicas e comer frutas e vegetais pode ajudar a reduzir o risco de câncer oral”, comenta Jessica Kirby do Cancer Research UK’s Senior Health Information Manager.

O consumo de tabaco, em particular, já havia sido identificado como um dos principais fatores de risco da doença, estimando-se que esteja relacionado com cerca de 65% dos casos.

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Uso de antibióticos predispõe crianças a maior incidência de alergia alimentar

crainça recusando antibióticosJá se sabe que o uso desnecessário de antibióticos estimula a resistência bacteriana, processo em que esses micro-organismos tornam-se mais fortes e resistentes à ação desses fármacos.

E agora, pesquisadores da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, descobriram que a prática também pode ser responsável por alergias alimentares. De acordo com dados de 1.504 crianças, aquelas que tomaram antibiótico nos 12 primeiros meses de vida eram 21% mais propensas a desenvolver algum tipo de alergia.
A maior frequência de um determinado fármaco aumentava pra valer esse risco.
Usar uma mesma droga por três vezes elevava em 31% a probabilidade de desenvolver uma reação exacerbada a algum ingrediente da dieta.
Se o indivíduo utilizava o composto em quatro oportunidades, a taxa pulava para 43%.

Antibióticos mais empregados durante o estudo

Os antibióticos mais empregados durante o estudo foram aqueles do grupo das penicilinas, e também a cefalosporina e sulfonamida, que foram os campeões na promoção de alergias.

Por isso, os especialistas pedem maior cautela antes da prescrição de antimicrobianos a crianças. É sempre bom salientar que o uso excessivo de antibióticos pode trazer prejuízos ao sistema imunológico e às bactérias que compõe a flora intestinal, o conjunto de micro-organismos que mora no estômago e nos intestinos e que como sabemos desempenha um papel primordial no equilíbrio do corpo.

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Obesidade pode elevar riscos de periodontite, sugere estudo

Fases inflamatórias da periodontiteEstudo avaliou 539 brasileiros que fizeram exames periodontais. Obesidade e sobrepeso elevaram em 22% e 11% o risco de periodontite

Sobrepeso e obesidade podem elevar o risco de periodontite (doença que começa com uma inflamação na gengiva e é caracterizada por danos no osso e nas fibras de sustentação dos dentes), segundo sugere um estudo apresentado em uma conferência da Associação Internacional de Pesquisa Dental (IADR) em junho.

O estudo, coordenado pelo pesquisador Marco Peres, da Universidade de Adelaide, na Austrália, avaliou 539 brasileiros de 31 anos de idade que passaram por exames periodontais em 2013. A conclusão foi que ter sobrepeso elevou em 11% o risco de ter uma periodontite; ser obeso elevou esse risco em 22%. Já o risco de ter uma periodontite de moderada a severa foi 12% maior entre os participantes com sobrepeso e 27% maior entre os obesos.

Problemas cardíacos como consequência

Como é do conhecimento de todos nessa patologia, a placa bacteriana endurece e forma o cálculo gengival, que afasta a gengiva dos dentes e cria uma bolsa periodontal. As bactérias entram pela gengiva e atingem o tecido ósseo dos dentes e as fibras de ligamento que os sustentam. Eles podem ficar moles e até cair. Quando a periodontite avança, pode haver abscessos que levam à endocardite bacteriana, problema que faz com que as bactérias que estão na gengiva entrem na corrente sanguínea e se alojem nas válvulas do coração. Esses micro-organismos, então, limitam ou bloqueiam a passagem do sangue pelo coração.

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Aumento da resistência bacteriana a antibióticos pode estar relacionada ao consumo de certos alimentos

antibioticos em formato de frangoO órgão intergovernamental administrado de forma conjunta pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização Mundial de Saúde (OMS) busca, desde 2000, como conter a resistência aos antibióticos a partir de análise dos riscos de transmissão pelos alimentos.

O Codex promove, além disso, ações globais como o fortalecimento do marco regulador, o uso veterinário dos antimicrobianos de forma prudente e responsável, e a eliminação ou a progressiva redução de sua utilização como promotores do crescimento da produção animal.

A especialista destaca que a pesquisa também pretende encontrar alternativas aos antibióticos, como vacinas e outras maneiras de reduzir o risco de doenças nos animais.

Enquanto as discussões seguem nos fóruns internacionais, a revista científica “The Lancet” publicou, em novembro do ano passado, um artigo sobre o descobrimento na China de uma nova forma de resistência em pessoas e animais, vinculada à colistina. O problema teria ocorrido pelo uso desse antibiótico na agricultura.

Em relação aos últimos estudos, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA, na sigla em inglês) lembrou que detectou em aves um aumento da resistência a antimicrobianos empregados para tratar doenças como a salmonela, que também afeta os humanos.

O especialista da EFSA Ernesto Liebana destacou que existem “evidências circunstâncias” que deixam claro que, quanto mais antimicrobianos, mais cresce a “pressão seletiva aplicada sobre a população de bactérias, gerando uma proporção maior de resistência”.

“Nos países nos quais houve um esforço em reduzir o uso de antimicrobianos, encontramos os menores níveis de resistência de modo geral”, destacou Liebana.

De qualquer forma, os pesquisadores seguem estudando o fenômeno, considerado como muito complexo quando surgem, por exemplo, bactérias multirresistentes ou capazes de transmitir seus genes resistentes para outras, com grande capacidade de expansão.

Contaminação dos alimentos

A contaminação pode ocorrer de diferentes formas, como, por exemplo, por meio das importações de animais. Apesar de a UE proibir o uso de antibióticos para favorecer o crescimento dos animais, alguns dos países-membros do bloco usam a substâncias para tratar doenças, o que dificulta as análises de risco.

Os especialistas pedem medidas globais para minimizar os efeitos negativos. Eles exigem que as decisões políticas sejam baseadas nas evidências científicas, mas nem todos os países parecem estar interessados em participar desse debate.

Para Barbara Murray, ex-presidente da Sociedade Americana de Doenças Infecciosas (IDSA, na sigla em inglês), os EUA precisam se esforçar mais para reduzir o uso desnecessário dos antibióticos em animais. Ela reconhece, porém, que as opiniões entre os profissionais de saúde são diversas e que é preciso mais pesquisa para esclarecer as divergências.

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Omeprazol e outros do mesmo grupo estão associados a risco maior de demência

antiácidos
A utilização de “inibidores da bomba de prótons”, os medicamentos mais utilizados para tratar úlceras gastrointestinais e refluxo gastro-esofágico, pode estar associada com um maior risco de demência.
 
O alerta está sendo feito pela equipe da Dra Britta Haenisch, do Centro Alemão de Doenças Neurodegenerativas, em Bonn, em um artigo publicado pela revista médica JAMA Neurology.
 
Os inibidores da bomba de prótons (IBP, ou PPI na sigla em inglês para proton-pump inhibitors) já haviam sido alvo de uma denúncia recente, feita por pesquisadores norte-americanos, que mostraram que os medicamentos antiácidos aumentam o risco de morte dos pacientes hospitalizados.
 
Maior risco de demência
No estudo alemão, os usuários regulares de IBPs (2.950 pacientes, em sua maioria do sexo feminino e com idade média de 84 anos) apresentaram um risco 44% maior de apresentar demência do que as pessoas (70.729 pacientes, em sua maioria do sexo feminino e idade média de 83 anos) que não receberam inibidores da bomba de prótons.
 
“O presente estudo só pode fornecer uma associação estatística entre o uso de IBP e o risco de demência. O possível mecanismo biológico causal subjacente tem de ser explorado em estudos futuros. Para avaliar e estabelecer relações diretas de causa e efeito entre o uso de IBPs e a demência em idosos serão necessários ensaios clínicos prospectivos e randomizados,” conclui o estudo.
 
Inibidores da bomba de prótons
 O uso de inibidores da bomba de prótons (IBP) tem aumentado entre os pacientes mais idosos, o que os coloca entre as classes de remédios mais utilizadas pela população.
 
Fármacos desse grupo (ex: Omeprazol, Pantoprazol, Esomeprazol), que são usados no tratamento de úlceras gastrointestinais, inibem irreversivelmente um canal na membrana das células gástricas conhecido como bomba de prótons, por onde fluem íons de hidrogênio (H+), também chamados prótons.
 
Geralmente considerados como medicamentos muito seguros, seus principais efeitos colaterais incluem diarreia e dores abdominais, dores de cabeça, déficit de vitamina B12 e infecção do sistema intestinal devido à destruição parcial da proteção contra as bactérias.
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