bactéria

Bactéria associada à doença periodontal pode ter relação com câncer de esôfago

A bactéria bucal responsável pela doença periodontal pode estar associada ao câncer de esôfago. A conclusão consta de um estudo recente publicado na revista científica Cancer Research, que depois de analisar a saúde bucal de 122 mil norte-americanos durante dez anos mostra que a presença de bactérias relacionadas com a doença periodontal pode levar a um aumento ou diminuição do risco para o desenvolvimento deste tipo de carcinoma.

De acordo com os autores do estudo, a bactéria bucal Tannerella forsythia está associada a um aumento de 21% na probabilidade de desenvolvimento de tumores no esôfago.

Anthony Starpoli, especialista em cancro do esôfago, defende que “ainda não é claro se a presença desta bactéria ou a doença periodontal resultante são responsáveis pelo desenvolvimento do câncer”.

Não são apenas noticias ruins

Importante também citar que algumas das bactérias bucais analisadas pelos pesquisadores no âmbito deste estudo foram associadas a uma diminuição do risco de desenvolvimento de câncer bucal, o que sugere que enquanto algumas bactérias podem ser responsáveis pelo desenvolvimento deste carcinoma altamente mortal, outras podem ajudar a diminuir as chances de seu desenvolvimento.

Esta não é a primeira vez que as bactérias bucais são associadas ao desenvolvimento de outras patologias, especialmente doenças oncológicas. No final do ano passado, um estudo japonês já havia relacionado as bactérias orais com o câncer de esôfago.

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Parceria bactéria e fungo – colaboram na formação das cáries

Um agente primário na cárie dental muito comum é uma bactéria como a Streptococcus mutans. Entretanto, nova pesquisa de uma equipe da Faculdade de Odontologia da Universidade da Pensilvânia descobriu que Candida albicans, um tipo de fungo, pode agir em parceria com esta bactéria danosa na formação de cáries na primeira infância.

Biofilme obstinado

Em um estudo conduzido anteriormente, a equipe descobriu que a interação entre C. albicans e uma enzima produzida pela S. mutans conduz ao desenvolvimento de um biofilme obstinado. Na nova pesquisa, eles aprenderam qual molécula superficial do C. albicans interage com a enzima para produzir esse biofilme. O Prof. Hyun (Michel) Koo, do Departamento de Ortodontia e divisões da Odontopediatria e Saúde Bucal da Comunidade da universidade, foi o autor líder do estudo e explicou que prevenir a interação pode combater a cárie resultante.

“Ao invés de apenas ter como alvo a bactéria para tratar cáries na primeira infância, nós também podemos focar o fungo”, disse Koo.

“Nossos dados fornecem indícios de que você não precisa usar um amplo espectro antimicrobiano e pode ser capaz de ter como alvo a enzima ou parede da célula do fungo para romper a formação de biofilme”.

Colaboração do Açúcar

O consumo de alimentos e bebidas com alto teor de açúcar por crianças é um dos meios em que esse biofilme é criado. Isso ocorre porque o C. albicans só é capaz de unir-se ao S. mutans e formar a placa na presença do açúcar.

O estudo, intitulado “Candida albicans mannans mediate Streptococcus mutans exoenzyme GtfB binding to modulate cross-kingdom biofilm development in vivo”, foi publicado on-line em 15 de junho na revista PLOS Pathogens.

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Bactéria associada à doença periodontal pode interferir com a gravidez de mulheres jovens

O estudo foi publicado na revista científica Journal of Oral Microbiology e contou com a participação de 256 mulheres entre os 19 e os 42 anos de idade que haviam deixado de recorrer a todos os métodos contraceptivos com o objetivo de engravidar.

Além de entrevistas sobre o histórico médico, hábitos de consumo de tabaco, higiene bucal, consultas odontológicas e situação socioeconômica, o estudo colocou seu foco sobre o estado de saúde bucal de cada uma das pesquisadas, através de check-ups dentários que avaliaram a presença de cáries dentárias e de doença periodontal.

Por outro lado, e para detectar a presença de patóegenos associados com a doença periodontal, cada uma das pacientes pesquisadas foi submetida a uma coleta de saliva e a exames ginecológicos. Depois, cada uma das pacientes foi acompanhada durante um período de 12 meses para verificar se haviam engravidado ou não.

Resultados

Os resultados agora conhecidos mostram que a presença do agente patogênico “Porphyromonas gingivalis” na saliva revelou-se mais comum entre as pacientes que não engravidaram do que nas pacientes que acabaram por engravidar no decorrer do estudo (8,3% vs 2,1%). Além disso, é importante dizer que os níveis de anticorpos salivares contra esse agente patogênico eram significativamente superiores nas mulheres que não engravidaram.

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Bactéria da flora oral que ajuda a evitar cáries

dente combatendo bactériasUm estudo recentemente publicado revela que a Streptococcus dentisani, uma cepa de bactéria da boca, pode atuar como um escudo e ajudar a prevenir as cáries dentárias, a doença infeciosa que é considerada a mais comum em todo o mundo, estimando-se que afete cerca de 90% da população mundial em alguma momento da vida.

De acordo com os cientistas responsáveis pela descoberta, esta bactéria pode atuar como “um escudo” perante as bactérias causadoras das cáries dentárias, produzindo uma substância que as inibe e consequentemente previne o desenvolvimento das mesmas.

Alejandro Mira é o principal responsável pela descoberta e revela que “com este ensaio preliminar conseguimos comprovar três aspetos fundamentais: que não existem efeitos colaterais; que a bactéria se coloniza e que imaginamos que o ideal é aplicar o tratamento de forma regular; e, por último, que melhora e regula os níveis de pH, já que faz com que a placa bacteriana dentária produza menos ácido.”

​Ação sobre os níveis de pH

Para chegar a esta conclusão, os autores do estudo recolheram amostras de saliva e de placa bacteriana dentária de vários voluntários e quantificaram os valores de pH e de colonização desta cepa de bactéria. Os resultados foram claros: a S. dentisani é segura e coloniza a mucosa oral, melhorando os níveis de pH.

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Bactéria encontrada na doença periodontal pode acelerar crescimento de células cancerígenas

fosobacterium

A bactéria frequentemente associada às doenças gengivais pode ser um catalisador para o crescimento de células cancerígenas. A conclusão é de um estudo recentemente publicado na revista científica ‘Immunity’ e que explica que a bactéria fusobacterium nucleatum pode prejudicar a capacidade do organismo humano para combater doenças cancerígenas.

De acordo com os pesquisadores, “quando combinada com células de tecidos humanos, esta bactéria ‘agarra-se’ às partes do sistema imunológico responsáveis por atacar as células cancerígenas, impedindo-o de realizar a sua função.”

Concluindo

Este estudo demonstra que se deve redobrar a atenção nos cuidados para uma boa saúde e higiene oral. O câncer oral está aumentando cada vez mais e qualquer coisa que as pessoas possam fazer para diminuir os seus riscos é uma boa medida de saúde pública. A prevenção é infinitamente melhor do que ter que tratar uma doença, especialmente em se tratando do câncer oral.

Posted by Victor in Estudos, 2 comments

Bactéria responsável por doença periodontal pode estar relacionada ao câncer de esôfago

Odontologia e Câncer do esôfago  

bacterias
A bactéria Porphyromonas gingivalis, a principal responsável por doenças da gengiva, pode estar relacionada com o câncer de esôfago, atuando como um fator de risco. A conclusão é de um estudo realizado por um grupo de pesquisadores da Universidade de Louisville, nos EUA, e da Universidade Henan de Ciência e Tecnologia, da China, que descobriram que os níveis de presença desta bactéria são mais elevados no tecido cancerígeno de pacientes com carcinoma de esôfago.
 
Até agora já eram conhecidos fatores de risco para o câncer de esôfago, como a exposição a  substâncias químicas, alguns alimentos, fatores hereditários e idade.
 
Neste estudo, os pesquisadores testaram três diferentes tipos de tecidos de 100 pacientes com câncer de esôfago e de 30 pacientes sem a doença: tecido cancerígeno, tecido não-cancerígeno de uma área adjacente ao tecido cancerígeno e tecido normal do grupo de controle.
 
Os resultados mostraram que a bactéria Porphyromonas gingivalis estava presente em 61% das amostras de tecido cancerígeno e em 12% das amostras de tecido adjacente ao tecido cancerígeno. Nas amostras de tecido normal, a bactéria não foi encontrada.
 
Huizhi Wang, um dos responsáveis pela investigação, acredita que “estes resultados mostram as primeiras evidências diretas de que a infeção pode ser um novo fator de risco para o câncer de esôfago e pode também servir de biomarcador para este tipo de carcinoma”.

Concluindo 

Se forem confirmados, estes resultados podem representar uma redução significativa da doença, que todos os anos afeta cerca de 15 mil pessoas nos EUA, de acordo com dados do Centers for Disease Control and Prevention (CDC).
 

 

Posted by Victor in Estudos, 0 comments