bactérias orais

Bactérias orais tem relação com o AVC? Descubra aqui

bactérias orais e avcBactérias orais e AVC parecem coisas completamente desconexas. Mas uma pesquisa recente mostra exatamente o contrário.

Os autores do estudo demonstram uma relação muito próxima entre bactérias orais e AVC. É provável que uma boa higiene oral seja importante não apenas para a saúde dos dentes, mas também para a prevenção de derrames.
É a conclusão a que chegaram pesquisadores após terem encontrado traços de DNA de bactérias orais em amostras de coágulos sanguíneos causadores de derrames.

Essa descoberta afinal de contas prova que bactérias orais e podem causar AVC? Existe de fato tal conexão? É o que este artigo convida você a descobrir…

É um trabalho de pesquisadores da Universidade de Tampere, na Finlândia. Eles analisaram amostras de coágulos de 75 pessoas vítimas de AVC. Todos os pacientes receberam tratamento de emergência por AVC isquêmico na Unidade de Acute Stroke do Hospital Universitário de Tampere.

Os pacientes foram submetidos a trombectomia. Esse procedimento busca remover coágulos sanguíneos por meio de cateteres introduzidos pelas artérias.
Os cateteres podem implantar os stent retrievers e aspiradores para reduzir ou remover o coágulo.

A análise dos coágulos sanguíneos obtidos pela técnica anteriormente descrita revelou algo surpreendente. Os pesquisadores descobriram que 79% dos coágulos tinham traços de DNA de bactérias orais comuns.

A maioria das bactérias era do tipo “Streptococcus mitis“. Essa bactéria pertence a um grupo que os cientistas chamam de estreptococos viridans.

Os níveis das bactérias orais foram muito mais elevados nas amostras de coágulos do que nas outras amostras que os cirurgiões retiraram dos mesmos pacientes.

A Universidade de Tampere  vem pesquisando há 10 anos sobre o papel das bactérias nas doenças cardiovasculares. O presente estudo faz parte desta investigação.

Já se descobriu, por exemplo, que os coágulos sanguíneos que causaram ataques cardíacos, aneurismas cerebrais e tromboses nas veias e nas artérias da perna contêm bactérias orais. Principalmente por estreptococos viridans. Também mostrou que essas bactérias podem causar endocardite infecciosa, um tipo de infecção cardíaca. Aqui no blog Dentalis já noticiamos essa associação.

Os pesquisadores acreditam que o novo estudo é o primeiro a implicar estreptococos viridans no AVC isquêmico agudo.

O que é um AVC

Um AVC ou acidente vascular cerebral é quando o cérebro repentinamente experimenta uma interrupção em seu suprimento de sangue.
Isso priva as células de oxigênio essencial e nutrientes. E pode resultar em danos nos tecidos e perda de função cerebral.

O tipo mais comum de derrame é um acidente vascular cerebral isquêmico. Isso ocorre quando um coágulo sanguíneo reduz o suprimento de sangue em uma artéria que alimenta o cérebro.

De acordo com dados da World Stroke Organization, cerca de 1 em cada 6 pessoas em todo o mundo provavelmente sofrerá um derrame ao longo da vida.

bactérias orais e avc

Principais causas do AVC isquêmico

Uma das principais causas de acidente vascular cerebral é uma condição chamada aterosclerose. Nessa condição as placas se formam nas paredes das artérias e fazem com que elas se estreitem e endureçam com o tempo. As placas são depósitos de resíduos celulares, gordura, colesterol e outros materiais.

Dependendo de onde as placas se formam, a aterosclerose pode aumentar o risco de doença cardíaca, angina, doença da artéria carótida e doença arterial periférica.

Partes das placas podem se desprender da parede das artérias ou mesmo atrair coágulos. Caso isso aconteça em uma artéria que alimente o cérebro, pode desencadear um derrame isquêmico.

Tipos de AVC isquêmico

  • Aterotrombótico: provocado por doença que causa formação de placas nos vasos sanguíneos maiores (aterosclerose). Causa a oclusão do vaso sanguíneo ou formação de êmbolos;
  • Cardioembólico: ocorre quando o êmbolo causador do derrame parte do coração;
  • Isquêmico de outra etiologia: é mais comum em pessoas jovens e pode estar relacionado a distúrbios de coagulação no sangue.

Entendendo o AVC hemorrágico

O AVC hemorrágico ocorre quando há rompimento de um vaso cerebral, provocando hemorragia.
Esta hemorragia pode acontecer dentro do tecido cerebral ou na superfície entre o cérebro e a meninge.
É responsável por 15% de todos os casos de AVC. No entanto, pode causar a morte com mais frequência do que o AVC isquêmico.

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Causas do AVC hemorrágico

  • Hipertensão descontrolada e a ruptura de um aneurisma (causa principal);
  • Hemofilia ou outros distúrbios coagulação do sangue;
  • Ferimentos na cabeça ou no pescoço;
  • Tratamento com radiação para câncer no pescoço ou cérebro;
  • Arritmias cardíacas;
  • Doenças das válvulas cardíacas;
  • Defeitos cardíacos congênitos;
  • Vasculite (inflamação dos vasos sanguíneos), que pode ser provocada por infecções a partir de doenças como sífilis, doença de Lyme, vasculite e tuberculose;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Infarto agudo do miocárdio.

Principais causas para o AVC (isquêmico e hemorrágico)

  • Hipertensão;
  • Diabetes;
  • Colesterol elevado;
  • Sobrepeso e obesidade;
  • Tabagismo;
  • Consumo excessivo de álcool;
  • Idade avançada;
  • Sedentarismo;
  • Uso de drogas ilícitas;
  • Histórico familiar;
  • Ser do sexo masculino.

Qual a diferença entre o AVC hemorrágico e o AVC isquêmico?

Não há uma maneira clínica segura, eficaz e definitiva para identificar se o AVC é hemorrágico ou isquêmico.
O fundamental é iniciar o tratamento com urgência. Exames de imagem poderão revelar a causa do acidente vascular cerebral.

Sabe-se que o AVC hemorrágico costuma apresentar sintomas graves mais rapidamente. Rebaixamento de consciência progressivo, perda da consciência (desmaio), deterioração súbita de reflexos neurológicos e convulsão podem indicar um AVC hemorrágico.

Sinais e sintomas de um AVC

Existem alguns sinais que o corpo dá que ajudam a reconhecer um Acidente Vascular Cerebral. São eles:

  • Sorriso: peça para a pessoa sorrir. Se o sorriso sair torto ou se a boca entortar, pode ser AVC;
  • Abraço: peça para a pessoa levantar os braços. Se a pessoa tiver alguma dificuldade para levantar um deles ou se após levantar os dois um deles cair bruscamente, pode ser AVC;
  • Frase: peça para a pessoa repetir uma frase ou uma mensagem qualquer. Se a pessoa não conseguir compreender ou não conseguir repetir a frase ou mensagem, pode ser AVC;
  • Urgência: havendo qualquer um desses sinais, o SAMU 192 deve ser chamado imediatamente.

Bactérias orais e AVC – fazem ou não parte do evento

O autores do estudo refletiram sobre os resultados encontrados. Os pesquisadores observam que bactérias estreptococos da boca, quando entram na corrente sanguínea, podem causar infecção grave, como as válvulas cardíacas.

Há também evidências de que as bactérias podem ativar diretamente as plaquetas sanguíneas. Por isso conclui-se que bactérias orais e AVC guardam sim uma relação.

Este poderia ser uma via possível para aumentar o risco de derrame?

“Plaquetas ativadas” acionam células que promovem a aterosclerose e “aceleram o desenvolvimento de lesões aterotrombóticas”, escrevem eles.

“Proteínas de superfície bacteriana de S. mitis“, eles acrescentam, “podem se ligar diretamente a vários receptores de plaquetas”.

Em relação às descobertas recentes, os pesquisadores fizeram uma importante observação. Segundo eles as bactérias orais estão sim envolvidas, ou seja, bactérias orais e AVC tem uma relação.

Mas qual o tipo de relação que existe? Bactérias orais e AVC podem representar ter relação de causa e efeito?

Ainda não está claro se elas causam derrames ou se “seu papel é apenas de espectadoras” do processo.

Os mesmos cientistas sugerem: “O atendimento odontológico regular deve ser enfatizado na prevenção primária do AVC isquêmico agudo.”

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Fontes: Journal of the American Heart Association, MedicalNewsToday, Ministério da Saúde

 

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Bactéria oral no pâncreas está associada a tumores mais agressivos

Bactéria oral no pâncreasA presença de bactéria oral no pâncreas está associada a maior gravidade dos chamados tumores pancreáticos císticos. Isto é o que descobriram pesquisadores do Karolinska Institutet (Suécia) num artigo publicado na revista Gut.
Espera-se que os resultados possam vir a melhorar o diagnóstico e o tratamento do câncer de pâncreas.

O câncer de pâncreas é um dos cânceres mais letais no ocidente. A doença é frequentemente diagnosticada de forma tardia. Isto significa que na maioria dos casos o prognóstico acaba sendo muito ruim.
Mas nem todos os tumores pancreáticos são cancerígenos. Por exemplo, existem os chamados tumores pancreáticos císticos (cistos pancreáticos), muitos dos quais são benignos.
Alguns podem, no entanto, tornar-se cancerosos. Bactéria oral presente no pâncreas foi associada ao risco aumentado da gravidade do câncer pancreático. Isto é algo grave e preocupante. Aqui no blog Dentalis já havíamos trazido uma matéria relacionando a microbiota oral com o câncer de pâncreas.

Bactéria oral no pâncreas – como sinalizador da gravidade do tumor

Atualmente, é difícil diferenciar entre esses tumores. Para descartar o câncer, muitos pacientes, portanto, passam por uma cirurgia. Isto acaba sobrecarregando tanto o paciente quanto os serviços de saúde. Pesquisadores do Karolinska Institutet descobriram que a presença da bactéria oral no pâncreas, dentro de tumores císticos, está ligada à gravidade do tumor.

Esperança de redução de cirurgias desnecessárias

“Encontramos a maioria das bactérias na fase em que os cistos estão começando a mostrar sinais de câncer”. Afirma Margaret Sällberg Chen, docente sênior do Departamento de Odontologia.
“O que esperamos é que isso possa ser usado como um biomarcador para a identificação precoce dos cistos cancerígenos. Cistos estes que precisam ser removidos cirurgicamente para cura do câncer. Tal procedimento também reduzirá a quantidade de cirurgias desnecessárias de tumores benignos.”
Novos estudos serão necessários para corroborar estas descobertas. Será que a simples presença de bactéria oral no pâncreas pode ser um sinal de grave risco?

Pesquisadores examinaram a presença de DNA bacteriano no fluido de cistos pancreáticos em 105 pacientes. Compararam o tipo e a gravidade dos tumores. O fluido dos cistos com displasia de alto grau e câncer continha muito mais DNA bacteriano. Isto quando comparado aquele presente nos cistos benignos.

Tais descobertas demonstram que a simples presença da bactéria oral no pâncreas possa sinalizar a gravidade do tumor.

Maior presença de bactérias orais

Para identificar as bactérias, os pesquisadores sequenciaram o DNA de 35 das amostras que tinham altas quantidades de DNA bacteriano. Eles encontraram grandes variações na composição bacteriana entre diferentes indivíduos. Maior presença de bactéria oral no pâncreas – em fluidos e tecidos de cistos com displasia de alto grau e câncer.

“Ficamos surpresos ao encontrar bactéria oral no pâncreas, mas não foi totalmente inesperado”, diz o Dr. Sällberg Chen. “As bactérias que identificamos já foram mostradas em um estudo anterior. Nesse estudo se demonstrou ser mais elevado na saliva justamente de pacientes com câncer pancreático.”

Os resultados indicam que a presença de bactéria oral no pâncreas eleva o risco de gravidade do câncer pancreático. Tal fato pode ajudar a reavaliar o papel das bactérias no desenvolvimento de cistos pancreáticos. A confirmação de que a simples presença de bactéria oral no pâncreas possa afetar o processo patológico gera consequências. Pode nos levar a novas estratégias terapêuticas usando agentes antibacterianos.

Ligado à endoscopia invasiva do pâncreas

Os pesquisadores também estudaram diferentes fatores que poderiam afetar a quantidade de DNA bacteriano no fluido tumoral. Eles descobriram que a presença de DNA bacteriano foi maior em pacientes submetidos à endoscopia invasiva do pâncreas. Este procedimento envolve a inserção de um tubo flexível na boca para examinar e tratar condições pancreáticas. Assim, poderia se dar a possível transferência de bactéria oral no pâncreas.

“Os resultados não foram completamente inequívocos. Então a endoscopia não pode ser a resposta completa para o motivo da bactéria estar presente”, continua ela. “Talvez possamos reduzir o risco de transferir bactéria oral no pâncreas lavando a boca com um agente antibacteriano. Isso irá garantir uma boa higiene bucal antes da endoscopia. É um estudo clínico interessante a ser feito ”.

Sinais e sintomas do câncer de pâncreas

Os sintomas dos cânceres de pâncreas exócrinos e endócrinos são diferentes, por isso são descritos separadamente.

Ter um ou mais dos sintomas abaixo não significa que você tenha câncer de pâncreas. Muitos destes sintomas são mais susceptíveis de serem provocados por outras condições clínicas. Entretanto, no caso da presença de um deles, é importante consultar um médico. É fundamental para que a causa possa ser identificada e, se necessário, iniciado o tratamento.

Sinais e Sintomas do Câncer de Pâncreas Exócrino – parte 1

  • Icterícia: Os cânceres que começam na cabeça do pâncreas podem comprimir o ducto biliar, na parte proximal, levando à icterícia. Quando o câncer de pâncreas se dissemina para o fígado, também pode causar icterícia. No entanto, o câncer não é a causa mais comum da icterícia. Outras causas, como cálculos biliares, hepatite e outras doenças do fígado, são muito mais comuns.
  • Urina Escura: Às vezes, o primeiro sinal de icterícia é o escurecimento da urina devido a bilirrubina. Como os níveis de bilirrubina no sangue aumentam, a urina passa a ter coloração marrom.
  • Fezes de Cor clara: Se o ducto biliar estiver obstruído, a bile e a bilirrubina não podem chegar ao intestino. Quando isso acontece, as fezes têm uma coloração mais clara.
  • Coceira na pele: Quando a bilirrubina se acumula na pele, pode provocar coceira, além de tornar a pele amarelada. O câncer de pâncreas não é a causa mais comum da icterícia. Outras causas, como cálculos biliares, hepatite e outras doenças hepáticas, são muito mais comuns.
  • Dor Abdominal ou nas Costas: Dor no abdome ou nas costas é comum no câncer de pâncreas. O crescimento do tumor pode comprimir os órgãos vizinhos, provocando dor. O câncer também pode se disseminar para os nervos ao redor do pâncreas, gerando dores nas costas. Entretanto, o câncer de pâncreas não é a causa mais comum de dor abdominal ou nas costas. Outras doenças podem causar o sintoma com mais frequência.
  • Perda de Peso e Falta de Apetite: é bem comum em pacientes com câncer de pâncreas. Essas pessoas também se queixam de fadiga e cansaço.

Sinais e Sintomas do Câncer de Pâncreas Exócrino – parte 2

  • Problemas Digestivos: o tumor pode bloquear a liberação do suco pancreático para o intestino. Assim, a pessoa pode não ser capaz de digerir alimentos gordurosos. O tumor pode também comprimir a parte distal do estômago e bloqueá-lo parcialmente. Isto pode ocasionar náuseas, vômitos e dor, que tendem a ser mais intensos após as refeições.
  • Aumento da Vesícula Biliar: Se o câncer bloqueia o ducto biliar, a bile pode se acumular na vesícula. Isto pode provocar aumento da vesícula biliar. Às vezes pode ser detectado pelo médico durante um exame físico. O passo seguinte será a solicitação de exames de imagem para um diagnóstico mais preciso.
  • Coágulos Sanguíneos: Um dos primeiros sinais é o desenvolvimento de um coágulo numa veia da perna. Isto é chamado de trombose venosa profunda. Em algumas circunstâncias um coágulo pode ir para os pulmões, o que se denomina embolia pulmonar. Entretanto, ter um coágulo de sangue geralmente não significa ter câncer. A grande maioria dos coágulos de sangue é causada por outras razões.
  • Anormalidades do Tecido Adiposo: Aparecimento de irregularidades no tecido adiposo abaixo da pele. É provocado pela secreção de enzimas pancreáticas que digerem o tecido gorduroso.
  • Diabetes: Raramente, o câncer de pâncreas exócrino causa diabetes, mas podem existir pequenos problemas com o metabolismo do açúcar. Tais problemas não causam sintomas de diabetes, mas podem ser reconhecidos por exames de sangue específicos.
  • Gastrinomas: Estes tumores produzem gastrina, um hormônio que indica ao estômago para produzir mais ácido. Gastrina em demasia provoca a síndrome de Zollinger-Ellison. O excesso de gastrina faz com que o estômago produza muito ácido. Essa acidez provoca úlceras, que causam dor, náuseas e diminuição do apetite. Uma úlcera pode provocar sangramento, levando à anemia. Anemia pode causar muito cansaço e falta de ar. Quando o estômago produz muito ácido, este pode ser liberado no intestino delgado. Isto danifica as células do revestimento intestinal. E também quebra as enzimas digestivas antes que elas tenham a chance de digerir o alimento. O que causa diarreia e perda de peso. A maioria dos gastrinomas é maligno.

Sinais e Sintomas do Câncer de Pâncreas Neuroendócrino – parte 1

  • Glucagonomas: tumores que produzem glucagon, hormônio que aumenta os níveis de açúcar no sangue. Pode provocar diabetes. Os pacientes também podem ter outros problemas, como diarreia, perda de peso e desnutrição. A maioria dos sintomas causados por um glucagonoma pode ser provocado por outros problemas de saúde. O sintoma característico da maioria das pessoas com glucagonomas é uma erupção na pele denominada eritema necrolítico migratório. Esta erupção é de aspecto avermelhado, provoca inflamação e passa de um lugar a outro da pele. É a característica mais distinta do glucagonoma. A maioria dos glucagonomas é maligna.
  • Insulinomas: Estes tumores produzem insulina, o que reduz os níveis de glicose no sangue. Uma quantidade alta de insulina no sangue leva à hipoglicemia, causando sintomas como confusão, fraqueza, sudorese e taquicardia. Quantidade de açúcar no sangue muito baixa pode provocar convulsões e até mesmo deixar o paciente em coma. Estes sintomas melhoram se o paciente receber glicose por via oral ou intravenosa. A maioria dos insulinomas é benigna.
  • Somatostatinomas: Estes tumores produzem somatostatina, que ajuda a regular outros hormônios. Os sintomas incluem diabetes, diarreia e problemas na vesícula (dor abdominal, náusea, falta de apetite e icterícia). Boa parte dos sintomas causados por um somatostatinoma podem ser provocados por outros problemas de saúde. Muitas das vezes acaba levando a um diagnóstico tardio da doença. A maioria dos somatostatinomas é maligna.

Sinais e Sintomas do Câncer de Pâncreas Neuroendócrino – parte 2

  • VIPomas: Estes tumores produzem uma substância chamada peptídeo intestinal vasoativo. Uma quantidade muito alta dessa substância pode causar diarreia e baixos níveis sanguíneos de potássio. Os pacientes também podem apresentar baixos níveis de ácido no estômago e níveis elevados de glicose no sangue. A maioria dos VIPomas é benigna.
  • Ppomas: Estes tumores produzem polipeptídeo pancreático, que ajuda a regular tanto o pâncreas exócrino quanto o endócrino. Eles causam problemas como dor abdominal e aumento do fígado. Alguns pacientes também podem apresentar diarreia aquosa. A maioria dos PPomas é maligna.
  • Tumores Carcinoides: Estes tumores produzem serotonina ou seu precursor 5-HTP, que chegam primeiro ao fígado. O fígado decompõe estas substâncias antes que possam atingir o resto do corpo e causar problemas. É possível que por essa razão os tumores carcinoides não apresentem sintomas senão até que estão disseminados fora do pâncreas. A disseminação é mais frequente ao fígado. Quando isso acontece, os hormônios podem ser liberados diretamente no sangue. Isto ocasiona a chamada síndrome carcinoide, com sintomas que podem incluir rubor, diarreia, respiração ofegante e aumento da frequência cardíaca.
  • Tumores não Funcionais: Estes tumores não produzem hormônios, portanto não causam sintomas nos estágios iniciais. A maioria destes tumores é maligna. Começam a provocar problemas à medida que crescem ou se disseminam para outros órgãos. Os sintomas podem ser similares aos de cânceres de pâncreas exócrino, incluindo icterícia, dor abdominal e perda de peso.
  • Metástases: Quando o tumor de pâncreas neuroendócrino se dissemina, muitas vezes é para o fígado. Isto faz com que o fígado aumente de tamanho provocando sintomas. Dentre eles: falta de apetite e icterícia, além de alterações nos exames de sangue. Quando esses tumores se disseminam para os pulmões podem causar problemas respiratórios e tosse. No caso de se disseminarem para os ossos podem causar dor óssea.
Fontes: Instituto Karolinska,Instituto Oncoguia

 

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Bactérias orais e endocardite: nova evidência reforça essa associação

Bactérias orais e endocardite: nova evidência reforça essa associação

endocarditeEsta é uma conclusão há muito defendida pela comunidade científica: as patologias bucais podem ter um impacto direto na saúde e determinadas bactérias orais podem, inclusive, favorecer o desenvolvimento de doenças cardiovasculares como a endocardite. Esta hipótese acaba de obter um reforço a partir de um novo estudo publicado pela Universidade de Bristol que evidenciou qual mecanismo molecular ocorre nos casos endocardite infeciosa, uma doença cardiovascular que se caracteriza pela presença de coágulos sanguíneos nas válvulas do coração.

O estudo agora publicado, que recorreu às tecnologias disponíveis no Diamond Light Source, um centro de investigação britânico, fez uso de um poderoso microscópio para conseguir visualizar a estrutura e as dinâmicas de uma proteína chamada CshA, que anteriormente já tinha sido relacionada com a capacidade de atingir a bactéria bucal Streptococcus gordonii nos tecidos cardíacos.

Mecanismo

Segundo os pesquisadores, esta proteína age como um grampo molecular que confere a esta bactéria bucal a capacidade de unir-se à superfície das células humanas, um passo considerado essencial para que esta bactéria torne-se um elemento causador de doenças. Esta descoberta poderá ajudar a criar novos fármacos para esta patologia.

Paul Race, professor na Escola de Bioquímica da Universidade de Bristol, acredita que “o que é particularmente interessante em relação a este trabalho é que abre novas possibilidades para projetar moléculas que inibam os passos de ‘apanhar’ e ‘prender’ neste processo, ou potencialmente os dois.”

O estudo pode ser lido neste link.

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Descoberta relação entre bactérias orais e derrames cerebrais

cerebro com avcMicro hemorragias cerebrais (Cerebral Microbleeds- CMBs) têm atraído a atenção como um importante marcador preditivo de acidente vascular cerebral em vários estudos. A investigação sugere ainda que cnm-positiva Streptococcus mutans, um tipo de bactéria oral associada com cárie dentária, está envolvida no desenvolvimento de CMBs. Procurando clarear a ligação, uma equipe de pesquisadores japoneses já encontrou provas de que cnm-positiva S. mutans é um fator de romance de comprometimento cognitivo associado com CMBs e portanto, podem ser ligadas a distúrbios como acidente vascular cerebral e demência.

Com o objetivo de compreender o significado clínico da CMBs e os mecanismos da sua produção, pesquisadores da Universidade de Medicina Kyoto Prefectural analisaram 279 pacientes (idade média de 70) para a presença ou ausência em superfície Cnm do colágeno vinculativo de proteínas expressas cnm-positiva S. mutans na saliva. Além disso, função cognitiva, estado de saúde dentária e a prevalência da CMB foram avaliados. Exame oral incluía o número de dentes remanescentes, presença ou ausência de cárie dentária e estado periodontal dos participantes.

No grupo de estudo, 94 por cento testados foram positivos para S. mutans e 33 por cento para cnm-positiva S. mutans, e 25 por cento mostraram atividade de ligação do colágeno associado com S. mutans. Ressonância magnética do cérebro detectou CMBs em 73 participantes (26 por cento). Como para o exame odontológico, 31 por cento dos participantes tinham cárie dentária e 28 por cento marcou Código 3 ou superior no Community Periodontal Index of Treatment Needs. A média de número de dentes restantes foi de 22,7 ± 7,5.

Resultados

As análises mostraram que a cnm-positiva S. mutans foi detectada mais frequentemente entre os participantes com CMBs do que aqueles sem. Além disso, o percentual de cárie dentária dos pacientes foi significativamente maior no grupo de atividade de ligação do colágeno, o estudo concluiu.

Segundo os pesquisadores, os achados sugerem um mecanismo molecular para a interação entre infecções orais crônicas e distúrbios geriátricos, tais como acidente vascular cerebral e comprometimento cognitivo. A fim de esclarecer a causalidade, um estudo de intervenção incidiu sobre cuidados orais e a microbiota de CMB seria tema de interesse, eles enfatizam. Como os dados atuais suportam a importante influência da microbiota oral na doença neurológica, eles mais chamam por melhorias na colaboração entre os pesquisadores médicos e dentários.

O estudo intitulado “Cnm-positiva Streptococcus mutans Oral expressando a atividade de ligação de colágeno é um fator de risco para comprometimento cognitivo e micro hemorragia cerebrais “, foi publicado online em 9 de dezembro em Scientific Reports Journal.

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