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Será que existem novos culpados pela cárie dentária?

cárie dentária

Como o meio ambiente do mundo em geral, o ecossistema da boca é delicado. Assim, qualquer mudança na composição da comunidade microbiana, também chamada de “microbioma”, pode causar um desequilíbrio geral em seu funcionamento coletivo, resultando em doenças.

Agora, os avanços na pesquisa neste campo produziram uma técnica chamada sequenciamento de DNA de última geração.

Esse sequenciamento permite a identificação muito precisa dos membros dessa comunidade microbiana. Assim, obtém-se maior conhecimento sobre a composição da comunidade microbiana.

Para várias doenças, saber quais micróbios povoam densamente o órgão / tecido em questão ou que ficam ausentes durante a doença pode ajudar a desenvolver tratamentos eficazes.

Esse é o caso da cárie dentária, aquela em que bactérias produtoras de ácido corroem a camada externa dos dentes e causam cáries.

A bactéria “estreptococos mutans” é o micróbio mais comumente envolvido na cárie dentária.
Seu aumento causa cárie dentária. Mas, poderiam outros micróbios ser responsáveis também?

Cientistas em todo o mundo investigaram essa questão.
No entanto, o foco no grupo demográfico mais jovem tem sido baixo.
Enquanto isso, no Japão, o número de adultos jovens que desenvolvem cárie dentária está aumentando.

A pesquisa – cárie dentária

Estimulado por este aumento e a literatura insuficiente, uma equipe de pesquisadores japoneses, chamou voluntários de estudantes universitários para exames orais no Centro de Serviço de Saúde da Universidade de Okayama.

Os estudantes responderam a uma pesquisa sobre sua saúde bucal no início do estudo e durante um acompanhamento após três anos.

Isso revelou aos pesquisadores quais alunos tinham aumentado significativamente a cárie dentária após esse período e quais não.

Os pesquisadores agruparam os alunos de acordo durante o acompanhamento (digamos, os Grupos A e B, respectivamente).

Eles então coletaram amostras de saliva de alunos selecionados aleatoriamente desses grupos. As análises foram realizadas através do sequenciamento de DNA de última geração para obter perfis microbianos.

O que se descobriu

Descobriu-se que existiam diversidades microbianas orais muito semelhantes em ambos os grupos.
Mas no Grupo A, as abundâncias das famílias bacterianas Prevotellaceae e Veillonellaceae, e dos gêneros Alloprevotella e Dialister, eram maiores que as do Grupo B.

Essas duas famílias são conhecidas por compreender espécies que também produzem ácido.
Este achado, portanto, sugere novas possibilidades de prevenção para cárie dentária que não se concentra em manter apenas as populações de estreptococos mutans sob controle.

Curiosamente, ambos os grupos tinham baixos níveis de estreptococos mutans.
Deveria o foco da pesquisa ser então sobre o que causa a cárie dentária?

Concluindo

Não se pode assegurar que essa descoberta signifique uma mudança de paradigma no que ocasiona a cárie dentária.
Isso porque todos os participantes da pesquisa eram da Universidade de Okayama. Assim, esses resultados não podem ser estendidos para a população em geral.

Os pesquisadores acreditam que os resultados deste novo estudo possam ajudar no desenvolvimento de novas estratégias para prevenção da cárie dentária. Isso sem dúvida irá se traduzir em uma maior e melhor saúde bucal e dentes mais saudáveis.

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Fonte: MDPI
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Risco aumentado de câncer de pâncreas associado a bactérias da cavidade oral

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Um estudo recente levantou a hipótese: pode existir uma ligação entre determinados bactérias da cavidade oral e o risco de desenvolvimento de câncer de pâncreas. De acordo com o estudo norte-americano, foram identificados dois tipos de bactérias que estão associados com um maior risco de desenvolvimento de câncer pancreático e que têm sido associados a doenças como a periodontite e a inflamação gengival.

Jiyoung Ahn, pesquisadora responsável pelo estudo, destaca que apesar de ter sido descoberta esta associação, não é possível determinar se estas bactérias podem ser as causadoras do câncer, contudo uma das cepas de bactéria oral analisada foi associada com um risco 59% superior de desenvolvimento de câncer pancreático em pessoas que a possuíam, enquanto a outra cepa analisada foi relacionada com um risco 119% superior de desenvolvimento da doença.

O que os números refletem

De acordo com a pesquisadora, estes números refletem o risco de uma pessoa desenvolver câncer de pâncreas em comparação com uma pessoa que não possui estas bactérias orais. O câncer de pâncreas apresenta uma taxa de mortalidade bastante elevada. Segundo o U.S. National Cancer Institute (NCI), cerca de 46 mil norte-americanos são diagnosticados com a doença todos os anos.

De acordo com os cientistas responsáveis pelo estudo, esta nova descoberta pode ajudar a desenvolver novas formas de detecção da doença e, consequentemente, diminuir assim a taxa de mortalidade associada a ela.

Fonte: http://medicalxpress.com/news/2016-04-pancreatic-cancer-tied-specific-mouth.html
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Novo polímero de impressão antimicrobiano 3-D elimina 99% das bactérias orais

dente impresso em 3d
Cientistas da Universidade de Groningen criaram um novo tipo de polímero de impressão 3-D capaz de matar 99 por cento das bactérias orais prejudiciais ao contato. Embora mais pesquisas sejam necessárias antes que o material possa ser usado na prática médica, os resultados obtidos até agora são promissores para uma infinidade de aplicações futuras.
 
No processo de desenvolvimento, os pesquisadores inseriram sais antimicrobianos quaternários de amônia em polímeros dentários de resina que são utilizados para próteses. Os sais carregados positivamente quebraram as membranas das bactérias negativamente carregadas, causando sua ruptura e morte, explicaram os pesquisadores. O novo polímero foi então colocado em uma impressora 3-D, endurecido com luz ultravioleta e utilizado para imprimir uma gama de objetos odontológicos, incluindo prótese dentária e aparelhos ortodônticos.
 
Ao testar as propriedades antimicrobianas do material cobrindo os objetos com uma mistura de saliva e Streptococcus mutans e deixando-os por um período de seis dias, os pesquisadores descobriram que o novo material matou mais de 99 por cento das bactérias em comparação com menos de 1 por cento da amostra controle sem os sais adicionados.
 
Segundo o Prof. Andreas Herrmann, presidente do conselho do Zernike Institute for Advanced Materials da universidade, o material pode matar bactérias por contato, mas não é prejudicial às células humanas.
 
Embora testes mais aprofundados sobre a força e a compatibilidade do novo material sejam necessários antes que a tecnologia possa ser implantada para os pacientes, Herrmann vê grande potencial de aplicação consultório num futuro próximo.
 
Uma vez considerado seguro, o material poderia ser de uso não só para o combate a problemas de deterioração bacteriana no implante e odontologia protética, mas também para uma ampla gama de aplicações não-dentárias, incluindo brinquedos infantis, embalagens de alimentos e purificação da água.
 
Os resultados da pesquisa foram publicados no dia 9 de Outubro na revista Advanced Functional Materials em um artigo intitulado “Compostos antimicrobianos de resina para impressão 3D”.
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