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Desconhecimento contribui para o preocupante crescimento do diabetes no Brasil

Uma pesquisa do IBOPE Inteligência encomendada pela Merck aponta que 42% da população do país desconhece o pré-diabetes, embora 15% dos brasileiros convivam com essa condição que, se identificada precocemente, poderia evitar o aumento de 61,8% dos casos de diabetes nos últimos anos.

Diabetes: subdiagnosticada no Brasil

O estudo foi conduzido em outubro de 2018 com 2 mil entrevistados e ainda revelou que, do total de pessoas com diagnóstico da doença, 47% não receberam um diagnóstico de diabetes. “A partir desses indicadores, a classe médica e demais profissionais da saúde, incluindo dentistas, devem se conscientizar dos seus respectivos papéis para reverter esse problema, claramente associado à desinformação e que tem sido negligenciado por parte dos agentes da saúde”, adverte o Dr. João Eduardo Nunes Salles, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e coordenador da disciplina de Endocrinologia e Metabologia da Faculdade de Ciências Medicas da Santa Casa de São Paulo.

Além disso, 55% dos brasileiros estão na faixa do sobrepeso e 66% sequer praticam atividades físicas regulares. Alguns tabus também contribuem para essas estatísticas – 76% acreditam que a simples ingestão de doces já é causa de surgimento da doença, mas somente 34% a relacionam com a pressão alta.

Informação é fundamental

“A informação é uma ferramenta essencial para estimular a mudança de hábitos e é isso que buscamos com a apresentação dessa pesquisa”, reforça o Dr. Marcos Cataldo, gerente médico da Merck. Segundo a companhia, 1/3 do faturamento de sua área de biopharma provém de medicamentos contra o diabetes, tema que vem despertando na empresa uma série de campanhas de orientação. Uma delas foi viabilizada em parceria com a Medisafe, com o lançamento de um aplicativo para gerenciar a utilização de remédios contra doenças crônicas e incentivar a adesão aos tratamentos prescritos.

No início de 2018, a Anvisa aprovou a indicação do Glifage® e do Glifage® XR para tratamento do pré-diabetes. Ambos têm a metformina como princípio ativo e estão disponíveis gratuitamente no programa Farmácia Popular.

 

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Uso de medicamentos opioides cresce mais de 400% no Brasil

Os medicamentos opiáceos – ou opioides -, responsáveis por uma epidemia de mortes por overdoses nos EUA, estão vendo seu mercado disparar no Brasil.

Segundo levantamento coordenado pelo pesquisador Francisco Inácio Bastos, da Fiocruz, o número de receitas médicas de opiáceos vendidos nas farmácias brasileiras em 2009 foi de 1.601.043; em 2015, esse número chegou a 9.045.945, um salto de 465%.

O artigo, publicado no American Journal of Public Health, mostra também que as prescrições médicas de produtos à base de codeína, para dores moderadas, foram de 95%, pulando de 1.584.372 prescrições para 8.872.501 receitas médicas no mesmo período.

Utilizados em especial para combater dores crônicas e debilitantes de pacientes com câncer ou lúpus, os opioides também são encontrados diluídos na formulação química de medicamentos como os analgésicos (medicamentos que aliviam a dor), anestésicos (aqueles que reduzem ou eliminam a sensibilidade geral ou local) e até em xaropes para controlar a tosse, podendo ser usados para tratar dores de coluna, enxaqueca, dores nas articulações, dentre outras.

O uso constante pode levar à dependência e o abuso desse tipo de drogas, à morte – os opiáceos são derivados da mesma família da heroína e outras drogas ilegais.

Razões ideológicas

“Nos Estados Unidos, há uma crise de medicamentos prescritos. É o maior índice de mortes por overdose. Aqui não estamos acompanhando essa epidemia. Precisamos exigir melhores dados e transparência para poder fazer prevenção focalizada,” afirmou Ilona Szabó, diretora executiva do Instituto Igarapé.

Ela também falou que a pesquisa nacional sobre o uso de drogas, embora “premiada internacionalmente, ainda não foi divulgada ‘por questões ideológicas’. A polarização está impedindo a gente de pensar e resolver problemas com seriedade. Assim, continuaremos enxugando gelo e perdendo 29 adolescentes por dia para a violência”, completou Ilona.​

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