câncer bucal

Tudo o que você precisa saber sobre o câncer oral

Tudo o que você precisa saber sobre o câncer oral

câncer oral

O câncer oral pode aparecer em qualquer lugar da boca. Incluindo o interior das bochechas e gengivas.
É considerado um tipo de câncer de cabeça e pescoço.

Frequentemente, o câncer oral faz parte da categoria de câncer de boca e orofaringe.
O câncer de orofaringe afeta a parte posterior da boca e o revestimento da garganta.

De acordo com a American Cancer Society (ACS), as estatísticas estimam em 53.000 o número de americanos com diagnóstico de câncer oral em 2019.

A idade média no diagnóstico é de 62 anos.
No entanto, cerca de 25% dos casos ocorrem antes dos 55 anos.
É mais comum atingir homens do que mulheres.

Câncer oral – Sintomas

Nos estágios iniciais, geralmente não há sinais evidentes.

Fumantes e alcoolistas devem fazer exames regulares com o dentista. Isso porque cigarro e o álcool em excesso são fatores de risco para o câncer oral.

O dentista é normalmente o profissional que primeiro poderá detectar sinais iniciais desse tipo de câncer.

Lesões pré-cancerosas

Sinais iniciais do câncer oral em desenvolvimento:

Leucoplasia

Leucoplasia é uma mancha ou placa branca, com bordas irregulares, firmemente aderida à mucosa da boca.
É uma lesão pré-maligna, geralmente causada pelos hábitos deletérios de fumo e etilismo.
A lesão com características proliferativa (aumenta de tamanho) possui 70 a 100% de risco de se transformar em um carcinoma de células escamosas.

Líquen Plano Oral

No líquen plano existem áreas de linhas brancas com uma borda avermelhada, possivelmente com ulceração.

Muitas lesões orais podem ser pré-cancerosas. Elas não significam necessariamente que o indivíduo terá câncer. No entanto, é importante que o paciente converse com o seu dentista sobre quaisquer alterações que ocorram na boca.

O monitoramento das alterações pode ajudar a detectar o câncer de boca nos seus estágios iniciais. E no começo, é muito mais fácil de tratar.

câncer oral

Câncer

O desenvolvimento do câncer gera o aparecimento dos seguintes sintomas:

  • Manchas no revestimento da boca ou língua. São geralmente vermelhas ou brancas;
  • Sangramento, dor ou dormência na boca;
  • Úlceras ou feridas na boca que não cicatrizam;
  • Nódulo ou espessamento das gengivas ou revestimento da boca;
  • Dentes soltos sem motivo aparente;
  • Dentaduras mal ajustadas;
  • Mandíbula inflamada;
  • Dor de garganta ou sensação de que algo está preso na garganta;
  • Voz rouca;
  • Dificuldade em mastigar ou engolir;
  • Dificuldade em mover a língua ou mandíbula.

A presença de um desses sintomas não significa necessariamente que o indivíduo tenha câncer oral. Porém, vale a pena consultar um dentista para um diagnóstico.

Câncer oral – Tratamento

O tratamento irá variar conforme algumas condições:

  • Localização, estágio e tipo do câncer;
  • O estado geral de saúde do indivíduo;
  • Preferências do paciente.

Existem muitas opções de tratamento. Como descritas a seguir.

Cirurgia

Uma cirurgia pode ser recomendada para remoção do tumor e também uma margem de tecido saudável ao seu redor.

A cirurgia pode implicar na remoção das seguintes estruturas:

  • Parte da língua;
  • Parte do maxilar;
  • Nódulos linfáticos.

Caso o procedimento cause alteração significativa da aparência da pessoa ou sua capacidade de falar ou comer, uma cirurgia reconstrutiva pode ser necessária.

Radioterapia

O câncer bucal é sensível à radioterapia. Esse tratamento utiliza raios X de alta energia ou partículas de radiação para danificar o DNA dentro das células tumorais. Isso destrói sua capacidade de reprodução.

Os efeitos adversos da radioterapia:

  • Cárie dental;
  • Aftas;
  • Sangramento gengival;
  • Rigidez da mandíbula;
  • Fadiga;
  • Reações da pele, como queimaduras.

O tratamento provavelmente será mais eficaz em pessoas que não fumam ou já deixaram de fumar.

Um indivíduo com câncer oral em estágio inicial pode ser tratado com radioterapia.
Porém, a combinação desse com outros tratamentos podem reduzir a progressão ou recorrência do câncer com mais eficiência.

Quimioterapia

Se o câncer é generalizado, o médico pode recomendar a combinação da quimioterapia com a radioterapia.

A quimioterapia envolve o uso de medicamentos poderosos que danificam o DNA das células cancerígenas. Os medicamentos minam a capacidade das células de se reproduzir e se espalhar.

Os medicamentos quimioterápicos destroem as células cancerígenas. Porém, também podem danificar tecidos saudáveis. Isso pode levar a sérios efeitos adversos.

Dentre os efeitos adversos, estão:

  • Cansaço excessivo;
  • Náusea e vômitos;
  • Queda de cabelo;
  • Diminuição da resistência imunológica;
  • Risco aumentado de infecções.

Esses efeitos geralmente desaparecem após o término do tratamento.

Terapia de hipertermia

Técnica recente onde o médico promove o aquecimento da área acima da temperatura normal para danificar e matar células cancerígenas.

Esta técnica também pode aumentar a sensibilidade das células cancerígenas à radioterapia.

Estágios

O estágio do câncer refere-se à medida do quanto ele se espalhou pelo organismo.

Nos estágios iniciais, pode haver células pré-cancerosas que podem eventualmente se tornar cancerígenas.

Às vezes, isso é chamado de câncer no estágio 0 ou carcinoma in situ.

  • O câncer localizado é aquele que afeta apenas uma área e não se espalhou para outros tecidos;
  • O câncer regional é aquele que se espalhou para os tecidos próximos.
  • O câncer distante é aquele que se espalhou para outras partes do corpo. Por exemplo, os pulmões ou o fígado.

Complicações

O câncer bucal e seu tratamento podem levar a uma série de complicações.

As complicações após a cirurgia incluem o risco de:

  • Sangramento;
  • Infecção;
  • Dor;
  • Dificuldade em comer e engolir.

A longo prazo podem surgir os seguintes problemas:

  • Estreitamento da artéria carótida: Isso pode resultar da radioterapia e pode levar a problemas cardiovasculares;
  • Problemas dentais: podem surgir se a cirurgia mudar o formato da boca e da mandíbula;
  • Disfagia ou dificuldade em engolir: Isso pode dificultar a ingestão de alimentos e aumentar o risco de inalação de alimentos e infecções como consequência;
  • Problemas na fala: alterações na língua, lábios e outras características orais podem afetar a fala;
  • Problemas de saúde mental: Depressão, irritabilidade, frustração e ansiedade podem surgir.

Participar de um grupo de apoio local ou on-line pode ser útil. Esse contato oferece a oportunidade de conhecer pessoas com experiências semelhantes.

Câncer oral – Causas

O câncer acontece a partir de uma alteração genética no organismo que resulta no crescimento de células sem controle.
À medida que essas células indesejadas continuam a crescer, elas formam um tumor.
Com o tempo, as células podem migrar para outras partes do corpo.

Cerca de 90% dos cânceres de boca são carcinoma espinocelular.
Eles têm início nas células escamosas que revestem os lábios e o interior da boca.

Fatores de risco

Não se sabe exatamente por que essas mudanças acontecem. Porém, alguns fatores de risco parecem elevar a chance para o desenvolvimento do câncer de boca.

Existem evidências de que estes são fatores que elevam o risco:

  • Hábito de fumar;
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • Histórico de infecções prévias por HPV, especialmente o HPV tipo 16;
  • Histórico prévio de câncer de cabeça e pescoço.

Outros fatores de risco para o câncer bucal:

  • Exposição excessiva a raios ultravioleta;
  • Refluxo gastroesofágico;
  • Radioterapia prévia para cabeça, pescoço ou ambos;
  • Exposição a certos produtos químicos, especialmente amianto, ácido sulfúrico e formaldeído;
  • Ferimentos antigos que não cicatrizam;
  • Exposição ao calor excessivo de bebidas quentes, como o chimarrão.

Dietas saudáveis com muitas frutas e legumes frescos podem reduzir o risco.

Câncer oral – Diagnóstico

Na presença de sinais indicativos de câncer oral, o que o médico pode fazer:

  • Perguntar sobre os sintomas;
  • Realizar um exame físico;
  • Saber do histórico pessoal e familiar do paciente.

Se o câncer de boca é uma possibilidade, pode-se recomendar uma biópsia. É um exame onde se coleta uma pequena amostra do tecido para verificar a existência de células cancerígenas.

Se a biópsia revelar câncer bucal, a etapa seguinte será determinar o estágio.

Testes para identificar o estágio do câncer:

  • Endoscopia: exame no qual se pode verificar se o câncer se espalhou e, em caso afirmativo, até que ponto;
  • Testes de imagem: um raio-X dos pulmões, por exemplo, mostrará se o câncer atingiu essa área.

Além do estágio do câncer, outros fatores afetam a chance de uma maior sobrevida, como:

  • Idade;
  • Estado geral da saúde do indivíduo;
  • O grau ou tipo de câncer, pois alguns são mais agressivos que outros;
  • Acesso do indivíduo a diferentes opções de tratamento.

Câncer oral – como prevenir

Para reduzir o risco de câncer de boca, as pessoas devem:

  • Evitar completamente o cigarro;
  • Evitar o consumo excessivo de álcool;
  • Ir regulamente ao dentista para exames odontológicos;
  • Ficar atento a alterações na boca e conversar com seu dentista, se notar alguma;
  • Vacinar-se preventivamente para o HPV.

Existem evidências da associação entre o HPV e o câncer de cordas vocais.

Siga a Dentalis no Instagram @DentalisSoftware,  no Face @Dentalis.Software e no twitter @Dentalisnet

Fontes: NHS,The Oral Ancer Foundation, American Cancer Society, National Cancer Institute, NCBI, Wikipedia
Posted by Victor in Dicas, Estudos, 0 comments

Usar o fio dental e ir ao dentista reduz risco de câncer de boca

usar o fio dental e ir ao dentista

Regularmente usar o fio dental e ir ao dentista podem estar associados a um menor risco de câncer bucal.

Isso é o que foi demonstram os resultados apresentados na reunião anual da Associação Americana de Pesquisa em Câncer (AACR).

No novo estudo, os pesquisadores analisaram os comportamentos de saúde bucal de pacientes diagnosticados com câncer bucal durante três anos em uma clínica de ouvido, nariz e garganta da Ohio State University Comprehensive Cancer Center.

Os comportamentos dos pacientes foram comparados aos de pacientes não oncológicos. Esses compareceram à clínica por outros motivos, como tontura ou dor de ouvido.

Usar o fio dental e ir ao dentista regularmente reduz o risco de câncer bucal

Todos os pacientes do estudo responderam a uma pesquisa sobre a frequência com que usavam o fio dental.

E também com que frequência iam ao dentista, o quanto eram sexualmente ativos e se fumavam ou bebiam álcool.

O câncer de boca pode ser dividido em duas categorias: aqueles causadas pelo papilomavírus humano sexualmente transmissível (HPV) e os que não o são.

Houve o ajuste para fatores como idade, sexo, status socioeconômico e raça.

A partir daí os pesquisadores observaram que pessoas negativas ao HPV oral que iam ao dentista menos de uma vez por ano apresentavam quase o dobro do risco de desenvolver câncer bucal. Isso quando comparado aqueles que consultaram seu dentista uma ou mais vezes no ano.

Da mesma forma, pessoas orais negativas ao HPV e que usavam o fio dental menos de uma vez por dia apresentavam mais do dobro do risco do que aquelas que usavam fio dental com mais frequência.

Em outras palavras, a falta de higiene bucal estava ligada ao aumento do risco de câncer bucal não-HPV.

O estudo, no entanto, não encontrou uma associação entre falta de higiene dental e câncer bucal naqueles que também tinham HPV oral.

Os primeiros sinais e sintomas do câncer de boca são característicos e podem ser identificados om certa facilidade por um profissional atento.

Higiene bucal e o risco de câncer

Os pesquisadores levantam a hipótese de que o microbioma oral pode desempenhar um papel na associação entre higiene bucal e risco de câncer.

Em pesquisas anteriores, evidências foram encontradas de que “más práticas de higiene bucal causam uma mudança no microbioma bucal”.

Essa mudança pode levar à inflamação crônica e posteriormente ao desenvolvimento de cânceres.

Os cânceres orais positivos para HPV afetam principalmente a base da língua e a região das amígdalas.
Já os cânceres negativos para HPV afetam principalmente as cavidades orais. E justamente esses são as mais afetadas pela qualidade da higiene bucal.

Relação de causa e efeito

O estudo em questão encontrou uma associação entre higiene bucal e risco de câncer. Porém não apresentou uma relação direta de causa e efeito.

Ainda assim, muitas vezes as pessoas consideram sua saúde bucal quase desconectada do resto do corpo, o que é um erro.

Afinal, muitas doenças sistêmicas se refletem na saúde bucal e vice-versa.
Essa nova pesquisa busca conscientizar as pessoas sobre a importância de usar o fio dental e ir ao dentista regulamente.

Todos sabemos que as pessoas dizem usar fio dental muito mais do que realmente o fazem.

Estudos como esse aumentam a consciência de que “você não está apenas usando o fio dental para cuidar dos dentes, mas também para manter a saúde do corpo“.

As descobertas estão para serem publicadas brevemente em uma revista especializada.

Fonte: Oral Cancer News

 

Posted by Victor in Estudos, 0 comments
Câncer de boca: os primeiros sinais e o tratamento

Câncer de boca: os primeiros sinais e o tratamento

Toda doença que tem como característica o crescimento celular descontrolado, gerando células anormais neoplásicas e com a capacidade de invadir outros órgãos, é chamada de câncer. Quando acomete a cavidade bucal e os lábios, recebe o nome específico de câncer de boca.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), 15.490 novos casos de câncer de boca são diagnosticados por ano no Brasil, o que torna a doença um problema de saúde pública.

“As regiões mais afetadas são a parte posterior da língua, o assoalho bucal, as bochechas, as gengivas, o céu da boca e a região de trígono retromolar, aquela que fica atrás dos dentes molares”, lista Carina Esteves Duarte (CRO-SP 95983), cirurgiã-dentista de paciente oncológico no Hospital do Coração de São Paulo (HCorOnco) e doutora em patologia e estomatologia.

Doença silenciosa

Os sintomas do câncer de boca, como será visto a seguir, são sutis. Por isso, é comum que a doença seja detectada em um estágio avançado, segundo Carina. “Provavelmente por ser indolor e pela falta de informação, as pessoas demoram mais para procurar um profissional”, conta.

O oncologista Artur Malzyner (CRM-SP 20456), consultor científico da Clinonco (Clínica de Oncologia Médica) e médico do Hospital Israelita Albert Einstein, lembra que, quanto mais inicial o estágio em que o câncer seja diagnosticado, maiores as chances de cura.

“Ao notar qualquer um dos sintomas, deve-se consultar um cirurgião-dentista especializado em estomatologia, um otorrino ou um clínico geral. Não é preciso esperar um conjunto de sintomas. Apenas um, isoladamente, já é motivo suficiente”, afirma o oncologista.

Dada a sua gravidade e importância nos dias de hoje, vamos voltar a comentar hoje sobre o câncer de boca, com foco nos principais sintomas e tratamento.

Como sabemos, o câncer bucal pode afetar os lábios e o interior da cavidade oral.

Dentro da boca, devem ser observados gengivas, bochechas, céu da boca e língua (e a região embaixo dela).

Deve-se ter especial atenção quanto à presença de um ou mais dos seguintes sinais:

  • Lesões na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias
  • Manchas e placas vermelhas ou esbranquiçadas em língua, gengivas, céu da boca e bochecha
  • Nódulos (caroços) no pescoço
  • Rouquidão persistente
  • Dificuldade na mastigação e ao engolir
  • Limitações para falar
  • Sensação de que há algo preso na garganta
  • Pessoas com maior risco para o desenvolvimento do câncer bucal (fumantes e consumidores frequentes de bebidas alcoólicas) deve-se ter uma atenção redobrada.

Tratamento

Se diagnosticados no início e tratados da maneira adequada, a maioria dos casos desse tipo de tumor (80%) tem cura. Geralmente, o tratamento envolve cirurgia e/ou radioterapia. A avaliação do profissional, conforme cada caso, vai decidir qual a melhor estratégia.

Essas armas podem, aliás, ser usadas de forma isolada ou associadas. Tanto a rádio quanto as cirurgias apresentam bons resultados em lesões iniciais. Em alguns casos, a quimioterapia também entra em cena.

Fonte: Instituto Oncoguia
Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Câncer de boca: cresce de forma preocupante

A Oral Health Foundation divulgou um estudo sobre o câncer oral, no Reino Unido, que revelou um aumento considerável do número de casos diagnosticados anualmente e uma preocupante falta de consciencialização para os sintomas da doença.

De acordo com o estudo, 45% dos britânicos ouvidos mostram não ter qualquer tipo de conhecimento sobre a doença, com três em cada quatro (75%) indicando total desconhecimento dos sintomas da doença.

Nigel Carter, CEO da Oral Health Foundation, destaca que “é extremamente preocupante ver a falta de conhecimentos básicos sobre a doença, sobretudo à medida que vai afetando mais pessoas a cada ano. Durante muito tempo, o câncer oral pareceu estar estabilizado.” É o momento de olharmos com ainda mais atenção e ficarmos atentos à progressão desta grave doença. O Brasil é o terceiro país com maior incidência dessa doença no mundo, ficando apenas atrás da Índia e República Checa. Homens acima dos 40 anos encabeçam a liderança das estatísticas.

Os principais resultados desse estudo Inglês revelaram que:

  • Os novos casos de câncer oral no Reino Unido chegam a 8.302 por ano, um incremento de 49% quando comparado à média da última década;
  • 56% dos casos surgem na língua e nas amígdalas;
  • Em 2017, 2.722 britânicos perderam a vida devido ao câncer oral;
  • Nove em cada dez (88%) britânicos adultos já ouviram falar do câncer oral, mas apenas 8% se mostraram seguros no que diz respeito aos seus conhecimentos sobre a doença;
  • 75% não sabem os principais sinais e sintomas da doença;
  • 58% dos casos de câncer oral são diagnosticados em pessoas entre os 56 e os 74 anos de idade; 22% em pessoas entre os 35 e os 55 anos de idade; e 20% são diagnosticados em pessoas entre os 75 e os 90 anos de idade;
  • 67% dos casos são diagnosticados em homens.

O estudo citado pode ser acessado aqui.

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Método usa saliva para prever evolução do câncer de boca

O câncer de boca é diagnosticado em 300 mil pessoas no mundo por ano e mortes chegam a 145 mil

O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e com o Instituto do Câncer de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (Icesp), criou um método para prever, com o uso da saliva, a evolução do câncer de boca. A cada ano, 300 mil pessoas são diagnosticadas com esse tipo de câncer no mundo e as mortes chegam a 145 mil, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Prognóstico viável

A odontologista do Icesp, Ana Carolina Prado Ribeiro, explica que, na maioria das vezes, os pacientes são diagnosticados tardiamente, cenário responsável pela diminuição de sobrevida e por tratamentos mais agressivos. A partir do método desenvolvido, foram identificadas proteínas presentes tanto nos tecidos cancerígenos coletados quanto na saliva. Dessa forma, é possível oferecer o prognóstico de evolução da doença por meio da amostra de saliva.

Tratamento personalizado

A leitura de proteínas específicas permite facilitar o diagnóstico e formular novos rumos de tratamento para os oncologistas. O estudo possibilita que médicos sejam capazes de analisar individualmente os casos de câncer e oferecer o tratamento mais adequado para cada paciente. O próximo passo do estudo é desenvolver um método menos invasivo, por meio de um kit com um biossensor, para ser usado no SUS e dar o resultado do exame de saliva na hora. A ideia é propor o processo a ser adotado em longo prazo.

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Diabetes e câncer bucal: uma conexão cada vez mais evidente e perigosa

Uma nova pesquisa revelou que mulheres que sofrem de diabetes enfrentam uma chance aumentada para o desenvolvimento do câncer bucal.

A pesquisa, publicada na revista especializada Diabetologia, mostrou que as mulheres têm uma chance 13% maior de vir a desenvolver câncer oral se forem acometidas de diabetes.

Numa visão geral, as mulheres apresentam um chance 27% maior para o desenvolvimento de qualquer tipo de câncer caso sejam portadoras de diabetes, enquanto os homens também enfrentavam um aumento de 19% para o mesmo risco, de acordo com o estudo.

Com pesquisas anteriores mostrando conexões próximas entre o diabetes e o desenvolvimento do câncer de boca, assim como outras formas da doença, a organização de saúde pública Oral Health Foundation vem alertando as pessoas quando às ligações perigosas entre a saúde bucal e a saúde corporal e as sérias consequências que isso pode vir a ter.

O CEO da ONG Nigel Carter OBE, que trabalha incansavelmente na divulgação científica buscando aumentar a conscientização da sociedade sobre o câncer de boca, acredita que a pesquisa poderia ajudar a identificar indivíduos que apresentam riscos aumentados para o seu desenvolvimento.

O Dr. Carter disse: “Esta poderia ser uma pesquisa muito significativa e que poderia ajudar a salvar vidas. O diabetes já foi relacionado à saúde bucal precária, mas esta nova pesquisa mostra uma ligação específica com o câncer de boca.

“Isso torna as visitas odontológicas regulares uma necessidade absoluta. Se os dentistas sabem que seu paciente é diabético, eles farão verificações mais frequentes da boca de seus pacientes.
Há muitos anos sabemos que os pacientes diabéticos têm maior probabilidade de contrair doenças nas gengivas e precisam de atendimento odontológico extra, mas esse é mais um motivo para verificações regulares.”

Sintomas iniciais

“É importante, não apenas para os diabéticos, mas para todos estarem cientes de quais são os sinais e sintomas do câncer de boca. Fique atento a úlceras que não cicatrizam dentro de três semanas, manchas vermelhas e brancas na boca e caroços ou inchaços incomuns na área da cabeça e pescoço.”

Detecção precoce e a taxa de sobrevida

“Mais pessoas perdem suas vidas por câncer de boca todos os anos na Inglaterra do que por câncer cervical e testicular combinados. Sem detecção precoce, a taxa de sobrevivência de cinco anos para o câncer de boca é de apenas 50%, mas se for detectada precocemente, as taxas de sobrevida podem melhorar drasticamente em até 90%, assim como a qualidade de vida dos sobreviventes aumenta significativamente.”

“Fumar, beber álcool em excesso, dieta pobre e o vírus do papiloma humano (HPV), muitas vezes transmitidos via sexo oral, são opções de estilo de vida que aumentam o risco de desenvolver a doença. Como o diabetes já foi mostrado como sendo outro potencial fator de risco, alterações do estilo de vida são fundamentais para diminuição da incidência de câncer bucal.

No Reino Unido, estima-se que mais de quatro milhões de pessoas vivam com diabetes, com muitos casos não diagnosticados. O diabetes tipo 2, que está intimamente ligado ao estilo de vida e dieta, vem aumentando rapidamente nos últimos anos e é hoje uma das condições de saúde de longo prazo mais comuns no mundo.

Fonte: 1. Ohkuma, T., Peters, S. and Woodward, M. (2018). Sex differences in the association between diabetes and cancer: a systematic review and meta-analysis of 121 cohorts including 20 million individuals and one million events. Diabetologia.

Dentalis software – garante mais tempo pra você e a atenção a seus pacientes

 

Posted by Victor in Dicas, Estudos, 0 comments

Estudo recomenda nova forma de classificação dos carcinomas bucais

Um grupo de pesquisadores do Cedars-Sinai Medical Center, nos EUA, publicou recentemente um estudo que apresenta uma forma de classificação da gravidade para os cânceres da cavidade bucal. Os estágios das neoplasias de cabeça e pescoço são habitualmente determinados de acordo com o tamanho dos gânglios linfáticos e lateralidade, mas neste estudo os pesquisadores analisam o número de metastizações positivas.

De acordo com os autores do estudo, durante décadas os médicos têm determinado os estágios e a progressão dos cânceres de cabeça e pescoço com base no tamanho dos módulos, na sua localização e na sua distribuição além dos gânglios linfáticos, atribuindo menor importância ao número de nódulos cancerígenos. Contudo, os cientistas dizem que isso significa que as recomendações de tratamento são idênticas seja para um paciente tendo 1 ou 20 gânglios linfáticos.

Principal descoberta

No âmbito deste estudo foram analisados dados referentes a 14.554 pacientes dos Estados Unidos da América tratados contra carcinomas escamosos invasivos da cavidade bucal entre os anos de 2004 e 2013. A principal descoberta desse estudo foi da existência de um maior risco de mortalidade estar associado a cada gânglio linfático adicional ou nódulos encontrados nos pacientes.

Os pesquisadores acreditam, assim, que o número de metástases é um fator essencial para prever a mortalidade de um câncer bucal e pode ser inclusive mais determinante do que fatores outros como o tamanho dos gânglios linfáticos e a lateralidade.

Mais detalhes desse estudo podem ser obtidos aqui.

Dentalis software – em sintonia com as novas tendências em odontologia do século 21

Posted by Victor in Dicas, Estudos, 0 comments

Câncer bucal: o sexto mais prevalente em todo o mundo

câncer bucalOs carcinomas bucais podem se manifestar como uma mancha, geralmente branca ou avermelhada, uma massa endurecida ou uma ferida persistente que não cicatriza, sendo em sua maioria assintomáticos na fase inicial, tornando-se progressivamente dolorosos. Outros sintomas incluem a dificuldade em engolir, alterações na sensibilidade e nódulos linfáticos aumentados no pescoço.
 
Uma das formas de prevenção do câncer oral está relacionado à adoção de um estilo de vida saudável aliado à redução dos fatores de risco como o tabagismo e o consumo de álcool.
 
O dentista, pelo contato regular com os seus pacientes, encontra-se numa posição privilegiada para contribuir com a prevenção e diagnóstico precoce destes tumores malignos.
Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Extrato de broto de Brócolis e a prevenção do câncer bucal

broto de brócolisMuitos pacientes com câncer na cavidade bucal ou orofaringe desenvolvem recorrência ou novo câncer, mais frequentemente nos dois primeiros anos após o tratamento. Atualmente, um novo estudo demonstrou que extratos de vegetais crucíferos, como brócolis, repolho e agrião, que possuem uma alta concentração natural do composto sulforafano, podem ajudar na prevenção da recorrência do câncer em sobreviventes do câncer de cabeça e pescoço.

Os pesquisadores trataram as células do câncer de cabeça e pescoço em laboratório com doses variadas e controladas de sulforafano, e as comparou com células normais saudáveis da garganta e boca. O sulforafano induziu os dois tipos de células a aumentar seus níveis da proteína que se transforma em genes e promove a desintoxicação dos genes cancerígenos, como os encontrados em cigarros, para proteger as células de câncer.

Em uma pequena triagem pré-consultório, dez voluntários adultos saudáveis beberam ou misturaram no suco de fruta extrato de broto de brócolis por dias. Os voluntários não tiveram nenhum problema de tolerância do extrato, e a boca apresentou a mesma proteção genética ativada nas células de testes de laboratório, indicando que o sulforafano foi absorvido e direcionado ao tecido em risco.

Incidência de câncer bucal

De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças, mais de 30.000 novos casos de câncer da cavidade bucal e da faringe são diagnosticados todos os anos nos EUA e mais de 8.000 óbitos devidos ao câncer bucal ocorrem. A taxa de 5 anos de vida para esses cânceres abrange apenas 50 por cento dos casos. As taxas de mortalidade são quase o dobro em algumas minorias, principalmente entre homens negros do que brancos.

O estudo, intitulado “Prevention of carcinogen-induced oral cancer by sulforaphane”, foi publicado on-line em 23 de junho na revista Prevention Research antes da edição impressa. Foi conduzido por pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh em colaboração com a Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg e a Universidade da Califórnia, São Francisco.

Dentalis Software – a sua melhor escolha em software para odontologia

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Câncer bucal: tecnologia acesssível possibilita sua detecção com maior facilidade

Câncer bucal e novas tecnologias 

cancer oral

O prognóstico para o câncer bucal não melhorou durante as últimas cinco décadas, principalmente devido à fase tardia no diagnóstico, altas taxas de recorrência após a cirurgia e a dificuldade em captar todo o câncer durante o tratamento. Os pesquisadores agora têm avaliado a eficácia da visualização de fluorescência (FV) e verificaram que esta tecnologia, que poderia facilmente ser implementada na prática consultório, facilitaria a detecção e assim ajudaria a reduzir a taxa de recorrência em pacientes com câncer bucal significativamente.

No estudo, 138 pacientes do sexo masculino e 108 pacientes do sexo feminino com idades entre 18 anos e mais, dos quais 156 tinham carcinoma espinocelular (SCC) e 90 tinham alto grau de lesões pré-cancerosas (HGLs), foram divididos em dois grupos. Um grupo (154 pacientes) foi submetido à cirurgia com FV, enquanto participantes do grupo controle (92 pacientes) foram submetidos à cirurgia convencional.

Os pesquisadores descobriram que os pacientes que haviam sido submetidos à cirurgia navegada FV mostraram significativamente menor recidiva local. Em pacientes com SCC, a taxa de recorrência diminuiu de 40,6% para 6,5%. Entre os pacientes HGL, a taxa de recorrência diminuiu de 39,3% para 8,1%.

“Os resultados deste estudo suportam o uso de FV como o mais forte fator independente no controle da recidiva local e fornece uma possível modalidade efetiva para controlar numa fase precoce do câncer bucal e alto grau pré invasivo lesões orais,” os pesquisadores concluíram.

Para detectar as lesões orais, a equipe utilizou um VELscope, um dispositivo de mão, desenvolvido pela empresa americana LED Dental, que ajuda os dentistas a visualizar anormalidades do tecido oral. Ele recebeu a autorização da FDA e da Health Canada em 2006.

De acordo com as estatísticas de 2015 fornecidas pela Canadian Cancer Society, cerca de 4.400 canadenses são diagnosticados com câncer de cavidade oral a cada ano, metade dos quais são homens e cerca de 1.200 morrem da doença.

O estudo intitulado “Visualização de fluorescência-cirurgia guiada para a fase inicial de câncer bucal”, foi publicado online em 14 de janeiro na revista JAMA Otolaringology-Head and Neck Surgery antes da versäao impressa. Foi realizado por pesquisadores da University of British Columbia em colaboração com o BC Cancer Research Centre e Simon Fraser University.

Dentalis Software – organização, eficiência e qualidade – tudo o que você quer para o seu consultório

Posted by Victor in Estudos, 0 comments