câncer de boca

Inteligência artificial prediz as chances de cura do câncer de boca

Inteligência artificial prediz as chances de cura do câncer de boca

inteligência artificial e o câncer de boca

Até recentemente inteligência artificial e o câncer de boca não guardavam relação entre si.

Os cientistas envolvidos nesta pesquisa nos mostram que a inteligência artificial e o câncer de boca pode ter uma relevância enorme.

Agora as chances de sobreviver ao câncer de boca podem ser previstas por algoritmos de inteligência artificial de última geração. Essa é a grande novidade.

Algoritmos que alimentam essa inteligência artificial realizam cálculos precisos.

Mas que tipo de cálculo?

Eles calculam com alta precisão a abundância de células imunes no meio das células tumorais. Esse dado é fundamental na compreensão da propagação e resistência do câncer.

Estatística preocupante

Em 2014, ocorreram mais de 11.000 casos de câncer de cabeça e pescoço no Reino Unido.

Desse total resultaram 2.300 motivados por câncer de boca. O crescimento global dos casos de câncer de boca é preocupante.

O câncer de boca é mais prevalente no sul da Ásia, particularmente Índia, Paquistão e Sri Lanka. Principalmente devido à mastigação de tabaco, consumo uma planta chamada noz de bétele e infecções virais, como o HPV.

As chances de sobrevivência a esses tipos de câncer podem ser obtidas graças à pesquisa em um estudo do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Warwick.

No artigo “A Novel Digital Score for Abundance of Tumour Infiltrating Lymphocytes Predicts Disease Free Survival in Oral Squamous Cell Carcinoma“, publicado recentemente na revista Nature Scientific Reports.

Inteligência artificial e o câncer de boca – a partir de imagens detalhadas

Os pesquisadores conseguiram desenvolver uma pontuação digital que pudesse medir os linfócitos infiltrantes do tumor. Quanto mais linfócitos infiltrantes desse tipo apresentarem, maior a chance de sobrevivência e maior sobrevida livre do câncer de boca.

O trabalho foi desenvolvido com base na análise de imagens de pacientes Centro de Pesquisa do Hospital Memorial do Câncer Shaukat Khanum, no Paquistão.
São pacientes que já haviam sido tratados por radioterapia e cirurgia de cabeça e pescoço.

As amostras de tecido cancerígeno foram enviadas ao University Hospital Coventry e Warwickshire, no Reino Unido.
Nesta Universidade, utilizando equipamentos de última geração, os pesquisadores foram capazes de produzir digitalmente imagens de alta resolução das amostras em escala microscópica.

Relação de causa e efeito

A presença de linfócitos nas proximidades das células tumorais não apenas ajuda a determinar o estágio do câncer. Ela também pode ser usada para prever com precisão a progressão do carcinoma.

Quanto maior o número de linfócitos invasivos presentes nas varreduras maior a imunidade do paciente. E também da resposta do câncer ao tratamento.
A densidade e o arranjo espacial dos linfócitos invasivos tem relação com as chances de sobrevida global e sobrevida livre da doença.

Um dos pesquisadores fez uma afirmação importante. “Nós estamos apenas começando a desvendar o notável potencial de riqueza de informações presentes nos dados de imagem de tecidos atingidos.

Este estudo piloto mostra que, com a ajuda de algoritmos modernos de análise de imagens de câncer, podemos calcular com precisão a taxa de abundância de linfócitos invasivos nos cânceres de boca de maneira objetiva. A partir desses dados também estabelecer as estimativas de risco em termos de sobrevida livre da doença. Ou seja, a inteligência artificial e o câncer de boca são destaque e a grande novidade dessa pesquisa.

Outro cientista afirma: “este é um desenvolvimento muito emocionante. Não é apenas um dos primeiros parâmetros objetivos baseados em inteligência artificial a serem validados no câncer de boca. Além disso, parecem ter um forte poder prognóstico. Pensando mais além, isso pode levar à estratificação dos pacientes para diferentes modalidades de tratamento.”

Palavras do Diretor do Centro Médico onde a pesquisa foi realizada

O Dr Asif Loya, Diretor Médico do Shaukat Khanum Memorial Cancer Hospital com entusiasmo faz uma declaração.

“Com quase 13.000 novos casos a cada ano, os cânceres orais têm as maiores taxas de incidência entre os cânceres no Paquistão.

Representam a segunda maior taxa de mortalidade e uma sobrevida de apenas cinco anos.

No entanto, pouco se sabe sobre as assinaturas histológicas correspondentes aos subgrupos de pacientes com resultados diferentes nesta parte do mundo.

A avaliação do tecidos (histológica) do risco é fortemente preditiva da sobrevida local livre de doença e global no câncer de boca.

Portanto, é necessário que um sistema de pontuação validado seja usado como auxílio na tomada de decisão sobre o tratamento desses cânceres em nossos pacientes.

“Os dados obtidos por essa pesquisa são fortes e relevantes, Utilizou-se um método de avaliação objetiva da análise digital. Esse estudo pode estabelecer novos modelos de prognóstico. De forma que as decisões de tratamento relacionadas à dissecção eletiva do pescoço e à radioterapia concomitante possam ser tomadas de maneira mais apropriada.” A inteligência artificial e o câncer de boca são uma novidade e objeto de pesquisa nos dias atuais.

Necessidade de mudança de paradigma

O que se precisa agora é de uma mudança de paradigma.
Hoje, os métodos de tratamento tendem a se concentrar nos piores casos – perseguindo as últimas células cancerígenas em pacientes em estágio terminal cujos prognósticos são os piores.

Em vez disso, é preciso encontrar e destruir as primeiras células cancerígenas, detectando o câncer no seu início e detendo-o.

Essa prevenção representa a alternativa mais barata, mais rápida e mais segura ao terrível e duradouro trio de tratamento.

É a maneira mais universalmente aplicável de salvar vidas. Em termos de custos, a economia estimada em diagnóstico precoce soma mais de US $ 26 bilhões ao ano. A detecção precoce é o caminho. E o menos custoso que qualquer outra nova abordagem pode prometer.

A detecção precoce também é a maneira mais humana de melhorar os resultados do câncer.
Os tratamentos que normalmente se baseiam em uma combinação de cirurgia, quimioterapia e radiação para tumores sólidos ou quimioterapia e transplantes de medula óssea para tumores líquidos podem ser assassinos brutais. Muitas vezes acabam deixando pacientes em agonia.

E proporcionam apenas poucos meses de sobrevida adicional. As novas imunoterapias podem ser ainda mais perigosas. Os pacientes precisam ser tratados em unidades de terapia intensiva. Indústrias inteiras estão surgindo apenas para controlar os efeitos colaterais desses tratamentos.

Daqui a não muitos anos a inteligência artificial e o câncer de boca irão caminhar cada vez mais juntos e serão parte do dia a dia do exercício profissional dos dentistas deste tempo não muito distante.

Fontes: MedicalXpress, Nature, News
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Conheça os 7 danos causados pelo cigarro aos dentes

efeitos do cigarro nos dentesCostumeiramente tendemos a pensar que os efeitos do cigarro nos dentes se limitam a simples manchas ou ao aparecimento de halitose. Estas são, no entanto, as consequências menos graves.
O verdadeiro problema do cigarro sobre a saúde bucal está naquilo que não vemos.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), 428 pessoas morrem por dia no Brasil por causa do tabagismo. Conforme dados do Inca, 12,6% de todas as mortes registradas no país são atribuíveis ao tabaco. Ao todo, 156.216 mortes poderiam ser evitadas todos os anos caso o uso do tabaco fosse eliminado.

Os números mostram ainda que, no ano passado, 73.500 pessoas foram diagnosticadas com câncer provocado pelo tabagismo. Segundo o Inca, R$ 56,9 bilhões são perdidos a cada ano em função de despesas médicas e perda de produtividade.

Realizar uma boa higiene bucal ajuda a prevenir doenças. Porém isso não impede que o fumante se torne imune aos efeitos do cigarro nos dentes.
A boca é um dos locais onde os efeitos nocivos se manifestam mais claramente. A boca, juntamente com as vias respiratórias, é a principal porta de entrada do fumo no nosso organismo.efeitos do cigarro nos dentes

Efeitos do cigarro nos dentes

Os efeitos do cigarro nos dentes são altamente prejudiciais.
Além disso, o tabagismo aumenta a possibilidade de ser o estopim de outras doenças.

O efeito mais grave do cigarro nos dentes é o risco aumentado de câncer oral. Porém, existem mais problemas de saúde causados pelo tabagismo.

A única forma de amenizar os efeitos negativos do cigarro sobre a saúde bucal consiste em parar de fumar. Ou seja, não existe meio termo.
O efeito viciante da nicotina é muito forte e não há outra solução.

São muitos os efeitos deletérios provocados pelo cigarro nos dentes. Segue uma lista dos principais:

Coloração dos dentes

Os dentes de um fumante ficam amarelados devido à nicotina e ao alcatrão que se depositam na superfície dentária. Em muitos casos, chegam a penetrar nos túbulos dentinários.

Mau hálito

Os componentes nocivos do tabaco são geradores de mau hálito ou ao mesmo tempo acentuam a halitose de que o fumante já sofre.
Além do cheiro de cigarro, o hábito de fumar potencializa a secura e irritação das mucosas da boca e das vias respiratórias.
O cigarro traz prejuízos a uma oxigenação adequada e, como consequência aparece o mau hálito.

Deterioração do sentido do paladar e olfato

Segundo a American Dental Association (ADA), a ação do cigarro limita a percepção de sabores e odores, especialmente os salgados. Isso faz com que os fumantes tendam a abusar inconscientemente do sal. E o sal, como todos sabem, pode levar à elevação da pressão arterial.

Aumento do risco do desenvolvimento de periodontite

O hábito de fumar eleva em três vezes o risco para o desenvolvimento de periodontite. Além disso, também acelera o seu grau de progressão. O cigarro tem um efeito vasoconstritor. Isso acaba reduzindo a irrigação sanguínea das gengivas. Assim, faz com que as gengivas se tornem mais pálidas e aparentemente menos inflamadas, o que não corresponde à realidade.

Insucesso nos tratamentos

O tabagismo atrapalha e retarda e processo de cicatrização de ferimentos, tanto traumáticos como cirúrgicos.
Além disso, também reduz grandemente a capacidade de regeneração dos tecidos.
A taxa de insucesso em implantes dentários é duas vezes superior na população fumante. Isso se deve a maior dificuldade para o implante se unir ao osso.

Maior chance para o surgimento de cáries

O hábito de fumar também favorece o aparecimento de cáries. Entre os fumantes observa-se uma maior quantidade de cáries nas raízes dos dentes. Isso porque o hábito de fumar provoca a perda do suporte dos dentes com exposição da raiz. Além disso, os fumantes apresentam uma diminuição da secreção salivar, o que implica uma menor capacidade neutralizadora da placa bacteriana.

Câncer oral

O cigarro contém um elevado número de substâncias cancerígenas. Quando associado ao álcool, que permeabiliza ainda mais as mucosas, aumenta consideravelmente o risco de desenvolvimento do câncer oral.

O câncer oral apresenta uma elevada taxa de mortalidade, pois geralmente é diagnosticado em estádios avançados.

O efeitos do cigarro nos dentes também se fazem presentes sobre o sistema imunológico, como já noticiado nesta matéria anteriormente publicada aqui no blog Dentalis.

Recomendações aos seus pacientes fumantes

É muito provável que você tenha pacientes fumantes e estes devem dar uma especial atenção a sua higiene e saúde bucal.
Um paciente não fumante deve escovar os dentes ao menos três vezes por dia. Já um paciente fumante deverá escovar com uma frequência maior devido à quantidade mais elevada de resíduos na boca.

O dentista também deve alertar os pacientes fumantes dos cuidados com a língua e sua escovação. A língua é uma das partes da boca mais afetadas pelo cigarro. E por consequência acabar também afetando o sentido do paladar.

Visitar o dentista

Marcar consultas frequentes com os pacientes fumantes é algo importante tanto do ponto de vista da saúde bucal como da sua aparência estética. Procedimentos como clareamentos dentais e também revisões para evitar o desenvolvimento da periodontite são importantes.

Uso frequente do fio dental e enxaguante bucal

Complementar o cuidado bucal com o uso do fio dental é essencial, para eliminar os restos de placa bacteriana entre os dentes. Assim como também o uso de um enxaguante bucal adequado ao menos duas vezes ao dia para combater o mau hálito produzido pelo cigarro.

Deixar de fumar

Os efeitos do cigarro sobre a saúde bucal são muitos assim como também para o restante do organismo. O melhor conselho, dentre todos, é sem dúvida parar definitivamente de fumar. Existem tratamentos que, combinados à disciplina e força de vontade do paciente, podem ajudar a largar em definitivo à dependência da nicotina.

Apoio medicamentoso

O uso de medicamentos tem um papel bem definido no processo de cessação do tabagismo. Os medicamentos visam minimizar os sintomas da síndrome de abstinência à nicotina.

Medicamentos não devem ser utilizados isoladamente, e sim em associação com uma boa abordagem adequada.
É fundamental que o fumante se sinta mais confiante para exercitar e por em prática as orientações recebidas durante as sessões da abordagem intensiva por pessoal especializado.
Os medicamentos disponibilizados pelo Ministério da Saúde para o tratamento do tabagismo na Rede do SUS são os seguintes: Terapia de Reposição de Nicotina (adesivo transdérmico e goma de mascar) e o Cloridrato de Bupropiona.

Fontes: Dentaleader, Agência Brasil, INCA
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Câncer de boca: conheça os 8 principais sintomas e sinais

Câncer de boca: conheça os 8 principais sintomas e sinais

câncer de boca

A detecção precoce do câncer de boca foi tema de uma recente pesquisa no Canadá.
Após uma análise criteriosa de dados pelo período de 11 anos, um cientista realizou uma importante descoberta. Dentistas em Ontário estão detectando mais cânceres orais e pré-cânceres do que jamais se verificou. E com isso, estão salvando vidas.

Essa é a novidade trazida por Marco Magalhães. Ele é professor assistente na Faculdade de Odontologia da Universidade de Toronto. Marco é um dos patologistas orais do Serviço de Patologia Oral de Toronto (TOPS). O TOPS é um dos maiores serviços de patologia oral no Canadá.

Este serviço canadense (TOPS) fornece avaliação abrangente de amostras de biópsia. A maioria esmagadora é submetida por dentistas.

Neste estudo, Magalhães analisou 63.483 biópsias submetidas ao serviço entre 2005 e 2015. Segundo ele o objetivo era ter uma ideia clara sobre o que vinha sendo observado na prática.
Os dados do TOPS foram então comparados com aqueles coletados pelo Cancer Care Ontario.
O Cancer Care Ontario faz o rastreamento de todos os as notificações de câncer de boca na província de Ontário.

A surpresa

Surpreendentemente, os dados mostraram um aumento acentuado no número total de casos de câncer de boca e displasia (lesões pré-cancerosas) detectados por dentistas.

No total, 828 casos de câncer de boca foram diagnosticados pelo serviço de patologia bucal entre 2005 e 2015. Também foram diagnosticadas 2.679 lesões pré-malignas.

Aumento na detecção de casos de câncer de boca por dentistas

Com o passar do tempo a porcentagem de detecção de câncer de boca por dentistas aumentou significativamente.
Em 2005, apenas 56 casos de câncer de boca e 99 casos de displasia epitelial oral haviam sido detectados por meio de biópsia.
Em 2015, o número de cânceres detectados pelo serviço de biópsia quase dobrou. Atingiu a marca de 103 casos de câncer de boca. Os casos de displasia mais do que triplicaram desde 2005, aumentando para 374 casos.

São números significativos. Isso porque o número de casos diagnosticados foi além de todas as expectativas.
Superou tanto o aumento da população quanto o aumento do número de dentistas em Ontário.

O número de casos detectados na TOPS foi significativamente maior do que o aumento geral de câncer de boca registrado na província durante o mesmo período. De apenas 30% quando comparado ao aumento de 180% na TOPS (dentistas). O Cancer Care Ontario identificou um total de 9.045 casos de câncer de boca entre 2005 e 2015.

Qual o significado desses números?

Os dentistas em Ontário estão desempenhando um papel importante na detecção desta doença mortal. Um exemplo para o mundo inteiro e também para nós brasileiros.

O que está por trás desse progresso?

Programas mais abrangentes de treinamento e educação continuada para dentistas explicam o aumento dramático nas taxas de detecção de câncer de boca.
Cânceres orais avançados são relativamente fáceis de detectar. Porém, lesões pré-malignas do câncer de boca precoce podem passar despercebidas sem um treinamento adequado.

O número de casos de câncer de boca no Brasil vem apresentando elevado crescimento nos últimos anos. Isto é o que noticiamos neste artigo publicado recentemente aqui no blog Dentalis.

Treinamento em prevenção pode salvar vidas

A detecção precoce dos cânceres bucais é importantíssima, pois se reflete no aumento das taxas de sobrevivência.

O foco na educação continuada na área do câncer de boca levou ao aumento da vigilância por dentistas. No caso, o dentista assume um papel de grande relevância: o de um agente ativo de saúde pública.

Acompanhamento de links pré-cancerosos

Através dos dados coletados neste estudo os pesquisadores podem aprender a identificar quais (e quantas) lesões pré-cancerosas se tornarão, ao longo do tempo, cancerosas.

A importância desse estudo não se resume apenas ao aumento na detecção de cânceres bucais. Mas principalmente ao expressivo aumento do número de lesões pré-cancerosas identificadas por dentistas.

Detecção precoce é fundamental

As taxas de sobrevivência ao câncer de boca permaneceram estáveis ​​nas últimas décadas. Significa que os avanços no tratamento melhoraram minimamente as taxas de sobrevivência.
No entanto, tratados em seus estágios iniciais, os pacientes com câncer bucal têm as maiores taxas de sobrevivência. Cerca de 80% em cinco anos. Essa estatística cai para aproximadamente 30% em cinco anos, quando o câncer é detectado em um estágio avançado.

Isso apoia o fato de que a detecção precoce é realmente o passo mais importante aqui.
Como o estudo sugere, check-ups regulares no consultório do dentista podem ser a melhor estratégia de defesa.

câncer de boca

Os sintomas e sinais do câncer de boca

Os principais sinais que devem ser observados são:

  • Lesões na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias, que podem apresentar sangramentos e estejam crescendo;
  • Manchas/placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, céu da boca ou bochechas;
  • Nódulos (caroços) no pescoço;
  • Rouquidão persistente;Nos casos mais avançados observa-se:
  • Dificuldade de mastigação e de engolir
  • Dificuldade na fala
  • Sensação de que há algo preso na garganta
  • Dificuldade para movimentar a língua

Fique atento a esses sinais e a mudanças na coloração ou aspecto da sua boca. No caso de anormalidades, procure um profissional de saúde.

Detecção precoce do câncer de boca

É imprescindível estar atento ao surgimento de qualquer sinal de alerta. Deve-se ter especial atenção quando um paciente relatar a existência de alguma lesão que não cicatrize por 2 semanas.
Redobrar atenção em relação aos pacientes fumantes e consumidores frequentes de bebidas alcoólicas. São aqueles que apresentam o maior risco para o desenvolvimento do câncer de boca. Uma vez diante de uma lesão suspeita, a biópsia deve ser realizada, e o paciente encaminhado a um médico especialista.

Diagnóstico do câncer de boca

O diagnóstico do câncer de boca normalmente pode ser feito com o exame clínico, mas a confirmação depende da biópsia.
Esse procedimento, pode ser feito de forma ambulatorial, com anestesia local, por um profissional treinado.

Alguns exames de imagem, como a tomografia computadorizada, também auxiliam no diagnóstico. E, principalmente, ajudam a avaliar a extensão do tumor.

O exame clínico associado à biópsia, com o estudo da lesão por tomografia (nos casos indicados) permitem ao cirurgião definir o tratamento adequado.

As lesões muito iniciais podem ser avaliadas sem a necessidade de exame de imagem num primeiro momento.

O diagnóstico inicial permite tratamento com melhor resultado funcional. Tumores diagnosticados em estágios mais avançados vão implicar em tratamentos mais agressivos com maior chance de sequelas.

Tratamento do câncer de boca

Na grande maioria das vezes é cirúrgico, tanto para lesões menores, com cirurgias mais simples, como para tumores maiores.

O cirurgião de Cabeça e Pescoço é o profissional que vai avaliar o estágio da doença.

Essa avaliação, associada a exames complementares determinará o tratamento mais indicado.

A radioterapia e a quimioterapia são indicadas quando a cirurgia não é possível. Ou quando o tratamento cirúrgico traria sequelas funcionais importantes e complicadas para a reabilitação funcional e a qualidade de vida do paciente.

A cirurgia normalmente consiste na retirada da área afetada pelo tumor associada à remoção dos linfonodos do pescoço. Algum tipo de reconstrução também pode ser necessária.

Nas lesões mais simples, muitas vezes é necessário apenas a retirada da lesão.

Nos casos mais complexos, além do tratamento cirúrgico, é necessária realização de radioterapia. A radioterapia irá complementar o tratamento para obtenção do melhor resultado curativo.

Em todas as etapas do tratamento é importante o aspecto interdisciplinar. A participação de vários profissionais de saúde pode prevenir complicações e sequelas.

Fontes: MedicalXpress , INCA
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Descoberta pode revolucionar o tratamento de câncer de boca

Descoberta pode revolucionar o tratamento de câncer de boca

tratamento de câncer de bocaDevido a sua alta taxa de mortalidade, o tratamento de câncer de boca vem ganhando importância nos países em desenvolvimento.

Uma equipe internacional de cientistas espera que sua mais recente descoberta possa trazer uma importante contribuição.

Pesquisadores da Universidade de Otago, Nova Zelândia, e do Instituto de Estatística da Índia (ISI), Kolkata, revelaram algo surpreendente.
Descobriram marcadores epigenéticos. Eles são distintamente diferentes em tecidos de câncer de boca em comparação com os tecidos saudáveis adjacentes em pacientes analisados.

O co-autor Dr. Aniruddha Chatterjee, do Departamento de Patologia da Otago, diz que esses biomarcadores estão fortemente associados à sobrevivência do paciente.

Epigenética* é um mecanismo poderoso capaz de alterar a expressão gênica em células cancerígenas sem alterações na sequência do DNA. A epigenética avalia a expressão dos genes. Dependendo da expressão, pode vir a causar ou não progressão tumoral. Trazemos uma sucinta explicação sobre o que é epigenética ao final desta publicação.

Pesquisadores brasileiros recentemente já descobriram uma outra assinatura prognóstica do câncer bucal.

Marcadores epigenéticos – esperança de tratamento de câncer de boca

“O estudo de marcadores epigenéticos é relativamente novo e está sendo cada vez mais pesquisado. É um dos primeiros estudos a identificar marcadores epigenéticos no câncer de boca . Foram utilizadas abordagens de ponta”, afirma o pesquisador. É o primeiro a lançar esperança para o tratamento de câncer de boca em seu estágio mais inicial.

Para o estudo, publicado na revista Epigenomics, a equipe recrutou 16 pacientes com câncer de boca na Índia. Eram fumantes de tabaco ou mastigadores de tabaco, ou de hábitos mistos. Coletaram amostras de tecido tumoral e tecido adjacente normal. De acordo com o relatório de 2019 da Índia contra o câncer, dos 300 mil casos de câncer de boca associados ao tabaco detectados globalmente, 86% são daquele país.

Marcadores epigenéticos – identificação

Inicialmente as amostras de DNA foram isoladas. Os pesquisadores então identificaram regiões com perfis epigenéticos alterados nas células tumorais em comparação com as células normais.

Eles analisaram um mecanismo epigenético, a metilação do DNA, que se refere à adição de grupos metil ao DNA, como marcadores. O modo como esses marcadores são organizados pode ditar a expressão de genes e a disseminação de células anormais.

“Ao validar em uma coorte maior de câncer, mostramos que um subconjunto desses biomarcadores está significativamente associado ao mau prognóstico dos pacientes”.  Afirmou o pesquisador.

Descoberta precoce – salva vidas

As descobertas podem ajudar a salvar milhares de vidas identificando as células cancerígenas precocemente.

Diagnósticos mais precoces são o melhor tratamento de câncer de boca.

Diagnóstico tardio = mau prognóstico

O diagnóstico tardio é o problema-chave associado à alta taxa de mortalidade de câncer de boca nos países em desenvolvimento.

O grupo ficou surpreso ao encontrar diferenças tão distintas nos tecidos de câncer de boca, em comparação com o tecido saudável adjacente dos mesmos pacientes.

“Nós também ficamos surpresos ao ver que moléculas pequenas, chamadas de microRNA, sofriam modificações. Elas sofriam modificações químicas (metiladas ou desmetiladas) nos tumores de fumantes ou mastigadores de tabaco ou mistas.”

O que sugere que a intervenção terapêutica pode ser diferente nos pacientes. O que irá depender da forma como o tabaco foi usado”, (mastigado ou fumado) de acordo com a pesquisa.

Encontrar a intervenção terapêutica mais adequada à necessidade de cada paciente se mostra como estratégia mais eficaz no tratamento de câncer de boca.

O que é a epigenética*

A epigenética busca compreender como alterações na expressão de genes ocorrem sem alterações nas letras do alfabeto do DNA (ATCG).

Suponhamos que a sequência de DNA que possuímos em nossas células, seja como o texto de um manual de instruções.
Um manual que explica como fazer todos os diferentes órgãos e tecidos que formam nosso corpo.

A epigenética seria como se alguém utilizasse um pacote de marcadores de texto e usasse diferentes cores para marcar as partes do texto de maneiras diferentes.
Por exemplo, eu poderia usar o marcador de cor verde para marcar partes do texto que precisam ser lidas com mais cuidado. E o marcador de cor vermelha para marcar partes que não são tão importantes.

Segundo a epigenética as células possuíam a mesma informação (mesma sequência de DNA, constituição de genes, etc). Porém, algumas dessas informações são utilizadas e outras não.
É como se nas células os marcadores com a cor vermelha e verde fossem utilizados de maneira diferente.

Marcas epigenéticas

As marcas epigenéticas são flexíveis e podem mudar ou surgir durante nossa vida em resposta a influências externas. Muitos traumas como stress, passar fome ou ainda fatores externos como metais pesados, pesticidas, fumo de tabaco, radioatividade, bactérias e a alimentação podem influenciar em nosso desenvolvimento.

Gêmeos com diferentes marcas epigenéticas

Alterações nas marcas em nosso DNA, resultam na alteração da expressão dos nossos genes e às vezes resultam em doenças. Isso também explica porque gêmeos idênticos, apesar de possuírem a mesma sequência de DNA, são diferentes. A diferente exposição e o contato com o ambiente resulta em diferentes marcas epigenéticas. Essas marcas podem ser diferentes em cada um dos irmãos, resultando nas diferenças que observamos em cada um deles.

Dentalis software – em sintonia com as novas tendências em odontologia do século 21

Fontes: Epigenomics, Unicamp, EureKalert

 

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Descoberta assinatura prognóstica do câncer de boca

 

A incidência do câncer de boca no Brasil é considerada uma das mais altas do mundo, sendo a localização mais comum da região de cabeça e pescoço. O perfil da população com maior susceptibilidade ao carcinoma de células escamosas, o tipo mais frequente de câncer de boca, corresponde a indivíduos com idade superior a 50 anos, do sexo masculino, com baixa renda, analfabetos ou com baixa escolaridade e residentes em zonas rurais. Como este tipo de tumor tem comportamento agressivo, com metástase cervical precoce, um dos fatores determinantes de um melhor prognóstico é a atuação rápida dos profissionais de saúde no diagnóstico, encaminhamento e início do tratamento.

Prognóstico

Pesquisadores brasileiros identificaram a correlação entre a abundância de proteínas presentes no tecido tumoral e na saliva com a progressão do câncer de boca.

A descoberta surge como um parâmetro capaz de antecipar ou prever a progressão da doença – se há a presença ou ausência de metástase em linfonodo cervical, por exemplo –, além de superar as limitações dos exames clínicos e de imagem utilizados na clínica e orientar a escolha do tipo de tratamento ideal para cada paciente.

Metodologia

O estudo se iniciou na fase de descoberta por meio da análise proteômica de diferentes áreas do tecido tumoral utilizando-se 120 amostras microdissecadas e na fase de verificação as assinaturas de prognóstico foram confirmadas em aproximadamente 800 amostras de tecido por meio da técnica de imuno-histoquímica – localização de antígenos em tecidos, explorando o princípio da ligação específica de anticorpos a antígenos no tecido biológico – e 120 amostras de saliva de pacientes com a doença por proteômica baseada em alvos ou dirigida.

“O conjunto de dados nos levou a ter um resultado robusto e bastante promissor na definição da gravidade da doença. Além de sugerirmos marcadores potenciais da doença em uma primeira fase, também verificamos esses marcadores em uma segunda fase da pesquisa, o que confere mais confiabilidade aos achados, mostrando que esses marcadores são eficientes para classificar o paciente com metástase em linfonodo cervical”, disse Adriana Franco Paes Leme, pesquisadora do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), no Centro Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais (CNPEM), e autora correspondente de artigo publicado na Nature Communications sobre o estudo.

Parcerias

O trabalho, apoiado pela FAPESP, foi conduzido no CNPEM em parceria com o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) e a Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas (FOP-Unicamp), o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (USP), o Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas e a Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, entre outras instituições nacionais e internacionais.

Câncer bucal

O câncer de boca, também chamado de carcinoma espinocelular (CEC), é o tipo mais comum de tumor maligno de cabeça e pescoço. Tem alta prevalência e mortalidade, com cerca de 300 mil novos casos diagnosticados por ano no mundo e 145 mil mortes. Embora seja relativamente fácil de ser detectado, por feridas na boca identificadas por dentistas, geralmente o diagnóstico é feito quando a doença já está em estágio avançado.

“O estudo levou cinco anos até chegarmos a essa descoberta. Foi dividido em duas fases. Na primeira, usamos a proteômica baseada em descoberta, quando identificamos e quantificamos as proteínas dos tecidos tumorais. Na segunda fase do estudo foram feitas análises por imuno-histoquímica e também por proteômica baseada em alvos ou dirigida – onde sabíamos exatamente quais proteínas precisávamos quantificar”, disse Paes Leme.

A proteômica é o estudo de um conjunto de proteínas em uma amostra, seja em tecido ou célula, por exemplo, onde é possível identificar, quantificar, determinar modificações, localizar, avaliar atividade e interações de proteínas.

Bioinformática

Na primeira fase, os pesquisadores mapearam por microdissecção a laser e proteômica as proteínas no tecido de câncer de boca e correlacionaram com as características clínicas dos pacientes. Essa avaliação permitiu a identificação de várias proteínas, tais como CSTB, NDRG1, LTA4H, PGK1, COL6A1, ITGAV e MB, com padrões de abundância distintos dependendo da área do tumor avaliada e associação com importantes desfechos clínicos.

Na segunda fase, após identificar e quantificar as proteínas nas 120 amostras de tecido tumoral, os pesquisadores utilizaram duas estratégias para a verificação das proteínas.

“Em uma estratégia, avaliamos a abundância das proteínas selecionadas em amostras independentes de tecido de pacientes utilizando anticorpos por meio da imuno-histoquímica. Outra estratégia foi utilizar a saliva de pacientes, na qual monitoramos esses mesmos alvos pré-selecionados”, disse Paes Leme à Agência FAPESP.

Ela explica que o fluido foi escolhido uma vez que a lesão de câncer está localizada na boca, onde as células neoplásicas poderiam secretar proteínas.

“A saliva é uma fonte promissora de marcadores, além de ser um fluido obtido por meio de coleta não invasiva. Para tanto, foram verificadas as proteínas na saliva de 40 pacientes e, para obter maior confiabilidade do resultado nessa fase do estudo, as análises foram feitas em triplicatas técnicas”, disse.

Resultados

Após a análise em amostras de saliva de pacientes, os pesquisadores utilizaram técnicas de bioinformática e de aprendizado de máquina para chegar à assinatura de prognóstico – verificar quais as proteínas ou peptídeos selecionados na primeira fase poderiam separar os pacientes com e sem metástase em linfonodo cervical.

“Além disso, também tínhamos a valiosa informação sobre a evolução clínica dos pacientes que participaram de forma voluntária do estudo, por meio da doação das amostras de saliva”, disse Paes Leme.

A partir desse resultado foi possível definir a assinatura de três peptídeos específicos de LTA4H, COL6A1 e CSTB, capazes de classificar os pacientes com e sem metástase em linfonodos cervicais, com grande potencial de ajudar os clínicos a superar as limitações dos exames e guiar as estratégias de tratamento personalizado.

A equipe de cientistas está dando andamento a uma nova pesquisa que tem por objetivo atuar de forma translacional e acessível na construção de biossensores para detectar essa assinatura de prognóstico na saliva de pacientes. Atualmente, os peptídeos podem ser identificados e quantificados por análise de espectrometria de massas e proteômica, técnicas custosas e incomuns em clínicas e hospitais.

Simplificação do método

“Queremos desenvolver um método mais simples, barato e acessível para profissionais da saúde para avaliar a progressão da doença a partir de testes que poderão ser feitos no consultório odontológico, consultório médico ou em laboratórios clínicos. No trabalho que acabamos de publicar, foi possível identificar essa assinatura de prognóstico por espectrometria de massas. Nossa ideia é desenvolver um biossensor focado na utilização dessa assinatura de prognóstico, para que tenha uso clínico, e orientar a definição do tratamento”, disse Paes Leme.

O artigo Combining discovery and targeted proteomics reveals a prognostic signature in oral cancer (doi: 10.1038/s41467-018-05696-2), de Carolina Moretto Carnielli, Carolina Carneiro Soares Macedo, Tatiane De Rossi, Daniela Campos Granato, César Rivera, Romênia Ramos Domingues, Bianca Alves Pauletti, Sami Yokoo, Henry Heberle, Ariane Fidelis Busso-Lopes, Nilva Karla Cervigne, Iris Sawazaki-Calone, Gabriela Vaz Meirelles, Fábio Albuquerque Marchi, Guilherme Pimentel Telles, Rosane Minghim, Ana Carolina Prado Ribeiro, Thaís Bianca Brandão, Gilberto de Castro Jr, Wilfredo Alejandro González-Arriagada, Alexandre Gomes, Fabio Penteado, Alan Roger Santos-Silva, Márcio Ajudarte Lopes, Priscila Campioni Rodrigues, Elias Sundquist, Tuula Salo, Sabrina Daniela da Silva, Moulay A. Alaoui-Jamali, Edgard Graner, Jay W. Fox, Ricardo Della Coletta e Adriana Franco Paes Leme, pode ser lido em também na Nature.

Fontes: Agência Fapesp, Nature, Revista Brasileira de Odontologia

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