câncer oral

Tudo o que você precisa saber sobre o câncer oral

Tudo o que você precisa saber sobre o câncer oral

câncer oral

O câncer oral pode aparecer em qualquer lugar da boca. Incluindo o interior das bochechas e gengivas.
É considerado um tipo de câncer de cabeça e pescoço.

Frequentemente, o câncer oral faz parte da categoria de câncer de boca e orofaringe.
O câncer de orofaringe afeta a parte posterior da boca e o revestimento da garganta.

De acordo com a American Cancer Society (ACS), as estatísticas estimam em 53.000 o número de americanos com diagnóstico de câncer oral em 2019.

A idade média no diagnóstico é de 62 anos.
No entanto, cerca de 25% dos casos ocorrem antes dos 55 anos.
É mais comum atingir homens do que mulheres.

Câncer oral – Sintomas

Nos estágios iniciais, geralmente não há sinais evidentes.

Fumantes e alcoolistas devem fazer exames regulares com o dentista. Isso porque cigarro e o álcool em excesso são fatores de risco para o câncer oral.

O dentista é normalmente o profissional que primeiro poderá detectar sinais iniciais desse tipo de câncer.

Lesões pré-cancerosas

Sinais iniciais do câncer oral em desenvolvimento:

Leucoplasia

Leucoplasia é uma mancha ou placa branca, com bordas irregulares, firmemente aderida à mucosa da boca.
É uma lesão pré-maligna, geralmente causada pelos hábitos deletérios de fumo e etilismo.
A lesão com características proliferativa (aumenta de tamanho) possui 70 a 100% de risco de se transformar em um carcinoma de células escamosas.

Líquen Plano Oral

No líquen plano existem áreas de linhas brancas com uma borda avermelhada, possivelmente com ulceração.

Muitas lesões orais podem ser pré-cancerosas. Elas não significam necessariamente que o indivíduo terá câncer. No entanto, é importante que o paciente converse com o seu dentista sobre quaisquer alterações que ocorram na boca.

O monitoramento das alterações pode ajudar a detectar o câncer de boca nos seus estágios iniciais. E no começo, é muito mais fácil de tratar.

câncer oral

Câncer

O desenvolvimento do câncer gera o aparecimento dos seguintes sintomas:

  • Manchas no revestimento da boca ou língua. São geralmente vermelhas ou brancas;
  • Sangramento, dor ou dormência na boca;
  • Úlceras ou feridas na boca que não cicatrizam;
  • Nódulo ou espessamento das gengivas ou revestimento da boca;
  • Dentes soltos sem motivo aparente;
  • Dentaduras mal ajustadas;
  • Mandíbula inflamada;
  • Dor de garganta ou sensação de que algo está preso na garganta;
  • Voz rouca;
  • Dificuldade em mastigar ou engolir;
  • Dificuldade em mover a língua ou mandíbula.

A presença de um desses sintomas não significa necessariamente que o indivíduo tenha câncer oral. Porém, vale a pena consultar um dentista para um diagnóstico.

Câncer oral – Tratamento

O tratamento irá variar conforme algumas condições:

  • Localização, estágio e tipo do câncer;
  • O estado geral de saúde do indivíduo;
  • Preferências do paciente.

Existem muitas opções de tratamento. Como descritas a seguir.

Cirurgia

Uma cirurgia pode ser recomendada para remoção do tumor e também uma margem de tecido saudável ao seu redor.

A cirurgia pode implicar na remoção das seguintes estruturas:

  • Parte da língua;
  • Parte do maxilar;
  • Nódulos linfáticos.

Caso o procedimento cause alteração significativa da aparência da pessoa ou sua capacidade de falar ou comer, uma cirurgia reconstrutiva pode ser necessária.

Radioterapia

O câncer bucal é sensível à radioterapia. Esse tratamento utiliza raios X de alta energia ou partículas de radiação para danificar o DNA dentro das células tumorais. Isso destrói sua capacidade de reprodução.

Os efeitos adversos da radioterapia:

  • Cárie dental;
  • Aftas;
  • Sangramento gengival;
  • Rigidez da mandíbula;
  • Fadiga;
  • Reações da pele, como queimaduras.

O tratamento provavelmente será mais eficaz em pessoas que não fumam ou já deixaram de fumar.

Um indivíduo com câncer oral em estágio inicial pode ser tratado com radioterapia.
Porém, a combinação desse com outros tratamentos podem reduzir a progressão ou recorrência do câncer com mais eficiência.

Quimioterapia

Se o câncer é generalizado, o médico pode recomendar a combinação da quimioterapia com a radioterapia.

A quimioterapia envolve o uso de medicamentos poderosos que danificam o DNA das células cancerígenas. Os medicamentos minam a capacidade das células de se reproduzir e se espalhar.

Os medicamentos quimioterápicos destroem as células cancerígenas. Porém, também podem danificar tecidos saudáveis. Isso pode levar a sérios efeitos adversos.

Dentre os efeitos adversos, estão:

  • Cansaço excessivo;
  • Náusea e vômitos;
  • Queda de cabelo;
  • Diminuição da resistência imunológica;
  • Risco aumentado de infecções.

Esses efeitos geralmente desaparecem após o término do tratamento.

Terapia de hipertermia

Técnica recente onde o médico promove o aquecimento da área acima da temperatura normal para danificar e matar células cancerígenas.

Esta técnica também pode aumentar a sensibilidade das células cancerígenas à radioterapia.

Estágios

O estágio do câncer refere-se à medida do quanto ele se espalhou pelo organismo.

Nos estágios iniciais, pode haver células pré-cancerosas que podem eventualmente se tornar cancerígenas.

Às vezes, isso é chamado de câncer no estágio 0 ou carcinoma in situ.

  • O câncer localizado é aquele que afeta apenas uma área e não se espalhou para outros tecidos;
  • O câncer regional é aquele que se espalhou para os tecidos próximos.
  • O câncer distante é aquele que se espalhou para outras partes do corpo. Por exemplo, os pulmões ou o fígado.

Complicações

O câncer bucal e seu tratamento podem levar a uma série de complicações.

As complicações após a cirurgia incluem o risco de:

  • Sangramento;
  • Infecção;
  • Dor;
  • Dificuldade em comer e engolir.

A longo prazo podem surgir os seguintes problemas:

  • Estreitamento da artéria carótida: Isso pode resultar da radioterapia e pode levar a problemas cardiovasculares;
  • Problemas dentais: podem surgir se a cirurgia mudar o formato da boca e da mandíbula;
  • Disfagia ou dificuldade em engolir: Isso pode dificultar a ingestão de alimentos e aumentar o risco de inalação de alimentos e infecções como consequência;
  • Problemas na fala: alterações na língua, lábios e outras características orais podem afetar a fala;
  • Problemas de saúde mental: Depressão, irritabilidade, frustração e ansiedade podem surgir.

Participar de um grupo de apoio local ou on-line pode ser útil. Esse contato oferece a oportunidade de conhecer pessoas com experiências semelhantes.

Câncer oral – Causas

O câncer acontece a partir de uma alteração genética no organismo que resulta no crescimento de células sem controle.
À medida que essas células indesejadas continuam a crescer, elas formam um tumor.
Com o tempo, as células podem migrar para outras partes do corpo.

Cerca de 90% dos cânceres de boca são carcinoma espinocelular.
Eles têm início nas células escamosas que revestem os lábios e o interior da boca.

Fatores de risco

Não se sabe exatamente por que essas mudanças acontecem. Porém, alguns fatores de risco parecem elevar a chance para o desenvolvimento do câncer de boca.

Existem evidências de que estes são fatores que elevam o risco:

  • Hábito de fumar;
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • Histórico de infecções prévias por HPV, especialmente o HPV tipo 16;
  • Histórico prévio de câncer de cabeça e pescoço.

Outros fatores de risco para o câncer bucal:

  • Exposição excessiva a raios ultravioleta;
  • Refluxo gastroesofágico;
  • Radioterapia prévia para cabeça, pescoço ou ambos;
  • Exposição a certos produtos químicos, especialmente amianto, ácido sulfúrico e formaldeído;
  • Ferimentos antigos que não cicatrizam;
  • Exposição ao calor excessivo de bebidas quentes, como o chimarrão.

Dietas saudáveis com muitas frutas e legumes frescos podem reduzir o risco.

Câncer oral – Diagnóstico

Na presença de sinais indicativos de câncer oral, o que o médico pode fazer:

  • Perguntar sobre os sintomas;
  • Realizar um exame físico;
  • Saber do histórico pessoal e familiar do paciente.

Se o câncer de boca é uma possibilidade, pode-se recomendar uma biópsia. É um exame onde se coleta uma pequena amostra do tecido para verificar a existência de células cancerígenas.

Se a biópsia revelar câncer bucal, a etapa seguinte será determinar o estágio.

Testes para identificar o estágio do câncer:

  • Endoscopia: exame no qual se pode verificar se o câncer se espalhou e, em caso afirmativo, até que ponto;
  • Testes de imagem: um raio-X dos pulmões, por exemplo, mostrará se o câncer atingiu essa área.

Além do estágio do câncer, outros fatores afetam a chance de uma maior sobrevida, como:

  • Idade;
  • Estado geral da saúde do indivíduo;
  • O grau ou tipo de câncer, pois alguns são mais agressivos que outros;
  • Acesso do indivíduo a diferentes opções de tratamento.

Câncer oral – como prevenir

Para reduzir o risco de câncer de boca, as pessoas devem:

  • Evitar completamente o cigarro;
  • Evitar o consumo excessivo de álcool;
  • Ir regulamente ao dentista para exames odontológicos;
  • Ficar atento a alterações na boca e conversar com seu dentista, se notar alguma;
  • Vacinar-se preventivamente para o HPV.

Existem evidências da associação entre o HPV e o câncer de cordas vocais.

Fontes: NHS,The Oral Ancer Foundation, American Cancer Society, National Cancer Institute, NCBI, Wikipedia
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Conheça os 7 danos causados pelo cigarro aos dentes

efeitos do cigarro nos dentesCostumeiramente tendemos a pensar que os efeitos do cigarro nos dentes se limitam a simples manchas ou ao aparecimento de halitose. Estas são, no entanto, as consequências menos graves.
O verdadeiro problema do cigarro sobre a saúde bucal está naquilo que não vemos.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), 428 pessoas morrem por dia no Brasil por causa do tabagismo. Conforme dados do Inca, 12,6% de todas as mortes registradas no país são atribuíveis ao tabaco. Ao todo, 156.216 mortes poderiam ser evitadas todos os anos caso o uso do tabaco fosse eliminado.

Os números mostram ainda que, no ano passado, 73.500 pessoas foram diagnosticadas com câncer provocado pelo tabagismo. Segundo o Inca, R$ 56,9 bilhões são perdidos a cada ano em função de despesas médicas e perda de produtividade.

Realizar uma boa higiene bucal ajuda a prevenir doenças. Porém isso não impede que o fumante se torne imune aos efeitos do cigarro nos dentes.
A boca é um dos locais onde os efeitos nocivos se manifestam mais claramente. A boca, juntamente com as vias respiratórias, é a principal porta de entrada do fumo no nosso organismo.efeitos do cigarro nos dentes

Efeitos do cigarro nos dentes

Os efeitos do cigarro nos dentes são altamente prejudiciais.
Além disso, o tabagismo aumenta a possibilidade de ser o estopim de outras doenças.

O efeito mais grave do cigarro nos dentes é o risco aumentado de câncer oral. Porém, existem mais problemas de saúde causados pelo tabagismo.

A única forma de amenizar os efeitos negativos do cigarro sobre a saúde bucal consiste em parar de fumar. Ou seja, não existe meio termo.
O efeito viciante da nicotina é muito forte e não há outra solução.

São muitos os efeitos deletérios provocados pelo cigarro nos dentes. Segue uma lista dos principais:

Coloração dos dentes

Os dentes de um fumante ficam amarelados devido à nicotina e ao alcatrão que se depositam na superfície dentária. Em muitos casos, chegam a penetrar nos túbulos dentinários.

Mau hálito

Os componentes nocivos do tabaco são geradores de mau hálito ou ao mesmo tempo acentuam a halitose de que o fumante já sofre.
Além do cheiro de cigarro, o hábito de fumar potencializa a secura e irritação das mucosas da boca e das vias respiratórias.
O cigarro traz prejuízos a uma oxigenação adequada e, como consequência aparece o mau hálito.

Deterioração do sentido do paladar e olfato

Segundo a American Dental Association (ADA), a ação do cigarro limita a percepção de sabores e odores, especialmente os salgados. Isso faz com que os fumantes tendam a abusar inconscientemente do sal. E o sal, como todos sabem, pode levar à elevação da pressão arterial.

Aumento do risco do desenvolvimento de periodontite

O hábito de fumar eleva em três vezes o risco para o desenvolvimento de periodontite. Além disso, também acelera o seu grau de progressão. O cigarro tem um efeito vasoconstritor. Isso acaba reduzindo a irrigação sanguínea das gengivas. Assim, faz com que as gengivas se tornem mais pálidas e aparentemente menos inflamadas, o que não corresponde à realidade.

Insucesso nos tratamentos

O tabagismo atrapalha e retarda e processo de cicatrização de ferimentos, tanto traumáticos como cirúrgicos.
Além disso, também reduz grandemente a capacidade de regeneração dos tecidos.
A taxa de insucesso em implantes dentários é duas vezes superior na população fumante. Isso se deve a maior dificuldade para o implante se unir ao osso.

Maior chance para o surgimento de cáries

O hábito de fumar também favorece o aparecimento de cáries. Entre os fumantes observa-se uma maior quantidade de cáries nas raízes dos dentes. Isso porque o hábito de fumar provoca a perda do suporte dos dentes com exposição da raiz. Além disso, os fumantes apresentam uma diminuição da secreção salivar, o que implica uma menor capacidade neutralizadora da placa bacteriana.

Câncer oral

O cigarro contém um elevado número de substâncias cancerígenas. Quando associado ao álcool, que permeabiliza ainda mais as mucosas, aumenta consideravelmente o risco de desenvolvimento do câncer oral.

O câncer oral apresenta uma elevada taxa de mortalidade, pois geralmente é diagnosticado em estádios avançados.

O efeitos do cigarro nos dentes também se fazem presentes sobre o sistema imunológico, como já noticiado nesta matéria anteriormente publicada aqui no blog Dentalis.

Recomendações aos seus pacientes fumantes

É muito provável que você tenha pacientes fumantes e estes devem dar uma especial atenção a sua higiene e saúde bucal.
Um paciente não fumante deve escovar os dentes ao menos três vezes por dia. Já um paciente fumante deverá escovar com uma frequência maior devido à quantidade mais elevada de resíduos na boca.

O dentista também deve alertar os pacientes fumantes dos cuidados com a língua e sua escovação. A língua é uma das partes da boca mais afetadas pelo cigarro. E por consequência acabar também afetando o sentido do paladar.

Visitar o dentista

Marcar consultas frequentes com os pacientes fumantes é algo importante tanto do ponto de vista da saúde bucal como da sua aparência estética. Procedimentos como clareamentos dentais e também revisões para evitar o desenvolvimento da periodontite são importantes.

Uso frequente do fio dental e enxaguante bucal

Complementar o cuidado bucal com o uso do fio dental é essencial, para eliminar os restos de placa bacteriana entre os dentes. Assim como também o uso de um enxaguante bucal adequado ao menos duas vezes ao dia para combater o mau hálito produzido pelo cigarro.

Deixar de fumar

Os efeitos do cigarro sobre a saúde bucal são muitos assim como também para o restante do organismo. O melhor conselho, dentre todos, é sem dúvida parar definitivamente de fumar. Existem tratamentos que, combinados à disciplina e força de vontade do paciente, podem ajudar a largar em definitivo à dependência da nicotina.

Apoio medicamentoso

O uso de medicamentos tem um papel bem definido no processo de cessação do tabagismo. Os medicamentos visam minimizar os sintomas da síndrome de abstinência à nicotina.

Medicamentos não devem ser utilizados isoladamente, e sim em associação com uma boa abordagem adequada.
É fundamental que o fumante se sinta mais confiante para exercitar e por em prática as orientações recebidas durante as sessões da abordagem intensiva por pessoal especializado.
Os medicamentos disponibilizados pelo Ministério da Saúde para o tratamento do tabagismo na Rede do SUS são os seguintes: Terapia de Reposição de Nicotina (adesivo transdérmico e goma de mascar) e o Cloridrato de Bupropiona.

Fontes: Dentaleader, Agência Brasil, INCA
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Qual a melhor forma de evitar câncer de boca?

evitar câncer de bocaEvitar câncer de boca requer medidas simples. O uso frequente do fio dental e idas regulares ao dentista diminuem grandemente os riscos para o desenvolvimento do câncer bucal.

Estas são as conclusões apresentadas em 31 de março de 2019, na reunião anual da Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR).

No novo estudo, os pesquisadores analisaram os comportamentos de higiene bucal de pacientes que foram diagnosticados com câncer de boca. Isto no período entre 2011 e 2014 na clínica de ouvido, nariz e garganta no Comprehensive Cancer Center da Ohio State University. Os comportamentos desses pacientes foram comparados aos de outros sem câncer que compareceram a mesma clínica.

Os pacientes do estudo responderam a uma pesquisa sobre a frequência do uso do fio dental e idas ao dentista. Também foram questionados quanto as suas práticas sexuais e consumo de álcool ou cigarro. Observa-se um aumento da incidência de câncer bucal mundo afora como já alertamos neste post anterior do blog Dentalis.

Má higiene dental – risco aumentado de câncer bucal

O foco do trabalho foi a busca de fatores que contribuam para evitar câncer de boca.

O câncer oral pode ser dividido em duas categorias. Aqueles relacionados ao papilomavírus humano sexualmente transmissível (HPV) e aqueles que não o são. Isto segundo o principal autor do estudo, Jitesh Shewale, especialista com pós-doutorado na Universidade do Texas MD Anderson Cancer Center, em Houston.

Foram considerados fatores como idade, sexo, status socioeconômico e raça. Os pesquisadores fizeram algumas descobertas interessantes. Pessoas orais negativas para o HPV que haviam ido ao dentista menos de uma vez por ano tinham quase o dobro do risco de desenvolver câncer bucal do que aquelas que iam uma vez por ano ou mais.

Pessoas orais negativas para o HPV, que usavam fio dental menos de uma vez por dia, tiveram mais que o dobro do risco para o desenvolvimento do câncer bucal quando comparadas aquelas que usaram o fio dental com maior frequência.

Em resumo, a má higiene bucal se mostrou ligada ao aumento do risco de câncer oral não HPV.

Não encontrou-se uma associação entre a má higiene bucal e câncer oral em quem também apresentava HPV oral positivo.

Os pesquisadores acreditam que o microbioma oral é importante na relação entre higiene bucal e o risco de câncer.

Uma boa higiene dental é uma das formas mais eficazes de evitar câncer de boca, segundo a pesquisa.

Localização dos cânceres orais – variação

Em pesquisas anteriores, cientistas da mesma equipe descobriram evidências de que “práticas inadequadas de higiene bucal causam uma mudança no seu microbioma oral”, disse Shewale à Live Science. Essa mudança “promove a inflamação crônica e pode levar ao desenvolvimento de cânceres”.

Os cânceres orais positivos para HPV afetam principalmente a base da língua e a região das amígdalas. Os cânceres HPV negativos afetam principalmente as cavidades orais. Essas são mais afetadas pela doença em decorrência da má higiene bucal.

O outro lado

Denise Laronde, professora associada da escola de Odontologia da University of British Columbia que não participou do estudo, disse que a nova pesquisa era “interessante”, mas acrescentou que ainda é cedo para tirar conclusões definitivas. O estudo mostra que uma boa higiene dental pode evitar câncer de boca. Porém, não apresentou uma relação direta de causa e efeito, alerta ela.

Segundo Laronde “muitas vezes as pessoas consideram sua saúde bucal desvinculada do resto do corpo”, afirmou à Live Science.

“Mas muitas doenças sistêmicas se refletem na saúde bucal e vice-versa.”

Cuidados com a higiene bucal – como evitar câncer de boca

Esta nova pesquisa reforça a importância do uso do fio dental como uma das formas de evitar câncer de boca. “Todos sabemos que as pessoas dizem usar o fio dental muito menos do que realmente o fazem”, afirmou a cientista.

O uso regular e frequente do fio dental é importante não apenas para a manutenção da saúde dos dentes. Mas também para a garantia e saúde geral com reflexos em todo o corpo.

Técnicas de uso – dicas para pacientes

Fio dental

  • Enrole aproximadamente 40 cm de fio ao redor dos dois dedos do meio. O fio restante pode ser fixado em torno dos dedos preferidos da outra mão. Segure firmemente o fio entre os dedos polegares e indicadores. Isso ajudará a liberar os dedos polegares e indicadores, pois são esses dedos que manipularão o fio dental. Dividir as duas tarefas – segurando e trabalhando a corda – facilita o uso do fio dental.
  • O fio dental deve ser manobrado entre os dentes com um movimento de fricção suave e curvado. Isto até que o fio atinja a linha da gengiva. Deslize o fio suavemente entre a gengiva e o dente.
  • O fio dental deve ser segurado firmemente contra o dente. Esfregar ao longo da sua superfície com um suave movimento para cima e para baixo. Isso deve continuar até que o lado de trás do último dente seja alcançado. Siga este processo para os dentes restantes.
  • Uma nova seção do fio dental deve ser usada quando a placa se acumular nele.

flosser de água - prevenção do câncer de bocaFlossers de Água

Outro método para limpar entre e ao redor dos dentes é o uso dos flossers de água. É um dispositivo portátil que pulveriza água constantemente para remover detritos nos dentes, com efeito muito semelhante ao fio dental tradicional. Para indivíduos que usam chaves ou pontes fixas permanentes esses dispositivos  podem ser de grande ajuda. Está provado que os flossers de água são seguros de usar e eficazes na remoção da placa dental. Também muito podem contribuir para evitar câncer de boca.

suporte de fio dental - prevenção do câncer de bocaMétodo de uso do suporte de fio dental

Algumas pessoas podem achar difícil limpar os dentes posteriores ou as superfícies adjacentes dos dentes posteriores ou do espaço interdental. Outro ponto a considerar é que o uso indevido do fio dental pode causar ferimentos ou danos. Neste caso recomenda-se o uso de um suporte de fio dental. É útil para pessoas que têm dificuldade no manuseio do fio dental tradicional.

  1. Troque o porta-fio da esquerda para a direita; deslize lentamente o fio para a margem gengival e puxe-o firmemente contra uma das superfícies próximas ao dente.
  2. Gradualmente, deslize o fio para cima e para baixo para limpar a superfície dentária próxima. Iniciando pela parte mais profunda do sulco gengival e puxando o fio firmemente contra a outra superfície dental próxima.
  3. Limpe todas as outras superfícies de dentes adjacentes de acordo com as etapas acima.

Uso do fio dental em indivíduos que utilizam aparelhos ortodônticos

Indivíduos que usam dispositivos ortodônticos podem achar difícil usar o fio dental. O uso de um fio dental super floss ajudará a remover a placa dental nas superfícies adjacentes do dente.

fio dental super floss - prevenção do câncer de bocaFio dental super floss

Especialmente desenvolvido para remoção eficaz da placa bacteriana em pessoas com aparelhos ortodônticos, coroas, pontes ou implantes.
É composto por 3 partes: Extremidade rígida (permite sua inserção sob aparelhos ortodônticos, pontes e espaços interproximais estreitos). Rede de fibras esponjosas (limpa eficazmente as superfícies interproximais). Fio Dental Regular (para limpeza entre os dentes e linha das gengivas).

  • Pressione a extremidade endurecida através do espaço entre os dentes e o dispositivo ortodôntico.
  • Enrole a ponta do fio ao redor dos dedos. Segure-o com força entre os dedos polegares e indicadores das duas mãos; deixe cerca de 2 cm de fio entre os dois.
  • Puxe o fio dental para o espaço interdental suavemente usando um movimento de serrar.
  • Enrole o fio ao redor de um dente em formato de “C”. Puxe para baixo até a parte mais profunda entre o dente e o tecido gengival circundante. Deslize para cima e para baixo e limpe a superfície.
  • Envolva o dente vizinho e repita o procedimento.

Qual escolher?

Não existe uma regra rígida e rápida para selecionar o tipo de fio dental ideal.

Critérios importantes na escolha são o tipo de fio dental, facilidade de uso e adequação à condição de cada paciente.

O consenso é que o uso regular do fio dental é peça chave para evitar câncer de boca.

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Fontes: The Oral Cancer Foundation, News Medical Life Sciences
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Método usa saliva para prever evolução do câncer de boca

O câncer de boca é diagnosticado em 300 mil pessoas no mundo por ano e mortes chegam a 145 mil

O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e com o Instituto do Câncer de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (Icesp), criou um método para prever, com o uso da saliva, a evolução do câncer de boca. A cada ano, 300 mil pessoas são diagnosticadas com esse tipo de câncer no mundo e as mortes chegam a 145 mil, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Prognóstico viável

A odontologista do Icesp, Ana Carolina Prado Ribeiro, explica que, na maioria das vezes, os pacientes são diagnosticados tardiamente, cenário responsável pela diminuição de sobrevida e por tratamentos mais agressivos. A partir do método desenvolvido, foram identificadas proteínas presentes tanto nos tecidos cancerígenos coletados quanto na saliva. Dessa forma, é possível oferecer o prognóstico de evolução da doença por meio da amostra de saliva.

Tratamento personalizado

A leitura de proteínas específicas permite facilitar o diagnóstico e formular novos rumos de tratamento para os oncologistas. O estudo possibilita que médicos sejam capazes de analisar individualmente os casos de câncer e oferecer o tratamento mais adequado para cada paciente. O próximo passo do estudo é desenvolver um método menos invasivo, por meio de um kit com um biossensor, para ser usado no SUS e dar o resultado do exame de saliva na hora. A ideia é propor o processo a ser adotado em longo prazo.

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O crescimento de casos de câncer bucal é preocupante

Listado entre os dez tumores mais comuns do Brasil, o câncer de boca, bem como seus sintomas, causas e tratamentos, ainda é desconhecido por boa parte da população.

Este fato pode ser evidenciado ao se constatar que uma expressiva parte dos diagnósticos ainda acontece de forma tardia, o que diminui de maneira expressiva as chances de cura.

De acordo com levantamento do Instituto Nacional do Câncer (Inca) somente neste ano de 2018 as projeções indicam que 15.490 pessoas serão vítimas da doença, sendo 11.140 homens e 4.350 mulheres.

Esses números colocam o Brasil na inglória terceira colocação entre os países com maior incidência de câncer oral no mundo, atrás somente da Índia e da República Checa.

A cada duas horas um brasileiro morre por causa da doença. O período de tempo transcorrido em uma partida de futebol ou em uma sessão de cinema no domingo, por exemplo, representa mais uma vida perdida, o que poderia ser evitado com medidas ao acesso de todos e bem simples.

Por que o Brasil é terceiro no mundo em número de casos?

Uma das respostas está no uso de álcool e tabaco, que, mesmo caindo, como um dos maiores causadores da enfermidade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 90% dos pacientes diagnosticados com câncer oral são fumantes. Além disso, quando o fumo e o álcool estão associados, as possibilidades de desenvolvimento da doença aumentam em incríveis 30 vezes.

População de maior risco

Homens acima dos 50 anos compõem a maior parte dos acometidos pelo problema. No entanto, o cenário está mudando. Cada vez mais jovens de até 40 anos estão apresentando a doença e um dos principais motivos é o papiloma vírus humano, mais conhecido como HPV.

Transmitido durante as práticas sexuais sem proteção, o vírus tem o potencial de acelerar o tempo de desenvolvimento desse tumor. Um estudo produzido pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) mostra que há vinte anos o HPV representava 25% dos casos de câncer de amígdala. Atualmente, o número registrado é de impressionantes 80%.

Prevenção é tudo

A maior medida para diminuir o número de vítimas está na prevenção, que pode ser feita inclusive em casa. O câncer oral tem cura e, assim como o câncer de mama, pode ser facilmente identificado por meio do autoexame — neste caso, com a ajuda de um espelho.

Analisar a boca periodicamente, observar o aspecto da língua e de toda a cavidade oral (lábios, mandíbula, gengiva, glândulas salivares e garganta) deve se tornar hábito. O surgimento de feridas e lesões que chegam a levar mais de duas semanas para desaparecerem são o sinal de alerta, assim como sangramentos, caroços, mudanças na coloração ou dor.

Sinais indicativos e diagnóstico pelo dentista

Entre os sintomas do câncer oral estão também nódulos persistentes nas bochechas, irritação ou sensação constante de algo entalado na garganta, inchaço na mandíbula, dificuldade para engolir, mau hálito, dor para mastigar ou mover a língua, dentes frouxos na gengiva e até mesmo mudanças na voz e perda de peso. São sinais facilmente identificáveis não só pelo paciente, mas também pelas pessoas com quem ele convive. É importante ressaltar que o autoexame não substitui as visitas regulares aos dentistas, o profissional mais habilitado e fundamental para o diagnóstico precoce.

É o dentista aquele profissional responsável pelo encaminhamento de casos suspeitos para a confirmação e o posterior tratamento do câncer de boca e pelas orientações iniciais ao paciente. A localização e o estágio tumor determinam as medidas mais adequadas, que geralmente são cirurgia e/ ou rádio e quimioterapia. Quando a doença é diagnosticada no início e tratada de maneira adequada, 80% dos casos podem ser curados.

Fica claro diante desse cenário que a grande questão em torno do câncer de boca é a prevenção. Para fortalecer a rede de informações sobre o tema e orientar a população, foi criada a lei federal nº 13.320 de 2015, que estabelece a primeira semana de novembro como a Semana Nacional de Prevenção ao Câncer de Boca. A importância do período é inegável, mas é essencial que os hábitos para combater a doença e diminuir o número de vítimas façam parte do cotidiano da população.

Fonte: Dr. Claudio Miyake – presidente do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP)
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Próteses dentárias mal adaptadas podem ser um fator de risco para o câncer oral

Irritação crônica da mucosa de à montagem inadequada de próteses dentárias pode ser um fator de risco para o desenvolvimento de câncer oral, pesquisadores do Departamento de Oncologia de Cabeça e Pescoço no Tata Memorial Centre em Mumbai concluíram após a revisão da literatura existente sobre a relação.

O câncer bucal é um dos tipos mais comuns de câncer na Índia e estima-se que cause cerca de 50.000 mortes anualmente naquele país. Além de uma variedade de fatores que são conhecidos por aumentar o risco de câncer oral, incluindo o tabaco e o uso de álcool, infecção por papilomavírus humano, a dieta pobre e negligenciada higiene oral, trauma da mucosa crônica tem sido associados com a doença no passado. No entanto, a ligação entre tais traumas, que podem ser causados por dentes afiados, próteses dentárias ou implantes, entre outros, e a ocorrência de câncer oral não foi cientificamente estabelecida até então.

O Estudo

No atual estudo, os pesquisadores avaliaram sistematicamente 22 artigos que descreveram o papel de irritação crônica na causa do câncer bucal. Os resultados sugerem que a irritação da crônica da mucosa resultante da má-montagem de próteses dentárias pode ser considerada um fator de risco para a carcinogênese na boca. De acordo com os pesquisadores, cânceres relacionados com o trauma podem ser vistos mais frequentemente na borda lateral da língua e no alvéolo. No entanto, nenhuma associação foi encontrada para a duração do uso de dentadura e formação de câncer.

Referindo aos mecanismos por trás do fato, a investigação tem sugerido diferentes cenários, os pesquisadores escreveram. Tem sido proposto que a persistência de irritação mecânica provoca danos no DNA e eventualmente podem resultar na formação de câncer. Outro possível mecanismo é que trauma crônico da mucosa resulta em inflamação, assim liberando mediadores químicos tais como as citocinas, prostaglandinas e fator de necrose tumoral, que pode resultar na carcinogênese.

O estudo intitulado “O papel do trauma crônico da mucosa no câncer oral: Uma revisão da literatura”, foi publicado online em 30 de março no Indian Journal of Medical and Paediatric Oncology.

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Vacina contra o HPV pode diminuir o risco de infecções orais causadoras do câncer oral

Um estudo realizado nos Estados Unidos constatou que a vacina contra o papilomavírus humano (HPV) pode ajudar a reduzir infecções orais que causam câncer da boca e da garganta em 88%. No entanto, o impacto real da vacina em infecções de HPV oral permanece baixo, devido à fraca taxa de captação no país, principalmente no sexo masculino. A pesquisa é o primeiro grande estudo a explorar o possível impacto da vacina em infecções de HPV oral.

A autora sênior do estudo Profa. Maura Gillison, da University of Texas MD Anderson Cancer Center, disse que, apesar de as taxas de cânceres orais causados por HPV continuarem a subir a cada ano nos EUA, particularmente entre os homens, nenhum ensaio clínico tinha avaliado o potencial de uso da vacina contra o HPV para a prevenção de infecções de HPV oral que poderia levar ao câncer. “Dada à ausência de padrão ouro, dados dos ensaios clínicos, investigamos se a vacina HPV tem tido um impacto sobre infecções de HPV oral em jovens adultos na América”.

Utilizando os dados da National Health and Nutrition Examination Survey, o estudo examinou os registros de autorrelato de 2,627 jovens adultos com idade entre 18 e 33 anos, durante o período de 2011 a 2014 e comparados a aqueles que receberam uma ou mais doses da vacina de HPV com aqueles que não tinham. Incidindo sobre a prevalência de HPV16, 18, 6 e 11 – os quatro tipos abrangidos pelo HPV antes de 2016 – amostras de bochechos orais coletadas por instalações móveis de saúde foram testadas para o vírus no laboratório da Gillison.

Risco 88% menor

De acordo com os resultados, cepas de HPV investigadas foram encontradas em muito menos pessoas que tinham recebido vacina, demonstrando um menor risco em 88 por cento. No momento da coleta de dados, cerca de 18,3% de jovens adultos nos Estados Unidos relataram receber uma ou mais doses de vacina antes de 26 anos de idade, com vacinas mais comumente em mulheres do que em homens (29,2 versus 6,9%).

“Quando comparamos a prevalência em homens vacinados para os homens não vacinados, nós não detectamos quaisquer infecções em homens vacinados. Os dados sugerem que a vacina pode ser a redução da prevalência das infecções em cem por cento”, disse Gillison.

Vacina contra o HPV – proteção além do esperado

Aprovada em 2006 para evitar o câncer cervical em mulheres, e mais tarde de outros canceres, incluindo câncer anal em homens, o estigma negativo em torno da vacina contra o HPV está sendo usado apenas para prevenir infecções sexualmente transmitidas e não câncer, significou que ganhar a aceitação e sensibilização tem sido lento. Ator Michael Douglas levantou a questão publicamente há vários anos, quando culpou o seu câncer.

Sexo oral tem sido considerado como o principal fator de risco para a aquisição de uma infecção por HPV na boca ou na garganta, segundo Gillison. No entanto, ela explicou que o sexo oral não dá câncer. A infecção em casos raros pode evoluir para o câncer ao longo de muitos anos.

De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças, 63 por cento das meninas adolescentes e 50% dos meninos adolescentes começaram com a série de vacinas contra o HPV nos EUA, há uma estimativa de 3.200 novos casos de cânceres orofaríngeos associados ao HPV diagnosticados em mulheres e cerca de 13.200 diagnosticados em homens de cada ano.

Os resultados do estudo, sob o título de “O impacto da profilaxia de papilomavírus humano (HPV) a vacinação em infecções de HPV oral entre os jovens adultos nos Estados Unidos”, será apresentado no encontro anual na American Society of Clinical Oncology’s 2017, que será em Chicago a partir de 2 a 6 de junho. O estudo recebeu financiamento do National Institute of Dental and Craniofacial Research of the National Institutes of Health.​

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Substância presente nos morangos pode auxiliar na prevenção do câncer oral

Como estudos laboratoriais anteriores têm sugerido que a administração de dieta de morangos inteiros tem grande potencial como uma estratégia para a prevenção de câncer esofágico e oral, pesquisadores da Universidade do Estado de Ohio definiram para analisar como a química da fruta inibidora do câncer afeta o microambiente oral em fumantes pesados. Os resultados iniciais recentemente apresentados revelaram algumas intrigantes diferenças entre fumantes e não fumantes.

“Quando as pessoas comem morangos, elas mastigam e deglutem a fruta rapidamente. Queríamos desenvolver um método de aumento da exposição na boca para os benefícios fitoquímicos que têm sido relacionados com a prevenção de câncer bucal e procuram diferenças potenciais na maneira que as enzimas salivares em fumantes versus não fumantes metaboliza-os”, explicou o líder do estudo Dra. Jennifer Ahn-Jarvis, uma estudante de Pós-Doutorado no Ohio State College of Dentistry.

Nesta abordagem, Ahn-Jarvis e sua equipe desenharam um ensaio clínico piloto para analisar os efeitos de uma bala de morango especialmente desenvolvida com a equivalência nutricional de duas xícaras e meia de morangos inteiros em um grupo de fumantes pesados comparados com um grupo controle de indivíduos que nunca tinham fumado. Para estabelecer as diferenças na atividade da enzima salivar que afetam componentes fitoquímicos de morangos entre os dois grupos, os participantes foram convidados a consumir o bombom de morango ou placebo quatro vezes por dia por uma semana e seguir uma dieta ausente de outras frutas e legumes vermelhos e roxos.

A equipe então coletou saliva e amostras de tecido oral. A partir daí, eles observaram diferenças significativas entre fumantes e não fumantes na atividade da enzima salivar e metabolitos de morango na boca após a administração do confeito de morango. Além disso, os pesquisadores investigaram a expressão de um grupo selecionado de 44 genes associados com a fumaça do cigarro e o risco de câncer oral e foram capazes de validar sete genes independentemente associados com fumantes versus não fumantes.

Efeito protetor: caminho estratégico na prevenção do câncer oral

“Estes dados iniciais confirmaram que algo é muito diferente sobre o ambiente oral de fumantes, o que pode vir a influenciar não só o risco de câncer mas também a eficácia potencial de alimentos-baseados nas estratégias de prevenção de câncer”, concluiu Ahn-Jarvis. “Desenvolvimento bem sucedido e a utilização de nosso novo confeito prepara o caminho para a sua utilização num maior estudo, o que nos permitirá avaliar com mais precisão os efeitos do tabagismo e morangos à terminação molecular relacionado ao desenvolvimento de câncer oral”.

Antocianinas: papel chave

A análise adicional de dados para o estudo está em andamento para determinar se existe uma correlação entre o tempo de exposição oral de antocianinas e redução de risco de câncer oral entre os fumantes. Estão também em curso estudos para identificar genes modulados de morango na cavidade oral dos fumantes que podem influenciar o desenvolvimento de câncer oral.

Os primeiros resultados do estudo foram apresentados na reunião anual da Associação Americana para Pesquisa do Câncer, realizada de 1 a 5 de abril em Washington.

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Próteses dentárias mal posicionadas podem ser fator de risco para o câncer oral

protese dentaria removívelAs próteses dentárias mal encaixadas, largas ou demasiado apertadas, que causam irritação da mucosa oral, podem ser um fator de risco para o câncer oral. A conclusão é de um grupo de pesquisadores do Departamento de Oncologia da Cabeça e do Pescoço do Tata Memorial Centre, em Bombaim, na Índia, um país em que o câncer oral é um dos tipos de carcinoma mais comuns na população, sendo causa de aproximadamente 50 mil mortes todos os anos.

Elementos que predispõe ao câncer oral

O consumo de cigarro, bebidas alcoólicas, uma má alimentação, o HPV e a negligência com a higiene oral são frequentemente apontados como fatores de risco para o câncer oral, mas o estudo agora publicado sugere que o trauma crônico na mucosa oral pode também ser um importante fator associado à doença, especialmente próteses dentárias pouco ajustadas ao paciente e implantes dentários.

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores analisaram 22 artigos científicos que descrevem o papel da irritação crônica da mucosa oral no desenvolvimento do câncer oral. As conclusões a que chegaram mostram que a irritação crônica da mucosa oral, causada por próteses dentárias pouco adaptadas ou mal colocadas no paciente, pode assim ser considerada como mais um fator de risco para o desenvolvimento do câncer oral.​

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Câncer oral tem aumento de mais de 60% nos EUA

sinais do cancer oralDe acordo com os últimos dados publicados por uma organização sem fins lucrativos de transparência de cuidados de saúde, alegações relacionadas com o diagnóstico de câncer oral nos EUA aumentaram mais de 60% desde 2011. Os dados também mostraram que os homens foram diagnosticados três vezes mais frequentemente com a doença do que as mulheres.

A FAIR Health, uma organização sem fins lucrativos dos EUA dedicada a trazer transparência aos custos dos cuidados de saúde e informações de seguro de saúde, analisou os dados sobre a cobrança médica particular e linhas de requerimento de seguros odontológicos relacionados ao diagnóstico de câncer bucal a partir de 2011 a 2015 e encontrado o número de créditos global que aumentou 61% durante o período. O maior aumento ocorreu na neoplasia maligna da nasofaringe, orofaringe e hipofaringe e a segunda maior em neoplasia maligna da língua.

A análise revelou ainda que 74 por cento dos casos diagnosticados de câncer de língua e de garganta eram em homens e 26 por cento eram em mulheres. No entanto, homens adultos, apesar de seu maior risco de desenvolver câncer bucal, eram muito menos prováveis do que as mulheres adultas, de procurar exames dentários preventivos e limpezas, declarou a FAIR Health. Homens e mulheres apresentaram semelhantes chances de desenvolver neoplasia maligna da gengiva e tumores orais benignos que poderiam se tornar malignos.

Idade com maior incidência

As alegações de câncer oral foram mais frequentes em indivíduos com idade de 46 anos e mais velhos. A partir de 2011 a 2015, as alegações de câncer oral aumentaram no grupo etário entre 56 e 65 anos, e diminuiu em pessoas com mais de 65 anos de idade.

De acordo com estimativas da American Cancer Society, mais de 48.000 americanos iriam desenvolver câncer de cavidade oral ou faringe em 2016 e cerca de 9.500 pessoas iriam morrer em consequência da doença.

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