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Tudo o que você precisa saber sobre o câncer oral

Tudo o que você precisa saber sobre o câncer oral

câncer oral

O câncer oral pode aparecer em qualquer lugar da boca. Incluindo o interior das bochechas e gengivas.
É considerado um tipo de câncer de cabeça e pescoço.

Frequentemente, o câncer oral faz parte da categoria de câncer de boca e orofaringe.
O câncer de orofaringe afeta a parte posterior da boca e o revestimento da garganta.

De acordo com a American Cancer Society (ACS), as estatísticas estimam em 53.000 o número de americanos com diagnóstico de câncer oral em 2019.

A idade média no diagnóstico é de 62 anos.
No entanto, cerca de 25% dos casos ocorrem antes dos 55 anos.
É mais comum atingir homens do que mulheres.

Câncer oral – Sintomas

Nos estágios iniciais, geralmente não há sinais evidentes.

Fumantes e alcoolistas devem fazer exames regulares com o dentista. Isso porque cigarro e o álcool em excesso são fatores de risco para o câncer oral.

O dentista é normalmente o profissional que primeiro poderá detectar sinais iniciais desse tipo de câncer.

Lesões pré-cancerosas

Sinais iniciais do câncer oral em desenvolvimento:

Leucoplasia

Leucoplasia é uma mancha ou placa branca, com bordas irregulares, firmemente aderida à mucosa da boca.
É uma lesão pré-maligna, geralmente causada pelos hábitos deletérios de fumo e etilismo.
A lesão com características proliferativa (aumenta de tamanho) possui 70 a 100% de risco de se transformar em um carcinoma de células escamosas.

Líquen Plano Oral

No líquen plano existem áreas de linhas brancas com uma borda avermelhada, possivelmente com ulceração.

Muitas lesões orais podem ser pré-cancerosas. Elas não significam necessariamente que o indivíduo terá câncer. No entanto, é importante que o paciente converse com o seu dentista sobre quaisquer alterações que ocorram na boca.

O monitoramento das alterações pode ajudar a detectar o câncer de boca nos seus estágios iniciais. E no começo, é muito mais fácil de tratar.

câncer oral

Câncer

O desenvolvimento do câncer gera o aparecimento dos seguintes sintomas:

  • Manchas no revestimento da boca ou língua. São geralmente vermelhas ou brancas;
  • Sangramento, dor ou dormência na boca;
  • Úlceras ou feridas na boca que não cicatrizam;
  • Nódulo ou espessamento das gengivas ou revestimento da boca;
  • Dentes soltos sem motivo aparente;
  • Dentaduras mal ajustadas;
  • Mandíbula inflamada;
  • Dor de garganta ou sensação de que algo está preso na garganta;
  • Voz rouca;
  • Dificuldade em mastigar ou engolir;
  • Dificuldade em mover a língua ou mandíbula.

A presença de um desses sintomas não significa necessariamente que o indivíduo tenha câncer oral. Porém, vale a pena consultar um dentista para um diagnóstico.

Câncer oral – Tratamento

O tratamento irá variar conforme algumas condições:

  • Localização, estágio e tipo do câncer;
  • O estado geral de saúde do indivíduo;
  • Preferências do paciente.

Existem muitas opções de tratamento. Como descritas a seguir.

Cirurgia

Uma cirurgia pode ser recomendada para remoção do tumor e também uma margem de tecido saudável ao seu redor.

A cirurgia pode implicar na remoção das seguintes estruturas:

  • Parte da língua;
  • Parte do maxilar;
  • Nódulos linfáticos.

Caso o procedimento cause alteração significativa da aparência da pessoa ou sua capacidade de falar ou comer, uma cirurgia reconstrutiva pode ser necessária.

Radioterapia

O câncer bucal é sensível à radioterapia. Esse tratamento utiliza raios X de alta energia ou partículas de radiação para danificar o DNA dentro das células tumorais. Isso destrói sua capacidade de reprodução.

Os efeitos adversos da radioterapia:

  • Cárie dental;
  • Aftas;
  • Sangramento gengival;
  • Rigidez da mandíbula;
  • Fadiga;
  • Reações da pele, como queimaduras.

O tratamento provavelmente será mais eficaz em pessoas que não fumam ou já deixaram de fumar.

Um indivíduo com câncer oral em estágio inicial pode ser tratado com radioterapia.
Porém, a combinação desse com outros tratamentos podem reduzir a progressão ou recorrência do câncer com mais eficiência.

Quimioterapia

Se o câncer é generalizado, o médico pode recomendar a combinação da quimioterapia com a radioterapia.

A quimioterapia envolve o uso de medicamentos poderosos que danificam o DNA das células cancerígenas. Os medicamentos minam a capacidade das células de se reproduzir e se espalhar.

Os medicamentos quimioterápicos destroem as células cancerígenas. Porém, também podem danificar tecidos saudáveis. Isso pode levar a sérios efeitos adversos.

Dentre os efeitos adversos, estão:

  • Cansaço excessivo;
  • Náusea e vômitos;
  • Queda de cabelo;
  • Diminuição da resistência imunológica;
  • Risco aumentado de infecções.

Esses efeitos geralmente desaparecem após o término do tratamento.

Terapia de hipertermia

Técnica recente onde o médico promove o aquecimento da área acima da temperatura normal para danificar e matar células cancerígenas.

Esta técnica também pode aumentar a sensibilidade das células cancerígenas à radioterapia.

Estágios

O estágio do câncer refere-se à medida do quanto ele se espalhou pelo organismo.

Nos estágios iniciais, pode haver células pré-cancerosas que podem eventualmente se tornar cancerígenas.

Às vezes, isso é chamado de câncer no estágio 0 ou carcinoma in situ.

  • O câncer localizado é aquele que afeta apenas uma área e não se espalhou para outros tecidos;
  • O câncer regional é aquele que se espalhou para os tecidos próximos.
  • O câncer distante é aquele que se espalhou para outras partes do corpo. Por exemplo, os pulmões ou o fígado.

Complicações

O câncer bucal e seu tratamento podem levar a uma série de complicações.

As complicações após a cirurgia incluem o risco de:

  • Sangramento;
  • Infecção;
  • Dor;
  • Dificuldade em comer e engolir.

A longo prazo podem surgir os seguintes problemas:

  • Estreitamento da artéria carótida: Isso pode resultar da radioterapia e pode levar a problemas cardiovasculares;
  • Problemas dentais: podem surgir se a cirurgia mudar o formato da boca e da mandíbula;
  • Disfagia ou dificuldade em engolir: Isso pode dificultar a ingestão de alimentos e aumentar o risco de inalação de alimentos e infecções como consequência;
  • Problemas na fala: alterações na língua, lábios e outras características orais podem afetar a fala;
  • Problemas de saúde mental: Depressão, irritabilidade, frustração e ansiedade podem surgir.

Participar de um grupo de apoio local ou on-line pode ser útil. Esse contato oferece a oportunidade de conhecer pessoas com experiências semelhantes.

Câncer oral – Causas

O câncer acontece a partir de uma alteração genética no organismo que resulta no crescimento de células sem controle.
À medida que essas células indesejadas continuam a crescer, elas formam um tumor.
Com o tempo, as células podem migrar para outras partes do corpo.

Cerca de 90% dos cânceres de boca são carcinoma espinocelular.
Eles têm início nas células escamosas que revestem os lábios e o interior da boca.

Fatores de risco

Não se sabe exatamente por que essas mudanças acontecem. Porém, alguns fatores de risco parecem elevar a chance para o desenvolvimento do câncer de boca.

Existem evidências de que estes são fatores que elevam o risco:

  • Hábito de fumar;
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • Histórico de infecções prévias por HPV, especialmente o HPV tipo 16;
  • Histórico prévio de câncer de cabeça e pescoço.

Outros fatores de risco para o câncer bucal:

  • Exposição excessiva a raios ultravioleta;
  • Refluxo gastroesofágico;
  • Radioterapia prévia para cabeça, pescoço ou ambos;
  • Exposição a certos produtos químicos, especialmente amianto, ácido sulfúrico e formaldeído;
  • Ferimentos antigos que não cicatrizam;
  • Exposição ao calor excessivo de bebidas quentes, como o chimarrão.

Dietas saudáveis com muitas frutas e legumes frescos podem reduzir o risco.

Câncer oral – Diagnóstico

Na presença de sinais indicativos de câncer oral, o que o médico pode fazer:

  • Perguntar sobre os sintomas;
  • Realizar um exame físico;
  • Saber do histórico pessoal e familiar do paciente.

Se o câncer de boca é uma possibilidade, pode-se recomendar uma biópsia. É um exame onde se coleta uma pequena amostra do tecido para verificar a existência de células cancerígenas.

Se a biópsia revelar câncer bucal, a etapa seguinte será determinar o estágio.

Testes para identificar o estágio do câncer:

  • Endoscopia: exame no qual se pode verificar se o câncer se espalhou e, em caso afirmativo, até que ponto;
  • Testes de imagem: um raio-X dos pulmões, por exemplo, mostrará se o câncer atingiu essa área.

Além do estágio do câncer, outros fatores afetam a chance de uma maior sobrevida, como:

  • Idade;
  • Estado geral da saúde do indivíduo;
  • O grau ou tipo de câncer, pois alguns são mais agressivos que outros;
  • Acesso do indivíduo a diferentes opções de tratamento.

Câncer oral – como prevenir

Para reduzir o risco de câncer de boca, as pessoas devem:

  • Evitar completamente o cigarro;
  • Evitar o consumo excessivo de álcool;
  • Ir regulamente ao dentista para exames odontológicos;
  • Ficar atento a alterações na boca e conversar com seu dentista, se notar alguma;
  • Vacinar-se preventivamente para o HPV.

Existem evidências da associação entre o HPV e o câncer de cordas vocais.

Fontes: NHS,The Oral Ancer Foundation, American Cancer Society, National Cancer Institute, NCBI, Wikipedia
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Dor em vários dentes ao mesmo tempo – qual pode ser a causa?

dor em vários dentes ao mesmo tempo

A dor em vários dentes ao mesmo tempo também pode ser acompanhada de dor em outras partes da boca, como gengivas e mandíbula.

Existem fatores e condições que podem ser os causadores da dor em em vários dentes ao mesmo tempo. Em alguns casos, uma dessas condições pode levar a outra.

Este artigo descreve as possíveis causas da dor em vários dentes ao mesmo tempo. Também fornece conselhos sobre quando procurar tratamento especializado.

Doença gengival e a relação com a dor em vários dentes ao mesmo tempo

A doença gengival afeta cerca de 47% dos adultos acima de 30 anos e cerca de 70% dos adultos acima de 65 anos. São dados estatísticos dos EUA.

Existem dois estágios da doença gengival: gengivite e periodontite.

A gengivite é o estágio inicial da doença gengival.
Indivíduos com gengivite podem ter gengivas vermelhas, inchadas ou sangrando.

A periodontite é a fase posterior da doença gengival. Durante a periodontite as gengivas começam a se afastar dos dentes. A gengivite não tratada pode levar à periodontite.

Alguns sinais e sintomas potenciais de uma periodontite em curso:

  • Mau hálito;
  • Dentes sensíveis ao calor e/ou ou frio;
  • Infecções na gengiva;
  • Abscessos dentários;
  • Dor nos dentes ou mandíbula;
  • Perda óssea abaixo das gengivas;
  • Dentes soltos ou ausentes;
  • Mudança na forma como os dentes se juntam (mordida);

Tratamento

O tratamento da gengivite envolve a prática de uma boa higiene bucal. E também a consulta ao dentista para limpezas dentárias regulares.
Essas medidas ajudam a reduzir as bactérias responsáveis por causar doenças gengivais.

Em geral, a periodontite requer tratamento mais extenso.
Dependendo da sua gravidade, as opções do tratamento podem incluir:

  • Medicamentos orais ou tópicos, para tratar a inflamação da gengiva;
  • Antibióticos, para tratar infecções nas gengivas e abscessos dentários;
  • Limpeza profunda das superfícies da raiz do dente abaixo da linha da gengiva;
  • Cirurgia corretiva das gengivas;
  • Extração dental.

Esmalte de dente fraco

Os dentes apresentam uma camada externa endurecida chamada esmalte. E também uma camada interna mais macia, chamada dentina.

A dentina é composta de pequenos túbulos, que se conectam aos nervos dentro do dente.
O esmalte dentário fraco ou desgastado expõe esses túbulos. Isso possibilita que o calor e o frio atinjam os nervos. O resultado é a sensibilização que se traduz em dor no dente afetado.

A sensibilidade dentária costuma ocorrer quando uma pessoa escova os dentes ou os expõe a alimentos ou líquidos quentes ou frios.
A dor pode ser repentina e aguda.
No entanto, algumas pessoas experimentam a dor em vários dentes ao mesmo tempo e a sensibilidade dos dentes pode a principal causa.

Tratamento

Se não houver sinais de cárie dentária, o dentista pode sugerir o uso de um creme dental dessensibilizante. O dentista também pode aplicar um gel de flúor ou um agente dessensibilizante nos dentes afetados para ajudar a proteger o esmalte dos dentes.

Se houver sinais de deterioração, será necessário tratamento adicional.

Cáries ou abscessos dentários

Uma cavidade dental é um orifício que se desenvolve na superfície do esmalte de um dente.
As cáries não tratadas podem se tornar maiores, estendendo-se para as estruturas mais profundas e possivelmente para a polpa ou nervo do dente.
Isso pode causar dor que pode irradiar para outros dentes ou subir a mandíbula.
Daí pode surgir a sensação de dor em vários dentes ao mesmo tempo.

Em alguns casos, uma cárie dentária pode resultar em abscesso dentário. Este é uma bolsa de infecção que pode se formar dentro de um dente ou profundamente dentro da gengiva.

Alguns possíveis sintomas de um abscesso dentário são:

  • Gengivas vermelhas ou inchadas;
  • Dor súbita ou intensa nas gengivas, dentes ou mandíbula;
  • Dor ao morder ou mastigar;
  • Inchaço no rosto ou bochechas;
  • Febre.

Tratamento

Para tratar cáries dentárias, o dentista precisará perfurar a cavidade e preencher o dente.
Uma cárie em estágio avançado poderá precisar de um tratamento de canal. Tem casos em que a extração dentária pode ser recomendada.

Uma pessoa com abscesso associado a inflamação e febre precisará de antibióticos para tratar a infecção.

Em casos raros, a infecção bacteriana de um abscesso não tratado pode se espalhar para para outras áreas do corpo através do sangue.
Por esse motivo, as pessoas que suspeitam ter um abscesso dentário devem procurar tratamento odontológico imediatamente.

Rangendo dentes – Bruxismo

O termo científico para ranger os dentes é bruxismo.
É um hábito que geralmente ocorre como resultado de estresse ou ansiedade.
Pessoas que rangem ou cerram os dentes tendem a fazê-lo durante o sono.

Rangendo, ou “bruxando”, os dentes desgasta o esmalte dos dentes.
Também pode danificar ou quebrar os dentes. Isso pode também ser uma das causas da sensação de dor em vários dentes ao mesmo tempo.

Pessoas que rangem ou cerram os dentes também podem apresentar os seguintes sintomas:

  • Dor de cabeça;
  • Dor na mandíbula ou no ouvido, especialmente pela manhã;
  • Tensão nos músculos faciais ou do pescoço;
  • Músculos da mandíbula aumentados.

Tratamento

Para prevenir o bruxismo durante o sono, o uso de um protetor bucal à noite é altamente recomendável.
Isso evita que os dentes da arcada superior e inferior entrem em contato um com o outro.

Existem outros tratamentos que também podem ser benéficos para pessoas que rangem os dentes devido ao estresse ou ansiedade:

  • Prática de Yoga;
  • Exercícios respiratórios;
  • Meditação;
  • Massagem.

Pessoas que rangem os dentes há muito tempo podem precisar de um extenso trabalho odontológico. Isso porque os danos ocasionados podem ser expressivos.

Síndrome da articulação temporomandibular

A síndrome da articulação temporomandibular (ATM) é uma condição músculo esquelética que afeta a ATM da mandíbula. Essa articulação conecta a mandíbula inferior ao crânio.

Pessoas com síndrome da ATM podem sentir dor súbita ou intensa na mandíbula, ouvido ou têmporas.
Essa condição pode ocasionar dor em vários dentes ao mesmo tempo.

Sintomas da síndrome da articulação temporomandibular:

  • Dificuldade em mover a mandíbula;
  • Percepção do som de estalos ao abrir ou fechar a boca;
  • Desalinhamento da mandíbula;
  • Dores de cabeça ou episódios de enxaqueca;
  • Edema facial.

Fatores e condições podem aumentar o risco de síndrome da ATM:

  • Ranger de dentes;
  • Dentes desalinhados;
  • Artrite;
  • Luxação da mandíbula;
  • Lesão facial.

Tratamento

O tratamento da síndrome da ATM depende da identificação de suas causas.
Algumas opções de tratamento em potencial podem incluir:

  • Prescrição pelo dentista de anti-inflamatórios não esteroidais;
  • Exercícios para aumentar a resistência da mandíbula;
  • Uso de protetor bucal;
  • Aplicação de compressas quentes ou frias;
  • Terapia de estimulação elétrica nervosa transcutânea;
  • Acupuntura;
  • Prescrição de corticosteroides;
  • Cirurgia da mandíbula, em caso de sintomas forem graves.

Apinhamento dental e má oclusão

Dentes apinhados podem pressionar um ao outro. Isso pode resultar em dor.
Eles também podem causar desalinhamento da mandíbula quando a boca está fechada.
Na odontologia chamamos isso de má oclusão.

Dentes apinhados e má oclusão podem causar sensações de pressão e dor em uma ou mais áreas da boca.
Em alguns casos, todos os dentes podem acabar expressando dor.

Alguns outros sintomas potenciais associados a dentes apinhados:

  • dentes tortos ou sobrepostos;
  • dor na parte de trás da boca, na direção dos dentes do siso para a frente;
  • alterações nos dentes ou na forma da mordida ao longo do tempo.

Tratamento

Além de causar dor, dentes apinhados também podem abrigar bactérias. Isso aumenta o risco de cáries e outros problemas de saúde bucal.

Para prevenir ou tratar esses problemas, o dentista pode sugerir um ou mais dos seguintes procedimentos:

  • Remoção de um ou mais dentes, para criar espaço na boca;
  • Usando um retentor ou aparelho fixo, para realinhar os dentes;
  • Cirurgia de realinhamento da mandíbula, para tratar a má oclusão.

Sinusite

Sinusite é o termo médico para inflamação dos seios da face.
Os seios nasais são as pequenas cavidades cheias de ar que ficam atrás das maçãs do rosto e da testa.

Sinusite pode causar pressão súbita e dor na mandíbula. Isso pode irradiar para os dentes.

Outras áreas que podem apresentar sensibilidade e dor:

  • Testa;
  • Área dos olhos;
  • Bochechas.

Alguns outros sintomas indicativos de sinusite:

  • Congestão sinusal;
  • Secreção nasal verde ou amarela;
  • Mau hálito;
  • Febre de 38ºC ou mais elevada.

Tratamento

A maioria dos casos de sinusite apresenta melhora em 2 a 3 semanas.

Durante esse período, o paciente pode fazer uso do seguinte:

  • Medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios não esteroidais;
  • Descongestionante nasal;
  • Compressas quentes.

Caso os sintomas persistam ou em caso de dor for intensa, deve-se procurar um médico. Caso a sinusite seja o resultado de uma infecção bacteriana, antibióticos serão necessários para o tratamento.

Em alguns casos a prescrição de gotas nasais de corticosteroides para tratar a inflamação do seio é recomendável.

Quando procurar um dentista de emergência

A dor no dente pode ocorrer por várias razões. No entanto, não é possível diagnosticar a causa com base apenas nos sintomas de dor.
Portanto, o indivíduo deve consultar o dentista  na presença de qualquer tipo de dor de dente.

Alguns tipos de dor de dente indicam a necessidade de tratamento imediato.
Por exemplo, qualquer pessoa que sinta algum sintoma de abscesso dentário deve marcar uma consulta odontológica de emergência.

Em casos raros, infecções de abscessos dentários não tratados podem se espalhar para outras áreas do corpo.
O que pode resultar em sérias complicações de saúde.

Resumindo

Existem muitas causas potenciais que podem levar a dor em vários dentes ao mesmo tempo.
Tratamentos caseiros, como géis analgésicos, compressas quentes e analgésicos, podem aliviar temporariamente a dor de dente.

No entanto, esses tratamentos não abordarão a causa subjacente da dor no dente.

Pessoas que experimentam qualquer tipo de dor de dente devem procurar um dentista para diagnóstico e tratamento adequados.
Consultar um dentista o mais breve possível pode ajudar a evitar que problemas de saúde se tornem ainda mais graves.

A dor é um dos sintomas que mais atormentam o ser humano. Existem para o seu tratamento medicamentos convencionais e outros ainda em desenvolvimento. Porém, o tratamento da causa ou causas básicas é e sempre o melhor caminho para resolução do problema.

Fontes: Nature, Science Direct, NCBI, Sage Journals, NHS, CDC
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Caroço sob o queixo? Conheça as causas

caroço sob o queixo

Um caroço sob o queixo inchado pode ser assustador, mas geralmente não é motivo de preocupação.
Linfonodos, cistos e alergias podem causar a formação desses nódulos.

Um nódulo pode aparecer em qualquer lugar da área macia, abaixo do queixo e da mandíbula. O nódulo pode ser grande, pequeno, firme ou macio, dependendo da causa.
A pele ao redor pode se encontrar tensa e sensível, ou até dolorosa.

Caroço sob o queixo – Sintomas e causas

Diferentes condições podem provocar o aparecimento de um caroço sob o queixo.
Os sintomas associados, o tamanho e a forma do nódulo provavelmente serão diferentes, dependendo da causa.

Abaixo estão as causas comuns de um caroço sob o queixo.
Alguns são simples, enquanto outros requerem cuidados médicos para evitar complicações.

Linfonodos inchados

Os linfonodos estão localizados em todo o corpo, mas o indivíduo só pode notar aqueles próximos à superfície da pele. Como, por exemplo, os linfonodos nas axilas ou perto do queixo.

As infecções costumam causar inchaço dos linfonodos. Isso pode levar a um caroço no queixo visível a sua esquerda ou à direita.
O inchaço é uma resposta típica do sistema imunológico.

Um caroço no queixo causado por um linfonodo inchado terá consistência macia ou flexível.
Pode ser sensível ao toque, mas geralmente não é doloroso.
O inchaço deve desaparecer dentro de 2 a 3 semanas.

As seguintes infecções virais ou bacterianas geralmente geram o aparecimento de linfonodos inchados:

  • Resfriado ou gripe;
  • Infecções de ouvido;
  • Sinusite;
  • Sarampo ou varicela (catapora);
  • Garganta inflamada;
  • Mononucleose;
  • Abscesso dental;
  • Sífilis;
  • Doença de Lyme;
  • HIV ou AIDS.

Se uma infecção for a responsável, o caroço sob o queixo deve sumir à medida que a infecção desaparece.
Uma consulta médica e o uso de antibióticos pode ser necessário.

Tumores benignos

Um tumor benigno pode causar a formação de um caroço sob o queixo.
Tipos de crescimento benigno incluem cistos, fibromas e lipomas.
Estes são geralmente inofensivos e tratáveis.

Cistos: Um cisto é uma bolsa repleta de líquido ou detritos. Os cistos podem se formar durante uma infecção. Podem se formar lentamente ao longo do tempo.
Aqueles sob a mandíbula podem ser cistos sebáceos.
São resultantes de bloqueios nas glândulas ou nos dutos sebáceos.
Os danos causados pela acne na área também podem causar a formação de cistos.

Fibromas: Um fibroma é um nódulo redondo que pode ter consistência macia ou dura.
Eles geralmente são encontrados ao redor da boca e não são comuns sob o queixo.
Geralmente não causam outros sintomas e podem ser um indicativo de doença de Cowden. Essa é uma doença hereditária que causa a formação frequente de crescimentos benignos.

Lipomas: Lipomas são crescimentos de células de gordura sob a pele. Um nódulo de lipoma tem aspecto macio, se move facilmente e não tem coloração.
Os lipomas tendem a crescer muito lentamente. Raramente são cancerígenos e geralmente não causam outros sintomas.

Certos cânceres

O câncer de glândula salivar, pele ou linfonodos pode causar a formação de um caroço sob o queixo.

A doença de Hodgkin e a leucemia também podem gerar linfonodos inchados.

Nódulos cancerígenos são normalmente difíceis de tocar e podem ter uma forma estranha.

Pode haver dor na área se o nódulo estiver tocando alguma célula nervosa.
Em uma etapa posterior, o indivíduo pode sentir dormência parcial ou formigamento na área.

Outros sintomas associados ao nódulo cancerígeno:

  • Nódulo que muda de forma ou cor;
  • Percepção de um “nó na garganta” constante;
  • Dificuldade de engolir ou respirar;
  • Nódulos em outras áreas próximas aos linfonodos, como testículos, mamas ou axilas;
  • Perda repentina de peso;
  • Sistema imunológico enfraquecido repentina ou persistentemente;
  • Dificuldade de digestão;
  • Alterações vocais ou rouquidão;
  • Cistos que crescem rapidamente após serem removidos ou drenados;

O médico pode sugerir uma biópsia para determinar se o nódulo é benigno ou canceroso. Em seguida uma remoção cirúrgica normalmente é recomendada.

Se o nódulo for canceroso, radioterapia ou quimioterapia podem ser sugeridos pelo médico.

O tratamento pode variar. O médico geralmente apresenta mais de uma opção ao paciente.

Outras causas possíveis

  • Uma picada de inseto, especialmente em pessoas com histórico de hipersensibilidade;
  • Alergias a alimentos ou produtos;
  • Acne;
  • Furúnculos;
  • Pedras do duto salivar;
  • Amigdalite;
  • Cicatrizes com formação de queloides;
  • Hematomas;
  • Bócio;
  • Pacientes com como artrite reumatoide ou lúpus;
  • Lesão, decorrente de um corte ou um osso fraturado;
  • Dano às glândulas sebáceas no queixo.

Quando procurar um médico

Devido à grande variedade de causas possíveis, um diagnóstico profissional é essencial. Tem situações em que a causa do nódulo é evidente.
Em quaisquer outras situações recomenda-se uma consulta médica para um diagnóstico e tratamento.

Procurar um aconselhamento profissional no caso de suspeita de câncer ou se houver o nódulo apresentar as seguintes características:

  • Crescimento contínuo;
  • Persiste por semanas;
  • Apresenta consistência endurecida.

Quanto mais cedo o indivíduo receber tratamento, melhores as chances de cura.

O profissional pode prescrever antibióticos para tratar possíveis infecções.
Também podem solicitar um teste de imagem para averiguação do nódulo.

Resumindo

Um caroço sob o queixo geralmente não é um sinal de uma condição grave.
Esses caroços tendem a desaparecer naturalmente.

Muitas vezes, são o resultado do inchaço dos linfonodos em resposta a infecções. Como aquelas decorrentes de resfriado ou gripe.

Algumas condições que causam caroços sob o queixo requerem tratamento médico. O crescimento do número de casos de cânceres orais mundo afora é preocupante. Em muitos casos uma consulta médica é altamente recomendável.
Assim, entrar em contato com um médico para um diagnóstico nestes casos é fundamental.

Fontes: National Cancer Institute, NHS, American Cancer Society, Healthline

 

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Pérolas de Epstein do recém-nascido: causas, sintomas e tratamento

Pérolas de Epstein do recém-nascido: causas, sintomas e tratamento

pérolas de Epstein
As pérolas de Epstein são cistos brancos ou amarelados que se podem formar nas gengivas e palato dos recém-nascidos, semelhantes a dentes que estão para nascer.
As pérolas de Epstein são inofensivas e se formam na boca do recém-nascido durante as primeiras semanas e meses de desenvolvimento.

Os cistos contêm queratina, uma proteína que ocorre naturalmente na pele, cabelos e unhas humanas.

As pérolas de Epstein desaparecem por si próprias poucas semanas após o nascimento do bebê. Não são motivo de preocupação.

Neste artigo, analisamos os sintomas, causas e tratamento das pérolas de Epstein.

Pérolas de Epstein – Sintomas

As pérolas de Epstein têm geralmente menos de 3 milímetros de diâmetro.

Os cistos podem ser notados quando um bebê abre a boca para chorar ou bocejar.
No entanto, eles não causam desconforto ao bebê e não devem interferir na alimentação.

Às vezes, as pessoas podem confundir as pérolas de Epstein com os grãos de milium.
A principal diferença é a sua localização. As pérolas de Epstein aparecem apenas no céu da boca e gengivas.

O milium é um tipo de nódulo branco que costuma aparecer no rosto do bebê.
São bastante comuns.
São caracterizados por bolinhas brancas ou amareladas que aparecem perto dos olhos, no nariz e na boca do bebê.

Pérolas de Epstein – Causas

Essas formações são bastante comuns. Ocorrem em até 60% a 85% de todos os recém-nascidos.
Especialistas acreditam que elas se desenvolvam durante a a gestação quando acontece a formação do céu da boca do bebê.

As pérolas de Epstein não ocorrem como resultado de algo que a mulher fez durante a gravidez. Elas também não representam um sinal de que algo está errado com o bebê.

Não há como impedir as pérolas de Epstein.

As pérolas de Epstein não ocorrem em crianças mais velhas ou adultos porque são resultado do desenvolvimento fetal.

Pérolas de Epstein – Tratamento

As pérolas de Epstein não requerem tratamento.
Na maioria dos casos, elas desaparecem lenta a espontaneamente dentro de algumas semanas.

Quando a consulta com o pediatra é aconselhável

Os responsáveis pelo bebê podem procurar um pediatra no caso de preocupações com inflamações na boca do recém-nascido.
Isso para o caso de diferenciá-las de outras condições de saúde.

Em caso de dúvida, a consulta com um pediatra é altamente recomendável.

Isso porque algumas condições e sinais outros podem se assemelhar às pérolas.

1. Candidíase oral

Em alguns casos, manchas brancas na boca de um bebê podem ser um sinal de candidíase.
A candidíase oral é uma patologia causada pelo fungo cândida.

A candidíase oral pode causar manchas brancas ou inchaços na boca. Inclusive no interior das bochechas e da língua.
Às vezes, pode provocar algum desconforto ou dificuldade em se alimentar. Geralmente não é grave.

A candidíase oral é tratada com medicamentos antifúngicos.
É importante que o tratamento seja iniciado. Isso porque a infecção pode se espalhar para o seio da mulher, caso ela esteja amamentando.
Se isso ocorrer, pode causar rachaduras nos mamilos e deixar os seios doloridos.

2. Dentes natais

As pérolas de Epstein podem ser confundidas com dentes natais, caso apareçam nas gengivas.
Embora os recém-nascidos possam ter dentes, isso é raro.
Ocorre em apenas 1 em cada 800 a 6.000 bebês.

Se um bebê nascer com um ou mais dentes, os pais ou responsáveis devem discutir isso com um pediatra.
Às vezes, os dentes estão soltos ou interferem na alimentação.
Nesses casos, o médico pode recomendar sua remoção.

3. Outros problemas

Um bebê muito queixoso pode ser um sinal de problemas outros e mais sérios. Especialmente se a criança não estiver conseguindo se alimentar direito. Embora as pérolas de Epstein não causem nenhum desses problemas, ainda é melhor descartar outras possíveis condições de saúde.
Nesse caso, é uma boa ideia consultar um pediatra.

Concluindo

Muitos pais e cuidadores ficam preocupados quando veem as pérolas de Epstein na boca de um bebê.
No entanto, são indolores, não prejudiciais ao bebê e desaparecem por conta própria.

Se o bebê parece estar tendo problemas para se alimentar ou não estiver bem, os pais ou responsáveis devem procurar um pediatra para descartar outros problemas de saúde.

Fontes: NCBI, Era’s Journal, Europe PMC
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Abscesso na gengiva: tudo o que você precisa saber

abscesso na gengiva

Um abscesso na gengiva é uma bolsa de infecção presente nas gengivas ou no espaço entre os dentes e as gengivas.

As bactérias podem atingir a área devido a um abscesso dentário ou outro problema de higiene bucal, como a periodontite.

Os abscessos gengivais são ligeiramente diferentes dos abscessos dentários, embora possam compartilhar alguns dos mesmos sintomas e tratamentos.

Remédios caseiros podem ajudar a tratar os sintomas, mas o abscesso gengival precisará de tratamento e drenagem realizados por um dentista.

O que é um abscesso na gengiva?

Um abscesso na gengiva é uma bolsa de tecido infectada nas gengivas.
A boca e as gengivas normalmente estão cheias de bactérias boas e ruins.

Um acúmulo de bactérias ruins contribui para a placa bacteriana e o tártaro. Esse acúmulo pode levar a cáries e outros problemas dentários.

Se as bactérias ruins chegarem a uma área de tecido aberto, elas podem assumir o controle, multiplicando-se e provocando uma infecção.

O corpo responde enviando glóbulos brancos para combater a infecção.
Um processo inflamatório terá início e irá resultar na busca da eliminação das bactérias presentes no local.

O resultado será uma bolsa de pus inchada e dolorosa chamada abscesso.

Existem dois tipos principais de abscesso na gengiva: o gengival e o periodontal.

Abscessos gengivais ocorrem apenas no tecido gengival. Eles não envolvem os dentes.
Eles podem ocorrer se um pedaço afiado de comida for alojado diretamente nas gengivas e causar uma infecção.

Abscessos periodontais ocorrem no espaço entre os dentes e as gengivas. Estes são mais comuns em pessoas com doença periodontal. Mas também podem se desenvolver devido a lesões ou alimentos presos entre os dentes e as gengivas.

Tratamento

As opções de tratamento para um abscesso gengival incluem:

Procedimentos odontológicos

No consultório odontológico, o tratamento para um abscesso gengival inclui a drenagem do abscesso, bem como a remoção de contaminantes da área entre as gengivas e os dentes.

Se uma pessoa apresentar sinais de acúmulo de placa ou doença periodontal, o dentista poderá recomendar procedimentos de limpeza especializados para ajudar a remover o acúmulo de placa e tártaro.

O abscesso na gengiva também precisará de drenagem. O dentista pode fazer uma pequena incisão na área inchada para drená-la.

Quando o abscesso está aberto e liberando o pus, pode-se simplesmente aplicar pressão na área para permitir que o pus seja drenado completamente.

O dentista em geral solicita um raio-X para verificar se o abscesso causou alguma lesão óssea.
A perda óssea pode ocorrer em uma infecção grave. E também se o abscesso gengival ficar sem tratamento por um longo tempo.

No caso de perda óssea grave, o dentista poderá recomendar procedimentos para reparação do osso e dos tecidos circundantes.

Se um abscesso na gengiva afeta a polpa interna do dente, uma pessoa pode precisar de um tratamento de canal radicular.

Em alguns casos, o dentista também pode recomendar a extração do dente ao lado do abscesso.

Pessoas com abscessos periapicais – que ocorrem quando as bactérias invadem a polpa dentária, devido a cáries, traumas ou dentes quebrados, por exemplo – podem precisar de um canal radicular ou de uma extração.

Antibióticos

Os antibióticos são outra parte essencial do processo de tratamento padrão para um abscesso na gengiva. Antibióticos orais podem eliminar as bactérias causadoras da infecção impedindo que ela se espalhe ou reinfecte na área.

Isso também pode reduzir o inchaço e a dor na área afetada.
No entanto, os antibióticos não substituem o trabalho odontológico e não curam o abscesso de forma isolada.

Remédios caseiros

Um dentista também pode recomendar alguns remédios caseiros simples para ajudar a aliviar os sintomas. Por exemplo, a ingestão de medicamentos anti-inflamatórios, como o ibuprofeno, pode reduzir a dor e o inchaço.

Além disso, enxaguar a boca com água morna e salgada pode ajudar a reduzir a dor e a sensibilidade. Remédios caseiros podem ajudar a aliviar os sintomas, mas a bolsa com bactérias e pus precisará de tratamento de um dentista.

Sintomas

Os principais sintomas de um abscesso na gengiva são dor e inchaço na área afetada.
Dependendo de onde o abscesso está localizado ao longo das gengivas, também pode causar dor quando uma pessoa mastiga ou morde.

A pessoa pode notar um nódulo ou protuberância na área do abscesso que causa dor e pressão.

Principais sintomas:

  • Mau hálito;
  • Presença de pus na boca;
  • Sensação de gosto ruim na boca;
  • Dentes frouxos;
  • Sangramento nas gengivas;
  • Dentes ou gengivas sensíveis
  • Recuo da linha gengival;
  • Febre.

abscesso na gengiva

Causas

A causa de um abscesso na gengiva é um acúmulo de bactérias nos tecidos entre os dentes e as gengivas.

No entanto, existem algumas razões possíveis para essa infecção bacteriana ocorrer, que incluem:

  • Má higiene bucal e periodontite
  • Abscessos gengivais podem ser mais comuns em pessoas com falta de higiene bucal.
  • Má higiene bucal pode levar a periodontite ou doença periodontal da gengiva, favorecendo o surgimento de abscessos.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças americano (CDC) observa que 46% de todos os adultos com mais de 30 anos apresentam sinais de doença gengival. A doença gengival grave afeta cerca de 9% dos adultos. Um estudo alemão identificou na temperatura também um fator que pode favorecer a formação de abscessos gengivais.

A doença gengival decompõe as gengivas e os tecidos.
Isso pode criar um espaço entre os dentes e as gengivas, onde as bactérias podem viver e se multiplicar, levando a abscessos.

Alguns outros fatores podem aumentar o risco de periodontite.
Por exemplo, o Instituto Nacional de Pesquisa Odontológica e Craniofacial observa que o tabagismo é o fator de risco mais significativo para a doença periodontal.

Outros fatores de risco para doença periodontal incluem:

  • Diabetes;
  • Obesidade;
  • Artrite;
  • Doença cardíaca;
  • Hepatite C
  • Alterações hormonais (no sexo feminino);
  • Certos medicamentos que interrompem o fluxo de saliva;
  • Hereditariedade.

Sistema imunológico comprometido

Um indivíduo com seu sistema imunológico enfraquecido também pode ter mais chances de sofrer um abscesso gengival. Isso porque o corpo pode ter mais dificuldade em combater infecções.

Condições que afetam o sistema imunológico, como o HIV, podem tornar mais difícil para o organismo combater as bactérias que levam a doenças gengivais e abscessos.

Outras infecções

Um abscesso na gengiva pode ocorrer devido a outra infecção presente na boca. Seja em decorrência de um abscesso dental ou uma infecção da bolsa periodontal.

A bolsa periodontal é o espaço que se desenvolve entre a gengiva e o dente como resultado de uma doença gengival.

Bolsas mais profundas podem dar mais espaço para pequenas partículas de alimentos e germes ficarem presos.

Nesses casos, o acúmulo bacteriano pode se espalhar a partir do local original da infecção e infectar a gengiva ao seu redor.

Abscesso gengival vs. abscesso dentário

A rigor, um abscesso gengival ocorre nas gengivas, enquanto um abscesso dentário ocorre no próprio dente.

No entanto, há alguma sobreposição.
Por exemplo, um abscesso periodontal geralmente afeta o dente e a gengiva.

Além disso, às vezes, uma infecção no dente e na polpa pode levar a uma infecção nas gengivas.

Pode ser um dente com uma grande cavidade ou cárie na raiz, que cria espaço dentro do dente e tecido circundante para que as bactérias se multipliquem.

Outras vezes, um abscesso gengival profundo pode piorar e começar a afetar os dentes e a polpa.

Infecções graves, como aquelas que envolvem o dente e a gengiva, geralmente requerem tratamento extensivo.

Quando consultar um dentista

Indivíduos com sintomas de abscesso na gengiva ou dentário devem consultar um dentista o mais rápido possível.

Os remédios caseiros podem proporcionar alívio temporário de sintomas como a dor, mas não resolvem o problema.

No entanto, um dentista precisará drenar o pus presente na bolsa e posteriormente realizar o tratamento.
O dente ou seção afetada da gengiva também precisará de tratamento para evitar infecções adicionais ou controlar os sintomas de problemas como a doença periodontal.

Em resumo

Um abscesso na gengiva é uma bolsa de pus e bactérias decorrente de uma infecção nas gengivas.
O abscesso pode se desenvolver devido à falta de higiene bucal. E também como resultado de outras infecções ou condições. Tratamentos e remédios caseiros podem ajudar apenas a aliviar os sintomas de dor e inchaço. No entanto, o dentista precisará drenar o abscesso para evitar novas infecções e o agravamento do problema.

Fontes: CDC, intechopen, National Institute of Dental and Craniofacial Research
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Saiba tudo sobre a mononucleose, a doença do beijo

Saiba tudo sobre a mononucleose, a doença do beijo

mononucleose

Também conhecida como doença do beijo, a mononucleose é uma doença viral muito comum no período do carnaval.

A mononucleose é causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV). O EBV é da família do vírus da família do herpes. Não é uma simples virose.

Geralmente ocorre em adolescentes, mas pode atingir qualquer um em qualquer idade.
O vírus se espalha pela saliva, e é por isso que muitos se referem a ele como “a doença do beijo”.

Mononucleose – Principais sintomas

A mononucleose foi descrita pela primeira vez em 1889.
Seus principais sintomas são febre alta, glândulas linfáticas inchadas no pescoço e axilas, dor de garganta e dor nas articulações.
Sensação de fraqueza muscular também é um sintoma que costuma ser relatado.

A febre geralmente varia entre 39 °C 40 °C e pode durar de uma a duas semanas.
Há relatos de dor de garganta em mais de 85% dos pacientes.

Mononucleose – transmissão

O EBV é transmitido através do contato direto com a saliva da boca de uma pessoa infectada ou outros fluidos corporais, como sangue. Também se espalha por contato sexual e transplante de órgãos.

A contaminação pode acontecer por tosse ou espirro, beijando ou compartilhando alimentos ou bebidas com alguém que tem mononucleose.

Pode acontecer dos sintomas passarem despercebidos pela pessoa infectada.

Mononucleose – tempo de incubação

O período de incubação do vírus é o período entre o momento em que a infecção é contraída e o início dos sintomas. Geralmente, leva de 4 a 8 semanas para que os sintomas se desenvolvam após a infecção.

Frequentemente, a mononucleose é precedida por três a cinco dias de alguns indícios sintomáticos, como dores de cabeça, fadiga e dores musculares.

A mononucleose pode continuar a ser contagiosa por 3 meses ou mais após o aparecimento dos primeiros sintomas.

Vírus Epstein-Barr

O vírus Epstein-Barr (EBV) é um membro da família herpes. É um dos vírus mais comuns causadores de infecção em seres humanos por todo o mundo. Uma vez a pessoa tendo sido infectada pelo EBV, ele permanece inativo no corpo pelo resto da vida.
Em casos raros, pode se reativar.

Pesquisadores tem investigado possíveis ligações entre o EBV e alguns tipo de câncer e doenças autoimunes.

Pessoas mais expostas a riscos de contaminação pelo EBV

Os grupos a seguir apresentam um risco maior de desenvolver mononucleose:

  • jovens entre 15 e 30 anos;
  • estudantes;
  • médicos residentes;
  • pessoal de enfermagem;
  • cuidadores;
  • usuários de medicamentos para supressão do sistema imunológico (pacientes transplantados).

Qualquer pessoa que regularmente entre em contato próximo com um grande número de pessoas corre um risco maior para a mononucleose.

É por isso que estudantes do ensino médio e universitários são frequentemente infectados.

Mononucleose – diagnóstico

Numa consulta médica, normalmente o profissional irá perguntar há quanto tempo a pessoa vem apresentando sintomas.

A idade é um dos principais fatores para o diagnóstico de mononucleose, juntamente com os sintomas mais comuns já citados.
O médico irá verificar a temperatura do indivíduo bem como as glândulas do pescoço, axilas e virilhas.
Também poderá verificar a parte superior esquerda do estômago para determinar se o baço se encontra aumentado.

O médico poderá solicitar um hemograma completo. Este exame de sangue ajudará a determinar a gravidade da doença. Irá possibilitar saber os níveis de várias células sanguíneas. Por exemplo, uma alta contagem de linfócitos geralmente é indicativo de uma infecção.

Uma contagem elevada de glóbulos brancos não pode confirmar uma infecção por EBV. Porém, o resultado sugere que é uma forte possibilidade.

Testes de laboratório

Os testes de laboratório são a segunda parte do diagnóstico médico.

Teste monospot

Uma das maneiras mais confiáveis de diagnosticar a mononucleose é o teste monospot. Esse exame de sangue detecta anticorpos que o sistema imunológico produz em resposta a elementos nocivos.

O monospot é um teste que não procura anticorpos específicos para o EBV.
Em vez disso, o teste determina os níveis de outro grupo de anticorpos que o corpo produz no caso de infecção por EBV.
Estes são chamados de anticorpos heterófilos.

Os resultados deste teste são os mais consistentes quando são realizados entre 2 e 4 semanas após o aparecimento dos sintomas.
Nesse período existem quantidades suficientes de anticorpos heterófilos para desencadear uma resposta positiva confiável.

Este teste nem sempre é totalmente preciso, mas é rápido. Os resultados geralmente ficam disponíveis em uma hora ou menos.

Teste de anticorpos EBV

Se o teste monospot der negativo, o médico poderá solicitar um teste de anticorpos EBV.
Este exame de sangue busca anticorpos específicos para o EBV.
É um teste com capacidade de detecção do EBV desde a primeira semana de aparecimento dos sintomas.
No entanto, a liberação dos resultados é mais demorado.

mononucleose

Mononucleose – tratamento

Não há tratamento específico para mononucleose. O médico pode prescrever um medicamento corticosteroide para reduzir a inflamação da garganta e amígdalas.
Os sintomas geralmente desaparecem sozinhos em 1 a 2 meses.
O médico deve ser comunicado pelo paciente no caso da piora dos sintomas ou no caso de dor abdominal intensa.

Remédios caseiros

O tratamento em casa visa aliviar os sintomas. Isso inclui o uso de medicamentos de venda livre (OTC) para reduzir a febre. São aconselháveis também a adoção de técnicas para alívio da dor de garganta, como gargarejos com água e sal.

Outras medidas caseiras que podem ajudar a aliviar os sintomas:

  • repousar bastante;
  • aumentar a hidratação, preferencialmente pela ingestão de água;
  • ingestão de caldo de galinha quente;
  • fortalecer o sistema imunológico através do consumo de alimentos anti-inflamatórios e ricos em antioxidantes. Isso inclui vegetais de folhas verdes, maçã, arroz integral e salmão;
  • uso de medicamentos de venda livre para controle da febre, como o paracetamol.

Não se administra aspirina a crianças ou adolescentes, pois isso pode levar à síndrome de Reye.
Essa síndrome é um distúrbio raro que pode causar danos cerebrais e hepáticos.

Mononucleose – complicações

A Mononucleose normalmente não é uma doença grave.
Em alguns casos, as pessoas que sofrem de mononucleose apresentam infecções secundárias. Exemplos: infecções na garganta, infecções nos seios nasais ou amigdalite.

Em casos raros, algumas pessoas podem desenvolver as seguintes complicações:

Baço aumentado

Em caso de comprometimento do baço, o indivíduo deve esperar ao menos 1 mês antes de realizar qualquer atividade vigorosa. O que inclui levantar objetos pesados ou praticar esportes de contato. Isso tudo para evitar o rompimento do baço, que pode estar inflamado pela infecção. O baço rompido em pessoas com mononucleose é raro, mas é uma emergência com risco de morte.

A ruptura do baço apresenta sinais característicos como dor aguda e repentina na parte superior esquerda do abdômen.

Hepatites

Ocasionalmente, podem ocorrer hepatites ou icterícia (amarelamento da pele e dos olhos) em indivíduos com mononucleose.

Complicações raras

De acordo com a Clínica Mayo, a mononucleose também pode causar algumas dessas complicações extremamente raras:

  • anemia, caracterizada pela diminuição na contagem de glóbulos vermelhos;
  • Trombocitopenia, que é uma diminuição das plaquetas, fundamentais ao processo de coagulação;
  • miocardite;
  • complicações relacionadas ao sistema nervoso, como meningite ou síndrome de Guillain-Barré;
  • amígdalas inflamadas a ponto de poderem obstruir a respiração.

Sintomas de longo prazo

Sintomas relacionados à mononucleose como fadiga, febre e dor de garganta geralmente duram algumas semanas.
Em casos raros, os sintomas podem surgir meses ou até anos depois.

O EBV, que geralmente é causador da mononucleose, permanece no corpo pelo resto da vida.
Geralmente está em estado inativo, mas o vírus pode se reativar.

Mononucleose em adultos

A mononucleose afeta principalmente as pessoas na adolescência e na década dos 20 anos.
Ocorre menos em adultos com mais de 30 anos de idade. Os adultos mais velhos com mononucleose geralmente têm febre, mas podem não ter outros sintomas, como dor de garganta, linfonodos inflamados ou aumento de volume do baço.

Mononucleose em crianças

As crianças podem se infectar com o EBV através do compartilhamento de utensílios ou copos ou por estarem perto de uma pessoa infectada que tosse ou espirra.

Crianças podem apresentar apenas sintomas leves. Sintomas como uma dor de garganta. Assim, uma mononucleose pode não ser diagnosticada.
Crianças com mononucleose devem lavar as mãos com frequência, principalmente após espirrar ou tossir.

Mononucleose em crianças muito pequenas

A maioria das pessoas se infecta com o EBV no início da vida.
As crianças pequenas podem ser infectadas pelo EBV através do compartilhamento de utensílios de cozinha ou copos.
Elas também podem ser infectadas ao colocar brinquedos na boca compartilhados com crianças portadoras de mononucleose.

A presença de febre e dor de garganta, pode acabar sendo confundida com resfriado ou gripe.

Mononucleose recorrente

Em casos raros, a mononucleose pode levar a uma condição crônica da doença. Esta é uma condição séria na qual os sintomas da mononucleose persistem por mais de 6 meses.

Conclusão

Os sintomas da mononucleose raramente duram mais de 4 meses.
A maioria dos indivíduos que têm mononucleose se recupera dentro de 2 a 4 semanas.
O EBV estabelece permanece inativo por toda a vida nas células do sistema imunológico do corpo.
Em alguns casos muito raros, as pessoas portadoras do vírus podem vir a desenvolver o linfoma de Burkitt ou o carcinoma nasofaríngeo.
Ambos são cânceres raros.
O EBV parece desempenhar um papel no desenvolvimento desses cânceres.
No entanto, o EBV provavelmente não é a única causa.

Fontes: USPharmacist, Healthline, Mayo Clinic
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A saúde mental pode ter ligação com a saúde bucal?

saúde mental

Uma inesperada conexão foi descoberta: a boa saúde mental tem ligação com a boa saúde bucal.

Pode ser uma surpresa, mas a saúde mental está intimamente relacionada à saúde bucal.

Questões como depressão, estresse e ansiedade podem afetar seus dentes e vice-versa.

Não ter o alinhamento correto, por exemplo, pode causar uma variedade de problemas de saúde, como distúrbio da ATM, dores de cabeça, enxaquecas, dores no corpo, dor cervical, dor lombar. E por sua vez, podem causar sofrimento psicológico à pessoa que sofre desses distúrbios.

De acordo com a National Health and Nutrition Examination Survey, quase dois terços das pessoas diagnosticadas com depressão relataram ter dor de dente.

Ao mesmo tempo metade de todos os indivíduos clinicamente deprimidos pesquisados classificaram a condição de seus dentes como regular ou ruim.

Há também uma ligação bastante forte entre a doença gengival e problemas de saúde mental. Aqueles com problemas como depressão e ansiedade precisam tomar cuidado extra ao adotar uma rotina de higiene dental. Isso para garantir uma saúde bucal adequada.

Saúde mental prejudicada – Saúde bucal ruim – Causas

A razão mais comum por trás de problemas de saúde bucal em pacientes com saúde mental ruim é o efeito comportamental do estresse e da ansiedade.

Pode ser difícil ter a disciplina para seguir uma rotina rigorosa de atendimento odontológico ao enfrentar uma condição de saúde mental. Quando os problemas literalmente sobem à cabeça tudo fica mais difícil.

E por isso que é tão importante dedicar um tempo à autorreflexão, e encontrar assim a energia necessária para colocar nas tarefas diárias. Inclusive o cuidado com os dentes e a boa saúde bucal.

Pessoas deprimidas também são mais propensas a ter dietas prejudiciais e pular visitas ao dentista.

O estresse também pode ter efeitos fisiológicos no corpo. Os picos no hormônio do estresse, o cortisol, enfraquecem o sistema imunológico.

Isso facilita a invasão de bactérias pelas gengivas e os processos inflamatórios.

Certos antidepressivos e medicamentos ansiolíticos podem causar boca seca (xerostomia). Assim a saliva não está disponível para limpar os restos de comida depois das refeições.

Aqueles com ansiedade severa às vezes exibem sintomas como aftas e ranger de dentes. Ambos são prejudiciais à saúde bucal, com efeitos a curto e longo prazo. No caso de ranger de dentes (bruxismo), os pacientes podem desgastar permanentemente os molares essenciais e causar danos irreparáveis ​​ao esmalte protetor.

Como cuidar de seus dentes

É difícil para quem sofre de depressão e ansiedade estabelecer uma rotina de saúde bucal.

Porém, é essencial fazer isso para manter os dentes e gengivas saudáveis.

Todos os indivíduos devem procurar escovar os dentes após as refeições e não esquecer o uso do fio dental.

Também é uma boa ideia usar enxaguatório bucal para ajudar na remoção dos detritos e eliminação de bactérias nocivas.

Para não esquecer dos cuidados com a saúde bucal o uso de recursos tecnológicos também pode ajudar. Por exemplo, se valer de uma agenda no celular com alarmes periódicos alertando o usuário para a necessidade de cuidar da higiene bucal. Isso ajuda no estabelecimento e concretização de rotinas saudáveis.

Doença periodontal

Quando alguém falha em cuidar dos dentes, geralmente resulta em doença periodontal.

Esse grave problema de saúde bucal é a forma mais avançada de doença gengival.

Os primeiros sintomas da doença gengival são que as gengivas sangram quando você as escova e podem estar inflamadas.

A doença gengival progride com a falta de atendimento odontológico adequado.

As bactérias na boca e a inflamação trabalham para destruir as gengivas, os suportes estruturais para os dentes e o maxilar. Como resultado os dentes podem eventualmente se soltar e depois cair.
A boca seca permite que as bactérias se multipliquem mais rapidamente e criem mais danos.

Uma vez iniciada a periodontite, o tratamento odontológico é necessário para interromper seus efeitos nocivos.

Quando alguém tem uma doença mental, é importante que a pessoa faça tratamentos e exames dentários regulares para manter a periodontite sob controle.

Quanto mais espaçadas forem as consultas, maior o dano.

Se os pacientes fumam e bebem, o dano ocorre ainda mais rapidamente.
Fumar e beber também irá retardar o processo de cicatrização quando o trabalho odontológico for realizado.

Fontes: wknd, ToothHQ
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Por que meninas têm mais cáries dentárias?

cáries dentárias em meninas

Cáries dentárias em meninas são mais comuns do que em meninos. Até agora já se tinha conhecimento de que mulheres apresentam maior incidência de cáries dentárias. Uma quantidade proporcionalmente maior de cáries dentárias em meninas surpreendeu os pesquisadores. É uma novidade a descoberta de que a maior incidência de cáries dentárias em meninas seja um fato, e também uma propensão cientificamente verificada.

É o que a pesquisadora Stephanie Ortiz, da Oregon Health & Science University, Oregon, EUA, evidenciou em sua pesquisa.
Fruto de um trabalho recentemente publicado, ela revelou diferenças dos micro-organismos presentes na flora bacteriana bucal de meninas e meninos.
Essas diferenças explicariam a maior incidência de cáries dentárias em meninas.

A cárie dentária

A cárie dentária representa uma das doenças crônicas mais comuns encontradas em crianças pequenas. É uma doença multifatorial que envolve complexas interações de fatores de risco microbiológicos, genéticos e socioeconômicos.

As mulheres apresentem maior incidência de cárie que os homens. Porém, até agora não estava claro se essa disparidade poderia ser estendida às crianças. A pesquisadora e coautores procuraram determinar diferenças específicas de gênero no microbioma salivar em crianças com cárie ativa. Para tanto, coletaram e testaram espécimes de saliva.

A pesquisa

Amostras de saliva foram coletadas de 85 crianças, 41 meninos e 44 meninas, entre as idades de dois a 14 anos.

O DNA microbiano foi isolado, submetido à amplificação e posterior sequenciamento. As bibliotecas e os perfis da microbiota oral foram posteriormente submetidas a análises bioestatísticas adicionais na Oregon Health & Science University, em Portland, EUA.

Resultados

Diferenças significativas na microbiota bucal foram encontradas entre meninos com cárie ativa versus meninas. Os principais gêneros microbianos associados à cárie em crianças pequenas incluem Actinobaculum, Atopobium, Aggregatibacter e Streptococcus. Actinobaculum, Veillonella parvula e o Lactococcus lactis produtor de ácido.

cáries dentárias em meninas

Microbiota bucal

A microbiota bucal é o conjunto dos micro-organismos que habitam a boca, principalmente bactérias.

A cavidade oral apresenta uma das mais diversas e complexas microbiotas do organismo humano, resultante da grande variedade de determinantes ecológicos ali presentes.

É o maior reservatório de micro-organismos para contágio e um sistema aberto para contaminação.

Essa microbiota encontra-se normalmente em harmonia com o hospedeiro. É extremamente importante na proteção contra patógenos externos com produção de bacteriocinas, surfactantes e H2O2.

Por serem adaptadas ao ambiente, levam vantagens na competição por nutrientes em relação a micro-organismos externos e auxiliam no desenvolvimento do sistema imune mucoso por reações cruzadas.

Porém, alterações locais e/ou sistêmicas como diminuição da saliva, alteração da dieta e antibióticos, podem resultar no desequilíbrio dessa relação e na manifestação clínica de doenças.

Cáries dentárias em meninas

Todos os micro-organismos associados à cárie dentária foram encontrados em prevalência muito maior em meninas com cárie ativa do que em meninos. Uma clara indicação de que esses micro-organismos podem explicar o motivo pelo qual observa-se uma maior incidência de cáries dentárias em meninas.

Por que crianças de forma geral estão mais suscetíveis à caries dentárias

Toda criança apresenta risco para o desenvolvimento de cáries dentárias. O esmalte dentário da criança é muito mais fino e macio nos dentes do bebê. Isso os coloca em maior risco de deterioração. A boa notícia é que a cárie dentária é prevenível.

Os dentes de leite ajudam as crianças a comer e a falar. Eles também guiam os dentes permanentes do adulto para a posição adequada. O cuidado com a dentição das crianças deve acontecer desde o início.

Causas da cárie dentária em crianças pequenas

Bactérias na boca se alimentam de açúcares de alimentos e bebidas.
Essas bactérias produzem ácido, que danifica a superfície externa do dente (o esmalte). A saliva ajuda a reparar esse dano. Mas se ao longo do tempo houver mais dano do que o reparo, ele deixará uma cavidade ou “orifício” no dente.

Processo de cárie dentária na primeira infância

O processo de cárie dentária também é chamado de “cárie”. Nos estágios iniciais, os dentes podem desenvolver áreas brancas e calcárias. Nos estágios posteriores, os dentes têm áreas marrons ou pretas. Os quatro dentes da frente superiores são mais comumente afetados.

Outros nomes usados para se referir a essa condição incluem “cáries de mamadeira” e “cáries de alimentação infantil”.
Esses nomes são usados porque as evidências sugerem que a cárie precoce da infância pode ocorrer quando bebês e crianças são colocados para dormir com uma mamadeira de leite ou fórmula (ou outras bebidas doces).

O leite pode acumular-se na boca e o açúcar da lactose do leite serve de alimento às bactérias que causam cáries durante o período de sono do bebê. O fluxo de saliva diminui durante o sono e, portanto, não protege contra danos.

Sinais de cárie dentária na primeira infância

A cárie precoce na infância se desenvolve ao longo do tempo e pode ser de difícil identificação nos estágios iniciais.

A cárie dentária pode se mostrar como:

  •  Uma faixa branca na superfície do dente mais próxima da linha da gengiva. Este é o primeiro sinal e geralmente não é detectado pelos pais;
  •  Uma faixa amarela, marrom ou preta na superfície do dente mais próxima da linha da gengiva. Isso indica progressão para cárie dentária;

Importância da detecção precoce da cárie dentária em crianças pequenas

Nos primeiros estágios, a cárie precoce da infância pode ser revertida com o tratamento odontológico adequado. Infelizmente em seus estágios iniciais as cáries podem ser difíceis de  serem identificadas pelos pais.
Assim, na maioria das vezes, a cárie dentária da primeira infância não é detectada até os estágios posteriores, mais graves. Neste momento, não pode ser revertida e a criança pode ter se ser submetida a um procedimento de tratamento de canal.

Prevenção da cárie dentária em crianças pequenas

Os pais podem ajudar a prevenir a cárie dentária em crianças pequenas. Seja através de uma alimentação saudável como também de bons hábitos de limpeza desde o início.
Vale o lembrete do quanto importante é evitar bebidas doces, como sucos de frutas, bebidas quentes ou refrigerantes. Também evitar alimentos e bebidas açucarados, especialmente entre as refeições.

Bons hábitos alimentares ajudam a prevenir a cárie dentária

Para prevenir a cárie dentária:

  •  Quando o bebé terminar de mamar, retire-o da mama ou da mamadeira;
  •  Não coloque o bebê para dormir com uma mamadeira;
  •  Nunca coloque bebidas doces na mamadeira de um bebê;
  • Importante ensinar a criança a beber de água de uma xícara a partir dos seis meses de idade. Por volta dos 12 meses, eles devem aprender a beber apenas de um copo ou xícara. Isso como forma de descontinuar o uso da mamadeira.

Para crianças com mais de 12 meses, a água é a bebida principal. O leite integral integral também é uma opção de bebida saudável. As crianças podem beber leite com baixo teor de gordura a partir dos dois anos de idade. Suco de frutas não é necessário ou recomendado para crianças devido ao seu alto teor de açúcar e acidez.

As crianças podem começar a comer alimentos sólidos a partir dos seis meses de idade.
É importante oferecer uma ampla variedade de alimentos nutritivos com uma variedade de texturas e sabores.

Além disso:

  •  Jamais mergulhe chupetas em substâncias doces, como mel, geleia ou açúcar;
  •  Faça uso de medicamentos, quando necessários, sem açúcar, sempre que possível;
  •  Importante os pais fazerem revisões periódicas na boca dos seus filhos na busca de sinais precoces de cárie dentária.
  •  Higiene adequada e regular é fundamental na prevenção da cárie dentária.

Limpar ou escovar os dentes da criança ajuda na remoção de bactérias causadoras de cáries.

  •  Iniciar a limpeza dos dentes do bebê assim que o primeiro dente aflorar.
    Para tanto, usar um pano úmido ou uma escova de dentes infantil pequena com água.
  •  Dos 18 meses aos seis anos de idade, usar uma pequena quantidade de creme dental infantil com baixo teor de flúor em uma pequena escova macia;
  •  Aos seis anos de idade, as crianças podem usar uma quantidade do tamanho de uma ervilha de creme dental com flúor padrão;
  •  Em regiões que não recebem flúor na água potável, o odontopediatra deverá ser procurado pelos pais para a devida orientação;
  •  Consultas odontológicas podem detectar os primeiros sinais de cárie dentária, e portanto são altamente recomendáveis;
  •  Recomenda-se que as crianças façam um exame dentário no momento em que completarem dois anos. Isso deve ser feito por um odontopediatra .
  •  Importante que as crianças mais velhas continuem a fazer check-ups. É essencial que os pais se certifiquem junto ao seu odontopediatra com que frequência a criança precisa fazer um check-up odontológico.
  •  Escovar os dentes e ao longo da linha das gengivas ao menos três vezes por dia. Sempre observar a higiene bucal depois das principais refeições, ou após a ingestão de alimentos, especialmente aqueles açucarados.
  •  As crianças precisarão de um adulto para ajudá-las a escovar os dentes até que elas consigam fazer isso de forma independente (geralmente, cerca de oito anos de idade).

Hipomineralização

É uma alteração muito frequente entre as crianças. Acontece quando o dente nasce com manchas de uma cor que oscila do branco giz ao amarelo-marrom. O mais comum é que afete a um ou vários molares dos seis anos (primeiros molares definitivos).
Às vezes em combinação afetando os incisivos definitivos.
Por isso se for vista uma mancha com essas características em um incisivo, o mais provável é que algum molar também esteja afetado.

O esmalte é mais poroso. São dentes que podem fraturar com mais facilidade e são muito sensíveis às cáries. Muitas vezes a criança se queixa de dores toda vez que se expõe a mudanças de temperatura. É muito importante ficar atento a esses relatos e levar a criança ao odontopediatra para que um tratamento seja iniciado.

O estudo, tema principal desse artigo, nos traz a informação de que cáries dentárias em meninas são mais comuns do que em meninos. Essa predisposição, como vimos, está muito associada à composição da microbiota da cavidade bucal. No entanto, fatores como alimentação e práticas de higiene bucal podem contribuir para evitar ou mesmo agravar o risco da maior incidência de cáries dentárias em meninas. Há que se destacar que existem muitos alimentos que contém elevadas concentrações de açúcar e que muitas vezes passam despercebidos dos pais. Esse açúcar “adicionado” foi destaque em um artigo anterior aqui do blog Dentalis.

Fontes: EurekAlert , BetterHealth, guiainfantil, Instituto de Microbiologia
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Periodontite: tudo o que você precisa saber

periodontite

Antes de falarmos sobre periodontite é importante conceituarmos doença periodontal. A doença periodontal é uma patologia inflamatória e infecciosa. Atinge desde a gengiva até o osso que envolve e suporta os dentes. A doença periodontal tem três estágios: que varia do menos ao mais grave: gengivite, periodontite e periodontite avançada.

A periodontite é uma infecção grave da gengiva que danifica o tecido mole e destrói o osso que suporta os dentes. A periodontite pode causar o afrouxamento dos dentes ou levar à perda dos mesmos.

A periodontite é comum, mas é largamente evitável. Geralmente é o resultado de má higiene bucal. Boas práticas de higiene bucal aliada a idas regulares ao dentista podem diminuir grandemente as chances do desenvolvimento de uma periodontite.
O tratamento da periodontite implica em medidas de controle da infecção e amenização do processo inflamatório.

Causas da periodontite

As causas da periodontite estão normalmente associadas à formação de placa bacteriana que adere aos dentes. Uma higiene bucal adequada e diária evita o acúmulo de placa. Do contrário, pode resultar em tártaro, que só o dentista pode eliminar através de um limpeza dentária profissional. Não se recorrendo ao tratamento por um profissional as gengivas ficarão inflamadas e pode ocorrer sangramento. Uma condição comum, mas nem por isso normal. Gengivas que sangram não são saudáveis.

Fatores que predispõe à periodontite

  • Hábito de fumar: é um dos fatores de maior risco para o desenvolvimento da periodontite;
  • Má higiene bucal: é fundamental escovar os dentes após cada refeição, assim como complementar a limpeza com fio dental, enxaguatório bucal e escovas interdentais. Além disso, é necessário efetuar uma profilaxia dental profissional, pelo menos, uma vez ao ano;
  • Diabetes: os pacientes que sofrem de diabetes têm mais tendência a desenvolver infeções nas gengivas;
  • Alterações hormonais: sobretudo em mulheres, produzindo uma maior sensibilidade nas gengivas. Se esta sensibilidade evoluir para gengivite e não for tratada a tempo, é muito provável que se agrave, tornando-se uma periodontite;
  • Predisposição genética;
  • Xerostomia: a secura da boca também contribui para aumentar o risco. Com baixa quantidade de saliva, que constitui a proteção mais importante da cavidade oral, torna-se muito mais fácil o aparecimento de infeções;
  • Uma dieta desequilibrada e um estilo de vida pouco saudável.

Sintomas da periodontite

As gengivas saudáveis têm aspecto firme e rosa pálido e se encaixam confortavelmente em torno dos dentes.
Sinais e sintomas da periodontite podem incluir:

  • Gengivas inchadas ou inchadas;
  • Gengivas em tom vermelho brilhante, vermelho escuro ou gengivas arroxeadas;
  • Gengivas que ficam sensíveis quando tocadas;
  • Gengivas que sangram facilmente;
  • Gengivas que se afastam dos dentes (recuam). Isso faz com que os dentes pareçam mais longos que o normal;
  • Novos espaços em desenvolvimento entre os dentes;
  • Secreção purulenta entre os dentes e gengivas;
  • Mau hálito;
  • Dentes soltos;
  • Mastigação dolorosa;
  • Mudança na maneira como os dentes se encaixam quando a pessoa morde.

periodontite

Tipos de periodontite

Periodontite crônica

A periodontite crônica é o tipo mais comum, afetando principalmente adultos. Mais raro, crianças também podem ser afetadas. Este tipo é causado pelo acúmulo de placa e envolve uma deterioração lenta. Pode melhorar e piorar com o tempo, mas causa destruição nas gengivas e ossos e perda de dentes se não for tratada.

Periodontite agressiva

A periodontite agressiva geralmente começa na infância ou no início da idade adulta e afeta apenas um pequeno número de pessoas. Ela tende a afetar as famílias e causa rápida progressão da perda óssea e dentária se não for tratada.

Doença periodontal avançada

A doença periodontal avançada é caracterizada pela morte de tecido gengival, ligamentos do dente e osso de suporte. É causada pela falta de suprimento sanguíneo (necrose), resultando em infecção grave.
Este tipo geralmente ocorre em pessoas com um sistema imunológico comprometido. Casos como infecção por HIV, tratamento de câncer ou outras causas. Também a desnutrição pode ser uma das causas.

Os sintomas mais comuns da doença periodontal avançada são a halitose, as gengivas retraídas ou sensíveis, o desconforto na mastigação, o sangramento das gengivas e os dentes frouxos. Além disso, ocorre uma extrema sensibilidade ao calor e ao frio.

Depois surgem os efeitos que afetam a estética dentária. Os dentes poderão parecer mais longos devido à retração gengival, até ocorrer, por fim, perda dentária. Também se verificará um grande espaço entre os dentes.

Complicações geradas pela periodontite

A periodontite pode causar perda de dentes. Algumas pesquisas sugerem que as bactérias responsáveis pela periodontite podem entrar na corrente sanguínea através do tecido das gengivas, possivelmente afetando o coração, os pulmões e outras partes do corpo. Por exemplo, a periodontite pode estar relacionada com doença respiratória, artrite reumatoide, doença arterial coronariana ou acidente vascular cerebral.

Prevenção da periodontite

A melhor maneira de prevenir a periodontite é seguir um programa de boa higiene bucal. O ideal é que se inicie cedo e que seja praticado consistentemente ao longo da vida.

Boa higiene bucal

Isso significa escovar os dentes por dois minutos pelo menos sempre após as refeições. Usar o fio dental com a mesma frequência das escovações. O uso do fio dental antes da escovação permite a limpeza dos restos de alimentos e bactérias presentes.

Visitas odontológicas regulares

Consultar regularmente o dentista. Realizar limpezas odontológicas (profilaxia) com o dentista, no mínimo a cada seis a 12 meses. No caso da presença de fatores de risco, como boca seca (xerostomia), ingestão de certos medicamentos ou sendo fumante – a frequência de visita ao dentista deve ser maior.

Diagnóstico da periodontite

Para determinar se o paciente tem periodontite e o quanto ela é grave, o dentista pode se fazer o seguinte:

  • Revisar o histórico médico do paciente para identificar quaisquer fatores que possam estar contribuindo para presença de sintomas. O hábito de fumar ou consumo de certos medicamentos precisam ser pesquisados;
  • Examinar a boca do paciente em busca do acúmulo de placa e tártaro. Verificar se há sangramento fácil;
  • Medir a profundidade da cavidade entre as gengivas e os dentes colocando uma sonda periodontal ao lado do dente, abaixo da linha da gengiva, geralmente em vários locais da boca. Em uma boca saudável, a profundidade do bolsão é geralmente entre 1 e 3 milímetros (mm). Bolsas com profundidade superior a 4 mm podem indicar periodontite. Bolsas com profundidade superior a 6 mm não podem ser bem limpos.
  • Solicitar radiografias dentárias para verificar a perda óssea em áreas onde seu dentista observa profundidades das cavidades entre as gengivas.

Materiais utilizados no tratamento da periodontite

Os instrumentos mínimos e necessários utilizados num tratamento para eliminar a periodontite são os seguintes:

  • Sonda exploradora: serve para examinar a superfície dentária, cáries, defeitos em peças reconstruídas ou orifícios que comunicam com a câmara pulpar;
  • Sonda periodontal: é utilizada para medir a profundidade da bolsa periodontal;
  • Curetas subgengivais: usadas para remover o tártaro subgengival;
  • Espelho dentário.

periodontite

Tratamento da periodontite – não cirúrgico

Para casos de periodontite não avançada, o tratamento pode envolver procedimentos menos invasivos, como:

  • Raspagem: remove o tártaro e as bactérias das superfícies dos dentes e abaixo das gengivas. Pode ser executado usando instrumentos, um laser ou um dispositivo ultra-sônico;
  • Alisamento radicular: raspagem cuidadosa da raiz do dente com o objetivo de reduzir a inflamação. A raspagem visa alisar as áreas irregulares e impedir o crescimento da placa e da película bacteriana;
  • Antibióticos: antibióticos tópicos ou orais podem ajudar a controlar a infecção bacteriana. Os tópicos podem incluir enxaguatórios bucais ou a inserção de géis contendo antibióticos no espaço entre os dentes e as gengivas ou nas bolsas após a limpeza profunda. No entanto, antibióticos orais podem ser necessários para eliminar completamente as bactérias causadoras de infecções.

Tratamentos cirúrgicos

Para os casos de periodontite avançada, o tratamento pode exigir cirurgia dentária, como:

Cirurgia de retalho periodontal (cirurgia de redução de bolsa)

O periodontista faz minúsculas incisões na gengiva para que uma parte do tecido gengival possa ser levantada para trás. Expõe as raízes para uma raspagem mais eficaz e aplainamento da raiz. Como a periodontite frequentemente causa perda óssea, o osso subjacente pode ser recontornado antes que o tecido gengival seja suturado de volta no lugar;

Enxertos de tecidos moles

Quando ocorre perda do tecido da gengiva, verifica-se o recuo da mesma.
Tem casos em que um enxerto se faz necessário. Isso geralmente é feito removendo-se uma pequena quantidade de tecido do palato (céu da boca). Ou outra fonte doadora e anexando-o ao local afetado.
Isso pode ajudar a reduzir ainda mais a recessão gengival. E também a cobrir as raízes expostas e dar aos dentes uma aparência mais agradável;

Enxerto ósseo

Este procedimento é realizado quando a periodontite destruiu o osso ao redor da raiz do dente. O enxerto pode ser composto de pequenos fragmentos do próprio osso. O osso pode ser sintético ou doado. O enxerto ósseo ajuda a prevenir a perda dental, mantendo os dentes no lugar.
Também serve como plataforma para o crescimento do osso natural.

Regeneração tecidual guiada

Permite o crescimento de osso que foi destruído por bactérias. Em uma abordagem, o dentista coloca uma peça especial de tecido biocompatível entre o osso existente e o dente afetado. O material evita que o tecido indesejado entre na área de cicatrização, permitindo que o osso volte a crescer.

– Proteínas estimuladoras de tecidos: outra técnica envolve a aplicação de um gel especial a uma raiz do dente doente. Este gel contém as mesmas proteínas encontradas no desenvolvimento do esmalte dentário e estimula o crescimento de ossos e tecidos saudáveis.

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Fontes:  Mayo Clinic, Dentaleader, Revista Odontológica do Brasil Central
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O que é e quais são as causas das retrações gengivais?

causas das recessões gengivaisMuita gente ainda se pergunta: quais são as causas das retrações gengivais?

Segundo a Academia Americana de Periodontologia, a retração gengival  se apresenta quando o tecido da gengiva sofre um recuo em relação ao dente, deixando parte raiz dentária exposta. Dentre os dentistas, isto é conhecido como migração apical da margem gengival. Com a evolução da recessão pode ocorrer também comprometimento estético, visto que o dente apresenta-se mais longo.

As causas das retrações gengivais podem estar associadas ao comprometimento de várias funções. Estruturas importantes do periodonto de proteção (gengiva) e do periodonto de sustentação. São parte do periodonto de sustentação o sistema que liga o dente ao osso alveolar (ligamento periodontal). O tecido mineralizado que recobre a superfície da raiz (cemento). E finalmente, o  tecido ósseo que dá sustentação aos dentes (osso alveolar). Em retrações gengivais essas estruturas podem sofrer dano.

periodontoDevido à exposição do cemento, a recessão gengival pode ocasionar consequências. Como, por exemplo: maior susceptibilidade à cárie radicular e hipersensibilidade dentária. Denomina-se cárie radicular aquela que atinge a raiz dos dentes, cuja superfície não possui o esmalte para proteção da dentina. A dentina é aquele tecido rico em cálcio que recobre a polpa dentária.dente - estrutura

Em 5% dos indivíduos costuma estar exposta na área da junção amelocementária (lugar que termina o esmalte).

O quadro de hipersensibilidade pode levar o paciente a negligenciar o controle do biofilme. O biofilme é uma camada composta por bactérias colonizadoras da cavidade oral. Desse modo há aumento da predisposição a doenças de origem bacteriana, como a cárie e a doença periodontal. A recessão gengival é o resultado de uma combinação de fatores.

Periodontite, posição dentária, oclusão traumática (alterações patológicas que ocorrem no periodonto de sustentação), inserção alta dos freios, bridas ou fibras musculares, deiscências ósseas, pressão labial e reduzida faixa de gengiva inserida, são tidos como potenciais causadores de retrações gengivais. Define-se como freio a dobra formada pela mucosa que se estende do lábio à parede alveolar.

Aqui são discutidos os vários fatores que atuam no desenvolvimento da retração gengival. O profissional assim pode identificar a causa precocemente. O objetivo é controlar a evolução e prevenir a migração apical da margem gengival.

Conhecendo as causas das retrações gengivais

As causas das retrações gengivais que influenciam o desenvolvimento da recessão gengival são classificados em fatores precipitantes e fatores predisponentes. Os fatores precipitantes são a placa bacteriana, o trauma mecânico relacionado com a escovação, a terapia ortodôntica e o trauma químico relacionado como, por exemplo, a exposição ao fumo.

Os fatores predisponentes incluem características anatômicas locais que favorecem a ocorrência das retrações gengivais. Como, por exemplo, a quantidade e qualidade insatisfatória de gengiva inserida, deiscência óssea, vestibularização, inserção alta do freio e oclusão traumática. São defeitos ósseos a fenestração e deiscência. A primeira diz respeito às raízes quando estão proeminentes e a cortical óssea é muito fina. A Deiscência é quando a ponte óssea entre a fenestração e a crista alveolar pode desaparecer e produzir o defeito. O vestíbulo é o espaço localizado entre os lábios e bochechas, externamente, e os dentes e a gengiva, internamente. Dentes vestibularizados são dentes projetados no espaço do vestíbulo.

A recessão gengival corresponde à perda de inserção. Resulta em uma posição mais inferior da margem gengival livre, em qualquer parte da superfície da raiz exposta. Pode estar presente em ambos os arcos, nas faces da parte de frente para os lábios (vestibular) e a parte voltada para língua nos dentes inferiores (lingual) e também em quaisquer dentes.

Alguns fatores são considerados causas importantes no surgimento da recetração gengival. São eles o biofilme bacteriano dentário e sua consequente inflamação gengival. Também a oclusão traumatogênica, o trauma proveniente da escovação ou da inserção alterada do freio labial. E finalmente as características anatômicas locais relacionadas ao posicionamento dentário, espessura da gengiva marginal, altura da faixa de mucosa ceratinizada e tecido ósseo subjacente.inflamação da gengiva

Recessão gengival – Traumas por escovação

Determinados fatores podem contribuir para o desenvolvimento da recessão gengival diante da presença de traumas durante a escovação. Como forma do arco, posicionamento do dente, deficiência alveolar, cerdas duras e movimento errado de escovação (força demasiada). Quanto mais acentuada a convexidade do contorno do arco dental maior a pressão causada na área. Consequentemente, maior o risco de recessão na presença da escovação traumática. Adicionalmente, dentes vestibularizados recebem mais pressão, assim como apresentam uma tábua óssea mais fina. A escovação dental tem tudo a ver com a escova de dentes. Neste artigo aqui do blog Dentalis você poderá conhecer as características de uma boa escova de dental.

O trauma durante a escovação dental contribui como uma das principais causas das retrações gengivais. Este aspecto tem sido abordado de forma constante em estudos epidemiológicos.

A prevalência de recessão gengival é alta. A escovação traumática é um dos principais fatores causadores da perda de inserção. O fator escovação traumática é bastante amplo. Inclui-se aí a duração da escovação, a frequência de escovação, a força exercida durante a escovação, a dureza das cerdas da escova, a técnica de escovação. E também a frequência de troca da escova.

Placa bacteriana e presença de inflamação

Os resultados da investigação sobre recessão gengival revelaram que a recessão da margem gengival estava associada a altas taxas de inflamação decorrente da presença do biofilme, com diminuição de espessura de gengiva inserida e queratinizada e com a dureza das cerdas das escovas dos indivíduos.

O processo inflamatório representa também uma das principais causas das retrações gengivais. Ele é o único responsável pela destruição das fibras colágenas com consequente migração da parte da inserção entre o dente e a gengiva (epitélio juncional).

Com a exposição radicular é frequente um maior acúmulo de biofilme. Este acúmulo leva à piora do quadro inflamatório e consequente progressão da recessão gengival. O acúmulo de biofilme pode ocorrer devido a uma hipersensibilidade promovida pela exposição dentinária e consequente dificuldade de escovação. O desnivelamento da margem gengival provocado pela retração dificulta o posicionamento da escova. O que acaba comprometendo a efetividade na remoção do biofilme.

Dentes e face mais afetados

Num estudo com 49 pacientes, idades entre 20 e 60 anos, observou-se que os dentes mais afetados pelas retrações gengivais são os incisivos inferiores. A maior ocorrência das retrações gengivais é na face voltada para língua nos dentes inferiores (face vestibular). A presença de biofilme foi o principal fator causador associado às retrações gengivais. Observou-se também um aumento da gravidade das retrações gengivais com o avanço da idade.

Posição dos dentes

O mau posicionamento dos dentes tem sido referido por vários autores como uma das causas das retrações gengivais. A posição na qual o dente vai erupcionar na arcada dentária está diretamente associada à quantidade de gengiva em torno dele. Se o trajeto de erupção resultar numa posição próxima da continuação da gengiva livre porém firmemente aderida ao tecido ósseo (linha mucogengival) haverá pouca ou nenhuma gengiva queratinizada, predispondo à recessão.

Observou-se que a maioria dos dentes com recessão estavam associados a irregularidades como rotação ou deslocamento vestibular. Já dentes posicionados vestibularmente tinham menos gengiva inserida em relação aos dentes posicionados lingualmente.

Dentes que se encontram vestibularizados ou que tenham sofrido rotação têm maior probabilidade de apresentar retrações gengivais.

Inserção do freio

Os freios podem ser considerados como fatores predisponentes. Sua presença próxima à gengiva marginal ou com inserção profunda na papila gengival permite a persistência da inflamação por dificultar a higiene da região.

Quando o freio labial apresentar inserção alta no processo alveolar poderá ocorrer uma redução na largura da faixa de mucosa ceratinizada. Essa condição poderá interferir no processo de escovação. Isso acabará favorecendo o acúmulo de biofilme e a instalação de um processo inflamatório e consequente retração gengival.

A inserção do freio próximo ou na margem gengival promovendo uma tração excessiva deve ser corrigida cirurgicamente.

Espessura da gengiva inserida

Um dos fatores mais importantes como causa das retrações gengivais é a presença de uma margem gengival fina.

Alguns autores ressaltam que a espessura da gengiva marginal é um fator significativo no desenvolvimento da recessão, ao contrário da altura da mucosa ceratinizada. O tecido gengival fino e a presença de raízes dentárias proeminentes em relação à cortical óssea alveolar podem contribuir para o agravamento da resposta periodontal ao movimento ortodôntico. Dependendo da direção do mesmo.

O principal fator predisponente à recessão gengival é a espessura da mucosa ceratinizada. A mucosa delgada está associada á uma faixa fina de tecido conjuntivo e um processo inflamatório neste, aumentando a susceptibilidade à degeneração.

Trauma oclusal

Não existe evidência que implique o traumatismo oclusal como causador direto da recessão gengival. É possível, no entanto, que o trauma associado ao processo inflamatório possa contribuir para a perda de inserção.

O trauma oclusal representa um fator que pode predispor a retrações gengivais, principalmente quando associado à má posição do dente no arco e à presença de tábua óssea e mucosa delgadas, tornando a área mais suscetível à disseminação do processo inflamatório provocado pelo acúmulo de placa bacteriana.

Terapia ortodôntica

Viazis et al. realizaram o relato de um caso clínico abordando a recessão gengival no tratamento ortodôntico. Foi concluído neste relato que o movimento ortodôntico é contra indicado se a má higienização for evidente no paciente. Uma dentição inferior proeminente e uma higienização pobre contribuem para uma recessão gengival generalizada que aparece mais tarde no tratamento.

A partir do momento que o tratamento ortodôntico envolve movimento dentário, uma área localizada de recessão pode ocorrer se esta movimentação for além da tolerância do periodonto.

A recessão gengival associada ao tratamento ortodôntico não ocorre apenas devido à ação de forças. Retrações gengivais podem ser criadas por iatrogenia na utilização de bandas ortodônticas de borracha. Estas podem migrar apicalmente para o sulco gengival, promovendo um processo inflamatório, perda óssea e subsequente recessão gengival.

Resumindo

A retração da margem gengival com subsequente exposição da superfície radicular é uma condição comumente diagnosticada. O aprimoramento do conhecimento sobre os fatores envolvidos como causadores dessa alteração periodontal é crucial. Além da identificação das causas,  se faz necessário a avaliação da extensão, gravidade e características do defeito. Isto permite fazer um planejamento dentro da previsibilidade do tratamento e recobrimento radicular. A classificação de Miller et al. tem sido amplamente utilizada para esse propósito.

A retração gengival tem causas multifatoriais. A associação de fatores anatômicos ou iatrogênicos (fatores predisponentes) e patológicos (fatores primários) culmina na condição clínica citada anteriormente. A frequência e técnica de escovação e dureza das cerdas, apresentam impacto no desenvolvimento da retração juntamente com a escovação traumática.

Não só a escovação traumática, mas também os processos inflamatórios induzidos pelo biofilme estão fortemente associados à recessão gengival.

Neste aspecto, a periodontite está claramente associada à perda óssea, migração apical do epitélio juncional e perda de inserção.

Bruxismo

O bruxismo, caracterizado pelo ranger dos dentes, se apresenta também como mais uma das causas da retração gengival.

Tratamento da retração gengival

Retrações leves ou no seu início apresentam um ótimo prognóstico.
Cabe ao dentista identificar as causas, e a partir daí definir as recomendações. Por exemplo, reavaliar a forma como o paciente costuma escova os dentes e que tipo de escova utiliza. O tempo de uso da escova dental e os hábitos e uso do fio dental. No caso do bruxismo, avaliar a necessidade de uma placa de mordida.

Para casos mais graves, é recomendável o dentista trabalhar em conjunto com um periodontista para decidir a melhor estratégia de ação.
A periodontite é uma das principais causas da retração gengival. Neste caso, seria interessante avaliar a possibilidade de uma limpeza mais profunda, como no caso da raspagem e do polimento radicular.

Para casos ainda mais graves de retração gengival, recomenda-se uma intervenção cirúrgica, realizada através de parceria com um periodontista. Neste caso será necessário um procedimento de enxerto de gengiva.

Concluindo

A causas das recessões gengivais são uma condição atribuída a uma soma de fatores, tais como: inflamatórios, anatômicos e/ou complicações diversas (iatrogênicos). O processo inflamatório decorrente da presença do biofilme bacteriano é uma constante como causa das recessões gengivais. É também o único fator que por si só pode levar a essa condição clínica abordada ao longo deste trabalho.

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Fonte: Etiologia Multifatorial das Recessões Gengivais: uma revisão de literatura
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