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Periodontite: tudo o que você precisa saber

periodontite

Antes de falarmos sobre periodontite é importante conceituarmos doença periodontal. A doença periodontal é uma patologia inflamatória e infecciosa. Atinge desde a gengiva até o osso que envolve e suporta os dentes. A doença periodontal tem três estágios: que varia do menos ao mais grave: gengivite, periodontite e periodontite avançada.

A periodontite é uma infecção grave da gengiva que danifica o tecido mole e destrói o osso que suporta os dentes. A periodontite pode causar o afrouxamento dos dentes ou levar à perda dos mesmos.

A periodontite é comum, mas é largamente evitável. Geralmente é o resultado de má higiene bucal. Boas práticas de higiene bucal aliada a idas regulares ao dentista podem diminuir grandemente as chances do desenvolvimento de uma periodontite.
O tratamento da periodontite implica em medidas de controle da infecção e amenização do processo inflamatório.

Causas da periodontite

As causas da periodontite estão normalmente associadas à formação de placa bacteriana que adere aos dentes. Uma higiene bucal adequada e diária evita o acúmulo de placa. Do contrário, pode resultar em tártaro, que só o dentista pode eliminar através de um limpeza dentária profissional. Não se recorrendo ao tratamento por um profissional as gengivas ficarão inflamadas e pode ocorrer sangramento. Uma condição comum, mas nem por isso normal. Gengivas que sangram não são saudáveis.

Fatores que predispõe à periodontite

  • Hábito de fumar: é um dos fatores de maior risco para o desenvolvimento da periodontite;
  • Má higiene bucal: é fundamental escovar os dentes após cada refeição, assim como complementar a limpeza com fio dental, enxaguatório bucal e escovas interdentais. Além disso, é necessário efetuar uma profilaxia dental profissional, pelo menos, uma vez ao ano;
  • Diabetes: os pacientes que sofrem de diabetes têm mais tendência a desenvolver infeções nas gengivas;
  • Alterações hormonais: sobretudo em mulheres, produzindo uma maior sensibilidade nas gengivas. Se esta sensibilidade evoluir para gengivite e não for tratada a tempo, é muito provável que se agrave, tornando-se uma periodontite;
  • Predisposição genética;
  • Xerostomia: a secura da boca também contribui para aumentar o risco. Com baixa quantidade de saliva, que constitui a proteção mais importante da cavidade oral, torna-se muito mais fácil o aparecimento de infeções;
  • Uma dieta desequilibrada e um estilo de vida pouco saudável.

Sintomas da periodontite

As gengivas saudáveis têm aspecto firme e rosa pálido e se encaixam confortavelmente em torno dos dentes.
Sinais e sintomas da periodontite podem incluir:

  • Gengivas inchadas ou inchadas;
  • Gengivas em tom vermelho brilhante, vermelho escuro ou gengivas arroxeadas;
  • Gengivas que ficam sensíveis quando tocadas;
  • Gengivas que sangram facilmente;
  • Gengivas que se afastam dos dentes (recuam). Isso faz com que os dentes pareçam mais longos que o normal;
  • Novos espaços em desenvolvimento entre os dentes;
  • Secreção purulenta entre os dentes e gengivas;
  • Mau hálito;
  • Dentes soltos;
  • Mastigação dolorosa;
  • Mudança na maneira como os dentes se encaixam quando a pessoa morde.

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Tipos de periodontite

Periodontite crônica

A periodontite crônica é o tipo mais comum, afetando principalmente adultos. Mais raro, crianças também podem ser afetadas. Este tipo é causado pelo acúmulo de placa e envolve uma deterioração lenta. Pode melhorar e piorar com o tempo, mas causa destruição nas gengivas e ossos e perda de dentes se não for tratada.

Periodontite agressiva

A periodontite agressiva geralmente começa na infância ou no início da idade adulta e afeta apenas um pequeno número de pessoas. Ela tende a afetar as famílias e causa rápida progressão da perda óssea e dentária se não for tratada.

Doença periodontal avançada

A doença periodontal avançada é caracterizada pela morte de tecido gengival, ligamentos do dente e osso de suporte. É causada pela falta de suprimento sanguíneo (necrose), resultando em infecção grave.
Este tipo geralmente ocorre em pessoas com um sistema imunológico comprometido. Casos como infecção por HIV, tratamento de câncer ou outras causas. Também a desnutrição pode ser uma das causas.

Os sintomas mais comuns da doença periodontal avançada são a halitose, as gengivas retraídas ou sensíveis, o desconforto na mastigação, o sangramento das gengivas e os dentes frouxos. Além disso, ocorre uma extrema sensibilidade ao calor e ao frio.

Depois surgem os efeitos que afetam a estética dentária. Os dentes poderão parecer mais longos devido à retração gengival, até ocorrer, por fim, perda dentária. Também se verificará um grande espaço entre os dentes.

Complicações geradas pela periodontite

A periodontite pode causar perda de dentes. Algumas pesquisas sugerem que as bactérias responsáveis pela periodontite podem entrar na corrente sanguínea através do tecido das gengivas, possivelmente afetando o coração, os pulmões e outras partes do corpo. Por exemplo, a periodontite pode estar relacionada com doença respiratória, artrite reumatoide, doença arterial coronariana ou acidente vascular cerebral.

Prevenção da periodontite

A melhor maneira de prevenir a periodontite é seguir um programa de boa higiene bucal. O ideal é que se inicie cedo e que seja praticado consistentemente ao longo da vida.

Boa higiene bucal

Isso significa escovar os dentes por dois minutos pelo menos sempre após as refeições. Usar o fio dental com a mesma frequência das escovações. O uso do fio dental antes da escovação permite a limpeza dos restos de alimentos e bactérias presentes.

Visitas odontológicas regulares

Consultar regularmente o dentista. Realizar limpezas odontológicas (profilaxia) com o dentista, no mínimo a cada seis a 12 meses. No caso da presença de fatores de risco, como boca seca (xerostomia), ingestão de certos medicamentos ou sendo fumante – a frequência de visita ao dentista deve ser maior.

Diagnóstico da periodontite

Para determinar se o paciente tem periodontite e o quanto ela é grave, o dentista pode se fazer o seguinte:

  • Revisar o histórico médico do paciente para identificar quaisquer fatores que possam estar contribuindo para presença de sintomas. O hábito de fumar ou consumo de certos medicamentos precisam ser pesquisados;
  • Examinar a boca do paciente em busca do acúmulo de placa e tártaro. Verificar se há sangramento fácil;
  • Medir a profundidade da cavidade entre as gengivas e os dentes colocando uma sonda periodontal ao lado do dente, abaixo da linha da gengiva, geralmente em vários locais da boca. Em uma boca saudável, a profundidade do bolsão é geralmente entre 1 e 3 milímetros (mm). Bolsas com profundidade superior a 4 mm podem indicar periodontite. Bolsas com profundidade superior a 6 mm não podem ser bem limpos.
  • Solicitar radiografias dentárias para verificar a perda óssea em áreas onde seu dentista observa profundidades das cavidades entre as gengivas.

Materiais utilizados no tratamento da periodontite

Os instrumentos mínimos e necessários utilizados num tratamento para eliminar a periodontite são os seguintes:

  • Sonda exploradora: serve para examinar a superfície dentária, cáries, defeitos em peças reconstruídas ou orifícios que comunicam com a câmara pulpar;
  • Sonda periodontal: é utilizada para medir a profundidade da bolsa periodontal;
  • Curetas subgengivais: usadas para remover o tártaro subgengival;
  • Espelho dentário.

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Tratamento da periodontite – não cirúrgico

Para casos de periodontite não avançada, o tratamento pode envolver procedimentos menos invasivos, como:

  • Raspagem: remove o tártaro e as bactérias das superfícies dos dentes e abaixo das gengivas. Pode ser executado usando instrumentos, um laser ou um dispositivo ultra-sônico;
  • Alisamento radicular: raspagem cuidadosa da raiz do dente com o objetivo de reduzir a inflamação. A raspagem visa alisar as áreas irregulares e impedir o crescimento da placa e da película bacteriana;
  • Antibióticos: antibióticos tópicos ou orais podem ajudar a controlar a infecção bacteriana. Os tópicos podem incluir enxaguatórios bucais ou a inserção de géis contendo antibióticos no espaço entre os dentes e as gengivas ou nas bolsas após a limpeza profunda. No entanto, antibióticos orais podem ser necessários para eliminar completamente as bactérias causadoras de infecções.

Tratamentos cirúrgicos

Para os casos de periodontite avançada, o tratamento pode exigir cirurgia dentária, como:

Cirurgia de retalho periodontal (cirurgia de redução de bolsa)

O periodontista faz minúsculas incisões na gengiva para que uma parte do tecido gengival possa ser levantada para trás. Expõe as raízes para uma raspagem mais eficaz e aplainamento da raiz. Como a periodontite frequentemente causa perda óssea, o osso subjacente pode ser recontornado antes que o tecido gengival seja suturado de volta no lugar;

Enxertos de tecidos moles

Quando ocorre perda do tecido da gengiva, verifica-se o recuo da mesma.
Tem casos em que um enxerto se faz necessário. Isso geralmente é feito removendo-se uma pequena quantidade de tecido do palato (céu da boca). Ou outra fonte doadora e anexando-o ao local afetado.
Isso pode ajudar a reduzir ainda mais a recessão gengival. E também a cobrir as raízes expostas e dar aos dentes uma aparência mais agradável;

Enxerto ósseo

Este procedimento é realizado quando a periodontite destruiu o osso ao redor da raiz do dente. O enxerto pode ser composto de pequenos fragmentos do próprio osso. O osso pode ser sintético ou doado. O enxerto ósseo ajuda a prevenir a perda dental, mantendo os dentes no lugar.
Também serve como plataforma para o crescimento do osso natural.

Regeneração tecidual guiada

Permite o crescimento de osso que foi destruído por bactérias. Em uma abordagem, o dentista coloca uma peça especial de tecido biocompatível entre o osso existente e o dente afetado. O material evita que o tecido indesejado entre na área de cicatrização, permitindo que o osso volte a crescer.

– Proteínas estimuladoras de tecidos: outra técnica envolve a aplicação de um gel especial a uma raiz do dente doente. Este gel contém as mesmas proteínas encontradas no desenvolvimento do esmalte dentário e estimula o crescimento de ossos e tecidos saudáveis.

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Fontes:  Mayo Clinic, Dentaleader, Revista Odontológica do Brasil Central
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O que é e quais são as causas das retrações gengivais?

causas das recessões gengivaisMuita gente ainda se pergunta: quais são as causas das retrações gengivais?

Segundo a Academia Americana de Periodontologia, a retração gengival  se apresenta quando o tecido da gengiva sofre um recuo em relação ao dente, deixando parte raiz dentária exposta. Dentre os dentistas, isto é conhecido como migração apical da margem gengival. Com a evolução da recessão pode ocorrer também comprometimento estético, visto que o dente apresenta-se mais longo.

As causas das retrações gengivais podem estar associadas ao comprometimento de várias funções. Estruturas importantes do periodonto de proteção (gengiva) e do periodonto de sustentação. São parte do periodonto de sustentação o sistema que liga o dente ao osso alveolar (ligamento periodontal). O tecido mineralizado que recobre a superfície da raiz (cemento). E finalmente, o  tecido ósseo que dá sustentação aos dentes (osso alveolar). Em retrações gengivais essas estruturas podem sofrer dano.

periodontoDevido à exposição do cemento, a recessão gengival pode ocasionar consequências. Como, por exemplo: maior susceptibilidade à cárie radicular e hipersensibilidade dentária. Denomina-se cárie radicular aquela que atinge a raiz dos dentes, cuja superfície não possui o esmalte para proteção da dentina. A dentina é aquele tecido rico em cálcio que recobre a polpa dentária.dente - estrutura

Em 5% dos indivíduos costuma estar exposta na área da junção amelocementária (lugar que termina o esmalte).

O quadro de hipersensibilidade pode levar o paciente a negligenciar o controle do biofilme. O biofilme é uma camada composta por bactérias colonizadoras da cavidade oral. Desse modo há aumento da predisposição a doenças de origem bacteriana, como a cárie e a doença periodontal. A recessão gengival é o resultado de uma combinação de fatores.

Periodontite, posição dentária, oclusão traumática (alterações patológicas que ocorrem no periodonto de sustentação), inserção alta dos freios, bridas ou fibras musculares, deiscências ósseas, pressão labial e reduzida faixa de gengiva inserida, são tidos como potenciais causadores de retrações gengivais. Define-se como freio a dobra formada pela mucosa que se estende do lábio à parede alveolar.

Aqui são discutidos os vários fatores que atuam no desenvolvimento da retração gengival. O profissional assim pode identificar a causa precocemente. O objetivo é controlar a evolução e prevenir a migração apical da margem gengival.

Conhecendo as causas das retrações gengivais

As causas das retrações gengivais que influenciam o desenvolvimento da recessão gengival são classificados em fatores precipitantes e fatores predisponentes. Os fatores precipitantes são a placa bacteriana, o trauma mecânico relacionado com a escovação, a terapia ortodôntica e o trauma químico relacionado como, por exemplo, a exposição ao fumo.

Os fatores predisponentes incluem características anatômicas locais que favorecem a ocorrência das retrações gengivais. Como, por exemplo, a quantidade e qualidade insatisfatória de gengiva inserida, deiscência óssea, vestibularização, inserção alta do freio e oclusão traumática. São defeitos ósseos a fenestração e deiscência. A primeira diz respeito às raízes quando estão proeminentes e a cortical óssea é muito fina. A Deiscência é quando a ponte óssea entre a fenestração e a crista alveolar pode desaparecer e produzir o defeito. O vestíbulo é o espaço localizado entre os lábios e bochechas, externamente, e os dentes e a gengiva, internamente. Dentes vestibularizados são dentes projetados no espaço do vestíbulo.

A recessão gengival corresponde à perda de inserção. Resulta em uma posição mais inferior da margem gengival livre, em qualquer parte da superfície da raiz exposta. Pode estar presente em ambos os arcos, nas faces da parte de frente para os lábios (vestibular) e a parte voltada para língua nos dentes inferiores (lingual) e também em quaisquer dentes.

Alguns fatores são considerados causas importantes no surgimento da recetração gengival. São eles o biofilme bacteriano dentário e sua consequente inflamação gengival. Também a oclusão traumatogênica, o trauma proveniente da escovação ou da inserção alterada do freio labial. E finalmente as características anatômicas locais relacionadas ao posicionamento dentário, espessura da gengiva marginal, altura da faixa de mucosa ceratinizada e tecido ósseo subjacente.inflamação da gengiva

Recessão gengival – Traumas por escovação

Determinados fatores podem contribuir para o desenvolvimento da recessão gengival diante da presença de traumas durante a escovação. Como forma do arco, posicionamento do dente, deficiência alveolar, cerdas duras e movimento errado de escovação (força demasiada). Quanto mais acentuada a convexidade do contorno do arco dental maior a pressão causada na área. Consequentemente, maior o risco de recessão na presença da escovação traumática. Adicionalmente, dentes vestibularizados recebem mais pressão, assim como apresentam uma tábua óssea mais fina. A escovação dental tem tudo a ver com a escova de dentes. Neste artigo aqui do blog Dentalis você poderá conhecer as características de uma boa escova de dental.

O trauma durante a escovação dental contribui como uma das principais causas das retrações gengivais. Este aspecto tem sido abordado de forma constante em estudos epidemiológicos.

A prevalência de recessão gengival é alta. A escovação traumática é um dos principais fatores causadores da perda de inserção. O fator escovação traumática é bastante amplo. Inclui-se aí a duração da escovação, a frequência de escovação, a força exercida durante a escovação, a dureza das cerdas da escova, a técnica de escovação. E também a frequência de troca da escova.

Placa bacteriana e presença de inflamação

Os resultados da investigação sobre recessão gengival revelaram que a recessão da margem gengival estava associada a altas taxas de inflamação decorrente da presença do biofilme, com diminuição de espessura de gengiva inserida e queratinizada e com a dureza das cerdas das escovas dos indivíduos.

O processo inflamatório representa também uma das principais causas das retrações gengivais. Ele é o único responsável pela destruição das fibras colágenas com consequente migração da parte da inserção entre o dente e a gengiva (epitélio juncional).

Com a exposição radicular é frequente um maior acúmulo de biofilme. Este acúmulo leva à piora do quadro inflamatório e consequente progressão da recessão gengival. O acúmulo de biofilme pode ocorrer devido a uma hipersensibilidade promovida pela exposição dentinária e consequente dificuldade de escovação. O desnivelamento da margem gengival provocado pela retração dificulta o posicionamento da escova. O que acaba comprometendo a efetividade na remoção do biofilme.

Dentes e face mais afetados

Num estudo com 49 pacientes, idades entre 20 e 60 anos, observou-se que os dentes mais afetados pelas retrações gengivais são os incisivos inferiores. A maior ocorrência das retrações gengivais é na face voltada para língua nos dentes inferiores (face vestibular). A presença de biofilme foi o principal fator causador associado às retrações gengivais. Observou-se também um aumento da gravidade das retrações gengivais com o avanço da idade.

Posição dos dentes

O mau posicionamento dos dentes tem sido referido por vários autores como uma das causas das retrações gengivais. A posição na qual o dente vai erupcionar na arcada dentária está diretamente associada à quantidade de gengiva em torno dele. Se o trajeto de erupção resultar numa posição próxima da continuação da gengiva livre porém firmemente aderida ao tecido ósseo (linha mucogengival) haverá pouca ou nenhuma gengiva queratinizada, predispondo à recessão.

Observou-se que a maioria dos dentes com recessão estavam associados a irregularidades como rotação ou deslocamento vestibular. Já dentes posicionados vestibularmente tinham menos gengiva inserida em relação aos dentes posicionados lingualmente.

Dentes que se encontram vestibularizados ou que tenham sofrido rotação têm maior probabilidade de apresentar retrações gengivais.

Inserção do freio

Os freios podem ser considerados como fatores predisponentes. Sua presença próxima à gengiva marginal ou com inserção profunda na papila gengival permite a persistência da inflamação por dificultar a higiene da região.

Quando o freio labial apresentar inserção alta no processo alveolar poderá ocorrer uma redução na largura da faixa de mucosa ceratinizada. Essa condição poderá interferir no processo de escovação. Isso acabará favorecendo o acúmulo de biofilme e a instalação de um processo inflamatório e consequente retração gengival.

A inserção do freio próximo ou na margem gengival promovendo uma tração excessiva deve ser corrigida cirurgicamente.

Espessura da gengiva inserida

Um dos fatores mais importantes como causa das retrações gengivais é a presença de uma margem gengival fina.

Alguns autores ressaltam que a espessura da gengiva marginal é um fator significativo no desenvolvimento da recessão, ao contrário da altura da mucosa ceratinizada. O tecido gengival fino e a presença de raízes dentárias proeminentes em relação à cortical óssea alveolar podem contribuir para o agravamento da resposta periodontal ao movimento ortodôntico. Dependendo da direção do mesmo.

O principal fator predisponente à recessão gengival é a espessura da mucosa ceratinizada. A mucosa delgada está associada á uma faixa fina de tecido conjuntivo e um processo inflamatório neste, aumentando a susceptibilidade à degeneração.

Trauma oclusal

Não existe evidência que implique o traumatismo oclusal como causador direto da recessão gengival. É possível, no entanto, que o trauma associado ao processo inflamatório possa contribuir para a perda de inserção.

O trauma oclusal representa um fator que pode predispor a retrações gengivais, principalmente quando associado à má posição do dente no arco e à presença de tábua óssea e mucosa delgadas, tornando a área mais suscetível à disseminação do processo inflamatório provocado pelo acúmulo de placa bacteriana.

Terapia ortodôntica

Viazis et al. realizaram o relato de um caso clínico abordando a recessão gengival no tratamento ortodôntico. Foi concluído neste relato que o movimento ortodôntico é contra indicado se a má higienização for evidente no paciente. Uma dentição inferior proeminente e uma higienização pobre contribuem para uma recessão gengival generalizada que aparece mais tarde no tratamento.

A partir do momento que o tratamento ortodôntico envolve movimento dentário, uma área localizada de recessão pode ocorrer se esta movimentação for além da tolerância do periodonto.

A recessão gengival associada ao tratamento ortodôntico não ocorre apenas devido à ação de forças. Retrações gengivais podem ser criadas por iatrogenia na utilização de bandas ortodônticas de borracha. Estas podem migrar apicalmente para o sulco gengival, promovendo um processo inflamatório, perda óssea e subsequente recessão gengival.

Resumindo

A retração da margem gengival com subsequente exposição da superfície radicular é uma condição comumente diagnosticada. O aprimoramento do conhecimento sobre os fatores envolvidos como causadores dessa alteração periodontal é crucial. Além da identificação das causas,  se faz necessário a avaliação da extensão, gravidade e características do defeito. Isto permite fazer um planejamento dentro da previsibilidade do tratamento e recobrimento radicular. A classificação de Miller et al. tem sido amplamente utilizada para esse propósito.

A retração gengival tem causas multifatoriais. A associação de fatores anatômicos ou iatrogênicos (fatores predisponentes) e patológicos (fatores primários) culmina na condição clínica citada anteriormente. A frequência e técnica de escovação e dureza das cerdas, apresentam impacto no desenvolvimento da retração juntamente com a escovação traumática.

Não só a escovação traumática, mas também os processos inflamatórios induzidos pelo biofilme estão fortemente associados à recessão gengival.

Neste aspecto, a periodontite está claramente associada à perda óssea, migração apical do epitélio juncional e perda de inserção.

Bruxismo

O bruxismo, caracterizado pelo ranger dos dentes, se apresenta também como mais uma das causas da retração gengival.

Tratamento da retração gengival

Retrações leves ou no seu início apresentam um ótimo prognóstico.
Cabe ao dentista identificar as causas, e a partir daí definir as recomendações. Por exemplo, reavaliar a forma como o paciente costuma escova os dentes e que tipo de escova utiliza. O tempo de uso da escova dental e os hábitos e uso do fio dental. No caso do bruxismo, avaliar a necessidade de uma placa de mordida.

Para casos mais graves, é recomendável o dentista trabalhar em conjunto com um periodontista para decidir a melhor estratégia de ação.
A periodontite é uma das principais causas da retração gengival. Neste caso, seria interessante avaliar a possibilidade de uma limpeza mais profunda, como no caso da raspagem e do polimento radicular.

Para casos ainda mais graves de retração gengival, recomenda-se uma intervenção cirúrgica, realizada através de parceria com um periodontista. Neste caso será necessário um procedimento de enxerto de gengiva.

Concluindo

A causas das recessões gengivais são uma condição atribuída a uma soma de fatores, tais como: inflamatórios, anatômicos e/ou complicações diversas (iatrogênicos). O processo inflamatório decorrente da presença do biofilme bacteriano é uma constante como causa das recessões gengivais. É também o único fator que por si só pode levar a essa condição clínica abordada ao longo deste trabalho.

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Fonte: Etiologia Multifatorial das Recessões Gengivais: uma revisão de literatura
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Câncer de laringe: conheça os principais sintomas

Como é do conhecimento de todos, a laringe é parte da garganta encontrada na entrada da traqueia. Ela desempenha um papel importante na respiração e fala.

No Reino Unido, são diagnosticados mais de 2.000 novos casos de câncer de laringe a cada ano.

A condição é mais comum em pessoas com mais de 60 anos.
É mais comum em homens do que em mulheres.

Sintomas do câncer de laringe

Os principais sintomas indicativos de câncer de laringe são:

  • Rouquidão
  • Dor ou dificuldade ao engolir
  • Presença de um caroço ou inchaço na região do pescoço
  • Tosse por tempo prolongado
  • Dor de garganta ou de ouvido persistente
  • Dificuldade em respirar (casos graves)

Algumas pessoas também podem apresentar mau hálito, falta de ar, um ruído agudo de respiração ofegante ao respirar, perda de peso inexplicável ou fadiga (cansaço extremo).

Quando procurar ajuda médica

A persistência de alguns dos sintomas informados anteriormente por mais de 3 semanas recomendam o encaminhamento do paciente para consulta a um especialista médico.

Esses sintomas geralmente são causados por condições menos graves, como a laringite, mas é uma boa ideia fazer com que eles sejam verificados e descartada a possibilidade de um carcinoma.

Causas do câncer de laringe

Não está claro exatamente o que causa o câncer de laringe, mas o risco de contrair a doença aumenta nas seguintes condições:

  • Fumantes
  • Ingestão regular de grandes quantidades de álcool
  • Histórico familiar de câncer de cabeça e pescoço
  • Hábitos alimentares pouco saudáveis
  • Exposição a determinados produtos químicos e substâncias, tais como amianto e pó de carvão

A adoção de um estilo de vida saudável, incluindo a não ingestão de álcool e o consumo de cigarro, podem reduzir significativamente as chances do desenvolvimento de câncer de laringe.

Câncer de laringe – Tratamento

Os principais tratamentos para o câncer de laringe são radioterapia, cirurgia e quimioterapia.

A radioterapia ou mesmo a cirurgia para remoção das células cancerígenas da laringe muitas vezes podem curar o câncer se tiver havido um diagnóstico precoce.

Se o câncer estiver avançado, uma combinação de cirurgia para remoção de parte ou toda a laringe, radioterapia e quimioterapia são possibilidades adotadas.

Uma cirurgia para remoção da laringe poderá implicar na perda da capacidade de fala ou da respiração da maneira habitual. Em vez disso, o paciente irá respirar através de um orifício permanente em seu pescoço (estoma) e precisará de tratamento adicional para ajudar a restaurar sua capacidade de fala.

Isso pode incluir a necessidade de um implante de um dispositivo eletrônico na garganta que possibilite a produção de som.

Perspectivas

A perspectiva para o câncer de laringe depende da extensão da sua extensão, tempo de diagnóstico e tratamento adotado.

Felizmente, a maioria dos cânceres laríngeos é diagnosticada em um estágio inicial, o que significa que a perspectiva é geralmente melhor do que alguns outros tipos de câncer.

Em geral, cerca de 70% das pessoas terão expectativa de vida de pelo menos 5 anos após o diagnóstico e cerca de 60% a expectativa será de pelo menos 10 anos.

Se o paciente acometido de câncer de laringe for fumante e parar de fumar após o diagnóstico, implicará em aumento da sua expectativa de vida.

Fontes: NHS, National Cancer Institute

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O que é a tal síndrome da ardência bucal?

Síndrome da boca ardente é uma condição mal compreendida que provoca uma sensação de queimação na língua ou boca.

A dor e desconforto causados pela síndrome da ardência bucal (SAB) são frequentemente recorrentes. Enquanto SAB é complicada de tratar, existem medidas que os pacientes podem tomar para reduzir seu desconforto.

A Síndrome da Ardência Bucal (SAB): como se manifesta

A SAB provoca uma sensação repentina de queimação, queimaduras ou formigamento na boca. Pode ocorrer em qualquer área da boca, incluindo a língua, bochechas e o céu da boca.

Algumas pessoas experimentam SAB diariamente por longos períodos de tempo, enquanto outras pessoas só a experimentam periodicamente.

SAB é uma condição rara, ocorrendo em menos de 2% da população. Como os profissionais da saúde conhecem relativamente pouco sobre essa condição, pode à princípio ser difícil diagnosticar e tratar.

Sintomas

As pessoas que apresentam SAB relatam uma sensação de escaldamento, formigamento ou queimação ocorrendo na boca. A gravidade desses sintomas varia entre os indivíduos.

A dor ou a queimadura podem durar de algumas horas a alguns dias. Também pode começar de repente, desaparecer e recomeçar vários meses depois.

Algumas pessoas que têm SAB podem sentir um aumento de dor ao longo do dia, enquanto outras sentem algum alívio ao comer ou beber.

Sintomas adicionais podem incluir:

  • dormência
  • boca seca
  • gosto alterado na boca

Tipos

A SAB pode ser classificada por sua causa ou sintomas.

Existem três tipos diferentes de SAB com base em seus sintomas:

  • Tipo 1: a pessoa acorda sem queimação, mas os sintomas aumentam ao longo do dia. Pessoas com diabetes que experimentam SAB provavelmente têm esse tipo.
  • Tipo 2: As pessoas apresentam sintomas persistentes durante o dia, mas não apresentam sintomas à noite. Isso muitas vezes coincide com a ansiedade crônica.
  • Tipo 3: Os sintomas são intermitentes e podem estar relacionados a alergias alimentares.

Causas

Quando a SAB é classificada por causa, ela é considerada primária ou secundária.

A SAB principal não possui uma causa identificável, enquanto a SAB secundária está vinculado a uma condição subjacente.

Algumas das possíveis condições subjacentes que podem causar a SAB incluem:

  • alergias
  • desequilíbrios hormonais
  • boca seca
  • refluxo ácido
  • infecções na boca
  • medicações
  • deficiências nutricionais em ferro ou zinco
  • ansiedade
  • diabetes

As mulheres mais velhas são mais propensas a desenvolver síndrome de ardor na boca do que as mulheres mais jovens devido a desequilíbrios hormonais. Em mulheres mais velhas, esse desequilíbrio é em grande parte devido à falta de estrogênio.

Diagnóstico

Diagnosticar a SAB envolve a exclusão de condições subjacentes ou outros problemas que possam estar causando os sintomas. Para fazer isso, o dentista ou médico começará analisando o histórico médico e os medicamentos atuais da pessoa.

O profissional também pode precisar realizar uma variedade de testes, incluindo:

  • swabs orais
  • biópsia
  • exames de sangue
  • teste de fluxo de saliva
  • teste de imagem
  • teste de alergia

Tratamento

O tratamento dependerá do tipo de SAB que o paciente possui e se há alguma causa subjacente.

A SAB primária pode ser difícil de tratar, pois não tem uma causa conhecida. No entanto, o paciente pode tentar reduzir a gravidade dos sintomas:

  • evitar alimentos ácidos ou picantes
  • reduzir o estresse
  • evitar quaisquer outros alimentos conhecidos desencadeadores de crises
  • praticar regularmente atividade física
  • mudar o creme dental
  • evitar enxaguatórios bucais contendo álcool
  • chupar lascas de gelo para amenizar a inflamação
  • evitar o álcool se o mesmo desencadeia sintomas
  • beber líquidos frios ao longo do dia
  • parar de fumar
  • adotar uma dieta balanceada
  • verificar medicamentos que possam agir como gatilhos de crises

Os sintomas da SAB secundária geralmente desaparecem quando a causa subjacente é tratada.

Quando o refluxo ácido está causando a SAB, um médico pode prescrever antiácidos ou bloqueadores de bomba de prótons (ex: omeprazol), bem como recomendar algumas mudanças na dieta.

Infecções bucais provavelmente exigirão medicação ou antibióticos para tratar a infecção. Em algumas situações. O SAB deve resolver após o término do tratamento.

Quando o paciente tem boca seca, o dentista ou médico pode sugerir a ingestão de suplementos vitamínicos e outras medidas que possam contribuir para uma melhora na produção de saliva.

É importante obter um diagnóstico adequado para tratar e gerenciar os sintomas da SAB efetivamente.

Considerações finais

A síndrome da boca ardente pode ser dolorosa e irritante. Infelizmente, essa condição imprevisível pode durar vários meses e pode ocorrer novamente.

A SAB não causará mais complicações, mas o paciente ainda deve conversar com seu dentista sobre seus sintomas.​

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O crescimento de casos de câncer bucal é preocupante

Listado entre os dez tumores mais comuns do Brasil, o câncer de boca, bem como seus sintomas, causas e tratamentos, ainda é desconhecido por boa parte da população.

Este fato pode ser evidenciado ao se constatar que uma expressiva parte dos diagnósticos ainda acontece de forma tardia, o que diminui de maneira expressiva as chances de cura.

De acordo com levantamento do Instituto Nacional do Câncer (Inca) somente neste ano de 2018 as projeções indicam que 15.490 pessoas serão vítimas da doença, sendo 11.140 homens e 4.350 mulheres.

Esses números colocam o Brasil na inglória terceira colocação entre os países com maior incidência de câncer oral no mundo, atrás somente da Índia e da República Checa.

A cada duas horas um brasileiro morre por causa da doença. O período de tempo transcorrido em uma partida de futebol ou em uma sessão de cinema no domingo, por exemplo, representa mais uma vida perdida, o que poderia ser evitado com medidas ao acesso de todos e bem simples.

Por que o Brasil é terceiro no mundo em número de casos?

Uma das respostas está no uso de álcool e tabaco, que, mesmo caindo, como um dos maiores causadores da enfermidade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 90% dos pacientes diagnosticados com câncer oral são fumantes. Além disso, quando o fumo e o álcool estão associados, as possibilidades de desenvolvimento da doença aumentam em incríveis 30 vezes.

População de maior risco

Homens acima dos 50 anos compõem a maior parte dos acometidos pelo problema. No entanto, o cenário está mudando. Cada vez mais jovens de até 40 anos estão apresentando a doença e um dos principais motivos é o papiloma vírus humano, mais conhecido como HPV.

Transmitido durante as práticas sexuais sem proteção, o vírus tem o potencial de acelerar o tempo de desenvolvimento desse tumor. Um estudo produzido pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) mostra que há vinte anos o HPV representava 25% dos casos de câncer de amígdala. Atualmente, o número registrado é de impressionantes 80%.

Prevenção é tudo

A maior medida para diminuir o número de vítimas está na prevenção, que pode ser feita inclusive em casa. O câncer oral tem cura e, assim como o câncer de mama, pode ser facilmente identificado por meio do autoexame — neste caso, com a ajuda de um espelho.

Analisar a boca periodicamente, observar o aspecto da língua e de toda a cavidade oral (lábios, mandíbula, gengiva, glândulas salivares e garganta) deve se tornar hábito. O surgimento de feridas e lesões que chegam a levar mais de duas semanas para desaparecerem são o sinal de alerta, assim como sangramentos, caroços, mudanças na coloração ou dor.

Sinais indicativos e diagnóstico pelo dentista

Entre os sintomas do câncer oral estão também nódulos persistentes nas bochechas, irritação ou sensação constante de algo entalado na garganta, inchaço na mandíbula, dificuldade para engolir, mau hálito, dor para mastigar ou mover a língua, dentes frouxos na gengiva e até mesmo mudanças na voz e perda de peso. São sinais facilmente identificáveis não só pelo paciente, mas também pelas pessoas com quem ele convive. É importante ressaltar que o autoexame não substitui as visitas regulares aos dentistas, o profissional mais habilitado e fundamental para o diagnóstico precoce.

É o dentista aquele profissional responsável pelo encaminhamento de casos suspeitos para a confirmação e o posterior tratamento do câncer de boca e pelas orientações iniciais ao paciente. A localização e o estágio tumor determinam as medidas mais adequadas, que geralmente são cirurgia e/ ou rádio e quimioterapia. Quando a doença é diagnosticada no início e tratada de maneira adequada, 80% dos casos podem ser curados.

Fica claro diante desse cenário que a grande questão em torno do câncer de boca é a prevenção. Para fortalecer a rede de informações sobre o tema e orientar a população, foi criada a lei federal nº 13.320 de 2015, que estabelece a primeira semana de novembro como a Semana Nacional de Prevenção ao Câncer de Boca. A importância do período é inegável, mas é essencial que os hábitos para combater a doença e diminuir o número de vítimas façam parte do cotidiano da população.

Fonte: Dr. Claudio Miyake – presidente do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP)
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Líquen Plano Bucal: o que é, suas causas e tratamento

O líquen plano bucal é uma inflamação crônica do revestimento interior da boca que provoca o surgimento de lesões brancas ou avermelhadas muito dolorosas, sendo semelhantes a aftas.

Uma vez que esta alteração da boca é causada pelo próprio sistema imunológico da pessoa, não pode ser transmitida, não existindo risco de contaminação através de beijos ou partilha de talheres, por exemplo.

O líquen plano na boca não tem cura, mas os sintomas podem ser aliviados e controlados com o tratamento adequado, que geralmente é feito com pasta de dentes especial ou corticoides.

Principais sintomas

  • Manchas esbranquiçadas na boca;
  • Manchas inchadas, vermelhas e dolorosas;
  • Feridas abertas na boca, semelhantes a aftas;
  • Sensação de queimação na boca;
  • Sensibilidade excessiva para comida quente, ácida ou picante;
  • Inflamação das gengivas;
  • Dificuldade para falar, mastigar ou engolir.
  • As manchas do líquen plano bucal são mais comuns na parte de dentro das bochechas, na língua, no céu da boca e nas gengivas.

O que pode causar o Líquen Plano Bucal

Ainda não é conhecida a verdadeira causa do líquen plano na boca, no entanto, as pesquisas mais recentes indicam que pode ser um problema provocado pelo próprio sistema imune da pessoa, que começa a produzir células de defesa para atacar as células que fazem parte do revestimento da boca.

No entanto, em algumas pessoas, é possível que o líquen plano também seja causado por uso de alguns medicamentos, pancadas na boca, infecções ou alergia, por exemplo.

Tratamento

O tratamento é feito apenas para aliviar os sintomas e evitar o surgimento das manchas na boca, por isso, nos casos em que o líquen plano não provoca qualquer incômodo, pode não ser necessário fazer qualquer tipo de tratamento.

Já quando é necessário, o tratamento pode incluir o uso de:

  • Pasta de dentes sem laurilsulfato de sódio: é um tensoativo que pode causar irritação da boca;
  • Gel de camomila: ajuda a aliviar a irritação da boca e pode ser aplicado diariamente nos locais afetados;
  • Remédios corticoides, como Triancinolona: pode ser usado sob a forma de comprimido, gel ou enxaguante e alivia rapidamente os sintomas. No entanto, só deve ser usado durante crises para evitar os efeitos secundários dos corticoides;
  • Remédios imunossupressores, como Tacrolimo ou Pimecrolimo: diminuem a ação do sistema imune, aliviando os sintomas e evitando as manchas.

Recomendação Importante

Durante o tratamento também e que o paciente mantenha uma rotina de consultas regulares a seu dentista.
Importante também a realização de exames suplementares para identificar sinais precoces de câncer, uma vez que pessoas com feridas de líquen plano na boca têm maiores chances de desenvolver câncer bucal.

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