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Câncer de laringe: conheça os principais sintomas

Como é do conhecimento de todos, a laringe é parte da garganta encontrada na entrada da traqueia. Ela desempenha um papel importante na respiração e fala.

No Reino Unido, são diagnosticados mais de 2.000 novos casos de câncer de laringe a cada ano.

A condição é mais comum em pessoas com mais de 60 anos.
É mais comum em homens do que em mulheres.

Sintomas do câncer de laringe

Os principais sintomas indicativos de câncer de laringe são:

  • Rouquidão
  • Dor ou dificuldade ao engolir
  • Presença de um caroço ou inchaço na região do pescoço
  • Tosse por tempo prolongado
  • Dor de garganta ou de ouvido persistente
  • Dificuldade em respirar (casos graves)

Algumas pessoas também podem apresentar mau hálito, falta de ar, um ruído agudo de respiração ofegante ao respirar, perda de peso inexplicável ou fadiga (cansaço extremo).

Quando procurar ajuda médica

A persistência de alguns dos sintomas informados anteriormente por mais de 3 semanas recomendam o encaminhamento do paciente para consulta a um especialista médico.

Esses sintomas geralmente são causados por condições menos graves, como a laringite, mas é uma boa ideia fazer com que eles sejam verificados e descartada a possibilidade de um carcinoma.

Causas do câncer de laringe

Não está claro exatamente o que causa o câncer de laringe, mas o risco de contrair a doença aumenta nas seguintes condições:

  • Fumantes
  • Ingestão regular de grandes quantidades de álcool
  • Histórico familiar de câncer de cabeça e pescoço
  • Hábitos alimentares pouco saudáveis
  • Exposição a determinados produtos químicos e substâncias, tais como amianto e pó de carvão

A adoção de um estilo de vida saudável, incluindo a não ingestão de álcool e o consumo de cigarro, podem reduzir significativamente as chances do desenvolvimento de câncer de laringe.

Câncer de laringe – Tratamento

Os principais tratamentos para o câncer de laringe são radioterapia, cirurgia e quimioterapia.

A radioterapia ou mesmo a cirurgia para remoção das células cancerígenas da laringe muitas vezes podem curar o câncer se tiver havido um diagnóstico precoce.

Se o câncer estiver avançado, uma combinação de cirurgia para remoção de parte ou toda a laringe, radioterapia e quimioterapia são possibilidades adotadas.

Uma cirurgia para remoção da laringe poderá implicar na perda da capacidade de fala ou da respiração da maneira habitual. Em vez disso, o paciente irá respirar através de um orifício permanente em seu pescoço (estoma) e precisará de tratamento adicional para ajudar a restaurar sua capacidade de fala.

Isso pode incluir a necessidade de um implante de um dispositivo eletrônico na garganta que possibilite a produção de som.

Perspectivas

A perspectiva para o câncer de laringe depende da extensão da sua extensão, tempo de diagnóstico e tratamento adotado.

Felizmente, a maioria dos cânceres laríngeos é diagnosticada em um estágio inicial, o que significa que a perspectiva é geralmente melhor do que alguns outros tipos de câncer.

Em geral, cerca de 70% das pessoas terão expectativa de vida de pelo menos 5 anos após o diagnóstico e cerca de 60% a expectativa será de pelo menos 10 anos.

Se o paciente acometido de câncer de laringe for fumante e parar de fumar após o diagnóstico, implicará em aumento da sua expectativa de vida.

Fontes: NHS, National Cancer Institute

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O que é a tal síndrome da ardência bucal?

Síndrome da boca ardente é uma condição mal compreendida que provoca uma sensação de queimação na língua ou boca.

A dor e desconforto causados pela síndrome da ardência bucal (SAB) são frequentemente recorrentes. Enquanto SAB é complicada de tratar, existem medidas que os pacientes podem tomar para reduzir seu desconforto.

A Síndrome da Ardência Bucal (SAB): como se manifesta

A SAB provoca uma sensação repentina de queimação, queimaduras ou formigamento na boca. Pode ocorrer em qualquer área da boca, incluindo a língua, bochechas e o céu da boca.

Algumas pessoas experimentam SAB diariamente por longos períodos de tempo, enquanto outras pessoas só a experimentam periodicamente.

SAB é uma condição rara, ocorrendo em menos de 2% da população. Como os profissionais da saúde conhecem relativamente pouco sobre essa condição, pode à princípio ser difícil diagnosticar e tratar.

Sintomas

As pessoas que apresentam SAB relatam uma sensação de escaldamento, formigamento ou queimação ocorrendo na boca. A gravidade desses sintomas varia entre os indivíduos.

A dor ou a queimadura podem durar de algumas horas a alguns dias. Também pode começar de repente, desaparecer e recomeçar vários meses depois.

Algumas pessoas que têm SAB podem sentir um aumento de dor ao longo do dia, enquanto outras sentem algum alívio ao comer ou beber.

Sintomas adicionais podem incluir:

  • dormência
  • boca seca
  • gosto alterado na boca

Tipos

A SAB pode ser classificada por sua causa ou sintomas.

Existem três tipos diferentes de SAB com base em seus sintomas:

  • Tipo 1: a pessoa acorda sem queimação, mas os sintomas aumentam ao longo do dia. Pessoas com diabetes que experimentam SAB provavelmente têm esse tipo.
  • Tipo 2: As pessoas apresentam sintomas persistentes durante o dia, mas não apresentam sintomas à noite. Isso muitas vezes coincide com a ansiedade crônica.
  • Tipo 3: Os sintomas são intermitentes e podem estar relacionados a alergias alimentares.

Causas

Quando a SAB é classificada por causa, ela é considerada primária ou secundária.

A SAB principal não possui uma causa identificável, enquanto a SAB secundária está vinculado a uma condição subjacente.

Algumas das possíveis condições subjacentes que podem causar a SAB incluem:

  • alergias
  • desequilíbrios hormonais
  • boca seca
  • refluxo ácido
  • infecções na boca
  • medicações
  • deficiências nutricionais em ferro ou zinco
  • ansiedade
  • diabetes

As mulheres mais velhas são mais propensas a desenvolver síndrome de ardor na boca do que as mulheres mais jovens devido a desequilíbrios hormonais. Em mulheres mais velhas, esse desequilíbrio é em grande parte devido à falta de estrogênio.

Diagnóstico

Diagnosticar a SAB envolve a exclusão de condições subjacentes ou outros problemas que possam estar causando os sintomas. Para fazer isso, o dentista ou médico começará analisando o histórico médico e os medicamentos atuais da pessoa.

O profissional também pode precisar realizar uma variedade de testes, incluindo:

  • swabs orais
  • biópsia
  • exames de sangue
  • teste de fluxo de saliva
  • teste de imagem
  • teste de alergia

Tratamento

O tratamento dependerá do tipo de SAB que o paciente possui e se há alguma causa subjacente.

A SAB primária pode ser difícil de tratar, pois não tem uma causa conhecida. No entanto, o paciente pode tentar reduzir a gravidade dos sintomas:

  • evitar alimentos ácidos ou picantes
  • reduzir o estresse
  • evitar quaisquer outros alimentos conhecidos desencadeadores de crises
  • praticar regularmente atividade física
  • mudar o creme dental
  • evitar enxaguatórios bucais contendo álcool
  • chupar lascas de gelo para amenizar a inflamação
  • evitar o álcool se o mesmo desencadeia sintomas
  • beber líquidos frios ao longo do dia
  • parar de fumar
  • adotar uma dieta balanceada
  • verificar medicamentos que possam agir como gatilhos de crises

Os sintomas da SAB secundária geralmente desaparecem quando a causa subjacente é tratada.

Quando o refluxo ácido está causando a SAB, um médico pode prescrever antiácidos ou bloqueadores de bomba de prótons (ex: omeprazol), bem como recomendar algumas mudanças na dieta.

Infecções bucais provavelmente exigirão medicação ou antibióticos para tratar a infecção. Em algumas situações. O SAB deve resolver após o término do tratamento.

Quando o paciente tem boca seca, o dentista ou médico pode sugerir a ingestão de suplementos vitamínicos e outras medidas que possam contribuir para uma melhora na produção de saliva.

É importante obter um diagnóstico adequado para tratar e gerenciar os sintomas da SAB efetivamente.

Considerações finais

A síndrome da boca ardente pode ser dolorosa e irritante. Infelizmente, essa condição imprevisível pode durar vários meses e pode ocorrer novamente.

A SAB não causará mais complicações, mas o paciente ainda deve conversar com seu dentista sobre seus sintomas.​

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O crescimento de casos de câncer bucal é preocupante

Listado entre os dez tumores mais comuns do Brasil, o câncer de boca, bem como seus sintomas, causas e tratamentos, ainda é desconhecido por boa parte da população.

Este fato pode ser evidenciado ao se constatar que uma expressiva parte dos diagnósticos ainda acontece de forma tardia, o que diminui de maneira expressiva as chances de cura.

De acordo com levantamento do Instituto Nacional do Câncer (Inca) somente neste ano de 2018 as projeções indicam que 15.490 pessoas serão vítimas da doença, sendo 11.140 homens e 4.350 mulheres.

Esses números colocam o Brasil na inglória terceira colocação entre os países com maior incidência de câncer oral no mundo, atrás somente da Índia e da República Checa.

A cada duas horas um brasileiro morre por causa da doença. O período de tempo transcorrido em uma partida de futebol ou em uma sessão de cinema no domingo, por exemplo, representa mais uma vida perdida, o que poderia ser evitado com medidas ao acesso de todos e bem simples.

Por que o Brasil é terceiro no mundo em número de casos?

Uma das respostas está no uso de álcool e tabaco, que, mesmo caindo, como um dos maiores causadores da enfermidade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 90% dos pacientes diagnosticados com câncer oral são fumantes. Além disso, quando o fumo e o álcool estão associados, as possibilidades de desenvolvimento da doença aumentam em incríveis 30 vezes.

População de maior risco

Homens acima dos 50 anos compõem a maior parte dos acometidos pelo problema. No entanto, o cenário está mudando. Cada vez mais jovens de até 40 anos estão apresentando a doença e um dos principais motivos é o papiloma vírus humano, mais conhecido como HPV.

Transmitido durante as práticas sexuais sem proteção, o vírus tem o potencial de acelerar o tempo de desenvolvimento desse tumor. Um estudo produzido pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) mostra que há vinte anos o HPV representava 25% dos casos de câncer de amígdala. Atualmente, o número registrado é de impressionantes 80%.

Prevenção é tudo

A maior medida para diminuir o número de vítimas está na prevenção, que pode ser feita inclusive em casa. O câncer oral tem cura e, assim como o câncer de mama, pode ser facilmente identificado por meio do autoexame — neste caso, com a ajuda de um espelho.

Analisar a boca periodicamente, observar o aspecto da língua e de toda a cavidade oral (lábios, mandíbula, gengiva, glândulas salivares e garganta) deve se tornar hábito. O surgimento de feridas e lesões que chegam a levar mais de duas semanas para desaparecerem são o sinal de alerta, assim como sangramentos, caroços, mudanças na coloração ou dor.

Sinais indicativos e diagnóstico pelo dentista

Entre os sintomas do câncer oral estão também nódulos persistentes nas bochechas, irritação ou sensação constante de algo entalado na garganta, inchaço na mandíbula, dificuldade para engolir, mau hálito, dor para mastigar ou mover a língua, dentes frouxos na gengiva e até mesmo mudanças na voz e perda de peso. São sinais facilmente identificáveis não só pelo paciente, mas também pelas pessoas com quem ele convive. É importante ressaltar que o autoexame não substitui as visitas regulares aos dentistas, o profissional mais habilitado e fundamental para o diagnóstico precoce.

É o dentista aquele profissional responsável pelo encaminhamento de casos suspeitos para a confirmação e o posterior tratamento do câncer de boca e pelas orientações iniciais ao paciente. A localização e o estágio tumor determinam as medidas mais adequadas, que geralmente são cirurgia e/ ou rádio e quimioterapia. Quando a doença é diagnosticada no início e tratada de maneira adequada, 80% dos casos podem ser curados.

Fica claro diante desse cenário que a grande questão em torno do câncer de boca é a prevenção. Para fortalecer a rede de informações sobre o tema e orientar a população, foi criada a lei federal nº 13.320 de 2015, que estabelece a primeira semana de novembro como a Semana Nacional de Prevenção ao Câncer de Boca. A importância do período é inegável, mas é essencial que os hábitos para combater a doença e diminuir o número de vítimas façam parte do cotidiano da população.

Fonte: Dr. Claudio Miyake – presidente do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP)
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Líquen Plano Bucal: o que é, suas causas e tratamento

O líquen plano bucal é uma inflamação crônica do revestimento interior da boca que provoca o surgimento de lesões brancas ou avermelhadas muito dolorosas, sendo semelhantes a aftas.

Uma vez que esta alteração da boca é causada pelo próprio sistema imunológico da pessoa, não pode ser transmitida, não existindo risco de contaminação através de beijos ou partilha de talheres, por exemplo.

O líquen plano na boca não tem cura, mas os sintomas podem ser aliviados e controlados com o tratamento adequado, que geralmente é feito com pasta de dentes especial ou corticoides.

Principais sintomas

  • Manchas esbranquiçadas na boca;
  • Manchas inchadas, vermelhas e dolorosas;
  • Feridas abertas na boca, semelhantes a aftas;
  • Sensação de queimação na boca;
  • Sensibilidade excessiva para comida quente, ácida ou picante;
  • Inflamação das gengivas;
  • Dificuldade para falar, mastigar ou engolir.
  • As manchas do líquen plano bucal são mais comuns na parte de dentro das bochechas, na língua, no céu da boca e nas gengivas.

O que pode causar o Líquen Plano Bucal

Ainda não é conhecida a verdadeira causa do líquen plano na boca, no entanto, as pesquisas mais recentes indicam que pode ser um problema provocado pelo próprio sistema imune da pessoa, que começa a produzir células de defesa para atacar as células que fazem parte do revestimento da boca.

No entanto, em algumas pessoas, é possível que o líquen plano também seja causado por uso de alguns medicamentos, pancadas na boca, infecções ou alergia, por exemplo.

Tratamento

O tratamento é feito apenas para aliviar os sintomas e evitar o surgimento das manchas na boca, por isso, nos casos em que o líquen plano não provoca qualquer incômodo, pode não ser necessário fazer qualquer tipo de tratamento.

Já quando é necessário, o tratamento pode incluir o uso de:

  • Pasta de dentes sem laurilsulfato de sódio: é um tensoativo que pode causar irritação da boca;
  • Gel de camomila: ajuda a aliviar a irritação da boca e pode ser aplicado diariamente nos locais afetados;
  • Remédios corticoides, como Triancinolona: pode ser usado sob a forma de comprimido, gel ou enxaguante e alivia rapidamente os sintomas. No entanto, só deve ser usado durante crises para evitar os efeitos secundários dos corticoides;
  • Remédios imunossupressores, como Tacrolimo ou Pimecrolimo: diminuem a ação do sistema imune, aliviando os sintomas e evitando as manchas.

Recomendação Importante

Durante o tratamento também e que o paciente mantenha uma rotina de consultas regulares a seu dentista.
Importante também a realização de exames suplementares para identificar sinais precoces de câncer, uma vez que pessoas com feridas de líquen plano na boca têm maiores chances de desenvolver câncer bucal.

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