cigarro eletrônico

Fumaça do cigarro eletrônico causa danos ao DNA

A fumaça de cigarro eletrônico (ECS) fornece nicotina através de aerossóis sem queimar tabaco e é promovida como não carcinogênica, ganhando popularidade significativa.

Pesquisadores da faculdade de medicina da Universidade de Nova York publicaram na revista Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America (PNAS) que a ECS induz o dano do DNA no pulmão, bexiga e coração de cobaias de laboratório e reduz as funções das proteínas de reparação das células nesses órgãos.

Potencial tumorigênico

A nicotina e o seu derivado cancerígeno, a nitrosamina cetona derivada da nicotina, podem induzir os mesmos efeitos e aumentar a susceptibilidade mutacional e a transformação tumorigênica de células epiteliais e uroteliais brônquicas humanas cultivadas. Estes resultados indicam que a nitrosação de nicotina ocorre in vivo em camundongos e que a fumaça do cigarro eletrônico é cancerígena para o pulmão e a bexiga do murino (roedor) e prejudicial ao coração murino.

Portanto, é possível que o fumo do cigarro eletrônico possa contribuir para o câncer de pulmão e bexiga, bem como para doenças cardíacas em seres humanos. Porém, são necessários mais estudos para fundamentar essa hipótese.​

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Cigarros eletrônicos prejudicam e são um risco à saúde bucal

cigarro eletronico em usoNo mundo ocidental, os cigarros eletrônicos continuam ganhando popularidade junto ao público jovem, fumadores e ex-fumadores por serem considerados uma alternativa mais saudável aos cigarros convencionais. No entanto, dois estudos recentes conduzidos por cientistas nos EUA e no Canadá concluíram que a exposição regular aos vapores dos cigarros eletrônicos provoca lesões nos tecidos gengivais, que podem originar infeções, inflamação e doença periodontal.

Ambos os estudos analisaram o efeito dos cigarros eletrônicos na saúde oral a nível celular e molecular através de testes in vitro. A equipe do Prof. Mahmoud Rouabhia, da Faculdade de Odontologia da Universidade de Laval (Quebec), expôs células epiteliais do tecido gengival ao vapor do cigarro eletrônico, concluindo que um elevado número destas células mortas em alguns dias. “O epitélio bucal constitui a primeira linha de defesa do organismo contra a infeção microbiana”, explicou Rouabhia. “Este epitélio nos protege dos vários microrganismos que existem na nossa boca.”

Para simular o que acontece na boca de uma pessoa quando inala, os pesquisadores canadenses colocaram células epiteliais humanas numa pequena câmara fechada com um líquido similar à saliva. Introduziu-se vapor de cigarro eletrônico a um ritmo de duas inalações de cinco segundos por minuto durante 15 minutos por dia. A observação microscópica revelou que a percentagem de células mortas ou em processo de morte, que fica em torno de 2% em culturas celulares não expostas, subiu para 18, 40 e 53 por cento após um, dois e três dias de exposição ao vapor do cigarro eletrônico, respetivamente.

“Contrariamente ao que se possa pensar, o vapor do cigarro eletrônico não é composto apenas por água” afirmou Rouabhia stated. “Embora não contenha alcatrão, como o fumo do cigarro convencional, expõe os tecidos bucais e as vias respiratórias a substâncias produzidas pelo aquecimento da glicerina vegetal, do propilenoglicol e dos aromas de nicotina presentes no líquido do cigarro eletrônico.”

Riscos de infecção, doenças gengivais e até câncer

Segundo Rouabhia, o efeito cumulativo destes danos celulares não foi ainda documentado, mas é preocupante. “Danificar a barreira protetora da boca pode aumentar o risco de infecção, inflamação e doenças gengivais. A longo prazo pode também aumentar o risco de câncer. Isto é o que iremos investigar no futuro,” concluiu. Pesquiadores do Centro de Medicina na Universidade de Rochester, nos EUA, obtiveram resultados semelhantes. O Dr Irfan Rahman, Professor e Medicina Ambiental na Faculdade de Odontologia, e os seus colegas submeteram culturas de células epiteliais do tecido gengival humano e fibroblastos do ligamento periodontal ao vapor de cigarros eletrônicos.

“Demonstramos que quando o vapor de um cigarro eletrônico é queimado, leva as células a liberar proteínas inflamatórias que, por sua vez, agravam o estresse entre células e provocam danos que podem originar várias patologias orais,” explicou. A maioria dos cigarros eletrônicos contém uma bateria, um dispositivo que aquece e um cartucho com líquido que, por norma, contém nicotina, aromas e outras substâncias químicas.

Os pesquisadores dos EUA descobriram que os aromas químicos também prejudicam as células gengivais. “Verificamos que os aromas —alguns mais do que outros—agravavam os danos celulares,” afirmou o autor do estudo Fawad Javed, pós-doutorado residente no Eastman Institute for Oral Health, que integra o Centro Médico da Universidade.

Dentalis Software – colabora com o seu sorriso e de seus pacientes

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Estudo determinará os efeitos do cigarro eletrônico sobre a saúde bucal

cigarro eletronicoEmbora os cigarros eletrônicos (aparelhos alimentados por bateria que geralmente liberam nicotina em forma de aerossol) tenham avançado nas quotas de mercado nos últimos anos, a segurança na emissão das misturas do aerossol desses aparelhos permanece ainda desconhecida. Atualmente, pesquisadores de Nova Iorque receberam uma bolsa para determinar, pela primeira vez, os efeitos adversos que os cigarros eletrônicos podem causar à saúde bucal.

“Baseado num conjunto de dados da nossa pesquisa anterior, nós supomos que as misturas do aerossol interrompe o microambiente da cavidade bucal, aumentando a vulnerabilidade à doença periodontal”, disse o Dr. Deepak Saxena da Faculdade de Odontologia da Universidade de New York, que ganhou uma bolsa de quatro anos no valor de US$ 1.6 milhão do National Institute of Dental and Craniofacial Research (NIDCR).

Metodologia do Estudo

“O fumo é o maior fator de risco para doença periodontal, supressão imunológica, e enfraquecimento do tecido mole e função da célula óssea”, acrescentou a co-pesquisadora Dra. Xin Li. “O estudo prospectivo que propusemos ao NIDCR envolve a inscrição de 120 indivíduos, sendo 40 não fumantes, 40 que fumam cigarros regularmente e que não fazem uso do eletrônico, e 40 indivíduos que utilizam exclusivamente cigarros eletrônicos, e o estudo do efeito do aerossol dos cigarros elétricos na saúde periodontal”.
Os pesquisadores recrutarão e estratificarão membros do grupo do cigarro eletrônico por tipo de cigarro disponível e número de filtros que eles consomem por semana. Amostras da saliva e placa subgengival serão coletadas de todos os participantes de modo padronizado e também após seis meses. Após a segunda coleta será feita uma comparação das amostras padronizadas para determinar se ocorreu alguma disbiose no microbioma bucal. Exames bucais serão feitos nos dois momentos.
 
“Para determinar que mecanismo que o aerossol dos cigarros elétricos afeta a saúde bucal, nós criaremos um novo modelo em 3-D de tecido epigengival para imitar o microambiente bucal”, explicou Li.
 
A bolsa recebida pelos Drs. Saxena e Li é uma das sete premiadas do NIDCR para promover e avançar o conhecimento de como as misturas do aerossol emitidas por cigarros eletrônicos afetam a cavidade bucal.
 
De acordo com as estatísticas de 2014 publicada pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (Centers for Disease Control and Prevention), 12.6 por cento dos adultos nos EUA experimentaram um cigarro eletrônico e, atualmente, cerca de 3.7 por cento o utilizam.
Posted by Victor in Estudos, 0 comments