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Tratamento com vários antibióticos pode aumentar resistência bacteriana

resistência bacteriana

Tratar uma infecção com mais de um antibiótico pode acabar aumentando a resistência bacteriana aos antimicrobianos.

É o que uma equipe de pesquisadores da Universidade Hebraica e do Centro Médico Shaare Zedek evidenciaram.

Em um trabalho publicado na revista Science, os pesquisadores detalham como chegaram a essa conclusão.

A ciência já demonstrou que, ao longo dos últimos anos, a resistência bacteriana a antimicrobianos tem aumentado muito.

Em infecções resistentes e na busca de uma cura os especialistas prescrevem vários antibióticos na esperança de que um deles elimine a bactéria causadora.

Resistência bacteriana em alta

O que essa pesquisa demonstra é que essa prática pode acabar piorando o quadro a longo prazo.
Isso porque a combinação de vários antimicrobianos pode levar a um aumento da resistência bacteriana.

O que antes era a resistência a um determinado antibiótico, agora pode se verificar com outros mais.

O estudo

Para investigar a questão, os pesquisadores estudaram um paciente com uma infecção sanguínea causada pela bactéria Staphylococcus aureus.

O paciente recebeu vancomicina e, quando isso não resolveu, os médicos adicionaram rifampicina. Após oito dias, os médicos substituíram a vancomicina por daptomicina.

Enquanto o paciente estava sendo tratado, os pesquisadores coletaram amostras de sangue para determinar como o tratamento estava funcionando.

Isso também permitiu que os pesquisadores testassem o nível de tolerância das bactérias individualmente e diretamente contra todos os medicamentos usados para tratar o paciente.

Eles relatam que, depois ter administrado ao paciente a combinação de antimicrobianos, as bactérias foram mortas mais lentamente pela daptomicina.

Eles observam que uma redução na velocidade de eliminação indica um passo evolutivo em direção à resistência bacteriana.

Os pesquisadores também realizaram testes adicionais diante de outros tipos de infecções. E foram observados os mesmos resultados.

Combinações de vários antibióticos – aumento da resistência bacteriana

A administração de antibióticos combinados na prática médica está fazendo com que os micróbios desenvolvam maior resistência bacteriana.

Em uma nova etapa da pesquisa, os especialistas planejam estudar o efeito em pacientes infectados com diferentes tipos de bactérias.

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Em busca de caminhos para vencer a resistência bacteriana

Afinal, como uma superbactéria se adapta para resistir a um antibiótico de última geração?
É o que pesquisadores da Universidade Rice e do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas –  – vêm tentando descobrir.

Eles realizaram experimentos para rastrear as mudanças bioquímicas que os Enterococos resistentes à vancomicina (VRE) sofreram quando se adaptaram para combater outro antibiótico, a daptomicina.

A questão chave é prever como essas bactérias irão adquirir resistência aos antibióticos. O objetivo é ficar um passo a frente delas.

Uma batalha que pode salvar a vida de milhões

Em 2014, a Organização Mundial da Saúde informou que as infecções resistentes a antibióticos estavam num ritmo tal que poderiam ocasionar 10 milhões mortes ao ano em todo o mundo até 2050. É como já registramos aqui no blog, o assunto é grave e essa é uma batalha de toda a humanidade em favor da vida.

Bactéria enterococos resistentes à vancomicina (VRE) e outras

De acordo com os Centros de Controle de Doenças dos EUA, a VRE é uma das principais ameaças de resistência a antibióticos do país. O CDC estima que o VRE infectará cerca de 20.000 pessoas nos EUA este ano e matará 1.300 delas.

A daptomicina, um antibiótico que foi disponibilizado pela primeira vez em 2003. É um dos últimos medicamentos que os médicos podem usar para combater superbactérias multirresistentes como o VRE, Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) e enterococos resistentes a glicopeptídeos (GRE).

Infelizmente, as autoridades de saúde documentaram casos de resistência bacteriana à daptomicina já em 2005, e o número de casos vem aumentando em todo o mundo.

Novas estratégias

Ao entender como essas bactérias adquirem resistência, pode-se desenvolver novas estratégias de tratamento ou novos ‘co-medicamentos’ que bloqueiem o ciclo da resistência.

Esses medicamentos parceiros que impediriam o surgimento da resistência poderiam ser administrados em conjunto com os antibióticos. Isso impediria a disseminação cada vez mais frequente de cepas de bactérias cada vez mais resistentes nos hospitais e centros de saúde.

Já se demonstrou que a mesma cepa de VRE poderia ativar diferentes vias bioquímicas para ativar até três estratégias, dependendo do ambiente.

Essa estratégia bacteriana multifacetada torna mais difícil o combate a crescente resistência à daptomicina no VRE.

Os resultados, no entanto, ajudam a colocar luz sobre as descobertas experimentais anteriormente confusas sobre a resistência ao VRE.
Isso é um passo na direção certa.

Previsibilidade é a palavra chave

Se for possível entender como uma bactéria adquire resistência será possível antecipar seu próximo passo. Assim, e, com sorte, agir com antecedência para impedi-lo.
Previsibilidade é a chave.”

Fonte: MedicaXpress
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Como lidar com os molares de dois anos

Também conhecidos como segundos molares, os molares de 2 anos são o conjunto de dentes localizados na parte de trás da boca. São dentes largos e planos que são moldados para a função de moer os alimentos.
De acordo com a American Dental Association, os molares de 2 anos geralmente chegam quando a criança tem entre 23 e 33 meses de idade.

O menor conjunto geralmente aparece entre as idades de 23 e 31 meses, enquanto o conjunto superior normalmente aparece entre as idades de 25 e 33 meses.

Muitas crianças não mostram sinais de dor durante a dentição. No entanto, quando esses molares nascem, pode ser particularmente doloroso e ser motivo de irritabilidade para muitas crianças.

Neste artigo, aprenda a perceber quando os molares de 2 anos estão chegando e como reduzir o desconforto de uma criança.

Sintomas

A chegada dos molares de dois anos podem causar desconforto significativo, e uma criança pode não conseguir comunicar a causa da dor que sente.

Os pais e cuidadores podem procurar sinais dos molares à medida que se aparecem.
A criança pode:

  • estar mastigando brinquedos, seus dedos ou roupas
  • estar babando mais do que o habitual
  • se mostrar extremamente irritada
  • apresentar uma temperatura retal baixa, de cerca de 37.2 ° C

Os molares de dois anos e a dor dentária não geram febres de grau mais alto ou a uma indisposição gástrica. Uma criança com um desses dois sintomas pode ter um resfriado ou uma doença relacionada ao estômago.

Os sintomas da dentição de uma criança parecem piorar à noite, quando a criança está cansada e conta com menos elementos que possam servir como distrações da dor.

Uma criança com dor nas gengivas e na boca pode não estar disposta a mostrar a área a um adulto. Cantar uma música ou jogar um jogo que faça a criança mostrar a língua e abrir a boca pode possibilitar assim um exame da área.

Remédios caseiros (conselhos para serem dados aos pais ou cuidadores)

Muitos remédios caseiros simples podem ajudar a aliviar a dor da dentição.

As dicas a seguir podem reduzir o desconforto:

  • Esfregar as gengivas do bebê delicadamente com um dedo limpo.
  • Fazer a criança segurar uma colher fria entre os dentes.
  • Fazer a criança morder uma compressa de gaze molhada e fria ou um pano embebido em água gelada.
  • Oferecer mordedores para a criança mastigar. Os anéis devem ser feitos de borracha firme e não devem ser congelados. Anéis que são muito difíceis podem machucar a criança.
  • Aplicar hidratantes regularmente na pele ao redor da boca para evitar rachaduras e ressecamento causados pela salivação.

Os pais e cuidadores devem sempre observar quando as crianças passam a usar brinquedos, uma colher ou outro dispositivo para aliviar a dor.

Técnicas de distração, como colorir, cantar canções e dançar, também podem ajudar a distrair e relaxar as crianças frente à dor e irritação.

O paracetamol ou o ibuprofeno também podem ajudar a reduzir o desconforto durante 1 ou 2 dias. Certifique-se de administrar analgésicos que sejam seguros para as crianças e nunca dê à criança mais do que a dose recomendada pelo dentista.

Se os pais ou cuidador desejar estender a administração de analgésicos à criança além dos 2 ou 3 dias, devem consultar o dentista primeiro.

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Pacientes com medo de dentista: como tranquilizá-los

Pacientes com medo de dentista: como tranquilizá-los

A odontofobia ou medo dos tratamento dentários afeta, em maior ou menor medida, um número considerável de pessoas.

Sendo assim, saber tratar adequadamente um paciente com medo do dentista é uma competência básica que todo o odontólogo deve ter. Sem dúvida, o nosso trabalho é mais fácil e produtivo quando conseguimos que os nossos pacientes fiquem tranquilos e relaxados. Neste artigo, são apresentadas algumas sugestões ou recomendações para tranquilizar as pessoas que comparecem às consultas.

Por que motivo as pessoas têm medo de ir ao dentista?

As causas desses medos podem ser muito diversas, mas algumas das mais comuns são:

  • Más experiências passadas. Os instrumentos e procedimentos na área na odontologia evoluíram muito nos últimos anos, mas algumas pessoas ainda têm lembranças desagradáveis de situações vividas em tempos passados.
  • Sensação de “perda de controle”. A posição do paciente no consultório do dentista pode fazer com que se sinta vulnerável ou sem controle da situação.
  • Medo da dor (geralmente em pessoas com um limiar de dor particularmente baixo).
  • Timidez, vergonha ou sensação de invasão da intimidade pessoal.

Ansiedade, medo e fobia

Quando falamos de medo do dentista, estamos nos referindo a diferentes graus de apreensão ou temor que é conveniente saber diferenciar:

A ansiedade é um sentimento de preocupação, geralmente motivada por algo que o paciente desconhece ou não consegue controlar.

Falamos de medo quando reagimos a um perigo, situação muitas vezes ligada a experiências negativas anteriores.

A fobia implica um temor mais intenso que, geralmente, levará o paciente a evitar ou adiar a visita ao dentista.

As vantagens de uma boa comunicação

É claro que estes medos podem ser consideravelmente amenizados através de uma boa comunicação entre o dentista e o paciente. Nesse sentido, valem as seguintes dicas:

  1. Perguntar ao paciente se está bem, se há algo que o preocupa ou se gostaria de nos perguntar ou esclarecer algo. Demonstrar empatia é também uma boa maneira de tranquilizar o paciente.
  2. Manter sempre uma atitude amável, próxima e profissional.
  3. Informar o paciente sobre todos os passos do procedimento e responder a qualquer dúvida que ele possa ter. Pode ser muito útil recorrer a desenhos ou fotografias para explicar o que for necessário.
  4. Não menosprezar os medos do paciente. É recomendável considerar que se trata de uma situação normal em que podemos contribuir com a nossa ajuda.
  5. Sempre que for possível, sugerir pausas, descanso e, inclusive, alternativas nos tratamentos ou exames. É conveniente indicar ao paciente de que modo nos pode avisar quando precisar que interrompamos o procedimento. Isto irá contribuir para diminuir o sentimento de perda de controle que muitas pessoas acham especialmente angustiante.

A tecnologia: uma grande aliada

Sem dúvida, os progressos técnicos na área da odontologia permitem intervenções mais precisas e menos dolorosas, procedimentos mais curtos e um maior controle por parte de dentistas e pacientes. Recursos como a sedação consciente podem também ser uma grande ajuda em certos casos. Mesmo coisas simples, como uma turbina menos ruidosa, podem contribuir para tranquilizar o paciente e diminuir os seus medos.

Como criar um ambiente agradável para o paciente

Muitas vezes, o próprio ambiente do consultório pode contribuir para aumentar a ansiedade do paciente. Assim, certos odores, ruídos ou a simples visão de alguns equipamentos ou instrumentos podem desencadear sensações de desagrado ou inquietação nos pacientes.

Assim, uma música relaxante, um ambiente com um aroma agradável e um mobiliário atrativo podem ajudar a tranquilizar o paciente e, de certo modo, abstraí-lo do ambiente que habitualmente é associado a uma clínica. Uma pintura ou gravura bem escolhida pode também ser úteis para tornar o ambiente mais atrativo e menos desafiador para o paciente.

Evidentemente, algo tão simples como manter uma conversa agradável, em tom descontraído, também contribui muito para estabelecer um bom vínculo e laço de confiança entre paciente e dentista.

Crianças com medo do dentista

Segundo vários estudos, até 30% das crianças terão medo das visitas ao dentista. Seja por receio do desconhecido ou por medos transmitidos por outras pessoas (até mesmo pelos próprios pais, consciente ou inconscientemente), muitas crianças experimentam ansiedade nestas situações. No entanto, realizar um bom tratamento dos pacientes infantis é uma grande oportunidade para conseguir que se tornem adultos com boa saúde bucal e sem medo do dentista.

Como no caso de outros pacientes, é importante criar um ambiente descontraído e agradável no consultório, assim como explicar de um modo simples em que vai consistir o procedimento. Desenhos ou fotografias podem ser uma grande ajuda nas nossas explicações, fazendo a criança participar no nosso trabalho e permitindo que conheça melhor o seu próprio corpo.

As consultas com crianças são também uma boa oportunidade para lhes ensinar bons hábitos de higiene dental. Neste sentido, oferecer a eles um pequeno presente relacionado com a odontologia pode contribuir para a sua motivação e, ao mesmo tempo, fazê-las sorrir.

Conclusão

Em resumo, cabe aos profissionais de odontologia fazer com que seus pacientes estejam tão tranquilos e relaxados quanto possível no consultório. Isso irá evitar que as visitas ao dentista sejam motivo de ansiedade injustificada ou que o paciente as adie indefinidamente, com o risco que isso acarreta para a sua própria saúde.

Também para o dentista, sem dúvida, é mais fácil trabalhar com um paciente descontraído. E, claro, um paciente tranquilo tem mais probabilidades de se tornar um paciente satisfeito.

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