comparativo

Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) – mais eficazes que opioides no controle da dor dental

Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Case Western Reserve nos EUA descobriram recentemente que o ibuprofeno e outros anti-inflamatórios não esteroidais isoladamente ou em combinação com paracetamol são mais eficazes do que os opioides no alívio da dor de dente.

O estudo procurou sintetizar as evidências disponíveis sobre a segurança e eficácia de analgésicos para o alívio da dor aguda no âmbito da odontologia, obtido por meio de revisões sistemáticas pré existentes. Os pesquisadores descobriram que, para adultos, uma combinação de 400 mg de ibuprofeno e 1 g de paracetamol foi superior a quaisquer medicamentos contendo opioides incluídos nos estudos revisados. Além disso, demonstrou-se que os opioides ou combinações de drogas que incluía os opioides representaram a maioria dos efeitos colaterais adversos, incluindo sonolência, depressão respiratória, náuseas/vômitos e constipação intestinal, tanto em crianças como em adultos.

“Nosso objetivo era criar um compêndio detalhando tanto os prejuízos quanto os benefícios desses medicamentos como um recurso para os dentistas usarem em seu processo de decisão consultório. Os melhores dados disponíveis sugerem que o uso de medicamentos, com ou sem o paracetamol, oferece o equilíbrio mais favorável entre benefícios e danos, otimizando a eficácia e minimizando os efeitos adversos agudos”, disse a coautora Dra. Anita Aminoshariae, professora associada no Departamento de Endodontia.

Minimizar riscos

A cada dia, mais de 115 americanos morrem em decorrência de overdose de opioides, de acordo com os Institutos Nacionais da Saúde. “Nenhum paciente deve ir para casa com dor. Isso significa que os opioides são, por vezes, a melhor opção, mas certamente não devem ser a primeira opção”, afirmou o pesquisador.

O estudo, intitulado “Benefícios e danos associados com medicações analgésicas utilizadas no manejo da dor dentária aguda”, foi publicado na edição de abril de 2018 do Journal of the American Dental Association.

Posted by Victor in Estudos, 2 comments

Uma combinação mais efetiva do que opioides no tratamento da dor dental

Os opioides não estão entre as opções mais eficazes – ou de efeito analgésico mais duradouro – disponíveis para o alívio da dor dentária aguda, segundo uma análise recente dos resultados apresentados em mais de 460 estudos publicados.

O ibuprofeno e outros anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs) sozinhos ou em combinação com paracetamol são melhores para aliviar a dor dentária, de acordo com nova pesquisa realizada na Faculdade de Odontologia da Universidade Case Western Reserve.

O trabalho analisou o alívio da dor aguda na odontologia – matéria que foi capa do Journal of American Dental Association – e que avaliou a segurança e eficácia das muitas opções de alívio da dor.

“O que sabemos é que a prescrição de narcóticos deve ser um último recurso”, disse Anita Aminoshariae, professora associada do Departamento de Endodontia da Faculdade de Odontologia e uma das autoras do estudo.

A cada dia, mais de 115 americanos morrem como resultado de uma overdose de opiáceos, de acordo com o National Institutes of Health.

“Nenhum paciente deve ir para casa com dor”, disse Aminoshariae. “Isso significa que os opioides às vezes são a melhor opção, mas certamente não devem ser a primeira escolha.”

Aminoshariae disse que o objetivo da revisão sistemática era resumir os dados – usando cinco estudos aprofundados – sobre a eficácia dos medicamentos para dor bucal.

Custo-benefício

“Os melhores dados disponíveis sugerem que o uso de medicamentos não esteroides, com ou sem paracetamol, oferece o equilíbrio mais favorável entre custo e benefício, otimizando a eficácia e minimizando os eventos adversos agudos”, disse ela.

Ela citou a epidemia norte-americana de opiáceos como uma das muitas razões pelas quais os profissionais de saúde devem levar em conta tais descobertas.

Combinação poderosa

A pesquisa descobriu que, para adultos, uma combinação de 400 miligramas de ibuprofeno e 1.000 miligramas de paracetamol foi superior a qualquer medicação contendo os opioides estudados.

“Nosso objetivo foi criar um compêndio detalhando os benefícios e malefícios desses medicamentos como um recurso para os dentistas usarem em suas decisões consultórios”, acrescentou Aminoshariae.

O estudo também descobriu que opioides ou combinações de drogas que incluíam opioides foram responsáveis pelos efeitos colaterais mais adversos – incluindo sonolência, depressão respiratória, náusea / vômito e constipação – em crianças e adultos.

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Estudo comparativo de açúcares apresenta resultado surpreendente

O tipo – e não apenas a quantidade de calorias – do açúcar que você ingere importa quando o assunto são os riscos de problemas de saúde.

Apesar da multiplicidade de estudos sobre o açúcar e a saúde, parece que até agora os cientistas não haviam se preocupado em comparar os efeitos do tipo do açúcar sobre as funções metabólica e vascular.

Foi o que fizeram Gemma Sangüesa e seus colegas da Universidade de Barcelona (Espanha), conforme descrito em um artigo publicado na revista científica Heart and Circulatory Physiology.

E os resultados mostraram que importa muito se você está consumindo glicose ou frutose.

Glicose ou frutose

Sangüesa adicionou dois tipos de açúcar à alimentação sólida normal de animais de laboratório. O primeiro grupo recebeu uma solução líquida de glicose (uma forma de açúcar encontrada naturalmente no corpo pela quebra dos carboidratos), enquanto o segundo grupo recebeu uma solução de frutose (um tipo açúcar encontrado nas frutas e sucos). Um terceiro grupo, de controle, recebeu um adicional de água.

Os animais receberam as soluções adoçadas por oito semanas, o que equivale a uma pessoa ingerir quantidades excessivas de açúcar por seis anos.

Embora os dois grupos alimentados com açúcar consumissem mais calorias do que o grupo de controle, a ingestão calórica total dos animais alimentados com glicose foi maior do que a ingestão calórica daqueles que receberam frutose.

Mas a observação surpreendente foi que “apesar desta diferença, apenas o grupo da frutose apresentou um aumento significativo no peso corporal final,” escreveu a equipe de pesquisa.

Além do maior ganho de peso, o grupo que ingeriu frutose apresentou mais marcadores de doença vascular e lesão hepática do que o grupo da glicose.

Estes marcadores incluem triglicérides elevados, aumento do peso do fígado, diminuição da queima de gordura no fígado (um fator que pode contribuir para a doença hepática gordurosa não-alcoólica) e relaxamento da aorta, que pode afetar a pressão arterial.

Isto indica que um aumento na quantidade de calorias consumidas devido aos adoçantes não é o único fator envolvido no aumento de riscos à saúde a longo prazo. O tipo de açúcar também pode desempenhar um papel no aumento dos fatores de risco para doenças cardíacas, diabetes e outras doenças crônicas.

Dentalis software – gerencia seu consultório e garante mais tempo para atenção ao seu paciente

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Pesquisa com açúcares chegou a uma conclusão surpreendente

fórmulas dos açucaresO tipo – e não apenas a quantidade de calorias – do açúcar que você ingere importa quando o assunto são os riscos de problemas de saúde.

Apesar da multiplicidade de estudos sobre o açúcar e a saúde, parece que até agora os cientistas não haviam se preocupado em comparar os efeitos do tipo do açúcar sobre as funções metabólica e vascular.

Foi o que fizeram Gemma Sangüesa e seus colegas da Universidade de Barcelona (Espanha), conforme descrito em um artigo publicado na revista científica Heart and Circulatory Physiology.

E os resultados mostraram que importa muito se você está consumindo glicose ou frutose.

Glicose ou frutose

Sangüesa adicionou dois tipos de açúcar à alimentação sólida normal de animais de laboratório. O primeiro grupo recebeu uma solução líquida de glicose (uma forma de açúcar encontrada naturalmente no corpo pela quebra dos carboidratos), enquanto o segundo grupo recebeu uma solução de frutose (um tipo açúcar encontrado nas frutas e sucos). Um terceiro grupo, de controle, recebeu um adicional de água.

Os animais receberam as soluções adoçadas por oito semanas, o que equivale a uma pessoa ingerir quantidades excessivas de açúcar por seis anos.

Embora os dois grupos alimentados com açúcar consumissem mais calorias do que o grupo de controle, a ingestão calórica total dos animais alimentados com glicose foi maior do que a ingestão calórica daqueles que receberam frutose.

Mas a observação surpreendente foi que “apesar desta diferença, apenas o grupo da frutose apresentou um aumento significativo no peso corporal final,” escreveu a equipe de pesquisa.

Marcadores alterados

Além do maior ganho de peso, o grupo que ingeriu frutose apresentou mais marcadores de doença vascular e lesão hepática do que o grupo da glicose.

Estes marcadores incluem triglicérides elevados, aumento do peso do fígado, diminuição da queima de gordura no fígado (um fator que pode contribuir para a doença hepática gordurosa não-alcoólica) e relaxamento da aorta, que pode afetar a pressão arterial.

Isto indica que um aumento na quantidade de calorias consumidas devido aos adoçantes não é o único fator envolvido no aumento de riscos à saúde a longo prazo. O tipo de açúcar também pode desempenhar um papel no aumento dos fatores de risco para doenças cardíacas, diabetes e outras doenças crônicas.

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Estudo afirma que os clear aligners trazem mais benefícios quando comparados aos aparelhos ortodônticos fixos

clear align
Nos últimos anos, os clear aligners tornaram-se uma boa alternativa de tratamento em ortodontia do que aparelhos ortodônticos fixos (fixed orthodontic appliances – FOA). No entanto, existem poucos estudos sobre os efeitos do tratamento com o alinhador na higiene bucal e gengival. Uma equipe de investigadores alemães, fez agora a comparação com o estado de saúde bucal, higiene oral e a satisfação com o tratamento de pacientes tratados com o FOA e o sistema de alinhador Invisalign. Eles acharam que pacientes com Invisalign têm melhor saúde periodontal e maior satisfação durante o tratamento ortodôntico.
 
Até hoje, a maioria dos pacientes, especialmente durante a infância e a adolescência, são tratados com o FOA. No entanto, estes aparelhos tendem a complicar a higiene oral e, consequentemente, interferir com a saúde periodontal dos pacientes. Além disso, o tratamento com o FOA não é muito popular em ortodontia de adultos por razões estéticas. Portanto, outras técnicas em ortodontia têm sido desenvolvidas para melhorar a estética e simplificar procedimentos de higiene oral. Uma alternativa para o FOA são os clear aligners, que são discretos e têm a vantagem de serem removíveis durante a higiene oral e comida ou bebida. O uso dos clear aligners tem aumentado muito na última década, um importante exemplo é o Invisalign, produzido pela Align Technology desde 1999. No entanto, apenas um número limitado de estudos comparou os efeitos do Invisalign e do FOA na higiene oral, assinalaram os pesquisadores da Universidade Johannes Gutenberg em Mainz.
 
O estudo incluiu 100 pacientes que foram submetidos à tratamento ortodôntico, divididos igualmente entre o FOA e o Invisalign, por mais de seis meses. Os pesquisadores realizaram exames clínicos antes e após o tratamento com o objetivo de avaliar a condição periodontal dos pacientes e quaisquer alterações. Além disso, um detalhado questionário avaliou a higiene oral e hábitos alimentares dos pacientes, bem como a satisfação com o tratamento. Todos os pacientes receberam as mesmas instruções de higiene bucal antes e durante tratamento ortodôntico. Isso incluiu o uso de escova de dentes, fio dental e escovas interdentais três vezes por dia.
 
A análise dos dados mostrou não haver diferenças entre os dois grupos em relação à saúde periodontal e higiene oral antes do tratamento ortodôntico. No entanto, os pesquisadores observaram notáveis mudanças na condição periodontal em ambos os grupos durante o tratamento ortodôntico. Verificaram que a saúde gengival foi significativamente maior nos pacientes tratados com Invisalign, e a quantidade de placa bacteriana dental também foi menor, mas não significativamente diferente em comparação com pacientes de FOA.
 
Os resultados dos questionários mostraram maior satisfação dos pacientes tratados com Invisalign. Apenas 6 por cento dos pacientes com Invisalign relataram comprometimento do seu bem-estar geral durante tratamento ortodôntico, em comparação com 36 por cento dos pacientes com FOA. Outros efeitos negativos que também foram significativamente maiores nos pacientes com FOA incluíram irritação gengival (FOA: 56 por cento; Invisalign: 14 por cento), privação de rir por motivos estéticos (FOA: 26 por cento; Invisalign: 6 por cento), alteração dos hábitos alimentares durante tratamento ortodôntico (FOA: 70 por cento; Invisalign: 50 por cento), e tendo que escovar os dentes por mais tempo e mais frequentemente (FOA: 84 por cento; Invisalign: 52 por cento).
 
Os pesquisadores concluíram que o tratamento ortodôntico com Invisalign teve impacto negativo significativamente menor sobre a condição do paciente do que o tratamento com a FOA, tanto no que diz respeito a saúde gengival e bem-estar geral.
 
O estudo, intitulado “Aparelhos fixos versus Invisalign: Parâmetros gengivais e a satisfação dos pacientes durante o tratamento: Um estudo de corte transversal”, foi publicado on-line na revista BMC Oral Health no dia 24 de junho.
Posted by Victor in Estudos, 0 comments