comparativo

Escova de dentes elétrica vs manual, qual limpa melhor os dentes?

escova de dentes elétrica

A escova de dentes elétrica limpa os dentes e as gengivas muito melhor do que uma escova de dentes manual.
Isso é o que os resultados de um novo estudo revelaram.

Escova de dentes elétrica limpa melhor, saiba os motivos

Os cientistas descobriram que as pessoas que usam escovas de dentes elétrica têm gengivas mais saudáveis, menos cáries e também mantêm os dentes por mais tempo. Isso quando comparado com aqueles que usam escova de dentes manual.

A pesquisa inovadora levou 11 anos para ser concluída. Até o momento é o estudo mais longo do gênero sobre a eficácia da escovação elétrica versus a manual.

Este estudo confirma o que estudos anteriores já haviam sugerido.

Especialistas em saúde têm falado sobre os benefícios das escovas de dente elétricas há muitos anos.

Escova de dentes elétrica – melhor para a saúde bucal

Esta última evidência é uma das mais fortes e claras até agora. Ou seja, de que a escova de dentes elétrica é melhor para a saúde bucal.

Escova de dentes elétrica – quais as melhores

Prefira uma escova de dentes elétrica com cabeça que gire em ambas as direções, ou com cabeça ‘oscilante’. Essas escovas são realmente mais eficazes na remoção da placa bacteriana. Isso ajuda na prevenção tanto da cárie dentária bem como da doença gengival.

A ciência assim confirma as vantagens da escova de dentes elétrica em relação à manual. Isso só faz crescer as vantagens de se investir na compra de uma escova dental elétrica.

Uma pesquisa recente da Oral Health Foundation verificou que 49% dos adultos britânicos atualmente usa uma escova de dentes elétrica.

Para 63% dos usuários de escovas de dentes elétricas, a limpeza mais eficaz foi o principal motivo da escolha.
Já 34% afirmaram terem se decidido pela compra de uma escova de dentes elétrica por recomendação de seu dentista.
E 13% afirmaram terem recebido uma escova de dentes elétrica como um presente.

Mais acessíveis

Apesar do custo mais elevado, as vantagens justificam a aquisição de uma escova de dentes elétrica. Seus preços vem se tornando mais acessíveis, o que é mais um ponto a favor.

Isso porque à medida que a tecnologia se desenvolve, o custo de ter uma escova de dentes elétrica se torna ainda mais favorável.

Dadas as vantagens das escovas de dentes elétricas, ter uma é um excelente investimento. Sua saúde bucal irá se beneficiar muito com essa escolha.

Mais vantagens

O presente estudo evidenciou que o uso de escovas de dentes elétricas resultaram em 22% menos recessão gengival e 18% menos cárie dentária. Isso durante o período de acompanhamento de 11 anos.

Mas, independente de você estar atualmente usando uma escova de dentes elétrica ou não, seguir uma boa rotina de higiene bucal é o mais importante.

Regras de ouro da boa higiene dental

Sempre é importante salientar e jamais esquecer. Esteja você utilizando uma escova dental elétrica ou manual é essencial manter estes hábitos:

– sempre escovar os dentes após as refeições;

– nunca esquecer do uso do fio dental sempre que for escovar os dentes;

– o uso da escova interdental é muito importante e também não pode ser esquecido.

Adotando uma boa rotina de higiene dental, seja pelo uso de uma escova manual ou elétrica, irá lhe assegurar uma saúde bucal excelente.

Fonte: Journal of Clinical Odontology
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Exposição ao incenso pode fazer mal à saúde bucal

exposição ao incenso

A exposição ao incenso pode ser ruim para a saúde bucal.
Isso é o que um estudo recentemente publicado no Online Scientific Reports nos revelou.
Esse trabalho foi desenvolvido por pesquisadores da New York University Abu Dhabi (NYUAD).

Essa descoberta se deu por conta de uma constatação. A de que a exposição ao incenso aumenta a probabilidade do desenvolvimento de infecções orais e doenças sistêmicas.

Como a exposição ao incenso pode trazer problemas

A pesquisa em questão demonstrou que a exposição ao incenso altera a composição da microbiota oral.
A microbiota oral é formada pela comunidade de micróbios da boca. É uma comunidade complexa que pode alcançar até 700 bactérias e também fungos.
Nesta comunidade podem coexistir agentes benéficos e patogênicos.

Principais agentes patogênicos da microbiota oral

Os micro-organismos patogênicos residem frequentemente no biofilme. O biofilme é uma camada de proteínas e outras grandes moléculas alinhada à superfície do esmalte dental. Tem uma espessura por volta de 10μm. Os agentes patogênicos revestem o esmalte e compõe uma camada do biofilme. Esse biofilme também é conhecido como placa bacteriana.

O estudo

A exposição ao incenso é uma prática comum, especialmente na Ásia e países do Golfo Pérsico. A queima do incenso está associada à produção de determinados substâncias tóxicas que podem influenciar a saúde.

O estudo em questão foi desenvolvido em adultos dos Emirados Árabes Unidos. País onde 90% das famílias queimam incenso para perfumar suas casas e roupas.

Através dessa exposição ao incenso, identificou-se a hipótese de que o uso de incenso possa estar ligado a alterações na composição da microbiota oral. E isso pode ser muito prejudicial à saúde.

É uma análise preliminar. Porém, é uma descoberta importante com grandes implicações e consequências para a saúde.
Afinal, é a primeira vez que se demonstrou a associação entre a exposição ao incenso e as mudanças na composição de micro-organismos que habitam a boca.

Em mais de 300 indivíduos usuários diários de incenso pesquisados observou-se uma característica comum. Identificou-se uma alteração da diversidade, da estrutura e da composição da microbiota oral. Isso quando comparados com aqueles que não tinham exposição ao incenso (grupo controle).

Segundo os pesquisadores, mesmo em casos de baixos níveis de exposição ao incenso podem existir efeitos adversos à saúde.

Incenso – vapores nocivos

Pesquisas anteriores sugerem que a queima de incenso produz substâncias poluentes. Essas substâncias aumentam também os riscos de doenças cardiovasculares e pulmonares.
A exposição ao incenso concentra altas doses de poluentes. Substâncias como o monóxido de carbono e óxido nítrico, por exemplo. Ambas estão também presentes no cigarro.

Relevância da descoberta

A descoberta é particularmente importante já que a comunidade microbiana desempenha um papel fundamental na manutenção da homeostase. Homeostase é a capacidade do organismo de manter um ambiente interno estável apesar das mudanças nas condições externas.
A exposição ao incenso quebra esse equilíbrio.

O incenso queimado libera substâncias tidas como poluentes do ar e com potenciais riscos à saúde. Porém, não existem diretrizes para o controle de sua utilização.
Isso é particularmente preocupante, tendo em vista muitas das vezes a sua utilização em espaços públicos.

exposição ao incenso

Cigarro ou incenso – Qual pode ser mais nocivo para a sua saúde?

Em uma outra pesquisa comparativa estudiosos queimaram quatro palitos de incenso e um cigarro em uma máquina que coletava partículas de fumaça através de uma série de filtros.

Eles classificaram o tamanho das partículas coletadas e realizaram análises químicas por cromatografia gasosa e espectrometria de massa no conteúdo dos filtros.

Eles então testaram os resíduos de fumaça nas células em placas de Petri.

O primeiro teste, em células de salmonela, foi verificar se as amostras provocavam mutações no DNA das células. Às vezes, mutações no DNA podem levar ao câncer.

O segundo teste usou células dos ovários de hamsters para verificar se as amostras tiveram efeitos tóxicos sobre as células.

A fumaça da queima de incenso criou uma mistura de partículas finas e ultrafinas. Ambas são conhecidas por serem prejudiciais à saúde dos pulmões.

A análise química encontrou 64 compostos, levando em consideração todos os componentes dos quatro bastões de incenso.

Isso incluía componentes químicos de óleos essenciais e madeira de lignina, comumente usada no incenso.

Os compostos eram principalmente “irritantes“, embora alguns compostos tóxicos tenham sido encontrados.

O artigo não forneceu resultados equivalentes em tamanho de partícula e compostos químicos encontrados no cigarro testado.

Resultados

As quatro amostras de fumaça de incenso e uma amostra de fumaça de cigarro causaram graus variados de mutação nas células de salmonela. O incenso e a fumaça do cigarro foram tóxicas para as células do ovário do hamster.

A toxicidade foi mantida em todos os níveis diferentes para as diferentes amostras. A fumaça do incenso se monstrou tóxica em concentrações mais baixas que a fumaça do cigarro.

Como interpretar esses resultados

Os pesquisadores mostraram que a fumaça de algumas amostras de incenso era “maior do que a amostra de referência de cigarro com a mesma dose”. Disseram também que suas descobertas sugerem que “a fumaça do incenso era mais citotóxica contra as células do ovário de hamster” do que a fumaça do cigarro.

No entanto, eles acrescentaram: “Não podemos simplesmente concluir que a fumaça do cigarro é menos citotóxica do que a fumaça do incenso. Primeiro devido ao pequeno tamanho da amostra analisada neste estudo. E, em segundo lugar, devido à enorme variabilidade no consumo de incenso e cigarros”.

Refletindo sobre os dados encontrados

Este estudo de laboratório descobriu que a fumaça da queima de incenso pode produzir partículas finas e compostos químicos. Essas substâncias podem irritar os pulmões e prejudicar a saúde.

Isso não é surpreendente, pois a maioria dos tipos de fumaça em ambientes fechados produz partículas finas que provavelmente têm esse efeito, seja por fumar cigarro ou queimar incenso.

A sugestão de que a exposição ao incenso possa ser mais prejudicial do que a fumaça do cigarro precisa ser vista com cautela.

As quatro amostras de bastão de incenso tiveram efeitos diferentes quando testadas quanto à capacidade de alterar o DNA celular e a toxicidade para as células.
Estas amostras foram comparados com apenas um cigarro.

Isso significa que não podemos tirar conclusões precipitadas. Não podemos considerar que a maioria dos palitos de incenso produza fumaça mais ou menos tóxica que a maioria dos cigarros.

Além disso, a pesquisa utilizou células animais em laboratório. Não podemos simplesmente equivalê-la a uma pesquisa com seres humanos.

A adição de substâncias às células em uma placa de Petri pode causar efeitos muito diferentes daquela que acontece quando as pessoas encontram essas substâncias de forma diluída no ambiente.

Concluindo

A maneira como as pessoas usam o incenso e o cigarro é diferente.
A fumaça do cigarro é levada diretamente para os pulmões e é mantida lá antes de ser exalada. A fumaça do incenso é queimada no ambiente e inalada do ar circundante.

A quantidade de fumaça que entra nos pulmões dependerá de quanto incenso é queimado, por quanto tempo, e do tamanho e da ventilação da sala.

A associação do pesquisador principal a uma empresa de tabaco levanta outro ponto de preocupação.

Os pesquisadores não afirmam que o incenso é mais perigoso do que os cigarros. No entanto, é do interesse da empresa de tabaco que as pessoas pensem que fumar e queimar incenso estão em pé de igualdade – o que não é verdade. Inclusive no que diz respeito à saúde bucal.

Fumar pode causar doenças e morte devido a condições como problemas odontológicos, doenças cardíacas, câncer de pulmão e derrame. É algo que todos devem parar completamente.
A exposição ao incenso pode trazer problemas à saúde bucal e do corpo como as pesquisas evidenciam. Assim, até que novas pesquisas surjam, é aconselhável limitar o seu uso.

Fontes: Scientific Reports, News Medical Life Sciences, Medium
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Cigarro eletrônico causa câncer bucal? O que diz nova pesquisa

Os cigarros eletrônicos estão se tornando cada vez mais populares. Embora sejam vistos por alguns como uma alternativa mais segura ao fumo, seus efeitos ainda são relativamente desconhecidos.

Apresentando suas descobertas no 256º Encontro Nacional e Exposição da Sociedade Americana de Química em Boston, pesquisadores do Centro de Câncer Maçônico da Universidade de Minnesota em Minneapolis descreveram como os cigarros eletrônicos podem modificar o DNA das células orais e aumentar os riscos de câncer.

“Está claro que mais carcinógenos surgem da combustão do tabaco em cigarros comuns do que do vapor dos cigarros eletrônicos”, disse a principal pesquisadora do projeto, Dra. Silvia Balbo. “No entanto, não sabemos realmente o impacto da inalação da combinação de compostos produzidos por este dispositivo. Só porque as ameaças são diferentes, não significa que os cigarros eletrônicos sejam completamente seguros ”.

Metodologia

Para caracterizar as exposições químicas durante a vaping (a inalação e exalação do vapor de cigarros eletrônicos), os pesquisadores recrutaram cinco usuários de cigarros eletrônicos. Eles coletaram amostras salivares antes e depois de uma sessão de vaping de 15 minutos e analisaram as amostras quanto a substâncias químicas que danificam o DNA. Para avaliar os possíveis efeitos a longo prazo do vaping, a equipe avaliou os danos do DNA nas células das bocas dos voluntários. Os pesquisadores usaram métodos baseados em espectrometria de massa que haviam desenvolvido anteriormente para um estudo no qual avaliaram os danos orais do DNA causados pelo consumo de álcool.

Em uma coletiva de imprensa realizada em uma reunião, o pesquisador Dr. Romel Dator disse: “Após 15 minutos de contato com os vapores, os níveis de acroleína dos usuários de cigarros eletrônicos aumentaram na saliva em 30 a 60 vezes”. Em seu estudo, Dator e Balbo identificaram um total de três compostos prejudiciais ao DNA, formaldeído, acroleína e metilglioxal, cujos níveis aumentaram na saliva após o contato com os vapores. O perigo é quando os químicos tóxicos reagem com o DNA e causam danos. Se a célula não reparar o dano para que a replicação normal do DNA possa ocorrer, pode ocorrer câncer. Ou seja o potencial dos cigarros eletrônicos de virem a provocar câncer bucal é muito grande.

Cigarros convencionais vs cigarros eletrônicos

Os pesquisadores planejam acompanhar este estudo preliminar com uma pesquisa mais extensa envolvendo mais usuários e controles de cigarros eletrônicos. Eles também querem ver como o nível de adultos de DNA difere entre usuários de cigarros eletrônicos e fumantes regulares de cigarros. “Comparar cigarros eletrônicos e cigarros de tabaco é como comparar maçãs e laranjas. As exposições são completamente diferentes”, disse Balbo. “Ainda não sabemos exatamente o que esses dispositivos de cigarros eletrônicos estão fazendo e que tipo de efeitos eles podem ter na saúde, mas nossas descobertas sugerem que é preciso olhar mais de perto”.

Cigarros eletrônicos no mundo

Nos países onde a venda do cigarro eletrônico é liberada, as empresas “capturaram” novos consumidores direcionando o foco a pessoas cada vez mais jovens. “O apelo desses produtos é maior entre os jovens e as crianças. O tabagismo pode ser considerado uma doença pediátrica, pois o início do consumo ocorre antes dos 18 anos.

A viciante nicotina

A nicotina é viciante, e pesquisas sugerem que ela pode ser tão viciante quanto heroína, cocaína e álcool.

“Eu não inalo” é uma afirmação comum entre os usuários de charutos ou de cigarros eletrônicos. No entanto, a nicotina tem duas maneiras de ser absorvida: inalação através dos pulmões e absorção através do revestimento da boca. Como há contato direto com os lábios, a boca, a língua e a garganta, essas áreas ficam expostas aos produtos químicos que causam câncer.

Aqui estão algumas dicas que possam auxiliar dependentes em nicotina a colocar um ponto final no vício:

  • Definir uma data e começar a reduzir antes de seu início;
  • Listar as razões pelas quais a pessoa deseja fato parar
  • Dizer às outras pessoas que o usuário está abandonando o vício;
  • Identificar gatilhos: estresse, certas situações sociais, beber café ou álcool
  • Encontrar outras atividades como caminhar ou buscar um novo hobby ou interesse
  • Participar de um programa de suporte ao término da dependência ao tabagismo
Fonte: International Journal of Molecular Sciences e Oral Cancer Foundation
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Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) – mais eficazes que opioides no controle da dor dental

Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Case Western Reserve nos EUA descobriram recentemente que o ibuprofeno e outros anti-inflamatórios não esteroidais isoladamente ou em combinação com paracetamol são mais eficazes do que os opioides no alívio da dor de dente.

O estudo procurou sintetizar as evidências disponíveis sobre a segurança e eficácia de analgésicos para o alívio da dor aguda no âmbito da odontologia, obtido por meio de revisões sistemáticas pré existentes. Os pesquisadores descobriram que, para adultos, uma combinação de 400 mg de ibuprofeno e 1 g de paracetamol foi superior a quaisquer medicamentos contendo opioides incluídos nos estudos revisados. Além disso, demonstrou-se que os opioides ou combinações de drogas que incluía os opioides representaram a maioria dos efeitos colaterais adversos, incluindo sonolência, depressão respiratória, náuseas/vômitos e constipação intestinal, tanto em crianças como em adultos.

“Nosso objetivo era criar um compêndio detalhando tanto os prejuízos quanto os benefícios desses medicamentos como um recurso para os dentistas usarem em seu processo de decisão consultório. Os melhores dados disponíveis sugerem que o uso de medicamentos, com ou sem o paracetamol, oferece o equilíbrio mais favorável entre benefícios e danos, otimizando a eficácia e minimizando os efeitos adversos agudos”, disse a coautora Dra. Anita Aminoshariae, professora associada no Departamento de Endodontia.

Minimizar riscos

A cada dia, mais de 115 americanos morrem em decorrência de overdose de opioides, de acordo com os Institutos Nacionais da Saúde. “Nenhum paciente deve ir para casa com dor. Isso significa que os opioides são, por vezes, a melhor opção, mas certamente não devem ser a primeira opção”, afirmou o pesquisador.

O estudo, intitulado “Benefícios e danos associados com medicações analgésicas utilizadas no manejo da dor dentária aguda”, foi publicado na edição de abril de 2018 do Journal of the American Dental Association.

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Uma combinação mais efetiva do que opioides no tratamento da dor dental

Os opioides não estão entre as opções mais eficazes – ou de efeito analgésico mais duradouro – disponíveis para o alívio da dor dentária aguda, segundo uma análise recente dos resultados apresentados em mais de 460 estudos publicados.

O ibuprofeno e outros anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs) sozinhos ou em combinação com paracetamol são melhores para aliviar a dor dentária, de acordo com nova pesquisa realizada na Faculdade de Odontologia da Universidade Case Western Reserve.

O trabalho analisou o alívio da dor aguda na odontologia – matéria que foi capa do Journal of American Dental Association – e que avaliou a segurança e eficácia das muitas opções de alívio da dor.

“O que sabemos é que a prescrição de narcóticos deve ser um último recurso”, disse Anita Aminoshariae, professora associada do Departamento de Endodontia da Faculdade de Odontologia e uma das autoras do estudo.

A cada dia, mais de 115 americanos morrem como resultado de uma overdose de opiáceos, de acordo com o National Institutes of Health.

“Nenhum paciente deve ir para casa com dor”, disse Aminoshariae. “Isso significa que os opioides às vezes são a melhor opção, mas certamente não devem ser a primeira escolha.”

Aminoshariae disse que o objetivo da revisão sistemática era resumir os dados – usando cinco estudos aprofundados – sobre a eficácia dos medicamentos para dor bucal.

Custo-benefício

“Os melhores dados disponíveis sugerem que o uso de medicamentos não esteroides, com ou sem paracetamol, oferece o equilíbrio mais favorável entre custo e benefício, otimizando a eficácia e minimizando os eventos adversos agudos”, disse ela.

Ela citou a epidemia norte-americana de opiáceos como uma das muitas razões pelas quais os profissionais de saúde devem levar em conta tais descobertas.

Combinação poderosa

A pesquisa descobriu que, para adultos, uma combinação de 400 miligramas de ibuprofeno e 1.000 miligramas de paracetamol foi superior a qualquer medicação contendo os opioides estudados.

“Nosso objetivo foi criar um compêndio detalhando os benefícios e malefícios desses medicamentos como um recurso para os dentistas usarem em suas decisões consultórios”, acrescentou Aminoshariae.

O estudo também descobriu que opioides ou combinações de drogas que incluíam opioides foram responsáveis pelos efeitos colaterais mais adversos – incluindo sonolência, depressão respiratória, náusea / vômito e constipação – em crianças e adultos.

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Estudo comparativo de açúcares apresenta resultado surpreendente

O tipo – e não apenas a quantidade de calorias – do açúcar que você ingere importa quando o assunto são os riscos de problemas de saúde.

Apesar da multiplicidade de estudos sobre o açúcar e a saúde, parece que até agora os cientistas não haviam se preocupado em comparar os efeitos do tipo do açúcar sobre as funções metabólica e vascular.

Foi o que fizeram Gemma Sangüesa e seus colegas da Universidade de Barcelona (Espanha), conforme descrito em um artigo publicado na revista científica Heart and Circulatory Physiology.

E os resultados mostraram que importa muito se você está consumindo glicose ou frutose.

Glicose ou frutose

Sangüesa adicionou dois tipos de açúcar à alimentação sólida normal de animais de laboratório. O primeiro grupo recebeu uma solução líquida de glicose (uma forma de açúcar encontrada naturalmente no corpo pela quebra dos carboidratos), enquanto o segundo grupo recebeu uma solução de frutose (um tipo açúcar encontrado nas frutas e sucos). Um terceiro grupo, de controle, recebeu um adicional de água.

Os animais receberam as soluções adoçadas por oito semanas, o que equivale a uma pessoa ingerir quantidades excessivas de açúcar por seis anos.

Embora os dois grupos alimentados com açúcar consumissem mais calorias do que o grupo de controle, a ingestão calórica total dos animais alimentados com glicose foi maior do que a ingestão calórica daqueles que receberam frutose.

Mas a observação surpreendente foi que “apesar desta diferença, apenas o grupo da frutose apresentou um aumento significativo no peso corporal final,” escreveu a equipe de pesquisa.

Além do maior ganho de peso, o grupo que ingeriu frutose apresentou mais marcadores de doença vascular e lesão hepática do que o grupo da glicose.

Estes marcadores incluem triglicérides elevados, aumento do peso do fígado, diminuição da queima de gordura no fígado (um fator que pode contribuir para a doença hepática gordurosa não-alcoólica) e relaxamento da aorta, que pode afetar a pressão arterial.

Isto indica que um aumento na quantidade de calorias consumidas devido aos adoçantes não é o único fator envolvido no aumento de riscos à saúde a longo prazo. O tipo de açúcar também pode desempenhar um papel no aumento dos fatores de risco para doenças cardíacas, diabetes e outras doenças crônicas.

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Pesquisa com açúcares chegou a uma conclusão surpreendente

fórmulas dos açucaresO tipo – e não apenas a quantidade de calorias – do açúcar que você ingere importa quando o assunto são os riscos de problemas de saúde.

Apesar da multiplicidade de estudos sobre o açúcar e a saúde, parece que até agora os cientistas não haviam se preocupado em comparar os efeitos do tipo do açúcar sobre as funções metabólica e vascular.

Foi o que fizeram Gemma Sangüesa e seus colegas da Universidade de Barcelona (Espanha), conforme descrito em um artigo publicado na revista científica Heart and Circulatory Physiology.

E os resultados mostraram que importa muito se você está consumindo glicose ou frutose.

Glicose ou frutose

Sangüesa adicionou dois tipos de açúcar à alimentação sólida normal de animais de laboratório. O primeiro grupo recebeu uma solução líquida de glicose (uma forma de açúcar encontrada naturalmente no corpo pela quebra dos carboidratos), enquanto o segundo grupo recebeu uma solução de frutose (um tipo açúcar encontrado nas frutas e sucos). Um terceiro grupo, de controle, recebeu um adicional de água.

Os animais receberam as soluções adoçadas por oito semanas, o que equivale a uma pessoa ingerir quantidades excessivas de açúcar por seis anos.

Embora os dois grupos alimentados com açúcar consumissem mais calorias do que o grupo de controle, a ingestão calórica total dos animais alimentados com glicose foi maior do que a ingestão calórica daqueles que receberam frutose.

Mas a observação surpreendente foi que “apesar desta diferença, apenas o grupo da frutose apresentou um aumento significativo no peso corporal final,” escreveu a equipe de pesquisa.

Marcadores alterados

Além do maior ganho de peso, o grupo que ingeriu frutose apresentou mais marcadores de doença vascular e lesão hepática do que o grupo da glicose.

Estes marcadores incluem triglicérides elevados, aumento do peso do fígado, diminuição da queima de gordura no fígado (um fator que pode contribuir para a doença hepática gordurosa não-alcoólica) e relaxamento da aorta, que pode afetar a pressão arterial.

Isto indica que um aumento na quantidade de calorias consumidas devido aos adoçantes não é o único fator envolvido no aumento de riscos à saúde a longo prazo. O tipo de açúcar também pode desempenhar um papel no aumento dos fatores de risco para doenças cardíacas, diabetes e outras doenças crônicas.

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Estudo afirma que os clear aligners trazem mais benefícios quando comparados aos aparelhos ortodônticos fixos

clear align
Nos últimos anos, os clear aligners tornaram-se uma boa alternativa de tratamento em ortodontia do que aparelhos ortodônticos fixos (fixed orthodontic appliances – FOA). No entanto, existem poucos estudos sobre os efeitos do tratamento com o alinhador na higiene bucal e gengival. Uma equipe de investigadores alemães, fez agora a comparação com o estado de saúde bucal, higiene oral e a satisfação com o tratamento de pacientes tratados com o FOA e o sistema de alinhador Invisalign. Eles acharam que pacientes com Invisalign têm melhor saúde periodontal e maior satisfação durante o tratamento ortodôntico.
 
Até hoje, a maioria dos pacientes, especialmente durante a infância e a adolescência, são tratados com o FOA. No entanto, estes aparelhos tendem a complicar a higiene oral e, consequentemente, interferir com a saúde periodontal dos pacientes. Além disso, o tratamento com o FOA não é muito popular em ortodontia de adultos por razões estéticas. Portanto, outras técnicas em ortodontia têm sido desenvolvidas para melhorar a estética e simplificar procedimentos de higiene oral. Uma alternativa para o FOA são os clear aligners, que são discretos e têm a vantagem de serem removíveis durante a higiene oral e comida ou bebida. O uso dos clear aligners tem aumentado muito na última década, um importante exemplo é o Invisalign, produzido pela Align Technology desde 1999. No entanto, apenas um número limitado de estudos comparou os efeitos do Invisalign e do FOA na higiene oral, assinalaram os pesquisadores da Universidade Johannes Gutenberg em Mainz.
 
O estudo incluiu 100 pacientes que foram submetidos à tratamento ortodôntico, divididos igualmente entre o FOA e o Invisalign, por mais de seis meses. Os pesquisadores realizaram exames clínicos antes e após o tratamento com o objetivo de avaliar a condição periodontal dos pacientes e quaisquer alterações. Além disso, um detalhado questionário avaliou a higiene oral e hábitos alimentares dos pacientes, bem como a satisfação com o tratamento. Todos os pacientes receberam as mesmas instruções de higiene bucal antes e durante tratamento ortodôntico. Isso incluiu o uso de escova de dentes, fio dental e escovas interdentais três vezes por dia.
 
A análise dos dados mostrou não haver diferenças entre os dois grupos em relação à saúde periodontal e higiene oral antes do tratamento ortodôntico. No entanto, os pesquisadores observaram notáveis mudanças na condição periodontal em ambos os grupos durante o tratamento ortodôntico. Verificaram que a saúde gengival foi significativamente maior nos pacientes tratados com Invisalign, e a quantidade de placa bacteriana dental também foi menor, mas não significativamente diferente em comparação com pacientes de FOA.
 
Os resultados dos questionários mostraram maior satisfação dos pacientes tratados com Invisalign. Apenas 6 por cento dos pacientes com Invisalign relataram comprometimento do seu bem-estar geral durante tratamento ortodôntico, em comparação com 36 por cento dos pacientes com FOA. Outros efeitos negativos que também foram significativamente maiores nos pacientes com FOA incluíram irritação gengival (FOA: 56 por cento; Invisalign: 14 por cento), privação de rir por motivos estéticos (FOA: 26 por cento; Invisalign: 6 por cento), alteração dos hábitos alimentares durante tratamento ortodôntico (FOA: 70 por cento; Invisalign: 50 por cento), e tendo que escovar os dentes por mais tempo e mais frequentemente (FOA: 84 por cento; Invisalign: 52 por cento).
 

Conclusão

Os pesquisadores concluíram que o tratamento ortodôntico com Invisalign teve impacto negativo significativamente menor sobre a condição do paciente do que o tratamento com a FOA, tanto no que diz respeito a saúde gengival e bem-estar geral.
 
O estudo, intitulado “Aparelhos fixos versus Invisalign: Parâmetros gengivais e a satisfação dos pacientes durante o tratamento: Um estudo de corte transversal”, foi publicado on-line na revista BMC Oral Health no dia 24 de junho.
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