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Nova consequência da pandemia: dentes quebrados

dentes quebrados

Os dentistas estão se deparando com outra estranha consequência do estresse provocado pela pandemia de Coronavírus: dentes quebrados.

Com noites sem dormir, o ranger dos dentes é um sinal claro e revelador de estresse.
É um hábito que pode causar desgaste e até mesmo a quebra dos dentes.
Isso faz com que mais pessoas busquem os consultórios odontológicos em meio à pandemia do coronavírus.

Um dentista da cidade de Nova Iorque, Dr Todd Bertman, afirmou estar encontrando muito dentes quebrados nos pacientes que atende.

“Definitivamente, há um aumento nos casos”, afirmou Avina Paranjpe, professora de endodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade de Washington.

Dentes quebrados – Qual o tamanho do aumento de ocorrências

Quanto de aumento?

“Considerando o número de casos que vimos na universidade e, na prática, eu diria um aumento de cerca de 30% a 35% nos casos“, disse Avina Paranjpe.

Seguindo as diretrizes de saúde, Bertman e seus colegas fecharam suas instalações entre 16 de março e 18 de maio.
“Mas continuamos a fornecer tele-odontologia”, disse o profissional.

“Atendíamos emergências por meio do Zoom. Mesmo naquele ponto, eu estava começando a ver muitos casos de dentes quebrados. E então, quando reabrimos, havia tantos problemas relacionados a dentes quebrados que realmente tínhamos que priorizar, focando em lidar com essas emergências em vez de limpezas.”

Bertman e Paranjpe atribuíram a tendência ao aumento dos níveis de estresse durante a pandemia.

O principal responsável: o fator estresse

Bertman e Paranjpe atribuíram a tendência ao aumento dos níveis de estresse durante a pandemia.

O estresse”, disse Paranjpe, “é o principal motivo do aumento da porcentagem de dentes rachados.”

As pessoas estão lidando com mudanças nas demandas de emprego, temores econômicos, necessidades sociais não atendidas ou preocupações médicas abrangentes.

E o estresse do COVID-19 é provavelmente um problema generalizado.
Esse tensão exacerbada pode ​​ser opressora e causar fortes emoções em adultos e crianças.

Dentes que sofrem

Essa emoção pode ter consequências dentais, disse Bertman.
Muitos de seus pacientes que agora chegam com dentes quebrados também relatam dores de cabeça e no maxilar, observou ele.

Isso sugere um aumento no aperto da mandíbula causado pela ansiedade, ranger de dentes, espasmos musculares e estresse muscular.

A postura pode estar mudando devido a preocupações do COVID, e isso pode afetar a saúde bucal também, disse Bertman.

Má postura e suas consequências

“Muitos se depararam com a necessidade de montar uma estação de trabalho improvisada em casa (home office).
É provável que muitos tenham se utilizado de cadeiras desconfortáveis ​​e sentados em frente a mesas não adaptadas para um bom posicionamento postural”, Bertman disse.

A má postura resultante pode causar dor na articulação da mandíbula e nos músculos que controlam o movimento da mandíbula.

Ranger os dentes não é incomum. Porém, nem todos fazem ideia do que está acontecendo.
Estima-se que 50% dos pacientes sabem que rangem os dentes e os outros 50% não sabem.

O que fazer para proteger os dentes?

A meditação para reduzir o estresse invasivo pode ser útil, sugeriu Bertman. “Isso o traz para o momento.
E pode ajudar o indivíduo a se concentrar mais na postura, o que é importante estar atento. Qualquer coisa que você puder fazer – como alongar ou reposicionar – pode ser útil.”

As placas de mordida são outra estratégia preventiva.
“Normalmente, se sabemos que um paciente está rangendo ou cerrando os dentes, eles o farão à noite, então recomendamos uma placa de mordida”, disse Paranjpe.
As placas de mordida podem ser de silicone ou acrílico.

Placas de mordida de silicone

O conforto para o paciente é a grande e principal vantagem das placas de silicone.
Porém, ela apresenta algumas desvantagens.
É uma placa que se mostra menos efetiva e seus efeitos são menos controláveis durante o tratamento.
Isso pelo fato do silicone ser um material poroso.
Essa porosidade pode facilitar a proliferação de bactérias e prejudicar a higiene bucal. E também pode favorecer o mau hálito.

Placas de mordida de acrílico

É aquela menos confortável para o paciente. Porém, é a que se mostra mais efetiva.
Essas placas são específicas para o tratamento do bruxismo.

Não se deve utilizar placas para clareamento dental por possuírem outra funcionalidade.

As placas de acrílico contam com um espaçamento que impede que a boca se feche. Isso acaba induzindo o relaxamento da musculatura da mandíbula.

Um alerta

Deve-se evitar a compra de placas de mordida pela Internet.
Se não for um caso simples, e isso apenas o dentista poderá dizer, a placa comprada sem orientação profissional pode causar problemas.

É que o uso de uma placa de mordida que provoque o ajuste incorreto pode reorganizar a mordida de forma errada provocando desconforto e dor e até a perda de dentes em casos mais graves.

Fontes: American Association of Endodontics, MedicalXpress, Dentalprev
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A falta de máscaras cirúrgicas e o impacto sobre a odontologia

máscaras cirúrgicas

As máscaras cirúrgicas sumiram do mercado. Essa é uma realidade em consequência do avanço da atual epidemia do novo coronavírus.
Estima-se em pelo menos 1 ano para que seja disponibilizado às populações uma vacina que impeça a propagação do Covid-19.
Nesse meio tempo o que temos visto é a ausência de máscaras cirúrgicas nos pontos de venda tradicionais. As faltas acontecem em dentárias, farmácias ou distribuidoras.
E não são apenas as máscaras cirúrgicas que sumiram do mercado. Também desapareceram outros equipamentos de proteção individual (EPIs). EPIs como luvas de cirúrgicas, luvas de procedimento, óculos de proteção , aventais descartáveis, toucas descartáveis, etc.

É necessário que os segmentos que representam a odontologia em nosso país se mobilizem. Que reivindiquem junto às autoridades de nosso país a garantia do fornecimento de máscaras cirúrgicas e demais EPIs aos nossos dentistas.

Isso irá garantir a proteção do dentista e seus pacientes. E assegurar o funcionamento dos consultórios e clínicas odontológicas.

Temos acompanhado pelo noticiário na TV e na Internet que o avanço da epidemia de coronavírus levou consumidores em pânico a esvaziar os estoques de máscaras cirúrgicas dos pontos de venda.

Segundo dados da Associação de Dentistas Britânica (BDA), a falta de máscaras cirúrgicas já afeta dentistas nos EUA, Japão, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem feito apelo às pessoas não ligadas ao segmento saúde e que não apresentem sinais da doença que parem de comprar e estocar máscaras cirúrgicas.

Sem máscaras cirúrgicas, sem tratamento

O fato é que sem máscaras cirúrgicas, os dentistas ficam impossibilitados de tratar os pacientes com segurança. Isso faz as pessoas correrem o risco de ficarem sem tratamento.

Aumento na demanda, aumento de preços, necessidade de aumento da produção

A Associação de Dentistas Australianos, por exemplo, acredita que seus profissionais poderão estar sem máscaras cirúrgicas em até quatro semanas.

Segundo a OMS, estima-se em 89 milhões o total de máscaras cirúrgicas necessárias para a resposta ao Covid-19 a cada mês.
O preço das máscaras cirúrgicas disparou nas últimas semanas, assim como também das máscaras N95 e dos aventais.
Alguns dos maiores fabricantes de máscaras estão localizados na China.

No entanto, a China vem disponibilizando pequenas cotas de máscaras para exportação. Isso para garantir um suprimento adequado para os infectados pelo Covid-19 naquele país.
Felizmente a China tem registrado nos últimos dias uma sensível diminuição nas estatísticas de novos infectados por Covid-19. Isso poderá a médio prazo se refletir num aumento da produção de EPIs e consequente maior disponibilidade com consequente redução de preços.

A OMS tem insistido com governos e indústria para a necessidade de aumento na produção de EPIs, em pelo menos 40%.
Afinal, diante da indisponibilidade no suprimento de EPIs básicos, o risco para profissionais atuantes na saúde é real.

Segundo a OMS, governos e indústria devem agir com celeridade para aumentar a oferta e diminuir tarifas e restrições à exportação e importação.
Não se pode impedir o progresso da infecção do Covid-19 sem proteger primeiro os profissionais de saúde.

Para os indivíduos que tem máscaras cirúrgicas estocadas em casa

Se você foi um daqueles que, diante do avanço da epidemia de Covid-19, foi às compras e adquiriu várias caixas de máscaras cirúrgicas e luvas, temos um recado pra você.
Essas máscaras e luvas são instrumento de trabalho para o seu dentista. Sem esses equipamentos de proteção individual (EPIs) o profissional não tem como atender seus pacientes com segurança. E a proteção é fundamental, e vale tanto para o dentista quanto para os seus pacientes.

Assim, se você dispõe de máscaras cirúrgicas estocadas em sua casa, sugerimos um gesto de boa vontade. Leve você ao menos uma caixa de máscaras e de outra luvas para o seu dentista. Serão os melhores presentes de Páscoa para esse ele nesse momento grave que estamos passando. Evidências científicas demonstram que a saúde bucal tem relação direta com a saúde de todo o nosso corpo. Isso ressalta o valor enorme que a odontologia e seus profissionais têm para a saúde de nossa população.

Fonte: Dental Tribune
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Epidemia de coronavírus – tudo o que você precisa saber

Epidemia de coronavírus – tudo o que você precisa saber

coronavírus

Muito tem se comentado nos últimos dias e semanas sobre a epidemia de coronavírus, o Covid-19.

O Coronavírus compõe uma família de vírus causadores de infecções respiratórias.
Recebe esse nome de “corona“, quando em 1965, ao ser observado em microscopia eletrônica, viu-se que aparência de uma coroa.

Assim como pacientes com outras doenças semelhantes à gripe, pacientes com coronavírus (covid-19) relatam sintomas leves a graves, como febre, tosse e falta de ar.

Tempo de incubação

Em média o tempo de incubação do coronavírus é de 5 a 7 dias após o contato inicial.
Há casos de períodos de incubação mais longos, de até 14 dias.
Há pessoas, no entanto, que não apresentam sintomas.

Período de transmissão

A transmissibilidade dos pacientes infectados por coronavírus (Covid-19) tem sido em média de 7 dias após o início dos sintomas.
Porém, dados preliminares do Covid-19 sugerem que a transmissão possa ocorrer, mesmo sem o aparecimento de sinais e sintomas. Esse é porém ainda um dado não totalmente esclarecido. Até o momento, não existem informações suficientes que possam garantir quantos dias anteriores ao início dos sinais e sintomas uma pessoa contaminada passa a transmitir o Covid-19.

Como o coronavírus se transmite

O contágio se dá a partir de pessoas infectadas.
A doença pode se espalhar desde que alguém esteja a menos de 2 metros de distância de uma pessoa com a doença.

A transmissão pode ocorrer por gotículas de saliva, espirro, tosse ou catarro, que podem ser repassados por toque ou aperto de mão, objetos ou superfícies contaminadas pelo infectado.

Infecção por Coronavírus – como se prevenir

Não existe até o momento medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus.

As seguintes medidas de prevenção são recomendadas:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos;
  • Na impossibilidade de lavar as mãos, usar desinfetante para as mãos à base de álcool 70 graus;
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes;
  • Ficar em casa quando estiver doente;
  • Usar um lenço de papel para cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, e descartá-lo no lixo após o uso;
  • Não compartilhar copos, talheres e objetos de uso pessoal;
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência;
  • Manter ambientes bem ventilados e higienizar as mãos após tossir ou espirrar.

Uso de máscara para proteção

A máscara à princípio deve ser utilizada por quem apresenta sintomas da doença.
Sua função é prevenir que alguém infectado contamine outras pessoas.

O uso também é recomendado para pessoas que tenham contato com indivíduos com suspeita ou confirmação do novo coronavírus.

Máscaras também devem ser usadas por profissionais de saúde que atuem em locais com pacientes com suspeitas ou sintomas.
Após a utilização, a orientação é descartar a máscara em local adequado e lavar as mãos.

Posso ter coronavírus? Há possibilidade de existir uma imunidade natural a ele?

À princípio todos estão suscetíveis ao Coronavírus. Isso pelo fato de ser um vírus novo. Também não se tem certeza de que um indivíduo uma vez infectado e curado da doença adquira imunidade permanente ao Covid-19.

Características clínicas de uma infecção por coronavírus

Não existem características clínicas específicas de uma infecção por coronavírus que possam diferenciá-lo de outros vírus causadores de infecções respiratórias.
Os sintomas de uma infecção por coronavírus são comuns a outros vírus como influenza, parainfluenza, rinovírus, vírus sincicial respiratório e adenovírus.

Coronavírus – principais sintomas

Os sintomas principais do Covid-19 são febre, cansaço e tosse seca.
Parte dos pacientes pode apresentar dores, congestão nasal, coriza, tosse e diarreia.

Alguns pacientes podem ser assintomáticos, ou seja, estarem infectados pelo vírus, mas não apresentarem sintomas. Pacientes mais jovens são os mais passíveis de não apresentarem qualquer sinal da doença.

Qual a população mais vulnerável à infecção por coronavírus?

A OMS calcula que 1 em cada 6 pacientes pode ter um agravamento do quadro, com dificuldades respiratórias sérias. A população de maior risco é aquela da terceira idade. É também a população que por consequência mais gera preocupação diante da atual epidemia.

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Como o dentista pode lidar com a epidemia de Coronavírus

A prevenção é e sempre será o melhor remédio para qualquer problema.
Na questão de como o dentista poderá lidar com o quadro atual de epidemia de Coronavírus, seguem algumas sugestões.

Inicialmente, o contato inicial com o paciente pode se dar pelo telefone. No caso de consultas já marcadas, recomenda-se uma triagem prévia.

Nesse contato inicial pode-se buscar obter informações sobre o estado de saúde do paciente e do seu possível contato com o vírus.

Sugestão de um questionário que pode ser utilizado nessa estratégia de abordagem

  • Viajou para os países de risco nos últimos 14 dias?
  • Tem ou teve febre nos últimos 14 dias?
  • Tem ou teve algum problema respiratório, especialmente tosse, nos últimos 14 dias?
  • Esteve em contato (não protegido) com um caso confirmado de Coronavírus?
  • Nos últimos 14 dias, esteve em contato próximo com alguém que apresentava sintomas respiratórios agudos?

Se o paciente confirmar alguma das perguntas dessas perguntas, estiver infectado ou se for imunodeprimido, o dentista deverá desmarcar a consulta caso esta não seja urgente. E recomendar ao paciente uma nova data para sua realização.

Se, no entanto, se tratar de uma urgência, o dentista e sua equipe recomenda-se adotar as seguintes medidas de proteção no uso de EPI:

  • Uso de touca e avental cirúrgico descartável;
  • Uso de óculos de proteção;
  • Uso de máscara do tipo N95. Para o caso de máscara cirúrgica recomenda-se duas, substituídas a cada 2 horas ou ao término de cada atendimento;

Sequência recomendada de colocação do equipamento de proteção individual (EPI)

  1. Higienizar as mãos. As mãos devem ser bem lavadas antes e depois do procedimento do paciente;
  2. Colocar o avental;
  3. Colocar a máscara;
  4. Colocar o óculos de proteção ocular;
  5. Colocar as luvas.

Caso não disponha do EPI adequado, ao dentista não se aconselha a realização da consulta de paciente com Covid-19 ou suspeita de Covid-19.

Cuidados extras para todos os pacientes em áreas de maior risco

  • Retirar da sala de espera revistas, folhetos e outros objetos que possam ser manuseados por várias pessoas;
  • Gerenciar as marcações de consulta de forma a evitar ter vários pacientes ao mesmo tempo na sala de espera. Preferencialmente, não ter mais de duas pessoas ao mesmo tempo nesse espaço;
  • Informar os pacientes sobre as medidas de segurança. Em especial a de manter uma distância de cerca de 1,5 m;
  • O paciente deve lavar as mãos antes de entrar no consultório. Também não deve entrar com as peças de roupa que serão retiradas.
  • Antes da consulta o paciente deve bochechar com uma solução de água oxigenada a 1% por 30 segundos ou com 0,2-0,3% de clorexidina.

Higiene do espaço

A higiene do espaço também deve ser cuidada, pelo que todas as superfícies de trabalho e o ambiente devem ser imediatamente limpos e desinfetados. Pode ser utilizada, por exemplo, uma solução de hipoclorito de sódio de 1000 ppm de cloro ativo. Tal solução pode ser encomendada em farmácias de manipulação.

O vírus são inativados após cinco minutos de contato com desinfetantes normais, como a água sanitária doméstica.
As normas universais de desinfeção e esterilização devem ser minuciosamente seguidas, algo sempre importante a destacar.

Fontes: Ministério da Saúde, Portal MS, Agência Brasil, OMS, Saúde Oral
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