covid-19

Periodontite e Covid-19: fonte de sérias complicações

Periodontite e Covid-19: fonte de sérias complicações

periodontite e COVID-19

Uma importante pesquisa, conduzida pelo cirurgião-dentista Dr. Shervin Molayem, foi publicada recentemente no California Dental Association Journal.

O novo estudo associa a periodontite e COVID-19. Essa pesquisa sugere que o vírus é mais grave na presença de inflamação causada pela doença gengival.

As bactérias nas gengivas percorrem o corpo e espalham a proteína IL-6, uma substância inflamatória prejudicial.
Altos níveis de IL-6 são preditores de insuficiência respiratória – apresentando um risco 22 vezes maior de complicações respiratórias.

Maior taxa de mortalidade

Como resultado, os pesquisadores estão reforçando a importância de uma melhor triagem periodontal e tratamento para ajudar a combater a propagação do vírus.

A má higiene bucal ligada à periodontite e COVID-19 tem grande impacto nas infecções respiratórias geradas pelo Coronavírus.
As intervenções periodontais são importantes para reduzir a carga de bactérias bucais e potencialmente diminuir a inflamação sistêmica.

A periodontite é um risco para outras condições de saúde, como doenças cardiovasculares e diabetes. Essas patologias também estão relacionadas a taxas mais elevadas de mortalidade da COVID-19.

Uma boa higiene bucal nunca foi tão importante.
A placa bacteriana pode abrigar patógenos respiratórios e periodontais. Esses agentes podem atingir a circulação sistêmica e invadir as células hospedeiras.

Manter a carga de bactérias bucais o mais baixa possível pode reduzir o risco de aspiração para o trato respiratório.

Além disso, os pacientes devem ser encorajados a escovar os dentes sempre após a ingestão de alimentos com creme dental fluoretado. A realização da limpeza interproximal também é recomendável que seja feita.

Periodontite e Covid-19 – descobertas do estudo

  • COVID-19 pode desregular a resposta imune do hospedeiro e aumentar IL-6;
  • As doenças bucais – especialmente a periodontite – podem contribuir para uma resposta inflamatória sistêmica;
  • Bactérias orais podem afetar a função dos pulmões, aumentando o risco de pneumonia e complicações pulmonares potencialmente relacionadas à COVID-19;
  • As intervenções de higiene bucal, bem como o tratamento periodontal e dentário, podem diminuir a carga de bactérias bucais.

Existem poucos estudos acerca desse tópico. No entanto, a higiene bucal adequada e as intervenções periodontais não devem ser subestimadas para minimizar as complicações graves da COVID-19.

A importância do Dentista na prevenção de quadros agravados de COVID-19

O papel do dentista sempre foi vital na prevenção de doenças odontológicas. A cárie dentária é um exemplo básico dessa relevância.
Mas, o mais importante, o dentista é o profissional da saúde capaz de diagnosticar e tratar as doenças gengivais, que possuem um componente inflamatório importante com potencial de causar uma série de outros problemas de saúde.

Sabemos que comorbidades como diabetes e doenças cardíacas podem agravar quadros de COVID-19. As evidências científicas falam por si. Agora sabemos que a periodontite e COVID-19 tem relação.
E que o risco para estados mais graves dessa nova doença se equivalem na mesma proporção para quadros de periodontite.
Assim, pode-se afirmar que doenças periodontais são fatores de risco agravado para COVID-19 semelhantemente aquele ligado ao diabetes e doenças cardíacas.
O dentista tem um papel fundamental na prevenção do desenvolvimento de sintomas graves de infecção por COVID19.

Os processos inflamatórios causados ​​por doenças gengivais têm um efeito indireto nos pulmões, o que exacerba os sintomas do COVID-19.
Tudo isso pode ser evitado removendo as bactérias das placas existentes.

Neste contexto, a educação sobre higiene bucal é essencial. Importante salientar que dicas e conselhos devem ser adaptados a cada paciente de acordo com as peculiaridades de cada um.

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Fontes: Journal of California Dental Association, frontiers
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Enxaguantes bucais podem impedir a disseminação da COVID-19?

enxaguantes bucais

O uso de enxaguantes bucais podem ajudar a conter a propagação do COVID-19?
Após a revisão de evidências de mais de 100 artigos, pesquisadores afirmam que sim. Ao menos, in vitro.
Ou seja, fazer bochechos orais com alguns enxaguatórios bucais pode ajudar a conter a propagação do Covid-19. Ao menos in vitro pelo que as pesquisas até agora realizadas apontaram.

Embora os pesquisadores reconheçam que alguns enxaguatórios bucais podem ter um papel importante na contenção da pandemia, eles fazem um alerta.
Mais pesquisas são necessárias para que o tema seja melhor esclarecido.
São necessárias mais pesquisas para o fortalecimento das evidências.

Os pesquisadores estudam a possibilidade de que a diminuição da carga viral, mesmo que transitória, possa ter um impacto na transmissão da doença.
Isso quando falamos de pacientes atendidos por dentistas, cirurgiões ou anestesistas.

Essa é uma ideia que precisa ser melhor avaliada. Ensaios clínicos precisam mensurar o impacto do enxágue bucal sobre o número de partículas virais ativas antes e depois do enxágue.
Em havendo a confirmação da ação, também o tempo que o efeito persiste precisará ser determinado.

Estratégia Virucida – Enxaguantes bucais

O vírus do Sars-CoV-2 é envolvido por um envelope liṕidico.
Inseridas em sua membrana estão as glicoproteínas que ele utiliza para adentrar as células.

Por mais forte que o vírus possa parecer, a sua membrana de gordura é o seu calcanhar de Aquiles.
Novos meios que viabilizem o rompimento dessa membrana vêm sendo alvo de estudos.

Agir sobre o revestimento lipídico é uma estratégia virucida bem conhecida contra muitos coronavírus.
Pesquisas anteriores demonstraram o impacto de muitos agentes nesse sentido.

Estudos anteriores já provaram que o vírus é altamente sensível a soluções alcoólicas a 60% ou 70%.
O álcool nessas concentrações causa a inativação imediata do vírus.
O uso de soluções hidroalcoólicas faz parte das recomendações da OMS.
No entanto, a mesma OMS não traz orientações sobre o uso de enxaguatórios orais como uma das formas de combate à propagação do SARS-CoV-2.
Isso se deve à escassez de pesquisas sobre a possibilidade do uso dessas soluções como armas antivirais.

Glândulas salivares e garganta – papel importante na propagação do vírus

As glândulas salivares e a garganta são as principais fontes de replicação do coronavírus. Além disso, uma carga viral alta na boca pode contribuir para a disseminação do vírus nos estágios iniciais da infecção.

Sabe-se que a garganta é um local de presença do vírus. Especialmente em doenças em estágio inicial e em indivíduos assintomáticos que também  podem ser transmissores.

Existem muitas evidências de que muitos indivíduos não apresentam sintomas, mas são positivos para o SARS-CoV-2. Isso é evidenciado pela detecção do vírus na garganta e nos cotonetes nasais.

Certezas da Ciência até os dias atuais

Níveis elevados de vírus na garganta ou nos pulmões também podem estar associados a um aumento na propensão a infectar outras pessoas. Ou seja, indivíduos com uma alta carga viral podem potencialmente ser agentes de transmissão da COVID-19.
Assim, estratégias destinadas a reduzir o número de partículas virais infecciosas nas membranas mucosas podem ajudar a reduzir o risco de transmissão.
Uma dessas estratégias está no uso de enxaguatórios bucais com capacidade de destruir o envelope lipídico do SARS-CoV-2.

Como o uso enxaguatórios bucais pode ajudar a conter a propagação do COVID-19

Para responder a essa pergunta, os pesquisadores realizaram uma ampla revisão bibliográfica. Foram examinados vários ingredientes comuns presentes em soluções orais. Ativos como o álcool, clorexidina, cloreto de cetilpiridínio, peróxido de hidrogênio e iodeto de povidona.

Os pesquisadores avaliaram o potencial de cada um deles para destruição do envelope lipídico do vírus SARS-CoV-2. E por consequência também assim potencialmente reduzir a disseminação viral.

Enxaguantes bucais com álcool

Em relação ao etanol, a maioria dos estudos investigou a utilidade de concentrações mais altas do composto.
Poucos examinaram as concentrações mais baixas presentes em enxaguantes bucais disponíveis no mercado.

Poucas até o momento são as pesquisas realizadas com menores concentrações de etanol. Os resultados até agora têm sido promissores.
Dois desses ensaios, ambos realizados in vitro, produziram resultados positivos em relação à desnaturação do vírus pelos enxaguantes bucais avaliados.

Em 2007, um estudo concluiu que 20% de etanol inativou completamente três vírus envelopados – sindbis, herpes simplex – 1 e vaccinia.

Outro estudo publicado 10 anos mais tarde mostrou que uma exposição de 30 segundos a uma diluição contendo 34% de etanol impedia completamente a replicação do coronavírus.

Há “uma necessidade urgente” de realizar estudos semelhantes em condições biologicamente relevantes, como na mucosa e na boca. É o que observam os atuais pesquisadores.

A busca por respostas

Alguns pesquisadores partiram em busca de respostas. A questão chave é saber da real capacidade dos enxaguantes bucais disponíveis no mercado na destruição do envelope lipídico do coronavírus.

Em 1995, os pesquisadores testaram uma solução com 26,9% de etanol mais óleos essenciais contra herpes, gripe, rotavírus e adenovírus in vitro.

Tanto o vírus do herpes quanto a gripe (que estão envolvidos) foram afetados significativamente. Já o adenovírus e o rotavírus (que não estão envolvidos) não foram afetados. Isso levou os pesquisadores a especular que os enxaguantes bucais poderiam auxiliar na inativação do vírus.

Um estudo de acompanhamento não publicado de 2010 do mesmo grupo mostrou que uma exposição in vitro de 30 segundos a 21,6% de etanol com óleos essenciais levou a uma redução de mais de 99,99% na capacidade de infecção do influenza H1N1.

Esses estudos fornecem prova de conceito de que enxaguantes bucais contendo óleos essenciais com etanol a 21-27% podem inativar vírus envelopados. Isso tanto no laboratório quanto em humanos, com o provável mecanismo de dano ao envelope lipídico do vírus. É o que afirmam os autores da revisão.

No entanto, mais pesquisas sobre etanol em enxaguantes precisam ser realizadas, segundo os mesmos cientistas.

Outras formulações

Os estudos demonstraram que os enxaguantes bucais com álcool tiveram um efeito positivo. Porém, os estudos “foram pequenos, não cegos, relataram ou não definiram qual patógeno respiratório estava envolvido. Todos portanto, apresentam limitações.
É por isso que os ensaios clínicos em larga escala são urgentemente necessários.

Outros estudos investigaram o potencial de outras formulações de enxaguantes bucais no combate a vírus envoltos em lipídios.
A clorexidina demonstrou in vitro reduzir a concentração viral de vírus envolvidos.

Clorexidina

As formulações à base de clorexidina podem manter sua atividade antimicrobiana por até 12 horas. Segundo os pesquisadores, a combinação de soluções de clorexidina e etanol podem ser úteis na redução da carga viral por períodos mais longos.

Povidona-iodo

A povidona-iodo também foi objeto de alguns estudos em humanos. Evidenciou-se que gargarejos repetidos podem reduzir a incidência de infecções bacterianas e virais.
No entanto, a povidona-iodo está atualmente disponível apenas em alguns países asiáticos.
Além disso, reações alérgicas raras foram relatadas com seu uso.

Solução salina hipertônica

A lavagem com água clorada ou solução salina hipertônica é outra opção segundo um estudo realizado no Japão.
“No entanto, este estudo foi cego e autorrelatado, e, portanto, não pode ser considerado definitivo”. É o que afirmaram os pesquisadores.

Peróxido de hidrogênio

O peróxido de hidrogênio, destrói as membranas lipídicas através dos radicais livres de oxigênio.
Estudos anteriores mostraram que o coronavírus 229E e outros vírus envelopados são inativados.
Isso foi observado em concentrações de peróxido de hidrogênio de aproximadamente 0,5%.

O peróxido de hidrogênio em concentração acima de 5% pode danificar tecidos moles e duros. Porém, pouco dano foi observado na faixa de concentração de 1% a 3%. Essa faixa é aquela comumente usada em enxaguatórios bucais para clareamento dos dentes.

Compostos de quaternário de amônio (cetilpiridínio)

Os compostos de amônio quaternário são agentes microbicidas. Eles interferem com os componentes proteicos ou lipídicos na superfície celular. Um desses compostos é o cloreto de cetilpiridínio. Esse, recentemente, demonstrou ser ativo in vitro e in vivo contra a gripe através do ataque direto ao envelope viral.

Perguntas que aguardam respostas

Dado o potencial que essas substâncias, na forma de enxaguantes bucais, podem ter na transmissão do SARS-CoV-2, mais pesquisas são necessárias.

Essas pesquisas precisam responder algumas perguntas, como estas:

  • A carga viral na orofaringe pode ser reduzida através do enxaguante bucal?
  • Em caso afirmativo, qual enxaguante bucal pode ser clinicamente eficaz?
  • Uma combinação de agentes em quantidades menores seria melhor tolerada, reduziria efeitos adversos e manteria sua eficácia?
  • Que combinações, tempos de contato e frequência de uso podem induzir a atividade antiviral e reduzir a infectividade do SARS-CoV-2?

Para ajudar a responder a essas perguntas, os pesquisadores sugerem várias abordagens de pesquisa.
Estudos epidemiológicos podem ajudar a estabelecer em nível populacional se os enxaguantes bucais estão associados a taxas reduzidas de infecções na garganta e respiratórias, incluindo aquelas causadas pela SARS-CoV-2.

Também são necessárias mais pesquisas sobre o vírus SARS-CoV-2. Pesquisas para determinar a composição de seu lipidoma, o impacto do etanol ou de outros agentes na infectividade da proteína spike. E também e o impacto da temperatura e da carga no solo.

Qualquer estudo sobre a viabilidade potencial de enxaguantes bucais nesse contexto também precisa examinar a tolerabilidade desses tratamentos.

Teoricamente, enxaguantes bucais podem causar inflamação na garganta. Porém, em um estudo clínico, isso pode ser monitorado e determinado. Numa expectativa de curto prazo os riscos serão mínimos, desde que usados corretamente.

O fator Tempo

Apesar de muitas dúvidas, os pesquisadores esperam que novas pesquisas respondam às questões em aberto.
Se as necessárias pesquisas serão concluídas a tempo de brecar o curso da pandemia de COVID-19, aí já é outra questão.

Concluindo

Sem as evidências, não se pode fazer recomendações formais ao público.
É preciso realizar pesquisas para determinar se os enxaguatórios bucais têm algum impacto primeiro“. É o que salienta um dos pesquisadores.

Stephen Challacombe é professor de Medicina Oral na King’s College London. Ele têm uma opinião mais direta sobre essa questão.
Segundo ele os enxaguantes bucais à base de povidona-iodo são os melhores candidatos. Isso porque têm a capacidade de reduzir a infecção cruzada.
Ele considera que as provas não são de fato suficientes. Ao mesmo tempo, afirma que o risco para os profissionais de saúde é alto. E que isso justificaria iniciar-se o uso dessas soluções.

Ele também recomenda enxaguatórios com peróxido de hidrogênio a 1,5%. Embora não se saiba se possa ser inativado na presença de outra matéria orgânica.

Apesar da carência de pesquisas, ele vê pouca desvantagem no uso de enxaguantes bucais na luta contra a disseminação do COVID-19.

A opinião do professor pode ser resumida em uma declaração dada por ele “você não tem nada a perder e potencialmente muito a ganhar. Então, continue com isso.”

Como pudemos ver nesse artigo a adoção de enxaguantes bucais, como medida preventiva do COVID-19, ainda é um assunto polêmico. Requer mais pesquisas para que possamos ter certeza do melhor caminho.

O que é consenso são as precauções extras que o dentista precisa adotar de agora em diante em seus atendimentos. Essas precauções são listadas em uma matéria recente aqui do blog Dentalis.

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Fontes: Oxford Academic, SSRN, Healthing
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Qual a relação entre a vitamina D e o Covid-19?

Qual a relação entre a vitamina D e o Covid-19?

vitamina D e o Covid-19

Vitamina D e o Covid-19 aparentemente não guardam nenhuma relação.
Só aparentemente. Isso porque pesquisadores descobriram uma forte correlação entre a vitamina D e o Covid-19 no que diz respeito às taxas de mortalidade.

Essa é a conclusão de uma equipe e pesquisadores da Northwestern University.

A pesquisa

Os pesquisadores dessa universidade realizaram uma análise estatística de dados de hospitais de nove países.
Dentre esses estão China, França, Alemanha, Itália, Irã, Coréia do Sul, Espanha, Suíça, Reino Unido (Reino Unido) e Estados Unidos.

A correlação entre a vitamina D e o Covid-19 foi observada em pacientes de países com altas taxas de mortalidade por Covid-19. Países como Itália, Espanha e Reino Unido. Pacientes desses países com altas taxas de mortalidade apresentavam níveis mais baixos de vitamina D. Isso quando comparados com pacientes de países não tão gravemente afetados.

Embora a deficiência de vitamina D possa ter relação com a taxa de mortalidade, não necessariamente signifique que todos devam começar a suplementar essa vitamina.
Os pesquisadores constataram uma evidência, e mais estudos se mostram necessários.
É preciso esclarecer o mecanismo que explique essa mortalidade elevada.

Correlação entre os níveis de vitamina D e o Covid-19

A suspeita dos pesquisadores da estranha relação entre os níveis de vitamina D e o Covid-19 se originou ao perceber diferenças inexplicáveis nas taxas de mortalidade por COVID-19 de país para país.

Houve quem levantou a hipótese de que diferenças na qualidade da assistência médica, distribuição de idade na população, taxas de testagem ou diferentes cepas do coronavírus pudessem ser as responsáveis. Um dos pesquisadores envolvidos, no entanto, não acreditou nisso.

Segundo o pesquisador Backman, nenhum desses fatores parece desempenhar um papel significativo.
O sistema de saúde no norte da Itália, por exemplo, é um dos melhores do mundo.
As diferenças de mortalidade existem mesmo que se observe a mesma faixa etária.

E, embora as restrições aos testes realmente variem, as disparidades na mortalidade ainda existem mesmo quando foram analisados países ou populações para os quais se aplicam taxas de teste semelhantes.
Em vez disso, observou-se uma correlação significativa entre a deficiência de vitamina D e o Covid-19 em suas taxas de mortalidade.

Tempestade de citocinas

Ao analisar dados disponíveis de pacientes de todo o mundo, Backman e sua equipe descobriram algo muito curioso. Uma forte correlação entre os níveis de vitamina D e a tempestade de citocinas.
Essa é uma condição hiperinflamatória causada por um sistema imunológico hiperativo. Ao mesmo tempo notou-se uma correlação entre a deficiência de vitamina D e a mortalidade.

A tempestade de citocinas pode danificar gravemente os pulmões e levar à síndrome do desconforto respiratório agudo e à morte dos pacientes.
É o que parece ocasionar a morte da maioria dos pacientes com Covid-19.
Ou seja, não é exatamente o vírus o causador direto da destruição dos pulmões.
O dano mortal é causado pelas complicações decorrentes do incêndio mal direcionado pelo sistema imunológico.

Vitamina D e a taxa de mortalidade pelo Covid-19

A pesquisa em questão demonstra que níveis adequados de vitamina D podem reduzir a taxa de mortalidade de Covid-19 em até 50%.
A vitamina D não impede o paciente de contrair o vírus. Mas pode reduzir as complicações e evitar a morte daqueles que estão infectados.

Crianças e o Covid-19 – um mistério a ser esclarecido

A correlação entre vitamina D e o Covid-19 pode ajudar a explicar os muitos mistérios que cercam essa doença.
Explicar por que as crianças têm menos probabilidade de morte por decorrência do Covid-19.

Crianças ainda não possuem um sistema imunológico totalmente desenvolvido. Esse mesmo sistema imunológico está diretamente envolvido na resposta ao Covid-19 e com maior probabilidade de gerar uma reação exacerbada.
Esse pode ser o grande diferencial entre crianças e adultos na resposta ao Covid-19.

A reação das crianças ao vírus está baseada no seu sistema imunológico inato.
Isso pode explicar por que a taxa de mortalidade delas é mais baixa.

Atenção – cuidados com doses exageradas de vitamina D

Os pesquisadores salientam que as pessoas não devem tomar doses excessivas de vitamina D. Isso porque doses altas podem gerar efeitos colaterais negativos.
São necessárias muito mais pesquisas para se saber como a vitamina D pode ser usada deforma mais eficaz para proteção contra as complicações do Covid-19.

Vitamina D – qual a dose ideal?

É difícil dizer qual dose é mais benéfica para o Covid-19.
No entanto, é claro que a deficiência de vitamina D é prejudicial e pode ser facilmente tratada com a suplementação adequada.
Isso pode ser uma chave para ajudar a proteger populações vulneráveis.
Especialmente pacientes afro-americanos e idosos, que apresentam uma prevalência maior de deficiência de vitamina D.

A solução para a pandemia de Covid-19, como sabemos, virá com a descoberta de uma vacina eficaz contra o Sars-Cov-2, o vírus causador da doença.

Fonte: medRxiv
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Novidades sobre o vírus SARS-CoV-2, causador do Covid-19

SARS-CoV-2

Afinal, o que torna o vírus SARS-CoV-2, causador da epidemia de Covid-19, uma grande ameaça?

Um novo estudo joga luz sobre essa questão. Pesquisadores da Harvard Stem Cell identificaram os prováveis tipos de células que o vírus SARS-CoV-2 infecta.

Descobriu-se que uma das principais defesas imunológicas do corpo contra infecções virais pode realmente ajudar o vírus SARS-CoV-2 a infectar essas mesmas células.

O que torna algumas pessoas mais suscetíveis ao vírus SARS-CoV-2 e o que ele faz no corpo?

Essas são questões fundamentais na busca de tratamentos mais eficazes.

Vírus SARS-CoV-2 – As células preferidas no organismo humano

O vírus SARS-CoV-2 age preferencialmente sobre células de tecidos como o revestimento da cavidade nasal, pulmões e intestino.
Essa conclusão de deu com base nos sintomas relatados pelos pacientes onde o vírus foi detectado nas análises realizadas.

Quais as células mais suscetíveis ao ataque do vírus SARS-CoV-2?

Pesquisas recentes indicam que o SARS-CoV-2 usa um receptor de células humanas chamado ACE2 para entrar nas células.

Isso acontece com o auxílio de uma enzima chamada TMPRSS2. Isso levou os pesquisadores a fazer uma pergunta simples.

Afinal, quais células do tecido respiratório e intestinal expressam ACE2 e TMPRSS2?

Para responder a essa pergunta, a equipe voltou-se para o sequenciamento de RNA de célula única. Esse sequenciamento identifica quais genes são expressos em células individuais.

Descobriu-se que apenas uma pequena porcentagem de células respiratórias e intestinais humanas produzem ACE2 e TMPRSS2.

Essas células se dividem em três tipos.

São elas: células no nariz que secretam muco, células pulmonares que ajudam a manter os sacos de ar e células que revestem o intestino delgado e estão envolvidas na absorção de nutrientes.

Dados de primatas não humanos mostraram um padrão semelhante de células suscetíveis.

Muitas linhas celulares respiratórias existentes podem não conter a mistura completa de tipos de células. Também podem faltar as que são relevantes.
Depois de entender quais células estão mais sujeitas à infecção surge uma nova questão.

Existe algo dentro dessas células que de alguma forma contribua para o ciclo de vida do vírus?

Esse é um dos focos de pesquisa.

Os estudos prosseguem e buscam descobrir quais medicamentos podem interromper esse ciclo e acelerar a cura do Covid-19.

Interferon: útil ou prejudicial?

No começo o alvo do trabalho era identificar os tipos de células suscetíveis ao SARS-CoV-2.
Depois os pesquisadores descobriram que o gene ACE2 é estimulado pelo interferon. O interferon é uma das principais defesas imunológicas do corpo quando ele detecta um vírus.
No entanto, detectou-se um problema.
Na prática, o interferon passou a ativar o gene ACE2 em níveis mais altos. Isso potencialmente dá ao vírus novos portais para entrar. Ou seja, o interferon pode ser tornar uma aliado do SARS-CoV-2, facilitando sua entrada nas células humanas.

Trabalho em conjunto

Os pesquisadores buscam descobrir com detalhes as ações do vírus nas células. E também estudar amostras de tecidos de crianças e adultos.
Isso tudo para entender porque o Covid-19 é tipicamente menos grave em pessoas mais jovens.

Tudo isso é fruto de um grande esforço e trabalho em conjunto da comunidade científica mundo afora.
Vários pesquisadores e colaboradores em todo o mundo compartilham diariamente novos dados e achados.
Tudo isso para que se consiga alcançar um progresso na resolução dessa pandemia no menor prazo possível.
É ao mesmo tempo inspirador ver o que se pode alcançar quando todos se reúnem para resolver um problema.

Tem dúvida sobre a pandemia de Covid-19? Neste link você poderá encontrar uma matéria completa no site com tudo sobre essa doença de alcance mundial.

Fontes: Harvard Stem Cell Institute, ScienceDirect
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A nova esperança para o tratamento do Covid-19

A nova esperança para o tratamento do Covid-19

tratamento do covid-19

O Remdesivir é a mais recente esperança para o tratamento do covid-19.

O Remdesivir é um medicamento antiviral de amplo espectro. Também chamado de análogo de nucleotídeo.

É um medicamento experimental recentemente aprovado pelo FDA americano para o tratamento do covid-19 em caráter emergencial.

O covid-19 é um vírus de RNA.
O RNA é a ferramenta de transcrição molecular usada pelo nosso organismo para criar proteínas usando as instruções do DNA.
Essa classe de vírus depende de uma enzima chamada RNA polimerase para aumentar a cadeia do RNA.

O Remdesivir age substituindo essa enzima RNA polimerase.
Dessa forma o RNA não pode se desenvolver para que o vírus não consiga se replicar.

Tratamento do covid-19 – descobertas mais recentes

Dados preliminares de dois ensaios clínicos usando o Remdesivir antiviral para tratar pacientes com Covid-19 se mostraram encorajadores.

Em um dos estudos o medicamento é dado a pacientes com a doença em estágios moderados e o outro se concentra em pacientes em estágios graves da doença.

Observou-se um tempo de recuperação mais rápido desses pacientes, com diminuição do tempo de internação hospitalar.
Embora seja muito cedo para dizer, os pesquisadores afirmam que há indicações de que o Remdesivir possa dispensar o uso de ventilador mecânico em pacientes graves de Covid-19.

Os primeiros resultados são promissores, e isso é importante no momento.
Muito do que se está aprendendo sobre o gerenciamento do Covid-19 está centrado na prevenção de uma deterioração rápida. O tempo é tudo.
Não se pode dizer com certeza que eles [pacientes] teriam sido intubados caso contrário, mas é encorajador.

O Houston Methodist Hospital foi o quinto local nos Estados Unidos a participar dos ensaios clínicos com Remdesivir. A Instituição começou a inscrever e tratar pacientes em meados de março.
Agora, esses estudos de fase 3 avaliarão a eficácia e a segurança do Remdesivir.

Remdesivir – protocolos de tratamento

Os pacientes com doença moderada recebem cinco ou 10 dias de tratamento com Remdesivir.
Já aqueles com doença grave recebem o medicamento pelo período de 10 dias.

O objetivo dos pesquisadores é fazer com que o Remdesivir interfira no vírus e bloqueie sua capacidade de se replicar nas células dos pacientes.
O objetivo é evitar a cascata inflamatória mortal que leva à insuficiência respiratória e à necessidade de que o paciente seja entubado e tenha de usar respirador.

Remdesivir – origem

O Remdesivir foi desenvolvido originalmente para tratar o Ebola há mais de uma década.
É conhecido por ser geralmente seguro em seres humanos. Isso baseado em um grande corpo de pesquisas pré-clínicas.
Também vários estudos mostrando que ele interrompe a SARS (síndrome respiratória aguda grave) e a MERS (síndrome respiratória do Oriente Médio).
Ambas são o que se poderia chamar de primos virais do Covid-19.

Remdesivir como tratamento do Covid-19 – mais estudos

Um estudo realizado na China no início deste ano mostrou que o Remdesivir poderia impedir a replicação do Covid-19.
Há um relato de caso de um New England Journal of Medicine muito interessante.

É o de um paciente recebeu Remdesivir e começou a melhorar depois de apenas 24 horas.

Um outro estudo mostrou melhora clínica em dois terços dos pacientes hospitalizados por Covid-19 grave que receberam o antiviral.

Enquanto isso, os próximos relatórios de vários ensaios clínicos em andamento fornecerão mais dados baseados em evidências sobre o uso do Remdesivir no tratamento do Covid-19 em pacientes hospitalizados.

Remdesivir – possíveis efeitos colaterais

Até o momento, os principais efeitos colaterais observados pelos pesquisadores foram os seguintes:

  • Níveis aumentados de enzimas hepáticas que podem indicar possível dano hepático: Pesquisadores documentaram aumentos nas enzimas hepáticas em três pacientes com Covid-19 nos EUA;
  • Náusea;
  • Vômito.

Uso do Remdesivir durante a gestação ou amamentação é seguro?

Ainda não se sabe se o Remdesivir poderá afetar o feto durante a gestação. Em ratos e macacos, o Remdesivir afetou o desenvolvimento renal em fetos.

Não se sabe se o Remdesivir passa para o leite materno.

Resumindo

Entre os pesquisadores considera-se que o Remdesivir não seja a cura definitiva do Covid-19. O Remdesivir vem demonstrando que pode vir a ser uma importante ferramenta para o tratamento do Covid-19. Ele é tido por muitos pesquisadores como um medicamento precursor, assim como o AZT o foi em relação à terapia do HIV há uns anos atrás. Além do Remdesivir, existem outros medicamentos que estão sendo testados para o tratamento do Covid-19.

Menos de uma semana após os Estados Unidos, o Japão se tornou o segundo país a autorizar o Remdesivir para tratar pacientes com Covid-19.

Aqui no Brasil, técnicos da Anvisa e representantes da Gilead no Brasil, fabricante do Remdesivir, realizaram dia 06/05 passado uma primeira reunião. O tema dessa reunião foi para tratar da possibilidade de registro, fabricação e distribuição do Remdesivir no Brasil.

Fontes: New England Journal of Medicine, WebMD, RXList
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O que sabemos até agora sobre uma vacina contra o covid-19?

vacina contra o covid-19

Em tempos de epidemia muitos se perguntam: quando teremos uma vacina contra o covid-19?
A Organização Mundial da Saúde anunciou que estão sendo avaliadas 83 possíveis vacinas candidatas contra o covid-19 (em 23 de abril).
Desse total, sete delas já foram aprovadas para testes em humanos por meio de ensaios clínicos.

Conheça os sete candidatos a vacina contra o covid-19?

Vacina contra o covid-19: na China

Dos sete, três estão sendo testados em Pequim.
Dessas três, uma delas já se encontra em um estudo de fase II. É o resultado dos esforços de duas empresas: CanSino Biological e Beijing Institute of Biotechnology.
A vacina, que usa um vetor de adenovírus, deve ser testada em 375 adultos saudáveis, com 125 pessoas no grupo controle.
Serão analisadas as reações adversas em 14 dias.
Serão avaliados os níveis de anticorpos neutralizantes do covid-19 e de anticorpos contra a proteína spike no vigésimo oitavo dia. A proteína spike está presente nas suas espículas (como as pontas de uma coroa) que dá nome à família do vírus. É essa proteína que se liga a uma proteína “receptora” situada no exterior das células humanas. É dessa forma que o vírus penetra no organismo humano.

Os participantes serão acompanhados por até seis meses.
A boa notícia é que essa vacina já evolui para a fase II.
No entanto, os resultados do estudo de fase I, que analisaram reações adversas sete dias após a injeção, não foram divulgados.

A Sinovac, outra empresa com sede em Pequim, está atualmente testando sua vacina covid-19 contra vírus inativados.
É um estudo randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, fase I, envolvendo 144 adultos.

A empresa planeja testar a vacina em outras 600 pessoas, durante o estudo de fase II.
Uma pré-impressão sobre a eficácia da vacina em camundongos, ratos e primatas não humanos descobriu que conferia “proteção completacontra as cepas de SARS-CoV-2 que circulam em todo o mundo.

Um terceiro candidato, do Instituto de Produtos Biológicos de Pequim e do Instituto Wuhan Produtos Biológicos também está sendo avaliado.
No entanto, pouca informação sobre esta vacina está disponível.

Vacina contra o covid-19: no Reino Unido

Pesquisadores da Universidade de Oxford estão testando sua vacina ChAdOx1 nCoV-19.
Ela utiliza um vetor de vacina adenovírus e a proteína spike SARS-CoV-2.

Em 1102 voluntários saudáveis, onde a vacina MenACWY (licenciada para os grupos A, Meningococos C, W e Y) age como controle.

Eles escolheram a vacina MenACWY como controle, em vez de uma solução salina, porque esperam ter efeitos colaterais menores. Efeitos como dor no braço, dor de cabeça e febre no grupo da vacina covid-19 que não se desenvolveria em um grupo salino, disseram eles.

Vacina contra o covid-19: nos Estados Unidos

Inovio Pharmaceuticals começou a testar sua vacina de base DNA em Abril.
Eles acreditam que seja possível a obtenção de uma vacina eficaz contra o covid-19 no prazo de 12 a 18 meses.

Outra empresa americana, a Moderna, desenvolveu uma vacina chamada mRNA-1273 com o National Institute of Allergy and Infectious Diseases.

Os primeiros pacientes foram injetados em março. O estudo para examinar a segurança da vacina agora está sendo expandido para incluir 60 adultos.
A vacina, que utiliza uma base de RNA, está sendo administrada em duas doses, com o segundo round 28 dias após o primeiro.
Se o teste for bem-sucedido, a vacina passará para a fase II. Nessa fase sua eficácia contra o covid-19 será testada.

Vacina contra o covid-19: Estados Unidos e Alemanha

O sétimo estudo aprovado é de um programa de vacinas desenvolvido pela alemã BioNTech e pela Pfizer.
Ela envolve quatro vacinas em potencial que serão testadas inicialmente na Alemanha em 200 participantes saudáveis,
Na segunda parte do teste as empresas planejam incluir pessoas com maior risco de covid-19 com maior gravidade.

Cada um dos quatro candidatos a vacina representa diferentes formatos de mRNA e antígenos alvo.

As empresas também estão colaborando com a farmacêutica chinesa Fosun Pharma para conduzir ensaios na China.
Também planejam ensaios nos EUA (aguardando aprovação regulatória).

O quanto difícil é desenvolver uma vacina contra o covid-19?

Segundo um dos pesquisadores, o desenvolvimento de uma vacina deve ser relativamente fácil. Isso porque, diferentemente da influenza e do HIV, o vírus da covid-19 parece relativamente estável.

O mesmo pesquisador afirma estar confiante no surgimento vacinas eficazes. Três fatores contribuem para isso: o grande número de equipes trabalhando, diferentes abordagens, e o fato desse vírus não ser um alvo tão difícil quanto algumas das coisas vistas anteriormente.

Quanto tempo normalmente se leva para se desenvolver uma vacina?

O desenvolvimento de uma vacina é um processo demorado que normalmente leva mais de 10 anos. Tem um custo na casa dos milhões de dólares.

Os ensaios clínicos exigem muitos anos de testes em milhares de pessoas. Eles normalmente começam após cerca de dois a cinco anos da pesquisa inicial. Essa pesquisa inicial avalia a resposta imune e depois outros dois anos de testes pré-clínicos envolvendo testes em animais.

Se a vacina for considerada segura e eficaz, ela deve passar nos requisitos regulamentares e obter aprovação.

Mesmo depois de concluído, o processo de fabricação e entrega de uma vacina é caro e complexo. Isso porque exige instalações especializadas e regulamentadas.

Na crise atual, foi proposto um novo período de 12 a 18 meses. Isso com equipes de todo o mundo trabalhando com velocidade cada vez maior para encontrar um candidato eficaz.
São necessárias enormes somas de dinheiro para financiar uma ampla variedade de candidatos e diferentes abordagens.

O que acontece se uma vacina bem-sucedida for encontrada?

Para que uma vacina seja lançada em todo o mundo, irão ser necessários bilhões de doses.
Haverá necessidade de aumentar grandemente a capacidade de fabricação global.
Para que isso aconteça, novos locais de fabricação precisarão ser construídos antes da conclusão dos testes clínicos.
Isso para garantir que a produção inicie assim que a vacina for aprovada.
Os locais de produção deverão estar distribuídos ao redor do mundo para garantir uma distribuição igualitária.

Como disse o diretor da OMS: “Nosso compromisso compartilhado é garantir que todas as pessoas tenham acesso a todas as ferramentas para prevenir, detectar, tratar e derrotar o covid-19.
Nenhum país e nenhuma organização podem fazer isso sozinhos. ”

A vacina pode acabar com a pandemia?

Não se tem certeza de quando uma vacina eficaz estará disponível. Até lá é necessário adotar os cuidados necessários para se combater ao máximo o avanço da pandemia.

Há um longo histórico de previsões de vacinas super otimistas.
Mesmo que uma vacina se torne disponível, ainda é muito cedo para especular se terá alta ou baixa eficácia.

A atenção às políticas públicas deve continuar focada na disponibilização de mais testes. E também na capacidade de ampliação do sistema de saúde para o atendimento.
O gerenciamento do isolamento social e dos custos deve se dar pelo maior tempo possível.

Curiosamente no dia 02/07/2018, aqui no blog Dentalis já alertávamos para o risco do surgimento de um novo vírus com potencial de dar origem a uma pandemia.

Uma pandemia é uma guerra. É uma luta mundial. A participação e o os esforços de todos são fundamentais para que possamos juntos vencê-la.

Fonte: bmj
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Tratamentos eficazes para o Covid-19: atualizações

Tratamentos eficazes para o Covid-19: atualizações

tratamentos eficazes para o Covid-19

A ciência tem acelerado o ritmo na busca por tratamentos eficazes para o Covid-19.
O sintoma que mais preocupa é aquele da síndrome respiratória aguda grave.
Os cientistas buscam incansavelmente tratamentos preventivos e terapêuticos eficazes para o Covid-2019.
Há um grande número de pacientes infectados por essa doença no mundo todo. Os relatos que acompanhamos nos noticiários dos últimos dias nos falam da gravidade do momento que vivemos.
São muitas as pesquisas que vêm sendo conduzidas na busca por um ou mais medicamentos que possam frear essa pandemia.

Tratamentos eficazes para o Covid-2019 – a busca dos pesquisadores

Atualmente, não existem tratamentos eficazes para o Covid-2019.  Busca-se um conhecimento maior sobre a virologia desse novo coronavírus.
Todo esse esforço científico tem feito surgir um número significativo de medicamentos com potencial de tratamento.

Um deles é o Remdesivir, que possui uma atividade in vitro potente contra o SARS-CoV-2. No entanto, ainda não é aprovado pela FDA dos dos EUA. Ou seja, não foi ainda liberado para uso com essa finalidade.
Atualmente, o Remdesivir vem sendo utilizado em estudos randomizados.
Já o Oseltamivir (Tamiflu) não demonstrou eficácia.
Os corticosteróides atualmente não são recomendados.

As evidências clínicas atuais não suportam a interrupção de inibidores da enzima de conversão da angiotensina.
E também não de bloqueadores dos receptores da angiotensina em pacientes com Covid-19.

Cloroquina e o novo Coronavírus

Seja uma vacina ou um medicamento, são várias as tentativas de se obter tratamentos eficazes para o Covid-19.

O problema é que, na pressa, os pesquisadores não conseguem seguir com tranquilidade os protocolos habituais das pesquisas científicas.

Assim são feitas afirmações que só podem ser tomadas como provisórias.
Tendo em vista a precariedade de dados conclusivos, são muitas as contestações.
Uma delas se tornou rapidamente popular. É a de que a cloroquina poderia ser eficaz no tratamento de pacientes graves com coronavírus. Essa informação surgiu inicialmente a partir de relatos de médicos chineses.

A partir de então, muitos pesquisadores vêm realizando pesquisas com o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento do Covid-19. Inclusive no Brasil.
Porém, ainda não se tem resultados conclusivos.
Nesse meio tempo, a polêmica continua muito presente. O que mais vemos são opiniões contra e a favor do uso e da adoção dessa medicação como um dos tratamentos eficazes para o Covid-19.

Remdesivir

A maior esperança atual na busca de tratamentos eficazes para o Covid-19 tem um nome: Remdesivir.
Remdesivir é um medicamento antiviral utilizado no tratamento de doenças como MERS, Ebola e em fase de testes para o Covid-19.

Nos EUA, pacientes com Covid-19 participantes de um estudo estão recebendo Remdesivir e vem se recuperando rapidamente.

A maioria deles tendo retornado para casa em poucos dias após o início da terapia.

São pacientes que fazem parte de um ensaio clínico com o Remdesivir que apresentaram sintomas respiratórios graves e febre.

Eles conseguiram em sua maioria deixar o hospital após menos de uma semana do início do tratamento.

Isso é o que assegurou um dos médicos responsáveis pela pesquisa.
Esse estudo está sendo conduzido por médicos ligados à Universidade de Chicago.

O Covid-19 é uma doença que pode causar pneumonia grave e síndrome do desconforto respiratório agudo em alguns pacientes.

A totalidade dos dados relativas ao estudo com Remdesivir precisará ser analisada para se chegar a conclusões.

Existem iniciativas em muitos centros de pesquisa mundo afora em busca de um tratamento realmente eficaz para essa doença.
O remdesivir é até esse momento atual o fármaco mais promissor.

Fonte: Jama Network, CNN
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A falta de máscaras cirúrgicas e o impacto sobre a odontologia

máscaras cirúrgicas

As máscaras cirúrgicas sumiram do mercado. Essa é uma realidade em consequência do avanço da atual epidemia do novo coronavírus.
Estima-se em pelo menos 1 ano para que seja disponibilizado às populações uma vacina que impeça a propagação do Covid-19.
Nesse meio tempo o que temos visto é a ausência de máscaras cirúrgicas nos pontos de venda tradicionais. As faltas acontecem em dentárias, farmácias ou distribuidoras.
E não são apenas as máscaras cirúrgicas que sumiram do mercado. Também desapareceram outros equipamentos de proteção individual (EPIs). EPIs como luvas de cirúrgicas, luvas de procedimento, óculos de proteção , aventais descartáveis, toucas descartáveis, etc.

É necessário que os segmentos que representam a odontologia em nosso país se mobilizem. Que reivindiquem junto às autoridades de nosso país a garantia do fornecimento de máscaras cirúrgicas e demais EPIs aos nossos dentistas.

Isso irá garantir a proteção do dentista e seus pacientes. E assegurar o funcionamento dos consultórios e clínicas odontológicas.

Temos acompanhado pelo noticiário na TV e na Internet que o avanço da epidemia de coronavírus levou consumidores em pânico a esvaziar os estoques de máscaras cirúrgicas dos pontos de venda.

Segundo dados da Associação de Dentistas Britânica (BDA), a falta de máscaras cirúrgicas já afeta dentistas nos EUA, Japão, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem feito apelo às pessoas não ligadas ao segmento saúde e que não apresentem sinais da doença que parem de comprar e estocar máscaras cirúrgicas.

Sem máscaras cirúrgicas, sem tratamento

O fato é que sem máscaras cirúrgicas, os dentistas ficam impossibilitados de tratar os pacientes com segurança. Isso faz as pessoas correrem o risco de ficarem sem tratamento.

Aumento na demanda, aumento de preços, necessidade de aumento da produção

A Associação de Dentistas Australianos, por exemplo, acredita que seus profissionais poderão estar sem máscaras cirúrgicas em até quatro semanas.

Segundo a OMS, estima-se em 89 milhões o total de máscaras cirúrgicas necessárias para a resposta ao Covid-19 a cada mês.
O preço das máscaras cirúrgicas disparou nas últimas semanas, assim como também das máscaras N95 e dos aventais.
Alguns dos maiores fabricantes de máscaras estão localizados na China.

No entanto, a China vem disponibilizando pequenas cotas de máscaras para exportação. Isso para garantir um suprimento adequado para os infectados pelo Covid-19 naquele país.
Felizmente a China tem registrado nos últimos dias uma sensível diminuição nas estatísticas de novos infectados por Covid-19. Isso poderá a médio prazo se refletir num aumento da produção de EPIs e consequente maior disponibilidade com consequente redução de preços.

A OMS tem insistido com governos e indústria para a necessidade de aumento na produção de EPIs, em pelo menos 40%.
Afinal, diante da indisponibilidade no suprimento de EPIs básicos, o risco para profissionais atuantes na saúde é real.

Segundo a OMS, governos e indústria devem agir com celeridade para aumentar a oferta e diminuir tarifas e restrições à exportação e importação.
Não se pode impedir o progresso da infecção do Covid-19 sem proteger primeiro os profissionais de saúde.

Para os indivíduos que tem máscaras cirúrgicas estocadas em casa

Se você foi um daqueles que, diante do avanço da epidemia de Covid-19, foi às compras e adquiriu várias caixas de máscaras cirúrgicas e luvas, temos um recado pra você.
Essas máscaras e luvas são instrumento de trabalho para o seu dentista. Sem esses equipamentos de proteção individual (EPIs) o profissional não tem como atender seus pacientes com segurança. E a proteção é fundamental, e vale tanto para o dentista quanto para os seus pacientes.

Assim, se você dispõe de máscaras cirúrgicas estocadas em sua casa, sugerimos um gesto de boa vontade. Leve você ao menos uma caixa de máscaras e de outra luvas para o seu dentista. Serão os melhores presentes de Páscoa para esse ele nesse momento grave que estamos passando. Evidências científicas demonstram que a saúde bucal tem relação direta com a saúde de todo o nosso corpo. Isso ressalta o valor enorme que a odontologia e seus profissionais têm para a saúde de nossa população.

Fonte: Dental Tribune
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