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Quais tipos de cânceres orais mais aumentaram na última década?

cânceres orais

A incidência de cânceres orais aumentou entre 2007 e 2016.
Isso de acordo com um relatório recente de pesquisadores do CDC.

Este aumento ocorreu apesar das respectivas reduções na incidência de cânceres orais em vários locais anatômicos.

Os cânceres orais compõem 3% dos carcinomas diagnosticados nos Estados Unidos a cada ano. Os fatores de risco verificados incluem o hábito de fumar, infecção por HPV e ingestão excessiva de álcool.

O aumento verificado parece ser sido impulsionado pelo aumento de casos dos cânceres de amígdala, na base da língua, na orofaringe, gengiva, língua anterior e em outros cânceres da cavidade oral e faringe.
Observou-se uma forte associação com o HPV.

Incidência de cânceres orais – de olhos nos números

Em média, as taxas de incidência de câncer orais combinadas aumentaram 0,6% no período entre 2007 e 2016.

Os aumentos verificados se apresentaram da seguinte forma:

  • Cavidade oral e faringe: 3,4%;
  • Amídalas: 2,4%;
  • Base da língua: 1,8%;
  • Língua (porção anterior): 1,8%;
  • Gengiva: 1,9%;
  • Orofaringe: 1,9%.

Para os seguintes cânceres, no entanto, as taxas de incidência diminuíram:

  • Palato mole e úvula (-3,7%);
  • Palato duro (-0,9%);
  • Assoalho da boca (-3,1%);
  • Lábios (-2,7%);
  • Hipofaringe (-2,4%);
  • Nasofaringe (-1,3%).

É importante observar que a incidência de câncer de bochecha, de boca e glândula salivar permaneceu inalterada.

Dados demográficos

Pelos dados, a incidência de todos os cânceres orais e faringe aumentou entre os homens, mas permaneceu inalterada entre as mulheres.
As taxas de câncer permaneceram estáveis entre os participantes de 20 a 39 anos e naqueles com 80 anos ou mais.
As taxas diminuíram na faixa de 40 a 49 anos, mas aumentaram naqueles de 50 a 79 anos.

O aumento geral nas tendências de taxas em locais específicos de câncer deveu-se principalmente ao aumento na incidência de câncer nesses 50-79 anos.

Quando analisados por raça / etnia, os locais anatômicos de câncer com taxas mais elevadas ocorreram principalmente apenas entre indivíduos brancos, com poucas exceções.

Diminuição do fumo

Observou-se quedas no uso do tabaco como uma possível razão para a menor incidência de certas categorias de câncer de cavidade oral e faringe.

No entanto, o uso de tabaco e álcool ainda é comum entre os americanos, com 14% dos adultos identificados como fumantes atuais e 27% relatando hábitos de consumo excessivo de álcool.

Devem ser acompanhados com especial atenção aqueles com altas taxas de uso de tabaco, uso de álcool ou altas taxas de câncer.

Casos de câncer relacionados ao HPV

São cânceres relacionados ao HPV:

  • Câncer de células escamosas na base da língua;
  • Amígdalas faríngeas;
  • Pilares tonsilares anterior e posterior;
  • Sulcos glosso tonsilares;
  • Palato mole e úvula;
  • Paredes faríngeas laterais e posteriores.

Esses cânceres aumentaram 2,1% ao ano, em média.
Já os cânceres não relacionados ao HPV, diminuíram em média 0,4% ao ano.

O HPV também está relacionado ao câncer de cordas vocais.

Esses dados reforçam a importância da vacinação contra o HPV.
A vacinação é recomendada para crianças com faixas etárias distintas para meninas e meninos.

Limitações da pesquisa

Os autores citaram três limitações específicas às descobertas em seu relatório.
Primeiro, os atrasos na notificação do câncer podem ter resultado em subestimação da taxa.

Segundo, os registros de câncer geralmente falham em registrar dados que refletem a infecção por HPV, uso de tabaco ou uso de álcool.

Não foi possível verificar se o câncer pode ter se desenvolvido em indivíduos expostos a esses fatores de risco.

Terceiro, como era difícil determinar e classificar a origem do câncer devido a complexidades anatômicas, alguns casos podem ter sido classificados incorretamente.

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Fonte: CDC
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