demência

Doença periodontal e demência – novo estudo confirma conexão

Doença periodontal e demência – novo estudo confirma conexão

doençaperiodontal e demência

Doença periodontal e demência aparecem conectados em um novo estudo recente publicado no jornal médico Neurology, da Academia Americana de Neurologia.

O estudo em questão relaciona a doença periodontal e demência 20 anos depois da ocorrência de uma doença periodontal grave com perda dental.

A estranha ligação entre a doença periodontal e demência já tinha sido destaque aqui no blog Dentalis anteriormente.

Doença periodontal e demência – o estudo

O estudo envolveu 8.275 pessoas com idade média de 63 anos que não apresentavam demência no início do estudo.
Os participantes foram avaliados quanto a comprometimento cognitivo leve e demência.
Os voluntários receberam um exame periodontal completo que incluiu medição da profundidade da sondagem da gengiva, quantidade de sangramento e recessão.

Em seguida, os participantes foram colocados em grupos com base na gravidade e extensão de sua doença gengival. Foram considerados também o número de dentes perdidos, com implantes contando como dentes perdidos.

No início do estudo, 22% não tinha doença gengival, 12% apresentavam doença periodontal leve, 12% tinha inflamação gengival severa, 8% apresentava alguma perda dentária, 12% possuía doença em seus molares, 11% apresentou perda dentária severa, 6% tinham doença periodontal severa e 20% não tinham nenhum dente.

Ao final do estudo, foram avaliadas 4.559 pessoas, quando estavam acompanhadas por uma média de 18 anos.

Resultados do estudo

No geral, 1.569 pessoas desenvolveram demência durante o estudo, ou 19%.
Isso é o equivalente a 11,8 casos por cada 1.000 pessoas/ano. O estudo verificou que as pessoas que tinham gengivas saudáveis e todos os seus dentes no início do estudo, 264 de 1.826, ou 14%, desenvolveram demência no final do estudo.

Para aqueles com doença periodontal leve, 623 de 3.470, ou 18%, desenvolveram demência.
Para participantes com doença periodontal grave, 306 de 1.368, ou 22%, desenvolveram demência. E 376 de 1.611, ou 23%, desenvolveram demência no grupo que não tinha dentes.
Isso é igual a uma taxa de 16,9 casos por 1.000 pessoas/ano.

20 anos de acompanhamento

Foram acompanhadas e analisadas o estado de saúde bucal de um grupo de pessoas pelo período de 20 anos.
Verificou-se que indivíduos com doença periodontal mais grave no início do estudo apresentaram um risco duas vezes maior para o desenvolvimento de demência ou comprometimento cognitivo leve.

Por outro lado, a boa notícia foi que pessoas com perda mínima de dentes e doença periodontal leve não apresentaram maior probabilidade no desenvolvimento de demência. Isso quando comparadas a pessoas sem problemas dentários.

Já aquele grupo de indivíduos com perda dental apresentou um risco duas vezes superior para o desenvolvimento de demência. Isso em comparação aos participantes com gengivas saudáveis e todos os seus dentes.

Indivíduos com doença periodontal intermediária ou grave, mas que ainda tinham alguns dentes, apresentaram um risco 20% maior de desenvolver demência em comparação com o grupo saudável.

Esses riscos foram observados depois que os pesquisadores consideraram outros fatores que poderiam afetar o risco de demência, como diabetes, colesterol alto e tabagismo.

O que o estudo nos leva a concluir

Uma boa higiene dental é uma forma comprovada de manter dentes e gengivas saudáveis por toda a vida.
O estudo não prova que uma boca não saudável desenvolverá demência. Apenas mostra uma associação entre doença periodontal e demência.

Mais estudos são necessários para demonstrar a ligação entre doença periodontal e demência.
E também para se melhor compreender como o tratamento para doenças periodontais pode prevenir a demência.

Siga a Dentalis no Instagram @DentalisSoftware,  no Face @Dentalis.Software e no Twitter @Dentalisnet

Fonte: Neurology Journal
Posted by Victor in Estudos, 0 comments
Pode a saúde bucal e declínio cognitivo terem alguma relação?

Pode a saúde bucal e declínio cognitivo terem alguma relação?

saúde bucal e declínio cognitivo

Pode a saúde bucal e declínio cognitivo terem alguma relação?

O estresse excessivo pode afetar negativamente a saúde bucal. E, por sua vez, pode levar ao declínio cognitivo entre pessoas idosas. Isso é que o afirmam dois novos estudos.

A saúde bucal pode ser um indicador impressionante do nível de bem-estar de uma pessoa.
As doenças bucais podem reduzir a qualidade de vida de uma pessoa. E também podem aumentar o risco de outras condições graves.

Pesquisas anteriores já associaram a doença gengival e a perda dentária à ocorrência de acidente vascular cerebral. Um artigo publicado no Journal of Indian Society of Periodontology em 2010 concluiu que a doença gengival pode aumentar o risco de uma doença cardíaca em cerca de 20%.

As equipes da Universidade Rutgers, em New Brunswick, NJ, agora se concentram em um vínculo diferente. O novo vínculo é aquele entre saúde bucal e declínio cognitivo.

Uma revisão publicada recentemente de 23 estudos encontrou evidências de uma relação entre saúde bucal e aspectos cognitivos, como memória e função executiva.

Agora, uma equipe da Universidade Rutgers realizou dois estudos separados sobre saúde bucal e declínio cognitivo. Ambos os trabalhos aparecem no Journal of the American Geriatrics Society.

Os estudos

Os estudos se concentraram em adultos chineses americanos a partir dos 60 anos. Minorias raciais e étnicas são particularmente vulneráveis às consequências negativas da saúde bucal ruim. É o que assegura um dos pesquisadores.

Segundo ele, as minorias têm menos acesso a atendimento odontológico preventivo. Isso é agravado ainda mais pelas barreiras linguísticas e pelo baixo status socioeconômico. Os chineses americanos mais velhos correm um risco particular de apresentar sintomas de saúde bucal devido à falta de seguro odontológico. E também pelo fato de não fazerem revisões odontológicas periodicamente.

Os participantes de ambos os estudos vieram do Estudo de População de Idosos Chineses em Chicago. O primeiro estudo questionou as pessoas sobre sua saúde bucal e deu a elas cinco testes cognitivos para concluir.

No segundo estudo os participantes foram questionados sobre a presença de boca seca (xerostomia). Os pesquisadores verificaram o nível de estresse, suporte social e de tensão social usando escalas predefinidas.

Apoio social

O apoio social referia-se à frequência com que eles se sentiam capazes de se abrir ou confiar em familiares ou amigos. Os pesquisadores definiram tensão social como a frequência com que os participantes experimentavam demandas ou críticas excessivas de amigos ou parentes.

Vínculo cognitivo

Do total de 2.700 chineses americanos entrevistados, quase metade relatou sintomas relacionados aos dentes. Pouco mais de um quarto disse ter experimentado boca seca.

Saúde bucal e declínio cognitivo

Os pesquisadores encontraram uma ligação entre o estado de saúde bucal e o declínio cognitivo. Problemas de memória episódica estão ligados ao início da demência. Os pesquisadores encontraram uma associação semelhante no segundo estudo. Aqueles que relataram mais estresse eram mais propensos a relatar boca seca. O apoio social ou a tensão social do cônjuge não reduziram essa relação. Mas o apoio dos amigos pareceu de alguma forma diminuir a chance do aparecimento dos sintomas de boca seca.

Interessante observar que uma sobrecarga do apoio social se revelou até mesmo prejudicial aos resultados de saúde bucal entre os chineses americanos mais velhos. Isso de acordo com um dos pesquisadores.

Saúde bucal é a chave

Qualquer conclusão obtida a partir de dados autorrelatados tem suas limitações. No entanto, a equipe acredita que suas descobertas apontam para a importância que se deve dar aos cuidados com a saúde bucal. Especialmente em relação às populações de imigrantes, mais vulneráveis.

Segundo os pesquisadores, a melhoria da saúde bucal pode diminuir grandemente o risco de problemas cognitivos. A importância da inclusão social também não pode ser desconsiderada.

saúde bucal e declínio cognitivo

Periodontite pode aumentar o risco de demência

A gengivite não tratada pode evoluir para uma periodontite. Quando isso acontece, a infecção que afeta as gengivas causa perda no osso que sustenta os dentes.

A periodontite é a principal causa de perda dentária em adultos. Curiosamente, a periodontite também é um fator de risco para o desenvolvimento de demência. A demência é uma das principais causas de incapacidade em adultos mais velhos.

Previsão alarmante

As Nações Unidas estima que 1 a cada 85 indivíduos serão diagnosticados com a doença de Alzheimer até 2050. O Alzheimer é uma forma de demência. Reduzir os fatores de risco que levam à demência e à doença de Alzheimer pode potencialmente diminuir as chances de os idosos desenvolverem essas condições.
A ligação entre a periodontite e a doença de Alzheimer já foi objeto de um outro estudo.

Periodontite e demência

Recentemente, pesquisadores da Coreia do Sul estudaram a conexão entre periodontite crônica e demência. Eles publicaram suas descobertas no Journal of the American Geriatrics Society.

O estudo

A equipe de pesquisa examinou informações do Serviço Nacional de Seguro de Saúde daquele país.

Os pesquisadores analisaram informações de saúde de 262.349 pessoas com 50 anos ou mais.
Todos os participantes foram agrupados como saudáveis. Ou seja, não apresentavam periodontite crônica. Os pesquisadores acompanharam os participantes de 1º de janeiro de 2005 até o diagnóstico de demência, falecimento ou até o final de dezembro de 2015, o que ocorresse primeiro.

As descobertas do estudo

Os pesquisadores descobriram que as pessoas com periodontite crônica tinham um risco 6% maior de demência do que as pessoas sem periodontite.

Essa conexão era verdadeira, mesmo levando em conta comportamentos como hábitos de fumar, consumir álcool e prática de atividade física.

A conclusão do estudo

Segundo os pesquisadores esse é o primeiro estudo que estabelece uma ligação entre a periodontite crônica e o maior risco de demência. Isso mesmo depois de considerar aspectos relacionados aos comportamento e estilo de vida.

A conclusão geral é de que saúde bucal e declínio cognitivo podem mesmo ter uma forte ligação. Um motivo a mais, se não bastassem os muitos já existentes, para que você se consulte periodicamente com o seu dentista.

Fontes: Medical News Today, MedicalXpress
Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Sal pode causar o Alzheimer. Descubra aqui

sal pode causar o Alzheimer

Pesquisa recente nos leva a concluir que uma dieta com excesso de sal pode causar o Alzheimer. Como assim?
De que forma o excesso de sal pode causar o Alzheimer?

Um novo estudo publicado na Nature revelou que uma dieta rica em sal pode afetar negativamente a função cognitiva.
Uma dieta rica em sal pode ocasionar uma deficiência de óxido nítrico. Esse composto é fundamental para a manutenção da saúde vascular do cérebro.
Quando os níveis de são muito baixos, alterações químicas na proteína tau ocorrem no cérebro. Essa condição favorece estados de demência e o Alzheimer.

No estudo, publicado em 23/10/2019 na Nature, os pesquisadores procuraram elucidar a série de eventos que ocorrem entre o consumo de sal e a baixa cognição.
Concluíram que diminuir a ingestão de sal e manter vasos sanguíneos saudáveis no cérebro pode “afastar” o risco de demência e Alzheimer.
O acúmulo de depósitos da proteína tau tem sido relacionada ao desenvolvimento da doença de Alzheimer em humanos.

Aqui no blog Dentalis já relacionamos o Alzheimer a outras patologias como à doença periodontal como neste artigo.

Proteína Tau e beta-amiloide – entendendo os marcadores biológicos do Alzheimer

Os marcadores biológicos do Alzheimer são as proteínas beta-amiloide e tau.
A proteína beta-amiloide é produzida normalmente no cérebro. Há evidências de que quantidades muito pequenas dela são necessárias para manter os neurônios funcionais.
No caso do Alzheimer sua produção se eleva muito e o seu acúmulo leva à alteração das sinapses. É a primeira etapa para uma série de eventos que ocasiona a perda de neurônios e o aparecimento dos sintomas da doença.

A proteína beta-amiloide é eliminada normalmente pelo liquor. No Alzheimer seu acúmulo no cérebro faz com que sua concentração no liquor caia. Simultaneamente, ocorre fosforilação da proteína tau, que forma os emaranhados neurofibrilares dentro dos neurônios. Essa é outra alteração patológica conhecida do Alzheimer.
Com a morte de neurônios, a proteína tau é eliminada pelo liquor, aumentando também sua concentração.

O estudo

O estudo propõe um novo mecanismo pelo qual o sal está ligado ao comprometimento cognitivo. Também fornece mais evidências de uma ligação entre hábitos alimentares e função cognitiva.
O novo estudo baseia-se em pesquisa publicada na Nature Neuroscience pelos cientistas doutores Faraco, Costantino Iadecola e pela professorade Neurologia Anne Parrish Titzell da Weill Cornell Medicine.

O estudo evidenciou que uma dieta rica em sal causou demência em ratos.
Os ratos foram alimentados com uma dieta que continha entre 8 e 16 vezes a quantidade normal de sal. Posteriormente fora realizados testes cognitivos. Após dois meses de dieta, os ratos não conseguiram reconhecer novos objetos que os foram apresentados. Os roedores tornaram-se incapazes de concluir tarefas da vida diária, como construir seus ninhos.
Também se mostraram muito mais lentos na saída de um labirinto do que aqueles em uma dieta normal.
Também tiveram problemas em passar nos testes de memória.

A equipe de pesquisa determinou que a dieta rica em sal estava fazendo com que as células do intestino delgado liberassem a molécula interleucina-17.
Essa molécula promove a inflamação como parte da resposta imune do corpo.

O excesso de sal pode causar o Alzheimer – a escassez de óxido nítrico

A interleucina entrou na corrente sanguínea e impediu que as células nas paredes dos vasos sanguíneos que alimentavam o cérebro produzissem óxido nítrico.
O óxido nítrico age relaxando e alargando os vasos sanguíneos. Possibilita que o sangue flua de forma adequada.
Por outro lado, uma escassez de óxido nítrico pode restringir o fluxo sanguíneo.

Com base nessas descobertas, o Dr. Iadecola, o Dr. Faraco e seus colegas teorizaram que o sal provavelmente causou demência em ratos.
Ou seja, que o excesso de sal pode causar o Alzheimer.

Isso porque o sal contribuiu para restringir o fluxo sanguíneo para o cérebro.
No entanto, eles perceberam que o fluxo sanguíneo restrito nos ratos não era grave o suficiente para impedir o funcionamento adequado do cérebro.

Achamos que talvez houvesse algo mais acontecendo aqui ‘”, disse o Dr. Iadecola.

Em seu novo estudo da Nature, os pesquisadores descobriram que a produção reduzida de óxido nítrico nos vasos sanguíneos afeta a estabilidade das proteínas tau nos neurônios.
A proteína tau fornece estrutura para os “andaimes”. Esse “andaime”, também chamado de citoesqueleto, ajuda a transportar materiais e nutrientes através dos neurônios para garantir seu adequado funcionamento.

sal pode causar o Alzheimer

A proteína tau se desprende do citoesqueleto

A proteína tau se torna instável e se desprende do citoesqueleto, o que causa problemas. Isso porque a tau não deveria estar livre na célula.
Uma vez que a proteína estando fora do citoesqueleto ela acaba se acumulando no cérebro. Isso é o estopim para os problemas cognitivos.
Os pesquisadores determinaram que níveis saudáveis de óxido nítrico controlam a tau.
Isso freia a atividade causada por uma série de enzimas que levam à patologia da doença da proteína tau.

Proteína tau e demência

Para evidenciar ainda mais a importância da proteína tau na demência, os pesquisadores deram a ratos uma dieta rica em sal. Também restringiram o fluxo sanguíneo ao cérebro e de um anticorpo que promove a estabilidade da tau. Apesar do fluxo sanguíneo restrito, os pesquisadores observaram cognição normal nesses ratos. Isso demonstrou que o que realmente está causando a demência. Ou seja foi a proteína tau e não a falta de fluxo sanguíneo, disse um dos pesquisadores.
No geral, este estudo destaca como a saúde vascular é importante para o cérebro. Como demonstrado, há mais de uma maneira em que os vasos sanguíneos mantêm o cérebro saudável. O excesso de sal pode causar o Alzheimer à medida em que compromete a saúde vascular.

Um alerta importante

São necessárias pesquisas sobre ingestão de sal e os efeitos sobre a cognição em humanos. Mas o atual estudo com ratos é um alerta para as pessoas regularem o consumo de sal no dia a dia.
E o que é ruim para nós não vem de um saleiro, vem de alimentos processados e de restaurante. Ou seja, o chamado sal oculto em muitos alimentos industrializados.
Temos que manter o sal sob controle. Ele pode alterar os vasos sanguíneos do cérebro e fazê-lo de maneira cruel.
Se pudéssemos resumir em poucas palavras essa pesquisa seria reafirmando que o excesso de sal pode causar o Alzheimer.

Fontes: Nature, ScienceDaily, ABRAz
Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Bebidas Diet associadas a risco de AVC e demência

Nos últimos dias o professor da USP Octávio Pontes Neto fez um comentário na rádio da Universidade sobre um estudo publicado pelo Journal of Stroke and Cerebrovascular Diseases, que avaliou por dez anos 2,8 mil participantes com idade acima de 40 anos e mais de 1,4 mil com idade acima de 60 anos, para desvendar a relação entre o consumo de bebidas adoçadas artificialmente e o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e casos de demência, como o Alzheimer.

Confirmação

A pesquisa confirmou a relação entre essas bebidas e o risco de ocorrência daquelas moléstias. Para o professor, esses dados afetam o grupo de refrigerantes que são considerados mais saudáveis, como os diet. Ele ainda alerta para o consumo exagerado de bebidas com adoçantes comuns, que podem levar à obesidade e a doenças correlacionadas.​

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Basta um por dia para se proteger do risco de demência

Talvez esteja na hora de se livrar de mais um preconceito – um preconceito contra alguns tipos de chás.

Há chás bem famosos, e você já deve estar bem ciente principalmente dos poderes do chá verde. Mas será que outros chás não têm igualmente potencial para fazer bem à saúde?

O Dr. Feng Lei, da Universidade Nacional de Cingapura, resolveu estudar esta questão e acabou com duas boas notícias: todos os chás são bons, desde que adequadamente preparados, e eles podem reduzir a deterioração cognitiva em até 86%.

Chá contra demência

Para atestar isso, o médico fez um experimento envolvendo 957 adultos chineses acima de 55 anos de idade. Eles foram acompanhados de 2003 até 2010 com testes de funções cognitivas, além do monitoramento dos estilos de vida, condições médicas, atividades físicas e, claro, quanto chá tomavam por dia.

Os resultados mostraram melhoras significativas na manutenção das funções cognitivas com a ingestão média de um copo de chá por dia – culminando com uma redução na deterioração cognitiva de 86% entre os participantes que possuíam uma característica genética que se considera aumentar o risco de Alzheimer.

“Embora o estudo tenha sido realizado em idosos chineses, os resultados podem aplicar-se a outras raças também. Nossos resultados têm implicações importantes para a prevenção da demência. Apesar de ensaios clínicos de alta qualidade de drogas, ainda não se conseguiu desenvolver terapias farmacológicas eficazes para transtornos neurocognitivos, como a demência, e as atuais estratégias de prevenção estão longe de serem satisfatórias,” ressaltou o Dr. Feng Lei.

Chá das folhas

Os benefícios a longo prazo da ingestão de chá são atribuídos pelo Dr. Lei aos compostos bioativos presentes nas folhas das plantas, tais como catequinas, teaflavinas, tearrubiginas e L-teaninas. Daí a importância de preparar o chá por infusão diretamente a partir das folhas, e não de preparados secos.

“Esses compostos apresentam potencial anti-inflamatório e antioxidante e outras propriedades bioativas que podem proteger o cérebro de danos vasculares e de neurodegeneração. Nossa compreensão dos mecanismos biológicos detalhados ainda é muito limitado, então precisamos de mais pesquisas para encontrar respostas definitivas,” concluiu Lei.

Os resultados foram publicados no Journal of Nutrition, Health & Aging.

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Basta um por dia para se proteger do risco de demência

Talvez esteja na hora de se livrar de mais um preconceito – um preconceito contra alguns tipos de chás.

Há chás bem famosos, e você já deve estar bem ciente principalmente dos poderes do chá verde. Mas será que outros chás não têm igualmente potencial para fazer bem à saúde?

O Dr. Feng Lei, da Universidade Nacional de Cingapura, resolveu estudar esta questão e acabou com duas boas notícias: todos os chás são bons, desde que adequadamente preparados, e eles podem reduzir a deterioração cognitiva em até 86%.

Chá contra demência

Para atestar isso, o médico fez um experimento envolvendo 957 adultos chineses acima de 55 anos de idade. Eles foram acompanhados de 2003 até 2010 com testes de funções cognitivas, além do monitoramento dos estilos de vida, condições médicas, atividades físicas e, claro, quanto chá tomavam por dia.

Os resultados mostraram melhoras significativas na manutenção das funções cognitivas com a ingestão média de um copo de chá por dia – culminando com uma redução na deterioração cognitiva de 86% entre os participantes que possuíam uma característica genética que se considera aumentar o risco de Alzheimer.

“Embora o estudo tenha sido realizado em idosos chineses, os resultados podem aplicar-se a outras raças também. Nossos resultados têm implicações importantes para a prevenção da demência. Apesar de ensaios clínicos de alta qualidade de drogas, ainda não se conseguiu desenvolver terapias farmacológicas eficazes para transtornos neurocognitivos, como a demência, e as atuais estratégias de prevenção estão longe de serem satisfatórias,” ressaltou o Dr. Feng Lei.

Chá das folhas

Os benefícios a longo prazo da ingestão de chá são atribuídos pelo Dr. Lei aos compostos bioativos presentes nas folhas das plantas, tais como catequinas, teaflavinas, tearrubiginas e L-teaninas. Daí a importância de preparar o chá por infusão diretamente a partir das folhas, e não de preparados secos.

“Esses compostos apresentam potencial anti-inflamatório e antioxidante e outras propriedades bioativas que podem proteger o cérebro de danos vasculares e de neurodegeneração. Nossa compreensão dos mecanismos biológicos detalhados ainda é muito limitado, então precisamos de mais pesquisas para encontrar respostas definitivas,” concluiu Lei.

Os resultados foram publicados no Journal of Nutrition, Health & Aging.

Dentalis Software – organização, eficiência e qualidade – tudo o que você quer para o seu consultório
Posted by Victor in Dicas, Estudos, 0 comments

Omeprazol e outros do mesmo grupo estão associados a risco maior de demência

antiácidos
A utilização de “inibidores da bomba de prótons”, os medicamentos mais utilizados para tratar úlceras gastrointestinais e refluxo gastro-esofágico, pode estar associada com um maior risco de demência.
 
O alerta está sendo feito pela equipe da Dra Britta Haenisch, do Centro Alemão de Doenças Neurodegenerativas, em Bonn, em um artigo publicado pela revista médica JAMA Neurology.
 
Os inibidores da bomba de prótons (IBP, ou PPI na sigla em inglês para proton-pump inhibitors) já haviam sido alvo de uma denúncia recente, feita por pesquisadores norte-americanos, que mostraram que os medicamentos antiácidos aumentam o risco de morte dos pacientes hospitalizados.
 
Maior risco de demência
No estudo alemão, os usuários regulares de IBPs (2.950 pacientes, em sua maioria do sexo feminino e com idade média de 84 anos) apresentaram um risco 44% maior de apresentar demência do que as pessoas (70.729 pacientes, em sua maioria do sexo feminino e idade média de 83 anos) que não receberam inibidores da bomba de prótons.
 
“O presente estudo só pode fornecer uma associação estatística entre o uso de IBP e o risco de demência. O possível mecanismo biológico causal subjacente tem de ser explorado em estudos futuros. Para avaliar e estabelecer relações diretas de causa e efeito entre o uso de IBPs e a demência em idosos serão necessários ensaios clínicos prospectivos e randomizados,” conclui o estudo.
 
Inibidores da bomba de prótons
 O uso de inibidores da bomba de prótons (IBP) tem aumentado entre os pacientes mais idosos, o que os coloca entre as classes de remédios mais utilizadas pela população.
 
Fármacos desse grupo (ex: Omeprazol, Pantoprazol, Esomeprazol), que são usados no tratamento de úlceras gastrointestinais, inibem irreversivelmente um canal na membrana das células gástricas conhecido como bomba de prótons, por onde fluem íons de hidrogênio (H+), também chamados prótons.
 
Geralmente considerados como medicamentos muito seguros, seus principais efeitos colaterais incluem diarreia e dores abdominais, dores de cabeça, déficit de vitamina B12 e infecção do sistema intestinal devido à destruição parcial da proteção contra as bactérias.
Posted by Victor in Estudos, 0 comments