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Novo fator de risco para o surgimento de manchas pretas nos dentes

Um grupo de pesquisadores do Grupo de Microbiologia Oral da Universidade CEU Cardenal Herrera, Espanha, acaba de publicar um artigo científico revelando que a água potável com elevados níveis de ferro é um dos fatores de risco para o surgimento de manchas pretas nos dentes.

Ferro + pH elevado + saliva

De acordo com os cientistas, um elevado nível de ferro e um pH elevado na água que é consumida, assim como a saliva, são os fatores que mais influenciam o surgimento de manchas pretas na dentição. Para chegar a esta conclusão, os investigadores analisaram os casos de 94 pacientes de dez clínicas dentárias – metade possuía pigmentação preta no esmalte dentário e a outra metade não.

Análise

No âmbito do estudo, foram analisados os hábitos de higiene oral dos pacientes e os hábitos de consumo de alimentos e de cigarro para determinar o estado de saúde bucal de cada um, especialmente o número de dentes com cáries, em falta, com selantes e a presença, ou não, de periodontite.

Resultados

Os resultados agora publicados mostram que, para além dos elevados níveis de ferro na água consumida, também uma água com um elevado nível de pH e uma saliva com um pH elevado podem ser fatores de risco para o desenvolvimento de manchas pretas nos dentes.

Fontes: NatureSaúde Oral
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Um futuro promissor para a odontologia

Uma das maiores preocupações que o ser humano tem com a sua saúde bucal é a possibilidade da perda dos dentes, seja naturalmente ou por causa de um acidente. Mas e se pudéssemos cultivá-los e assim trazê-los de volta?

Duas novas pesquisas pioneiras deram esperança de que isso pode um dia vir a ser uma realidade.

São estudos demonstrando a viabilidade, através do desenvolvimento de técnicas avançadas baseadas em células-tronco, de
se poder reparar parcial ou totalmente dentes que foram danificados.

Nigel Carter OBE, diretor executivo da Oral Health Foundation, acredita que, embora isso possa estar longe de se tornar realidade, a perspectiva de recriar nossos dentes é muito estimulante.

O Dr. Carter diz: “Milhões de pessoas em todo o mundo perdem dentes por muitas razões diferentes.

“A perda de dentes pode acontecer devido a um infeliz acidente, má saúde bucal ou outra doença. Mas não importa como os perdemos, a falta de dentes pode significar problemas em nossa vida cotidiana. Dentes perdidos podem afetar a maneira como comemos, sorrimos e falamos. até ter impacto na nossa confiança e bem-estar mental.

“Nossas opções atuais para substituir dentes ausentes incluem pontes, dentaduras e implantes. Essas são ótimas maneiras de substituir dentes perdidos e nos devolver a confiança que precisamos para sorrir.

“Dada a escolha, no entanto, sempre escolheríamos ter nossos próprios dentes naturais”.

Futuro promissor

Avanços científicos em áreas semelhantes já levaram a desenvolvimentos em muitas outras áreas da saúde, como próteses e regeneração de tecidos.

Isso ajudou milhões de pessoas a obter uma melhor qualidade de vida e essa pesquisa de ponta tem o potencial de fazer o mesmo no futuro.

“Por mais empolgante que a perspectiva possa ser, a capacidade de cultivar nossos próprios dentes ainda está muito distante. Pode levar décadas para que ela atinja um ponto quando se tornar rotina dentro da odontologia”, concluiu o Dr. Carter.

Novos ramos de especialização no âmbito da odontologia são uma possibilidade quase certa tendo em vista essas novas tecnologias.

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Lesões ortodônticas de mancha branca nos dentes: uma forma de prevenção (estudo)

Sem uma adequada higiene oral, lesões de mancha branca devido a desmineralização por acúmulo de placa, muitas vezes aparecem nos dentes após a remoção dos brackets ortodônticos. De acordo com um estudo realizado por pesquisadores da Espanha, do Reino Unido e do Brasil, problemas dessa natureza poderiam ser solucionados pelo uso de materiais adesivos que, se pretende, possam vir a impedir o seu aparecimento.

Os três novos tipos de adesivos experimentais foram desenvolvidos por pesquisadores do departamento de odontologia da Universidad CEU Cardenal Herrera, em Valência, em colaboração com o King’s College London Dental Institute, no Reino Unido, e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, Brasil. Os materiais continham nanotubos de minerais bioativos haloisita carregados com triclosan, um forte agente antibacteriano e fungicida, nas concentrações de 5, 10 e 20 por cento em meio de resina.

Comparação

Comparando a eficácia de três adesivos dentários, com propriedades bactericidas e de remineralização do esmalte, o estudo avaliou os a força de ligação do esmalte dos materiais, taxa de polimerização e características antibacteriana e bioatividade. O último supostamente previne a desmineralização dos dentes e promove a remineralização, evitando lesões de mancha branca.

Resultados

De acordo com os resultados do estudo, os materiais experimentais testados em laboratório demonstraram uma capacidade de interromper a proliferação bacteriana em 24 horas após a sua utilização; no entanto, a mistura com a maior percentagem de triclosan manteve a propriedade após 72 horas. Quanto ao efeito de remineralização, todos os três materiais provaram ser eficazes, duas semanas após a sua utilização em amostras de esmalte dental submerso em saliva experimental. A respeito das propriedades mecânicas, a incorporação do triclosan-carregado em tubos de haloisita aumentou a polimerização sem interferir com as propriedades de aderência imediata.

Um dos dois pesquisadores chefes, o Prof. Salvatore Sauro afirmou “O próximo passo que temos de enfrentar agora é organizar ensaios clínicos in vivo para avaliar se os excelentes resultados obtidos in vitro podem ser traduzidos para um cenário clínico. Uma vez feito isso, então podemos começar a pensar em algum tipo de estratégia para a distribuição e comercialização desses materiais.”

O estudo, intitulado “Propriedades de polimerização, antibacteriana e bioatividade dos adesivos ortodônticos experimentais contendo triclosan-carregado de nanotubos de haloisita “, foi publicado no Journal of Dentistry em 7 de Novembro de 2017.​

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O que os dentes podem contar sobre a saúde de uma pessoa

Os dentistas costumam alertar com frequência do quanto importante é manter uma boa saúde bucal para ter uma ‘saúde de ferro’.
Além do óbvio, a saúde dos dentes ainda tem muito a dizer sobre a saúde do organismo de uma forma geral. Aparentemente, mais do que se imagina!

Um artigo recentemente publicado pelo International Business Times informa que além de ser a primeira coisa em que a maioria das pessoas observa quando conhece alguém, o ‘sorriso’ oferece também várias pistas sobre o estado de saúde de um paciente.

A saúde óssea, por exemplo, é frequentemente é uma das mais afetadas por uma má saúde oral, especialmente a mandíbula, cuja erosão muitas vezes se manifesta em perda dentária e dor.

Corpo e Mente

O estado da saúde mental, por outro lado, também pode se manifestar em problemas dentários e orais. O bruxismo é um desses casos, estando associado a determinados estados mentais e características de personalidade. De acordo com vários estudos, as pessoas que sofrem da patologia tendem a ser mais agressivas, competitivas e, sobretudo, mais ansiosas, com 70% das pessoas que padecem de bruxismo a sofrerem também de stress e problemas de ansiedade.

A publicação ainda relata que o estado da saúde bucal pode permitir avaliar o risco para o desenvolvimento de demência. Por exemplo, perda dentária antes dos 35 anos pode ser considerada um fator de risco para a doença de Alzheimer.

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Consumo exagerado de açúcares por crianças e a importância do dentista na orientação

Cerca de metade dos açúcares consumidos pelas crianças vem de lanches pouco saudáveis e bebidas açucaradas, revelou recentemente a Public Health England. De acordo com a publicação Dentistry.co.uk, a entidade pretende, por isso, reforçar as medidas que encorajem os pais a limitar o acesso das crianças aos lanches pouco saudáveis.

Nesse âmbito será iniciada uma campanha intitulada Change4life, que pretende encorajar os pais a limitarem o consumo de alimentos por parte dos seus filhos a lanches com apenas 100 calorias duas vezes por dia.

Sandra White, responsável pela saúde bucal pública no Reino Unido, informa que esta campanha tem como objetivo fazer com que seja mais fácil para os pais “reduzir o consumo de açúcares por parte dos seus filhos”, ao mesmo tempo que ajuda os profissionais de odontologia a apoiarem as famílias, sugerindo-lhes escolhas mais saudáveis.

Consumo exagerado de açúcares

De acordo com os dados apresentados pela Public Health England, em média, as crianças britânicas consomem pelo menos três lanches e bebidas açucaradas por dia, com um terço a consumir quatro ou mais.

Os números revelam ainda que, por ano, cada criança britânica consome cerca de 400 bolachas, mais de 120 bolos, cerca de 100 porções de doces, cerca de 70 barras de chocolate e 70 gelados e mais de 150 sumos ou bebidas açucaradas.

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Estudo: AAS pode regenerar dentes após cáries, afirmam cientistas

Pesquisadores da Universidade Queen’s, em Belfast, na Irlanda do Norte, afirmam ter desenvolvido um tratamento de regeneração dental que usa o ácido acetilsalicílico, conhecida comercialmente como aspirina. Segundo reportagem do portal da BBC, os cientistas usaram o produto para estimular células-tronco nos dentes, o que aumentou o potencial de regeneração.

Ainda de acordo com a BBC, os pesquisadores esperam que o tratamento com aspirina resulte em menos cáries e restaurações no futuro.

“Temos a esperança de desenvolver um tratamento que dê aos dentes a capacidade de fazer esses reparos. Mas isso será gradual, não é imediatamente que não precisaremos mais de obturações”, explicou a professora da Faculdade de Medicina da Queen’s Mas Ikhlas El Karim.

Segundo um estudo da Associação Odontológica Britânica, 72% dos adolescentes de 15 anos tinham cáries em 2016 na Irlanda do Norte.

Pesquisa

A equipe da Queen’s University usou aspirina líquida sobre células-tronco em uma placa de Petri e afirmou, segundo a reportagem, ter encontrado “evidências materiais e genéticas de que isso produziu dentina”. O próximo passo é descobrir um método para aplicar a aspirina no dente de forma adequada.

“Precisamos colocar o produto (no dente cariado) de forma que possa ser liberado durante um longo período de tempo. Se simplesmente colocarmos aspirina em uma cárie hoje, ela será facilmente lavada”, explicou a pesquisadora. “Não estamos encorajando esse uso simples, mas, sim, o de um produto final para ser usado por um dentista, não um paciente.”

Ikhlas afirmou que o fato de a aspirina já ser uma droga disponível no mercado ajudará o desenvolvimento de um tratamento. “E esse método não só aumenta a sobrevivência dos dentes, mas pode resultar em uma imensa economia para sistemas de saúde pública ao redor do mundo”, disse.

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Fazer com que dentes cresçam novamente? Cogita-se essa possibilidade…

A capacidade de fazer crescer novos dentes tem sido há muito tempo um sonho impossível em odontologia. No entanto, recentes avanços têm mostrado que é possível promover a regeneração do tecido dental com o objetivo de reduzir a utilização de material de preenchimento e ajudando os dentes a se auto-repararem. O Dr. Azam Ali da Universidade de Otago na Nova Zelândia lançou agora um projeto de pesquisa que visa desenvolver um sistema de biomateriais que permitiriam o renascimento de todos os dentes.

O projeto de Ali o “No drill, no fill” foi inicialmente destinado a criar uma alternativa aos tradicionais materiais biocompatíveis de preenchimento utilizados para tratar a cárie dentária. Os parâmetros do estudo logo se expandiram para produzir novos tecidos dentários como o potencial de materiais a serem usados se tornou evidente durante os testes preliminares.

Prêmio recebido

Em reconhecimento a sua inovação, Ali e sua equipe foram premiados com um valor de pesquisa de A$150.000 (US$113,171) pelo Health Research Council of New Zealand. Esta subvenção é destinada a fornecer apoio financeiro para o estudo de até 24 meses.

“Desenvolvimento de uma técnica para crescer dentes, por exemplo, é um extraordinário conceito e oferece um enorme potencial para pessoas que sofrem de problemas de saúde dentária”, disse o Ministro da Saúde Dr. Jonathan Coleman no momento da premiação da subvenção a Ali.

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Técnica que usa a luz violeta para clareamento dos dentes sem o uso do gel

luz violetaO clareamento dental feito apenas com a aplicação de luz violeta é tão eficaz quanto os métodos já conhecidos e utilizados pelos dentistas.

A eficácia da técnica de luz foi comprovada por Vitor Hugo Panhóca, pesquisador e do Instituto de Física da USP em São Carlos (SP).

Ao contrário da luz ultravioleta, a violeta é uma luz visível e não ionizante. Isso significa que ela pode ser vista, da mesma forma que se enxerga a luz de uma lâmpada incandescente ou fluorescente.

Riscos do peróxido e hipersensibilidade

Hoje, o clareamento dental pode ser feito de várias maneiras e, apesar de muitas pessoas fazerem o procedimento com métodos caseiros, muitos pacientes optam por realizá-lo em consultórios odontológicos, nos quais a técnica é baseada na aplicação de um LED azul, em conjunto com gel de peróxido de hidrogênio, ou água oxigenada concentrada (H2O2).

Quando é aplicada nos dentes, a luz excita o gel, que libera substâncias responsáveis por quebrar os pigmentos que mantêm os dentes com aquele aspecto amarelado. Mas há o risco de “contato do gel com os tecidos moles, como gengiva e bochecha. A interação do peróxido com esse tipo de tecido pode causar danos irreversíveis, como câncer,” explica Vitor Hugo.

Clareamento com luz violeta

Com o tratamento com luz violeta, dispensa-se o uso do gel. Além da eliminação do risco de contato com a substância, os pacientes livraram-se também da hipersensibilidade que geralmente ocorre como efeito colateral do branqueamento.

“Observamos que a luz violeta tem energia suficiente para quebrar os pigmentos do dente, da mesma maneira que os géis fazem. A diferença é que, enquanto os géis de peróxido agem de modo mais químico, a luz atua de maneira mais física,” explica o pesquisador.

“É importante ressaltar que o clareamento dental não depende apenas da técnica utilizada, mas, também, do tipo de mancha que o paciente tem. Os pigmentos de manchas orgânicas, causadas por corantes, como o de café, são os mais fáceis de se quebrar”, ressalta Vitor Hugo, acrescentando que as manchas inorgânicas, que podem ser provocadas por contaminação de sangue em caso de trauma dental, são mais difíceis de remover.

A técnica está pronta para comercialização, o que será feito por uma empresa fundada pelos pesquisador e seus colegas envolvidos no estudo.

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Vem aí: nova e avançada técnica de raios-x dos dentes 

nanoestruturas raio x
 
Com a ajuda de um novo método de tomografia computadorizada (TC) que é baseado no espalhamento de raios-X, uma equipe de pesquisadores internacionais tem sido capaz de visualizar nanoestruturas em objetos medindo apenas alguns milímetros pela primeira vez. Para demonstrar o potencial da técnica, os pesquisadores reconstruíram a precisa orientação 3-D das fibras de colágeno em um pedaço de dente humano.
 
O novo método, que foi desenvolvido por uma equipe de pesquisadores da Technische Universität München (TUM), do Charité Hospital de Berlim, Lund University e o Paul Scherrer Institute na Suíça, utiliza o espalhamento de raios-X em vez de sua absorção.
 
Métodos convencionais de TC calculam exatamente um valor, conhecido como voxel, para cada ponto de imagem 3-D dentro de um objeto. A vantagem da nova técnica é que ela atribui vários valores para cada voxel, como luz difusa que chega de várias direções.
 
“Graças a esta informação adicional, nós somos capazes de aprender muito mais sobre a nanoestrutura de um objeto do que com métodos tradicionais de TC. Através da medição indireta dos raios X dispersos, agora podemos visualizar estruturas minutas que são demasiado pequenas para resolução espacial direta”, explicou o Prof. Franz Pfeiffer, chefe do Institute of Biomedical Physics na TUM.
 
Ao combinar o informações 3-D dispersas de raios-X com a tomografia computadorizada, os pesquisadores foram capazes de ver claramente a orientação 3-D das fibras de colágeno em uma peça de dente humano medindo aproximadamente 3 mm. A fim de fazer isso, 1,4 milhão de imagens espalhadas foram feitas e, em seguida, processadas através de um algoritmo especialmente desenvolvido que cria uma reconstrução completa.
 
“Um sofisticado método de CT é ainda mais adequado para examinar objetos grandes. No entanto, o nosso novo método faz com que seja possível a visualização das estruturas em escala nanométrica em objetos de dimensões milimétricas a esse nível de precisão pela primeira vez”, disse Florian Schaff, uma aluna de Ph.D. do instituto e autora líder do trabalho.
 
A nova técnica de imagem poderia ser de interesse para a caracterização não só dos biomateriais, como ossos e dentes, mas também materiais funcionais, como células de combustíveis e componentes de bateria, acreditam os pesquisadores.
 
Os resultados do estudo foram publicados on-line em 19 de novembro na revista Nature em um artigo intitulado “Tomografia de pequeno ângulo de dispersão de raio-X hexa dimensional real e espaço recíproca “.
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Fumantes tem risco maior de perda de dentes

homem fumando

A perda de dente continua a ser um grande problema de saúde pública no mundo. Globalmente, cerca de 30 por cento daqueles com 65 a 74 anos perderam todos os dentes naturais. Vários fatores de risco podem contribuir para a doença bucal e resultar no edentulismo, tais como uma dieta inadequada, uso nocivo de álcool e uso de tabaco. analysis of website Um novo estudo agora confirmou que fumantes regulares têm um risco significativamente aumentado de perda de dente.
 
Os pesquisadores têm como objetivo avaliar a associação entre tabagismo e cessação do tabagismo e perda de dentes em três diferentes grupos de idade. Eles descobriram que a relação entre tabagismo e perda de dente foi mais forte entre os jovens do que nos grupos mais velhos. Além disso, os resultados demonstraram claramente que a relação foi dose dependente; fumantes intensos apresentaram um risco maior de perder seus dentes do que fumantes que fumam menos cigarros. Homens fumantes possuem até 3,6 vezes mais probabilidades de perder seus dentes do que os não fumantes, considerando que mulheres fumantes têm 2,5 vezes mais probabilidades, acharam os pesquisadores. Esses achados foram independentes de outros fatores de risco, como o diabetes, e são baseados em dados de 23.376 participantes.
 
“A maioria dos dentes é perdida como resultado de uma cárie ou periodontite crônica. Sabemos que fumar é um forte fator de risco para periodontite, de modo a direcionar a um longo caminho para explicar o alto índice de perda de dentes em fumantes”, explicou o autor principal, Prof. Thomas Dietrich da Escola de Odontologia da Universidade de Birmingham. Fumar pode mascarar sangramento gengival, o principal sintoma da periodontite. Como resultado, a gengiva de um fumante pode parecer mais saudável do que realmente é. “É realmente lamentável que o tabagismo possa ocultar os efeitos da doença da gengiva, como muitas vezes as pessoas não enxergam o problema até que ele esteja muito longe abaixo da linha. A boa notícia é que a interrupção do tabagismo pode reduzir o risco com bastante rapidez. Eventualmente, um ex-fumante teria o mesmo risco de perda de dente, como alguém que nunca fumou, apesar de que isso possa levar mais de dez anos”, Dietrich adicionou.
 
“Doença da gengiva e consequente perda de dente pode ser o primeiro efeito perceptível sobre a saúde do fumante. Assim, ele pode dar às pessoas a motivação para parar de fumar antes do potencial surgimento de condições de risco de vida, tais como o câncer de pulmão, e para reduzir o risco de infarto do miocárdio que está associado a doenças das gengivas e perda de dentes”, disse o autor do estudo Dr. Kolade Oluwagbemigun do Instituto Alemão de Nutrição Humana, em Potsdam.
 
“Além dos muitos benefícios notados para a saúde cardiovascular, e risco de doença pulmonar e câncer, é claro que saúde dentária é ainda uma outra razão para não começar a fumar, ou para parar de fumar agora”, acrescentou o autor do estudo Prof. Heiner Boeing, também do mesmo instituto.
 
A pesquisa é o resultado de um longo estudo longitudinal de coorte do EPIC-Postdam na Alemanha realizado pelos pesquisadores da Universidade de Birmingham e do Instituto Alemão de Nutrição Humana. O EPIC (European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition – Investigação Prospectiva Europeia em Câncer e Nutrição) é um estudo de coorte prospectivo iniciado em 1992 que visa analisar as associações entre dieta, nutrição, câncer e outras doenças crônicas. O EPIC é um estudo multicêntrico com a colaboração de 23 centros de pesquisa em dez países europeus e inclui 519.000 participantes no estudo.
 
Os resultados do estudo, intitulado “Tabagismo, cessação do tabagismo e risco de perda de dente: O estudo EPIC-Potsdam”, foram publicados on-line antes da impressão no Journal of Dental Research em 4 de agosto.
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