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Periodontite e Covid-19: fonte de sérias complicações

Periodontite e Covid-19: fonte de sérias complicações

periodontite e COVID-19

Uma importante pesquisa, conduzida pelo cirurgião-dentista Dr. Shervin Molayem, foi publicada recentemente no California Dental Association Journal.

O novo estudo associa a periodontite e COVID-19. Essa pesquisa sugere que o vírus é mais grave na presença de inflamação causada pela doença gengival.

As bactérias nas gengivas percorrem o corpo e espalham a proteína IL-6, uma substância inflamatória prejudicial.
Altos níveis de IL-6 são preditores de insuficiência respiratória – apresentando um risco 22 vezes maior de complicações respiratórias.

Maior taxa de mortalidade

Como resultado, os pesquisadores estão reforçando a importância de uma melhor triagem periodontal e tratamento para ajudar a combater a propagação do vírus.

A má higiene bucal ligada à periodontite e COVID-19 tem grande impacto nas infecções respiratórias geradas pelo Coronavírus.
As intervenções periodontais são importantes para reduzir a carga de bactérias bucais e potencialmente diminuir a inflamação sistêmica.

A periodontite é um risco para outras condições de saúde, como doenças cardiovasculares e diabetes. Essas patologias também estão relacionadas a taxas mais elevadas de mortalidade da COVID-19.

Uma boa higiene bucal nunca foi tão importante.
A placa bacteriana pode abrigar patógenos respiratórios e periodontais. Esses agentes podem atingir a circulação sistêmica e invadir as células hospedeiras.

Manter a carga de bactérias bucais o mais baixa possível pode reduzir o risco de aspiração para o trato respiratório.

Além disso, os pacientes devem ser encorajados a escovar os dentes sempre após a ingestão de alimentos com creme dental fluoretado. A realização da limpeza interproximal também é recomendável que seja feita.

Periodontite e Covid-19 – descobertas do estudo

  • COVID-19 pode desregular a resposta imune do hospedeiro e aumentar IL-6;
  • As doenças bucais – especialmente a periodontite – podem contribuir para uma resposta inflamatória sistêmica;
  • Bactérias orais podem afetar a função dos pulmões, aumentando o risco de pneumonia e complicações pulmonares potencialmente relacionadas à COVID-19;
  • As intervenções de higiene bucal, bem como o tratamento periodontal e dentário, podem diminuir a carga de bactérias bucais.

Existem poucos estudos acerca desse tópico. No entanto, a higiene bucal adequada e as intervenções periodontais não devem ser subestimadas para minimizar as complicações graves da COVID-19.

A importância do Dentista na prevenção de quadros agravados de COVID-19

O papel do dentista sempre foi vital na prevenção de doenças odontológicas. A cárie dentária é um exemplo básico dessa relevância.
Mas, o mais importante, o dentista é o profissional da saúde capaz de diagnosticar e tratar as doenças gengivais, que possuem um componente inflamatório importante com potencial de causar uma série de outros problemas de saúde.

Sabemos que comorbidades como diabetes e doenças cardíacas podem agravar quadros de COVID-19. As evidências científicas falam por si. Agora sabemos que a periodontite e COVID-19 tem relação.
E que o risco para estados mais graves dessa nova doença se equivalem na mesma proporção para quadros de periodontite.
Assim, pode-se afirmar que doenças periodontais são fatores de risco agravado para COVID-19 semelhantemente aquele ligado ao diabetes e doenças cardíacas.
O dentista tem um papel fundamental na prevenção do desenvolvimento de sintomas graves de infecção por COVID19.

Os processos inflamatórios causados ​​por doenças gengivais têm um efeito indireto nos pulmões, o que exacerba os sintomas do COVID-19.
Tudo isso pode ser evitado removendo as bactérias das placas existentes.

Neste contexto, a educação sobre higiene bucal é essencial. Importante salientar que dicas e conselhos devem ser adaptados a cada paciente de acordo com as peculiaridades de cada um.

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Fontes: Journal of California Dental Association, frontiers
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Dentista: como fidelizar seus pacientes em tempos de Coronavírus

fidelizar seus pacientes

A chegada do coronavírus transformou as nossas vidas de forma radical.
Isso tanto no aspecto pessoal como profissional.

Forçado pelas circunstâncias decorrentes da atual epidemia do novo Coronavírus, a rotina dos atendimentos odontológicos sofreu uma profunda mudança.
Dado o risco de contaminação decorrente que a proximidade paciente e dentista representa para o profissional, os atendimentos em sua maioria tem se restringindo aos atendimentos de emergência.
Sabemos que essa epidemia, assim como uma tempestade, uma hora vai passar. E com o término da crise, você dentista desejará ver o retorno dos seus pacientes ao seu consultório ou clínica, não é mesmo?
As dicas que apresentamos hoje aqui no blog são sobre o que você pode fazer para fidelizar seus pacientes nesses tempos de Coronavírus.
Saber usar esse tempo de isolamento de forma construtiva e criativa é a grande chave para fidelizar seus pacientes.

Como fidelizar seus pacientes

Comunicação com os pacientes

O momento atual é uma oportunidade para você dentista se comunicar com seus pacientes. É uma chance para se levar informações relevantes e de valor para seus clientes.

Canais para comunicação com seus pacientes

Uma comunicação através de uma newsletter, uma vez por semana é uma das formas de se manter esse contato.

Qual tipo de conteúdo pode-se incluir nessas newsletters?

Uma informação fundamental que se pode dar numa primeira newsletter é que, apesar dos atendimentos normais estarem suspensos, continua-se trabalhando.
É importante salientar que, em situações de emergência, o consultório ou clínica encontra-se disponível.
É fundamental também disponibilizar números para contato rápido e agendamento.

Dicas importantes

Pode-se aproveitar esse período para enviar aos clientes dicas com informações sobre higiene bucal, por exemplo.
A sugestão de bons hábitos, formas adequadas de se manter os dentes e gengivas limpas, por exemplo são uma ótima pedida.
Além de garantir a saúde bucal, evita aquelas condições que podem acabar se transformando em emergências odontológicas.
Importante é que a informação seja relevante e ao mesmo tempo interessante.

Aqui no blog Dentalis, você poderá encontrar algumas sugestões de matérias para compartilhar com seus pacientes. Seguem alguns exemplos dessas matérias para sua inspiração:

Hábitos de escovação: ligados à saúde do coração;

Hábitos que podem prejudicar os dentes;

Dieta para uma gengiva saudável;

O isolamento social faz as pessoas permanecerem a maior do tempo dentro de suas casas.
Com isso podem acabar consumindo mais doces e gorduras.
Alertar para os riscos dessas dietas e dar dicas de nutrição e hábitos para manter uma boa saúde mental são sugestões de temas. Manifestar essa preocupação na forma de comunicados simples demonstra interesse pelos seus pacientes e seu bem estar. Além disso, também contribui para fidelizar seus pacientes.

Personalização do conteúdo das mensagens

É simples dar um caráter mais pessoal as suas mensagens. Por exemplo, acrescentar uma foto do dentista chefe e/ou de todos os membros da equipe.
Isso ajuda a criar uma ligação mais forte e a fidelizar seus pacientes.
Outra possibilidade é a de informar aos pacientes como o consultório ou clínica está lidando com a atual epidemia e que o vem fazendo.

É um período em que a maior parte das pessoas se encontram reclusas em seus lares. E dispõe de tempo livre para ler as mensagens que você enviar.

Coloque-se no lugar de seus pacientes

Saber se colocar na posição do paciente nesse momento é muito importante.
Entrar no consultório ou clínica na perspectiva de um paciente. Daí avaliar de forma crítica a disposição das cadeiras e o espaçamento entre elas.
Prestar atenção nas cores da parede da sala de espera e a presença de fotos ou quadros na parede. Buscar perceber aspectos como sobriedade e aconchego proporcionados pelo ambiente.
É tempo de se prestar atenção a detalhes que no dia a dia passam despercebidos.

Faça uma revisão dos conteúdos on line da sua clínica

Como está a presença do seu consultório ou clínica na rede?

Procure ler e rever cada conteúdo como se você fosse um cliente em potencial. Avalie criticamente a abordagem dos assuntos, facilidade de leitura e clareza das informações.
Procure envolver mais pessoas para lhe darem um bom feedback.
Aproveite para revisar e reescrever conteúdos.

Palavras finais

O importante nesse momento é saber aproveitar o tempo livre de forma produtiva.
Buscar nesse período comunicar-se com seus pacientes poderá fazê-los retornar a sua clínica quando essa epidemia passar.
Como diz o famoso dito popular “quem é visto, é lembrado”.
Construir uma relação de lealdade é e sempre será a melhor forma de fidelizar seus pacientes.

 

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Epidemia de coronavírus – tudo o que você precisa saber

Epidemia de coronavírus – tudo o que você precisa saber

coronavírus

Muito tem se comentado nos últimos dias e semanas sobre a epidemia de coronavírus, o Covid-19.

O Coronavírus compõe uma família de vírus causadores de infecções respiratórias.
Recebe esse nome de “corona“, quando em 1965, ao ser observado em microscopia eletrônica, viu-se que aparência de uma coroa.

Assim como pacientes com outras doenças semelhantes à gripe, pacientes com coronavírus (covid-19) relatam sintomas leves a graves, como febre, tosse e falta de ar.

Tempo de incubação

Em média o tempo de incubação do coronavírus é de 5 a 7 dias após o contato inicial.
Há casos de períodos de incubação mais longos, de até 14 dias.
Há pessoas, no entanto, que não apresentam sintomas.

Período de transmissão

A transmissibilidade dos pacientes infectados por coronavírus (Covid-19) tem sido em média de 7 dias após o início dos sintomas.
Porém, dados preliminares do Covid-19 sugerem que a transmissão possa ocorrer, mesmo sem o aparecimento de sinais e sintomas. Esse é porém ainda um dado não totalmente esclarecido. Até o momento, não existem informações suficientes que possam garantir quantos dias anteriores ao início dos sinais e sintomas uma pessoa contaminada passa a transmitir o Covid-19.

Como o coronavírus se transmite

O contágio se dá a partir de pessoas infectadas.
A doença pode se espalhar desde que alguém esteja a menos de 2 metros de distância de uma pessoa com a doença.

A transmissão pode ocorrer por gotículas de saliva, espirro, tosse ou catarro, que podem ser repassados por toque ou aperto de mão, objetos ou superfícies contaminadas pelo infectado.

Infecção por Coronavírus – como se prevenir

Não existe até o momento medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus.

As seguintes medidas de prevenção são recomendadas:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos;
  • Na impossibilidade de lavar as mãos, usar desinfetante para as mãos à base de álcool 70 graus;
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes;
  • Ficar em casa quando estiver doente;
  • Usar um lenço de papel para cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, e descartá-lo no lixo após o uso;
  • Não compartilhar copos, talheres e objetos de uso pessoal;
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência;
  • Manter ambientes bem ventilados e higienizar as mãos após tossir ou espirrar.

Uso de máscara para proteção

A máscara à princípio deve ser utilizada por quem apresenta sintomas da doença.
Sua função é prevenir que alguém infectado contamine outras pessoas.

O uso também é recomendado para pessoas que tenham contato com indivíduos com suspeita ou confirmação do novo coronavírus.

Máscaras também devem ser usadas por profissionais de saúde que atuem em locais com pacientes com suspeitas ou sintomas.
Após a utilização, a orientação é descartar a máscara em local adequado e lavar as mãos.

Posso ter coronavírus? Há possibilidade de existir uma imunidade natural a ele?

À princípio todos estão suscetíveis ao Coronavírus. Isso pelo fato de ser um vírus novo. Também não se tem certeza de que um indivíduo uma vez infectado e curado da doença adquira imunidade permanente ao Covid-19.

Características clínicas de uma infecção por coronavírus

Não existem características clínicas específicas de uma infecção por coronavírus que possam diferenciá-lo de outros vírus causadores de infecções respiratórias.
Os sintomas de uma infecção por coronavírus são comuns a outros vírus como influenza, parainfluenza, rinovírus, vírus sincicial respiratório e adenovírus.

Coronavírus – principais sintomas

Os sintomas principais do Covid-19 são febre, cansaço e tosse seca.
Parte dos pacientes pode apresentar dores, congestão nasal, coriza, tosse e diarreia.

Alguns pacientes podem ser assintomáticos, ou seja, estarem infectados pelo vírus, mas não apresentarem sintomas. Pacientes mais jovens são os mais passíveis de não apresentarem qualquer sinal da doença.

Qual a população mais vulnerável à infecção por coronavírus?

A OMS calcula que 1 em cada 6 pacientes pode ter um agravamento do quadro, com dificuldades respiratórias sérias. A população de maior risco é aquela da terceira idade. É também a população que por consequência mais gera preocupação diante da atual epidemia.

coronavírus

Como o dentista pode lidar com a epidemia de Coronavírus

A prevenção é e sempre será o melhor remédio para qualquer problema.
Na questão de como o dentista poderá lidar com o quadro atual de epidemia de Coronavírus, seguem algumas sugestões.

Inicialmente, o contato inicial com o paciente pode se dar pelo telefone. No caso de consultas já marcadas, recomenda-se uma triagem prévia.

Nesse contato inicial pode-se buscar obter informações sobre o estado de saúde do paciente e do seu possível contato com o vírus.

Sugestão de um questionário que pode ser utilizado nessa estratégia de abordagem

  • Viajou para os países de risco nos últimos 14 dias?
  • Tem ou teve febre nos últimos 14 dias?
  • Tem ou teve algum problema respiratório, especialmente tosse, nos últimos 14 dias?
  • Esteve em contato (não protegido) com um caso confirmado de Coronavírus?
  • Nos últimos 14 dias, esteve em contato próximo com alguém que apresentava sintomas respiratórios agudos?

Se o paciente confirmar alguma das perguntas dessas perguntas, estiver infectado ou se for imunodeprimido, o dentista deverá desmarcar a consulta caso esta não seja urgente. E recomendar ao paciente uma nova data para sua realização.

Se, no entanto, se tratar de uma urgência, o dentista e sua equipe recomenda-se adotar as seguintes medidas de proteção no uso de EPI:

  • Uso de touca e avental cirúrgico descartável;
  • Uso de óculos de proteção;
  • Uso de máscara do tipo N95. Para o caso de máscara cirúrgica recomenda-se duas, substituídas a cada 2 horas ou ao término de cada atendimento;

Sequência recomendada de colocação do equipamento de proteção individual (EPI)

  1. Higienizar as mãos. As mãos devem ser bem lavadas antes e depois do procedimento do paciente;
  2. Colocar o avental;
  3. Colocar a máscara;
  4. Colocar o óculos de proteção ocular;
  5. Colocar as luvas.

Caso não disponha do EPI adequado, ao dentista não se aconselha a realização da consulta de paciente com Covid-19 ou suspeita de Covid-19.

Cuidados extras para todos os pacientes em áreas de maior risco

  • Retirar da sala de espera revistas, folhetos e outros objetos que possam ser manuseados por várias pessoas;
  • Gerenciar as marcações de consulta de forma a evitar ter vários pacientes ao mesmo tempo na sala de espera. Preferencialmente, não ter mais de duas pessoas ao mesmo tempo nesse espaço;
  • Informar os pacientes sobre as medidas de segurança. Em especial a de manter uma distância de cerca de 1,5 m;
  • O paciente deve lavar as mãos antes de entrar no consultório. Também não deve entrar com as peças de roupa que serão retiradas.
  • Antes da consulta o paciente deve bochechar com uma solução de água oxigenada a 1% por 30 segundos ou com 0,2-0,3% de clorexidina.

Higiene do espaço

A higiene do espaço também deve ser cuidada, pelo que todas as superfícies de trabalho e o ambiente devem ser imediatamente limpos e desinfetados. Pode ser utilizada, por exemplo, uma solução de hipoclorito de sódio de 1000 ppm de cloro ativo. Tal solução pode ser encomendada em farmácias de manipulação.

O vírus são inativados após cinco minutos de contato com desinfetantes normais, como a água sanitária doméstica.
As normas universais de desinfeção e esterilização devem ser minuciosamente seguidas, algo sempre importante a destacar.

Fontes: Ministério da Saúde, Portal MS, Agência Brasil, OMS, Saúde Oral
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Odontologia emocional: importância no dia a dia do dentista

Na odontologia, o contato direto e constante com os pacientes obriga os dentistas a possuírem, além de capacidades técnicas, aptidões psicológicas. Em qualquer tratamento dentário, o diálogo entre o profissional e o paciente é decisivo para encontrar o procedimento mais adequado ao caso e alcançar os melhores resultados.

A odontologia emocional está focada no modo como estabelecer uma comunicação eficaz e vantajosa para ambas as partes, que resulte numa maior satisfação por parte do paciente. Um dos pilares desta técnica é a prática da escuta ativa.

Baseada no conceito de inteligência emocional, esta nova forma de entender a prática da odontologia pode ser definida como a capacidade de o dentista conhecer e gerir tanto as suas emoções como as do seu paciente. O objetivo é realizar tratamentos dentários com êxito, assim como proporcionar a cada paciente uma experiência agradável no consultório.

Um dos motivos pelos quais os pacientes escolhem uma clínica odontológica ou outra é a confiança transmitida pela equipe que nela trabalha. Quer seja um dentista conhecido pela família, recomendado ou simplesmente por uma boa localização, as pessoas interessadas precisam sentir confiança no profissional que vai cuidar do seu sorriso.

O papel da odontologia emocional

Além da experiência e dos conhecimentos técnicos, a comunicação pessoal correta e atenta aumenta a sensação de confiança e facilita a aceitação dos tratamentos dentários. Por outro lado, a odontologia emocional ajuda a lidar com situações complicadas no consultório, como nos casos em que há pacientes que se recusam a realizar os procedimentos necessários, sofrem de odontofobia ou revelam tendências agressivas.

Como aplicar a odontologia emocional na sua clínica odontológica

Tanto a inteligência emocional como o uso desse conceito em odontologia exigem um autoconhecimento prévio, para descobrir os pontos a melhorar tanto no aspecto pessoal como profissional. Com algumas orientações simples, poderá começar a implementar a odontologia emocional no seu consultório.

Escuta ativa

Necessária para estabelecer um diálogo produtivo, esta técnica baseia-se na capacidade de fazer ver ao seu interlocutor que o está ouvindo atentamente, sem emitir qualquer juízo sobre as suas palavras. Graças à escuta ativa, o paciente irá sentir-se à vontade para comunicar o seu problema e transmitir todas as suas dúvidas. Desta forma, tanto o diagnóstico como a aceitação do tratamento terão muito mais chances de sucesso.

Para colocar em prática esta técnica e conquistar a confiança do interlocutor, é imprescindível não interromper e fazer perguntas abertas que convidem ao diálogo.

Competências intrapessoais

Estas aptidões permitem que as pessoas melhorem como indivíduos, ao nível pessoal e laboral. Trabalhar em aspectos como a automotivação, a responsabilidade e a assertividade, facilitará a comunicação efetiva entre o profissional e os seus pacientes. O dentista deve aprender a gerir corretamente as suas emoções, como o estresse ou problemas particulares, para que o paciente sinta uma maior confiança, o que terá um impacto positivo na sua ida ao consultório.

Competências interpessoais

Numa clínica odontológica intervêm e trabalham muitas pessoas, cada uma com uma personalidade diferente. Para manter uma boa relação com a equipe e os pacientes, é essencial trabalhar as aptidões sociais, tendo presente o conceito de odontologia emocional. Neste sentido, a empatia, a proatividade e o respeito serão os melhores aliados para melhorar as capacidades interpessoais e otimizar o funcionamento do consultório.

Na verdade, a aplicação da inteligência emocional à prática odontológica é cada vez mais necessária.
A procura de um atendimento mais personalizado por parte dos pacientes, apesar da grande concorrência que caracteriza este segmento, exige dos profissionais a melhoria contínua dos seus serviços para oferecer a melhor experiência clínica, baseada na atenção às necessidades e características de cada paciente.

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Patologias que apresentam sinais na boca

A consulta regular ao dentista é fundamental na identificação de problemas bucais como a cárie, a periodontite e o acúmulo de biofilme. Além de detectar e reverter as condições, o dentista é o profissional de saúde que tem um papel importantíssimo na detecção de outras patologias que ultrapassam as fronteiras da boca.
O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo listou nove enfermidades que dão sinais por ali:

1. Sífilis

Um dos primeiros sintomas dessa infecção bacteriana é uma ferida na gengiva que demora a cicatrizar. Ela também pode causar placas vermelhas e úlceras nessa região. O Brasil, aliás, vive um surto da doença: só no estado de São Paulo houve um crescimento de 603% no número de casos em seis anos. O problema é ainda maior para gestantes e bebês: a elevação foi de 1001% nesse grupo. E pensar que um simples antibiótico é capaz de tratar o quadro e evitar muitas de suas complicações.

2. Leucemia

Esse tipo de câncer hematológico que se inicia na medula óssea e afeta as células sanquíneas tem como um dos seus sinais um inchaço da gengiva e uma maior propensão a sangramentos espontâneos sem nenhuma razão aparente. O aparecimento dessas características exige muita atenção.

3. Anemia

A ausência de glóbulos vermelhos saudáveis causa fadiga, palidez, falta de ar e tonturas. Outra manifestação é uma língua mais lisa. O ideal é que esse músculo esteja sempre áspero e brilhante.

4. Bulimia

Esse transtorno psiquiátrico é marcado por abusos de laxantes e pela indução ao vômito. O paciente ainda alterna episódios de compulsão seguidos por momentos compensação. O hábito de regurgitar com frequência faz com que muitos ácidos do estômago cheguem à boca. Isso destrói as camadas superficiais dos dentes e machuca toda a mucosa.

5. Câncer bucal

O vírus HPV, transmitido durante o sexo, está por trás da maioria dos casos de câncer do colo do útero. Ele também é um dos principais vilões dos tumores de cabeça e pescoço. Na boca, ele forma verrugas que podem evoluir para um problema mais sério. A presença de alguma afta ou lesão que não desaparece após duas semanas merecem atenção redobrada do dentista.

6. Doenças Autoimunes

Enfermidades como o lúpus eritematoso sistêmico e o pênfigo vulgar, em que o próprio sistema imune ataca estruturas do corpo, podem dar sinais como úlceras nas mucosas da boca. Essas feridas doem bastante e não costumam cicatrizar facilmente.

7. Diabetes

O descontrole nas taxas de açúcar pode vir junto com um hálito ruim. Há quem diga que o cheiro se assemelhe ao de frutas envelhecidas. Esses pacientes usualmente apresentam gengivite, a inflamação das gengivas.

8. Cirrose hepática

Lesões no fígado têm inúmeras causas, como o álcool, a gordura e alguns tipos de vírus. Se não tratadas a tempo, elas podem se tornar crônicas e comprometer de vez a saúde. Nesses indivíduos, as partes moles da boca mudam de cor e chegam a ficar até amarelas ou esverdeadas.

9. AIDS

A doença provocada pelo vírus HIV pode aparecer aqui por meio de gengiva inflamada, placas esbranquiçadas, linhas verticais brancas na região lateral da língua e aftas de grande extensão. O sistema imunológico enfraquecido pela infecção possibilita que outros micro-organismos tomem conta do espaço e levem a todas essas complicações.

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Ansiedade frente ao tratamento odontológico tem solução

A acupuntura pode ser um tratamento eficaz para a redução da chamada ansiedade frente ao tratamento odontológico. A conclusão é de um estudo da Universidade de York, publicado na revista científica European Journal of Integrative Medicine, que fez uma revisão de seis estudos clínicos que envolveram 800 pacientes que sofrem desse tipo de ansiedade.

30% da população mundial

De acordo com o estudo, a ansiedade frente ao tratamento odontológico afeta cerca de 30% da população adulta mundial, com sintomas que vão desde as náuseas e a dificuldade em respirar a uma sensação de tontura com a simples ideia de ter que ir ao dentista.

Acupuntura: eficiente na redução da ansiedade

O estudo agora publicado fez uma revisão de seis estudos clínicos, que no total incluem uma amostra de mais de 800 pacientes, e usou uma escala de pontos para medir a ansiedade dos pacientes. Os estudos analisados revelam que a ansiedade frente ao tratamento odontológico diminuiu em cerca de oito pontos quando os pacientes eram submetidos a acupuntura, uma redução considerada clinicamente relevante para que a acupuntura possa ser considerada uma alternativa viável para tratar a ansiedade frente ao tratamento odontológico.

Hugh MacPherson, Professor de Acupuntura no Departamento de Ciências da Saúde da Universidade de York, comenta que “existe um interesse científico crescente em relação à eficácia da acupuntura como tratamento e como tratamento complementar de medicações tradicionais.”

Conheça o estudo em detalhe aqui.

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Uso de antibióticos durante a gestação pode aumentar risco de aborto espontâneo

Embora os antibióticos sejam amplamente utilizados durante a gravidez, as evidências relativas à sua segurança fetal permanecem limitadas. O objetivo deste estudo, publicado pelo Canadian Medical Association Journal, foi quantificar a associação entre a exposição a antibióticos durante a gravidez e o risco de aborto espontâneo.

Metodologia

Pesquisadores da Université de Montréal realizaram um estudo caso-controle aninhado dentro da Quebec Pregnancy Cohort (1998–2009). Foram excluídos os abortos planejados e as gestações expostas a drogas fetotóxicas. O aborto espontâneo foi definido como um diagnóstico ou um procedimento relacionado ao aborto espontâneo antes da 20ª semana de gestação. A data-índice foi definida como a data-calendário do aborto espontâneo. Dez controles por caso foram selecionados aleatoriamente e combinados por idade gestacional e ano de gravidez. O uso de antibióticos foi definido pelas prescrições preenchidas entre o primeiro dia de gestação e a data-índice e foi comparado com (a) não exposição e (b) exposição a penicilinas ou cefalosporinas. Estudou-se o tipo de antibiótico separadamente usando os mesmos grupos de comparação.

Conclusão

Após os ajustes necessários para potenciais fatores de confusão, o uso de azitromicina, claritromicina, metronidazol, sulfonamidas, tetraciclinas e quinolonas foi associado a um risco aumentado de aborto espontâneo. Resultados semelhantes foram encontrados quando penicilinas ou cefalosporinas foram usadas como grupo comparador.​

Este é um conhecimento de grande relevância para o dentista no âmbito da odontologia, onde a prescrição de antibióticos faz parte do dia a dia das consultas e atendimentos.

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Pacientes idosos: prevenção antes da intervenção

À luz do envelhecimento da população, dentistas precisam estar cientes dos riscos apresentados por dentição conservada e superfícies de raiz exposta em pacientes idosos, cujos problemas de saúde bucal são multifatoriais. Um artigo recente recomendou uma abordagem de intercepção máxima envolvendo todos os membros da equipe de saúde e promoção do auto cuidado baseado em evidências, levando em conta a salivação, a placa, fatores de risco de estilo de vida.
 
Os profissionais de odontologia devem estar preparados para o grande número de pacientes idosos, especialmente entre os baby boomers (geração nascida entre 1946 e 1964), conservando os seus dentes naturais por mais tempo, declarou o autor do artigo o Professor Laurence James Walsh, da Faculdade de Odontologia da Universidade de Queensland na Austrália. Problemas específicos incluem cáries de em superfícies de raiz em pacientes com uma forte história de cárie coronal e aqueles que de repente desenvolveram hipofunção salivar. Além disso, pacientes idosos sofrem mais de doenças crônicas e são clinicamente mais complexos.
 
Opções de tratamento precisam ser ajustadas para cada situação do paciente. Isso inclui considerar como os tratamentos como podem maximizar a qualidade de vida do paciente e fazer com que ele ou ela fiquem confortáveis e livres de dor bem como sendo o tratamento possa se encaixar dentro dos recursos econômicos de cada um, comentou Walsh.

Abordagem Multidisciplinar

Pacientes idosos por vezes não cuidam adequadamente de sua saúde bucal, devido a declínio de habilidades motoras finas e redução de visão. Daí, Walsh aconselha uma abordagem multidisciplinar com médicos, enfermeiros e cuidadores trabalhando em conjunto para fornecer uma boa saúde bucal para os pacientes que vivem em consultórios de cuidados a longo prazo. Uma mensagem chave deve ser a promoção da saúde oral como parte da saúde global, disse ele.
 
“Um princípio central da odontologia preventiva moderna é evitar intervir antes de dar a oportunidade da prevenção funcionar”, enfatizou Walsh.
 
A população idosa corre o risco de cair no ciclo da negligência dental ou piora da doença bucal. Acompanhantes podem ser relutantes em realizar higiene oral, uma vez que eles possam sentir falta do conhecimento e habilidades necessárias para fazer isso com segurança. Isso adiciona a percepção de que a boca é um espaço pessoal íntimo. Consequentemente, muitos cuidadores acreditam que os pacientes devem cuidar dos seus próprios dentes e próteses dentárias. No caso de pacientes que desenvolvem demência, essas barreiras para cuidados orais podem ser ampliados.
 
“Protocolos para cuidados orais devem ser adaptados às necessidades do paciente e serem realistas, dadas as limitações de tempo, finanças e energia que podem ser gastas”, disse Walsh. Além disso, a falta de educação é uma necessidade que deveria ser abordada.
 
O artigo intitulado “Gestão de intervenção mínima do paciente idoso”, foi publicado on line recentemente no British Dental Journal.
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Pacientes com medo de ir ao dentista – um estudo

As pessoas com fobia de dentistas têm maiores probabilidades de ter cáries dentárias ou de sofrer perda dentária. A conclusão é de um estudo recentemente publicado pelo King’s College London, que analisa de que forma fatores sociais e demográficos podem estar relacionados com a saúde oral e com a qualidade de vida, especialmente em pessoas com fobia de ir ao dentista em comparação com aquelas que não têm esse problema.

De acordo com o website Dentistry.co.uk, as conclusões da pesquisa mostram que as pessoas com fobia de ir a consultas com seu dentista têm maior probabilidade de vir a ter cáries dentárias ou sofrer perda dentária. Além disso, estas pessoas têm também maior probabilidade de ter uma qualidade de vida deficiente relacionada com a saúde oral mais do que aquelas que não sofrem dessa fobia.

Mais comum do que se imagina

A ansiedade e a fobia em relação a consultas odontológicas é mais comum do que se possa imaginar e tem um enorme impacto no bem-estar e saúde dos pacientes. Para avaliar esta correlação, os pesquisadores do King’s College London analisaram vários dados do Adult Dental Health Survey (2009), uma levantamento que levou em conta as condições de saúde de pessoas que sofrem dessa fobia. Entre 10.900 pacientes, 1967 foram identificados como pacientes com fobia de idas ao dentista – 344 homens e 1023 mulheres.

Os resultados da pesquisa revelaram que as pessoas com fobia tinham maior probabilidade de sofrer de cáries dentárias. Além disso, estas pessoas têm também uma maior probabilidade de terem perdas dentárias.

Por trás dessa tendência pode estar o fato dessas pessoas evitarem consultas regulares ao dentista, o que pode agravar condições orais tratáveis ou preveníveis. O estudo ressalta que as pessoas que sofrem deste tipo de fobia tendem a preferir soluções imediatistas para os seus problemas bucais, em vez de um plano de tratamento de longo prazo.

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Paciente com bulimia: o dentista pode ser o primeiro a descobrir

bulimiaComo revela o relatório ‘The Costs of Eating Disorders – Social, Health and Economic Impacts’, cerca de 725 mil pessoas são afetadas por algum tipo de distúrbio alimentar no Reino Unido, patologias que frequentemente têm um impacto desastroso na saúde oral dos pacientes. Provocar o vômito de forma consecutiva pode resultar em danos severos para os dentes na forma de erosão, por isso é algo que os profissionais de odontologia devem ter o maior cuidado e atenção.

Além de uma creme dental com flúor e uma escova de dentes macia, os dentistas devem aconselhar os pacientes que sofrem destes distúrbios a não escovar os dentes logo após vomitarem ou consumirem alimentos ou bebidas ácidas, sendo preferível recorrer a um enxaguatório bucal ou mesmo gomas de mascar sem açúcar e com xilitol.

Ao contrário da obesidade, a anorexia nervosa e a bulimia são muitas vezes omitidas pelos indivíduos, tornando o seu diagnóstico ainda mais complicado. Daí a importância dos dentistas, pois a cavidade oral é um dos principais órgãos afetados pelas alterações dos hábitos alimentares, bem como dos métodos usados para atingir a tão desejada magreza.

Dentalis software – a escolha certa em software para odontologia

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