dentista

Epidemia de coronavírus – tudo o que você precisa saber

Epidemia de coronavírus – tudo o que você precisa saber

coronavírus

Muito tem se comentado nos últimos dias e semanas sobre a epidemia de coronavírus, o Covid-19.

O Coronavírus compõe uma família de vírus causadores de infecções respiratórias.
Recebe esse nome de “corona“, quando em 1965, ao ser observado em microscopia eletrônica, viu-se que aparência de uma coroa.

Assim como pacientes com outras doenças semelhantes à gripe, pacientes com coronavírus (covid-19) relatam sintomas leves a graves, como febre, tosse e falta de ar.

Tempo de incubação

Em média o tempo de incubação do coronavírus é de 5 a 7 dias após o contato inicial.
Há casos de períodos de incubação mais longos, de até 14 dias.
Há pessoas, no entanto, que não apresentam sintomas.

Período de transmissão

A transmissibilidade dos pacientes infectados por coronavírus (Covid-19) tem sido em média de 7 dias após o início dos sintomas.
Porém, dados preliminares do Covid-19 sugerem que a transmissão possa ocorrer, mesmo sem o aparecimento de sinais e sintomas. Esse é porém ainda um dado não totalmente esclarecido. Até o momento, não existem informações suficientes que possam garantir quantos dias anteriores ao início dos sinais e sintomas uma pessoa contaminada passa a transmitir o Covid-19.

Como o coronavírus se transmite

O contágio se dá a partir de pessoas infectadas.
A doença pode se espalhar desde que alguém esteja a menos de 2 metros de distância de uma pessoa com a doença.

A transmissão pode ocorrer por gotículas de saliva, espirro, tosse ou catarro, que podem ser repassados por toque ou aperto de mão, objetos ou superfícies contaminadas pelo infectado.

Infecção por Coronavírus – como se prevenir

Não existe até o momento medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus.

As seguintes medidas de prevenção são recomendadas:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos;
  • Na impossibilidade de lavar as mãos, usar desinfetante para as mãos à base de álcool 70 graus;
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes;
  • Ficar em casa quando estiver doente;
  • Usar um lenço de papel para cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, e descartá-lo no lixo após o uso;
  • Não compartilhar copos, talheres e objetos de uso pessoal;
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência;
  • Manter ambientes bem ventilados e higienizar as mãos após tossir ou espirrar.

Uso de máscara para proteção

A máscara à princípio deve ser utilizada por quem apresenta sintomas da doença.
Sua função é prevenir que alguém infectado contamine outras pessoas.

O uso também é recomendado para pessoas que tenham contato com indivíduos com suspeita ou confirmação do novo coronavírus.

Máscaras também devem ser usadas por profissionais de saúde que atuem em locais com pacientes com suspeitas ou sintomas.
Após a utilização, a orientação é descartar a máscara em local adequado e lavar as mãos.

Posso ter coronavírus? Há possibilidade de existir uma imunidade natural a ele?

À princípio todos estão suscetíveis ao Coronavírus. Isso pelo fato de ser um vírus novo. Também não se tem certeza de que um indivíduo uma vez infectado e curado da doença adquira imunidade permanente ao Covid-19.

Características clínicas de uma infecção por coronavírus

Não existem características clínicas específicas de uma infecção por coronavírus que possam diferenciá-lo de outros vírus causadores de infecções respiratórias.
Os sintomas de uma infecção por coronavírus são comuns a outros vírus como influenza, parainfluenza, rinovírus, vírus sincicial respiratório e adenovírus.

Coronavírus – principais sintomas

Os sintomas principais do Covid-19 são febre, cansaço e tosse seca.
Parte dos pacientes pode apresentar dores, congestão nasal, coriza, tosse e diarreia.

Alguns pacientes podem ser assintomáticos, ou seja, estarem infectados pelo vírus, mas não apresentarem sintomas. Pacientes mais jovens são os mais passíveis de não apresentarem qualquer sinal da doença.

Qual a população mais vulnerável à infecção por coronavírus?

A OMS calcula que 1 em cada 6 pacientes pode ter um agravamento do quadro, com dificuldades respiratórias sérias. A população de maior risco é aquela da terceira idade. É também a população que por consequência mais gera preocupação diante da atual epidemia.

coronavírus

Como o dentista pode lidar com a epidemia de Coronavírus

A prevenção é e sempre será o melhor remédio para qualquer problema.
Na questão de como o dentista poderá lidar com o quadro atual de epidemia de Coronavírus, seguem algumas sugestões.

Inicialmente, o contato inicial com o paciente pode se dar pelo telefone. No caso de consultas já marcadas, recomenda-se uma triagem prévia.

Nesse contato inicial pode-se buscar obter informações sobre o estado de saúde do paciente e do seu possível contato com o vírus.

Sugestão de um questionário que pode ser utilizado nessa estratégia de abordagem

  • Viajou para os países de risco nos últimos 14 dias?
  • Tem ou teve febre nos últimos 14 dias?
  • Tem ou teve algum problema respiratório, especialmente tosse, nos últimos 14 dias?
  • Esteve em contato (não protegido) com um caso confirmado de Coronavírus?
  • Nos últimos 14 dias, esteve em contato próximo com alguém que apresentava sintomas respiratórios agudos?

Se o paciente confirmar alguma das perguntas dessas perguntas, estiver infectado ou se for imunodeprimido, o dentista deverá desmarcar a consulta caso esta não seja urgente. E recomendar ao paciente uma nova data para sua realização.

Se, no entanto, se tratar de uma urgência, o dentista e sua equipe recomenda-se adotar as seguintes medidas de proteção no uso de EPI:

  • Uso de touca e avental cirúrgico descartável;
  • Uso de óculos de proteção;
  • Uso de máscara do tipo N95. Para o caso de máscara cirúrgica recomenda-se duas, substituídas a cada 2 horas ou ao término de cada atendimento;

Sequência recomendada de colocação do equipamento de proteção individual (EPI)

  1. Higienizar as mãos. As mãos devem ser bem lavadas antes e depois do procedimento do paciente;
  2. Colocar o avental;
  3. Colocar a máscara;
  4. Colocar o óculos de proteção ocular;
  5. Colocar as luvas.

Caso não disponha do EPI adequado, ao dentista não se aconselha a realização da consulta de paciente com Covid-19 ou suspeita de Covid-19.

Cuidados extras para todos os pacientes em áreas de maior risco

  • Retirar da sala de espera revistas, folhetos e outros objetos que possam ser manuseados por várias pessoas;
  • Gerenciar as marcações de consulta de forma a evitar ter vários pacientes ao mesmo tempo na sala de espera. Preferencialmente, não ter mais de duas pessoas ao mesmo tempo nesse espaço;
  • Informar os pacientes sobre as medidas de segurança. Em especial a de manter uma distância de cerca de 1,5 m;
  • O paciente deve lavar as mãos antes de entrar no consultório. Também não deve entrar com as peças de roupa que serão retiradas.
  • Antes da consulta o paciente deve bochechar com uma solução de água oxigenada a 1% por 30 segundos ou com 0,2-0,3% de clorexidina.

Higiene do espaço

A higiene do espaço também deve ser cuidada, pelo que todas as superfícies de trabalho e o ambiente devem ser imediatamente limpos e desinfetados. Pode ser utilizada, por exemplo, uma solução de hipoclorito de sódio de 1000 ppm de cloro ativo. Tal solução pode ser encomendada em farmácias de manipulação.

O vírus são inativados após cinco minutos de contato com desinfetantes normais, como a água sanitária doméstica.
As normas universais de desinfeção e esterilização devem ser minuciosamente seguidas, algo sempre importante a destacar.

Fontes: Ministério da Saúde, Portal MS, Agência Brasil, OMS, Saúde Oral
Posted by Victor in Dicas, Estudos, 0 comments

Odontologia emocional: importância no dia a dia do dentista

Na odontologia, o contato direto e constante com os pacientes obriga os dentistas a possuírem, além de capacidades técnicas, aptidões psicológicas. Em qualquer tratamento dentário, o diálogo entre o profissional e o paciente é decisivo para encontrar o procedimento mais adequado ao caso e alcançar os melhores resultados.

A odontologia emocional está focada no modo como estabelecer uma comunicação eficaz e vantajosa para ambas as partes, que resulte numa maior satisfação por parte do paciente. Um dos pilares desta técnica é a prática da escuta ativa.

Baseada no conceito de inteligência emocional, esta nova forma de entender a prática da odontologia pode ser definida como a capacidade de o dentista conhecer e gerir tanto as suas emoções como as do seu paciente. O objetivo é realizar tratamentos dentários com êxito, assim como proporcionar a cada paciente uma experiência agradável no consultório.

Um dos motivos pelos quais os pacientes escolhem uma clínica odontológica ou outra é a confiança transmitida pela equipe que nela trabalha. Quer seja um dentista conhecido pela família, recomendado ou simplesmente por uma boa localização, as pessoas interessadas precisam sentir confiança no profissional que vai cuidar do seu sorriso.

O papel da odontologia emocional

Além da experiência e dos conhecimentos técnicos, a comunicação pessoal correta e atenta aumenta a sensação de confiança e facilita a aceitação dos tratamentos dentários. Por outro lado, a odontologia emocional ajuda a lidar com situações complicadas no consultório, como nos casos em que há pacientes que se recusam a realizar os procedimentos necessários, sofrem de odontofobia ou revelam tendências agressivas.

Como aplicar a odontologia emocional na sua clínica odontológica

Tanto a inteligência emocional como o uso desse conceito em odontologia exigem um autoconhecimento prévio, para descobrir os pontos a melhorar tanto no aspecto pessoal como profissional. Com algumas orientações simples, poderá começar a implementar a odontologia emocional no seu consultório.

Escuta ativa

Necessária para estabelecer um diálogo produtivo, esta técnica baseia-se na capacidade de fazer ver ao seu interlocutor que o está ouvindo atentamente, sem emitir qualquer juízo sobre as suas palavras. Graças à escuta ativa, o paciente irá sentir-se à vontade para comunicar o seu problema e transmitir todas as suas dúvidas. Desta forma, tanto o diagnóstico como a aceitação do tratamento terão muito mais chances de sucesso.

Para colocar em prática esta técnica e conquistar a confiança do interlocutor, é imprescindível não interromper e fazer perguntas abertas que convidem ao diálogo.

Competências intrapessoais

Estas aptidões permitem que as pessoas melhorem como indivíduos, ao nível pessoal e laboral. Trabalhar em aspectos como a automotivação, a responsabilidade e a assertividade, facilitará a comunicação efetiva entre o profissional e os seus pacientes. O dentista deve aprender a gerir corretamente as suas emoções, como o estresse ou problemas particulares, para que o paciente sinta uma maior confiança, o que terá um impacto positivo na sua ida ao consultório.

Competências interpessoais

Numa clínica odontológica intervêm e trabalham muitas pessoas, cada uma com uma personalidade diferente. Para manter uma boa relação com a equipe e os pacientes, é essencial trabalhar as aptidões sociais, tendo presente o conceito de odontologia emocional. Neste sentido, a empatia, a proatividade e o respeito serão os melhores aliados para melhorar as capacidades interpessoais e otimizar o funcionamento do consultório.

Na verdade, a aplicação da inteligência emocional à prática odontológica é cada vez mais necessária.
A procura de um atendimento mais personalizado por parte dos pacientes, apesar da grande concorrência que caracteriza este segmento, exige dos profissionais a melhoria contínua dos seus serviços para oferecer a melhor experiência clínica, baseada na atenção às necessidades e características de cada paciente.

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Patologias que apresentam sinais na boca

A consulta regular ao dentista é fundamental na identificação de problemas bucais como a cárie, a periodontite e o acúmulo de biofilme. Além de detectar e reverter as condições, o dentista é o profissional de saúde que tem um papel importantíssimo na detecção de outras patologias que ultrapassam as fronteiras da boca.
O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo listou nove enfermidades que dão sinais por ali:

1. Sífilis

Um dos primeiros sintomas dessa infecção bacteriana é uma ferida na gengiva que demora a cicatrizar. Ela também pode causar placas vermelhas e úlceras nessa região. O Brasil, aliás, vive um surto da doença: só no estado de São Paulo houve um crescimento de 603% no número de casos em seis anos. O problema é ainda maior para gestantes e bebês: a elevação foi de 1001% nesse grupo. E pensar que um simples antibiótico é capaz de tratar o quadro e evitar muitas de suas complicações.

2. Leucemia

Esse tipo de câncer hematológico que se inicia na medula óssea e afeta as células sanquíneas tem como um dos seus sinais um inchaço da gengiva e uma maior propensão a sangramentos espontâneos sem nenhuma razão aparente. O aparecimento dessas características exige muita atenção.

3. Anemia

A ausência de glóbulos vermelhos saudáveis causa fadiga, palidez, falta de ar e tonturas. Outra manifestação é uma língua mais lisa. O ideal é que esse músculo esteja sempre áspero e brilhante.

4. Bulimia

Esse transtorno psiquiátrico é marcado por abusos de laxantes e pela indução ao vômito. O paciente ainda alterna episódios de compulsão seguidos por momentos compensação. O hábito de regurgitar com frequência faz com que muitos ácidos do estômago cheguem à boca. Isso destrói as camadas superficiais dos dentes e machuca toda a mucosa.

5. Câncer bucal

O vírus HPV, transmitido durante o sexo, está por trás da maioria dos casos de câncer do colo do útero. Ele também é um dos principais vilões dos tumores de cabeça e pescoço. Na boca, ele forma verrugas que podem evoluir para um problema mais sério. A presença de alguma afta ou lesão que não desaparece após duas semanas merecem atenção redobrada do dentista.

6. Doenças Autoimunes

Enfermidades como o lúpus eritematoso sistêmico e o pênfigo vulgar, em que o próprio sistema imune ataca estruturas do corpo, podem dar sinais como úlceras nas mucosas da boca. Essas feridas doem bastante e não costumam cicatrizar facilmente.

7. Diabetes

O descontrole nas taxas de açúcar pode vir junto com um hálito ruim. Há quem diga que o cheiro se assemelhe ao de frutas envelhecidas. Esses pacientes usualmente apresentam gengivite, a inflamação das gengivas.

8. Cirrose hepática

Lesões no fígado têm inúmeras causas, como o álcool, a gordura e alguns tipos de vírus. Se não tratadas a tempo, elas podem se tornar crônicas e comprometer de vez a saúde. Nesses indivíduos, as partes moles da boca mudam de cor e chegam a ficar até amarelas ou esverdeadas.

9. AIDS

A doença provocada pelo vírus HIV pode aparecer aqui por meio de gengiva inflamada, placas esbranquiçadas, linhas verticais brancas na região lateral da língua e aftas de grande extensão. O sistema imunológico enfraquecido pela infecção possibilita que outros micro-organismos tomem conta do espaço e levem a todas essas complicações.

Dentalis Software – colabora com o seu sorriso e de seus pacientes

Posted by Victor in Dicas, Estudos, 0 comments

Ansiedade frente ao tratamento odontológico tem solução

A acupuntura pode ser um tratamento eficaz para a redução da chamada ansiedade frente ao tratamento odontológico. A conclusão é de um estudo da Universidade de York, publicado na revista científica European Journal of Integrative Medicine, que fez uma revisão de seis estudos clínicos que envolveram 800 pacientes que sofrem desse tipo de ansiedade.

30% da população mundial

De acordo com o estudo, a ansiedade frente ao tratamento odontológico afeta cerca de 30% da população adulta mundial, com sintomas que vão desde as náuseas e a dificuldade em respirar a uma sensação de tontura com a simples ideia de ter que ir ao dentista.

Acupuntura: eficiente na redução da ansiedade

O estudo agora publicado fez uma revisão de seis estudos clínicos, que no total incluem uma amostra de mais de 800 pacientes, e usou uma escala de pontos para medir a ansiedade dos pacientes. Os estudos analisados revelam que a ansiedade frente ao tratamento odontológico diminuiu em cerca de oito pontos quando os pacientes eram submetidos a acupuntura, uma redução considerada clinicamente relevante para que a acupuntura possa ser considerada uma alternativa viável para tratar a ansiedade frente ao tratamento odontológico.

Hugh MacPherson, Professor de Acupuntura no Departamento de Ciências da Saúde da Universidade de York, comenta que “existe um interesse científico crescente em relação à eficácia da acupuntura como tratamento e como tratamento complementar de medicações tradicionais.”

Conheça o estudo em detalhe aqui.

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Uso de antibióticos durante a gestação pode aumentar risco de aborto espontâneo

Embora os antibióticos sejam amplamente utilizados durante a gravidez, as evidências relativas à sua segurança fetal permanecem limitadas. O objetivo deste estudo, publicado pelo Canadian Medical Association Journal, foi quantificar a associação entre a exposição a antibióticos durante a gravidez e o risco de aborto espontâneo.

Metodologia

Pesquisadores da Université de Montréal realizaram um estudo caso-controle aninhado dentro da Quebec Pregnancy Cohort (1998–2009). Foram excluídos os abortos planejados e as gestações expostas a drogas fetotóxicas. O aborto espontâneo foi definido como um diagnóstico ou um procedimento relacionado ao aborto espontâneo antes da 20ª semana de gestação. A data-índice foi definida como a data-calendário do aborto espontâneo. Dez controles por caso foram selecionados aleatoriamente e combinados por idade gestacional e ano de gravidez. O uso de antibióticos foi definido pelas prescrições preenchidas entre o primeiro dia de gestação e a data-índice e foi comparado com (a) não exposição e (b) exposição a penicilinas ou cefalosporinas. Estudou-se o tipo de antibiótico separadamente usando os mesmos grupos de comparação.

Conclusão

Após os ajustes necessários para potenciais fatores de confusão, o uso de azitromicina, claritromicina, metronidazol, sulfonamidas, tetraciclinas e quinolonas foi associado a um risco aumentado de aborto espontâneo. Resultados semelhantes foram encontrados quando penicilinas ou cefalosporinas foram usadas como grupo comparador.​

Este é um conhecimento de grande relevância para o dentista no âmbito da odontologia, onde a prescrição de antibióticos faz parte do dia a dia das consultas e atendimentos.

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Pacientes idosos: prevenção antes da intervenção

À luz do envelhecimento da população, dentistas precisam estar cientes dos riscos apresentados por dentição conservada e superfícies de raiz exposta em pacientes idosos, cujos problemas de saúde bucal são multifatoriais. Um artigo recente recomendou uma abordagem de intercepção máxima envolvendo todos os membros da equipe de saúde e promoção do auto cuidado baseado em evidências, levando em conta a salivação, a placa, fatores de risco de estilo de vida.
 
Os profissionais de odontologia devem estar preparados para o grande número de pacientes idosos, especialmente entre os baby boomers (geração nascida entre 1946 e 1964), conservando os seus dentes naturais por mais tempo, declarou o autor do artigo o Professor Laurence James Walsh, da Faculdade de Odontologia da Universidade de Queensland na Austrália. Problemas específicos incluem cáries de em superfícies de raiz em pacientes com uma forte história de cárie coronal e aqueles que de repente desenvolveram hipofunção salivar. Além disso, pacientes idosos sofrem mais de doenças crônicas e são clinicamente mais complexos.
 
Opções de tratamento precisam ser ajustadas para cada situação do paciente. Isso inclui considerar como os tratamentos como podem maximizar a qualidade de vida do paciente e fazer com que ele ou ela fiquem confortáveis e livres de dor bem como sendo o tratamento possa se encaixar dentro dos recursos econômicos de cada um, comentou Walsh.

Abordagem Multidisciplinar

Pacientes idosos por vezes não cuidam adequadamente de sua saúde bucal, devido a declínio de habilidades motoras finas e redução de visão. Daí, Walsh aconselha uma abordagem multidisciplinar com médicos, enfermeiros e cuidadores trabalhando em conjunto para fornecer uma boa saúde bucal para os pacientes que vivem em consultórios de cuidados a longo prazo. Uma mensagem chave deve ser a promoção da saúde oral como parte da saúde global, disse ele.
 
“Um princípio central da odontologia preventiva moderna é evitar intervir antes de dar a oportunidade da prevenção funcionar”, enfatizou Walsh.
 
A população idosa corre o risco de cair no ciclo da negligência dental ou piora da doença bucal. Acompanhantes podem ser relutantes em realizar higiene oral, uma vez que eles possam sentir falta do conhecimento e habilidades necessárias para fazer isso com segurança. Isso adiciona a percepção de que a boca é um espaço pessoal íntimo. Consequentemente, muitos cuidadores acreditam que os pacientes devem cuidar dos seus próprios dentes e próteses dentárias. No caso de pacientes que desenvolvem demência, essas barreiras para cuidados orais podem ser ampliados.
 
“Protocolos para cuidados orais devem ser adaptados às necessidades do paciente e serem realistas, dadas as limitações de tempo, finanças e energia que podem ser gastas”, disse Walsh. Além disso, a falta de educação é uma necessidade que deveria ser abordada.
 
O artigo intitulado “Gestão de intervenção mínima do paciente idoso”, foi publicado on line recentemente no British Dental Journal.
Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Pacientes com medo de ir ao dentista – um estudo

As pessoas com fobia de dentistas têm maiores probabilidades de ter cáries dentárias ou de sofrer perda dentária. A conclusão é de um estudo recentemente publicado pelo King’s College London, que analisa de que forma fatores sociais e demográficos podem estar relacionados com a saúde oral e com a qualidade de vida, especialmente em pessoas com fobia de ir ao dentista em comparação com aquelas que não têm esse problema.

De acordo com o website Dentistry.co.uk, as conclusões da pesquisa mostram que as pessoas com fobia de ir a consultas com seu dentista têm maior probabilidade de vir a ter cáries dentárias ou sofrer perda dentária. Além disso, estas pessoas têm também maior probabilidade de ter uma qualidade de vida deficiente relacionada com a saúde oral mais do que aquelas que não sofrem dessa fobia.

Mais comum do que se imagina

A ansiedade e a fobia em relação a consultas odontológicas é mais comum do que se possa imaginar e tem um enorme impacto no bem-estar e saúde dos pacientes. Para avaliar esta correlação, os pesquisadores do King’s College London analisaram vários dados do Adult Dental Health Survey (2009), uma levantamento que levou em conta as condições de saúde de pessoas que sofrem dessa fobia. Entre 10.900 pacientes, 1967 foram identificados como pacientes com fobia de idas ao dentista – 344 homens e 1023 mulheres.

Os resultados da pesquisa revelaram que as pessoas com fobia tinham maior probabilidade de sofrer de cáries dentárias. Além disso, estas pessoas têm também uma maior probabilidade de terem perdas dentárias.

Por trás dessa tendência pode estar o fato dessas pessoas evitarem consultas regulares ao dentista, o que pode agravar condições orais tratáveis ou preveníveis. O estudo ressalta que as pessoas que sofrem deste tipo de fobia tendem a preferir soluções imediatistas para os seus problemas bucais, em vez de um plano de tratamento de longo prazo.

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Paciente com bulimia: o dentista pode ser o primeiro a descobrir

bulimiaComo revela o relatório ‘The Costs of Eating Disorders – Social, Health and Economic Impacts’, cerca de 725 mil pessoas são afetadas por algum tipo de distúrbio alimentar no Reino Unido, patologias que frequentemente têm um impacto desastroso na saúde oral dos pacientes. Provocar o vômito de forma consecutiva pode resultar em danos severos para os dentes na forma de erosão, por isso é algo que os profissionais de odontologia devem ter o maior cuidado e atenção.

Além de uma creme dental com flúor e uma escova de dentes macia, os dentistas devem aconselhar os pacientes que sofrem destes distúrbios a não escovar os dentes logo após vomitarem ou consumirem alimentos ou bebidas ácidas, sendo preferível recorrer a um enxaguatório bucal ou mesmo gomas de mascar sem açúcar e com xilitol.

Ao contrário da obesidade, a anorexia nervosa e a bulimia são muitas vezes omitidas pelos indivíduos, tornando o seu diagnóstico ainda mais complicado. Daí a importância dos dentistas, pois a cavidade oral é um dos principais órgãos afetados pelas alterações dos hábitos alimentares, bem como dos métodos usados para atingir a tão desejada magreza.

Dentalis software – a escolha certa em software para odontologia

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Dentista: a profissão com as melhores perspectivas para 2017

dentistas atendendoDe acordo com o U.S. News & World Report, que libera uma lista dos top 100 postos de trabalho na América Latina a cada ano, a profissão de dentista é a melhor em 2017, no que diz respeito ao potencial de crescimento, o equilíbrio entre vida e trabalho e salário. Trabalhos na área da saúde em geral, têm dominado o ranking.

Os analistas verificaram que entre os cem melhores empregos, 52 estavam em um campo relacionado com a saúde, incluindo sete profissões em odontologia. Globalmente, dentista é classificado como o melhor trabalho, seguido pelo enfermeiro generalista e médico assistente.

Em forte crescimento até 2024

Até 2024, o crescimento do emprego na profissão de dentista é estimado em 18 por cento, num montante de cerca de 23.300 novos empregos. Em média, dentistas ganharam US$ 152,700 em 2015, com o mais bem pago ganhando mais de US$ 187,200 e o pior pago ganhando menos de US$ 68,310.

A profissão de ortodontista, que liderou a lista de melhores postos de trabalho no ano passado, está agora classificada como o quinto melhor trabalho nos EUA. Impulsionada pela crescente demanda por cuidados dentários especializados, emprego na profissão irá crescer com uma previsão de 18% a partir de 2014 a 2024, equivalente a cerca de 1.500 novos postos de trabalho. A media salarial de um ortodontista foi $187,200 em 2015.

Em nono lugar na lista de melhores postos de trabalho em 2017 está a profissão de cirurgião bucomaxilofacial, com um salário de US$ 187,200 mediana em 2015 e uma previsão da taxa de crescimento do emprego de 18 por cento, ou 1.200 novos trabalhos a partir de 2014 a 2024. No entanto, Cirurgião Oral e Bucomaxilofacial foram classificados em terceiro na lista dos melhores trabalhos mais bem pagos em 2015.

A crescente demanda de trabalho restaurador odontológico como resultado do crescente envelhecimento da população nos Estados Unidos é esperada para impulsionar o crescimento na indústria dentária em geral e na profissão de prostodontista em particular. Por conseguinte, prostodontista foi classificado como o 21º melhor trabalho de 2017. Em média, esses profissionais dentários ganharam US$ 119,740 em 2015 e o emprego na profissão é esperado o crescimento de 18%, traduzindo a 100 novos postos de trabalho.

Devido a uma taxa média de crescimento mais rápido do que a maioria das profissões, o mercado para técnicos de higiene dentária está em plena expansão, principalmente como resultado da crescente sensibilização dos consumidores para a saúde oral. A ocupação foi classificada como o 32º segundo melhor trabalho e o índice de emprego é esperado crescer em 19 por cento até 2024, com cerca de 37,400 novos postos de trabalho. A média salarial de técnico de higiene dentária nos EUA foi de US$ 72,330 em 2015.

Os analistas classificaram a profissão de assistente dentário em 100º na lista de melhores postos de trabalho. É esperado que mais de 58.000 novos empregos serão abertos para assistentes dentários por volta de 2024, traduzindo o crescimento do emprego de 18%. A média de salário de um assistente dentário foi de US$ 35,980 em 2015.

A lista compilada da U.S. News & World Report, leva em conta os dez anos de crescimento de volume e percentagem com o número projetado de aberturas a partir de 2014 a 2024, a media de salário, taxa de emprego, as perspectivas de emprego futuro, nível de estresse e equilíbrio entre trabalho e vida de várias profissões através de 15 indústrias e empresas no país. Dados para a análise foram obtidos a partir do Bureau of Labor Statistics.

Dentalis Software – colabora com o seu sorriso e de seus clientes

Posted by Victor in Dicas, 0 comments

Dentista tem papel fundamental para garantir a saúde geral do paciente

dentista com seu pacientedentistaTem sido defendido pela comunidade científica que a saúde oral tem um grande impacto sobre saúde geral do paciente.
E de acordo com um estudo agora publicado, ir pelo menos duas vezes por ano ao dentista pode ajudar a reduzir em cerca de 86% o risco de sofrer de pneumonia.

A conclusão é de um estudo realizado pela Universidade da Virginia, nos EUA, e que destaca que as pessoas que nunca ou raramente vão o dentista têm maiores chances de sofrer de pneumonia.

Michelle Doll, uma das responsáveis pelo estudo, assegura que “a relação entre a saúde bucal e a pneumonia está bem documentada e as visitas ao dentista são importantes para manter uma boa saúde oral. É certo que não podemos eliminar completamente as bactérias da nossa cavidade oral, mas também é verdade que uma boa saúde bucal pode limitar a quantidade de bactérias presentes”.

Como se chegou a esse resultado

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores analisaram questionários realizados em um grupo de 26.246 pessoas, 441 das quais sofriam de pneumonia bacteriana. Os resultados mostraram que aquelas que não tinham o hábito de ir ao dentista tinham maior probabilidade de sofrer de pneumonia do que aquelas que iam pelo menos duas vezes por ano.

“O nosso estudo reforça as evidências de que a saúde bucal está relacionada com a saúde no geral e sugere que é importante incorporar os cuidados orais nos cuidados de saúde preventivos”, acrescenta Michelle Doll.


A vida é feita de momentos e para cada um deles somos convidados a transformar a saudade em abraço,
a ausência em existência, a mágoa em sorriso.

São nestas horas que crescemos como seres humanos e descobrimos que a amizade e o amor verdadeiros de fato existem e provam o quanto vale a pena viver.

Lembre-se que o 2017 feliz dependerá sempre mais de você e de suas escolhas do que das circunstâncias da vida!
Obrigado pela confiança depositada no Dentalis durante todo o ano de 2016!

Desejamos tudo de bom no Ano Novo!
É o que o Dentalis e sua equipe de colaboradores lhes deseja de coração!

Para celebrar esta data deixamos com vocês uma música que é sinal da busca pela paz interpretada na voz de crianças de várias partes do mundo como sinal da esperança em dias melhores…

Posted by Victor in Dicas, 0 comments